terça-feira, 31 de maio de 2011

O KIT ANTI-PRECONCEITO

"O governo estuda ampliar o enfoque do "kit anti-homofobia" e transformá-lo em uma iniciativa de combate a todas as formas de discriminação, disse nesta terça-feira o ministro Fernando Haddad (Educação)." (Leia em Folha Online)

O kit anti-preconceito é uma ideia mais sensata e abrangente do que o kit gay, que deve ser discutida com todos os setore da sociedade.

Já imaginou se todas as chamadas "minorias", que declaram-se vitimadas pelo preconceito resolvessem fazer o seu kit personalizado? Teríamos o país dos kits (kit gay, kit evangélico, kit afrodescendente, kit índio, etc).


1º FÓRUM DE EDUCAÇÃO CRISTÃ DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM RIO BRANCO-AC (IMAGENS)

Pastor Luiz Gonzaga, presidente da Assembleia de Deus em Rio Branco-AC e grande incentivador da educação, recebendo o seu certificado de participação no Fórum.

Membros do Departamento de Educação Cristã da AD em Rio Branco-AC, tendo à minha direita o presbítero Cláudio Barbosa (coordenador geral) e sua esposa, irmã Raquel. À minha esquerda está o pastor Luiz Gonzaga e sua esposa, a irmã Vânia.

O 1º Fórum de Educação Cristã da AD em Rio Branco-AC contou com a participação de 1.045 inscritos. Um grande evento, para a glória de Deus.

SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DO CEC-CGADB/CPAD NA AD EM PARANAGUÁ-PR (IMAGENS)

Pastor Altair Germano (Temas: História da Educação Teológica nas Assembleias de Deus no Brasil e Liderança Cristã)

Pastor Jesiel Padilha (Temas: Interpretação Bíblica e Homilética)

Cerca de 500 irmãos se inscreveram e participaram do Simpósio na AD em Paranaguá-PR, igreja liderada pelo pastor José Alves

Site: www.adparanagua.com.br

quinta-feira, 26 de maio de 2011

1º FÓRUM DE EDUCAÇÃO CRISTÃ DA AD EM RIO BRANCO-AC


O 1º Fórum de Educação Cristã da Assembleia de Deus em Rio Branco-AC, igreja liderada pelo pastor Luiz Gonzaga de Lima, se inicia hoje às 19h00, no Templo Central, onde estarei ministrando sobre os seguintes temas:

- O QUE É EDUCAÇÃO CRISTÃ
- A EDUCAÇÃO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO
- A EDUCAÇÃO NA HISTÓRIA DA IGREJA
- EDUCAÇÃO CRISTÃ: POSSIBILIDADES E DESAFIOS NA ATUALIDADE

Maiores informações e inscrições, entre em contato com Secretaria da EBD, através do fone (068) 3228 0065, ou através oo site: www.adriobranco.com.br

A PROIBIÇÃO OFICIAL DO KIT GAY FOI RESULTADO DE BARGANHA FEITA PELA BANCADA EVANGÉLICA?


"Líder da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado João Campos (PSDB - CE) confessa que o apoio ao ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, foi usado como moeda de barganha pelos religiosos contra o kit anti-homofobia do Ministério da Educação." (Leia AQUI a matéria complea do Jornal do Brasil)

Se a notícia acima procede, penso que a bancada evangélica deve explicações, justificativas convincentes ou esclarecimentos à igreja no Brasil.

Saiba mais sobre o caso envolvendo o ministro chefe da Casa Civil AQUI.

Ficamos no aguardo.

GOVERNO SUSPENDE O KIT GAY





"Após reunião com as bancadas evangélica e católica do Congresso Nacional, o secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, anunciou nesta quarta-feira, em Brasília (DF), que o governo decidiu suspender a produção e veiculação do kit anti-homofobia oficialmente nas escolas públicas. O Ministério da Educação (MEC) pretendia distribuir o material - que inclui três vídeos - para alunos do ensino médio no segundo semestre de 2011. A presidenta Dilma não gostou dos vídeos, achou o material inadequado, e determinou que não circule oficialmente. Estão suspensas todas as produções de materiais que falem dessas questões", disse o ministro." (Leia toda matéria AQUI)

É preciso ensinar nas escolas sobre o respeito ao próximo, visto que as pessoas podem livremente "escolher" suas opções sexuais. Acontece que aquilo que a Bíblia diz que é pecado, sempre será pecado. Somos também livres para crer e pensar assim.

