quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

UM LIBERTADOR PARA ISRAEL - SUBSÍDIO PARA LIÇÃO BÍBLICA

A lição desta semana destaca a questão da "vocação espiritual". Deus, de forma soberana e graciosa escolhe e comissiona dentre os seus filhos homens e mulheres para o seu serviço (ministérios).

Em termos etmológicos, César (2002, p. 19), em sua obra "Vocação, perspectivas bíblicas e teológicas", ele nos informa que o termo "vocação" na literatura neotestamentária tem origens gregas no verbo kaleo (chamar, nomear convocar, cf. Ef 4.1) e suas variações, o substantivo klêsis (vocação, chamado, convite, cf. 1 Co 1.26) e no adjetivo kletós (chamado, convocado, cf. Rm 1.6). Esses termos podem ser usado no sentido de vocação precedente da parte de Deus para a salvação e para o serviço.

Em termos conceituais e teológicos, Leon Dufour (apud CÉSAR, Idem, p. 20-22) define vocação como:

"[...] o chamado que Deus dirige ao homem a quem Ele escolheu para si e que destina a uma obra especial no seu plano de salvação e no destino do seu povo. Na origem da vocação há, portanto, uma eleição divina; no seu termo, uma vontade divina a cumprir."

A vocação de Moisés estava fundamentada:

- Na graça de Deus (2 Tm 1.8-9). Por sua graça Deus não nos escolhe com base em nossos méritos pessoais, mas, fundamentado em seu favor imerecido.

- Na soberania de Deus (Is 44.1-2). Por sua soberania Deus nos escolhe por ser Senhor absoluto sobre todas as coisas. Ele manda e não é mandado, estabelece e não é removido, diz e faz.

- Na determinação de Deus (Sl 139.16). A determinação de Deus está associada a sua soberania. Os nossos dias estão escritos em seu livro. Cabe a nós conhecer a sua vontade e livremente escolher obedecê-la.

- No conhecimento de Deus sobre nós (Jr 1.5). O conhecimento de Deus implica em Ele saber coisas sobre nós, da nossa disposição em amá-lo, serví-lo, buscá-lo e obedecê-lo, apesar se sermos quem somos, apesar de nossas fraquezas, de nossas instabilidades e limitações.

Ninguém pode servir a Deus se não for por Ele vocacionado e capacitado com poder espiritual. O preparo do homem e da mulher de Deus para o cumprimento da missão (vocação) se dá na “escola da vida”, na busca pelo aperfeiçoamento através de treinamento formal ou informal, e de um relacionamento mais íntimo com aquele que o chamou.

O temor é um sentimento saudável. Diante da grande e desafiadora obra para qual o Senhor nos comissiona, é natural que temamos, mas é necessário que confiemos em Deus (Êx 4.13; Jr 1.6; Jz 6.15, Jn 1.3). O temor pode ser um bom sinal, quando aponta para a consciência de nossa total dependência do altíssimo. 

Antes de assumir qualquer cargo ou função de liderança entre o povo de Deus, busque ter a convicção de se tratar de um chamado divino. Deus não deixa dúvida alguma para os seus vocacionados. Das mais diversas formas e maneiras Ele confirmará a sua chamada.

Para uma maior profundidade sobre o tema “vocação”, indico a obra aqui citada “Vocação: perspectivas bíblicas e teológicas”, de Kléos Magalhães Lenz César, Ultimato”. 

Abraços,

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