segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

OS EVANGÉLICOS E A POLÍTICA NO BRASIL: ROBSON CAVALCANTI


OBS: Os vídeos de outros pastores publicados neste blog não expressam de forma plena a minha visão sobre os temas abordados. São vídeos para serem assistidos e analisados criticamente.

BISPO ROBINSON CAVALCANTI MORRE TRAGICAMENTE

Pernambuco amanheceu com sentimento de tristeza e indignação nesta segunda-feira. “Um choque, uma tragédia”, definiu a deputada Tereza Leitão (PT) sobre a morte do bispo diocesano a Igreja Anglicana, cientista político e ex-reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Dom Edward Robinson Cavalcanti.


Nossas condolências à família enlutada.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

1ª EBJ NA ASSEMBLEIA DE DEUS EM SAPÉ-PB: UMA ANÁLISE CRÍTICA

Por: Basílio Henrique*

No dia 21 de fevereiro, o Pastor Altair Germano esteve no ultimo 1º EBJ (Escola Bíblica para Jovens) na AD – Sapé (Paraíba), a qual tem por Pastor Luiz de Gonzaga, neste texto, descreveremos a sua participação neste evento, o estudo bíblico ministrado no período da tarde e sua prédica no Culto de Encerramento à noite:

O Pastor iniciou os estudos no período da tarde com o tema pré-estabelecido pelo evento: “O Jovem Cristão e os seus relacionamentos afetivos”. Fazendo alusão de várias situações cotidianas sobre o que leva um jovem a ser um verdadeiro cristão, como por exemplo:

· Ser inconformado com este mundo;

· Ser transformado pelo poder da palavra “de dentro para fora”;

· Ter o Espírito Santo em sua vida;

· Viver uma fé consciente;

· Experimentar Deus diariamente, não necessariamente o “saber”, mas o “conhecer”;

Após explanar o perfil deste Jovem, ele entrou na segunda parte do Tema: “... e seus relacionamentos afetivos”, com a seguinte expressão: “Ninguém se relaciona sozinho!”. A partir daí ele pode tomar como base todos os relacionamentos da vida humana, não se detendo apenas aos amorosos, que são comuns na juventude, mas iniciando com a FAMÍLIA, levando-nos a refletir sobre a importância de se ter um bom relacionamento com os nossos familiares e os prejuízos de não termos, citando apenas um deles que é afetar todos os demais relacionamentos da nossa vida: (namoro, noivado e casamento).

No âmbito da amizade ele falou de maneira muito superficial, entrando direto nos relacionamentos amorosos.

Ao falar sobre relacionamentos entre jovens, o Pr Germano começou explicando o que é Paixão (do verbo latino, patior, que significa sofrer ou suportar uma situação difícil), mostrando que a mesma é imprevisível, incontrolável e instável, além disto destacou que a paixão má administrada pode gerar dimensões loucas e impensadas, não respeitando os limites da razão, trazendo estudos científicos que comprovaram que a emoção chega antes ao cérebro que a razão e os perigos que isto causa na vida do jovem.

Logo após esta rápida explanação, tivemos um momento de interatividade onde os jovens presentes puderam fazer perguntas ao Pastor, de maneira anônima sobre o tema abordado, foi feita uma triagem e ficaram as mais pertinentes como: “Qual a diferença entre amor e paixão?”, “O que fazer quando me apaixono por um(a) moço(a) não evangélico?”,“Existe profecia ‘casamenteira’?” ou ainda “O que fazer quando um casal de jovens cristãos começam a namorar e as famílias não aceitam o namoro?”, essas e outras dúvidas foram esclarecidas a luz da Palavra e de experiências pessoais do próprio Pastor.

Tivemos uma pausa para o jantar antes do Culto de encerramento a noite, onde o Pastor iniciou a mensagem baseada no tema da 1ª EBJ: “Jovens, não vos conformeis com este mundo!” (Romanos 12:2), trazendo a origem do Evangelho em Roma e o impacto que ele pode trazer em uma sociedade, de forma contextualizada, profunda e integrada, demonstrando cada vez mais a necessidade de multidisciplinaridade e de vermos o Ensino Cristão de maneira holística, tudo de uma forma muito sutil e esclarecedora.

Louvemos a Deus pela vida do Pastor Altair Germano, oremos pelo seu Ministério e que nestes últimos de crises éticas, relativistas, dentre outras, o Senhor possa levantar homens que defendem a Apologética Cristã, o Ensino Bíblico, a Sã e Genuína Palavra de Deus que é a Essência do nosso Evangelho.

Obrigado Pastor pela Sua visita em nome do Pr. Luiz de Gonzaga e do Coordenador da UMADES (União da Mocidade da AD-Sapé), Presbítero Marconi José, por tudo o que senhor ministrou sobre as nossas vidas! Que Deus o abençoe!

Em Cristo


* Jovem, membro da Assembleia de Deus em Sapé - PB

Bacharelando do Curso de Fisioterapia pelo Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ;

Bacharelando em Teologia pelo Centro de Estudos Teológicos da Assembleia de Deus (CETAD – PB);

Coordenador de Eventos da Secretaria de Missões da Assembleia de Deus em Sapé - PB


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

AS SETE CARTAS DO APOCALIPSE: LIÇÕES BÍBLICAS CPAD PARA O 2º TRIMESTRE/2012


IMAGEM: BLOG DA CASA DA BÍBLIA

Já temos as informações sobre o tema das Lições Bíblicas Jovens e Adultos do 2º trimestre/2012, que é “As Sete Cartas do Apocalipse: A Mensagem Final de Cristo à Igreja”.

O comentárista é o pastor Claudionor de Andrade.

Os temas semanais são:
Lição 1 – Apocalipse, a Revelação de Jesus Cristo;
Lição 2 – A Visão de Cristo Glorificado;
Lição 3 – Éfeso, a Igreja do Amor Esquecido;
Lição 4 – Esmirna, a Igreja Confessante e Mártir;
Lição 5 – Pérgamo, a Igreja Casada com o Mundo;
Lição 6 – Tiatira, a Igreja Tolerante;
Lição 7 – “Sardes, a Igreja Morta”;
Lição 8 – Filadélfia, a Igreja do Amor Perfeito;
Lição 9 – Laodiceia, uma Igreja Morna;
Lição 10 – O Governo do Anticristo;
Lição 11 – O Evangelho do Reino no Império do Mal;
Lição 12 – O Juízo Final;
Lição 13 – A Formosa Jerusalém.

