sábado, 4 de fevereiro de 2012

QUEBRANDO PARADIGMAS DO ENSINO NA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

A escola é geralmente reprodutora dos paradigmas e da ideologia das classes dominantes. Dessa forma, ela reproduz o que a sociedade possui de bom e de ruim. Para combater o reprodutivismo escolar, alguns teóricos revolucionários (chamados também de utópicos) acreditam que a partir da escola a sociedade pode ser mudada. Para isso, a escola teria de abandonar a sua condição de reprodutora de modelos e sistemas fracassados, engessados, fossilizados e ultrapassados, e assumir a sua vocação contestadora e transformadora.

Todas as questões que envolve a chamada “escola secular” são de alguma forma vivenciadas na Escola Dominical, que geralmente é reprodutora do sistema eclesiástico, e aparelho ideológico de classe dominante (clerical). Na condição de agência educativa reprodutora, a Escola Dominical é formada por superintendentes, dirigentes, professores e alunos reprodutores acríticos de doutrinas, tradições, práticas, teologias e doutrinas. Assim como a “escola secular”, a Escola Dominical precisa descobrir (ou redescobrir) a sua vocação transformadora.

Os motivos são óbvios, visto que tendo a Bíblia como fundamento teórico, e sendo a Bíblia a Palavra de Deus que tem papel transformador, seria natural que a postura daqueles que fazem a Escola Dominical, e a natureza do seu ensino fossem transformador.

É em Jesus, o Mestre dos mestres, que vamos encontrar o nosso referencial de educador cristão e de ensino transformador, que assim como nós, enfrentou a dura realidade de um sistema de ensino reprodutor das mazelas da sociedade de seu tempo.

A SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA DE JESUS

A sociedade judaica onde Jesus nasceu e foi educado, era caracterizada pelo formalismo e centrada numa religiosidade mecânica, ritualística e excludente. Como resultado, a injustiça social se proliferava e se manifestava em forma de miséria, da exploração do próximo, do favorecimento das elites, etc. O legislativo, o judiciário, o executivo, e o religioso, todos estavam contaminados, corrompidos e comprometidos. Observemos alguns fatos e retratos deste quadro caótico nos evangelhos, e o posicionamento de Jesus diante desta realidade de seu tempo:

- O rito se tornou mais importante do que o motivo (Mt 6.7)

- A tradição se tornou mais importante do que a Escritura (Mt 15.1-3ss)

- O cargo se tornou mais importante do que o serviço (Mt 20.20-21ss)

- O símbolo se tornou mais importante do que a coisa em si (Mt 23.-16-22)

- A aparência se tornou mais importante do que a essência (Mt 23.25-28)

- A instituição se tornou mais importante do que as pessoas (Jo 19.24-34ss)

Como fica claro, Jesus não se conformou, nem silenciou diante dos grandes desafios da sociedade e do sistema religioso falido de sua época, antes criticou, contestou e partiu para uma ação transformadora. A ação transformadora de Jesus envolveu a pregação e o ensino da Palavra transformadora de vidas. Somente pessoas transformadas pelo poder da Palavra podem de fato transformar a sociedade.

Acontece, que em qualquer tempo e lugar, a única forma de não incomodar o sistema e não ser pelo sistema perseguido é ficando quieto, inerte, omisso e calado. Como a missão de Jesus, recebida do Pai, não incluía tais posturas, ele resolveu enfrentar o sistema, com plena consciência de todas as implicações deste ato.

O SISTEMA EDUCACIONAL DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA DE JESUS

Na época de Jesus o sistema oficial educacional judaico se constituía de aulas na sinagoga, tendo o Livro da Lei como referencial teórico. Alguns pesquisadores sugerem que por esse tempo já havia escolas em Israel. Fora do sistema oficial de ensino, que tinha os escribas e os doutores da lei como mestres (Ed 7.6-10), estava a família, que tinha a responsabilidade de educar o menino “no caminho em que deve andar” (Gn 18.-19; Dt 6.6-9; Pv 22.6).

