domingo, 31 de julho de 2011

1º ENCONTRO DE PROFESSORES DE ESCOLA BÍBLICA - AD EM ARACATI-CE (ESBOÇO)


A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO ESPIRITUAL, PEDAGÓGICA E TEOLÓGICA DO PROFESSOR DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

1 A Preparação Espiritual do Professor da EBD

1.1 A vocação para o magistério cristão
1.2 A soberania de Deus na escolha de mestres
1.3 A graça de Deus na escolha de mestres
1.4 A capacitação do Espírito para o ensino
1.5 A cooperação de Deus no ensino

2 A Preparação Pedagógica do Professor da EBD

2.1 O investimento do professor em sua formação
2.2 O professor e o plano de aula
2.3 O professor e o domínio do conteúdo
2.4 O professor e os objetivos da aula
2.5 O professor e os métodos de ensino
2.6 O professor e os recursos didáticos
2.7 O professor e a avaliação

3 A preparação Teológica do Professor da EBD

3.1 O estudo informal das Escrituras (leituras, seminários, cultos e reuniões de ensino, etc.)
3.2 O estudo formal das Escrituras (cursos teológicos)
3.3 O conhecimento sistemático das Escrituras
3.4 O conhecimento histórico das Escrituras
3.5 O conhecimento cultural das Escrituras
3.6 O conhecimento linguístico das Escrituras
3.7 O conhecimento exegético e hermenêutico das Escrituras (interpretação e iluminação)

COMBATENDO A EVASÃO NA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

FERRAMENTAS PARA UMA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL MAIS INTERATIVA E DINÂMICA

1 Descobrindo as Causas da Evasão Escolar

1.1 A importância das reuniões participativas

1.2 A importância das discussões abertas

1.3 A importância das soluções conjuntas

1.4 A importância da implementação das ações

Atividade

Listar as possíveis causas da estagnação de matrículas e evasão escolar na Escola Bíblica Dominical, e apresentar propostas de solução.

REQUISITOS E PRINCÍPIOS PARA UMA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL IDEAL

1 1 Investimentos Inclusivos

1.1 Uma Escola Bíblica Dominical para todos

2 2 Investimentos Estruturais

2.1 Instalações físicas adequadas

3 3 Investimentos Materiais

3.1 Materiais e recursos didático-pedagógicos

4 4 Investimentos Formacionais

4.1 Formação continuada do corpo administrativo e docente

5 5 Investimentos Relacionais

5.1 Interatividade e afetividade nas múltiplas relações

IX EBORN - ESCOLA BÍBLICA DO OESTE DO RN (ESBOÇO DE MINHAS AULAS)


1.3 O Obreiro do Senhor e a Administração no Lar

"e que governe (gr. proistámenon, i.e. dominar, administrar, cuidar. Verbo particípio, presente, médio) bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?);” (1 Tm 3.4-5)

CONCEITOS

"A Administração ou gestão pode ser definida como o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar os esforços das pessoas envolvidas numa organização e de utilizar todos os recursos organizacionais disponíveis para alcançar objetivos previamente estabelecidos" (CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos Novos Tempos. 2. Ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999, p. 14).

“Administração é o processo de consecução dos objetivos organizacionais de uma maneira eficiente, eficaz e efetiva, por meio do planejamento, da organização, da liderança e do controle dos recursos organizacionais” (CARAVANTES, Geraldo R.; PANNO, Cláudia C.; KLOECKNER, Mônica C. Administração: teorias e processos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005, p. 385)

O Processo Administrativo:

- Planejamento: Planejar é estabelecer objetivos e o curso de ação adequado para alcançar esses objetivos (CHIANENATO, ibid., p. 15). Implica em avaliar o futuro e preparar-se para ele [...] (CARAVANTES; PANNO; KLOECKNER; ibid., p. 404).

- Organização: Organizar é engajar as pessoas em um trabalho conjunto de uma maneira estruturada para alcançar objetivos comuns (CHIAVENATO, ibid.). Organizar envolve criar ou desenhar tarefas, agrupar tarefas e delegar autoridade (CARAVANTES; PANNO; KLOECKNER; ibid., p. 468).

- Direção ou Liderança: Liderança é o processo de influência dirigido para modelar o comportamento de outras pessoas (BAAS, B., 1990 apud CARAVANTES; PANNO; KLOECKNER; ibid., p. 505). É a colocação em marcha daquilo que foi planejado e organizado (CHIAVENATO, ibid.).

- Controle: Controlar é fazer que algo aconteça do modo como foi planejado (CARAVANTES; PANNO; KLOECKNER; ibid., p. 532). Envolve o acompanhamento, monitoração e a constante avaliação do desempenho organizacional (CHIANENATO, ibid., p. 16).

Sem a aplicação dos princípios que fundamentam e norteiam o processo administrativo, o obreiro não alcançará sucesso na administração de sua vida pessoal, do seu lar e da igreja.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

IX EBORN - ESCOLA BÍBLICA DO OESTE DO RN (ESBOÇO DE MINHAS AULAS)

1. A VIDA CRISTÃ DO OBREIRO DO SENHOR NO LAR

A habilitação, a sustentação, o equilíbrio, a autoridade e a prosperidade do obreiro cristão se relacionam diretamente com a sua vida e conduta em seu lar.

