sexta-feira, 29 de junho de 2012

AD AMERICANA: PROGRAMAÇÃO DESTE SÁBADO E DOMINGO (30/06 e 01/07)

A Programação da 10ª Escola Bíblica da AD em Americana-SP para este sábado (30/06) é a seguinte:

8h30 às 9h00 – Devocional

9h00 às 9h50 – Pr. Altair Germano

9h50 às 10h10 – Intervalo

10h10 às 11h00 – Pr. Elienai Cabral

18h30 às 19h30 – Devocional

19h30 às 20h20 – Pr. Elienai Cabral

20h20 às 20h40 – Intervalo

20h40 às 21h30 – Pr. Altair Germano

Assista a programação ao vivo através do www.adamericana.com.br

No domingo, 01/07, pela manhã, ministraremos para toda UMADAM (União da Mocidade da Assembleia de Deus em Americana), no templo sede, onde falaremos sobre relacionamentos, carreira profissional e compromisso com Deus.

Divulgue e ore!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES. Subsídio para Lição Bíblica - 3º Trimestre 2012

“Tenho vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo. (Jo 16.33)

Vocabulário português-grego

Tenhais: échete

Paz: eirénen

Mundo: kósmos

Tereis: échete

Aflições: thlípsin

Tende bom ânimo: thapseíte

Venci: neníkeka

INTRODUÇÃO

As aflições na vida do cristão fiel é uma realidade da qual não é possível fugir. Fico pasmo com o falso evangelho da comodidade, da vida fácil, da vitória financeira, da vitória em tudo, da saúde plena, da ausência de lutas, do se dar bem em tudo.

O sofrimento, a tribulação, a angústia, a dor, a morte é consequência natural de um viver que se opõe ao pecado e ao sistema caído.

A INEVITÁVEL PERSEGUIÇÃO NO ENSINO DE JESUS

Jesus deixou claro sobre a perseguição na vida dos seus discípulos:

Quando, pois, vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do Homem. (Mt 10.23)

Mas, antes de todas essas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por amor do meu nome. (Lc 21.12)

Lembrai-vos da palavra que vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardarem a minha palavra, também guardarão a vossa. (Jo 15.20)

A perseguição pode acontecer no âmbito familiar, escolar, acadêmico, religioso, político, eclesiástico, etc.

A perseguição pode vir de fora (não-crentes) ou de dentro (crentes).

A perseguição pode ser intensa ou esporádica. Pode ser leve ou forte.

A ausência de perseguição pode ser decorrente de um curto período de relativa paz, ou da nossa conivência com o erro, da nossa conformidade com os modelos de sistemas caídos.

No campo político, aqui no Brasil, não é o regime democrático a principal razão de certa ausência de perseguição contra os evangélicos, mas as alianças vergonhosas de algumas lideranças evangélicas com alguns políticos corruptos (não cabe aqui generalizações).

Outro fator que atenua ou extingue a perseguição no contexto evangélico brasileiro é o silêncio da voz profética da igreja. Diante da corrupção vergonhosa em nosso país, da imoralidade em todos os níveis e formas, da banalização do divórcio, da perda dos referenciais bíblicos de família e casamento, da plena secularização da educação, há uma omissão preocupante, geralmente associada com a postura do não querer problema com ninguém (principalmente com os governantes), ou da própria fraqueza moral da igreja que cada vez mais relativiza os princípios da Palavra, fechando os olhos para os escândalos internos grotescos, ou deixando sem disciplina os protagonistas dos mesmos. Onde a moral falta, a voz profética silencia.

Nos ambientes familiares, escolares, acadêmicos e profissionais a realidade se repete. A ausência de perseguição é geralmente decorrente da falta de testemunho, da adequação aos baixos padrões de vida, do pluralismo religioso, do secularismo, do liberalismo teológico, do relativismo ético e moral, e de outras mazelas da pós-modernidade.

Dessa maneira, a falta de perseguição pode ser um fator preocupante, um sintoma de que o testemunho cristão perdeu o seu vigor.