Jesus, na qualidade de um filho do seu tempo, como todo menino em Israel, incorporou e vivenciou a cultura do seu povo. Aos oito dias de nascido foi circuncidado (Lc 2.21), cumprindo-se os dias da purificação foi apresentado no templo (Lc 2.22-39).

Lucas nos informa que a participação da família de Jesus nas cerimonias religiosas de Israel eram frequentes (Lc 2.41). Embora os evangelistas não especifiquem, os primeiros contatos de Jesus com o conteúdo das Escrituras foi no ambiente familiar. Sendo quem era (homem sem pecado/Deus), sua capacidade cognitiva acima da média logo se revelou. Aos doze anos de idade (Lc 2.42) já se assentava no meio dos doutores, não como um ouvinte passivo, mas já com uma postura questionadora:

“E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os”. (Lc 2.46-47)

O menino continuava a crescer em sabedoria e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52). Não há nada que contrarie a ideia de que Jesus frequentou aulas e reuniões na sinagoga enquanto crescia. Ele foi alfabetizado, pois sabia ler (Lc 4.16) e escrever (Jo 8.6).

Jesus estava tão inserido em seu contexto cultural, que sem problema algum ensinava nas sinagogas arrancando louvores dos seus ouvintes (Lc 4.15).

A relação de Jesus com o sistema educacional de sua época caminhava com certa tranquilidade, até que, usando o próprio espaço educacional do sistema (a sinagoga), começou a incomodar o sistema com algumas interpretações “heterodoxas” e “heréticas” (assim entendidas por seus pares) das Escrituras (Lc 4.17-27).

Por causa disso, os guardiões da tradição judaica, juntamente com o povo escandalizado com as suas interpretações, expulsaram-no violentamente da sinagoga e da cidade de Nazaré (Lc 4.28-30). A partir de então, o sistema oficial de ensino judaico teve Jesus como uma ameaça aos modelos e pensamentos vigentes, e a sua presença tornou-se indesejada nas sinagogas.

É nesse momento, que em vez de recuar, fora dos espaços oficiais, usando o campo, o deserto, as praias, etc., Jesus, com toda a liberdade e ousadia do Espírito, ensina e prega atraindo multidões que com isso davam as costas para o sistema, espaços, conteúdos e mestres oficiais. A posição de Jesus foi assim firmada, e a crise com as instituições de Israel instaurada de uma vez por todas com a quebra de paradigmas.

A QUEBRA DE PARADIGMAS NA ESCOLA DOMINICAL

Assim como os espaços educacionais da época de Jesus e as escolas seculares de nosso tempo em sua maioria são reprodutores de modelos sociais e religiosos falidos (ou em falência), a Escola Dominical tem servido aos mesmos fins.

Em diversos lugares, a Escola Dominical não transforma, nem se transforma, e assim como o sistema falido ou em falência nela reproduzido e onde está inserida, caminha na mesma direção. Modelos, estruturas, métodos, conteúdos, superintendentes e professores fossilizados e engessados, trabalham e cooperam para o fracasso da Escola Dominical como espaço para uma educação cristã, bíblica e transformadora.

Precisamos, assim como Jesus, nos posicionarmos contra tudo aquilo que se inseriu na Escola Dominical, que apesar de servir aos interesses da instituição ou denominação, não serve aos interesses do Reino de Deus.

A Escola Dominical precisa ser espaço de ensino e reflexão, de exposição e contestação de modelos e de ideias, de rejeição daquilo que não se sustenta à luz da Escritura, e de fortalecimento daquilo que se fundamenta na Palavra.

Não há meio termo. Adotaremos a postura de Jesus ou a dos escribas e doutores da lei, conformistas e hipócritas, que temiam a perda de cargos e privilégios? Negociaremos com a nossa consciência ou ela será, junto com o poder do Espírito, a nossa força de ação?