1.1 O Relacionamento do Obreiro do Senhor com a sua Esposa

- Dedicar tempo e atenção (quantidade e qualidade):

“O que realmente eu quero é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor; mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa, e assim está dividido. Também a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito; a que se casou, porém, se preocupa com as coisas do mundo, de como agradar ao marido. Digo isto em favor dos vossos próprios interesses; não que eu pretenda enredar-vos, mas somente para o que é decoroso e vos facilite o consagrar-vos, desimpedidamente, ao Senhor. (1 Co 7.32-35, ARA)

- Promover satisfação afetiva, emocional e sexual

“Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza (gr. porneia, i.e., pecados sexuais), cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido. O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência (gr. akrasia, i.e., sem autocontrole). E isto vos digo como concessão e não por mandamento. Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro.” (1 Co 7.1-7, ARA)

- Amar

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula (gr. spílon ,i.e., mancha, contaminação), nem ruga (gr. rytída, i.e., prega na face), nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem (gr. opheílo, verbo no presente, indicativo, ativo, i.e., contínua obrigação e dever moral) amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo. Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido.” (Ef 5.25-33, ARA)

Obs: Os termos usados aqui são tirados da esfera da beleza, saúde e simetria física, para denotar a perfeição espiritual (EADIE apud RIENECKER e ROGERS, Chave Linguística do Novo Testamento Grego, São Paulo: Vida Nova, 1995, p. 400).

- Considerar, Honrar e Dignificar

“Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração (gr. aponémontes timén, i.e., atribuindo honra. Verbo particípio, presente, ativo), para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações.” (1 Pe 3.7, ARA)

1.2 O Relacionamento do Obreiro do Senhor com os seus Filhos

- Promover Educação

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (PV 22.6, ARA)

- Ampliar o Tempo e a Comunicação

“Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas. (Dt 6.6-9, ARA)

- Transmitir Afeto

“Trazendo uma criança, colocou-a no meio deles e, tomando-a nos braços, disse-lhes: Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou.” (Mc 9.36-37, ARA)

“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.” (Lc 15.20, ARA)

- Disciplinar e Admoestar no Senhor

“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina (gr. paidéia, i.e., educação, instrução, formação) e na admoestação (gr. noythesía, i.e., refere-se ao treinamento com palavras – encorajamento – mas também denota a reprovação, repreensão, correção quando são requeridos, Trench apud Rienecker; Rogers, ibid.) do Senhor.” (Ef 6.4, ARA)

Continua...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

JOHN STOTT PARTE PARA ESTAR COM O SENHOR


Ontem, dia 27/07, em Londres, por causas naturais, aos 90 anos de idade, partiu para estar com o Senhor o pastor, teólogo e escritor John Stott.

Seus livros, principalmente os comentários bíblicos (atualmente estou lendo "A Mensagem de I Timóteo e Tito), estão presentes em minha biblioteca pessoal.

Que o Senhor conforte a sua família.

Leia mais em Cristianismo Hoje

AS CARACTERÍSTICAS DE UMA LIDERANÇA CRISTÃ SAUDÁVEL: Tito 1.1-4


Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade, na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternose, em tempos devidos, manifestou a sua palavra mediante a pregação que me foi confiada por mandato de Deus, nosso Salvador,a Tito, verdadeiro filho, segundo a fé comum, graça e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador. (Tt 1.1-4, ARA)

Uma igreja saudável possui uma liderança saudável. A saúde espiritual, moral e doutrinária da liderança de uma igreja, pode ser observada de várias formas na carta que o apóstolo Paulo escreveu a Tito. Uma liderança saudável é equilibrada:

1. Na forma de perceber e demonstrar a importância da humildade e da autoridade em sua vocação ministerial (v. 1a). Em sua saudação inicial, Paulo se apresenta como "servo de Deus" e "apóstolo de Jesus Cristo". O termo "servo" (gr. doulos, escravo), fala de sua disposição voluntária de sujeição e subserviência a Deus, enquanto que "apóstolo" (gr. apostolos, embaixador), fala da autoridade espiritual e ministerial que Cristo lhe investiu para a realização de sua obra.

Quando líderes percebem a sua condição de servos, não se conduzem com dominadores, opressores, proprietários e exploradores do rebanho (Mt 20.25-28; Lc 17.7-10; 1 Pe 5.1-3). Quando líderes percebem a sua condição de servos, não se encantam com tronos (Mt 20.20-24), antes, buscam toalhas, bacias e água (Jo 13.3-16).

Quando líderes percebem a sua condição de autoridades, não negligenciam o valor do exemplo (1 Tm 4.12b; Tt 2.7-10), e exercem com firmeza o seu ministério (Tt 2.15a). Não se deixam levar, nem se permitem ser manipulados por quem quer que seja, por interesses egoístas e espúrios. Não se intimidam com as ameaças e conchavos dos opositores e inimigos da obra (1 Tm 4.12a; Tt 15.b)

2. Na forma de perceber a importância da fé e do conhecimento em sua vocação ministerial (v. 1b). Uma liderança equilibrada e saudável é cheia de fé (Mt 21.21; Lc 17.5-6; At 6.8; 1 Tm 3.13) e do Espírito Santo (At 2.1-4; 6.3; 9.17 ss), e não despreza o valor do conhecimento (1 Tm 3.2; 2 Tm 3.14-15; Tt 1.9; 2 Pe 3.14-18).