A REALIDADE DAS AFLIÇÕES NOS ESCRITOS DE PAULO

A realidade das aflições na vida do crente norteou boa parte do ensino de Paulo, buscando com isso estimular os seus leitores no enfrentamento das adversidades da vida, no jornadear de uma vida cristã onde a tribulação, o sofrimento, a dor e morte eram uma possibilidade constante, mas que abria a porta para uma eternidade em glória:

E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus. (At 14.21-22)

Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. (Rm 8.18)

Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. (2 Co 4.16-18)

Não apenas em suas declarações e ensino, mas acima de tudo em sua vida, o sofrimento e a possibilidade das aflições estiveram bem presentes.

A REALIDADE DAS AFLIÇÕES NOS ESCRITOS DE PEDRO

Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se, pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus. Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe; antes, glorifique a Deus nesta parte. Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus? E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador? Portanto, também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe a sua alma, como ao fiel Criador, fazendo o bem. (1 Pe 4.12-19)

Pedro nos deixa claro que a presença das aflições na vida do crente deve se relacionar com o fato de fazer a vontade de Deus. Há muitos crentes que sofrem por falta de sabedoria, ou por viverem fora da vontade de Deus:

Porque que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas, se fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas, (1 Pe 2.20-21)

Que possamos entender a inevitabilidade das aflições e sua ação pedagógica em nós. Com elas agradamos a Deus, e nelas o seu nome é glorificado.

Americana-SP, 28/06/2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

ENCONTRO JOVEM NA AD EM AMERICANA-SP (MINISTÉRIO DO BELÉM)

No próximo domingo, dia 01/07, no período da manhã, estaremos ministrando uma palestra para jovens na Assembleia de Deus em Americana-SP (Ministério do Belém), igreja liderada pelo pastor Antonio Munhoz, onde na ocasião falaremos sobre “O Jovem Cristão e os Desafios Atuais”, envolvendo as seguintes questões:

- Relacionamentos: Solidez e fluidez das amizade, afetividade, compromissos e aventuras, etc;

- As Novas Tecnologias de Comunicação e Informação: Bênção ou maldição?

- Carreira Profissional: Projetos pessoais x Projetos divinos, Consagrando a Carreira a Deus, Disponibilizando Dons e Talentos para o Serviço a Deus, O Sucesso Profissional e Pessoal para a Glória de Deus, etc.

Contamos com as vossas orações!

O OBREIRO E A SANTIFICAÇÃO (2)

O OBREIRO, A SANTIFICAÇÃO E O ESPÍRITO SANTO

A relação entre a santificação e o Espírito Santo na vida dos obreiros/líderes é algo claro nas Escrituras. Desde o Antigo Testamento a presença do Espírito na vida da liderança do povo de Deus é fator fundamental para o sucesso no fazer e no ser do obreiro. Observemos alguns exemplos:

Depois, falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência em todo artifício, para inventar invenções, e trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre, e em lavramento de pedras para engastar, e em artifício de madeira, para trabalhar em todo lavor. (Ex 31.1-5)

Então, eu descerei, e ali falarei contigo, e tirarei do Espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu sozinho o não leves. (Nm 11.17)

Então, disse o SENHOR a Moisés: Toma para ti a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre ele. (Nm 27.18)

Então, o Espírito do SENHOR revestiu a Gideão, o qual tocou a buzina, e os abiezritas se ajuntaram após ele. (Jz 6.34)

Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi. Então, Samuel se levantou e se tornou a Ramá. (1 Sm 16.13)

E o Espírito de Deus revestiu a Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se pôs em pé acima do povo e lhes disse: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do SENHOR? Portanto, não prosperareis; porque deixastes o SENHOR, também ele vos deixará. (2 Cr 24.20)

Além de todos esses exemplos, que apontam para a capacitação do Espírito na realização de coisas, temos de maneira figurada a necessidade do Espírito na vida de obreiros/líderes em sua função santificadora (separação para, separação de):

Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Toma a Arão, e a seus filhos com ele, e as vestes, e o azeite da unção, como também o novilho da expiação do pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos pães asmos e ajunta toda a congregação à porta da tenda da congregação. Fez, pois, Moisés como o SENHOR lhe ordenara, e a congregação ajuntou-se à porta da tenda da congregação. Então, disse Moisés à congregação: Isto é o que o SENHOR ordenou que se fizesse. E Moisés fez chegar a Arão e a seus filhos, e os lavou com água, e lhe vestiu a túnica, e cingiu-o com o cinto, e pôs sobre ele o manto; também pôs sobre ele o éfode, e cingiu-o com o cinto lavrado do éfode, e o apertou com ele. [...]Tomou Moisés também do azeite da unção e do sangue que estava sobre o altar e o espargiu sobre Arão, e sobre as suas vestes, e sobre os seus filhos, e sobre as vestes de seus filhos com ele; e santificou a Arão, e as suas vestes, e seus filhos, e as vestes de seus filhos com ele. (Lv 8.1-7, 30)

Podemos observar na consagração de Arão e seus filhos alguns elementos que apontam para a santificação, como, por exemplo, a água (símbolo do Espírito e da Palavra) e o sangue (agente purificados). A unção com óleo (símbolo do Espírito) não simboliza apenas a capacitação para o serviço, mas, fala-nos também da ação santificadora do Espírito (separando para, separando de), verdade essa confirmada no Novo Testamento:

Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade, (2 Ts 2.13)

Sem o Espírito Santo presente e agindo em sua vida, o obreiro não consegue alcançar os níveis de santidade exigidos para que sirva de modelo ou referencial moral para o rebanho. Por isso, é necessário que na condição de obreiros e líderes:

- Sejamos regenerados pelo Espírito (Jo 3.3-8). Títulos ou posições honrosas sem a regeneração do Espírito não nos credenciam para o Reino de Deus, nem para sermos obreiros no Reino. É necessário nascer de novo.

- Sejamos habitados pelo Espírito (Jo 20.21-22; Rm 8.7-9). A habitação do Espírito é consequência direta da regeneração do Espírito. O Espírito habita na vida dos regenerados, daqueles que experienciaram o novo nascimento.

- Sejamos batizados com o Espírito (Lc 24.49; At 1.5, 8; 2.1-4, 32-33, 38-39). O revestimento de poder outorgado pelo Espírito é fundamental para que desempenhemos o nosso ministério de forma plena, fazendo com excelência e na unção do Espírito a obra de Deus.

- Sejamos guiados (gr. ágo, levados e trazidos, conduzidos, carregados) pelo Espírito (At 10.19-23; At 13.1-4; 15.28; 16.6-11; Gl 5.18). O Espírito precisa voltar a dirigir o nosso ministério, o lugar onde Deus deseja que façamos a sua obra, as nossas decisões, os nossos projetos pessoais e ministeriais.

- Sejamos inclinados (gr. phronéo), ou seja, uma disposição mental, vontade, sentimento e intelecto voltados para as coisas do Espírito (Rm 8.5-6). Sempre haverá uma constante tensão entre a inclinação da carne e do Espírito. A santificação será uma realidade na medida em que a inclinação do Espírito superar a inclinação da carne (baixos instintos da natureza humana, concupiscências, desejos ilícitos e impuros).

- Sejamos cheios do Espírito (At 6.3; 9.15-17; Ef 5.18). Ser cheio do Espírito é fundamental para uma vida de santificação. O verbo grego se encontra no tempo perfeito (ação constante), na voz passiva (ação sofrida) e no modo imperativo (ação ordenada). Estando cheios do Espírito não nos embriagaremos com o vinho do poder eclesiástico ou secular, dos privilégios, das vantagens, da ganância, da fama, da notoriedade, do status, dos cargos, da política eclesiástica suja, do profissionalismo ministerial, da avareza, da relativização dos valores morais, das heresias doutrinárias, dos modismos teológicos.

A presença e o poder do Espírito Santo na vida do obreiro não o habilita e o capacita apenas para realizar coisas para Deus, é também habilitação e capacitação para viver para a glória de Deus em santificação (separação do mal espiritual e moral).