É preciso quebrar urgentemente alguns paradigmas que norteiam o ensino na Escola Dominical, se desejarmos que ela retome a sua relevância para o Reino, e avance como agência transformadora, mediante o ensino transformador da Palavra transformadora, mediatizado por professores transformados e transformadores.

Maceió-AL, 04/02/2012

14 comentários:

Luciano de Paula Lourenço disse...

Concordo plenamente com essa ideia! Urge que se quebrem alguns paradigmas, se queremos que a EBD promova a sua principal influencia na vida das pessoas: a edificação espiritual e a maturidade cristã de sua membresia. Precisamos de líderes comprometidos com a Palavra de Deus, que ame a sã doutrina em seu stricto sensu, para serem os cabeças dessa indispensável mudança. Um dos principais nós que sempre existiu nas Assembleias de Deus no Brasil é o indiferentismo dos seus principais líderes pela EBD. É tanto que ao fazer as edificações dos seus templos, sejam eles pequenos ou suntuosos templos, não se pensa na EBD, haja vista que estão totalmente desprovidos de salas de aula para esse fim. A igreja na qual participo da EBD, aos domingos pela manhã, todas as classe se amontoam na nave principal do Templo; isso é vergonhoso e um cabal descompromisso com a principal coluna espiritual da Igreja: o ensino sistemático da Palavra de Deus. Uma denominação que tem despertado grande influência no orbe evangélico, que completou 100 anos de existência em Belém-PA e vai completar 100 anos aqui em Fortaleza-CE, não tem uma estrutura para EBD digna de respeito e aceitação; isso é uma vergonha! Isso tem que ser mudado, isso é um paradigma vergonhoso que deve ser debelado!
Um abraço!
Luciano de Paula Lourenço

Samuel Renovato disse...

Pr. Altair,
O grande desafio daqueles que ministram a palavra de Deus, é exatamente romper com o Evangelho intelectualizado e ministrar a palavra no poder e na virtude do Espírito Santo, só assim, veremos o rompimento dos paradigmas contemporâneos que estamos vivenciando no contexto das nossas Escolas dominicais. Nunca na história da Igreja tivemos tantos seminários, escolas bíblicas, congressos, publicações, livros revistas, TVS, jornais, artigos, teses, teólogos, doutores, mestres, etc., tratando das coisas ditas de Deus, entretanto a aplicabilidade dos ensinamentos de Jesus estão cada vez mais escassas razão pela qual, não vemos a transformação da sociedade pelo poder da pregação do Evangelho na dimensão que desejamos. Hoje, vemos que a expectativa criada gira em torno da figura de quem ministra e não na de quem se vai ministrar. No ensino da palavra, o foco deve ser o aluno e não o mestre como estamos acostumados a ver pois ele é o sentido maior da exposição das escrituras pelo mestre. Quando ministramos devemos nos questionar. Será que ficou alguma coisa, algum conteúdo, será que me fiz entender? E a resposta à estas questões nós só vamos
obter ao observarmos as mudanças de comportamentos dos nossos alunos da EBD.

Samuel Renovato disse...

Irmão Luciano, a paz do Senhor,
A realidade é que a Assembléia de Deus na sua trajetória histórica foi formada por homens de Deus que estiveram com Jesus, isto é: tiveram experiências pessoais com o seu Mestre, mas boa parte deles não tiveram oportunidade nem condições de freqüentar os bancos da Academia, assim como Pedro e João, porém, entregaram-se com amor ao serviço do Senhor, desejando ver tão somente o operar do Espírito Santo nas vidas e nos corações e assim foram estruturando templos por esse Brasil afora, pois as almas foram se rendendo aos pés do Senhor e a necessidade fez com que procedessem assim. Porém os tempos mudaram e o acesso aos seminários, escolas teológicas, às universidades abriram as mentes para perceberem que as condições ambientais de uma sala apropriada ao ensino ajuda à exposição da palavra, porém, a ajuda do Espírito Santo ainda é imprescindível para nos ensinar e fazer lembrar tudo o que o Senhor nos falou.

