quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

CGADB, União Estável e Batismo em Águas

"O batismo em águas. É um ato importante e repleto de significados espirituais, que é administrado pela igreja ao crente, mediante arrependimento e confissão de fé [...] O batismo é uma ordenança divina; é, em si, um ato de compromisso e profissão de fé; é um ato público em confirmação daquilo que já possuímos - a salvação pela fé em Jesus." (Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil, pg. 127, 129)

Um dos temas que será tratado na próxima AGO da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil - CGADB, que será  realizada em Belém do Pará, de 8 a 12/4, é sobre a possibilidade de em alguns casos específicos um crente poder ser batizado em águas sem ser casado civilmente, vivendo em união estável.

Não são poucos os casos onde ao se converter, em razão do seu parceiro(a)  não concordar em regularizar a situação civil através do casamento, o crente fica privado do batismo em águas.

Muitos destes crentes não batizados em águas, mas regenerados e salvos em Cristo Jesus, ocupam funções em algumas igrejas, tais como ensinar na Escola Dominical, líderar órgãos e departamentos, etc.

Em diversos lugares já há casos onde após análise do ministério local, alguns nesta situação de espera por uma regularização de sua condição civil através do casamento, são batizados em águas.

Os debates prometem ser intensos, pois de um lado estão os pastores que rejeitam plenamente o batismo de crentes nestas condições (mesmo em casos específicos e devidamente analisados), e de outro lado estão os pastores que compreendem ser possível uma análise caso a caso por parte dos ministérios locais.

A questão envolve, acima de tudo, uma discussão  doutrinária e teológica: além da fé e do arrependimento, algum outro pré-requisito seria necessário para o batismo em águas? Se alguns destes crentes já foram batizados inclusive no Espírito Santo, como negar a eles as águas? O que significa e o que representa o batismo em águas?

Oremos para que o Senhor nos dê a sabedoria necessária para julgar e decidir sobre tal questão.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A Pedagogia da Humilhação

Precisamos estar por um tempo em humilhação debaixo da poderosa mão de Deus, para que no tempo próprio alcancemos a exaltação que vem dele.
Primeiro nos dispomos a sermos por ele humilhados (gr. Ταπεινώθητε, tapeinōthēte) para depois sermos por ele exaltados.
A humilhação que vem dele é pedagógica. (1 Pe 5.6)

Ainda Sobre Escola Dominical

Pela graça de Deus fui aluno, professor e Superintendente Geral de Escola Dominical, função esta exercida por dez anos consecutivos.
Focado no ministério do ensino, procurei especialização na área de educação, e me graduei em pedagogia, fazendo também duas especializações, uma em psicopedagogia e a outra em educação cristã. Escrevi artigos e tive um livro publicado sobre o tema educação na ED.
Nos últimos doze anos, com exceção do período em que estive na Itália, viajei por todo o Brasil, onde pude ministrar em diversos eventos voltados para a capacitação de superintendentes e professores de ED. Conheci assim, muitas e complexas realidades de perto.
O tempo passou, mas os problemas relacionados à ED continuam, e variam em grau de dificuldades de lugar para lugar.
Dessa forma, antes de tentar implementar ações, ou de planejar eventos voltados para promover a ED, tente identificar as principais e urgentes necessidades locais da mesma, que geralmente resultam na evasão dos alunos, e até no encerramento das suas atividades.
Dentre os referidos problemas, permanecem:
- A falta de apoio de pastores e líderes locais;
- A falta de investimento em recursos materiais diversos (consequência direta da falta de apoio dos líderes);
- A falta de investimento no treinamento dos superintendentes, que precisam de fundamentos administrativos e pedagógicos;
- A falta de investimento no treinamento dos professores com ênfase nos aspectos teológicos, didáticos, metodológicos, psicológicos e relacionais;
- A falta de estrutura física adequada para o ensino, que não havendo como melhorar, pode ser compensada (ou minimizado o problema) com um ensino de qualidade;
- O excesso de atividades mal planejadas na igreja;
- Dias e horários de funcionamento inadequados para o contexto e realidade local;
- O desinteresse absoluto de muitos crentes em estudar as Escrituras na ED, seguido das já conhecidas desculpas;
- A necessidade de professores vocacionados espiritualmente para o ensino.
A ED, assim como toda agência de ensino e educação cristã, precisa também estar atenta às transformações e aos desafios contemporâneos, que podem exigir algumas mudanças e adequações urgentes e necessárias.

