sábado, 28 de janeiro de 2012

O CONTÍNUO CRESCIMENTO MINISTERIAL DO OBREIRO

Crescer continuamente é uma prerrogativa indispensável para a continuidade da relevância do ministério cristão. Pastores, mestres, pregadores e todos aqueles que desenvolvem um ministério na igreja precisam estar conscientes desta necessidade.

O processo de crescimento ministerial do obreiro se inicia com a sua chamada:

E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. (Mt 4.19, ARA)

Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; (At 9.15)

O crescimento ministerial dos Doze se deu através da capacitação sobrenatural (Mt 10.1; Lc 24.49; At 1.5, 8), do ensino (Mt 16.13-28 ss) e do treinamento (Mt 10.5-42; Mc 6.7-11; Lc 9.1-5).

Com a sua partida se aproximando, o Mestre deixou claro que o crescimento ministerial dos seus discípulos continuaria através do ensino advindo do Espírito Santo:

Isto vos tenho dito, estando ainda convosco; mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo que vos tenho dito. (Jo 14.25-26, ARA)

Paulo, escrevendo a Timóteo, destaca a importância do aproveitamento, progresso e avanço ministerial (gr. prokotê) do obreiro, que deve ser visível, notório, conhecido, manifesto a todos (gr. phanera):

Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. (1 Tm 4.14-15, ARA)

O crescimento ministerial do obreiro acontece na medida em que ele observa, estuda e trabalha.

O obreiro aprende e cresce continuamente enquanto observa como as coisas são feitas pelos outros, principalmente pelos mais antigos e experientes, sempre considerando a necessidade de contextualizar os processos, métodos, etc. A essência permanece, as aparências mudam. O princípio é imutável, as formas são alteráveis.

O obreiro aprende e cresce continuamente mediante os seus estudos. O estudo do obreiro envolve tanto os aspectos bíblicos, quanto os de conhecimentos gerais. Dentro das possibilidades, e buscando extrair o máximo de si mesmo, o obreiro deve crescer em conhecimento. O estudo do obreiro pode acontecer informalmente através do desenvolvimento do hábito da leitura (da Bíblia e de outros livros devidamente selecionados), da participação em escolas bíblicas, em treinamentos para liderança, seminários, conferências, etc. O autodidatismo não deve ser uma regra, mas uma exceção para o obreiro. O estudo do obreiro pode acontecer formalmente através do seu ingresso em instituições escolares, seminários, faculdades, universidades, etc. O conhecimento teológico e geral obtido nos cursos formais (institucionais, sistematizados, organizados, oficiais, livres, etc.) é de uma riqueza singular para o crescimento ministerial do obreiro.

O obreiro aprende e cresce continuamente enquanto faz. Por mais eficaz que tenha sido a aprendizagem teórica através do autodidatismo, em cursos informais ou formais, por mais detalhada que tenha sido a observação feita do trabalho alheio, é no ato de fazer que o ministério cristão experimenta os mais altos picos de excelência e crescimento. Enquanto faz, o obreiro se depara com situações e circunstâncias concretas e complexas, algumas delas jamais observadas ou estudadas por ele, onde a dependência de Deus será fator fundamental para a aquisição de direção, orientação e solução para os problemas. Tudo isto resultará em experiência, aprendizado e crescimento ministerial.

Quando o assunto é crescimento ministerial contínuo, precisamos lembrar que só poderemos conduzir outros ao crescimento até onde nós mesmos chegamos:

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres. [...] Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo [...] (Ef 4.11, 15)

Das dimensões da nossa estatura espiritual, profundidade bíblica, capacidade de liderança e outras qualidades, dependem aqueles que são diretamente ou indiretamente influenciados, ensinados ou cuidados por nós. Perceba que o apóstolo Paulo usa o verbo crescer (gr.auksêsomen) no plural, incluindo a si próprio.

