segunda-feira, 25 de junho de 2018

O CALVINISMO NA CPAD - OS TESOUROS DE DAVI - 4ª PARTE


Nos deparamos aqui, não apenas com o problema do calvinismo na obra, mas com um problema sério na tradução, que não foi fiel ao texto original, como aconteceu no caso do Dicionário Vine já devidamente exposto.
*Salmos 115:16, Vol.3, pg. 76
- A tradução:
“O livre-arbítrio que Ele deu às suas criaturas necessitava que, até certo ponto, ele restringisse o seu poder e permitisse que os filhos dos homens seguissem seus próprios planos.”
- O texto em inglês:
“The free agency which he gave to his creatures necessitated that in some degree he should restrain his power and suffer the children of men to follow their own devices;”
- Análise Crítica:
O destaque para esse texto na tradução da CPAD é seu alinhamento doutrinário com a Declaração de Fé, contudo, a opção pela palavra “livre-arbítrio”, de forma alguma reflete a intenção do autor na língua original.
Quando um calvinista opta por utilizar livre agência (free agency), sua intenção é trabalhar com a ideia de que a escolha humana é causada, e não autodeterminada como compreende-se no termo “livre-arbítrio”. 
Ou seja, ao optar pelo termo “livre-arbítrio” para a expressão inglesa “free agency”, a tradução está fugindo do determinismo intencionado pelo C.H.Spurgeon, e não sendo fiel ao texto inglês.

Obviamente o comentário original em inglês está em franco conflito com a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, que trabalha com a ideia bíblica do indeterminismo, ou seja, que Deus criou o ser humano com a capacidade de se autodeterminar. É de responsabilidade do agente moral (o homem) definir, e ser responsabilizado por suas escolhas.
"Livre agência não deve ser confundida com “livre-arbítrio”. Por causa da queda, os homem perderam sua capacidade – a vontade – de obedecer a Deus, mas eles são da mesma forma responsáveis para com Deus de obedecer perfeitamente os Seus mandamentos. Dessa forma, Spurgeon pôde dizer: “Eu temo mais do que qualquer coisa, o você ser deixado ao seu próprio livre-arbítrio”. O Arminianismo, ao lado do hiper-Calvinismo, argui que os pecadores não podem ser obrigados a fazer o que eles não são capazes de fazer, a saber, crer em Cristo para salvação, visto que a capacidade para crer pertence somente aos eleitos e é dada somente num tempo determinado pelo Espírito de Deus." (Fonte: www.monergismo.com.br)

Obs: As análise críticas das postagens sobre o calvinismo na obra Os Tesouros de Davi foram enviadas por um colaborador.

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