Liderança e Pragmatismo: Quando a Vingança é Travestida de Justiça (1 Rs 2.5-9)

No final dos seus dias Davi foi bastante pragmático nos conselhos que deu a seu filho Salomão, orientando-o a matar Joabe, e ainda, numa manobra ardilosa, e quebrando a promessa feita a Simei, mandou que com ele se fizesse o mesmo. Orientou também que Salomão beneficiasse uma família que o tinha protegido.
Acontece que o pragmatismo de Davi não livrou Salomão de sua própria tragédia pessoal.
Em todo o tempo, bom é confiar em Deus e obedecer os seus mandamentos. A vingança travestida de justiça, em nada glorifica ao Senhor, nem resulta em sua bênção.

Estilos de Liderança e Metodologias de Ensino Passivas e Ativas

Quando observamos atentamente a liderança e a prática pedagógica de Jesus, podemos perceber uma característica marcante: a diversidade.
As teorias de liderança e de metodologias de ensino costumam enfatizar determinado estilo, dando extrema ênfase ao mesmo, e a negligenciar ou excluir os demais estilos.
Se fala muito hoje em dia em estilos de liderança centrados nos liderados e de metodologias de ensino centradas nos alunos, em detrimento de outros estilos e metodologias.
Ao observarmos o Líder dos líderes, vamos encontrá-lo tomando a maioria das decisões sozinho, para em seguida compartilha-las, e também delegando autoridade aos seus liderados para o desempenho de tarefas.
Já em sua prática de ensino, o Mestre dos mestres alternava sempre o método expositivo com a interação, perguntas e respostas, etc., ou seja, ele usava tanto as metodologias passivas quanto as ativas.
Aprendemos com Jesus, que as diversas teorias de liderança e de metodologias de ensino não são excludentes entre si, mas complementares.
Diversos fatores determinarão se em dado momento a decisão na liderança será autocrática ou democrática, e se a metologia de ensino em determinada aula será centrada no professor ou no aluno (ou numa combinação das duas possibilidades).
Busquemos no Senhor a sabedoria necessária para cumprirmos com excelência o nosso chamado, tendo-o sempre como o nosso supremo modelo e referencial na prática da liderança cristã e do ensino.

Cognição e Emoção na Pregação e no Ensino da Palavra

"Uma das maneiras mais fortes de provocarmos impacto no outro é pela emoção. Partilhar ideias costuma consumir tempo e esforço cognitivo. A partilha de sentimentos, porém, acontece com facilidade e instantaneamente." (Tali Sharot, A Mente Influente)
A realidade descrita acima pela neurocientista Tali Sharot, é uma das causas do sucesso dos pregadores e ensinadores que se utilizam de uma alta carga de emotividade, e das dificuldades que enfrentam os pregadores e ensinadores mais centrados no aspecto cognitivo da pregação e do ensino. A ênfase demasiada num destes dois aspectos é prejudicial para a comunicação da mensagem.
O pregador e o ensinador devem buscar o equilíbrio em trazer uma mensagem bíblica, que siga uma lógica cognitiva, ao mesmo tempo em que não deve desprezar a necessidade de demonstrar de modo bastante natural, os seus sentimentos para o público ouvinte.
É possível, na comunicação da Palavra, ser lógico-cognitivo sem deixar de ser emotivo, e ser emotivo sem deixar de ser lógico-cognitivo, tudo na medida certa.
Em alguns momentos, em razão dos temas abordados, algumas mensagens serão mais cognitivas, enquanto outras serão mais emotivas.

Congressos Gerais e Cultos Dominicais Evangélicos

Se a adoração a Deus e a ministração da Palavra em muitos dos nossos cultos dominicais não conseguem ser tão fervorosos como em nossos congressos, há algo a ser repensado em nossa liturgia, ou em nossa disposição mental e espiritual para cultuar.
Os congressos costumam ser eventos empolgantes, enquanto muitos cultos dominicais costumam ser reuniões enfadonhas.
Os congressos costumam ter expressões de adoração espontâneas, enquanto em muitos cultos dominicais a participação no louvor é um ato meramente mecânico.
Os congressos costumam ter tempo para a pregação bíblica, vibrante e edificante, enquanto em muitos cultos dominicais nem pregação se tem.
Os congressos costumam ser aguardados com grande expectativa, enquanto muitos cultos dominicais não provocam entusiasmo algum.
Os congressos costumam ter manifestações livres e poderosas do Espírito, enquanto em muitos cultos dominicais o Espírito é refém de uma liturgia formal.
Que os nossos cultos dominicais se tornem congressos semanais plenos de adoração, da Palavra e do poder do Espírito, para a glória de Deus!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Deus: Ciência e Convivência

A teologia te dará saberes. A intimidade com Deus te dará a presença dele.

