quinta-feira, 23 de março de 2017

Sobre Nomes, Definições e Denominações


Se para alguns é errado ​nominar-se de arminiano ou calvinista (dizem estes: não sou nem uma coisa e nem outra, sou bíblico), no sentido de identificar-se com alguns aspectos de um sistema teológico, seguindo a mesma lógica, não seria errado definir-se como pentecostal ou tradicional, no sentido de identificar-se com a sua origem histórica e com alguns pontos doutrinários (deveriam dizer: eu sou cristão)? Não seria ainda errado denominar-se assembleiano, batista, luterano, presbiteriano, etc., no sentido de identificar-se com uma placa denominacional (deveriam dizer: eu sou da igreja de Jesus)?
Dessa forma, alguém censura e rejeita a nominação teológica, mas de maneira contraditória aprova e aceita a definição nominal histórica e doutrinária, e a denominação eclesial.
E sobre a argumentação da não identificação com os sistemas teológicos por serem falhos? E não são falhos também os compêndios doutrinários, os processos histórico​s, as práticas eclesiais e denominacionais?
Entendo que o problema não está essencialmente em adotar nomes, definições ou denominações, mas no grande desafio de se viver essa realidade e diversidade "evangélica" (aqui temos um outro nome ou identificação), respeitando (mesmo não concordando e até expondo os pontos discordantes) a forma diferente do sistema teológico, a origem histórica e a doutrina, a prática eclesial e os costumes denominacionais alheios.
Bom, de acordo com essa diversidade nominal, conceitual e denominacional sou: evangélico, pentecostal clássico, assembleiano e arminiano (posso ter esquecido mais algum).

Tirando os nomes, as definições e as denominações, sou simplesmente alguém salvo pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo!

Nenhum comentário: