quinta-feira, 5 de abril de 2012

18ª ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS DA AD EM SINOP-MT: ESBOÇO DE AULA MINISTRADA


TEMA: FUNDAMENTOS BÍBLICOS PARA UMA LIDERANÇA CRISTÃ TRANSFORMADORA

TEXTO: Mt 20.20-28

INTRODUÇÃO: A nossa ideia de liderança é formada por nossos referenciais ou paradigmas de liderança

1. A ideia de liderança no contexto do Novo Testamento, e mais especificamente nos dias do ministério de Jesus, estava fundamentada em modelos distorcidos, presentes na pessoa e atividade da classe sacerdotal, dos monarcas, dos imperadores e dos senhores latifundiários e comerciantes. Nestes modelos distorcidos, a ênfase da liderança estava:

- Na hierarquia (posição social diferenciada)

- No status (representação social diferenciada)

- No privilégio (tratamento social diferenciado)

- No poder (relação social diferenciada)

- No mérito (competência social diferenciada)

Em razão do modelo distorcido, a liderança era desejada e disputada (cf. Mt 20.20, 21), promovendo dessa forma conflitos de interesses.

2. Diante da manifestação dos interesses e desejos de seus discípulos pelos lugares diferenciados, e do conflito que isso provocou, Jesus, em vez de reprová-los de forma definitiva, trabalhou no sentido de promover uma transformação em suas ideias e perspectivas, para que dessa maneira pudessem compreender a verdadeira essência da liderança cristã, que se fundamenta:

- Na possibilidade e realidade do martírio (v. 22), em vez de privilégios (Mt 26.36-39; At 20.22-24; Rm 8.18; 2 Co 4.16-18; 11.23-33; Fp 1.19-21). A possibilidade e realidade do sofrimento e da morte estão na essência da liderança cristã comprometida com Deus e com a sua palavra.

- Na escolha soberana e graciosa de Deus (v. 23b), em vez de méritos pessoais (Jr 1.5; Jo 15.16; Gl 1.14-16; 1 Tm 1.12-17). Quando compreendemos a escolha soberana de Deus acerca dos lugares que ele preparou para cada um de nós, a disputa dá lugar à descoberta, a competição dá lugar à cooperação, e a articulação dá lugar à busca em oração pela vontade de Deus.

- No serviço e dedicação ao próximo (v. 25-26), em vez do domínio sobre o próximo ou da exploração do mesmo (Lc 10.25-37), o que implica em investir no próximo atenção (Lc 10.33a), emoção (Lc 10.33b); cuidados (Lc 10.34a); recursos materiais (Lc 4.34b); Força e energia (Lc 4.34c), tempo (Lc 4.35a) e dinheiro (Lc 4.35b).

- Na condição de servo (v.27), em vez de hierarquicamente senhor, ou socialmente destacado. Na genuína liderança cristã a tradicional pirâmide organizacional é colocada de cabeça para baixo.

Diante da realidade da essência e fundamentos da verdadeira liderança cristã, e de suas implicações, ela deixa de ser desejada e disputada, e passa a ser indesejada e temida. É nesse contexto de sofrimento, soberania e serviço que surge a necessidade de estimular o desejo pela liderança (1 Tm 3.1).

Conclusão

A nossa ideia sobre liderança cristã precisar urgentemente ser descontruída, restaurada e transformada, adequando-se ao ensino e exemplo do maior líder de todos os tempos, Jesus.

Um comentário:

outros disse...

Paz do Senhor
trazendo para os dias de hoje, a interpretação de nossos líderes é distorcida a verdadeira Liderança Cristã, ou seja, a que Jesus deixou.