quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Cognição e Emoção na Pregação e no Ensino da Palavra

"Uma das maneiras mais fortes de provocarmos impacto no outro é pela emoção. Partilhar ideias costuma consumir tempo e esforço cognitivo. A partilha de sentimentos, porém, acontece com facilidade e instantaneamente." (Tali Sharot, A Mente Influente)
A realidade descrita acima pela neurocientista Tali Sharot, é uma das causas do sucesso dos pregadores e ensinadores que se utilizam de uma alta carga de emotividade, e das dificuldades que enfrentam os pregadores e ensinadores mais centrados no aspecto cognitivo da pregação e do ensino. A ênfase demasiada num destes dois aspectos é prejudicial para a comunicação da mensagem.
O pregador e o ensinador devem buscar o equilíbrio em trazer uma mensagem bíblica, que siga uma lógica cognitiva, ao mesmo tempo em que não deve desprezar a necessidade de demonstrar de modo bastante natural, os seus sentimentos para o público ouvinte.
É possível, na comunicação da Palavra, ser lógico-cognitivo sem deixar de ser emotivo, e ser emotivo sem deixar de ser lógico-cognitivo, tudo na medida certa.
Em alguns momentos, em razão dos temas abordados, algumas mensagens serão mais cognitivas, enquanto outras serão mais emotivas.

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