É possível associar e vivenciar espiritualidade e intelectualidade, piedade e profundidade bíblica.

3. Na forma de perceber a importância da soberania de Deus e da graça de Jesus em sua vocação ministerial (v. 3 e 4). Em Tito 1.3 lemos: "mas, a seu tempo, manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador,". Deus, em sua soberania, determina quando, o quê, onde, como e quem realizará a sua obra. Foi segundo o "mandamento" de Deus que Paulo foi posto (1 Tm 1.12) e exerceu o seu ministério.

A decisão soberana de Deus em nos vocacionar para a sua obra precisa ser entendida à luz da graça, da misericórdia, do amor e da paciência dele para conosco (1 Tm 1.14-16; Tt 1.4).

Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém! (1 Tm 1.17)

Liderança com saúde, igreja com saúde!

terça-feira, 26 de julho de 2011

IX EBORN - ESCOLA BÍBLICA DO OESTE DO RIO GRANDE DO NORTE

CARTAZ IX EBORN - VISUALIZAÇÃO (1)

A Assembleia de Deus em Mossoró-RN, igreja liderada pelo pastor Martim Alves, realizará a IX EBORN - Escola Bíblica de Obreiros do Oeste do Rio Grande do Norte.

As inscrições já estão abertas no Templo Sede da AD em Mossoró-RN, situado na Av. Dix-Neuf Rosado, 155 – Centro.

Contato e Informações: (84) 3321-5721

domingo, 24 de julho de 2011

O REINO DE DEUS ATRAVÉS DA IGREJA (3). Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 3º Trimestre/2011

A IGREJA COMO AGENTE DO REINO DE DEUS - Alderi Souza de Matos

"O Novo Testamento não identifica a igreja com o reino de Deus. Obviamente há uma relação entre ambos, mas não uma coincidência plena. A igreja tem limites claros, assume formas institucionais, tem líderes humanos. Nada disso se aplica ao reino de Deus, que é mais intangível, impalpável. Este é uma realidade que transcende os limites da igreja e que pode não estar presente em todos os aspectos da vida da igreja. É como dois círculos que se sobrepõem em parte e que se afastam em parte. Historicamente, a igreja por vezes tem se harmonizado com o reino, outras vezes tem estado em contradição com ele."

Leia o artigo completo em Portal Mackenzie

O REINO DE DEUS ATRAVÉS DA IGREJA (2). Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 3º Trimestre/2011

Neste segundo post sobre a Lição 5, resolvi publicar novamente dois vídeos meus, que dentre outras questões, abordam também o tema "Quem é o Maior no Reino de Deus", enfatizado no ponto III.

Infelizmente, o desejo e a disputa por tronos, cargos e posições de destaque (primeiros lugares) está (ou continua) em alta em alguns setores evangélicos brasileiros.

Aproveite a presente lição e discuta com os seus alunos sobre esta lamentável realidade, e o que fazer para resistir, contestar e mudar este quadro.



O REINO DE DEUS ATRAVÉS DA IGREJA (1). Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 3º Trimestre/2011

A Lição 5 enfatiza a manifestação do Reino de Deus neste mundo, mediante a proclamação do Evangelho de Cristo (pregação e ensino), a comunhão e o serviço (socorro aos necessitados).

A recorrência do tema me faz postar novamente algumas questões trabalhadas no trimestre passado e na lição anterior a esta.

EVANGELIZAÇÃO

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura." (Mc 16.15)

"[...] mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra." (At 1.8)

O principal objetivo do batismo com o Espírito Santo foi o de capacitar a Igreja para pregar o Evangelho de poder, com poder. Na Bíblia, temos a mensagem do Evangelho, que deve ser pregada em todos os lugares e a toda criatura. Mas, como pregar o Evangelho? Quais os métodos e estratégias? Um olhar sobre os evangelhos e sobre o livro de Atos, nos revela que várias foram as maneiras pelas quais o Evangelho foi anunciado, pregado, proclamado e testemunhado.

No que se refere a Assembleia de Deus no Brasil enquanto denominação pentecostal, dois métodos de evangelização foram bem marcantes ao longo dos seus 100 anos de existência: o evangelismo de abordagem pessoal e as cruzadas ou concentrações evangelísticas.

No caso do evangelismo pessoal, ele sempre foi realizado em praças, ruas, presídios, hospitais, etc. Já as cruzadas ou concentrações, foram e são marcadas em locais estratégicos, que comportam um número considerável de pessoas.

Não temos dúvidas de que estes métodos colaboraram, e ainda colaboram para o crescimento da igreja nos dias atuais. A questão é a seguinte: Estes métodos estão conseguindo manter os índices de crescimento e dando os resultados de outrora? Me parece que não.

