quarta-feira, 30 de novembro de 2011

OBSESSÃO POR LEITURA

IMAGEM: Carl Spitzeweg, Le rat de bibliotèque, cerca de 1850.

Além de acumular milhares de livros, o leitor segura quatro ao mesmo tempo, expressando um inquietante e obsessivo desejo
de se apropriar de seus conteúdos.

JEROBOÃO, O LÍDER QUE SEGUIU O SEU PRÓPRIO CAMINHO

Relativizando e negligenciando os princípios estabelecidos na Lei de Moisés, Salomão tomou para si mulheres estrangeiras que lhe perverteram o bom senso, levando-lhe a prática e a promoção da idolatria. O clima de insatisfação com a administração de Salomão havia se agravado entre as tribos do norte pela alta carga de impostos que cobrava.

Foi neste contexto que a palavra de Deus veio a Salomão nos seguintes termos:

Visto que assim procedestes e não guardaste a minha aliança, nem os meus estatutos que te mandei, tirarei de ti este reino e o darei a teu servo. Contudo, não o farei nos teus dias, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o tirarei. Todavia, não tirarei o reino todo; darei uma tribo a teu filho, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, que escolhi”. (1 Rs 11.11-13, ARA).

A sentença estava decretada. Deus estabelece e remove líderes, verdade esta negligenciada por muitos na atualidade, fato este evidenciado pela maneira com que lidam com os negócios do Reino.

Mas, quem seria este servo de Salomão a quem Deus daria parte do Reino? Seu nome, Jeroboão, filho de Nebate, efraimita de Zereda, homem corajoso, habilidoso e aplicado em suas responsabilidades e trabalho. Enquanto servia a Salomão na edificação de Milo, suas qualidades fizeram com que ele alcançasse a confiança do rei, conquistando assim o cargo de supervisor do trabalho forçado da casa de José.

Foi durante esse tempo que a vontade de Deus para com Jeroboão lhe foi claramente manifesta:

Sucedeu, nesse tempo, que, saindo Jeroboão de Jerusalém, o encontrou o profeta Aías, o silonita, no caminho; este se tinha vestido de uma capa nova, e estavam sós os dois no campo. Aías pegou na capa nova que tinha sobre si, rasgou-a em doze pedaços e disse a Jeroboão: Toma dez pedaços, porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eis que rasgarei o reino da mão de Salomão, e a ti darei dez tribos. Porém ele terá uma tribo, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, a cidade que escolhi de todas as tribos de Israel. Porque Salomão me deixou e se encurvou a Astarote, deusa dos sidônios, a Quemos, deus de Moabe, e a Milcom, deus dos filhos de Amom; e não andou nos meus caminhos para fazer o que é reto perante mim, a saber, os meus estatutos e os meus juízos, como fez Davi, seu pai. Porém não tomarei da sua mão o reino todo; pelo contrário, fá-lo-ei príncipe todos os dias da sua vida, por amor de Davi, meu servo, a quem elegi, porque guardou os meus mandamentos e os meus estatutos. Mas da mão de seu filho tomarei o reino, a saber, as dez tribos, e tas darei a ti. E a seu filho darei uma tribo; para que Davi, meu servo, tenha sempre uma lâmpada diante de mim em Jerusalém, a cidade que escolhi para pôr ali o meu nome.” (1 Rs 11.29-36, ARA)

Todo o texto exalta a soberania de Deus evidenciada na força e modo dos verbos empregados: “rasgarei”, “darei”, “tomarei”, “fá-lo-ei”, “elegi”. Somente Ele é absolutamente capaz de decidir quem governa, comanda, preside e serve ao seu povo em posição de autoridade. Estatutos e regimentos internos de igrejas e convenções, apesar de suas importantes funções em termos organizacionais e normativos, não prevalecem diante da determinação e escolha soberana de Deus. Para Jeroboão ele disse: “Tomar-te-ei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma; e serás rei sobre Israel”. (1 Rs 11.37, ARA)

Não há no texto condicionante alguma para a decisão de Deus. Ele disse, ele faria. O Senhor iria intervir na história se apropriando de situações e circunstância para fazer com que a sua vontade se cumprisse. Jeroboão seria rei.

Creio firmemente, e tenho experiência própria, de que o Senhor ainda cumpre na íntegra as suas promessas na vida daqueles a quem escolhe soberanamente e graciosamente para servir ao seu povo. Deus nem sempre trabalha seguindo a lógica humana. O seu candidato nem sempre é o candidato do povo ou de algum ministério. Entendo também, que por razões que estão acima de nossa compreensão limitada e humana, Deus permite que homens não vocacionados ou chamados por Ele ocupem cargos de liderança sobre o seu povo. Mas, se engana quem pensa que Deus ficará alheio a todas as armações, esquemas, articulações sujas e jeitinhos que norteiam atualmente boa parte dos processos eletivos e sucessórios em igrejas e convenções de ministros evangélicos no Brasil. No tempo certo, Deus intervirá com juízo e disciplina sobre quem o desonra, que pisa sobre a sua Palavra promovendo os mais abomináveis atos e escândalos. Sim, creio firmemente que Deus cumprirá na íntegra o que prometeu a seus servos! Deus cumprirá em nós a sua vontade soberana.

Deus concedera a Jeroboão um grande privilégio e responsabilidade. Caberia a ele zelar e honrar a escolha soberana de Deus. O Senhor advertiu o futuro rei, afirmando que a sua prosperidade no trono estaria condicionada a sua obediência plena:

Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel”. (1 Rs 11.38, ARA)

Observe que Jeroboão precisaria se submeter ao que já estava estabelecido em termos de estatutos e mandamentos (Palavra escrita), e ao que Deus ordenaria e orientaria circunstancialmente (Palavra oralizada), durante o exercício de sua liderança.

Ao saber dos fatos acima, Salomão procurou matar a Jeroboão, que estrategicamente fugiu para o Egito, para ali aguardar o trabalhar de Deus. Bom é aguardar o trabalhar e o tempo de Deus. Tenhamos a paciência e a confiança que o Senhor está neste momento trabalhando para nos colocar no lugar que disse que nos colocaria, aliás, lugares estes que geralmente não pedimos e não buscamos, mas que aceitamos por obediência e amor ao Senhor. Lugares e cargos, que apesar de outorgar algumas honras, são acompanhados por muito labor e sofrimento.

Salomão morreu, e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar. Por esse tempo, Jeroboão retornou do Egito e se uniu ao povo clamando ao novo rei por uma administração mais justa e humana. A insensatez e a insensibilidade de Roboão diante do pedido (1 Rs 12.14) agravou o descontentamento do povo. A explicação do episódio é narrada da seguinte maneira:

O rei, pois, não deu ouvidos ao povo; porque este acontecimento vinha do Senhor, para confirmar a palavra que o Senhor tinha dito por intermédio de Aias, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate”. (1 Rs 12.15, ARA)

Deus estava trabalhando em meio às circunstâncias.

Indignado pela dureza das palavras de Roboão, o povo das tribos do Norte romperam com o rei, provocando uma rebelião generalizada, para em seguida, conforme a palavra do Senhor, fazerem de Jeroboão rei sobre eles. Tal atitude só não causou um grande derramamento de sangue por causa da intervenção divina (1 Rs 12.24).

