segunda-feira, 18 de maio de 2015

UMA QUESTÃO DE COERÊNCIA







Por uma questão de coerência teológica as editoras de confissão reformada/calvinista não publicam obras, nem autores de teologia arminiana ou pentecostal, enquanto nós pentecostais assembleianos insistimos no discurso por uma "identidade" que na prática é inconsistente e contraditório.

É claro que as "discussões teológicas" em torno das vertentes soteriológicas aqui citadas não estão acima de questões prioritárias, como por exemplo a pregação do evangelho, mas o mínimo que se espera é coerência consigo mesmo, com o seu sistema de crenças, que aliás, parece ainda não ter se definido em alguns pontos pelo pentecostalismo clássico brasileiro. Os órgão oficiais das instituições que o digam.

Penso, dessa forma, que a "profecia" de Augustus Nicodemus Lopes caminha para o seu cumprimento:

"Por fim, existem já no Brasil várias igrejas pentecostais-reformadas, pequenas, é verdade, ainda nascentes. Mas, mesmo não sendo pentecostal, profetizo que esse movimento pode crescer muito no Brasil. Muitas igrejas históricas já são pós-reformadas e é muito triste ver o esquecimento das suas heranças e como vai ficando cada vez mais difícil um retorno verdadeiro. Quem sabe os pentecostais não estejam predestinados a avançar bastante a teologia da Reforma no Brasil?"


Não. Nada de jihad confessional ou denominacional. Tratamos aqui apenas da exposição de fatos. Não tenho a mínima dúvida da grande contribuição teológica dos autores reformados. 

A grande questão que levanto é a falta de coerência denominacional e teológica de parte da liderança assembleiana brasileira, e um certo silêncio, que pode ser sinal de aprovação, conivência, ignorância sobre o assunto, ou ainda o receio da perda de algum privilégio institucional.

O tempo nos dará as respostas.

5 comentários:

will disse...

A Paz do Senhor Pastor Altair,ótimo post e excelente questionamento, precisamos crescer e estar abertos a questões teológicas, devemos ler e ouvir e reter o que nos for bom,Deus abençoe continue nesta força, abraços.

PB. João Eduardo Silva disse...

Paz de Cristo!Não vejo problemas em se publicar livros de autores calvinistas, tenho quase todos os livros do Pr. Augustus Nicodemus e são todos muito bons. Sou Arminiano, mas leio muito os autores calvinistas e gosto muito de suas obras.
Se eles não publicam livros de arminianos e pentecostais, podemos dar o exemplo á eles que apesar das diferenças, também temos pontos em comum. Podemos publicar livros de calvinistas sem entrar no mérito da soteriologia, onde são nossas diferenças.

Abraços no amor de Cristo.
Pb. João Eduardo - AD Min. Parque São Rafael.

Messias disse...

Concordo plenamente meu pastor. Não é uma questão de birra com os reformados, mas uma questão de identidade denominacional e teológica. Os autores arminianos tem obras de igual peso teológico ou peso ainda maior. A desculpa que se dá por alguns de que não temoa obras de peso e que
, por isso, temoa que buscar onde tem é falsa. O problema é que na CPAD tem, provavelmente, calvinista imbutido. A nossa doutrina tem que ser promovida pelo principal meio de comunicação de nossa igreja.

JÁRBER SOUSA disse...

Não vejo a CPAD como editora confessional. Se é na teoria, não prática anda é longe. A CPAD perdeu a oportunidade de publicar excelentes como Contra o Calvinismo; porque não sou calvinista; Teologia Arminiana e agora, Pentecostalismo, o Espírito Santo na vida da igreja. Todos publicados pela Editora Reflexão, se bem que não achei tão ruim, pois se fosse a CPAD, o preço seria um absurdo. O que me irrita, é que a Casa dá prioridade a livros como "O menino que voltou do céu". Fala sério, não teria diferença nenhuma prublicar Mary Baxter. Parabéns pastor Altair.

Peter Erick de Oliveira disse...

Pastor Altair, eu concordo plenamente contigo! O Calvinismo não faz parte de nossa identidade pentecostal.