O crescimento ministerial contínuo do obreiro, longe de promover qualquer tipo de vaidade ou orgulho pessoal, deve acontecer na graça de Jesus e para a glória de Deus.

Abraços,

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O PASTOR SILAS MALAFAIA E A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE (CIRO SANCHES ZIBORDI)


Respeito o pastor Silas Malafaia. Gosto de suas argumentações sobre a defesa da vida e dos valores morais esposados na Palavra de Deus. Considero Malafaia uma pessoa preparada para representar os evangélicos em audiências públicas a respeito do PLC 122, do aborto, etc. Tenho também amigos na igreja pastoreada por ele: a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha-RJ.

Foi por isso que sempre evitei citar o nome de Malafaia, neste blog. Mas tenho uma palavra para ele e acredito que não ficará indignado contra mim, haja vista ser a minha mensagem bíblica e respeitosa.

Recentemente, Silas Malafaia concedeu uma entrevista à revista Igreja (novembro de 2011) e deu uma resposta que o tornou repreensível, à luz da Palavra de Deus. Peço a todos que admiram esse renomado pastor que não vejam este artigo como um ataque pessoal. Atentem para as referências bíblicas que vou citar e as considerem como palavras inspiradas do Senhor que se aplicam a todos que o servem.

“O senhor está sendo duramente criticado pelo setor mais conservador da igreja por causa da teologia da prosperidade pregada por alguns convidados de seu programa, como Morris Cerrullo e Mike Murdock. Como o senhor responde a estas criticas de que a teologia da prosperidade não tem base bíblica e é uma heresia?” — perguntou o entrevistador, da revista Igreja.

Antes de discorrer sobre a resposta de Malafaia, é importante corrigir duas coisas na pergunta acima. Primeira: não é somente o setor mais conservador da igreja que critica Malafaia por causa da teologia da prosperidade. Não se trata de extremistas combatendo extremistas. Na verdade, todos os cristãos equilibrados, que têm a Bíblia como a sua fonte primária de autoridade, são contrários à falaciosa teologia da prosperidade. Outra correção: tal heresia não tem sido pregada apenas por Morris Cerrulo e Mike Murdock. O próprio entrevistado é um dos seus propagadores.

Vamos à resposta do pastor Malafaia: “Primeiro quem fala isto é um idiota! Desculpe a expressão, mas comigo não tem colher de chá! Por que quando é membro eu quebro um galho, mas pastor não: é um idiota. Deveria até mesmo entregar a credencial e voltar a ser membro e aprender. Para começar não sabe nada de teologia, muito menos de prosperidade. Existe uma confusão e um radicalismo, e todo radicalismo não presta”.

Quem acompanha as mensagens de Silas Malafaia, sabe que ele tem estilo próprio. Ele não escolhe muito as palavras. Mas tudo tem limite. Aliás, nosso limite está na Palavra de Deus. E o que está escrito em 1 Pedro 3.15? “Antes santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”.

Eu não sou perfeito. Silas Malafaia não é perfeito. Nenhum de nós é perfeito. Mas somos todos servos do Senhor. Qual é a recomendação do Senhor aos seus servos, em sua Palavra? Em 2 Timóteo 2.24,25 está escrito: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem”.

Que mansidão e temor vemos em xingamentos a pastores? Alguém dirá: “O Silas é assim mesmo. É o jeito dele. Eu o conheço há muito tempo”. Reconheço que cada um tem uma personalidade. Mas, para que existe o fruto do Espírito? Para moldar o nosso caráter e mudar o nosso interior, a fim de que sejamos astros nesse mundo tenebroso (Mt 5.13-16; Fp 2.14,15) e demonstremos a todos que temos amor, humildade, verdade, alegria, paz, longanimidade, justiça, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio, etc. (Gl 5.22; Ef 5.9; 1 Pe 5.5).

“Há casos em que é preciso botar pra quebrar. Não dou colher de chá para pastores” — Malafaia poderá argumentar. Concordo, em parte. Jesus, o nosso paradigma (1 Jo 2.6; 1 Co 11.1; 1 Pe 2.21), realmente foi firme, quando necessário. Chamou os fariseus de hipócritas e condutores cegos (Mt 23) e Herodes de raposa (Lc 13.32), bem como verberou contra os maus pastores de algumas igrejas da Ásia (Ap 2-3). Entretanto, Malafaia precisa reconhecer — não para concordar comigo — que a sua crítica e o seu xingamento aos oponentes da teologia da prosperidade têm sido generalizantes.

Muitos homens de Deus respeitadíssimos se opõem à teologia da prosperidade e ao pensamento mercantilista de Mike Murdock e Morris Cerullo. São todos eles idiotas que precisam entregar a credencial? O próprio Silas Malafaia, durante muitos anos, foi um ferrenho oponente da teologia da prosperidade. Há, inclusive, vídeos no YouTube que apresentam sua verberação contra essa heresia. Mas ele não entregou a sua credencial de pastor nem voltou a ser membro para aprender. Pelo que tudo indica, a sua mudança de crítico da aludida heresia para propagador dela ocorreu por influência do telemilionário Murdock e outros.

Concordo que todo o extremismo é perigoso, como disse Silas. Não é porque sou contrário à teologia da prosperidade que serei, por causa disso, favorável à teologia da miséria. Afinal, a Bíblia diz que devemos nos contentar com o que temos, e não nos conformar com o que temos (Fp 4.11-13; 1 Tm 6.8-10). Conformar-se é uma coisa. Contentar-se, outra. Posso estar contente com um carro velho, pois o contentamento vem do Senhor. Mas não preciso me conformar com isso, pois Deus pode me dar um carro melhor.

Por outro lado, é evidente que a teologia da prosperidade é uma aberração, à luz da Bíblia. Por quê? Porque ela é reducionista e prioriza a prosperidade material. Ela faz com que toda a mensagem da Bíblia gire em torno de conquista de dinheiro, bens, riquezas. E induz o crente a supervalorizar as coisas desta vida terrena e passageira, em detrimento das “coisas que são de cima” (Cl 3.1,2; 1 Co 15.57).

Sinceramente, penso que o pastor Silas Malafaia é um grande comunicador, uma pessoa muito influente. Gostaria muito que ele fosse mais equilibrado, coerente e adotasse uma conduta em tudo pautada nas Escrituras. Lamento — lamento muito mesmo — por ele ter abraçado a teologia da prosperidade e por usar impropérios contra quem se lhe opõe. Se usasse os dons que Deus lhe deu e o seu carisma para pregar o Evangelho de maneira contundente, com verdade (Jr 23.28), seria muito mais respeitado por cristãos e não-cristãos.

Com temor e tremor,

Ciro Sanches Zibordi


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

PASTORAS ASSEMBLEIANAS BRASILEIRAS: SINAIS DE AVANÇO OU DE CRISE INSTITUCIONAL?


O texto abaixo me foi enviado hoje, como comentário ao post que escrevi em 27.04.2008, intitulado “Pastoras Assembleianas Brasileiras”:

Prezados irmãos, chamo-me Wilson Barboza da Silva. Sou pastor da CEADDIF e da Assembleia de Deus em Brasília, de onde brotam os comentários a partir da matéria "PASTORAS ASSEMBLEIANAS BRASILEIRAS". Sou feliz porque Deus me deu meios e formas para redigir o projeto - e defendê-lo em plenário convencional - da resolução que recentemente, em setembro de 2011, admitiu ordenar mulheres. Primeiramente gostaria de lembrar que poderíamos gastar menos tempo se pesássemos que ORDENAÇÃO não é uma figura bíblica. ORDENAÇÃO é um ato de corporação (no caso, as Convenções). Na Bíblia existe chamado e envio. Os apóstolos não tiveram esta denominação a partir de um ato estatutário. Lembrar que a Igreja emergente na Bíblia levou muitos anos proscrita, de forma que seus atos nem tinham a conotação civil que tem hoje. A formalização de um ato como a ORDENAÇÃO é coisa que durante muitos anos não chamou a atenção das mulheres porque elas são mais práticas e menos confusas do que os homens em sua burocratisse. Naamã queria um rito para se curado. Os filhos de Zebedeu queriam posição de destaque no reino de Deus. As mulheres sempre foram mais simples. Em Lucas 8 a Palavra mostra que para elas seguirem Jesus a ponto de até à morte dEle terem sido mais eficientes que os homens. A gratidão as impulsionava mais que a vaidade, que sempre foi dos homens e que agora alguns querem atribuir às mulheres.

É verdade que Jesus não ordenou mulheres. Ninguém pode tirar disto uma regra. Se o fizer terá, que proibir ordenação de não judeus porque Jesus não ordenou nenhum gentio. É bom a gente ver bem certas sutilezas bíblicas. Nós não devemos atribuir a Jesus o que não sabemos se Ele disse. Muito menos julgar que "não saber se fez" equivale a "saber que não fez". Jesus pode ter ordenado mulheres e os escritores deixaram de registrar. João afirma em seu Evangelho que Jesus fez muitas coisas que se fossem registradas nem em todos os livros do mundo caberiam. Por outro lado, o próprio Jesus falou que nós faríamos obras maiores que as dEle. É uma afronta grosseira a uma afirmação de Jesus usarmos o limite do registros bíblicos em relação a seus feitos para dizer que são também limites para nossas ações porque daí a afirmação de faríamos coisas maiores estaria anulada e nós só poderíamos fazer exatamente o Ele fez. Eu ainda estou esperando alguém me mostrar que a ORDENAÇÃO de mulheres está proibida por Jesus porque determinada para os homens especificamente não está e para mulheres também não.

O envio das mulheres aos apóstolos pode ter a cara de ORDENAÇÃO. Só não teve porque as mulheres estavam movidas pela alegria da novidade da ressurreição mais do que pelo orgulho de ministrar os homens. Deles nós podemos dizer que, se fossem enquadrados em 1 Co 1-19, estariam fritos. Esses que foram chamados por Cristo e enviados, eram, após a ressurreição todos - eu disse TODOS - falsas testemunhas de Cristo não ressuscitara. Pobre homens ORDENADOS!

Ao propor aos bravos de Brasília a aprovação de minha proposta, usei esses argumentos e me vali do que está no Estatuto da CGADB, no seu Art. 4º:

"Art. 4º. Compete à CGADB:

..................................

III - assegurar a liberdade de ação inerente a cada Igreja Assembleia de Deus no Brasil, na forma de sua constituição estatutária, sem limitar as suas atividades bíblicas acorde com este Estatuto, com absoluta imparcialidade;

...................................

Parágrafo único. Consideram-se ações inerentes a cada Assembleia de Deus no Brasil:

...................................

e) a apresentação de candidatos a pastores e a evangelistas na respectiva Convenção Estadual ou Regional;

................................."

O Estatuto da CGADB nos respalda e mais, obriga à mãe defender, exatamente neste assunto, as filiadas, ou seja, as convenções regionais e, por meio delas, as igrejas.

Afirmo que todos aqueles que querem proibir a ordenação feminina não tem uma proibição clara das Escrituras tem uma proibição sua própria e uma combinação desarticulada de passagens bíblicas com desprezo de paradigmas (Se quiserem, eu não quero mas posso explicar). Para nós é melhor e mais sadia, na dúvida não cercear vocações.

Finalmente, no seio da CEADDIF nenhuma mulher será ordenada por ser esposa de pastor. As que passarem por tal ato, terão como mérito aferido o trabalho que já fazem, algumas melhor que os homens.

Seja como for, respeito todas as opiniões. A saúde do que fazemos vem do debate mesmo. Até Deus está disposto a isto ao dizer: "Vinde então, e argui-me" (Is. 1.18). Nem ele foge de um bom debate. Moisés que o diga!