Não aceitaremos a imposição de nenhuma ideia de normalidade ou naturalidade naquilo que a Palavra aponta como antinatural. Amaremos e respeitaremos a todos, mas não concordaremos com todos.

A decisão do governo de proibir a distribuição oficial do kit gay foi sensata. Assim como não se pode impor uma ideia ou conduta religiosa, nem distribuir "kit cristão" nas escolas públicas, seria incoerente impor uma ideia ou conduta sexual, distribuindo o "kit gay".

É tempo de fortalecermos a educação de nossos filhos na família e na igreja.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS E CELEBRAÇÃO DOS 93 ANOS DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM NATAL-RN

Pr. Raimundo J. de Santana (Presidente da IEADERN) dando abertura às festividades

Ao lado do pastor Elienai Cabral (DF), um dos preletores do evento

Tribuna da AD em Natal na noite de abertura das festividades


segunda-feira, 23 de maio de 2011

EBO DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM NATAL-RN: ESBOÇO DE MINHA AULA

O Espírito Santo e a Liderança de Jesus

1 - O Espírito Santo gera líderes

Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.” (Mt 1.18-20)

2 - O Espírito Santo revela e confirma publicamente os líderes por ele gerados

Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. E fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. E, pelo Espírito, foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei, ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois já os meus olhos viram a tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos, luz para alumiar as nações e para glória de teu povo Israel.” (Lc 2.25-32)

3 - O Espírito Santo capacita com poder os líderes por ele gerados

E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido.” (Lc 3.21-22)

4 - O Espírito Santo conduz os líderes por ele gerados ao deserto

E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto.” (Lc 4.1)

5 - O Espírito Santo torna conhecido os líderes por ele gerados

Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.” (Lc 4.14)

6 - O Espírito Santo promove a consciência da vocação nos líderes por ele gerados

O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu [...]” (Lc 4.18a)

7 - O Espírito Santo promove a consciência do propósito específico nos líderes por ele gerados

“[...] para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.” (Lc 4.18b-19)

8 - O Espírito Santo promove a consciência do tempo da realização do propósito nos líderes por ele gerados

“E, cerrando o livro e tornando a dá-lo ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.” (Lc 4.20-21)

PARA REFLETIR

O progresso de nossa liderança depende diretamente e plenamente do quanto há do Espírito nela presente.

Atenção:

O meu livro "O Batismo com o Espírito Santo: perspectivas sob um olhar crítico do pentecostalismo clássico" estará à venda no stand da CPAD, durante a Escola Bíblica de Obreiros em Natal-RN (23 a 25/05).

ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM NATAL-RN


Estamos nos aproximando de mais um aniversário da nossa IEADERN. No próximo dia 24 de maio, estaremos celebrando 93 anos no mover do Espírito do Santo e, para comemorar essa data tão especial, realizaremos a nossa tradicional Escola Bíblica no período de 23 a 25. As inscrições para a EBO´2011 já estão abertas.

Além disso, nesse contexto de celebração, também iremos separar alguns diáconos, bem como consagrar alguns presbíteros a fim de suprir a necessidade da obra, salientando que todos os candidatos à separação/consagração foram convocados a participar de um Seminário de Capacitação junto com suas esposas.

Preletores:

Pr. Messias dos Santos (SC)
Pr. Elienai Cabral (DF)
Pr. Altair Germano (PE)
Pr. Elinaldo Renovato (RN)
Pr. Martim Alves (RN)
Pr. Abdênego Xavier (RN)

Inscrições:

- Na Secretaria Geral

Valor:

- R$ 100,00 (Obreiros)
- R$ 50,00 (Esposas)

Obs: Inclui material e refeições (almoço e janta)

Fonte: www.ieardern.org.br

domingo, 22 de maio de 2011

CARAVANA PARA A TERRA SANTA EM JULHO/2012


Líder: Ana Maria e Jessé Marques
Trechos: Egito, Israel e Roma
Saída: 14 de julho de 2012

Inclui:
  • Passagem aérea em classe econômica ida e volta saindo de São Paulo.
  • Traslado nos hotéis e aeroportos.
  • Hotéis de Categoria Luxo com café da manhã e jantar.
  • Passeios e ingressos do roteiro.
  • Guias falando em português.
  • Seguro Viagem.
  • Kit US Travel.
  • Gorjetas.
Não Inclui:
  • Almoços, lanches, refrigerante, frigobar nos hotéis e compras pessoais.
  • Telefonemas - lavanderia - despesas extras nos hotéis.