Elisomar disse...

PASTOR ALTAIR, QUE BOM QUE FOSSE ASSIM, MAS ATÉ OS COMENTÁRIO DAS LIÇÕES SÃO MONOTONOS.
FICA TÃO DIFÍCIL A GENTE ENSINAR E SE ALGUÉM MUDA ALGO, ESTÁ FUGINDO DO CONTEUDO.
ULTIMAMENTE TEM FALTADO COMENTARISTA PRA FAZER A DIFERENÇA TAMBÉM.

Pr. Jose Santana disse...

A Paz do Senhor estimado pastor.
Lendo o que foi postado e meditando nos comentários, entendemos ser necessária a mudança do modelo, arcaico, que demonstra não haver acompanhado a metamorfose da maneira de transmitir conhecimento. Às vezes as mudanças de direção de um setor não passa por uma análise de quem tem a autoridade de fazer a mudança, sendo colocado alguém com autoridade, mas com capacidade aquém daquele que foi substituído, isto cria um desencontro de idéias, trazendo a princípio um desinteresse da massa dominada, este seria ou é um caso a ser visto com o olhar crítico de quem quer o melhor e não somente exercer a autoridade "eu fiz porque posso", é lamentável. Também na pequenez do meu entendimento, o monopólio é prejudicial e vicioso, reflete um poder absolutista, com uma falsa aparência de democracia, me refiro as lições, que vagueiam com acertos e erros sem concorrência;
As salas de aula, que salas? Por maior que seja o templo, os alunos estão com lições diferentes, mas juntinhos, nenhuma divisória, cada professor eleva a voz ao seu bel-prazer, desta forma fica difícil assegurar que a EBD é a maior escola teológica para a igreja, soa para muitos como um jargão, simplesmente;
Por que não ser sala única? Quem por necessidade já fez, conseguiu ótimo resultado. A tiragem das ofertas seria normal, e acabaria a idéia de primeiro lugar em ofertas, é uma coisa sem graça. O suporte financeiro não seria enfraquecido, pois o valor arrecadado teria o mesmo destino;
Da maneira que está, é um amontoado de pessoas tentando entender uma aula sem condições de concentração, e na forma de sala única, o resultado seria muito mais satisfatório;
Quem ousa tentar a experiência?
Quem ousa falar que vale apena tentar?
Será que existe um grupo de mudos que falam e que apenas uma voz quebra o silêncio?
Vamos refletir. Saudações - Pr. José Santana

Felipe de Souza disse...

"Assim como os espaços educacionais da época de Jesus e as escolas seculares de nosso tempo em sua maioria são reprodutores de modelos sociais e religiosos falidos (ou em falência), a Escola Dominical tem servido aos mesmos fins".

Pr. Altair, quais seriam esses modelos religiosos falidos ou em falência que o senhor se refere?

Um abraço. A paz do Senhor

Felipe de Souza
Ceilândia Sul/DF

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Luciano,

enquanto uma nova geração não toma consciência da necessidade de estruturas adequadas, é necessário suprir tal necessidade com ensino de qualidade por professores vocacionados pelo Espírito e que buscam constante qualificação (que deve ser oferecida por pastores e superintendentes).

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Samuel Renovato,

o aluno em sua integralidade (espírito, alma e corpo) deve ser cuidado pelo professor que coopera com o Espírito para o seu pleno desenvolvimento (ser, fazer, relacionar-se e saber).

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezada Elisomar,

sem dúvida alguma é preciso buscar a excelência em tudo.

É preciso ter cuidado com os generalismos. Assim como em qualquer currículo, há assuntos mais interessantes para uns do que para outros. A opinião sobre os comentaristas é também complexa, onde as preferencias são diferenciadas.

Paz do Senhor,

ALTAIR GERMANO, disse...