A teologia te dará ciência. A intimidade com Deus te dará experiência sobrenatural.

A teologia te dará erudição. A intimidade com Deus te dará unção.

A teologia te dará métodos hermenêuticos. A intimidade com Deus te dará revelação.

A teologia te dará eloquência. A intimidade com Deus te dará poder espiritual.

A teologia te dará o hebraico e o grego. A intimidade com Deus te dará variedade de línguas. 

A teologia te dará títulos. A intimidade com Deus te dará humildade.

A teologia te dará um acréscimo no currículo. A intimidade com Deus te dará o testemunho dele.

Cresça em ciência. Cresça mais ainda em convivência Deus.

Entenda que o saber sobre Deus, sem o conviver com Deus é apenas vaidade. Tola e passageira vaidade.

Seguindo no Servir

Pela graça de Deus, este ano estaremos presidindo o Conselho de Doutrina da Assembleia Deus em Abreu e Lima-PE (IEADALPE), onde ao lado dos demais companheiros, trabalharemos no sentido de promover e defender os fundamentos bíblicos e doutrinários expressos em nossa Declaração de Fé.
O Senhor me tem concedido de servir nesta igreja já há 30 anos, onde dentre as diversas atividades, além de pastorear congregações e coordenar áreas eclesiais, por dez anos trabalhamos como Superintendente Geral da Escola Bíblica Dominical, e por dois anos como Vice-Presidente da Igreja, deixando o referido cargo para atender o trabalho missionário na Itália, de onde retornamos há quatro meses, e onde deixamos uma igreja implantada na cidade de Florença.
Sigo adiante, servindo a igreja no estado de Pernambuco e em todos os demais lugares, onde através do ministério do ensino e da pregação temos procurado cumprir o nosso chamado.
Agradeço ao pastor Roberto José Dos Santos (Presidente da IEADALPE) pela indicação, e continuo contando com as vossas orações.
Ao Senhor Jesus, que me teve como fiel, pondo-me no ministério (1 Tm 1.12), tributo toda honra, glória e louvor.

Homens e Mulheres de Honra - 2 Timóteo 4.1-22

Ele evangelizou, ensinou, fundou igrejas, discipulou, visitou, curou enfermos, ressuscitou mortos, instituiu obreiros, se doou sem reservas para a obra de Deus, e viveu os seus últimos dias numa prisão, abandonado pelos seus companheiros de jornada, e aguardando ser executado.
Mesmo em tais condições, permaneceu firme em seu chamado, escrevendo e aproveitando cada oportunidade para ainda servir, fortalecido e assistido pelo seu Senhor, que nunca o desamparou. Falo de Paulo, o apóstolo.
Nada de honrarias humanas. As circunstâncias não lhe permitiram. Inclusive, quando ainda em plena liberdade e atividade, teve que por vezes defender a sua legitimidade e autoridade apostólica.
Assim como Paulo, pelas mais diversas razões, e muitas delas injustificáveis, grandes homens e mulheres de Deus já morreram, e ainda morrerão solitários, abandonados e esquecidos por muitos (ou praticamente por todos).
São homens e mulheres de honra. Imperfeitos, mas sinceros. Improváveis, mas escolhidos. Falhos, mas usados por Deus.
Só há uma maneira de não frustrar-se, decepcionar-se ou amargurar-se durante ou no fim do nosso ministério, em relação ao que recebemos ou deixamos de receber como honrarias humanas. É não desejando-as, aguardando-as ou reivindicando-as.
Paulo aprendeu de Jesus, e nós aprendemos de Paulo. Que magnífico exemplo!
Infelizmente, em seu processo histórico de institucionalização ainda inacabado, as distorções em torno das honrarias na igreja fazem com que muitos adoeçam, se angustiem, sofram, traiam, matem e morram por elas.
É preciso admitir que as honras humanas são muito sedutoras. Elas fazem com o nosso ego o que poucas outras coisas conseguem fazer.
Muito embora Deus tenha as suas maneiras de nos honrar aqui e agora, que divergem em natureza e propósito das humanas, são as honras do porvir, que receberemos do nosso Senhor, nos céus, que devem ser aguardadas com fé em meio ao bom combate, e até ao fim da carreira.
Homens e mulheres que amam e honram a Deus, e que demonstram isso pela obediência, testemunho e serviço, serão de modo justo e digno galardoados e honrados por ele e para a glória dele naquele dia.
Aguardemos por isso, e nossos dias serão mais plenos de senso de justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