Sugestões Bibliográficas:

- ANDRADE, Claudionor. Os sete castiçais de ouro. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
- KISTEMAKER, Simon. Apocalipse. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
- LAWSON, Steven J. As sete igrejas do apocalipse: o alerta final de Cristo para seu povo. 5. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
- PENTECOST, J. D. Manual de Escatologia: uma análise detalhada dos eventos futuros. Estados Unidos: Vida, 1998.
- SILVA, Severino Pedro. Apocalipse: versículo por versículo. 11. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS NA AD SAPÉ-PB

Convidamos a todos para participar da 1ª Escola Bíblica para Jovens (EBJ) que será realizada nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro no Templo Central das Assembleias de Deus na nossa cidade!

O evento será marcado de Estudos Bíblicos com temas atuais de fundamental importância e relevância para o jovem cristão, tendo a seguinte programação:

Dia 19/02 - O jovem cristão no contexto profissional e ministérios

Ministrante: Ev. Fábio Luis Silva (AD: João Pessoa – PB)

Dia 20/02 - Rede de Relacionamentos Social e seus impactos na vida cristã

Ministrante: Pb. Júnior Mendes (AD: Rio Tinto – PB)

Dia 21/02 - O jovem cristão e os seus relacionamentos afetivos

Ministrante: Pr. Altair Germano (AD: Abreu e Lima – PE)

Os Estudos sempre iniciarão à partir das 14h e a noite com um culto de louvor e adoração a Deus às 19h.

Além disso, terá a participação especial do louvor do Grande Coral UMADES, Grupo Vocal, cantora Sandra Rodrigues e Lívia Ellen.

Venha participar deste evento!

Fonte: Assembleia de Deus em Sapé-PB

OBS: TRANSMISSÕES AO VIVO PELO www.adsape.com.br

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

PRIVILÉGIOS E RESPONSABILIDADES DE UMA GERAÇÃO DE FILHOS DE DEUS NA REALIZAÇÃO DA SUA OBRA

Então, chamou a Salomão, seu filho, e lhe ordenou que edificasse casa ao SENHOR, Deus de Israel. Disse Davi a Salomão: Filho meu, tive intenção de edificar uma casa ao nome do SENHOR, meu Deus. Porém a mim me veio a palavra do SENHOR, dizendo: Tu derramaste sangue em abundância e fizeste grandes guerras; não edificarás casa ao meu nome, porquanto muito sangue tens derramado na terra, na minha presença. Eis que te nascerá um filho, que será homem sereno, porque lhe darei descanso de todos os seus inimigos em redor; portanto, Salomão será o seu nome; paz e tranqüilidade darei a Israel nos seus dias. Este edificará casa ao meu nome; ele me será por filho, e eu lhe serei por pai; estabelecerei para sempre o trono do seu reino sobre Israel. Agora, pois, meu filho, o SENHOR seja contigo, a fim de que prosperes e edifiques a Casa do SENHOR, teu Deus, como ele disse a teu respeito. Que o SENHOR te conceda prudência e entendimento, para que, quando regeres sobre Israel, guardes a lei do SENHOR, teu Deus. Então, prosperarás, se cuidares em cumprir os estatutos e os juízos que o SENHOR ordenou a Moisés acerca de Israel; sê forte e corajoso, não temas, não te desalentes.” (1 Cr 22.6-13, ARA)

A obra do Senhor é realizada através das gerações. Nenhuma geração de filhos de Deus deteve a exclusividade de realizar tal obra.

O rei Davi é um claro exemplo de alguém que realizou em seu tempo um trabalho extraordinário para o Senhor. Aquele era o seu momento. No poder do Espírito e com a graça de Deus fez proezas, realizou grandes conquistas. Davi, em seu espírito voluntário e zeloso intentou edificar uma casa ao nome do Senhor seu Deus, mas a execução de tal projeto ficaria para a geração mais nova. Seria Salomão, seu filho, que desfrutaria de tão grande privilégio.

Ao revelar tal propósito divino a Salomão, Davi nos oferece alguns princípios imutáveis para aqueles que desejam alcançar o sucesso para a glória de Deus na realização de grandes empreendimentos.

Agora, pois, meu filho, o SENHOR seja contigo...”

Em primeiro lugar, é necessário que a presença do Senhor seja com todo aquele que para ele faz, realiza, trabalhar, serve. A presença do Senhor nos garante provisão, proteção e direção. A presença do Senhor é garantia de sua cooperação, pois sem ele nada podemos fazer. Deus deseja coopera conosco, e nesta cooperação é interessante entender qual é parte que cabe a Deus, e o que nos cabe realizar. Se quisermos fazer o que compete a Deus enfrentaremos dificuldades. Se não fizermos a nossa parte, provocaremos a precariedade.

“... a fim de que prosperes e edifiques a Casa do Senhor, te Deus...

Em segundo lugar, é preciso saber que a prosperidade na edificação da obra de Deus não é uma questão de mera barganha com ele. Um planta, outro rega, mas o crescimento é Deus quem dá. A presença do Senhor nos outorga a sua maravilhosa graça, e a graça nos basta em meio às adversidades e obstáculos comuns na realização da obra de Deus. A presença do Senhor é garantia de poder, de intervenção sobrenatural, da manifestação da sua glória. A presença do Senhor é indispensável, é vital, é inegociável.

“... como ele disse a teu respeito.”

Em terceiro lugar, é fundamental que aquele que realiza algo para o Senhor tenha convicção de sua vocação e comissão para a tarefa. Nosso ministério não pode se fundamentar apenas em percepções e observações humanas. Não basta que as pessoas observem em nós algumas qualidades e competências para o serviço. É a convicção de que foi o Senhor quem nos chamou que nos fortalecerá, nos motivará, nos susterá em toda a nossa jornada e trabalho. O Senhor tem interesse e sempre comunicará, sem deixar dúvida alguma, que foi ele quem nos chamou. Ele possui inúmeras maneiras de fazer isto.