Jeroboão, filho de Nebate, efraimita de Zereda, e cuja mãe era mulher viúva, ocupava agora o lugar que o Senhor lhe tinha reservado. Para se manter rei, e contar com a contínua bênção de Deus, só precisava obedecer aos mandamentos e estatutos do Senhor, e seguir as suas orientações.

Um fato, porém, começou a preocupar e a intrigar Jeroboão. Uma vez que a Casa do Senhor, lugar de adoração, se encontrava em Jerusalém, e que esta estava sob o governo de Roboão, pensou o seguinte:

Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do Senhor, em Jerusalém, o coração dele se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão e tornarão a ele, ao rei de Judá.” (1 Rs 12.27)

Observe que o pensamento racional de Jeroboão colocava em dúvida a palavra e a fidelidade daquele que lhe escolhera, que lhe estabelecera na condição de rei, e que lhe fizera promessas de estabilidade, o Senhor. Jeroboão passou a entender que a sua permanência no governo dependia primeiramente (e talvez exclusivamente) do estado do coração do povo, e não da soberana vontade de Deus. Dessa forma, precisaria dar um “jeito” de impedir tal coisa. Em sua loucura, em vez de cair de joelhos diante do Senhor, confessando a sua incredulidade e pedindo-lhe uma direção, buscou conselhos com quem não tinha condições de sabiamente lhe orientar.

Temos aqui mais um claro retrato de situações que são vivenciadas nos dias atuais, onde líderes, diante do medo de serem removidos dos lugares que Deus os colocou (partindo deste pressuposto), agem de acordo com as suas racionalizações, e passam a seguir as orientações de conselheiros em pior situação espiritual que a deles. Em vez de confiarem em Deus, e de buscar a direção do altíssimo, buscam um caminho alternativo. Neste caminho alternativo, seguem a lógica maquiavélica de que os fins justificam os meios quando a posição do “príncipe” é aparentemente ameaçada.

No caso de Jeroboão, ele ofereceu ao povo um culto alternativo, que implicava na prática de idolatria (1 Rs 12.28-30), construiu nos altos santuários alternativos (1 Rs 12.31a) e constituiu sacerdotes alternativos, que não eram filhos de Levi (1 Rs 12.31b). Para finalizar, a seu bel-prazer, marcou dia e mês, e fez uma grande festa para celebrar a sua insensatez.

Para não perderem o reinado, algumas lideranças na atualidade oferecem ao povo cultos e lugares sagrados alternativos, onde a adoração a Deus é banida, e o foco se volta para os “objetos sagrados” ou para as “necessidades humanas”. Para administrar e ministrar nos lugares sagrados e em seus cultos alternativos, os tais líderes promovem uma seleção de candidatos, que devem enviar o seu currículo, e assim, caso aprovados, são aproveitados como “sacerdotes alternativos”. Os “sacerdotes alternativos” se multiplicam a cada ano, principalmente em período de eleição para presidente de igreja e convenção, na medida em que são “consagrados” e “ordenados” para votar em quem os consagrou, ou naquele que por ele é apoiado. Não importa a chamada (ou vocação espiritual), mas o voto dos “sacerdotes alternativos”, que colocará ou manterá o “rei” no poder.

Mesmo sendo punido e advertido pelo Senhor, Jeroboão resolveu seguir o seu caminho:

Depois destas coisas, Jeroboão ainda não deixou o seu mau caminho; antes, de entre o povo tornou a constituir sacerdotes para lugares altos; a quem queria, consagrava para sacerdote dos lugares altos”. (1 Rs 13.33, ARA)

Infelizmente, há líderes que por mais que sejam alertados, não se converterão dos seus pecados. Para estes, o juízo divino é inevitável (1 Rs 13.34; 14.7-16).

Jeroboão foi agente de seu próprio fracasso. Ele teve a oportunidade, mas, não soube aproveitá-la. Jogou fora e destruiu com as próprias mãos o que poderia ter sido um belo governo. Maculou a sua biografia, tornando-se exemplo de como não se deve proceder na condição de líder estabelecido por Deus.

Senhor, faze-nos enxergar a nossa insensatez, e livra-nos do caminho de Jeroboão.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PERFIL DE SETE LÍDERES

Amados leitores, "Perfil de Sete Líderes" será o meu próximo livro pela Arte Editorial, que contará mais uma vez com o excelente trabalho do amigo e editor Magno Paganelli.

Em breve passarei novas informações.

Abraços!

domingo, 27 de novembro de 2011

A FRUSTRAÇÃO DOS INQUISITORES DE IDEIAS

A destruição de obras consideradas heréticas, ordenada por São Domingos em 1205 (Pedro Berruguete)

"A cultura escrita é inseparável dos gestos violentos que a reprimem. Antes mesmo que fosse reconhecido o direito do autor sobre a sua obra, a primeira afirmação de sua identidade esteve ligada à censura e à interdição dos textos tidos como subversivos pelas autoridades religiosas ou políticas. Esta 'apropriação penal' dos discursos, segundo a expressão de Michel Foucault, justificou por muito tempo a destruição dos livros e a condenação de seus autores, editores e leitores. As perseguições são como o reverso das proteções, privilégios, recompensas ou pensões concedidas pelos poderes eclesiásticos e pelos príncipes. O espetáculo público do castigo inverte a cena dedicatória. A fogueira em que são lançados os maus livros constitui a figura invertida da biblioteca encarregada de proteger e preservar o patrimônio textual. Dos autos-de-fé da Inquisição às obras queimadas pelos nazis, a pulsão de destruição obcecou por muito tempo os poderes opressores que, destruindo os livros e, com frequência, seus autores, pensavam erradicar para sempre suas ideias. A força do escrito é de ter tornado tragicamente derrisória esta negra vontade". (Roger Chartier)


Os tempos mudam, mas as questões e tensões vividas no espaço temporal se repetem. Nos dias atuais, os detentores do poder eclesiásticos e político, bem que gostariam de voltar a queimar textos e autores (literalmente), mas graças a providência divina, que através do advento do texto eletrônico e da internet libertou autores e textos das limitações e prisões da instituição e da imprensa oficial, o livre pensar é materializado em forma de escrita, e a leitura é cada vez mais disseminada e democratizada.

Viva a revolução!

sábado, 26 de novembro de 2011

O EXERCÍCIO MINISTERIAL NA CASA DO SENHOR. Subsídio para Lição Bíblica

O texto de Neemias 13.4-31, de modo geral, apresenta as reformas no âmbito da instituição religiosa e na área da cultura e identidade do povo judaico no período pós-exílico.[1] As medidas de Neemias quanto ao funcionamento do templo envolve o seu uso adequado e purificação (Ne 13.4-9) e o restabelecimento da manutenção dos levitas.

CORRUPÇÃO NO SACERDÓCIO: O FAVORECIMENTO DE PARENTES

Com a ida de Neemias a Jerusalém o sacerdote Eliasibe resolveu privilegiar Tobias, com quem tinha se aparentado, dando-lhe permissão para usar uma das câmaras do templo. Sobre o aparentamento de Eliasibe com Tobias, Barber comenta

Durante a sua administração anterior, e enquanto Neemias permaneceu em Jerusalém, Eliasibe se conteve. Mas quando Neemias foi para a Babilônia, o sumo sacerdote tomou ares de diplomata. Um dos seus primeiros passos foi fazer com que um membro de sua família casasse com alguém da família de Tobias, Então, como símbolo de boa vontade, ele tomou certas salas de depósito do templo (câmaras sob sua supervisão direta) e as transformou em apartamento para Tobias.[2]

Tunnermann sugere que

[...] a referida câmara tenha sido usada como depósito de mercadorias, o que facilitava muito a vida, pois não era necessário carregar as mercadorias por longas distâncias. Também é possível que a câmara tenha sido o próprio local de comércio. Em todo caso, interesses comerciais como fornecedor ou intermediário devem ter sido a razão principal de Tobias querer se instalar no templo.[3]

Lopes, ao comentar o episódio, ressalta que a liderança espiritual não apenas se distanciou de Deus, mas aliou-se ao inimigo, para em seguida levá-lo para dentro da Casa de Deus e beneficiá-lo ilicitamente

Eliasibe fez uma câmara grande para Tobias exatamente no lugar onde eram depositados os dízimos e ofertas para os sacerdotes, levitas e cantores (13.5). Neemias diz que ele fizera isso para beneficiar Tobias (13.7). Os dízimos e as ofertas para o sacerdócio foram desviados para Tobias. Por isso, os obreiros da Casa de Deus, por falta de sustento, precisaram fugir para os campos e o inimigo instalou-se dentro da Casa de Deus e a profanou (13.10). [4]

Quais as lições que extraímos dos fatos narrados acima, para aplicá-las à nossa realidade?

Em primeiro lugar, assim como a instituição judaica foi vitimada pelas atitudes corruptas de sua liderança religiosa, em nossos dias, pastores e líderes repetem os mesmos erros. Observemos, com base nas questões aqui em discussão, alguns destes erros:

- Alianças (aparentamentos) ilícitas. Como já citado em meu subsídio da lição anterior, multiplica-se o número de líderes na igreja que se associam de todas as formas e maneiras com políticos e empresários que não são crentes, e isso com o objetivo de obter alguma vantagem pessoal. Essa vantagem pode ser material ou financeira (crescimento do seu patrimônio pessoal) ou política (fortalecimento de sua liderança). Há casos de líderes que recebem “ofertas” de políticos e empresários, e ficam com o “rabo preso” para apoiar futuras candidaturas e mandatos. Estas ofertas são em dinheiro ou em forma de “presentinhos”. Há políticos mundanos que apoiam de diversas formas e maneiras candidatos à presidência de convenções e igrejas. Há uma verdadeira prostituição e promiscuidade sendo vivenciada por algumas de nossas lideranças, que já comprometeram a sua integridade moral e autoridade espiritual. Foram seduzidos e se venderam pelo poder. Como possuem dinheiro e influência, tentam comprar e corromper outros com dinheiro, emprego, cargo e outros benefícios. Em boa parte dos casos, se aproveitando da ingenuidade, necessidade ou da malignidade de alguns obreiros, são bem sucedidos neste propósito diabólico.

- O favorecimento de parentes. Tobias, agora parente de Eliasibe, foi beneficiado pelo sumo sacerdote com algumas vantagens institucionais. Conseguiu um espaço privilegiado nas dependências do templo, onde, quer através do desvio dos dízimos e ofertas, ou mediante a prática de algum tipo de comércio, lucrava com o negócio. Este fato é outro que se repete e se multiplica em nossos dias. Há líderes na atualidade, que adotam a postura de donos dos templos que construíram (ou assumiram a administração), distribuindo cargos entre os seus parentes e familiares. Em todos os departamentos da igreja (instituição) tem um filho, uma filha, um cunhado, o sogro, a sogra, um primo, um tio, um genro, um neto, etc. A igreja (instituição) torna-se um negócio familiar, onde o grande objetivo da distribuição dos cargos entre os parentes é manter estrategicamente o poder e os benefícios dele derivados. Não estou aqui afirmando que familiares ou parentes não possam ocupar cargos de confiança na igreja, falo é dos abusos gritantes.

Além dos cargos, os espaços físicos são também distribuídos abusadamente entre a parentela. Observe e veja quem são os responsáveis pelas lanchonetes, cantinas, restaurantes, livrarias, e outros espaços “comerciais” em boa parte dos templos? Não são porventura, em sua maioria, os familiares ou aparentados do líder? Conheço casos de familiares e parentes de líderes que nem crentes são, e que recebem salário ou benefício da igreja através da criação de cargos fantasmas, ou da concessão de espaços comerciais. Assim como nos dias de Neemias, o povo vê os abusos, e em grande parte dos casos não pode fazer nada contra tais práticas. Há, em muitos lugares, uma rede de corrupção formada em torno do líder, com muita gente dependendo dele ou lhe devendo favores (lideranças subalternas), o que faz com que ele continue usando e abusando do poder que detém. Pobres e miseráveis líderes, em breve, caso não se arrependam dos seus pecados, o Senhor da Igreja julgará os seus atos abomináveis.

O pastor Elinaldo Renovato, falando de corrupção no ministério, narra o seguinte caso

Em um determinado Estado, o líder escriturava os imóveis, terrenos e templos em seu próprio nome. Quando foi disciplinado pelo ministério por ter caído em pecado, achou que os templos e os terrenos lhe pertenciam, pois estavam registrados em seu nome, mas, na verdade, foram adquiridos com as contribuições dos fiéis. Isso é corrupção, descalabro moral, além de pecado gravíssimo diante de Deus.[5]

Os casos se agravam, e a nova “onda” de corrupção na liderança institucional da igreja é a negociação (troca, compra e venda) de templos e do patrimônio da igreja local. São líderes querendo aumentar o seu “império” eclesiástico pessoal e familiar, atacando e saqueando o “império” do seu adversário político.

CORRUPÇÃO NO SACERDÓCIO: FALTA DE HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO

Também entendi que o quinhão dos levitas se lhes não dava, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra.” Ne 13.10

O favorecimento pessoal e de parentes dos “donos” e “senhores” da igreja é uma das causas da precariedade do sustento daqueles que vivem integralmente da obra, quer seja no trabalho local ou fora do país (missionários transnacionais). A vida de alguns “sumo sacerdotes” e “Tobias” na atualidade é uma mordomia só, enquanto obreiros auxiliares de tempo integral vivem a pão e água, se humilhando de todas as formas e maneiras para receberem uma ajuda mensal que mal garante o básico. Quando alguém ousa questionar o líder, surge logo um profeta ou uma profetisa (geralmente assalariado ou que goza de algum privilégio) para defender o “santo ungido”, ameaçando o questionador com pragas e maldições. Se seguíssemos esta lógica capitalista da "bênção especial" sobre o ungido (em termos financeiros e materiais), Jesus e os apóstolos teriam sido os líderes mais ricos da história da Igreja. Entendo que em boa parte dos casos, apresentar a Deus a situação é o melhor caminho. Ele é o reto juiz.