Que Deus a todos abençoe.

WILSON

Na Assembleia Geral Ordinária da CGADB, realizada de 15 a 19 de janeiro de 2001 em Brasília, após discussão em plenário sobre a ordenação de pastoras nas Assembleias de Deus no Brasil, dos cerca de 2.500 ministros presentes, apenas três votaram a favor (cf. Daniel, Silas. História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 633). Acontece que os debates e discussões sobre a questão não se encerraram com a decisão da CGADB. Algumas Convenções Estaduais e Regionais, apesar de não ordenarem pastoras, deram às mulheres a função pastoral, ou seja, não ordenavam, mas empossavam e colocavam mulheres para pastorear igrejas, alegando inclusive, que a maioria delas faziam o trabalho melhor do que os homens (eu ouvi isso pessoalmente de uma pastor setorial que trabalhava com “pastoras”).

Conforme noticiado no site Gospel Prime, o Projeto de ordenação de pastoras pela CEADDIF teve 70% de aprovação pelo plenário, e até 2015 cinquenta mulheres deverão ser avaliadas para o cargo.

Não estou neste post discutindo a legitimidade e a fundamentação bíblica para a ordenação pastoral feminina (o que pretendo em breve fazer), mas apenas descrevendo uma realidade vivenciada no âmbito das Assembleias de Deus no Brasil, que há algum tempo não fala mais a mesma linguagem sobre usos e costumes, e mais recentemente, sobre doutrina (no caso aqui a eclesiologia).

A confusão é generalizada. Observemos:

- Algumas Convenções e igrejas locais aceitam diaconisas, outras não.

- Algumas Convenções e igrejas locais aceitam presbíteros, outras não.

- Algumas Convenções e igrejas locais aceitam evangelistas, outras não.

- Algumas Convenções e igrejas locais aceitam pastoras, outras não.

Para onde caminhamos enquanto instituição? Já não seria o momento para uma discussão mais ampla e aberta sobre estas e outras questões institucionais? Não seria o momento de estabelecermos de forma mais ampla e clara os nossos parâmetros de fé, e junto com as nossas resoluções convencionais, publicá-los pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil (CPAD), como fazem as Igrejas Reformadas, os Batistas, e inclusive a Igreja Católica, facilitando e disseminando dessa maneira a informação? Ou será melhor caminharmos na direção que estamos, ou seja, cada Convenção Estadual e Regional por si, interpretando e elaborando as suas próprias doutrinas, e praticando a sua eclesiologia conforme o seu próprio entendimento e conveniência.

A questão sobre a ordenação de pastoras é um sinal de avanço institucional e denominacional, ou o que vemos são os sintomas de uma grande crise instaurada, ainda em seu estágio embrionário?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A COISIFICAÇÃO DO EVANGELHO

Fonte: Genizah

O LÍDER CRISTÃO E O HÁBITO DE LEITURA: TERCEIRA IMPRESSÃO


Amados, para a glória de Deus, após o seu lançamento por ocasião da AGO da CGADB em abril/2011, duas impressões do livro "O Líder Cristão e o Hábito de Leitura" foram feitas e se esgotaram na editora.

Foi com alegria que recebi hoje a informação de que a terceira impressão do livro foi publicada, e que já se encontra disponível para vendas através do link abaixo, na central de vendas (0800-021-7373) e na livraria CPAD mais próxima de você:

www.lojacpad.com.br

Continuo contando com as vossas orações por alguns outros projetos que se encontram em andamento.

Aguardem as novidades.

Abraços,

O PASTOR E O POLÍTICO: REFLEXÃO ÉTICA

Não adianta querer esconder o crescente envolvimento da liderança da igreja evangélica com a política secular. As relações são bem explícitas, e se manifestam através do apoio aberto aos candidatos em períodos eleitorais.

Em pleno século XXI, como deveria ser a relação de um líder cristão com um político?