Que o SENHOR te conceda prudência e entendimento...”

Em quarto lugar, algumas concessões divinas de ordem prática são essenciais. O texto bíblico destaca aqui a prudência, do hebraico sekhel, que significa inteligência, bom senso, discernimento, sabedoria. Não se trata apenas de dotes naturais, mas de presentes, dádiva do Senhor. Entendimento, do hebraico binah, é a segunda qualidade aqui citada, que praticamente é sinônimo de prudência. Em tudo que fazemos, e em todo o tempo que fazemos a prudência o entendimento deverá nos nortear. Não basta iniciar a edificação da obra da Deus com tais qualidades, é preciso que elas estejam presentes em nossa até o final de nossa missão. Não são poucos os que no meio ou ao final de seus ministérios negligenciaram a prudência e o entendimento, e por isso caíram. Alguns, infelizmente, nunca mais se levantaram.

“... para que, quando regeres sobre Israel...”

Em quinto lugar, é preciso que o propósito específico de Deus seja discernido. Salomão fora vocacionado e designado para reger sobre Israel. O termo em hebraico para reger é tsawah, que significa ordenar, governar, comandar. No Reino de Deus são muitas as tarefas e ocupações. Uns são chamados para presidir e governar, outros para pregar, outros para ensinar, etc. Há uma diversidade muito grande de dons e talentos concedidos pelo Espírito. Precisamos descobrir qual a obra que o Senhor deseja que realizemos, e onde a realizaremos. Fazer a obra certa, no lugar certo é necessário para prosperarmos em nossas realizações.

“... guardes a lei do SENHOR, teu Deus”.

Em sexto lugar, para sermos bem sucedidos na realização da obra de Deus, precisamos guardar os seus mandamentos. Guardar, do hebraico shamar, envolve proteger, cuidar, considerar, observar, praticar. Nenhum outro fato ou realidade expressa o verdadeiro sucesso, aponta para a legítima prosperidade. Grandeza, volume, tamanho, quantidade, resultado positivo, nenhum destes fatores, por si só, é sinal da bênção de Deus. Somente os que guardam os mandamentos, os que observam a Palavra, os que não relativizam os princípios eternos, apenas estes são de fato prósperos.

“... sê forte e corajoso, não temas, não te desalentes.”

Em sétimo lugar, é preciso força, coragem e ânimo para sermos bem sucedidos na realização da obra de Deus. Ao iniciarmos algo para Deus, logo aparecerão os adversários da obra, os invejosos, os caluniadores, os opositores, sempre desejosos de nos entristecer, de nos fazer parar, de nos ver fracassar. É preciso força e coragem não apenas para fazer a obra, mas para fazê-la sem abrir mão da santidade. Nada de jeitinhos, nada de atalhos, nada de desonestidades, apenas a fidelidade à Palavra. Acontece que isso implica em sofrimento. Guardar a palavra suscita em muitos o desagrado. Guardar a Palavra nos leva a remar contra a maré. Guardar a Palavra confronta o sistema falido. Guardar a Palavra contraria interesses pessoais. Guardar a Palavra quebra esquemas. Guardar a Palavra produz rupturas.

Que a presente geração de filhos de Deus possa entender a grandeza do privilégio, e o peso da responsabilidade de poder cooperar na realização da sua obra.

Que a presente geração de filhos de Deus possa servi-lo de uma maneira que em tudo o agrade e o glorifique.

TRANSMISSÃO AO VIVO DA 36ª CONFRATERNIZAÇÃO DA MOCIDADE NA AD EM ABREU E LIMA-PE


Assista ao vivo a 36ª Confraternização da Mocidade da Assembleia de Deus em Abreu e Lima-PE, que acontecerá conforme programação abaixo:

Segunda - 20/02:

09h00 - Pr. Marcos Gonçalves
14h00 - Pr. Altair Germano
19h00 - Pb. Claudio César

Terça - 21/02:

09h00 - Ev. Robson Lucena
14h00 - Pb. Marcos César
09h00 - Dc. Luiz Gustavo

Click no link abaixo e assista as transmissões

sábado, 18 de fevereiro de 2012

ENSINAR: UM TRIBUTO AOS MESTRES



Ensinar é se realizar na realização do outro.

Ensinar é promover tomada de consciência.

Ensinar é libertar mente e corpo.

Ensinar é alimentar a alma.

Ensinar é fortalecer o espírito.

Ensinar é servir.

Ensinar é aprender.

Ensinar é democratizar a cultura.

Ensinar é fazer contas e fazer de conta.

Ensinar é contar e recontar a história.

Ensinar é viajar no tempo e conhecer o espaço.

Ensinar é provocar a descoberta da origem e do propósito da vida.

Ensinar é conduzir à leitura de livros e do mundo.

Ensinar é socializar.

Ensinar é integrar.

Ensinar é amar.

Ensinar é cooperar na construção e no refazer de vidas, ideais, planos e sonhos.

Ensinar é vocação, dom, arte, momento indizível na vida de quem faz da vida vivência e convivência numa sala de aula, ou em qualquer outro espaço ou momento educativo.

Ensinar é compartilhar conhecimentos, vida, risos, lágrimas, emoções e afeições.

Ensinar é o encontro do "eu" com o "tu", onde aprendente e ensinante se confundem num maravilhoso e prazeroso ato de dar e receber.

Ensinar é oferecer o melhor de si, oferecendo-se a si mesmo, apesar de nem sempre ser correspondido.

Ensinar é nunca desistir daqueles de quem já desistiram, inclusive de quem já desistiu de si mesmo.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS (2). Subsídio para Lição Bíblica



É difícil dizer porque se gosta da Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira, certo?

Eu gosto da Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira porque é gostosa de se ouvir, suave de viver e não irrita meu paradgma de vida cristã.

Olha o conteúdo desta heresia. O filtro longo da mente acrítica e manipulável suaviza mesmo a mentira.

Por que acreditar no Evangelho de Jesus se a Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira me dá tudo aquilo que eu quero de uma boa (conveniente) teologia?

Gosto de levar vantagem em tudo, certo?

Leve vantagem você também.

Leve a Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira.


O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS. Subsídio para Lição Bíblica

O deus manipulável da Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira

O deus banqueiro da Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira

O deus garçom da Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira

O deus marionete nas mãos dos pregadores da Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PASTOR MARTIM ALVES É ELEITO PARA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO RIO GRANDE DO NORTE

FOTO: Blog O Assembleiano

O pastor Martim Alves da Silva,59, é o novo presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (Ieadern). A eleição para a escolha do sucessor do pastor Raimundo João de Santana, que em janeiro passado renunciou ao cargo após ser jubilado, aconteceu no sábado, 11, no templo sede da igreja, em Natal. O colégio eleitoral, formado por pastores e evangelistas, era de 360 eleitores.

Favorito no pleito, o pastor Martim Alves obteve 190 votos, contra 122 do segundo colocado, o pastor Ivan Gonçalves de Oliveira, de Nova Cruz. Foram registrados ainda cinco votos nulos e dois em branco.

Concluído todo o processo, que transcorreu dentro da normalidade, o pastor Ivan Gonçalves reconheceu o resultado do pleito, garantido ao pastor Martim Alves, eleito, colaboração para que desenvolva um trabalho de reestruturação da igreja em todo o Rio Grande do Norte.

No dia 2 de março, a igreja se reunirá em Assembleia Geral quando aprovará a decisão da Assembleia Ministerial. Isto é meramente uma questão estatutária, já que a igreja jamais irá se opor ao resultado das urnas. A posse do pastor Martim Alves se dará no mês de abril.

Nos meios evangélicos a candidatura do pastor Martim Alves ganhou força ao longo do período e chegou forte no pleito do último sábado. Ele é natural de Caicó e teve uma infância simples,experimentado as vivências de uma criança sertaneja.

A plataforma de trabalho do novo presidente é baseada num Plano de Gestão,que propõe,entre outros itens, a elaboração de um plano macro de evangelização para a da Ieadern, considerando-se as peculiaridades de cada Campo Eclesiástico, por meio da utilização de todos os recursos disponíveis, até o uso da mídia.

Outra proposta contida no plano de gestão do pastor Martim Alves é a formação acadêmica teológica para todos os obreiros no Estado, tanto por meio das escolas teológicas já existentes nas cidades do interior (descentralização),como por intermédio do fortalecimento do Centro de Educação Teológica da Assembleia de Deus (Cetad), inclusive com a criação dos cursos de Mestrado e Doutorado em Teologia, a partir de convênios com outras instituições nacionais e estrangeiras.

O pastor Martim Alves é evangélico desde 1960, integra o Ministério da Ieadern desde 1974. Pastoreou as Igrejas de São Gabriel da Cachoeira (AM) e no RN nas cidades de Equador,Santana do Matos, Serra do Mel e Mossoró (desde 1993).

Por: Luciano Oliveira / Charlles Oliveira

Fonte: Jornal O Mossoroense

Que o Senhor continue abençoando o pastor Martim Alves, sua família e toda a igreja no Rio Grande do Norte!

O CAIR NO ESPÍRITO: UMA ANÁLISE CRÍTICA DO FENÔMENO À LUZ DAS EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS (TEXTO ATUALIZADO)

As discussões em torno da manifestação do Espírito é uma realidade presente na comunidade cristã desde o período neotestamentário. Quando se trata do fenômeno designado de “cair no Espírito” ou “movimento do cai-cai”, as opiniões de escritores e teólogos são divergentes.

Sobre o cair no Espírito, Paulo Romeiro escreveu:

E ainda que haja ocorrido tais fenômenos nos avivamentos passados, eles não estão acima da autoridade bíblica e nem servem de base para se estabelecer regras de fé e prática na Igreja. Que a Bíblia seja a única a ditar normas quanto a questões espirituais, e não as experiências vividas por terceiros.[1]

Ao concluir seus argumentos sobre o referido fenômeno, buscando uma posição moderada, Romeiro afirma:

Reconheço que Deus tem poder para tocar alguém hoje de tal forma que a pessoa venha a cair. De modo algum sou contra a verdadeira manifestação do poder de Deus. Esta não me preocupa nem um pouco, pois quanto mais, melhor. O que realmente me preocupa são os abusos gerados em torno de tal prática. Estes trazem mais transtornos e divisões para o Corpo de Cristo do que edificação espiritual.[2]

Entre aqueles que promovem os abusos em torno do fenômeno na atualidade, Romeiro descreve:

Este fenômeno foi verificado nos Estados Unidos através do ministério de Maria B. Woodwort-Etter por volta do ano de 1885. Ela mesma relata que muitos ímpios e escarnecedores foram os primeiros a cair debaixo do poder. Depois dela, muitos outros pregadores seguiram tal prática, como Kathryn Kuhlman (de quem Benny Hinn aprendeu) Kenneth Hagin e muitos outros.[3]

Escrevendo sobre o assunto, Ciro Zibordi declara:

Os que defendem a “queda no poder” ignoram os fatos de que o culto a Deus é racional (Rm 12.1) e de que o espírito do profeta está sujeito ao profeta (1 Co 14.32). Isso significa que , por mais que sintamos a presença do Senhor, em um culto, devemos ser prudentes quanto às nossas reações. Devemos ser meninos apenas na malícia, e adultos no entendimento (1 Co 14.20).[4]

Na Lição Bíblica da CPAD (Mestre), do 1º Trimestre/2012, comentada pelo pastor José Gonçalves, lemos o seguinte: De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes. São modismos teológicos para todos os gostos. Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc. Atualmente a lista está bem maior.[5]

Diante das declarações acima, entendo ser de fundamental importância uma análise crítica deste fenômeno que tanto tem dividido opiniões ao longo da história.

