segunda-feira, 16 de março de 2015

III ENCONTRO DE PROFESSORES E CORRDENADORES DE EBD DA AD VILA NOVA (GOIÂNIA-GO)





O maior líder, pedagogo e professor de todos os tempos, Jesus, resumiu o objetivo geral de seu Projeto Político Pedagógico, a sua declaração de propósitos da seguinte forma:

E ensinava nas suas sinagogas e por todos era louvado.
E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler.
E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito:
O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração,
a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.
E, cerrando o livro e tornando a dá-lo ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.
Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. (Lc 4.15-21)

[...] eu vim para que tenham vida (zoen) e a tenham em abundância. (Jo 10.10b, ARA)

Promover vida implica em libertar o ouvinte de alguns cativeiros através do ensino da Palavra: cativeiro espiritual, intelectual, cultural, emocional, moral, etc. Os principais oponentes de Jesus foram o diabo, os escribas e os fariseus, que eram os agentes opressores e dominadores do povo.

Para realizar a sua tarefa de superar os desafios que estão diante da EBD na contemporaneidade, é necessário que o líder e professores da EBD superem alguns desafio.

1 – O Desafio Hermenêutico ou Interpretativo (Lc 1.1-4; 2.40-46; 4.3-4; 6-8; 10-13)

Jesus combateu o racionalismo dos saduceus e o legalismo dos fariseus. Nos nossos dias o alegorismo, o liberalismo teológico e o desconstrucionismo trabalham contra a interpretação bíblica.

Precisamos desenvolver a habilidade de interpretarmos as Escrituras considerando a real intenção do autor, sendo éticos e responsáveis diante de tão nobre tarefa (2 Tm 2.15)

2 – O Desafio Pneumatológico ou de Poder Espiritual (Lc 3.21-22)

Tal desafio envolve a prática da oração (Lc 11.9-13), o revestimento de poder do Espírito (Lc 4.1, 14, 15 e 36, 16-19; 11.20; Atos 10.37-38).

Precisamos combater em nossos dias o conformismo espiritual mórbito, o cessacionismo e o academicismo estéril.

3 – O Desafio Homilético ou Comunicativo (Lc 4.2-21)

A palavra de Deus deve ser comunicada com profundidade, simplicidade, autoridade e aplicabilidade.

Devemos evitar o exibicionismo, o verbalismo e os sofismos modernos.

4 – O Desafio Relacional ou Afetivo (Jo 11.3, 36; 13.1, 34; 15.9)

O amor, a amizade, o acolhimento o cuidado e atenção precisam nortear as relações entre professor/aluno, docente/discente, ensinante/aprendente, mestres/discípulo.

As relações mecânicas e formais distanciam as pessoas fisicamente, emocionalmente, sentimentalmente e afetivamente.

5 – O Desafio Institucional ou da Tradição (Mt 15.1-6; Jo 9.14)

A tradição nas instituições não deve trabalhar contra o desenvolvimento da educação cristã e o alcance dos seus propósitos. As pessoas são mais importantes que as coisas. Os princípios são mais relevantes que as formas.

As tradições são boas quando elas promovem e valorizam a vontade de Deus para com as pessoas (2 Ts 2.15). Estas sim, precisam ser mantidas. Somos resistentes às mudanças, e dessa forma fossilizamos métodos e modelos que já não atendem mais as necessidades das pessoas de nosso tempo.

É possível e necessário mudar, e adaptar o nosso jeito de fazer as coisas, sem relativizar valores e fundamentos bíblicos.

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