sexta-feira, 3 de julho de 2015

IDEOLOGIA DE GÊNERO: CONCEITOS BÁSICOS





Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn 1.26-28)

Na ideologia de gênero "sexo" e "gênero" ganham significados radicalmente diferentes, onde a anatomia e todo o aspecto biológico do corpo tornam-se irrelevantes para a definição de homem e mulher. Ser homem ou mulher, menino ou menina, masculino ou feminino é entendido como uma construção social e cultural que precisa ser desconstruída. Acreditam também que o ser humano nasce sexualmente neutro e só depois é socializado em homem ou mulher. Uma vez estabelecida a ideologia de gênero, qualquer pessoa num corpo de mulher poderia ser considerada e reconhecida homem ou masculino, e num corpo de homem poderia ser considerada e reconhecida mulher ou feminino, caso assim se percebessem. A busca da ideologia de gênero é por uma sociedade sem classe de sexo.

A ideologia de gênero tenta negar a essência masculina e feminina, o que resultaria na ideia da inexistência de uma forma natural de sexualidade humana. Dessa maneira qualquer atividade sexual seria justificável. A heterossexualidade torna-se assim um simples caso "possível" de prática sexual.

A ideologia de gênero afirma que a família tradicional (biológica) é a responsável pela desigualdade e opressão social vigentes. Acreditam que o fim da família tradicional (biológica) porá fim a toda sorte de repressão sexual e opressão social.

A vida sexual fora do matrimônio, o aborto provocado, a inseminação artificial em lésbicas e a adoção de crianças por casais homossexuais são parte dos "novos direitos" defendidos e reivindicados pela ideologia de gênero.

Para a ideologia de gênero a religião é uma invenção humana com o propósito de oprimir as mulheres, e os textos bíblicos não passam de formulações meramente históricas, não inspiradas ou reveladas por Deus, fruto de culturas patriarcais e androcêntricas.

A “desconstrução” da família, da sociedade, da educação, da cultura, da religião e de tudo que se coloca em seu caminho são os ideais da ideologia de gênero, que em nosso país (Brasil) ganha apoio de setores do governo federal, estadual e municipal, e de formadores de opinião. 

É responsabilidade de pastores e líderes evangélicos compreender a questão, alertar a igreja e se posicionar publicamente em torno do tema, fiscalizando inclusive o posicionamento daqueles políticos que representam o segmento nas diversas instâncias do legislativo e executivo.

Referência Bibliográfica

Lexicon: Termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas. Brasília: Edições CNBB, 2007.

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