Manifestações do Espírito no Novo Testamento

O apóstolo Paulo, ao escrever sua primeira carta à igreja em Corinto, de forma mais específica no contexto dos dons (gr. charisma) relacionados em 1 Coríntios 12:4-11, se deparara com as seguintes questões em torno da manifestação do Espírito e dos abusos na administração dos dons espirituais:

- Sentimento de independência ou superioridade (1 Co 12:12-26). Para entender a essência e o propósito da manifestação do Espírito através dos dons, Paulo se utilizou da metáfora do corpo, onde nele cada membro tem a sua importância, e é interdependente do outro. A unidade na diversidade dos dons é destacada, e a soberania de Deus, que coloca os membros no corpo (igreja) como lhe convém é fortalecida, evitando assim qualquer tipo de orgulho e arrogância provenientes de algum sentimento ou pensamento meritório.

- A manifestação dos dons desassociada do amor (1 Co 13:1-13). Na igreja em Corinto abundava a manifestação do Espírito através dos dons, mas faltava amor (gr. agape) na relações com o próximo. Dessa forma, desassociado de compromisso integral com as necessidades integrais do próximo, os dons perdiam o sentido de ser, por ser sem fazer, por ser sem se envolver, por ser sem se comprometer.

- A hiper valorização dos dons menos relevantes para a edificação da igreja (1 Co 14:1-25). Na igreja em Corinto o dom de línguas ganhou importância exagerada, e sua prática tornou-se equivocada na medida em que a interpretação das línguas não era buscada e valorizada no culto público. Paulo precisou colocar as coisas no devido lugar, sem, contudo proibir o falar em línguas.

- A desordem no culto (1 Co 14:26-33). No contexto do culto cristão, onde havia cânticos, doutrina, revelação, línguas e interpretação, tudo deveria convergir para a edificação. Acontece que no culto alguns começaram a falar em línguas simultaneamente, e sem intérprete. O resultado era uma grande confusão. A mesma desordem acontecia com a profecia (gr. propheteia), o que também foi tratado.

Em meio a todas estas questões, a postura do apóstolo Paulo sempre foi a de corrigir o erro através de um ensino claro e objetivo. Paulo entendeu que não ter a manifestação do Espírito através dos dons era um problema maior do que a necessidade de corrigir os abusos e equívocos decorrentes desta manifestação.

Manifestações no Montanismo

O Montanismo foi um movimento religioso que data do século II. Recebe esta designação em razão do ser fundador se chamar Montano, um sacerdote pagão da região da Ásia Menor chamada Frígia que se converteu ao cristianismo.

Eusébio de Cesaréia (263-340 d.C.), em sua "História Eclesiástica", narra os fatos acerca de Montano e seu movimento da seguinte maneira:


"Diz-se haver certa vila da Mísia na Frígia, chamada Ardaba. Ali, dizem, um dos conversos recentes de nome Montano, quando Crato era procônsul na Ásia, tendo na alma excessivo desejo de assumir a liderança, dando ao adversário ocasião para atacá-lo. De modo que foi arrebatado no espírito, sendo levado a certo tipo de frenesi e êxtase irregular, delirando, falando e pronunciando coisas estranhas, e proclamando que era contrário às instituições que prevaleciam na Igreja, conforme transmitidas e mantidas em sucessão desde os primórdios. Mas quanto aos que aconteceu estarem presentes e ouvir esses oráculos espúrios, ficaram alguns indignados, censurando-o por estar sob a influência de demônios e do espírito de engano e por estar apenas incitando distúrbios entre a multidão."[6]

Apesar da importância histórica do relato acima, vale salientar que Eusébio seguiu as ideias teológicas de Orígenes, foi provavelmente bispo de Cesaréia, simpatizou com o arianismo, mas coagido por Constantino, veio a aceitar a ortodoxia do Credo Niceno.[7] Sendo assim, já envolvido com a institucionalização e romanização do cristianismo, é possível perceber a força de suas palavras contra Montano. A frase "falando e pronunciando coisas estranhas", sugere a ideia do falar em línguas.

Sobre Montano, Olson nos narra que ele reuniu um grupo de seguidores, construindo em Papuza uma comunidade. Duas mulheres, Priscila e Maximila, se uniram a ele para profetizar, alertando para o breve retorno de Cristo, e condenando os bispos e líderes como desprovidos de vida, corruptos e apóstatas. Montano e as duas profetisas, quando entravam em transe espiritual, falavam na primeira pessoa como se Deus, o Espírito Santo, falasse diretamente através deles.[8]

O historiador Cairns entende que na tentativa de combater o formalismo e a organização humana, e de reafirmar as doutrinas do Espírito Santo, Montano caiu no extremo oposto, concebendo fanáticas e equivocadas interpretações da Bíblia. O aspecto positivo do movimento foi que:

"O montanismo representou o protesto perene suscitado dentro da Igreja quando se aumenta a força da instituição e se diminui a dependência do Espírito de Deus. Infelizmente, estes movimentos geralmente se afastam da Bíblia, entusiasmados que ficam pela reforma que desejam. O movimento montanista foi e é aviso que a Igreja não esqueça que a organização e a doutrina não podem ser separadas da satisfação do lado emocional da natureza do homem e do anseio humano por um contato espiritual imediato com Deus."[9]

Sherril, escrevendo sobre estes acontecimentos, e enfatizando a sua perspectiva pentecostal, diz que o movimento foi prejudicado pelo aumento das línguas e de outros fenômenos carismáticos.[10]

Olson afirma que na reação contra os abusos e excessos de Montano e seus seguidores, a liderança da igreja procurou se apoiar cada vez menos em manifestações verbais sobrenaturais, como línguas, profecias e outros dons, sinais e milagres sobrenaturais do Espírito. As manifestações carismáticas, sendo agora identificadas com Montano, quase se extinguiram no decorrer da história.[11]

Para Synan[12] e Olson[13], o principal motivo da rejeição do movimento não foi a presença dos dons, mas a afirmação de Montano de que as declarações proféticas estavam no mesmo nível de autoridade com as Escrituras.

A Igreja reagiu a estas extravagâncias, condenando o movimento no Concílio de Constantinopla, em 381, declarando que os montanistas deviam ser olhados como pagãos. Tertuliano, um dos Pais da Igreja, tornou-se montanista.[14]

Com o montanismo, temos a primeira tentativa histórica do resgate da manifestação do Espírito através do dom de línguas, da profecia e dos demais dons designados no pentecostalismo clássico de extraordinários.