É visível e notória a diminuição da presença de crentes no evangelismo pessoal da igreja (em alguns locais já não existe evangelismo). Por muitos anos, a tarde do domingo foi "sacralizada" como o momento para o evangelismo pessoal da comunidade cristã local. Alcancei o tempo em que crentes eram ameaçados com a possibilidade de "castigos divinos", "punições do alto" e outras mazelas, caso não evangelizassem no domingo à tarde. Alguns foram severamente estigmatizados, mesmo quando a falta no evangelismo era justificável. De uma forma tímida, algumas igrejas, percebendo os baixos resultados do evangelismo "tradicional", resolveram mudar (ou dar outras alternativas) o dia do evangelismo. Acontece que a questão do evangelismo pessoal não se limita ao dia ou ao horário, mas, e principalmente, ao método.

O tema "missões urbanas" está em voga nos centros acadêmicos teológicos, em palestras e na literatura evangélica. Qual a razão? A nova realidade brasileira. Aquele "saudoso" tempo de pessoas nas calçadas e ruas, sem pressa, disponíveis para ouvir, já é quase parte apenas de nossa memória e lembranças. As grandes massas estão concentradas nas cidades, e vivenciando novas realidades. Condomínios fechados, prédios de luxo inacessíveis, pressa, indisponibilidade para ouvir, estresse, trabalho exaustivo e outras questões, mudaram a rotina e o comportamento das pessoas. As igrejas que mais crescem na atualidade são aquelas que percebendo a realidade e os desafios dos novos tempos, procuram adequar seus métodos de evangelismo, sem abrir mãos dos princípios bíblicos. Hoje, tem dado muito certo a evangelização através de reuniões e estudos bíblicos nos lares. Alguns líderes olham com desconfiança esta prática, associando-a equivocadamente ao G12 e às igrejas em células. A igreja primitiva usou o método de reuniões domésticas com sucesso (At 2.46; 20.20; 1 Co 16.19 etc.).

Deus tem uma direção para cada época, basta que oremos e analisemos a situação, dependendo em tudo da direção e orientação do Espírito. Alguns parecem estar tão ocupados, que em vez da oração, análise e discussão de ideias, preferem comprar livros com "fórmulas de crescimento", tipo receita pronta, para aplicar e "funcionar".

Em relação às cruzadas ou concentrações evangelísticas, que em boa parte dos casos são concentrações apenas de crentes, onde a pipoca, o refrigerante, o cachorro quente e o espetinho chamam mais a atenção do que a pregação da Palavra, os baixos resultados são alarmantes. Neste caso, penso que em alguns lugares falta um planejamento estratégico, do tipo que víamos nas cruzadas do saudoso pastor e missionário Bernhard Johnson. Outro grande problema é a falta de acompanhamento e discipulado dos novos convertidos. Observem a discrepância do número daqueles que atendem ao apelo nas cruzadas, em relação ao número daqueles descem às águas batismais.

É tempo de repensar os nossos métodos de evangelização, sem necessariamente descartar os "tradicionais".

EDUCAÇÃO CRISTÃ (ENSINO)

"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." (Mt 28.19-20)

Tratantando-se de "educação pentecostal", quero destacar aqui dois espaços educativos: a Escola Teológica e a Escola Bíblica Dominical.

Apesar da grande euforia provocada pelo crescimento e aberturas de instituições de educação teológica mantidas e de alguma forma ligadas às Assembleias de Deus no Brasil, nem sempre a qualidade oferecida em termos de estrutura, conteúdo, grade curricular e professores é a mesma.

Nos dias atuais, em muitas instituições de ensino teológico, o que vemos ainda é a simples reprodução de doutrina e de teologia, sem nenhum pensamento ou argumento crítico, aliás, quando alguém esboça tal iniciativa corre o risco de ser enquadrado no rol dos hereges ou dos subversivos. "É proibido pensar", eis o lema nos muitos espaços do saber e fazer teológico das Assembleias de Deus no Brasil.

O interessante (ou grave) é que professores das mais diversas disciplinas não conseguem chegar a um acordo sobre algumas questões presentes no conteúdo programático do curso e da disciplina. Em certos casos, numa mesma instituição, um professor acaba desfazendo o que o outro ensinou. Essa realidade já saiu das salas das instituições de ensino teológico, e já se encontra presente nos púlpitos das igrejas e nas salas da Escola Dominical.

Os grande desafios para o futuro da educação teológica nas Assembleias de Deus são:

- Primar por uma formação acadêmica presencial, por extensão e a distância de qualidade;
- Combater a mercantilização e a banalização dos cursos teológicos (que em alguns casos viraram simplesmente "negócio");
- Incentivar a produção e a publicação acadêmica (a Casa Publicadora das Assembleias de Deus, na condição de editora oficial, teria uma importância fundamental neste processo);
- Promover o equilíbrio entre ortodoxia (doutrina correta), ortopatia (sentimento correto) e ortopraxia (prática cristã correta).
- Valorizar as orientações, buscar credenciamento e assessoria junto ao Conselho de Educação e Cultura da CGADB.

O principal espaço educativo nas Assembleias de Deus no Brasi, sem dúvida alguma, continua sendo a Escola Bíblica Dominical (já com sinais de decadência e falência em alguns lugares). Ela também deve ser objeto de nossa reflexão neste Centenário. Seus principais desafios, em meu entendimento são:

- Perceber as transformações educacionais e culturais, adequando-se à novas realidades;
- Promover a inclusão daqueles que gostariam de frequentá-la, mas que se encontram impossibilitados pelas mais diversas razões;
- Oferecer uma melhor estrutura física;
- Disponibilizar material didático para professores e alunos;
- Utilizar as novas tecnologias de comunicação e informação a seu favor;
- Investir na formação inicial e continuada de professores, dirigentes e demais colaboradores.

