segunda-feira, 23 de abril de 2012

O OBREIRO E O NARCISISMO PATOLÓGICO

O narcisismo não é algo necessariamente ruim, desde que enriqueça e complemente o nosso amor pelos outros (Heinz Kohut). Tal conceito se harmoniza perfeitamente com a ideia de amor próprio manifesta em Mateus 22:36-40:

Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.

Nas palavras de Jesus, o amor ao próximo é precedido pelo amor próprio. Quem não se ama, não consegue amar ninguém.

O narcisismo nem sempre é algo bom, podendo manifestar um certo tipo de adoração a si mesmo. Na condição de “obreiros patologicamente narcisistas”, estão incluídos pastores, pregadores e mestres que:

- Usam os outros para se sobressaírem;

- Desejam ser atraentes a qualquer custo;

- Desejam ser importantes a qualquer custo;

- Desejam ser interessantes a qualquer custo;

- Não olham os outros como amigos e companheiros, mas como objetos descartáveis para alcançar seus desejos e saciar suas necessidades narcísicas.

Suas roupas, objetos, gestos, pregações e posturas extravagantes gritam insistentemente e desesperadamente: “Olhem para mim!”.

O obreiro patologicamente narcisista manifesta em seus atos a falta de autenticidade, de valor próprio e de uma autoimagem positiva e resistente.

O obreiro patologicamente narcisista é interiormente apático, vazio e incompleto.

O obreiro patologicamente narcisista se considera o centro do universo, em torno do qual todas as coisas orbitam.

O obreiro patologicamente narcisista se julga o maior de todos. Ele é grande demais aos próprios olhos.

O obreiro patologicamente narcisista é um contador de vantagens, um senhor sabe tudo, alguém muito especial.

Ao pensar em um sucessor para o seu narcísico ministério, o obreiro patologicamente narcisista diz: “Que tal Deus?”.

(Texto adaptado dos conceitos de narcisismo expostos na obra “Perdas Necessárias”, de Judith Viorst)

Jundiaí-SP, 23/04/2012

Leia ainda:

O Ministério Evangélico Narcisista e Metrosexual

Pregação, Desejo e Motivo: Um Alerta para os Jovens Pregadores numa Cultura Narcísica e na Sociedade do Espetáculo



2 comentários:

Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Caro... risos...pr. risos... Altair... germano...,

A paz amado!

Risos... risos... risos... risos...
Pura verdade... risos...

O Senhor seja contigo,

O menor.

Nordestino de coração disse...

A Paz do Senhor seja contigo e com sua família,
Pr.Altair Germano,
Infelismente esta turma tem feito escola no Brasil, infelismente...