segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Nós Pastores não Somos Donos dos Votos da Igreja

Tenho aqui me manifestado publicamente sobre a minha preferência para a presidência da República nestas eleições, e justificado as razões.

Diante de tanta coisa que tenho lido e ouvido, é importante lembrar que um pastor não é dono do voto de ninguém, aliás, ele não é dono nem da igreja (1 Pe 5.1-4).

Um pastor pode promover consciência política, orientar, aconselhar, mas nunca exigir que alguém vote no candidato de sua preferência, e nem punir alguém por não ter votado.

Temos no Brasil pastores que defendem o comunismo marxista, a ditadura de regimes como o da Venezuela, a ideologia partidária do PT que é a favor do aborto, da doutrinação sexual de crianças, da ideologia de gênero, da desconstrução do modelo tradicional de casamento e família, de privilégios para os LGBT+, do controle da imprensa, de uma maior centralização de poder do Estado, etc.

Temos outros pastores que são claramente contrários a tudo isso, em razão da incompatibilidade com a moral cristã, mas que são também conscientes de que não existe candidato, nem ideologia política partidária perfeita.

O que existe de forma clara é um momento no cenário político brasileiro, onde o PT perdeu a total credibilidade em razão do envolvimento com esquemas de corrupção, e que nem a imagem de Lula associada ao candidato deste partido, o Fernando Haddad, ajuda mais, tanto que foi tirada da campanha neste segundo turno, inclusive trocando o vermelho tradicional pelas cores da nossa bandeira, numa tentativa clara de mudar de aparência, sem mudar a essência, de mudar o discurso, sem mudar o percurso.

De qualquer maneira, vivemos numa democracia, onde um pastor pode votar em qualquer candidato, ter e expressar sua preferência política, mas nunca obrigar ou tentar constranger as ovelhas a seguir as suas preferências.

Tanto o candidato Jair Bolsonaro, quanto o candidato Fernando Haddad, nas ideias, palavras e ações, com certeza, em algum momento entraram ou entrarão em conflito com os princípios cristãos. Nem um dos dois é perfeito, o que não significa que devemos deixar de votar.

Com um rápido olhar para o passado, vamos perceber que nunca elegemos alguém perfeito, pois simplesmente não existe a possibilidade de perfeição humana numa natureza caída e pecaminosa.

Contudo, entre os dois candidatos imperfeitos, com ideias, planos, posturas e ações imperfeitas, podemos sim, escolher o que entendemos ser o melhor para a nossa nação no atual contexto.

No mais, vou continuar escrevendo e postando sobre política até o final da eleição, informando e cooperando no processo de promover uma consciência política que resulte na autonomia e no livre exercício da cidadania do eleitor, principalmente do cristão.

Apesar de não concordar com tudo que o Bolsonaro diz e pensa, não voto no Haddad pelas seguintes razões:

1°) Pois já provou sua incompetência administrativa como prefeito de São Paulo;

2°) É claramente manipulado pelo ex-presidente Lula;

3°) Seu plano de governo não atende os meus ideais de democracia para o Brasil;

4°) O seu partido, o PT, além de ideologicamente e moralmente ser contrário ao que acredito na condição de cristão que sou, perdeu a credibilidade em razão de promover o maior esquema de corrupção na história do nosso país.

Como já disse, na condição de pastor, respeito os pastores e irmãos em Cristo que diferem de minha opinião e opção eleitoral, mas independente de nossas escolhas, as escolhas e os votos da igreja devem ser respeitados.

Não somos donos dos votos da igreja!

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