Manifestações do “Cair no Espírito” nos Grandes Despertamentos

Durante o Primeiro Grande Despertamento, por volta do ano de 1740, quando uma busca pelo poder do Espírito norteava o ministério de grandes homens de Deus, temos alguns relatos da manifestação do poder do Espírito nas pregações, que resultava em alguns comportamentos (reações) não muito comuns. Deere descreve alguns casos[15]:

John Wesley testemunhou numerosos “sinais externos” durante a sua prédica. Em 17 de junho de 1739, por exemplo, quando pregava numa área rural e “convidava ansiosamente a todos os pecadores a que entrassem ‘no santo dos santos’ por meio desse ‘novo e vivo caminho’”, muitos dos que ouviram, começaram a clamar a Deus com fortes gritos e lágrimas. Alguns caíram, não lhes restando nenhuma força; outros tremiam e se balançavam terrivelmente; ainda outros eram despedaçados com uma espécie de movimento convulsivo, e isso com tanta violência que, com frequência, quatro ou cinco pessoas não eram capazes de segurar os que assim se encontravam.

John Wesley, em seu diário, narra uma experiência vivenciada por George Whitefield, e a descreve da seguinte forma:

Tive a oportunidade de falar-lhe a respeito desses sinais externos que tão frequentemente tem acompanhado a obra interior de Deus. Na verdade, achei que suas objeções eram fundamentadas, principalmente, em rudes deturpações do assunto. Mas, no dia seguinte, ele teve a oportunidade de se informar melhor: porque não muito antes dele começar (na aplicação do seu sermão) a convidar todos os pecadores a crerem em Cristo, quatro pessoas se prostraram diante dele, quase no mesmo momento. Uma delas,estendida, sem sentido e movimento. A segunda, tremendo excessivamente. A terceira teve convulsões fortes por todo o corpo, mas não fez nenhum ruído, a não ser através de gemidos. A quarta, igualmente convulsionou, invocando a Deus com gritos fortes e lágrimas. Desde este dia, creio eu, todos permitiremos que Deus leve adiante sua obra da maneira como lhe agradar.[16]

Jonathan Edwards, considerado o maior teólogo do Primeiro Grande Despertamento, descreve os fatos acontecidos em suas reuniões na América do Norte:

O contágio propagou-se rapidamente por todo o salão. Muitos jovens e crianças... pareciam vencidos pelo senso de grandeza e glória das coisas divinas. Portavam-se com admiração, amor, alegria, louvor e compaixão para com os que se consideravam perdidos. Outros achavam-se vencidos pela agonia em razão de seu estado pecaminoso. Enfim, no salão não havia senão choros, desmaios e coisas parecidas. [...] era mui frequente ver uma casa repleta de clamores, desmaios, convulsões, tanto em meio à agonia quanto em meio à admiração e à alegria... Isso acontecia com tanta frequência, que alguns, nem conseguiam voltar para casa, mas permaneciam a noite inteira onde estavam.[17]

Apesar de Edwards conviver com tais manifestações, Pearcey dá o seguinte testemunho a seu respeito:

Muitos souberam manter o equilíbrio entre devoção e racionalismo, sendo Jonathan Edwards o principal exemplo. De alta formação educacional, Edwards harmonizou de modo admirável a aprendizagem teológica e o fervor espiritual. Até os historiadores seculares reputam-no um dos maiores eruditos da história americana.[18]

Diferente do que muitos pensam, é possível conciliar poder do Espírito com profundidade teológica. Edwards é um claro exemplo disto.

Durante o Segundo (por volta de 1800) e Terceiro Grande Despertamento (por volta de 1830), períodos que antecederam o início do atual derramar do Espírito, os fenômenos continuaram acontecendo. Charles Finney, durante a sua passagem por De Kalb, vivencia a experiência abaixo:

Poucos anos antes, ocorrera ali um reavivamento dirigido pelos metodistas. Fora acompanhado com bastante emoção e com vários casos do que os metodistas chamavam “cair no poder de Deus”. Os presbiterianos haviam resistido ao movimento, e, como consequência, surgiu entre metodistas e presbiterianos um sentimento de hostilidade. Os metodistas acusavam os presbiterianos de terem rejeitado o reavivamento por causa das pessoas quecaíam “no poder”. Pelo que consegui descobrir, existia verdade na acusação, e os presbiterianos haviam decididamente incorrido no erro. Certa noite, não muito tempo depois de eu ter começado a pregar na aldeia, pouco antes de encerrar meu sermão, vi um homem cair da cadeira perto da porta. As pessoas juntaram-se à sua volta para cuidar dele. Pelo que vi, tive a certeza de se tratar de um caso de “cair no poder”, conforme a expressão usada pelos metodistas, pelo que julguei que se tratava de um irmão daquela denominação. Confesso que receei assistir ao retorno do estado de divisão citado anteriormente. No entanto, tomei conhecimento de que quem caírafora um dos membros mais destacados da igreja presbiteriana. É digno de nota o fato que, durante esse reavivamento, tenham ocorrido vários casos semelhantes entre os presbiterianos e nenhum entre os metodistas. Esse fato gerou tantas confissões e esclarecimentos entre os membros de ambas as igrejas que nasceu entre eles um ambiente de grande cordialidade e bons sentimentos.[19]

Citando o relato de Barton W. Stone, uma testemunha ocular do movimentoHoliness, por volta de 1870, que descreve as formas de êxtase ocorridos nos primeiros acampamentos, Vinso Synan escreve[20]:

O exercício da queda era comum a todas as classes: de santos a pecadores de todas as idades e de toda estirpe, de filósofos a palhaços. Esse exercício geralmente consistia em um grito lancinante seguido de uma queda, como de uma árvore, ao assoalho, à terra ou no meio da lama, e a pessoa ficava como morta. Num desses encontros, duas alegres jovens irmãs, de repente emitiram um som agudo de lamento e ficaram caídas, inertes, por mais de uma hora. Finalmente, deram sinal de vida, clamando aflitas por misericórdia, e então retornaram ao estado de inércia. O aspecto do semblante delas era horrível. Depois de certo tempo, a deformação foi desaparecendo até ser substituída por um sorriso celestial, e elas gritavam: “Preciso Jesus!”. Então, elas se levantaram e começaram a dar testemunho do amor de Deus.