R$ 7.100,00 - Taxas Inclusas

Reservas: CLICK AQUI

ROTEIRO

1º Dia SÃO PAULO

Apresentação no aeroporto de São Paulo/Guarulhos com destino a...

2 º Dia ROMA - CAIRO

Chegada de manhã cedo no aeroporto de Roma, recepção e passeio pelos principais pontos turísticos da cidade, começando pelas Catacumbas de Domitília, sob a Via Ápia. Prosseguimento em direção às ruínas do Fórum e do Hipódromo até o Arco do Triunfo de Tito, que comemora a destruição do Templo de Jerusalém no ano 70 d.C. pelos romanos. Continuação até o Coliseu, que visitamos por fora apenas, e prosseguimento em direção às praças centrais de Roma, incluindo a Fontana de Trevi, a Piazza de Spagna e a Praça de São Pedro, no Vaticano. No fim do dia, retorno ao aeroporto e embarque com destino ao Cairo. Desembarque no aeroporto do Cairo, recepção e traslado ao hotel PYRAMIDS PARK. Jantar e descanso.

3 º Dia CAIRO

Café da manhã e saída para visitar as famosas Pirâmides e a Esfinge. Almoço e visita ao Museu do Papiro, onde assistimos uma apresentação sobre a confecção do tipo de papel mais antigo de que se tem notícia. Logo depois, saída para o Museu do Cairo, onde visitamos as relíqüias arqueológicas do Antigo Egito, desde a Primeira Dinastia, há mais de 4 mil anos atrás, passando pelas riquezas descobertas no túmulo do faraó Tutancâmon. Há, inclusive, um passeio opcional para a famosa Sala das Múmias, onde é possível ver, entre outros, o corpo do faraó Ramsés II, governante do Egito quando Moisés libertou o povo do cativeiro. À noite, um jantar opcional num barco que navega pelo Rio Nilo, com apresentação de música e danças árabes típicas. Para quem preferir, jantar no hotel e descanso.

4º Dia CAIRO – CANAL DE SUEZ – MARA – MONTE SINAI

Café da manhã e partida em direção ao Canal de Suez, ligação navegável entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho. Após cruzarmos o canal por um túnel subterrâneo, parada no vilarejo beduíno de Mara, onde Moisés descansou com o povo e transformou a água amarga em água potável – estes poços existem até hoje e vamos visitá-los. Almoço durante o trajeto e chegada ao hotel MORGENLAND, aos pés do Monte Sinai. Jantar e descanso.

5º Dia MONTE SINAI – MAR VERMELHO - VALE DO ARAVÁ

De madrugada, saída do hotel para a subida do Monte Sinai, onde Deus revelou a Moisés os Dez Mandamentos. A subida é feita com guias beduínos e dura a noite toda. De manhã, volta para o hotel, café da manhã e saída em direção ao Mar Vermelho, cruzando todo o deserto do Sinai com suas paisagens pitorescas, reproduzindo o caminho do povo hebreu no Êxodo. Chegada ao resort SALAH-EL-DIN, que fica à beira do Mar Vermelho, para almoço. Do hotel, se avistam quatro países diferentes: as montanhas da Arábia Saudita ao leste, os modernos prédios de apartamentos na cidade de Eilat, em Israel, e a cidade de Aqba, na Jordânia, além, claro, do próprio hotel, que fica no Egito. Após o almoço, prosseguimento até a fronteira com Israel para a travessia. Continuação cruzando a moderna cidade de Eilat, cenário das antigas Minas do Rei Salomão e sítio da cidade bíblica de Etzion Geber. Subida pelas montanhas do Deserto da Judéia até Arad, onde nos acomodamos no hotel INBAR. Jantar e descanso.