sábado, 5 de janeiro de 2019

PR. ALTAIR GERMANO - AGENDA 2019



JANEIRO

- 14 a 17: Escola Bíblica de Obreiros na AD em Campina Grande-PB
- 23 : Estudo Bíblico para Jovens na AD J. Paulista Baixo (IEADALPE)

- 30 : Congresso de Jovens da IEADALPE

FEVEREIRO

- 1 a 3 : Conferência de EBD na AD em São José-SC


MARÇO

- 3 : Congresso de Jovens na AD em Pombal-PB
- 4 : Escola Bíblica de Jovens na AD em Cuité-PB
- 5 : Confraternização da Mocidade na IEADALPE

- 10 : Assembleia Ministerial Ordinária da IEADALPE
- 18 a 21 : Escola Bíblica de Obreiros na AD em Marília-SP

- 23 e 24 : AD em S. Miguel-AL

ABRIL

- 10 e 11 : Seminário de Escola Dominical na AD em Paraíso do Murinin, Benevides-PA. 
- 14 : Assembleia Ministerial Ordinária da IEADALPE
- 26 e 27 : Curso de Orientação e Motivação para Professores de ED em Joinville-SC
- 29 a 1/5 : 9º Fórum de Educação Crista da AD em Rio Branco-AC


MAIO

- 12 a 19 : Escola Bíblica de Obreiros da IEADALPE


JUNHO

- 9 : Assembleia Geral Ordinária da COMADALPE
- 21 a 23 : Conferência de EBD na AD em Balneário Camboriú-SC
- 25 a 27 : Escola Bíblica de Obreiros na AD em Juíz de Fora-MG


JULHO

- 10 : Congresso de Adolescentes da IEADALPE

- 12 a 14 : Escola Bíblica de Obreiros na AD em F. de Santana-BA (CONAMAD)

AGOSTO

- 15 a 17/8 : Conferência de Escola Dominical na AD em Floriano-PI
- 24 e 25 : Congresso de Homens da AD em Taguatinga-DF (CONAMAD)
- 25 : Culto Especial na Ad Missão do Distrito Federal, SAAN, Quadra 2

SETEMBRO

- 8 : Culto de Missões da IEADALPE

OUTUBRO

- 16 e 17 : Escola Bíblica na AD em Votuporanga-SP (CONFRADESP)
- 25/10: Escola Bíblica de Obreiros e Membros na AD em Bragança Paulista-SP (CIEADESPEL)

NOVEMBRO

- 29 e 30: Escola Bíblica de Obreiros na AD em Venda Nova do Imigrante-ES


DEZEMBRO

8 : Assembleia Ministerial Ordinária da IEADALPE

A Educação Teológica nas Assembleias de Deus no Brasil: Pré-venda




O desenvolvimento da educação teológica formal nas Assembleias de Deus no Brasil pode ser classificado em cinco fases:
- Omissão (1911 a 1943): da fundação das Assembleias de Deus no Brasil ao início dos debates sobre a educação teológica formal;
- Rejeição (1943 a 1958): do início dos debates sobre a educação teológica formal à fundação do Instituto Bíblico da Assembleia de Deus - IBAD;
- Implantação (1958 a 1979): Da fundação do IBAD ao reconhecimento da Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus - EETAD pelo Conselho de Educação e Cultura da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil - CEC-CGADB;
- Consolidação (1979 a 2003): Do reconhecimento da EETAD à fundação da Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciências e Biotecnologia da CGADB - FAECAD, com cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação;
- Expansão (2003 em diante): Da fundação da FAECAD aos dias atuais.
Pré-Venda no www.editoraalive.com.br

A Evolução do Uso da Exegese pelos Obreiros Assembleianos Brasileiros no Preparo de Mensagens Bíblicas


