domingo, 23 de dezembro de 2018

O Atual Avivamento e a Equivocada Expectativa de um Envolvimento Geral e de uma Igreja Perfeita

O Atual Avivamento e a Equivocada Expectativa de um Envolvimento Geral e de uma Igreja Perfeita 


Durante os últimos trinta anos pude testemunhar os sinais de um avivamento no Brasil. Cultos cheios da presença de Deus , pregações e ensinos ungidos com poder, conversões e batismos com o Espírito Santo em massa, fervor evangelístico e missionário, orações e profundo quebrantamento, adoração, vidas e caráter transformados, socorro aos necessitados, amor pelo estudo da Palavra, zelo pela sã doutrina, visões, milagres e outras coisas mais (At 2.41-47; 4.32-37; At 8.4-8, 14-17; 10.9-48; 11.19-30; 13.1-4; 1 Co 1.4-7; Ef 5.18-21, Fp 1.27, etc.)

O fato, é que tal realidade não foi vivida na mesma intensidade em todas as regiões do Brasil, nem por todas as denominações ou segmentos evangélicos. Em alguns casos, o avivamento foi vivido intensamente, e eu posso testificar disso a partir de minha realidade local.  Já em outros casos, algumas igrejas além de não experimentar o avivamento, ainda combateram contra ele, alicerçadas em ideias e pressupostos teológicos cessacionistas, que negam a atualidade ou continuidade da ação sobrenatural e carismática do Espírito, como acontecia nos dias da igreja apostólica do Novo Testamento e nos avivamentos subsequentes ao longo da história. 

Muitos alimentaram e alimentam expectativas utópicas acerca de um avivamento, e esta pode ser outra razão do avivamento não ser percebido ou rejeitado. Contudo, quando lemos o Novo Testamento, e quando analisamos a história, os avivamentos nunca foram sinônimos de perfeição cristã, e nem da ausência de escândalos.

Observemos, por exemplo, alguns fatos bíblicos de coisas negativas presentes na igreja em tempos de avivamento:

- Mentiras (At 5.1-11)
- Parcialidade no trabalho social (At 6.1)
- Tentativa de barganhar as bênçãos de Deus (At 8.18-24)
- Legalismo religioso (At 15.1-2; Gl 1.6-7)
- Conflitos e divisões ministeriais (At 15.36-39)
- Litígios (1 Co 6.1-11)
- Contendas e partidarismos (1 Co 1.11-13; 3.1-7)
- Dissimulação (Gl 2.11-13)
- Ensino de heresias (Cl 2.8; 1 Jo 2.18-23; 4.1-3)
- Falsos obreiros (At 20.29-30; 1 Co 11.13-15; Jd 3-19)
- Corrupção moral (1 Co 5.1-13; 2 Tm 3.1-9)
- Acepção de pessoas (Tg 2.1-9)
- Cultos desordenados e dons espirituais mal administrados (1 Co 14.26-40)
- Apostasia (1 Tm 1.19-20; 5.8;  2 Tm 2.16-21; 4.10; Hb 3.7-19)

Apesar de todas essas questões estarem presentes na igreja dos dias dos apóstolos, a igreja vivia um avivamento, pois o avivamento não erradica o mal e o pecado de forma plena e absoluta do meio da igreja.

Outros ainda não conseguem perceber o avivamento, porque fazem uma leitura deste a partir de suas realidades locais ou denominacionais, ou seja, como a comunidade cristã em que vive não experienciou o avivamento, pensa ser isto uma realidade geral. Para quem já teve ou tem a oportunidade de conhecer todo o Brasil, e até outras nações, sabe que aqui se vive um avivamento.

Particularmente, compreendo que a grande questão não é se vivemos um avivamento, mas até quando o viveremos, pois já há sinais de indiferença e distanciamento de práticas e atitudes positivas produzidas por um genuíno avivamento. Percebo Deus tratando com muitas lideranças e igrejas, alertando-as em relação a estas questões, pois é a sua vontade continuar abençoando o seu povo com a dádiva graciosa do avivamento.

Ao Deus dos avivamentos honra, glória e louvor, agora e para sempre, amém!

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