É absurda em algumas administrações eclesiásticas (igrejas e convenções) a falta de transparência na apresentação dos relatórios de receitas e despesas da instituição. Os líderes fazem questão de dificultar o acesso às contas. Quando inquiridos, reagem das mais diversas formas e maneiras, fazendo drama por se sentir ofendido, implementando punições severas e perseguições implacáveis aos seus inquiridores (que passam a ser chamados e tratados como inimigos). Há quem contrarie o próprio estatuto da organização, ao indicar os seus próprios fiscais. Líder íntegro e reto “escancara” as contas para quem duvida de sua honestidade, e pede auditoria quando a sua administração é questionada, e tudo isso, sem revanchismos ou ressentimentos.

Temos situações em que o tesoureiro da instituição é mera figura simbólica, visto que os recursos (dízimos e ofertas) vão diretamente para as mãos e bolsos dos “donos” e “senhores” das igrejas, que os administram a seu bel prazer e conveniência. Os recursos da igreja, oriundos dos dízimos e ofertas dos irmãos, devem ser administrados com temor e tremor, e com toda a transparência necessária. É preciso investir com sabedoria, dando prioridade ao que é urgente e extremamente necessário ao Reino de Deus.

Se Deus não deixou encoberto e impune os pecados da liderança do Antigo e do Novo Testamento, expondo-os nas páginas da Bíblia, por que agiria diferente na atualidade? Quem escandaliza o Evangelho é quem comete o pecado, e não quem o denuncia.

Como sempre coloco, há ainda líderes cristãos sérios e comprometidos com Deus e com a sua Palavra neste Brasil, que ainda não se venderam, nem se dobraram diante da corrupção no atual sistema eclesiástico.

Ainda há, como Neemias, líderes que se indignam com o pecado, e corajosamente resistem a toda sorte de profanação e corrupção no ministério. Suas convicções estão firmadas sobre a rocha das Escrituras.[6] O pecado deve provocar em nós indignação. Apenas pessoas que tem capacidade de se indignar contra o mal podem fazer a diferença na História.[7] Contudo, devemos ter o cuidado necessário para não perdemos o controle emocional, e de não privarmos os acusados da possibilidade de se defenderem. Parece-nos que no caso que envolveu a ação enérgica de Neemias, o pecado era escancarado e gritante.

É tempo de restauração!


[1] TUNNERMANN, Rudi. As reformas de Neemias. São Leopoldo/São Paulo: Editora Sinodal/Paulus, 2001, p. 170.

[2] BARBER, Cyril J. Neemias e a dinâmica da liderança eficaz. São Paulo: Editora Vida, 1982, p. 148.

[3] TUNNERMANN, Ibid., p. 173.

[4] LOPES, Hernandes Dias. Neemias: o líder que restaurou uma nação. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 206-207.

[5] RENOVATO, Elinaldo. Neemias: integridade e coragem em tempos de crise. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 122.

[6] BARBER, ibid., p. 148.

[7] LOPES, ibid., p. 207.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

LITERATURA: CPAD VENCE EM 5 CATEGORIAS DO PRÊMIO ARETÉ 2011


 CPAD vence em cinco categorias do Prêmio Areté 2011

Igreja, Identidade e Símbolos; Só para Meninas Apaixonadas; Bíblia de Estudo Defesa da Fé e a Bíblia Digital Glow Pentecostal. Estas foram as obras da CPAD premiadas durante a edição de 2011 do Prêmio Areté. Promovido pela Associação dos Editores Cristãos (Asec), a cerimônia aconteceu no dia 18 de novembro, em São Paulo e reuniu as principais editoras cristãs do país.

A CPAD venceu nas categorias Teologia e Doutrina Nacional para Igreja, Identidade e Símbolos; Juvenil Nacional com Só para Meninas Apaixonadas; Bíblia de Estudo com Bíblia Defesa da Fé; e nas categorias Multimídia e Inovação Literária com a Bíblia Digital Glow Pentecostal.

Esdras Costa Bentho, teólogo, pedagogo e autor de Igreja, Identidade e Símbolos, destacou em seu blog a felicidade pelo prêmio e pelo reconhecimento do esforço literário. Já a jornalista Eveline Ventura, que pela segunda vez recebe o prêmio comemora em sua página no Facebook: “Estou muito feliz! Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”


Feira Literária Internacional Cristã 2012

Durante a cerimônia do prêmio Areté, a Asec ainda divulgou a Feira Literária Internacional Cristã (Flic) que será realizada em São Paulo de 02 a 06 de maio de 2012. Segundo a Asec, o evento é voltado para o público formador de opinião no meio cristão. A expectativa é de que a Flic tenha a participação de 5 mil pessoas por dia com entrada franca.


“O conceito da FLIC é de valorizar o produto livro em um evento de alto nível, oferecendo ao público, expositores e agentes do mercado uma ocasião única e imperdível focada na literatura cristã do país”, afirma Sinval Filho, coordenador executivo da ASEC.

A CPAD já confirmou a presença entre os 36 expositores do evento. Ainda está programado a 2ª Rodada de Negócios para Editores e Livreiros Cristãos, em parceria com a Associação Nacional de Livreiros Evangélicos (ANLE) e a 3ª edição do Marketsquare Brazil, em parceria com a Christian Trade Association, cujo objetivo é promover a negociação de direitos internacionais entre editoras de diversos países.

Para os leitores, as editoras promoverão bate-papos com autores, encenação de contos e histórias, sarau literário, congressos e cursos em geral nas áreas de teologia, família, liderança, mulheres, infantil e infanto-juvenil, juventude, missões, artes, ação social e etc. Distribuído em áreas estratégias da FLIC, será mostrada uma Exposição sobre a Literatura Cristã no Brasil, demonstrando a evolução da qualidade dos livros cristãos durante as últimas décadas.

Por Gláucia Montes
Assessoria de Imprensa

Fonte: www.cpadnews.com.br

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO RELIGIOSO. SUBSÍDIO PARA LIÇÃO BÍBLICA DA CPAD - 4º TRIMESTRE/2011

O contexto da presente lição é de celebração pela construção e dedicação dos muros:

"E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, louvores, canto, saltérios, alaúdes e harpas." (Ne 12.27)

A adoração, o louvor e o culto são temas abordados pelo comentarista.

OS LEVITAS CANTORES

"E se ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém como das aldeias de Netofa, como também da casa de Gilgal e dos campos de Gibeá e Azmavete; porque os cantores tinham edificado para si aldeias nos arredores de Jerusalém." (Ne 12.28-29)

É equivocada a ideia de que o serviço dos levitas era apenas o de cantar. Na condição de auxiliares e cooperadores dos sacerdotes, estavam envolvidos nas tarefas do oferecimento dos sacrifícios e na administração geral do tabernáculo e do templo (Nm 1.47-54; 3.6-9)

Observe que Neemias nos informa que os levitas cantores "tinham edificados para si aldeias nos arredores de Jerusalém", e foram buscados. Com a restauração dos muros, veio também a restauração do serviço dos cantores.

