sexta-feira, 15 de março de 2013

ELEIÇÕES CGADB 2013: MINHA ANÁLISE DE ALGUMAS PROPOSTAS DO GRUPO CGADB PARA TODOS



Recebi o vídeo acima por e-mail, e resolvi emitir minha opinião pessoal sobre as propostas do grupo CGADB  para Todos, feitas no mesmo.

Vale ressaltar que as minhas divergências em torno de algumas das propostas não são questões pessoais, pois não tenho razões para isso. Considero e respeito todos os candidatos do referido grupo. O que questiono aqui são as ideias, e como elas são colocadas. Os leitores poderão observar que em alguns pontos concordo com as propostas. Vamos aos comentários.

“Imagine que 25 anos depois, a Convenção Geral está dirigida por uma equipe legítima [...] e comece a soar nos ouvidos dos crentes e pastores algumas coisas assim: a partir de hoje, nunca mais, nós teremos um presidente que fique na cadeira de presidente ou na diretoria o resto da vida.”

Entendo que a atual equipe que dirige a Convenção Geral é também legítima, pois foi eleita legitimamente pela maioria dos convencionais nas últimas eleições.

A alternância de poder da qual se fala e se propõem, se estenderia também para a presidência das Convenções Estaduais e de Igrejas? Na Assembleia de Deus em Belém do Pará (Igreja Mãe), onde o presidente (candidato à presidência da CGADB) já está no poder  por 16 (dezesseis) anos (desde 27/01/1997), obviamente de forma também legítima, a alternância de poder também ocorreria? A sugestão da alternância de poder só vale para Convenção Geral? Só vale para o cargo que se deseja conquistar, mas não vale para os já conquistados? Quem não pratica a alternância de poder nos cargos que ocupa em seu Estado e Igreja, como pode defender tal ideia no âmbito nacional? Penso, particularmente, haver incoerência nesta proposta.

“Imaginemos então, que depois disso, se ouça neste Brasil que nós elegemos dois feriados nacionais, proclamemos um deles como Dia Nacional de Oração pelo Brasil da Assembleia de Deus, e o Dia Nacional de Ação Social da Assembleia de Deus.”

Entendo que não precisamos de feriados nacionais para um Dia Nacional de Oração pelo Brasil, precisamos orar pelo Brasil e por nossos governantes todos os dias (1 Ts 5.17; 1 Tm 2.1-2;). Não devemos politizar as questões de fé, mas vivê-las em nosso cotidiano. O Dia nacional de Ação Social da Assembleia de Deus, proposto também pelo candidato à presidência pelo grupo CGADB para Todos, está mais para marketing político eclesiástico eleitoreiro do que para uma ação concreta de misericórdia. Precisamos da mesma forma que no caso da oração, socorrer nosso próximo todos os dias. A “propaganda nacional” da ação social vai de encontro ao princípio de Mateus 6.1-4, que recomenda a discrição no ato de dar esmolas (do grego eleêmosýnê, que significa: exercer compaixão, beneficência, caridade). Interessante, é que os feriados propostos seriam “assembleianos”. Se a moda pegasse, teríamos todas as denominações evangélicas no Brasil exigindo também os seus feriados nacionais. Por favor, isso é irreal, sectário e extremamente utópico.

“Imagine a gente dizer assim: nós vamos também esse ano, estabelecer aqui na Capital Federal, em Brasília, a Embaixada da Assembleia de Deus em Brasília.”

Uma embaixada em Brasília com qual finalidade? Política? Na realidade não entendi bem a proposta.

“Imagine nós podermos dizer assim: vamos trabalhar para que na próxima eleição não precisássemos fazer esse sacrifício de juntar 22.000 pastores tirando da família, da igreja, de casa, do conforto, colocando em risco, podendo nós votar da tecla do nosso computar, ou quando muito, ir ao escritório da Convenção Geral no Estado, pra fazer a votação.”

Concordo com a ideia de descentralizar as eleições convencionais, e entendo que o próximo presidente deveria trabalhar neste sentido.

“Vocês já imaginaram dia 12, a gente poder dizer: aguardem, pois nós vamos fazer um simpósio de cantores da Assembleia de Deus e de escritores, promovido pela Convenção Geral. Vai ser anunciado que a Casa Publicadora vai lançar um escritor de cada Estado. A Patmos Music vai lançar um cantor de cada Estado.” 


Todo investimento em músicos e em escritores nacionais é relevante e necessário. Sou militante desta causa. Tenho percebido a Casa Publicadora (órgão oficial da CGADB) avançar nesse sentido. No caso do Nordeste, minha região, praticamente todos os Estados possuem um escritor que já publicou pela Casa, como por exemplos José Gonçalves (PI), Raimundo F. de Oliveira (MA), Elinaldo Renovato (RN), José Antônio (AL), Israel Alves (BA), José Apolônio (PB), e este que vos escreve de Pernambuco. Sei que ainda há muitos que precisam ser garimpados, e que a seu tempo serão reconhecidos e publicados. No caso dos cantores já se percebe uma maior abertura e avanços.