Vejo com otimismo o crescimento e a multiplicação de conferências, simpósios, seminários e outros eventos voltados para a promoção e crescimento da ED, realizados pela CPAD ou pelas igreja locais.

PRÁTICA SOCIAL (SERVIÇO)

"Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta." (Tg 2.14-17)

Sempre que o tema "Ajuda aos Necessitados" é abordado, observamos algumas reações e atentamos para alguns fatos no meio assembleiano. Observemos alguns deles:

1. Um Grande número de alunos, professores, dirigentes e superintendentes de ED questionam as poucas ações concretas nesta área (chamada de "social");

2. Líderes de igrejas, aproveitando o tema da lição bíblica, resolvem fazer campanhas de doações e socorro aos necessitados, mas logo após o estudo da lição abandonam a prática;

3. Se percebe que muitas igrejas nunca vão além da simples distribuição aleatória e desorganizada de cestas básicas, sem nenhum levantamento das reais necessidades dos beneficiários;

4. Uma ênfase num certo socialismo ou comunismo cristão, fruto de uma interpretação equivocada do tema "Comunidade dos Bens". Interessante é que os que defendem teoricamente esta ideia não a colocam em prática, partilhando todos os seus bens com os necessitados;

5. Irmãos, individualmente ou em "grupos", diante do descaso da "instituição" ou da "comunidade cristã" com a ajuda aos necessitados, acabam se achando no direito de administrarem os próprios dízimos e ofertas, não levando em consideração as recomendações (determinações) da liderança;

6. Igrejas se mobilizam para prestar socorro às vítimas de grandes catástrofes naturais em outras regiões, mas no seu cotidiano esquecem de socorrer os seus necessitados (Gl 6.10), e os que vivem em situação de miséria na localidade onde está estabelecida;

7. Para dizer que socorrem os necessitados, algumas igrejas afirmam manter hospitais, escolas, creches, orfanatos, abrigos de idosos funcionando, casas de recuperação etc. Acontece que em alguns casos, as condições de atendimento e assistência são muito precárias. As pessoas lá atendidas sofrem de um grande descaso e desumanização;

8. É afirmado ainda, que a igreja faz o trabalho social muito bem, mas sofre por não divulgá-lo. Entendo que pelo menos os membros deveriam tomar conhecimento das ações em favor dos necessitados;

9. A calamidade dos necessitados se acentuam diante da ostentação e da vida regalada de algumas lideranças, através da aquisição e exibição dos símbolos capitalistas de "poder" e "status ministerial". Na versão e lógica "espirituosa" deste capitalismo selvagem (Teologia da Prosperidade), quanto mais o pastor ou líder ficar rico (ou pelo menos parecer), mas demonstrará o quanto o seu ministério é abençoado por Deus. Obviamente esta lógica acaba trazendo problemas para alguns líderes de igrejas na atualidade. Por exemplo, podemos citar a necessidade de um pastor precisar de "seguranças". Tal necessidade é resultado direto da ostentação já citada. Citamos ainda o receio que alguns possuem de terem seus filhos ou parentes sequestrados. Não consigo imaginar Jesus, Pedro, Paulo, João, Tomás de Aquino, Agostinho, Lutero, Calvino e outros ícones da fé precisando de seguranças particulares. Alguma (ou muita) coisa está errada. Viver dignamente do evangelho foi trocado por viver explendorosamente, ou regaladamente do evangelho;

10. É interessante também afirmar, que diante do exposto no ponto acima, dentro de um mesmo ministério, há líderes que abusam das regalias enquanto outros passam extrema necessidade. A ideia, volto a deixar claro, não é a de um socialismo ou comunismo ministerial cristão, falo sim (pois há uma série de fatores e variantes aqui envolvidos) da necessidade de diminuir a distância "econômica", promovendo um viver digno para todos.

Se a sua igreja mantém instituições sociais, faça visitas periódicas ao local, e verifique se as condições oferecidas são humanizadoras. Suas doações, ofertas e dízimos devem ser administrados com responsabilidade.

Não vai adiantar muita coisa (ou nada) estudarmos mais uma vez esses temas (evangelização, educação e ajuda aos necessitados), sem refletir sobre a nossa atual condição (cada um deve assumir a sua responsabilidade), sem discussão, sem propostas de mudanças, sem planos e ações concretas.

Saber sobre, e perceber como as coisas estão não é o suficiente. Necessário é mobilizarmo-nos, agirmos, tomarmos uma iniciativa, para que o nosso discurso religioso, piedoso e pentecostal se concretize, agora no Centenário, e até a volta de Jesus.

Concordo com Lloyd-Jones, quando afirma que "a tarefa primordial da igreja e do ministro cristão é pregar a Palavra de Deus. [...] A igreja não é uma organização ou instituição social, não é uma sociedade política, não é uma sociedade cultural, é 'coluna e baluarte da verdade'." (Pregação e Pregadores, p. 24-28).