O pastor Elinaldo Renovato, em seu livro "Neemias: integridade e coragem em tempos de crise", CPAD, 2011, p. 116, destaca a importância dos músicos e cantores no culto, mas relata uma triste realidade:

"Nessa área do louvor, infelizmente, há muitas distorções. Um verdadeiro mercantilismo vil tem prejudicado a adoração a Deus. Há cantores que se transformaram em mercadores do louvor. Só cantam se receberem 'polpudos' cachês, de acordo com a procura e a oferta pelos "artistas" gospel. Hoje, há muitos que se dizem levitas, mas não querem submeter-se aos sacerdotes líderes, que são pastores e dirigentes, nas igrejas. Boa parte deles não tem pastor. Tem empresários".

A prática do mercantilismo está associada ao profissionalismo, ou seja, o ganho financeiro tornou-se a razão última da atividade de muitos cantores e músicos cristãos. É absurdo o volume de CD´s gravados e lançados, de pessoas que apesar de bem intencionadas, não possuem o talento musical necessário (se desejar pode chamar de dom) para tal produção. É claro que a Bíblia diz que todo o ser que tem fôlego deve louvar ao Senhor (Sl 150.6), mas não diz que tem que gravar CD. O pior, é que depois que gravam, passam a querer que os pastores abram em todos cultos espaços para que cantem, para assim divulgar o "trabalho".

Muitos, além de desafinados são abusados. Testemunhei no último final de semana uma cena, onde a cantora insatisfeita por não ter sido chamada para sentar na tribuna, ficou mandando indireta para o dirigente do culto. Muitos destes "levitas", quando recebem a oportunidade para cantar, pregam, doutrinam, dão testemunho, ou seja, resolvem fazer o show completo, sem o mínimo respeito pelo dirigente e pela ordem do culto.

Há "levitas" que são adúlteros, insubmissos (ou sem pastor), beberrões, enganadores, mentirosos, iníquos disfarçados de santos, e que estão por aí enganando a todos e cantando para a sua própria glória e lucro. Precisam ser purificados pelo sangue de Jesus e abandonar a prática deliberada do pecado.

Outros "levitas" modernos querem também administrar até o som da igreja, sempre reclamam da qualidade ou da altura do mesmo.

O trabalhador é digno do seu salário (Lc 10.7), mas o abuso de alguns é descarado com a cobrança de cachês absurdos, que não se justificam. No Brasil, há levitas cantores (pregadores também) cobrando cachês de R$ 10, 20, 30 mil para se "apresentarem". Mas, como já escrevi, enquanto tiver quem pague, haverá quem cobre e ganhe. Aliás, muitos eventos promovem o mútuo interesse em ganhar público e dinheiro por parte de quem convida e de quem é convidado. Há casos de cobrança de ingressos. As ofertas são "rachadas" em alguns shows, chamados de cultos, entre o pastor empresário e o levita artista.

Felizmente, em meio a tanta distorção, há aqueles levitas cantores que horam a Deus e aos pastores através do seu canto, de sua música e da sua vida, e se alegram com a justa provisão de Deus.

A PURIFICAÇÃO DOS SACERDOTES E LEVITAS

"E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, e as portas, e o muro." (Ne 12.30)

O ato de purificar-se tem conotação com santidade de vida. Pensamentos, palavras e obras devem estar livres de qualquer coisa que torne o adorador "impuro".

A condição de "pureza" deve ser primeiro vista na liderança da igreja, para em seguida ser imitada e buscada pelo povo.

Fico perplexo com o discurso de alguns líderes, que dão ênfase a uma pureza "doutrinária" (equivocadamente com ênfase em usos e costumes), mas vivem uma verdadeira anarquia moral.

São líderes impecáveis no discurso, mas reprováveis na prática.

São líderes que combatem brincos, colares, pulseiras, maquiagem, televisão, internet, etc. mas, que estão envolvidos com corrupção, roubo, adultério, suborno, esquemas fraudulentos e toda a sorte de articulação para se manterem, ou tirar vantagem do "poder" da posição que ocupam.

São líderes rigorosos com os seus auxiliares e com o povo, mas não possuem o mesmo rigor com a sua familia. Com um discurso de falsa pureza, censuram as jovens da igreja que usam calça comprida, jóias e maquiagem, mas as próprias filhas (e até a esposa) se vestem e se adornam da mesma maneira. É preciso acabar com esta hipocrisia. É preciso combater tal incoerência.

São líderes que chamam de liberais os que não aceitam o seu legalismo e farisaísmo evangélico.

São líderes que falam do avanço do Reino, mas que negociam campos eclesiásticos e o patrimônio da igreja local. São empresários da fé metidos em questões judiciais, promotores de escândalos.

São líderes cínicos e loucos, que já perderam o temor de Deus, que já cauterizaram a própria consciência.

São líderes que se protegem na capa de "ungido", mas que já estão reprovados por Deus.

São líderes com aparência de espirituais, mas que são carnais.

São líderes que disputam e defendem a presidência de igrejas e de convenções a todo custo, mas que já foram vomitados pelo Senhor da Igreja.

São líderes que enriquecem às custas da exploração dos simples.

São líderes que afirmam combater o diabo, mas que já venderam a alma ao próprio.

Graças a Deus pelos líderes crentes e santos que ainda militam pela causa do mestre.

Que o Senhor nos purifique (líderes, levitas e cantores) dos nossos pecados, e que nos convertamos a Ele.

CULTO E LITURGIA SANTA

Muitas das mazelas que contemplamos em nossos cultos são decorrentes do estado moral e espiritual caóticos em que vive algumas lideranças e igrejas.

O culto e a forma de realizá-lo (liturgia), deixou de buscar a glória de Deus, e agora serve aos interesses humanos da busca por cura, libertação, prosperidade, problemas de justiça, etc. As necessidades humanas estão presentes na grande maioria das mensagens e hinos, em detrimento de um louvor e de uma adoração que proclame as obras e os atributos de Deus.

Para manter alguns cultos "cheios", a pregação da Palavra foi trocada por "atrações" ou por promessas de "bênçãos" aos espectadores ou clientes. Temos agora muitos templos cheios, mas igrejas doentes.

O culto perdeu a sua forma simples de ser, e agora, enquadrado na sua nova e moderna razão de ser (comercial), tem nomes atrativos, do tipo "Culto da Vitória", "Culto da Conquista", "Culto da Virada", "Culto do Milagre" etc.

Pois é, templos grandes e cultos cheios, na cabeça de muitos é sinônimo de status e poder de liderança. É uma marca do sucesso ministerial. Puro engano e tolice.

Culto e liturgia restaurados, só serão possíveis quando a liderança e o povo forem restaurados, purificados e libertos dos seus pecados.