“[...] vamos fazer uma gestão compartilhada. Compartilhada quer dizer inclusiva, quer dizer, quem está vivo e é ex-presidente, nós vamos honrar como presidente de honra.”

O compartilhamento da gestão é algo saudável nos processos administrativos. Honrar os ex-presidentes é uma práxis nas Assembleias de Deus do Brasil.

“Imagine a gente poder dizer, que nós vamos olhar para os nossos educandários, e principalmente à Faculdade da Assembleia de Deus, e dizer: nós vamos tentar formar o Centro de Excelência e Ensino, mas também uma assessoria, uma consultoria onde as Igrejas e Convenções possam consultar acerca de assuntos legais, previdenciários, fiscais.”

A gestão das instituições de ensino das Assembleias de Deus é de competência das igrejas locais e convenções estaduais. O Conselho de Educação e Cultura da CGADB é o órgão competente para assessorar e promover a excelência proposta. Talvez, o que se precise é melhorar a comunicação deste órgão com as Igrejas e Convenções, fato este que avançou nos últimos mandatos. Nos processos administrativos sempre há o que melhorar. Nos últimos anos o Conselho de Educação vem atuando eficazmente junto às igrejas e convenções estaduais, promovendo Simpósios e Conferências de Educação, e apreciando as solicitações de credenciamentos enviadas. Sobre as demais consultorias no campo fiscal, legal e previdenciário, não conheço a atual realidade, mas é bom ressaltar que as igrejas sedes e convenções estaduais possuem as suas próprias assessorias nestas áreas, compostas por profissionais altamente competentes.

Mesmo compreendendo que algumas das propostas do pastor Samuel Câmara são inconsistentes e irrelevantes para a Convenção Geral e para as Igrejas Assembleias de Deus, entendo que é melhor apresentá-las do que expor em jornais seculares os problemas e as questões internas da CGADB.

Continuemos a orar para que a nossa AGO em Brasília em tudo glorifique ao Senhor.

6 comentários:

fabio pinheiro disse...

A Igreja nunca deixou de avançar, é muita presunção o nobre pastor afirmar isso. Isso é politicagem!!!
Não seria melhor unirmos as nossas forças para continuarmos avançando ainda mais? Infelizmente a nossa querida denominação está dividida e sub-dividida.

PB LUIZ RAMOS disse...

Tenho, particularmente grande admiração pela maneira, postura e ousadia com que o sr trata essas questões. Louvo a Deus por existirem 'homens de Deus' assim.

Ismael Pereira de Oliveira disse...

Reverendo pastor Altair Germano, é uma grande honra a sua indicação do nosso blog no google+! Obrigado pelo seu apoio! Parabéns pelas grandes obras literária!
Seu servo, Ev. Ismael Pereira de Oliveira
Site www.escola-dominical.com

Pr.Daniel S Acioli disse...

Meu Caro Pr. Altair!

Simplesmente pergunto, onde posso assinar?

Concordo em número, grau e gênero!

Tomei a liberdade de reverberar em meu humilde blog.

Nos vemos em Brasilia!

Seu em Cristo!

Pr. Daniel S Acioli

Prof. Francivaldo Jacinto disse...

Nobre Pr. Altair.

Em relação à alternância de poder proposta pelo então candidato realmente há uma grande incoerência. Posso afirmar que isso é hipocrisia, afinal como posso cobrar algo se não pratico?

Vamos fazer o que foi proposto pelo senhor. Vamos orar.

Leia: escritosbiblicos.blogspot.com

Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Caro amigo pr. Daniel Acioli,

A paz amado!

O vídeo demonstra e mostra, claramente, o que passa no coração do candidato e concorrente de sempre.

Um "modus vivendi" com o tempero das fantasias da carne.

As sugestões para as ADs no Brasil, são políticas e maltrapilhas.

Eu teria vergonha de ser o personagem deste vídeo.

Eu teria vergonha de colocar em uma gravação estas propostas que, para mim são maculares.

Da mesma forma, não é, na lógica administrativa se processar com normalidade, que presidente de uma ASSOCIAÇÃO, permaneça no poder por tantos anos e se fortaleça pelo poder.

A estrutura deve ser qualitativa para que as oportunidades não sejam eliminadas e nem desgastadas por convênios.

Grato sou a Deus por sua vida, pastor Daniel Acioli. A sua dedicação é a expressão demonstrada pela ação do Espírito Santo em sua vida.

O Senhor seja contigo,

O menor dos teus irmãos.