domingo, 17 de fevereiro de 2013

PASTORA SIGNE CARLSON?


A imagem acima me foi enviada por um amigo via email, e foi publicada pela Revista VEJA, edição 219, de 15/11/1972. Na legenda está escrito: "Signe Carlson: a mais velha pastora".

Vamos direto ao ponto: Signe Carlson foi pastora? Até onde sei, não. Tudo indica que não passa de uma perspectiva do articulista da revista. Considerar alguém pastora não é o mesmo que ordenar pastora.

Signe Nasceu em 2 de janeiro de 1892, em Esklstuna, Suécia. Foi batizada na Igreja Filadélfia de Estocolmo en 1912, e em 1915 recebeu o batismo com o Espírito Santo. Se casou com Joel Carlson em 15 de outubro de 1917, em cerimônia realizada por Lewi Pethrus. Na mesma ocasião foram separados para a obra missionária. Partiram da Suécia em 24 de outubro de 1917 e chegaram ao Brasil em 12 de janeiro de 1918. Após passarem alguns meses em Belém do Pará, para aprendizagem da língua, seguiram para Pernambuco em 20 de outubro de 1918, onde deram sequência ao trabalho iniciado por Adriano Nobre.

Em 1919 o casal fundou em Recife o primeiro orfanato da Missão Sueca no Brasil, o Orfanato Betel, que posteriormente foi transferido para a Assembleia de Deus em Abreu e Lima, então pastoreada pelo pastor Isaac Martins Rodrigues.

Como diretora de Círculos de Oração foi exemplar e incansável na intercessão pelos jovens, obreiros e pela igreja em geral.

Signe faleceu em 15 de junho de 1980, aos 88 anos de idade.

Se a irmã Signe Carlson tivesse sido ordenada, o que parece não haver evidências, mesmo assim, como já escrevi, meu posicionamento é que o ministério pastoral feminino não se sustenta à luz das Escrituras.

Jundiaí-SP, 17/02/2013.

2 comentários:

.. disse...

Pr. Gemano a irmã em questão talvez não tenha sido ordenada. Que eu saiba não.
Mas eu tenho certeza que ela tinha um papel prepoderante na liderança da igreja anos a pós a morte do marido e participava de reuniões administrativas da igreja. Lembro que Fryda Vingren tbm liderava a igreja no Rio de janeiro na ausencia do marido. E foi por essa visão da Familia Vingren que fizeram a 1ª convenção no nordeste. E isso contrariou muito a Vingren que tinha visão positiva do ministerio femenino.
Pr. Germano qualquer pessoa que tenha um pouco de conhecimento da história assembeliana hoje em dia, é bombardeado com esta informação.

Valdomiro Filho disse...

Toda vez que leio algo onde citam a história da Assembleia e o irmão Adriano Nobre, lembro que alguns querem apagar a memória desse pioneiro. Dou graças a Deus que o Pr. Altair e outros não tem deixado isso acontecer o citando sempre quando se trata das origens da AD em Pernambuco.

Andei pesquisando sobre a vida desse grande homem, e nessas pesquisas conheci Zamir Nobre, neta de Adriano. Uma irmã atenciosa e também preocupada com a história de seu avô.

Já pensei, inclusive, em criar uma página contando a história tão detalhada quanto possível do irmão Adriano Nobre. É um pensamento que talvez se realize, mas falta, ainda, informações importantes.

Descobri alguma coisa também sobre Manoel Higino (cuja saída não tem pela mesma razão da saída do Adriano), de quem se diz ter sido expurgado muitos dos belos hinos de sua autoria, que compunham a Harpa Cristã em suas primeiras edições, logo depois que ele foi afastado e abriu a chamada Igreja de Cristo.

Quanto à questão da irmã ser ou não pastora, acredito que a revista quis chamar a atenção com esse título à época. Certamente, como não é prática assembleiana, tal notícia deu o que falar.