Nenhuma atividade realizada pela igreja deve comprometer a prioridade da pregação, do ensino, da proclamação e do testemunho do Evangelho de Cristo Jesus.

A COMUNHÃO DOS SANTOS

O termo grego para “comunhão” é koinonia, que significa “tendo em comum, sociedade, companheirismo”. Dentre outras coisas, denota a parte que alguém tem em algo. “É, assim, usado acerca: das experiências e interesses comuns dos cristãos (At 2.42; Gl 2.9)” (VINE, 2003 p. 485).

Arrington (2003, p. 639) afirma que “A palavra ‘comunhão’ (gr.koinonia) expressa a unidade da igreja primitiva. Nenhuma palavra em nosso idioma traduz seu significado completamente. Comunhão envolve mais que um espírito comunal que os crentes compartilham uns com os outros. É uma participação comum em nível mais profundo na comunhão espiritual que está ‘em Cristo’.” Desta forma, comunhão dos santos é mais do que a simples partilha de bens materiais, é o desfrutar comum das bênçãos espirituais e da participação no corpo de Cristo pelo Espírito.

O termo “santos”, do grego hagios, é geralmente utilizado no plural para identificar todos os que professam a fé em Cristo (Rm 1.7; 1 Co 1.2; Ef 1.1 ss).

A expressão “comunhão dos santos”, do latim communio sanctorum, não aparece na Bíblia, embora idéia esteja presente. O termo foi utilizado pela primeira vez por Nicéias (ou Nicetas) de Remesiana, por volta de 400 d.C.

Conforme o Dicionário Bíblico de Wycliffe (2006, p. 439), os ensinos sobre esta verdade se apresentam da seguinte forma:

- O surgimento da comunhão dos santos: A comunhão dos santos surge com o novo nascimento (Jo 3.1-12), sendo desta forma, limitada àqueles que estão em Cristo Jesus (2 Co 5.7). Por ter um Pai espiritual comum, possuem uma irmandade espiritual comum (Hb 2.11-13)

- A essência da comunhão dos santos: A comunhão representa a unidade espiritual que liga os crentes a Jesus e uns com os outros (Jo 15.1-10; 17.21-23; Ef 4.3-16). Embora transcenda os laços naturais (Gl 3.28; Cl 3.11), não elimina as diferenças comuns às pessoas (1 Co 7.20-24; Ef 6.5-9).

- Os resultados da comunhão dos santos: O compartilhamento mútuo das bênçãos materiais (Rm 12.13; 15.26, 27; 2 Co 8.4; 9.9-14; Fl 4.14-16) é um das manifestações visíveis desta comunhão. Em um nível mais elevado, como já colocamos, a participação nos dons espirituais (MT 25.15; 1 Co 12.1-31) dentro da comunidade cristã, é outra forma de manifestação da comunhão dos santos.

2. A COMUNIDADE DOS BENS

Existem evidências históricas de que a “comunidade dos bens”, entendida como a participação comum de um grupo em todos os bens dos membros deste grupo, foi idealizada por Pitágoras (Kenner, 2004, p. 345) como um modelo utópico e ideal de convivência. Williams (1996, p. 78) e Champlin (2001, p. 824) fazem referência citação de Filo louvando os essênios por esta prática. Josefo (2005, p. 827) relata sobre os essênios: “Possuem todos os bens em comum, sem que os ricos tenham maior parte que os pobres”. E ainda, “Assim, eles se servem uns dos outros e escolhem homens de bem da ordem dos sacerdotes, que recebem tudo o que eles recolhem de seu trabalho e têm o cuidado de fornecer alimento a todos” (Ibid.).

O Novo Testamento registra em várias passagens esta prática (Jo 12.6; Lc 8.3; At 4.36, 57 e 5.1), estando o principal episódio registrado em Atos 2.42-47. Para Champlin (Ibid.) “A a partilha informal, naturalmente alicerçada sobre o amor de um crente por outro, é o padrão das virtudes cristãs, mas isso não precisa transformar-se em uma partilha formal e obrigatória de bens”.

3. IGREJA E COMUNISMO

Alguns defendem a idéia de que Atos 2.42-47 é uma proposta bíblica para o comunismo. “Porém, não há qualquer dogma, no Novo Testamento, no sentido de que a experiência deveria ser universal, compulsória e permanente”. (ibid., p. 826). Observemos a posição de outros estudiosos das Escrituras:

“O fato de mais tarde Barnabé ser destacado por vender uma propriedade indica que esta prática não é algo que todos os crentes fazem (At 4.36,37). Os novos crentes estão dispostos a compartilhar suas possessões quando surgem necessidades (v. 45). O termo comunismo não descreve esta prática. Antes, eles estão expressando amor espontâneo, e é completamente voluntário”. (ARRINGTON, 2003, p. 640)

“O amor cristão manifestou-se num programa social de assistência material aos pobres. Essa atitude cristã de partilhar com os outros parece que se limitou aos primeiros anos da igreja de Jerusalém e não se estendeu às novas igrejas conforme o Evangelho foi sendo levado através da Judéia.” (PFEIFFER; HARRISON, 1987, p. 245)