Que tal começarmos restaurando a oração nos cultos. O relato abaixo, feito pelo historiador Emílio Conde sobre um culto realizado entre 1925-1926, nos revela o quanto precisamos retornar às boas e salutares práticas litúrgicas:

"Às sete horas da noite os crentes começavam a reunir-se. Vêm depressa e enchem o salão. A primeira coisa que fazem quando entram é dobrar os joelhos e orar. Alguns oram alto e outros em silêncio. Mais e mais pessoas chegam, todas alegres e cheias de zelo pela obra de Deus. Ninguém fica conversando antes do culto, mas todos estão orando fervorosamente a Deus pelo bom andamento do culto". (Texto extraído da obra "Diário do Pioneiro", de Ivar Vingren, publicado pela CPAD, 2010, p. 142)

Os estudos no livro de Neemias estão nos oferecendo uma boa oportunidade para refletirmos sobre a nossa própria condição.

Que esta reflexão produza em nós transformação para a glória de Deus.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A ASSEMBLEIA DE DEUS EM CANAÃ DOS CARAJÁS-PA REALIZA O SEU 3º CONGRESSO DE EBD

É sempre uma honra ministrar ao lado do nobre companheiro e pastor Elienai Cabral

Da esquerda para a direita: Pastor José Hamilton e irmã Auzira, diácono Dionísio José, auxiliar João Nunes (vereador da cidade), presbítero Manoel Filho, presbítero Dinilson José, pastor Elienai Cabral e pastor Hamilton de Amarante

O evento foi prestigiado pela igreja com mais de 500 irmãos inscritos

A terceira edição do Congresso de Escola Bíblica Dominical da Assembleia de Deus em Canaã dos Carajás-PA, igreja presidida pelo pastor José Hamilton de Amarante, realizado no período de 18 a 20/11, superou as duas últimas edições, e já se tornou referencial na região por seu pioneirismo e sucesso.

Este ano o tema geral do congresso foi Resgatando a História da Escola Bíblica Dominical e Conhecendo os seus Desafios no Início do Século XXI. Os temas específicos ministrados foram:

Pr. Elienai Cabral - Igreja e EBD: uma relação de integração e crescimento e O Papel da EBD na Formação e Integração da Família.

Pr. Altair Germano - A História da EBD, O Desafio de uma Prática Pedagógica Humanizada e Afetiva, O Desafio das Novas Tecnologias de Comunicação e Informação, O Desafio da Evasão Escolar e O Desafio do Compromisso da Liderança da Igreja com a EBD.

Os coordenadores do evento foram os presbíteros Manoel Filho e Dinilson José, o diácono Dionísio José e o auxiliar João Nunes. Colaboram ainda na organização o pastor Estanisley Correa, o irmão Adauto de Jesus e as irmãs Sirley de Oliveira, Alexania Santos, Claudenice Aparecida e Alexandra Boaventura.

Entusiasmados com os resultados do evento, o pastor José Hamilton e os coordenadores já agendaram o 4º Congresso de EBD, que acontecerá entre 19 e 21/10/2012, onde retornarei juntamente com o pastor Elienai Cabral.

Fica aqui os meus agradecimentos aos irmãos desta amada igreja, pelo carinho com o qual sempre nos tratam.

Até o próximo ano, se Deus assim nos permitir!

domingo, 20 de novembro de 2011

AGENDAS 2011/2012


AGENDA 2011

DEZEMBRO

  • 03 e 04/12 - Estudo Bíblico na AD em Vale do Pitimbu (Natal-RN)
  • 09 a 11/12 - Semana da Bíblia na AD em Rio Branco-AC
  • 12 e 13/12 - Escola Bíblica de Obreiros na AD em Uberlândia-MG
  • 17 e 18/12 - Festividades da EBD na AD em Baía Formosa-RN

AGENDA 2012

JANEIRO

  • 16 a 18/01 - 9ª Escola Bíblica de Obreiros da COMEAD-CGPB (Campina Grande-PB)

MARÇO

  • 02 e 03/03 - Congresso de EBD na AD em Pedra Grande-RN

ABRIL


  • 05 a 08/04/ - 18ª Escola Bíblica da AD em Sinop-MT

MAIO

  • 29/04 a 13/05 - Escola Bíblica na Assembleia de Deus em Ota - Ministério Belém no Japão (COMADEJA)
  • 14 a 20/05 - Escola Bíblica de Obreiros da AD em Abreu e Lima-PE
  • 05/2012 - 7º Simpósio de EBD na ADPAR-RN (dias à confirmar)

JUNHO

  • 08 a 10/06 - Simpósio de Educação Teológica CEC-CGADB/CPAD na AD em Ananindeua-PA

JULHO

  • 07/2012 = 10ª Escola Bíblica da AD em Americana-SP (dias à confirmar)
  • 14 a 25/07 - Viagem para Israel - Caravana Jerusalém de Ouro

AGOSTO

  • 03 a 05/08 - 2º Encontro de Professores de EBD na AD em Aracati-CE

OUTUBRO

  • 11 a 13/10 - 4ª Escola Bíblica da AD em Carapina (Serra-ES)
  • 15 a 17/10 - Simpósio de Educação Teológica CEC-CGADB/CPAD na AD em Abreu e Lima-PE
  • 19 a 21/10 - 4º Congresso de EBD da AD em Canaã dos Carajás-PA

sábado, 19 de novembro de 2011

OS FATOS SOBRE A MÚSICA TEMA DOS VÍDEOS DE MENSAGENS DO EVENTO DOS GIDEÕES MISSIONÁRIOS DA ÚLTIMA HORA (GMUH)

Depois de ouvir muitas coisas acerca da origem e da natureza da música tema dos vídeos de mensagens do evento dos "Gideões Missionários da Última Hora", resolvi pesquisar sobre o assunto. Segue abaixo as informações colhidas sobre a questão.

O VÍDEO DA MÚSICA TOCADA POR SEU COMPOSITOR
ORIGINAL



A LETRA DA MÚSICA TOCADA COMO FUNDO MUSICAL NOS VÍDEOS DOS GIDEÕES
MISSIONÁRIOS DA ÚLTIMA HORA

Adagio in C Minor (Letra)

Come è dolce la primavera
Dopo il freddoinverno
Si laterra aspetta il raggio del sole
E una nuova vita lo sai
Ma l'amore
Tu sei il sole
La luce che brilla per me
Ma adesso ti bacio e vivo
Amore lo so che non c'è vita senza te

Tu sei il sole, la luna, la stella bella
Il mio mondo gira insieme a te
Tu sei l'aurora, la luce
Che splende al mattino
Piena di rosa melodia che suona per me

Amore vorrei sposarti
E non trovo le parole per descriver questo amor

Tu sei il sole, la luna, la stella più bella
Ed io appartengo a te
Tu sei l'aurora, la luce che splende al mattino
Piena di rosa melodia che suona per me

Amor lo sai quanto t'amo
Amor diamoci la mano
Aaaa l'amo dentro
Sai com'è sempre insieme a me
Sai com'è com'è

Lo so chesempre ti amerò
Sempre ti amerò

A letra da música é basicamente romântica, e faz parte do albúm Tribute (2ª faixa musical), do compositor Yanni.

Fonte: Letras Terra

O COMPOSITOR DA MÚSICA

Yanni, (nascido Yiannis Chrysomallis, grego: Γιάννης Χρυσομάλλης, Kalamata, Grécia, 14 de novembro de 1954) é um músico, tecladista e compositor.