Segue abaixo um breve relato de como os obreiros assembleianos brasileiros (pastores, evangelistas, presbíteros, etc.) passaram a utilizar os recursos exegéticos na elaboração e preparo da pregação e do ensino bíblico.
1. Ler apenas a Bíblia e pregar de improviso é indicador de um alto nível de espiritualidade. Só é necessário ler a Bíblia e contar com o auxílio do Espírito Santo na pregação e no ensino (Dos primórdios até a década de 80).
2. Breves anotações passam a ser feitas nas margens da Bíblia. As Bíblias de estudo começam a ser usadas como fonte de auxílio no preparo das mensagens (De 1980 a 1990).
3. Surgimento das primeiras “colas” (anotações feitas em pequenos pedaços de papel) colocadas discretamente dentro da Bíblia. Os dicionários bíblicos são usados como fonte de auxílio no preparo das mensagens (De 1990 a 2000).
4. Utilização dos primeiros esboços bíblicos nos púlpitos. Os comentários bíblicos e outros recursos literários passam a ser usados como fonte de auxílio no preparo das mensagens (De 2000 a 2010).
5. Os léxicos, gramáticas e outros recursos exegéticos de hebraico-português e grego-português são agregados aos demais recursos e fontes de auxílio para o preparo de mensagens (Após 2010).
Esse é um panorama geral da evolução da relação do obreiro assembleiano com o uso dos recursos exegéticos para a elaboração de mensagens bíblicas (pregação e ensino), que se relaciona diretamente com o desenvolvimento da educação teológica no contexto denominacional.
Durante todo esse período, muitos obreiros estiveram à frente do seu tempo, fazendo uso de recursos exegéticos que só viriam a se tornar comuns e populares em anos posteriores.
Vale salientar, que mesmo sem utilizar os recursos exegéticos que hoje dispomos e utilizamos, muitos dos nossos pioneiros e antecedentes, com sinceridade e fervor espiritual, foram usados poderosamente por Deus nos púlpitos, nos deixando a grande responsabilidade de manter a chama pentecostal acessa no preparo e na exposição da mensagem bíblica.
Eles tinham uma grande preocupação em não cair no formalismo acadêmico, e no mero preparo intelectual de mensagens, destituídas da iluminação e da unção do Espírito.
Hoje temos mais recursos exegéticos e acessibilidade aos mesmos. Seremos mais cobrados por isso.

Educação Formal Superior e Extremismo Institucional


Quando o currículo acadêmico se tornar o principal instrumento de recomendação para as diversas atividades ministeriais (pastoreio, pregação, ensino, produção literária, etc), nossa falência institucional se tornará evidente.
A titulação formal não é mais importante do que a vocação espiritual. O diploma não tem primazia sobre o dom.
São as evidências dos dons que recebemos do Senhor, que devem sempre nos recomendar.
Do extremo da reprovação da educação formal superior (teológica ou não), parece que já estamos caminhando para o extremo da indispensabilidade das titulações formais.
Mantenhamos o saudável equilíbrio, com cada coisa em seu devido lugar, na ordem de prioridade e essencialidade para o reconhecimento e o desempenho do ministério.
Tola e desnecessária é a ignorância intelectual.
Enganosa e perniciosa é a vaidade acadêmica.
Trágicos e equivocados extremos!

Interpretação Bíblica: Necessidades e Possibilidades


“Ao contrário de muitos, não negociamos a Palavra de Deus visando lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus” (II Co 2:17)
Uma prática que se tornou costumeira de certos “conferencistas” negociadores da Palavra de Deus na atualidade, é o “leilão de agendas”. Quem dá mais?
O negócio (literalmente) funciona da seguinte maneira:
1. O conferencista é contactado por uma igreja e fecha uma agenda, estipulando de imediato o valor da oferta.
2. O conferencista recebe um outro convite para a data já agendada.
3. O conferencista não informa de imediato que já tem compromisso para aquela data.
4. O conferencista com base no valor da oferta que acertou na agenda já firmada, estipula um valor maior para a nova agenda.
5. Caso seja aceita a proposta, o conferencista aceita a nova agenda, sem considerar a que já tinha firmado.
6. O conferencista agora busca uma maneira de cancelar a agenda anterior, geralmente contando uma mentira, inventando uma desculpa.
7. A agenda anterior é cancelada, gerando muitos transtornos para a primeira igreja que contactou o conferencista.
8. O conferencista aguarda a data da agenda onde conseguiu a oferta maior.
9. Se surgir até a data da agenda um outro convite, ele volta a proceder da mesma maneira, podendo firmar e cancelar diversas agendas até as vésperas do evento.
10. O conferencista chega enfim ao evento da igreja onde conseguiu a maior oferta, faz ar de espiritual, e prega com todo o cinismo possível, levando geralmente, por suas habilidades de oratória, as massas ao delírio.
Ao longo dos anos tenho acompanhado, e digo isso com tristeza, a ascensão e o fracasso de muitos destes renomados negociadores da Palavra de Deus, que existem desde os dias do apóstolo Paulo.
Que os tais se arrependam e se convertam dos seus maus caminhos enquanto é tempo. Que andem em verdade e integridade diante de Deus e da Igreja.
O detalhe é que as igrejas geralmente ficam sem saber que estão participando de um leilão.
Um fato que deve ser considerado, é que nem toda agenda cancelada por um conferencista, palestrante, pregador ou ensinador, é em razão do motivo aqui exposto.
Existem situações emergenciais e justificáveis, que podem resultar na necessidade de se cancelar uma agenda, e isso tanto por parte do preletor, quanto por parte da própria igreja que o convidou.