“Um dos resultados foi a prontidão dos crentes em partilhar seus bens uns com os outros. Isto se tornou prática comum entre os crentes. O verbo está no imperfeito e podia ser traduzido assim: ‘continuavam a usar todas as coisas em comum’. Para esses cristãos a espiritualidade era inseparável da responsabilidade social (Dt 15.4s; At 6.1-6; 11.28; 20.33-55; 24.17 ss). Parece que o comunitarismo teria sido uma solução provisória neste caso, e necessário naquela circunstância”. (WILLIAMS, 1996, p. 77)

“É verdade que Jesus ordenou a um jovem governante rico que vendesse os seus bens e desse o dinheiro aos pobres (Lc 18.18-30), mas a razão para a ordem era testar a fé, e não forçar um nivelamento social e econômico. [...] Jesus disse: ‘Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre’ (Mt 26.11). (PFEIFFER; VOS; REA, 2006, p. 440)

“Que conclusões podem ser tiradas, então, com respeito à abordagem bíblica ao comunismo? Em primeiro lugar, A Bíblia certamente não apóia o Comunismo Marxista com sua filosofia anti-Deus e seu conceito de guerra de classes. Várias passagens (por exemplo Ef 6.5-9; Cl 3.22; 4.1) admoestam os trabalhadores a ter boas relações com os seus patrões e vice-e-versa. Segundo, a posse pública da propriedade entre os crentes parece ter sido restrita a Jerusalém. (idem)

Para concluir, entendo que tanto o Capitalismo Selvagem, quanto o Comunismo Utópico, são sistemas sócio-político-econômicos desprovidos dos princípios bíblicos de amor, comunhão, voluntariedade e generosidade.

Como bem colocam Pfeiffer, Vos e Rea (Ibid, p. 441) “Se os crentes hoje desejarem viver em um acordo onde os cristãos tenham a posse pública dos bens, eles devem se sentir livres para assim proceder; mas a Escritura não os obriga a viver desta maneira, e eles não devem julgar os outros crentes que preferem usufruir a posse privada da propriedade. Todos devem lembrar de que são meramente mordomos de tudo o que Deus lhes tem dado, e que são exortados a exercitar a mordomia fiel das posses que lhe foram confiadas.”

BIBLIOGRAFIA

ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1

JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

PFEIFFER; Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: os evangelhos e atos. São Paulo: IBR, 1997. v. 4

______; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos: Novo Testamento. Belo Horizonte: Atos, 2004.

VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

LANÇAMENTO: UMA IGREJA COM SAÚDE - Pr.Altair Germano

Título: UMA IGREJA COM SAÚDE: estudos bíblicos & escritos

Autor: Altair Germano

Páginas: 288

Preço: R$ 25,00

Categoria: Igreja/ Teologia / Vida Cristã

Formato: 14x21cm

Código: AE 258

Sinopse:

Uma Igreja com Saúde, o novo livro do Pr. Altair Germano, em certa medida é a síntese do pensamento do autor em suas reflexões sobre teologia, igreja, educação cristã, Bíblia, apologética, cotidiano e outros temas que tocam a igreja. Publicada anteriormente sob o título Estudos Bíblicos & Escritos, a obra reúne artigos publicados em seu blog que nesta edição ganharam um tratamento mais adequado e elaborado.

Os artigos foram divididos em partes e os temas foram tratados através de uma escrita clara e objetiva que procura alcançar leitores diversos sem perder a sofisticação e a precisão. Leitores das mais variadas vertentes e níveis de conhecimento e envolvimento com o pensamento cristão serão desafiados e deverão repensar alguns de seus conceitos diante das posições firmes propostas neste texto.

Traz, ainda, prefácio do autor e pastor Ciro Sanches Zibordi.

Faça o seu pedido através do e-mail editora@arteeditorial.com.br ou pelo fone (11) 3923-0009

quinta-feira, 21 de julho de 2011

AGENDA 2011


JULHO

  • 27 a 30/07 - IX EBORN (Escola Bíblica de Obreiros do Oeste do RN) na AD em Mossoró-RN
  • 31/07 e 01/08 - Conferência de EBD na AD em Aracati-CE

AGOSTO

  • 6 e 7/08 - 35º Aniversário do IBADEP (Guaíra-PR)
  • 10 a 12/08 - 26ª AGO da UMADENE no Templo Central da AD em Abreu e Lima-PE
  • 13 e 14/08 - Conferência de EBD na AD em Maracanaú-CE
  • 18 e 19/08 - Fórum de Ciências Bíblicas da SBB em Barueri-SP
  • 21/08 - ELADALPE - Capacitação para Diáconos na AD em Abreu e Lima-PE
  • 26 a 28/08 - 4ª Conferência de Educação Teológica CEC-CGADB/CPAD em Cuiabá-MT
  • 29 e 30/08 - Seminário para Casais na AD em J. Imperial (Várzea Grande-MT)

SETEMBRO

  • 03/09 - ELADALPE na AD em Sapucaia (Olinda-PE)
  • 04/09 - Igreja Presbiteriana da Boa Vista (Recife-PE)
  • 9 a 11/09 - Escola Bíblica de Obreiros na AD em Touros-RN
  • 16 A 18/09 - 4ª Conferência de Educação Teológica CEC-CGADB/CPAD na AD em Florianópolis-SC
  • 23 a 25/09 - Palestra para Casais na AD em Jd. Primavera (Cuiabá-MT)