Este é o primeiro de uma série de textos sobre igreja, pastor e política que pretendo escrever ao longo deste ano eleitoral. Desejo, num primeiro momento, provocar algumas reflexões sobre a conduta ética do pastor com candidatos que foram apoiados pelo mesmo.

É comum o discurso pastoral de que o apoio a algum político é para o benefício da igreja, onde em alguns casos o referido político é inclusive chamado de "amigo da igreja". Não querendo generalizar, afirmo que conheço políticos não-crentes (e conheço mesmo) designados de "amigos da igreja", que em seus gabinetes, em bares e outros locais, se gabam afirmando que "os pastores estão em suas mãos". Os tais políticos são geralmente corruptos e corruptores.

Alguns destes políticos, já sem mandato, continuam ocupando lugares de honra nas tribunas das igrejas, como se a eles algum favor fosse devido. O pior, é que alguns pastores devem mesmo favores pessoais aos tais.

Bem, para encurtar este post, vamos fazer um breve teste ético para saber como anda a nossa relação pastoral com os políticos. A resposta positiva a algumas das questões abaixo nos servirá de alerta. Se as respostas em sua maioria forem positivas, lamento informar que já nos encontramos nas mãos de "alguém", comprometidos e enfraquecidos moralmente, pois a quebra da ética compromete a moral.

Antes que alguém use o jargão do "moralismo", comum de quem não possui argumentos bíblicos e éticos para discutir o assunto, sugiro que reflita, na condição de um crente temente a Deus que você é, sobre as questões abaixo, lembrando que nem tudo que é legal é biblicamente, eticamente e moralmente correto.

Questões (nas quais me incluo na condição de pastor):

1. Já recebemos no passado (ou ainda recebemos) dinheiro, presentes ou privilégios de algum político que porventura apoiamos?

2. Recebemos por algum cargo comissionado ou por alguma função pública que exercemos ou não exercemos, conquistados através de políticos que porventura apoiamos?

3. Temos parentes e familiares empregados em gabinetes (cargos comissionados e assessores fantasmas), ou favorecidos profissionalmente por políticos que porventura apoiamos (privilégio indireto)?

4. Algum político que porventura apoiamos, pode nos jogar na cara, revoltados com aquilo que chamam de "traição" as questões aqui citadas?

5. Algum político que porventura apoiamos, pode nos pedir novamente apoio, com base em algum favorecimento pessoal já nos outorgado.

6. Algum político que porventura apoiamos, pode sair por aí, afirmando em conversas de gabinete ou nos bares da vida que estamos em suas mãos?

Que cada um reflita sobre a sua própria condição. Este texto é essencialmente reflexivo.

Escrevo com amor e temor, na tentativa de abrir os olhos daqueles pastores (entre os quais me incluo) que com uma consciência pura desejam servir a Deus, e exercer com toda a autoridade o seu ministério, não tendo do que ser acusado nas questões e fatos aqui tratadas.

Num outro post pretendemos discutir as questões éticas envolvidas no favorecimento da igeja local, enquanto instituição, pelos políticos.

Abraços,

domingo, 22 de janeiro de 2012

AGORA É SÓ VITÓRIA?


Já escrevi neste blog que a música reflete a teologia de uma instituição ou de um indivíduo. Neste últimos dias o "mercado" musical evangélico, juntamente com alguns cantores e compositores, tem sofrido severas críticas pela qualidade das músicas lançadas e cantadas.

Recebi por email uma destas críticas, publicada no blog do pastor Sylas Neves, no post intitulado "Agora é só vitória! Será?".

Tenho escutado de alguns companheiros que cantores e compositores estão sendo criticados injustamente, e que esse seria mais um caso. O link do post do pastor Sylas Neves é o que segue:


A questão que levanto é a seguinte: Há algum equívoco na análise crítica da letra desta música? O que a cantora quer dizer com "Agora é só vitória"?