Os pais de Yanni Chrysomallis eram artistas e fãs de música clássica. Filho de uma cantora e de um violonista, Yanni cresceu ouvindo Beethoven, Mozart, Chopin, Stravinsky e outros grandes nomes eruditos. Estas acabaram se tornando as maiores influências de sua carreira como tecladista e compositor de um estilo que ele prefere chamar de instrumental contemporânea.[1]

Apesar de sempre ter sido um amante de música, Yanni passou a infância e adolescência dedicando-se à natação, e aos 14 anos já havia batido recordes na Grécia como nadador. [2]

Aos 18 anos, mudou-se para os Estados Unidos, onde cursou psicologia na Universidade de Minnesota por três anos e meio. No entanto, ao terminar a faculdade, decidiu abandonar a carreira de psicólogo antes mesmo de iniciá-la, resolvendo dedicar-se apenas à música. Aos 21 anos, Yanni aprendeu a tocar teclado sozinho e passou a fazer parte de uma banda de rock local intitulada Chameleon.

Alguns anos depois, decidiu mudar-se para Los Angeles com o baterista Charlie Adams, que conhecera na época do Chameleon, e começou a gravar suas próprias composições pelo selo Private Music. Em 1986 lançou seu primeiro álbum, Keys To Imagination. O álbum trouxe a Yanni um impressionante séquito de fãs.

A partir daí, não demorou muito para o tecladista estabelecer-se como um conceituado músico de estúdio, compositor de jingles e produtor. Pouco tempo depois, Yanni tornou-se um dos artistas mais vendidos do selo Private Music.[2]

Considerado um dos nomes de maior destaque no segmento instrumental, a fama de Yanni aumentou a partir de seu relacionamento com a atriz americana Linda Evans, no início da década de 1990. Por ser muito popular nos Estados Unidos na época, Evans foi a maior responsável pelo grande interesse da mídia pelo tecladista. Eles tiveram um relacionamento de amor que durou nove anos.

Por ser autodidata, Yanni não sabe ler ou escrever músicas do modo tradicional. Ao invés disso, inventou uma maneira própria de compor ainda na infância e continua criando suas músicas usando a mesma técnica até hoje, depois de quase vinte anos de carreira e mais de vinte e dois discos. Sua sonoridade é ao mesmo tempo acessível e elaborada, sempre unindo o pop e a música clássica. As composições de Yanni também ficaram famosas nos Estados Unidos após terem sido usadas em programas de televisão e na abertura dos Jogos Olímpicos.

Fonte: Wikipédia

NEW AGE (NOVA ERA): O GÊNERO MUSICAL DE YANNI

Em sua biografia na Wikipédia, o gênero musical de Yanni é caracterizado como New Age (Nova Era). No verbete sobre a New Age, a mesma Wikipédia diz:

A música New Age, também conhecida como música da Nova Era, é um gênero musical que se caracteriza por uma melodia suave, sons instrumentais (harpa, teclado, flauta, violão, órgão) e vozes etéreas. Este gênero musical também utiliza sons da natureza em suas músicas.

É muito usada para meditação por seguidores de várias crenças espiritualistas. Este gênero musical busca despertar sentimentos de harmonia, paz interior e valorização da natureza (animais, plantas, recursos minerais).

O estilo musical New Age surgiu na década de 1960, no contexto do desenvolvimento da cultura hippie (liberdade, respeito, paz e amor). Uma das principais vertentes da New Age é a Space Music conhecida pelas obras de temas espaciais criadas na década de 1970 e 1980 por artistas como Vangelis e Jean Michel Jarre. Os temas espaciais são produzidos através de texturas eletrônicas e sons sintetizados.

A cantora irlandesa Enya é um dos principais expoentes da música New Age mundial. Podemos citar como outros importantes músicos e grupos New Age: Era, Yanni, William Jackson, Secret Garden,Enigma, Enam, Sarah Brightman, Adiemus, Angels & Airwaves, Blackmore night, Love Orchestra, Singh Kaur, Marcomé, Valensia, Kitaro, Karunesh, Deep Forest, Gregorian, Libera Voices, Loreena McKennitt, Celtic Woman. No Brasil, destacam-se os músicos Corciolli, Marcus Viana, Eloy Fritsch, Áurio Corrá, Marcelo Nadruz e Tomaz Lima.

(Fonte: Wikipédia)

Observe que o nome de Yanni aparece como um importante músico do movimento New Age.

O MOVIMENTO NEW AGE (NOVA ERA)

O movimento da Nova Era (do inglês New Age) possui muitas subdivisões, sendo geralmente uma fusão de ensinos metafísicos de influência oriental, de linhas teológicas, de crenças espiritualistas, animistas e paracientíficas, com uma proposta de um novo modelo de consciência moral, psicológica e social além de integração e simbiose com o meio envolvente, a Natureza e até o Cosmos. [...]

Tipicamente, os new agers partilham de algumas, (não necessariamente de todas), das seguintes crenças que foram adotadas de outras filosofias a fim de completar sua propria ideologia:
  1. Toda a Humanidade, - na verdade toda a vida, tudo no Universo. - é espiritual e está ligado entre si. Tudo participa da mesma Energia. Deus é o nome para esta ENERGIA.
  2. Os seres espirituais (exemplo: anjos, guias espirituais, elementais, espíritos, extraterrestres, ...) existem. Podem nos guiar se nos dispusermos a ser por eles guiados.
  3. A mente humana tem níveis de profundidade e vastos poderes que podem mesmo substituir a realidade. "tu crias a tua própria realidade com a tua mente". No entanto isto é determinado por algumas leis espirituais (karma).
  4. O indivíduo nasce na terra com um propósito. Tem a missão de aprender. A mais importante lição para aprender nesta vida é o Amor.
  5. A morte não é o fim. Há vida em diferentes formas e dimensões. Uma vida depois da morte não existe nunca para nos punir mas para nos ensinar pelos mecanismos da Reencarnação e eventualmente pelas experiências de Quase Morte.
  6. A Ciência e a Espiritualidade são em última análise harmonizáveis. As novas descobertas em Ciência, Teoria da Evolução, Mecânica Quântica entendidas de maneira acertada apontam para princípios espirituais.
  7. Há uma coisa partilhada por todas as religiões, que a Intuição ou "ser guiado divinamente" é melhor para ser usado na nossa vida pessoal do que o racionalismo, o cepticismo ou o método científico. A ciência ocidental erradamente negligencia coisas como a parapsicologia, a meditação, e a saúde holística.
  8. Há um núcleo místico de sabedoria em todas as religiões Orientais e Ocidentais. O dogma e a identidade religiosa não são importantes mas sim o conteúdo espiritual.
  9. Há princípios místicos masculino/feminino nas coisas, que assim como no ying/yang só se completam na sua união.
  10. As formas femininas da espiritualidade, incluindo imagens femininas do divino, são vistas como tendo sido subordinadas, escondidas pelas religiões tradicionais patriarcais. São divindades anteriores às religiões patriarcais. O renascimento do feminino é particularmente apropriado ao nosso tempo.
  11. As antigas civilizações como a Atlântida devem ter existido deixando para trás certos monumentos (como As Pirâmides do Egipto, Stonehenge) cuja verdadeira natureza não foi descoberta pelos Historiadores mainstream.
  12. Não há coincidências (Jung chamou a isso de Sincronicidade). Tudo à tua volta tem significado espiritual. E tudo te pode ensinar lições espirituais. As adversidades são lições de vida.
  13. A mente tem poderes e capacidades escondidos que têm significado espiritual. Os sonhos e as experiências psíquicas são modos de as almas se expressarem.
  14. Meditação, yoga, t'ai chi, e outras práticas orientais são válidas e devem ser desenvolvidas.
  15. A comida que comes afecta-te a mente assim como o corpo. É preferível comer comida vegetariana. A carne tem por base a morte de animais, é por isso um alimento que tem dentro uma carga de violência.
  16. Em rigor qualquer relação interpessoal tem potencial para desenvolvermos o nosso espírito.
  17. Aprendemos nas relações com as outras pessoas passando a saber o que é que precisamos de desenvolver em nós próprios e quais forças temos que trazer aos outros para também os ajudar.
  18. Todas as nossas relações vão ser repetidas até serem curadas, se necessário através de várias encarnações.
  19. Como Almas que procura a unidade com o Todo o nosso objectivo último é o de Amar a toda a gente com quem temos contacto.
  20. Certas localidades certos locais têm propriedades especiais de energia, esta pode ser energia feminina ou masculina. Esses locais são chamados de vortex (ou portais) e esses locais são considerados sagrados e têm propriedades curativas pelas populações ancestrais indígenas desses locais.
Fonte: Wikipédia