Leiloando a Agenda


“Ao contrário de muitos, não negociamos a Palavra de Deus visando lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus” (II Co 2:17)
Uma prática que se tornou costumeira de certos “conferencistas” negociadores da Palavra de Deus na atualidade, é o “leilão de agendas”. Quem dá mais?
O negócio (literalmente) funciona da seguinte maneira:
1. O conferencista é contactado por uma igreja e fecha uma agenda, estipulando de imediato o valor da oferta.
2. O conferencista recebe um outro convite para a data já agendada.
3. O conferencista não informa de imediato que já tem compromisso para aquela data.
4. O conferencista com base no valor da oferta que acertou na agenda já firmada, estipula um valor maior para a nova agenda.
5. Caso seja aceita a proposta, o conferencista aceita a nova agenda, sem considerar a que já tinha firmado.
6. O conferencista agora busca uma maneira de cancelar a agenda anterior, geralmente contando uma mentira, inventando uma desculpa.
7. A agenda anterior é cancelada, gerando muitos transtornos para a primeira igreja que contactou o conferencista.
8. O conferencista aguarda a data da agenda onde conseguiu a oferta maior.
9. Se surgir até a data da agenda um outro convite, ele volta a proceder da mesma maneira, podendo firmar e cancelar diversas agendas até as vésperas do evento.
10. O conferencista chega enfim ao evento da igreja onde conseguiu a maior oferta, faz ar de espiritual, e prega com todo o cinismo possível, levando geralmente, por suas habilidades de oratória, as massas ao delírio.
Ao longo dos anos tenho acompanhado, e digo isso com tristeza, a ascensão e o fracasso de muitos destes renomados negociadores da Palavra de Deus, que existem desde os dias do apóstolo Paulo.
Que os tais se arrependam e se convertam dos seus maus caminhos enquanto é tempo. Que andem em verdade e integridade diante de Deus e da Igreja.
O detalhe é que as igrejas geralmente ficam sem saber que estão participando de um leilão.
Um fato que deve ser considerado, é que nem toda agenda cancelada por um conferencista, palestrante, pregador ou ensinador, é em razão do motivo aqui exposto.
Existem situações emergenciais e justificáveis, que podem resultar na necessidade de se cancelar uma agenda, e isso tanto por parte do preletor, quanto por parte da própria igreja que o convidou.

O Ciclo dos Movimentos do Espírito e Restauracionistas


A história nos revela, que desde os dias dos apóstolos, movimentos do Espírito e restauracionistas acabam institucionalizados, formalizados e fossilizados, a institucionalização produz conformação em alguns e inconformação em outros, a conformação e a inconformação provocam divisões, os inconformados buscam uma restauração, a busca pela restauração gera um novo movimento, que depois acaba institucionalizado, formalizado e fossilizado, que produz conformação em alguns...
Conformados e inconformados, formalizados e renovados, fossilizados e restaurados, institucionalizados e desinstitucionalizados, se perpetuarão até a volta de Jesus.
Vale dizer, que nem todo movimento restauracionista é do Espírito, mas todo movimento do Espírito é restauracionista.