No meu entendimento, penso que ela trata da vitória alcançada naquele momento específico, daquela luta específica, ou da vitória alcançada em cada luta que o crente enfrenta ao longo da sua jornada, só que a frase "agora é só vitória" foi mal colocada, podendo gerar diversas interpretações, inclusive, a de uma teologia triunfalista.

Abraços,

A ORAÇÃO E O INCENSO - CANTOR JAIR SANTOS

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O CARGO E A DIGNIDADE


O cargo não vale mais que a dignidade.

Presidente, diretor, secretário, superintendente, não importa o título, o cargo não vale mais que a dignidade.

Cargos agregam poder, mas nem sempre agregam respeito.

Cargos podem produzir riquezas, mas nem sempre produzem honra.

Cargos outorgam vantagens e privilégios, mas nem sempre outorgam licitude.

Cargos atraem interesses, mas nem sempre atraem amigos verdadeiros.

Cargos passam, a dignidade fica.

Cargos dividem, a dignidade une.

Cargos seduzem, a dignidade resiste.

Cargos cegam, a dignidade enxerga.

Cargos se compram, a dignidade se conquista.

Cargos obcecam, a dignidade se contenta.

Cargos se distribuem, a dignidade é construída.

Cargos entorpecem, a dignidade é sóbria.

Cargos enlouquecem, a dignidade é sã.

Cargos envaidecem, a dignidade é humilde.

Cargos concedem cadeiras e lugares de destaque, a dignidade concede autoridade.

O valor do indivíduo não está no cargo que ocupa, mas em sua dignidade.

O cargo não vale mais que a dignidade.

"[...] para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus;" (Cl 1.10)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

9ª ESCOLA BÍBLICA PARA OBREIROS E ESPOSAS DA AD EM CAMPINA GRANDE-PB REÚNE MAIS DE 1.000 INSCRITOS

Da esquerda para a direita: Pr. Genildo Simplício (SP), Pr. Dari Ferreira (PB), Pr. Daniel Nunes (PB), Pr. Salatiel Silvestre (PB), Missionária Samira Santos (RN), Pr. José Carlos de Lima (PB), Pr. Josué Brandão (BA), Pr. Altair Germano (PE) e Pr. Elandi Mariano (SP).

Obreiros e esposas participantes da 9ª Escola Bíblica da AD em Campina Grande-PB

Realizada no período de 16 a 18/01, a 9ª Escola Bíblica de Obreiros e Esposas da Assembleia de Deus em Campina Grande-PB bateu o recorde de inscrições com mais de 1.000 participantes.

Com o tema "Um ministério firmado na verdade" (2 Tm 3:15 e 2 Tm 4:4), a Escola Bíblica contou com a participação dos seguintes preletores: Pr. Daniel Nunes (Presidente da AD Campina Grande-PB e da COMEAD-CGPB), Pr. Elandi Mariano (Presidente da AD em Marília-SP), Pr. José Carlos de Lima (Presidente da AD em João Pessoa-PB), Pr. Altair Germano (Abreu e Lima-PE), Pr. Josué Brandão (Presidente da AD em Feira de Santana-BA), Pr. Genildo Simplício (Belenzinho-SP), Pr. Gilvan Rodrigues (Campina Grande -PB) e a missionária Samira Santos (Canguaretama-RN).

No louvor estiveram presentes os cantores Jair Santos (PE), Marleile Rodrigues (MG), Eliezer Rosa (PE), Leni Silva (PE), Quarteto Gileade (GO) e diversos cantores locais.

No domingo, dia 15/01, foi realizado um culto de celebração a Deus pelos 62 anos de inaguração do Templo Sede. Amanhã, a partir das 9h00, será realizada a 43ª Assembleia Geral Ordinária da COMEAD-CGPB, sob a presidência do pastor Daniel Nunes.

Parabenizamos a todos os que fazem a igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB, e agradecemos a forma gentil e honrosa com que fomos recebidos.