terça-feira, 25 de dezembro de 2018

O Atual Avivamento e a Equivocada Expectativa de um Envolvimento Geral e de uma Igreja Perfeita

Durante os últimos trinta anos pude testemunhar os sinais de um avivamento no Brasil. Cultos cheios da presença de Deus , pregações e ensinos ungidos com poder, conversões e batismos com o Espírito Santo em massa, fervor evangelístico e missionário, orações e profundo quebrantamento, adoração, vidas e caráter transformados, socorro aos necessitados, amor pelo estudo da Palavra, zelo pela sã doutrina, visões, milagres e outras coisas mais (At 2.41-47; 4.32-37; At 8.4-8, 14-17; 10.9-48; 11.19-30; 13.1-4; 1 Co 1.4-7; Ef 5.18-21, Fp 1.27, etc.)
O fato, é que tal realidade não foi vivida na mesma intensidade em todas as regiões do Brasil, nem por todas as denominações ou segmentos evangélicos. Em alguns casos, o avivamento foi vivido intensamente, e eu posso testificar disso a partir de minha realidade local. Já em outros casos, algumas igrejas além de não experimentarem o avivamento, ainda combateram contra ele, alicerçadas em ideias e pressupostos teológicos cessacionistas, que negam a atualidade ou continuidade da ação sobrenatural e carismática do Espírito, como acontecia nos dias da igreja apostólica do Novo Testamento e nos avivamentos subsequentes ao longo da história.
Muitos alimentaram e alimentam expectativas utópicas acerca de um avivamento, e esta pode ser outra razão do avivamento não ser percebido ou rejeitado. Contudo, quando lemos o Novo Testamento, e quando analisamos a história, os avivamentos nunca foram sinônimos de perfeição cristã, e nem da ausência de escândalos.
Observemos, por exemplo, alguns fatos bíblicos de coisas negativas presentes na igreja em tempos de avivamento:
- Mentiras (At 5.1-11)
- Parcialidade no trabalho social (At 6.1)
- Tentativas de barganhar as bênçãos de Deus (At 8.18-24)
- Legalismo religioso (At 15.1-2; Gl 1.6-7)
- Conflitos e divisões ministeriais (At 15.36-39)
- Litígios (1 Co 6.1-11)
- Contendas e partidarismos (1 Co 1.11-13; 3.1-7)
- Dissimulação (Gl 2.11-13)
- Ensino de heresias (Cl 2.8; 1 Jo 2.18-23; 4.1-3)
- Falsos obreiros (At 20.29-30; 1 Co 11.13-15; Jd 3-19)
- Autoritarismo ministerial e ganância (1 Pe 5.1-4)
- Corrupção moral (1 Co 5.1-13; 2 Tm 3.1-9)
- Acepção de pessoas (Tg 2.1-9)
- Cultos desordenados e dons espirituais mal administrados (1 Co 14.26-40)
- Apostasia (1 Tm 1.19-20; 5.8; 2 Tm 2.16-21; 4.10; Hb 3.7-19)

Apesar de todas essas questões estarem presentes na igreja dos dias dos apóstolos, a igreja vivia um avivamento, pois o avivamento não erradica o mal e o pecado de forma plena e absoluta do meio da igreja.
Outros ainda não conseguem perceber o avivamento, porque fazem uma leitura deste a partir de suas realidades locais ou denominacionais, ou seja, como a comunidade cristã em que vive não experienciou o avivamento, pensa ser isto uma realidade geral. Para quem já teve ou tem a oportunidade de conhecer todo o Brasil, e até outras nações, sabe que aqui se vive um avivamento.
Particularmente, compreendo que a grande questão não é se vivemos um avivamento, mas até quando o viveremos, pois já há sinais de indiferença e distanciamento de práticas e atitudes positivas produzidas por um genuíno avivamento. Percebo Deus tratando com muitas lideranças e igrejas, alertando-as em relação a estas questões, pois é a sua vontade continuar abençoando o seu povo com a dádiva graciosa do avivamento.
Ao Deus dos avivamentos honra, glória e louvor, agora e para sempre, amém!

Um comentário:

Bismarck disse...

Paz do Senhor pastor Altair.

meu nome é Bismarck, sou crente em Jesus na cidade de Parnamirim-RN.

gostaria de agradecer pela exposição de seus comentários. São edificantes para nosso crescer Espiritual em Cristo.

estou me programando para comprar seus livros, que trazem temas de real importância para nós cristãos.

Deus continue te abençoando.

ABRAÇO