sábado, 23 de junho de 2018

O MEU REPÚDIO E INDIGNAÇÃO CONTRA A ATUAL POSTURA EDITORIAL DA CPAD



Por quais razões a CPAD não deveria estar publicando livros com doutrina e teologia que conflitam com a Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil?

De forma direta e clara, sem precisar ser prolixo, coloco abaixo alguns dos motivos pelos quais compreendo que a CPAD não deveria estar publicando em seus livros conteúdo doutrinário e teológico que conflitam com a Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil.

1. A questão comercial e financeira

A CPAD não precisa destas publicações para se manter financeiramente. A venda das lições bíblicas e dos livros de conteúdo que se alinham com a nossa doutrina e teologia são suficientes.  

2. A questão serviçal

Em 02 de janeiro de 2010, através do site da CPAD, fomos informados de sua “mudança radical” na política de suas publicações:

“A CPAD foi organizada em 1937 no Rio de Janeiro. O seu parque gráfico, hoje dos mais modernos, começou a funcionar a partir de 1940. No início dos anos 90, para uma editora que representa a maior denominação evangélica brasileira, a CPAD ainda tinha uma presença muito tímida no mercado editorial evangélico brasileiro. Como atender a um povo cada vez mais exigente, e que apresentava constantes demandas nos mais diversos campos das ciências bíblicas, do ministério cristão e da vida devocional? Naquele momento, era urgente transformar a Casa Publicadora numa editora moderna, dinâmica e que viesse a atender não somente as Assembléias de Deus, mas a toda a Igreja de Cristo no Brasil e na América Latina. E isso requeria uma mudança radical tanto na maneira de pensar quanto no modo de agir de nossa editora.” 

O argumento de atender "toda a igreja de Cristo"' não se justifica, pois outras editoras não confessionais já fazem isso, como a Hagnos, Vida Nova, Vida, etc. Além disso, as grandes denominações no Brasil possuem as suas próprias editoras e publicadoras, que são fiéis a um conteúdo exclusivo, que se alinha com as suas crenças, prática esta da qual a CPAD se distanciou.

A igreja no Brasil e na América latina já está bem servida de literatura evangélica, e qualquer crente assembleiano que desejar ter acesso ao conhecimento de outras linhas doutrinárias e teológicas, basta adquirir as obras publicadas por outras editoras confessionais ou não confessionais.

3. A questão confessional ou denominacional

Uma editora confessional ou denominacional deve produzir conteúdo exclusivo e alinhado com a Declaração de Fé da denominação. Isto é mais do que óbvio. 
Quando faz o contrário, além de se contradizer e de ser incoerente com a sua legítima e original missão, produz também confusão doutrinária na mente de muitos que acreditam que por ser uma editora oficial, e que seus livros são "aprovados pelo Conselho de Doutrina", o conteúdo das suas obras é plenamente confiável e totalmente alinhado com as crenças da denominação.

4. A questão institucional

No Art. 3º do Estatuto da CGADB, onde nos incisos citados abaixo as suas finalidades são especificadas, lemos:

“IV – zelar pela observância da doutrina bíblica (...);
V – manter o controle de seus órgãos, da Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD e das demais pessoas jurídicas existentes ou que venham a existir, , quando necessário, propugnando pelo desenvolvimento dos mesmos;
VII – promover o desenvolvimento espiritual e cultural das Assembleias de Deus, mantendo a unidade doutrinária;”

Mas, como a CGADB pode manter unidade doutrinária, com a CPAD publicando doutrinas e teologias que divergem da Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil?

Além disso, questionamos:

a) Com a autorização de quem a CPAD deixou de ser editora oficial com seu o compromisso denominacional exclusivo e se tornou "vocacionada" para ser espaço cultural dos evangélicos? 

b) A direção da CPAD poderia tomar essa decisão sem considerar o seu Conselho Administrativo?

c) A Mesa Diretora da CGADB aprovou tal decisão da direção da CPAD?

d) Os Pastores Presidente das Assembleias de Deus no Brasil, cujas igrejas sustentam literalmente a CPAD comprando suas lições bíblicas, foram ouvidos sobre a questão?

e) A Assembleia Convencional não tem voz e voto sobre a questão?

Dessa forma, mantenho a minha indignação e repúdio pela atual prática da CPAD, posição esta da qual também comunga grande parte da liderança nacional da denominação, que tem demonstrado solidariedade com o nosso protesto, através de mensagens e ligações de apoio ao mesmo.

As publicações da CPAD precisam estar totalmente alinhadas com o que pregamos e ensinamos em nossas igrejas, na Escola Dominical,  e em nossas Escolas Bíblicas de Obreiros.

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