6º Dia MASSADA - MAR MORTO – QUMRAM – JERICÓ – FONTE DE GIDEÃO

Café da manhã e saída bem cedo em direção a Massada, último palco da resistência dos judeus na revolta contra dos romanos no ano 70 d.C. Continuação em direção ao Mar Morto, ponto mais baixo do mundo. Parada para banho nas famosas águas do Mar Morto, que tem a maior concentração de sal do mundo e onde ninguém afunda. Conheceremos também uma fábrica de cosméticos feitos exclusivamente com minerais retirados do Mar Morto e famosa em todo o mundo. Depois, continuação até o sítio arqueológico de Qumram, onde viviam os Essênios e com quem viveu João Batista. Lá foram encontradas as cópias mais antigas de que se tem notícia de todos os livros do Antigo Testamento. Prosseguimento da viagem até Jericó, atualmente dentro do território da Autoridade Palestina, onde almoçaremos, visitaremos a fonte de Elizeu, as ruínas das muralhas da época de Josué, a figueira brava de Zaqueu, o coletor de impostos que se debruçou nela para ver a passagem de Jesus pela cidade e Monte da Tentação, para onde Jesus foi levado durante sua provação. Continuação em direção ao norte, parando na Fonte de Gideão, palco da coragem dos 300 escolhidos por Deus, e prosseguimento em direção a Tiberíades, às margens do Mar da Galiléia, onde nos alojamos no hotel LEONARDO. Jantar e descanso.

7º Dia MONTE HERMON - GALILÉIA

Café da manhã e saída bem cedo em direção a Bânias, local da antiga Cesaréa de Felipe, aos pés do Monte Hermon, onde Jesus previu sua própria morte e ressurreição, e palco da confissão de Pedro. Lá, conheceremos as nascentes do rio Jordão. Retorno para a região do Mar da Galiléia e continuação em direção ao Monte das Bem Aventuranças, palco do sermão mais famoso de Jesus. Continuação até Tabgha, palco do milagre da multiplicação dos pães e peixes, e visita a Cafarnaum, onde Jesus viveu e estabeleceu seu ministério. No almoço, o famoso "peixe de São Pedro", pescado no Mar da Galiléia, e depois, prosseguimento até o porto de Ginosar, onde veremos um barco da época de Jesus escavado do fundo do Mar da Galiléia, e embarcamos em um barco típico de madeira para cruzarmos o Mar da Galiléia. Continuação até o Yardenit, local de batismo no Rio Jordão, nas mesmas águas onde João Batista batizou Jesus. Retorno ao hotel, jantar e descanso.

8º Dia CANÁ - NAZARÉ - MONTE CARMELO – CESARÉA – JOPE – JERUSALÉM

Café da manhã e saída em direção ao vilarejo de Caná, palco do primeiro milagre de Jesus. Continuação até a moderna cidade de Nazaré, onde Jesus passou sua infância e adolescência, para subirmos ao topo do Monte do Precipício, onde temos uma belíssima visão panorâmica da cidade e de todo o Vale do Armagedon. Prosseguimos em direção ao Monte Carmelo, local onde o profeta Elias conseguiu invocar a presença de Deus e vencer a disputa com os profetas de Baal e de onde temos outra bela vista panorâmica do Vale do Armagedon, palco da batalha do Juízo Final segundo o livro de Apocalipse. Continuamos a viagem até as ruínas de Cesaréa Marítima, cidade construída pelo rei Herodes e que funcionou como capital da provícia da Judéia na época de Jesus. Lá morava o governador Pôncio Pilatos. Prosseguimento da viagem em direção a Jope, local onde Jonas foi engolido por um grande peixe e local da casa de Simão, o Curtidor, passando rapidamente pela cidade moderna de Tel Aviv. Passeio a pé pelo centro histórico de Jope, visita às escavações de um forte egipcío da época do faraó Ramsés II e prosseguimento até as portas de Jerusalém, onde faremos uma entrada triunfal no Monte Scopus. Chegada ao hotel REGENCY, jantar e descanso.

9º Dia JERUSALÉM – BELÉM

Café da manhã e saída bem cedo em direção ao Monte Sião, onde visitamos o túmulo do Rei David e o Cenáculo, local da última ceia de Jesus com seus discípulos e do Pentecostes. Continuação até o tanque de Siloé, onde, entre outras coisas, Jesus curou um cego de nascença. Continuação até o Getsêmani e o Jardim das Oliveiras, onde Jesus chorou e foi preso pelos romanos. Subida até o cume do Monte das Oliveiras, de onde temos uma sensacional vista panorâmica da Cidade Velha e da Esplanada do Templo. Continuação até o Museu de Israel, onde conheceremos a famosa maquete de Jerusalém na época de Jesus e visitaremos o Santuário do Livro, local onde estão guardados os originais dos Pergaminhos do Mar Morto encontrados em Qumran. Prosseguimento da viagem em direção a Belém, atualmente dentro do território da Autoridade Palestina, onde almoçamos e visitamos o Campo dos Pastores, onde o anjo do Senhor anunciou aos pastores o nascimento do Salvador, e continuamos em direção à Igreja da Natividade, igreja cristã mais antiga do mundo, que foi construída sobre a gruta onde Maria deu a luz a Jesus. Depois, visitaremos o comércio local para conhecermos o famoso artesanato em oliveira típico da região e as jóias em ouro 14 quilates que, lá, são vendidas sem imposto. Retorno ao hotel, jantar e descanso. À noite, possibilidade de passeio opcional por Jerusalém a pé com o guia.

10º Dia JERUSALÉM

Café da manhã e saída bem cedo em direção ao Muro das Lamentações, último resqüício do que um dia foi o Templo de Jerusalém na época de Jesus. Subida na Esplanada do Templo e continuação em direção ao Parque Davidson, onde conheceremos excavações arqueológicas do Templo na época de Jesus. Continuação até a Piscina de Betesda, palco de um dos milagres mais importantes de Jesus, a cura do paralítico no Sábado. Almoço e tarde livre no Suk, mercado árabe da Cidade Velha. Retorno ao hotel, jantar e reunião de encerramento com entrega de certificados de peregrinação à Terra Santa assinados pelo Ministro de Turismo de Israel e o prefeito de Jerusalém. Descanso.

11º Dia JERUSALÉM – LOD - ROMA

Café da manhã e saída bem cedo em direção às ruínas do que foi, na época, a Fortaleza Antônia, palco da prisão e julgamento de Jesus. Continuação pela Via Dolorosa até a Porta de Damasco, que é a única original da época de Jesus, e continuação em direção ao Jardim do Túmulo, do lado de fora das muralhas da Cidade Velha, onde visitaremos o Gólgota – famosa colina em forma de caveira onde eram crucificados os criminosos no tempo de Jesus – e o túmulo que pertencia ao aristocrata José de Arimatéia e que foi cedido a Jesus quando a sua crucificação. Tempo para reflexões e celebração da Santa Ceia. Depois, continuação ao aeroporto de Tel Aviv/Lod e embarque com destino a Roma. Conexão imediata e embarque com destino a...

12º Dia SÃO PAULO

Chegada ao aeroporto de São Paulo/Guarulhos e...

FIM DOS NOSSOS SERVIÇOS!

Sujeito a alterações sem aviso prévio.

Para maiores informações ligue:

(86) 3081 2588, (86) 3083 0247, (86) 3213 2947, (86) 9997 1540 e (86) 8866 5220

Site: www.ustravel.com.br

Amados, se Deus quiser, estaremos juntos nesta caravana, onde ministraremos em alguns pontos históricos da Terra Santa!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O GENUÍNO CULTO PENTECOSTAL. Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 2º Trimestre/2011

O culto é uma das mais belas e antigas formas do homem expressar sua devoção, gratidão e adoração a Deus.

A Bíblia é o maior manual litúrgico em circulação. É nela que encontramos a principal fundamentação para a prática do culto cristão. A falta de conhecimento desta fundamentação, aliada ao descaso ou desinteresse quanto ao desenvolvimento histórico do culto, tem conduzido cristãos e igrejas a se privarem de todas as bênçãos e privilégios deste tão solene ato, como, também, ao desvio da simplicidade, verdade e espiritualidade, que sempre marcaram esta prática cristã. Em muitos lugares, a formalidade, a desordem e a irreverência, têm transformado o culto num mero encontro de pessoas, quando deveria, antes, ser um encontro de pessoas com Deus.

O CONCEITO DE CULTO CRISTÃO

Conceituar "culto cristão" será o primeiro passo em direção ao presente estudo. Vários pesquisadores, estudiosos e teólogos já propuseram as suas definições. Observemos algumas delas: “[...] é o encontro da comunidade com Deus” (KIRT, 1993, p. 12 apud FREDERICO, 2005, p. 20)

A definição acima implica que Deus é quem convida o seu povo a se reunir em dia, horário e local determinado. Dessa forma, Frederico (idem) declara que “se é Ele quem convida, temos certeza de que Ele não faltará a este encontro: ‘onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estarei (Mt 18.20)’”.

