domingo, 24 de março de 2019

HERMENÊUTICA E PENTECOSTALISMO (1)

A intenção do autor, o sentido do texto para os leitores originais, a análise gramatical, o gênero literário e o contexto histórico geral, são questões relevantes para a interpretação bíblica no contexto pentecostal clássico. O método hermenêutico histórico-gramatical defende tais pressupostos.
A sustentação bíblica da experiência pentecostal fica comprometida com o uso do método histórico-gramatical? Acredito que não. Eruditos pentecostais já provaram isso. O problema do método histórico-gramatical não é o método em si, mas as "lentes" de quem o utiliza.
Através das "lentes" cessacionistas (e obviamente desprovidas da experiência) o pentecostalismo clássico (com a sua ênfase no batismo de poder capacitador com a evidência inicial de falar em línguas e na atualidade dos dons espirituais extraordinários) será sempre contestado e negado por intérpretes que também fazem uso do método histórico-gramatical.
Acredito, que talvez a necessidade do pentecostalismo clássico contemporâneo não seja descartar o método histórico-gramatical, e criar ou adotar um novo método hermenêutico (estou aberto para demonstrações práticas de possíveis novos métodos), mas de continuar testemunhando mais cessacionistas trocarem as suas "lentes", e com isso reverem seus posicionamentos, como muitos outros já fizeram, sem que viessem a abrir mão posteriormente do método histórico-gramatical.
Precisamos ter cuidado para não flertarmos com nenhum tipo de "liberalismo hermenêutico", e não ansiarmos pela aprovação acadêmica de mentes não renovadas pelo Espírito (ou secularizadas), de dentro ou de fora do contexto evangélico.

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