Manifestações no avivamento do País de Gales

Frank Bartleman, evangelista pentecostal, crítico e cronista das origens do movimento[21], registra a presença de fenômenos espirituais no ministério de Evan Roberts, líder do avivamento no País de Gales:

Outro escritor declarou que não era a eloquência de Evan Roberts que comovia o povo; eram suas lágrimas. Ele os quebrantava, chorando amargamente para que Deus os dobrasse em tal agonia que as lágrimas escorriam pelo seu rosto e todo o seu corpo tremia. Homens fortes eram quebrantados e choravam como crianças. As mulheres gritavam de medo. O barulho do choro e dos gritos enchia o ar. Quando sua agonia se tornava maior, Evan Roberts chegava a cair diante do púlpito, enquanto muitos dentre o povo chegavam a desmaiar.[22]

Manifestações no início do moderno Movimento Pentecostal.

Quando o derramar no Espírito irrompeu em Los Angeles, especialmente nas reuniões da Rua Azusa, lideradas por William J. Seymour, nas reuniões da Igreja Batista do Novo Testamento, liderada por Joseph Smale e nas reuniões da Rua Eighth com Maple, lideradas por Frank Bartleman, alguns dos fenômenos que aconteciam nos acampamentos Holiness se fizeram presentes ali também. Bartleman, escrevendo em 1925 sobre como o Pentecostes chegou em Los Angeles, relata os seguintes fatos:

Alguém podia estar falando. Repentinamente, o Espírito caía sobre toda a congregação. Deus mesmo fazia os apelos. Homens caíam por toda a casa como mortos numa batalha, ou corriam ao altar em massa buscando a Deus. A cena muitas vezes parecia uma floresta cheia de árvores caídas.[23]

A Igreja do Novo Testamento recebeu se “Pentecostes” ontem. Foi maravilhoso. Homens e mulheres ficaram prostrados diante da quantidade de poder que havia no local. Uma atmosfera celestial invadiu todo o ambiente. Eu nunca antes ouvira cantar daquela maneira. Era uma melodia que parecia vir direto do trono de Deus.[...] Na Igreja do Novo Testamento, uma jovem requintada ficou durante horas protrada no chão. De vez em quando, os mais belos cantos celestiais saíam de sua boca. Subiam até o trono de Deus e depois morriam numa melodia que não era terrena. Cantava: “Louvado seja Deus! Louvado seja Deus!” Na casa inteira homens e mulheres choravam. Um pregador estava deitado com o rosto no chão, “morrendo”. O “Pentecostes” havia chegado.[24]

O trabalho é para valer. Deus está conosco com grande autenticidade. Não ousamos pensar em ninharias. Homens fortes ficam durante horas prostrados sob o poder de Deus, cortados como grama. O avivamento será mundial sem dúvida.[25]

O peso da glória era tal que só podíamos ficar prostrados com o rosto em terra. Por muito tempo não podíamos nem ficar sentados. Todos ficavam com o rosto no chão, alguns durante o culto inteiro. Eu raramente conseguia sair desta posição, prostado inteiramente com o rosto no chão.[26]

Uma noite nessa época quando eu estava pregando sobre Cristo, colocando-o diante do povo no seu devido lugar, o Espírito testificou de tal forma o seu agrado que fui tomado pela sua presença e caí inerte no chão sob uma poderosa revelação de Jesus na minha alma. Caí a seus pés como João na ilha de Patmos.[27]

Depois, uma senhora idosa de doces feições, uma luterana alemã, testemunhou que quando ouviu o povo louvando a Deus em línguas, orou para ser batizada no Espírito. Depois que estava já deitada começou a falar em línguas e louvou ao Senhor a noite inteira, para espanto de seus filhos.[28]

Uma jovem nessa reunião nessa reunião pela primeira vez foi visitada pelo Espírito e ficou meia hora com o rosto brilhando, deitada no chão, sem perceber os que estavam a seu redor, tendo visões indescritíveis. Logo começou a dizer: “Glória! Glória a Jesus!” e falou fluentemente numa língua estranha.[29]

Como se vê nos relatos acima, o “cair no Espírito”, fenômeno bem frequente nos Grandes Despertamentos e nas reuniões pentecostais em Los Angeles, não seguiam um padrão único, sendo descrito como “desmaios e coisas parecidas”, “cair no poder de Deus”, “ficar como morto”, “caídos como mortos numa batalha”, “uma floresta cheia de árvores caídas”, “cortados como grama”, “prostrados com o rosto no chão”, “deitados no chão”.

Os pioneiros do Movimento Pentecostal no Brasil, Daniel Berg e Gunnar Vingren, foram influenciados diretamente por William H. Durhan, pastor da North Avenue Mission de Chicago, um dos berços do pentecostalismo moderno. Em algumas reuniões naquela igreja: uma densa "neblina... como fumaça azul" frequentemente repousava sobre a Missão. Quando isto acontecia, as pessoas que entravam no prédio "caiam" nos corredores (ARAÚJO, 2007, p. 278 apudMiller, 1986, p. 123)

O pastor sueco Lewi Petrus, um dos apoiadores e mantenedores de Daniel Berg e Gunnar Vingren , escreve em sua biografia:

Na noite do mesmo dia a mãe do jovem veio até mim e pediu-me para que eu colocasse as mãos na cabeça de seu filho [...] Em seguida, fui até o jovem que estava ajoelhado ao lado do banco; coloquei minhas mãos sobre ele e assim que comecei a orar o Espírito Santo caiu sobre o jovem com um poder esmagador. Ele foi jogado no chão por causa do poder de Deus e o louvou em alta voz. Logo depois começou a falar em línguas, tornando-se, pelo que me lembro, o primeiro entre os amigos do lugar a receber esse dom. (PETRUS, 2004, p. 80)

Do registro deste fenômeno no início do atual Movimento Pentecostal mundial, passaremos agora a identificá-lo nos primórdios do Movimento Pentecostal no Brasil.

