quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sobre Reflexões Teológicas e Poder Institucional

A dependência institucional de alguns teólogos tem limitado e omitido muitas "reflexões", principalmente aquelas que ameaçam a sua confortável posição, cargo, prestígio, conquistas, privilégios, visibilidade, salário, etc. São até reflexões profundas e cheias de estilo, mas limitadas quanto ao seu raio de alcance global.
Geralmente são dirigidas a outros grupos, ou seja, não contempla a realidade do próprio contexto imediato do teólogo.
São também escritas para serem instrumentos de publicação, e não de transformação.
As reflexões que questionam os aspectos sobrenaturais da fé também superam em muito aquelas que tratam dos aspectos éticos e morais da fé.
Ponderar sobre as tradições sacralizadas que não se sustentam à luz de princípios bíblicos é absolutamente evitado.
Refletir sobre a conduta dos liderados é mais confortável e seguro do que tratar dos desvios dos líderes.
Chega um momento na vida do teólogo onde ele precisa se perceber e se definir se está disposto a correr os riscos da reflexão abrangente e profunda, ou se vai preferir a segurança da reflexão profunda, mas conveniente.
Vai precisar também decidir se prefere ser conhecido apenas pelo estilo elegante, pela capacidade produtiva, pelo domínio das línguas originais, ou a isso deseja também agregar a convicção audaz.
Que cada um reflita, e tome a sua própria decisão.

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