Por conseguinte, ainda segundo a autora, o culto não é:

- Uma reunião qualquer, como a de uma associação de moradores de um bairro, em que as pessoas interessadas discutem os problemas comuns ou planejam diversas atividades para o bem do grupo ou da organização;

- Um show, como se vê na televisão, com atrações variadas, apresentações pessoais e coletivas, com um apresentador famoso tentando ganhar pontos no Ibope através de seu desempenho, diante de seus espectadores passivos e satisfeitos com a programação;

- Um momento para se prestar homenagens a personalidades, nem para comemorar e celebrar qualquer data comemorativa do calendário secular;

- Uma obrigação semanal, onde a ausência no mesmo pudesse implicar em algum tipo de punição ou cobrança;

- Uma reunião secreta, repleta de mistérios, envolta em ritos não-compreensíveis, embora possa haver cerimônias que não sejam entendidas por aqueles que não frequentam com regularidade a comunidade cristã local.

Outras definições de culto podem ser encontradas em White (2005, p. 14-24). Em sua intenção de examinar as várias maneiras como os pensadores cristãos falam sobre culto, em seu estudo comparativo, entendeu que a melhor maneira de se entender o significado de um termo é observando-o em seu uso cotidiano. Dessa forma, foram observados os posicionamentos de pensadores protestantes, ortodoxos e católicos. Para White, as variações do uso do termo não se excluem, antes, ao se sobreporem, cada uso acaba acrescentando novas percepções e dimensões, se complementando.

Escrevendo a partir da tradição metodista, o professor Paul W. Hoon contribuiu de maneira bastante significativa através de seu livro The Integrity of Worship, publicado em 1971, afirmando que o culto cristão se relaciona diretamente com os eventos da história da salvação. Cada evento nesse culto está ligado ao tempo e a história enquanto cria pontes para eles e os traz para o nosso atual contexto. O culto seria um lugar onde Deus age para dar sua vida ao ser humano e para conduzir o ser humano a participar dessa vida. Haveria certa interação entre Deus e o homem, onde o primeiro comunicaria seu próprio ser ao ser humano, tendo por parte do segundo uma atitude responsiva. Entre o homem e Deus estaria Jesus Cristo, a auto-revelação do Pai e aquele por quem o Pai recebe nossas emoções, palavras e ações.

Peter Brunner (apud WHITE, p.15-17), teólogo luterano, em sua obra Worship in the Name of Jesus, usa o termo alemão Gottesdient, que tem conotação com o serviço de Deus aos seres humanos, e com o serviço dos seres humanos a Deus. Brunner cita Lutero, que acerca do culto disse: “que nele nenhuma outra coisa aconteça exceto que nosso amado Senhor ele próprio fale a nós por meio de sua santa palavra e que nós, por outro lado, falemos com ele por meio de oração e canto de louvor”. Para Brunner há uma dualidade no culto encoberta por um foco único, que é a ação divina em se nos doar quanto em instigar nossa resposta às suas dádivas graciosas.

Evelyn Underhill, anglo-católica, em seu clássico estudo Worship em 1936, afirmou que “o culto, em todos os seus graus e tipos, é a resposta da criatura ao Eterno.” Outras características do culto cristão seriam o seu condicionamento pela crença cristã, pela crença sobre a natureza e a ação de Deus resumidas no dogma da trindade e da encarnação e em seu caráter social e orgânico, o que faz do culto um empreendimento coletivo, e nunca solitário.

O professor ortodoxo Georg Florvsky, enfatizou que “O culto cristão é a resposta dos seres humanos ao chamado divino, aos prodígios de Deus, culminando no ato redentor de Cristo”. Para ele, como cristão precisamos da comunidade, visto que a existência cristã é essencialmente comunitária. O culto seria uma das manifestações da vida cristã comunitária, onde em resposta à obra de Deus passada e presente, manifestações de louvor e adoração sinalizam um grato reconhecimento pelo grande amor e pela bondade redentora de Deus.

