Presidente, diretoria,
coordenadores, supervisores, gerentes, gestores, chefes, departamentos, sedes,
filiais e outros termos afins, expressam bem o modelo empresarial de igreja na
modernidade e pós-modernidade.
Não apenas a linguagem ou vocabulário,
mas os fundamentos teóricos clássicos da administração, a estrutura
administrativa e a prática cotidiana empresarial, se incorporaram (ou foram
incorporados) à igreja visível, temporal e local.
A mutação da igreja, que já
foi ao longo dos séculos “igreja-comunidade’, “igreja-sinédrio”, “igreja-império”,
“igreja-reino” e “igreja-estado”, se dá em razão de sua relação com a cultura,
onde nessa relação a igreja exerce e sofre influência.
Nossa breve abordagem não é
uma crítica à forma ou modelo vigente de igreja, mas um chamado à reflexão quanto
ao fato da forma ou modelo atual contribuir para o fortalecimento dos
princípios bíblicos norteadores da vida da igreja, ou de trabalhar contra os
mesmos.
A igreja-empresa fortalece a
evangelização, a educação cristã, a oração, a adoração e a comunhão dos santos?
A igreja-empresa aproxima as
pessoas, em especial governantes e governados, quem está no topo da cadeia
hierárquica com quem está na base, encurtando as distâncias visíveis nos
organogramas administrativos e eclesiásticos da instituição?
A igreja-empresa com todos
os seus recursos e potencialidades beneficia ou favorece a todos, ou apenas a
uma elite minoritária?
A igreja-empresa é forjada
na máxima que afirma “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, ou está
solidificada nos ideais da liderança servidora?
A igreja-empresa é uma
propriedade particular com herdeiros, etc., ou uma comunidade familiar que tem
por Pai a Deus?
A igreja-empresa coopera com
a prática da misericórdia para com o próximo, ou com a exploração das massas?
A igreja-empresa nos une em
torno das questões do Reino de Deus, ou nos divide por causa das questões dos territórios, campos e ministérios eclesiásticos?
A igreja-empresa é liderada
por pastores vocacionados, ou por profissionais qualificados academicamente
(embora as duas situações não sejam necessariamente antagônicas, mas
complementares, sempre priorizando a vocação espiritual)?
A igreja-empresa funciona
como máquina administrativa, ou como corpo vivo?
A igreja-empresa esperar ardentemente a volta de Jesus, ou deseja enlouquecidamente o seu crescimento territorial e patrimonial?
A igreja-empresa precisa ser
constantemente pensada, discutida, avaliada, e quando necessário for,
remodelada e redirecionada conforme e para as Sagradas Escrituras.
Birigui-SP, 30/10/2012

3 comentários:
Espetacular reflexão!
Glória a Deus!!
Pastor agradeço pela sua presença aqui em Birigui, tem sido de muita valia e a portas estarão sempre abertas. Att.. Adriano Tavares
Peço sua autorização para postar no meu blog suas postagens se quiser me dar a honra de conhece segue abaixo o blog. http://somenteasescrituras.blogspot.com.br/
Quem dera,Pr. Altair, as lideranças da igreja brasileira pelo menos lessem suas publicações e refletissem. Agradeço a Deus por sua vida e ministério.Que sejas sempre uma voz profética ativa.
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