Vende-se ou Compra-se Igrejas no Mercado Internacional da Fé




Muito do que acontece aqui no Brasil é reproduzido no campo missionário transnacional.
O indivíduo abre uma igreja, e depois de conseguir alguns membros, tenta "vendê-la" a algum ministério daqui ou do próprio campo missionário.
O preço da venda pode custar alguns mil reais, dólares ou euros, e ainda pode ser na forma de um "salário" vitalício. As possibilidades de negociação são diversas e sempre estão abertas.
A fé (e missões) se tornou um negócio internacional e bastante lucrativo para muitos.

Minha História Inacabada com os Livros


Ainda alcancei o tempo onde ler livros além da Bíblia não era algo recomendado nos círculos assembleianos, e em alguns lugares era até proibido. Contudo, com dois meses de convertido adquiri o meu primeiro livro, que foi o “Palestras Introdutórias à Teologia Sistemática “, de Henry C. Thiessen, indicado por um pastor batista chamado Cícero, que trabalhava na mesma empresa que eu. Daí por diante, uma paixão pela leitura e pela busca de conhecimento floresceu, e nunca mais parei de adquirir livros.
Vou compartilhar aqui uma experiência bastante pessoal. Como eu era ainda um novo convertido, e não conhecia os melhores e mais essenciais livros que deveria ler, indo nas livrarias da época aqui em Recife (CPAD, CLC e JUERP), sempre que os vendedores me indicavam um título, ou quando olhava os livros nas prateleiras, o Espírito me fazia sentir se eu deveria adquirir aquele livro. Algumas vezes, mesmo em casa ou no trabalho, ouvia a voz do Espírito me dizer para ir na livraria, e assim eu fazia, e de lá sempre retornava com aquilo que era necessário no processo de minha formação bíblico-teológica e ministerial.
De leitor, pela graça de Deus, me tornei um escritor, e ainda continuo buscando crescer em conhecimento através dos livros.
Olhando para trás, apesar dos olhares (e falas) desconfiados e reprováveis que recebi, posso dizer que tudo valeu a pena.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Profetas Denunciadores ou Promotores Escarnecedores?

Na Bíblia os pecados do povo de Deus do Antigo Testamento e do Novo Testamento são encontrados e expostos publicamente, e isso com o propósito de denunciar os erros, nos alertar quanto aos erros, nos ensinar com os erros, e nos levar ao arrependimento dos erros.

Desobediência, embriaguez, mentira, adultério, idolatria, opressão, injustiça, falsidade, apostasia, homicídio, hipocrisia, nepotismo, traição, partidarismo, desavenças, divisões, etc., tudo foi exposto pelos motivos acima citados. 

Os contemporâneos dos tempos bíblicos tomaram conhecimento de tais fatos através do ministério literário e kerigmático dos profetas e dos apóstolos.

Ao longo da história sucedeu o mesmo. Os pré-reformadores (Huss, Savonarola, etc.) e os reformadores (Lutero, Calvino, etc.) pregaram e escreveram sobre os pecados na Igreja, principalmente os do baixo e alto clero, chamando todos ao arrependimento, e anunciando o juízo de Deus.

Em tempos mais recentes, como não citar, dentre outros, o saudoso pastor americano David Wilkerson, incisivo em suas denúncias pregadas nos púlpitos, publicadas em seus livros e em seus canais de comunicação, dos males presentes na Igreja, de sua indiferença, desvios e secularização?

Há pelo menos dois tipos de pessoas que abordam tais questões. 

O primeiro tipo são os profetas, pregadores e ensinadores que ousados e usados por Deus, movidos pelo Espírito, denunciam o erro, confrontam o sistema, e convoca ao arrependimento e conversão por todos os meios de comunicação possíveis. Eles fazem o mundo perceber que ainda há na Igreja um povo inconformado e que teme a Deus, apesar de tantos escândalos e desvios, impossíveis de não serem notados e conhecidos pelos de fora.

O segundo tipo de pessoas são os meros promotores, escarnecedores e reprodutores de notícias e fatos negativos da vida da igreja. O propósito destes diverge dos profetas, pregadores e ensinadores usados por Deus, pois não falam movidos pelo Espírito, e não pregam ou estão interessados no arrependimento e na conversão dos faltosos. São instrumentos do diabo, cuja motivação é apenas se autopromover, denegrir a imagem da igreja e desacreditar o evangelho.

Os profetas são zelosos, enquanto os promotores são inescrupulosos. 

Os profetas são fiéis, enquanto os promotores são cruéis.

Que o Senhor nos ajude a discernir quem são os profetas ungidos usados por Deus, e quem são os promotores escarnecedores usados pelo diabo em nossos dias.