As idéias de Florvsky foram reforçadas por um outro teólogo ortodoxo, Nikos A. Nissiotis, através da declaração de que “O culto não é primordialmente iniciativa do ser humano, mas ato redentor de Deus em Cristo por meio do seu Espírito”.

O “culto cristão”, sob uma perspectiva pentecostal, poderia ser definido como: O ajuntamento solene da Igreja, com fins de adorar a Deus mediante a liturgia, associada aos elementos comuns de cada cultura popular ou denominacional, aberto a livre manifestação da ação e dos dons do Espírito com decência e ordem (1 Co 14.26, 40).

OS TERMOS UTILIZADOS PARA DEFINIR “CULTO”

Na Bíblia encontramos alguns termos usados para definir “culto”. São eles:

- ‘abida – Termo hebraico que originalmente significava trabalho, ritual, adoração. Os usos dessa palavra em Esdras se referem ao trabalho feito na reconstrução do templo em Jerusalém (Ed 4.24; 5.8; 6.7),bem como as atividades em geral de sacerdotes e levitas, as quais, em associação com o ritual e a adoração espiritual (Ed 6.18), constituem serviço a Deus (Ex 3.12; Dt 6.13; 11.13; Sl 100.2).

- Latreia – Substantivo grego, usado nas diversas situações de um trabalho ou serviço assalariado. Posteriormente foi incorporado à prática cristã de cultuar, ou seja, prestar um serviço a Deus, adorá-lo (Mt 4.10; Rm 12.1).

- Proskunein – Termo grego que no AT significava “curvar-se”, tanto para homenagear homens importantes e autoridades (Gn 27.29; 37.7-10; I Sm 25.23), como para adorar a Deus (Gn 24.52; 2 Cr 7.3; Sl 95.6). No NT denota exclusivamente a adoração que se dirige a Deus (At 10.15-26; Ap 19.10; 22.8-9).

- Leitourgia – A palavra é originária do grego. Literalmente, significa serviço público (leitos=público, Ergon=trabalho). Conforme Andrade (Manual da Harpa Cristã, p. 19)


Na Antiga Grécia, o termo era usado para designar uma função administrativa num órgão governamental. Desde sua origem, por conseguinte, a liturgia tem uma forte conotação com o serviço que os súditos devem prestar ao rei. O termo passou, com o tempo, a designar o culto público e oficial da Igreja Cristã. Hoje, é definido como a forma pela qual um ato de adoração é conduzido.


Esses termos nos ajudam a perceber a natureza e o caráter do culto cristão.

FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA DO CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO

É no Antigo Testamento que encontramos as primeiras referências ao culto:

- O Culto na Família (Gn 4.1-5; 26; 8.18-21; 13.1-4; Ex 12.1-21; Dt 6.4-9; 11.18-21). As primeiras narrativas bíblicas que envolvem o culto se dão na família. Em Gênesis 4.3-5 lemos sobre o culto na dimensão pessoal, onde o que cultua, aquele que é cultuado e o elemento oferta estão presentes. Este primeiro episódio nos ensina um princípio que vai nortear todo o culto no Antigo Testamento, e que servirá de base para o culto no Novo Testamento: A aceitação do culto depende primeiramente daquilo que o Senhor percebe na vida (interior e exterior) daqueles que prestam o culto (Is 1.10-17). Da vida pessoal, o culto no Antigo Testamento avança para a vida familiar (Ex 12.1-21), comunitária e nacional. A rigidez cerimonial é marcante a partir deste período.

- O Culto no Tabernáculo (Ex 25-40). Com a construção do tabernáculo, em pleno deserto, Deus começa a preparar o povo para um culto no nível comunitário, com elementos e uma liturgia marcada por muitos elementos simbólicos. Além dos cultuadores, do cultuado e das ofertas, temos agora presente um espaço litúrgico definido, e os ministros/sacerdotes com uma função mediadora. No Pentateuco vamos encontrar também o estabelecimento de várias festas cerimoniais, que possuem um papel comemorativo e pedagógico, visto que lembram eventos passados e que servem de base para a exortação das novas gerações (Lv 23).

- O Culto no Templo (2Sm 7.1-17; I Rs 6-8). Já estabelecidos na terra prometida, é sobre o reinado de Davi que a construção do templo é idealizada (1 Cr 22.6-19). Com o templo, um sistema de organização é estabelecido para que em nada o culto seja prejudicado. Neste sistema estão presentes os levitas (1 Cr 23), os sacerdotes (1 Cr 24), os cantores (1 Cr 25), os porteiros (1 Cr 26) e os tesoureiros (1 Cr 26.20-28).