Manifestações no início do Movimento Pentecostal no Brasil

Em seu diário pessoal, Gunnar Vingren, pioneiro das Assembleias de Deus no Brasil, relata um caso de “cair no poder”:

Realizamos um culto de oração na casa da família Brito esta noite. Cerca de 20 pessoas estavam presentes. Quatro moças sentiram o poder de Deus de maneira maravilhosa. Uma delas sentiu tanto o peso dos seus pecados, que começou a chorar e a pedir perdão. Uma amiga sua, que não era crente,sentiu também o poder de Deus de uma maneira tão forte que caiu de costas no chão e começou a clamar a Deus pelo perdão dos seus pecados. Depois o Espírito Santo desceu sobre ela e ela começou a falar em outra língua e a cantar um hino espiritual no novo idioma, que recebera de Deus. Também cantou um hino em português, enquanto o poder de Deus estava sobre ela. Os vizinhos ficaram zangados com o barulho que fizemos. O culto de oração terminou à meia-noite.[30]

Como pode ser observado, assim como os casos descritos ao longo da história, o fenômeno “cair no poder” nunca seguia um padrão único de manifestação. Em alguns casos as pessoas caíam de rosto em terra, em outros casos caíam de costas, em algumas situações ficavam desacordadas, enquanto em outras permaneciam conscientes, tremiam, falavam em línguas, louvavam a Deus, tinham visões, etc..

As atuais manifestações da “Cair no Espírito” à luz das evidências históricas

Assim como no caso do “rir debaixo do poder”, quando se analisa o “cair no Espírito” à luz das narrativas históricas, percebem-se algumas diferenças do atual movimento nas igrejas pentecostais e neopentecostais:

- As manifestações das “cair no Espírito” não eram manipulações psicológicas;

- Não se marcava culto para “cair no Espírito”;

- “Cair no Espírito” era uma manifestação espontânea;

- Não se idolatrava “pregadores” ou “mestres” por serem portadores de uma unção especial do “cair no Espírito”;

- O culto não girava em torno da manifestação do “cair no Espírito”;

O comentário de Jack Deere, ex-professor do Seminário Teológico de Dallas,EUA, é bastante pertinente:

Diante das manifestações físicas causadas pela obra de Deus, devemos nos alegrar, mas jamais glorificá-las. Se as glorificamos, estaremos levando o povo a falsas crenças e ênfases equivocadas. Pois o mais importante não são as manifestações, mas as obras que as provocam. A obra do Espírito deve ser honrada na convicção, na cura e no livramento; jamais deve ser honrada por causa de sua reação.[31]

O “Cair no Espírito” e o argumento da falta de evidência bíblica

Assim como no caso do “rir debaixo do poder” (ou “unção do riso”), a principal objeção para o “cair no Espírito” é a suposta falta de evidência bíblica acerca do fenômeno. Como já me pronunciei tratando sobre o “rir debaixo do poder”, não acredito que todas as possibilidades de manifestação do poder do Espírito estão restritas às páginas da Bíblia. Escrevendo, por exemplo, sobre os atos de Jesus, o evangelista João declara

Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém! (Jo 21.25, ARC)

Sobre a falta de evidência bíblica para fenômenos espirituais, Deere argumenta

Testar os frutos de uma obra é absolutamente essencial nos casos em que as Escrituras não se manifestam. Esse teste também é aplicável aos que, embora esposem doutrinas corretas, o fruto de suas vidas e de seu ministério não se harmoniza com tais doutrinas. Conscientes ou inconscientemente os tais enganam-se a si mesmos. Não devemos avaliar algo mediante a sua bizarria ou estranheza. O estranho não é regra bíblica para se determinar se uma ação ou ministério procedem ou não de Deus. Suponhamos que víssemos um alcoólatra, que espanca a sua esposa e é inimigo de Deus, gritando e, de repente, cair imóvel por 24 horas durante uma reunião religiosa. E, se o tal homem se levantasse para nunca mais beber ou bater na esposa? E se ele começasse a amar a Deus acima de tudo? E começasse a amar a Deus e à sua Palavra? Por mais bizarro que isso nos parecesse, teríamos que extrair daí a seguinte conclusão: o Espírito Santo realmente operou nessa vida. Pois nem o diabo, nem libertam do vício. Tais coisas aconteceram e continuam a acontecer durante os avivamentos.[32]

No atual meio pentecostal assembleiano não é incomum em algumas reuniões e eventos a manifestação do cair no Espírito. Em alguns casos a apelação e a manipulação por parte de alguns pregadores é escancarada e vergonhosa, enquanto que em outros, sem nenhum tipo de indução, as pessoas “caem no poder”.

Concluindo, abusos, meninice, demônios, modismos ou qualquer outro tipo de interpretação sobre o “cair no Espírito” precisa ser resultado de um julgamento imparcial e com discernimento espiritual, antes da condenação e repúdio total do referido fenômeno.



[1] Romeiro, 1997, p. 75.

[2] Ibid., p. 77.

[3] Ibid., p. 71

[4] Zibordi, 2006, p. 34.

[5] Gonçalves, 2012, p. 8.

[6] Cesaréia, 2003, p. 182.

[7] Ibid., p. 12.

[8] Olson, 2001, p. 30.

[9] Cairns,1988, p. 82-83.

[10] Sherrill, 2005, p. 102.

[11] Ibid., p. 31

[12] Synan, 2009, p. 34.

[13] Ibid.

[14] Leal, 2010, p. 1577 .

[15] Deere, 2009, p. 92-94.

[16] Wesley, 2009, p. 105-106.

[17] Deere, ibid., p. 93

[18] Pearcey, 2006, p. 300.

[19] Rossel & Dupuis, 2006, p. 139-140.

[20] Synan, 2009, p. 53-54.

[21] Araújo, 2007, p. 117.

[22] Bartleman, 1981, p. 25.

[23] Ibid., p. 48.

[24] Ibid., p. 50-51.

[25] Ibid. p. 54.

[26] Ibid. p. 58.

[27] Ibid., p. 75-76.

[28] Ibid., p. 78.

[29] Ibid., p. 79.

[30] Ibid., p. 131.

[31] Deere, 2009, p. 99.

[32] Ibid., p. 98-99.


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