OUTUBRO

  • 08/10 - Encontro de Líderes na AD em Casa Caiada (Olinda-PE)
  • 12 a 14/10 - Escola Bíblica na AD em Araçatuba-SP
  • 14 a 16/10 - Congresso de Jovens na AD em Araçatuba-SP
  • 22 e 23 /10 - Festividades de Aniversário da AD em Gleba B 1 (Camaçari-BA)
  • 29 e 30/10 - Escola Bíblica de Obreiros na AD em Goianinha-RN

NOVEMBRO

  • 01 e 02/11 - 1º Simpósio de Educação Cristã na AD em Nova Natal - Setor XIV (Natal-RN)
  • 05/11 - Encontro de Líderes na AD em Pau Amarelo (Paulista-PE)
  • 10 a 12/11 - Conferência de EBD na AD em Sinop-MT
  • 18 a 20/11 - 3º Congresso de EBD da AD em Canaã dos Carajás-PA
  • 25 a 27/11 - Palestra para casais em Aracajú-SE (Área 5)

DEZEMBRO

  • 03 e 04/12 - Estudo Bíblico na AD em Vale do Pitimbu (Natal-RN)
  • 09 a 11/12 - Semana da Bíblia na AD em Rio Branco-AC
  • 17 e 18/12 - Festividades da EBD na AD em Baía Formosa-RN

Obs: Nos eventos acima estaremos disponibilizando os nossos livros.

Contatos:

Fones: (81) 9232 0617 Vivo e (81) 9749 8282 TIM
email: altair.germano@gmail.com

A COMISSÃO CULTURAL E A GRANDE COMISSÃO (2). Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 3º Trimestre/2011

Quando o assunto é a Grande Comissão - A Igreja proclama o Evangelho no mundo, algumas questões relacionadas com a nossa (Assembleia de Deus brasileira) prática missionária precisam ser levantadas.

Durante a Convenção Geral de 1930, realizada na cidade de Natal-RN, os obreiros nacionais apresentaram a proposta de que os missionários suecos deveriam lhes passar a direção e a responsabilidade do trabalho no Norte e no Nordeste do Brasil. A posição dos suecos, contada pelo pastor Lewi Petrus foi a seguinte:

"Antes de este assunto ser tratado, os missionários já haviam falado sobre ele e tinham uma proposta preparada para apresentar à Conferência [naquele tempo era comum tanto os obreiros nacionais quanto os suecos se referirem às convenções como conferências]. Haviam chegado à conclusão de que o trabalho nos Estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, onde já haviam cerca de 1000 membros e 160 igrejas, deveria ser entregue inteiramente aos obreiros nacionais. Também foi apresentado pelos missionários que todos os templos e locais de reuniões que pertenciam à Missão deveriam ser entregues, sem nenhum custo, às respectivas igrejas locais brasileiras. Se isto não fora feito, teria de fazer-se e estar terminado até o dia 1º de julho de 1931." (História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, CPAD, 2004, p. 29)

Algumas perguntas cabem aqui, com o fim de reflexão e discussão (e quem sabe, respostas):

Após 19 anos de trabalho no Brasil, os missionários suecos passaram a direção da obra do Norte e Nordeste aos obreiros nacionais (inclusive o patrimônio), para posteriormente entregarem a direção de todas as regiões do país. Nos dias atuais, por quais razões algumas igrejas locais insistem em não dar autonomia a alguns trabalhos missionários dentro e fora do Brasil (transculturais e transnacionais), quando em boa parte dos casos, esses trabalhos possuem uma maior estrutura e tempo de atividade em relação aos fatos aqui apresentados?

a) Falta de confiança na capacidade de liderança dos obreiros estrangeiros (neste caso os nativos ou nacionais da missão)?
b) Resistência em abrir mão do patrimônio construído mediante investimentos financeiros realizados?
c) Vaidade e vanglória em ter o trabalho missionário agregado à igreja local?
d) Dificuldade em abrir mão do poder e do controle sobre o trabalho missionário?
e) Manutenção dos privilégios de alguns missionários?
f) Falta de visão bíblica da obra missionária?

Até que ponto se justifica o "controle" de uma obra missionária que tem condições de caminhar com sua liderança nativa ou nacional, e que já possui autonomia financeira para se manter, inclusive sendo já capaz de promover treinamento e de enviar os seus próprios missionários?

Será que as desculpas que alguns dão, de que os obreiros locais (nativos ou nacionais) das obras missionárias abertas não estão ainda preparados para assumir o trabalho, não é fruto do nosso descaso em lhes oferecer treinamento para isso, criando dessa forma uma constante e eterna dependência? Estamos fazendo discípulos ou dependentes?

Não se poderia criar um plano de ação para a passagem progressiva de alguns trabalhos aos obreiros nativos ou nacionais?

O dinheiro que a igreja local envia para o sustento de obras missionárias já bem estruturadas, não poderia ser canalizado para novos trabalhos entre povos e culturas mais carentes e necessitadas do Evangelho integral?

Por que não seguimos o exemplo dos suecos?

Entendo que esta lição nos oferece uma boa oportunidade para discutir tais questões na EBD. Só não sei se haverá vontade, disposição e coragem para isto.

Abraços,