AS MINHAS CONSIDERAÇÕES E OBSERVAÇÕES SOBRE O USO DA MÚSICA DE YANNI COMO TEMA DAS MENSAGENS DOS VÍDEOS DOS GIDEÕES MISSIONÁRIOS DOS GIDEÕES DA ÚLTIMA HORA

Diante da exposição dos fatos acima, é preciso deixar claro o seguinte:

1. Não estou afirmando que os Gideões Missionários da Última Hora estão associados ao movimento Nova Era.

2. Não estou afirmando que na produção dos vídeos das mensagens, os GMUH já possuíam o conhecimento dos fatos aqui expostos.
3. Não tenho intenção alguma de colocar em dúvida a integridade e a relevância do trabalho missionário dos GMUH.

O caráter deste post é meramente informativo, embora em minha opinião pessoal o uso da referida música, ou de outras deste gênero envolvidas direta ou indiretamente com o movimento New Age, não é conveniente e adequado à proposta e ao caráter do evento realizado em Camboriú-SC, nem ao projeto missionário dos GMUH.


Fica aqui a minha colaboração diante do assunto.

Canaã dos Carajás-PA, 19/11/2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 4º Trimestre/2011

A Presente lição sequencia os resultados do avivamento estudado desde a Lição 6. Em seu primeiro ponto, a ênfase recai sobre a relação que um genuíno avivamento produz entre o crente e as Escrituras, traduzida num único termo: obediência.

OBEDECENDO A PALAVRA DE DEUS

O exemplo dos líderes é destacado pela posição que ocupam, e pelo grau de conhecimento da Palavra que possuem: "E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá." (Lc 12.48b)

Liderança é influência. Um caráter reprovável e a falta de um bom exemplo promovem grandes estragos no Reino de Deus.

Observamos em nossos dias uma clara contradição entre o ensino ortodoxo de alguns líderes, e seu comportamento fora do púlpito.

O líder precisa viver o que prega.

Muitos pregam sobre o valor da casamento e da família, mas se divorciam por qualquer motivo.

Muitos pregam sobre honestidade, mas dão calote na praça.

Muitos pregam sobre fidelidade, mas são traidores.

Muitos pregam sobre verdade, mas são mentirosos.

Muitos pregam sobre moralidade, mas usam de todos os artifícios imorais para se manterem em cargos e posições eclesiásticas ou paraclesiásticas, com direito a compra de voto, suborno e toda sorte de "esquema" mundano.

Muitos pregam sobre santidade, mas estão vivendo com pecados encobertos.

Muitos pregam sobre generosidade, mas são avarentos.

Muitos pregam sobre bondade, mas são maus.

Muitos pregam sobre humildade, mas são arrogantes e orgulhosos.

Muitos pregam sobre o princípio do servir, mas são dominadores e exploradores.

Muitos pregam sobre o valor da Palavra, mas a contradiz com a tradição.

Muitos pregam sobre a plenitude do Espírito, mas estão vazios.

Muitos pregam sobre simplicidade, mas são vaidosos ao extremo.

Muitos pregam sobre a excelência do ministério, mas o trocaram pelo poder secular e temporal.

Muitos pregam sobre espiritualidade, mas são cínicos hipócritas.

Muitos pregam sobre unidade, mas são facciosos.

Muitos pregam sobre paz, mas vivem em guerras pessoais, ministeriais e convencionias.

Muitos pregam sobre o céu, mas caminham para o inferno.

Um genuíno e pleno avivamento promove transformações na liderança, em qualquer época e lugar.

Vivemos um genuíno avivamento a nível denominacional (local ou nacional)?

UM POVO SEPARADO

A lição, em seu segundo ponto enfatiza o jugo desigual no casamento, e sem dúvida alguma, há muitos problemas que podem decorrer disso. Acontece que o jugo desigual não é algo que se vive apenas na dimensão do casamento. A advertência do jugo desigual está num contexto bem mais amplo que o casamento:

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Co 6.14)

Há jovens que são disciplinados porque se casaram com um não crente, ou com um membro de outra denominação, enquanto o mesmo pastor que os disciplinou se "casou" politicamente com um não crente, fazendo aliança política para obter vantagens e privilégios pessoais.

O CUIDADO COM O TEMPLO

Cuidar do espaço cúltico é uma questão de bom senso. Seja uma catedral ou uma casa comum, o lugar do culto deve ter a devida manutenção. O grande problema é quando o lugar ganha mais importância que o próprio culto. A "Casa de Deus" é por alguns mais adorada que o próprio Senhor:

"O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens." (At 17.24)

O templo tem sido para muitos símbolo de status e poder ministerial. Vivemos num contexto onde o sucesso ministerial de um obreiro é medido pelas dimensões da catedral que construiu. Podemos construir grandes espaços cúlticos? Entendo que sim, desde que algumas coisas sejam consideradas, dentre as quais:

- Não abusar na ostentação do luxo. É possível construir um templo simples, funcional e aconchegante
- Não comprometer a obra social
- Não comprometer a obra missionária
- Não comprometer o salário dos obreiros
- Não usar as ofertas para priorizar as coisas em detrimento das pessoas

Independente de onde, congregar é uma necessidade que não deve ser negligenciada. A onda dos "desigrejados" não se fundamenta à luz da Palavra. Precisamos congregar para abençoar e sermos abençoados com os dons e talentos distribuídos pelo Espíriro à Igreja (1 Co 12.11). É preciso estar juntos: "Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum." (At 2.44)

Na graça de Jesus e no poder do Espírito, vivamos de fato compromissados com a Palavra, para a glória de Deus.

Vivamos um genuíno avivamento.