Caro Filipe, por exemplo os listados no post:

- O rito se tornou mais importante do que o motivo (Mt 6.7)

- A tradição se tornou mais importante do que a Escritura (Mt 15.1-3ss)

- O cargo se tornou mais importante do que o serviço (Mt 20.20-21ss)

- O símbolo se tornou mais importante do que a coisa em si (Mt 23.-16-22)

- A aparência se tornou mais importante do que a essência (Mt 23.25-28)

- A instituição se tornou mais importante do que as pessoas (Jo 19.24-34ss)

Abraços,

CRISTO BREVE VOLTARÁ disse...

Não podemos esquecer que é um conjunto, uma equipe e não unicamente alguém, no entanto se faz necessário analisar quem são as pessoas que estão formando opiniões em nossas ebds, para que assim inicie-se as primeiras mudanças, ou seja tudo deve comerçar porque está na frente: Pastores, Superintendentes, Professores, alunos e etc, quais são os elementos que estão dando ao professor, e esse professor está apato a usa-los? Pois assim sewrá possível quebrar tais paradigmas, falado, analizados, mais entretanto ignorados por muitos, que sempre acham que está tudo bem.

Jonatan dos Santos disse...

PR: altair germano a paz do Senhor!!! Gostaria que Senhor pudesse dar uma olhada no Blog que fiz para a igreja que congrego http:missoesnocoqueiral.blogspot.com é aonde mes retrasado o Senhor dei uma palestra sobre familia aqui em sergipe c? o pastor manoel messias grato:jonatan dos santos amém.

Tiago Rosas disse...

Ilustre Pr. Altair,

Quão pertinente é esse seu artigo! Deus continue lhe concedendo sabedoria e ousadia.

Antes de qualquer coisa, quero reiterar a tão grande relevância da escola bíblica dominical para o ensino sistemático da Palavra de Deus, e o consequente fortalecimento das famílias e da Igreja. Estou convencido de que uma igreja que não investe neste departamento corre o sério risco de inchar e enfraquecer! Investe-se tanto em púlpitos de mármore, pisos de granitos, aquisição de condicionadores de ar, bancadas de luxo, mas o investimento na pessoa humana é insignificante, para não dizer nulo!

E aí temos uma geração de extravagantes apaixonados por músicas, shows e louvorzões mas totalmente desinteressados pela Palavra. Algumas escolas bíblicas encontram-se em situação caótica, não sendo frequentada nem mesmo pelos líderes. Um descaso total! Uma vergonha!

Precisamos de uma reforma urgente, a começar pela liderança! Precisamos investir na capacitação de nossos professores, secretários e superintendentes. Precisamos tirar o foco do "templo" e colocar nosso olhar sobre a pessoa humana. Aliás, qual o tamanho da catedral que Jesus construiu? De que material era feito o púlpito que Jesus gostava de pregar? Ele usava microfone com ou sem fio?

Samuel Renovato disse...

Irmão Luciano, a paz do Senhor,
A realidade é que a Assembléia de Deus na sua trajetória histórica foi formada por homens de Deus que estiveram com Jesus, isto é: tiveram experiências pessoais com o seu Mestre, mas boa parte deles não tiveram oportunidade nem condições de freqüentar os bancos da Academia, assim como Pedro e João, porém, entregaram-se com amor ao serviço do Senhor, desejando ver tão somente o operar do Espírito Santo nas vidas e nos corações e assim foram estruturando templos por esse Brasil afora, pois as almas foram se rendendo aos pés do Senhor e a necessidade fez com que procedessem assim. Porém os tempos mudaram e o acesso aos seminários, escolas teológicas, às universidades abriram as mentes para perceberem que as condições ambientais de uma sala apropriada ao ensino ajuda à exposição da palavra, porém, a ajuda do Espírito Santo ainda é imprescindível para nos ensinar e fazer lembrar tudo o que o Senhor nos falou.