- O Culto na Sinagoga. Não encontramos menção no Antigo Testamento sobre o culto na sinagoga. Conforme Packer, Tenney e White Jr. (1988, p. 82): “O mais provável é que os judeus exilados criaram a sinagoga quando se reuniam para orar, cantar, e discutir a Tora enquanto viviam em terras estranhas. Depois que voltaram do Exílio, fizeram da sinagoga uma instituição formal”.

Observamos desta forma, que o sistema cúltico no Antigo Testamento se tornou ao longo dos séculos bastante organizado, complexo e formal. Percebe-se ao longo da narrativa bíblica, que quanto mais o povo se afastava de Deus, menos significativo ficava o culto. Esse descaso do povo para com Deus, sua Palavra e o culto culminou com a destruição do próprio templo (2 Rs 25.8-18).

FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA DO CULTO NO NOVO TESTAMENTO

O culto no Novo Testamento recebeu forte influência da sinagoga, assimilando muitos de seus elementos, para posteriormente estabelecer uma característica própria. Não encontramos no Novo Testamento nenhum manual litúrgico ou tratado sistemático sobre o culto cristão. Apesar disso, Harpprecht (1998, p. 120-121) nos aponta três relevantes passagens a seu respeito:

- Mt 8.20: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”. Nesse texto se destacam a acessibilidade livre e generosa do Senhor Jesus, que se permite ser encontrado pela comunidade cristã onde e quando quiser, além da comunidade reunida em seu nome ser p sinal por excelência da presença de Deus entre nós.

- 1 Co 11.24 e 25: “e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim”. Reproduzindo as palavras de instituição da Ceia, Paulo nos escreve oferecendo mais um aspecto da fundamentação bíblica para o culto cristão: Deus quer que sua comunidade se encontre com ele. Para possibilitar tal desejo, um rito foi instaurado.

- At 2.42-47: Esse texto descreve sucintamente a vida da igreja em Jerusalém, onde se pode observar o destaque dado ao ajuntamento dos crentes e ao partir do pão, indicando que a celebração da Ceia era um ato cúltico bastante frequente: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singileza de coração [...]” (v. 46).

As condições iniciais da formação da Igreja, associada à falta do espaço litúrgico cristão, fizeram que com as reuniões fossem celebradas nas casas (At 2.46b; 16.40; 20.20; Rm 16.5; I Co 16.19; Cl 4.15, etc.), nos pátios do templo judaico (At 2.46b), às margens de rios (At 16.12-15) e em prisões (At 16.25).

DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DO CULTO CRISTÃO

O desenvolvimento histórico do culto cristão é descrito por Gonzalez (1980, vol. 1, p. 151 a 154), que nos informa do fato de que é através de uma série de documentos antigos preservados até hoje, que temos a possibilidade de saber como os antigos cristãos celebravam a comunhão. Algumas características comuns formaram parte de todas as reuniões de comunhão.

A comunhão era uma celebração. O gozo e a gratidão era uma característica presentes nos cultos. A comunhão era celebrada em meio de uma refeição, onde cada um trazia o que podia. Após compartilharem os alimentos, oravam pelo pão e pelo vinho. No princípio do século segundo, possivelmente em razão das perseguições e das calúnias que circulavam acerca das “festas de amor” dos cristãos, a comunhão passou a ser celebrada sem a refeição em comum. Tal fato não fez cessar o espírito de celebração das primeiras reuniões.

É ainda por esse tempo, que o culto de comunhão constava de duas partes. Na primeira liam-se e comentavam-se as Escrituras (culto homilético), faziam-se orações e cantavam-se hinos. A segunda parte do culto começava geralmente com o ósculo (beijo de cumprimento) santos da paz. O pão e o vinho eram trazidos para frente e eram apresentados a quem presidia. Em seguida, era pronunciada pelo presidente uma oração sobre o pão e o vinho, na qual se recordavam os atos salvíficos de Deus e se invocava a ação do Espírito Santo sobre o pão o vinho. Depois se partia o pão, os presentes comungavam, e se despediam com a benção. A esses elementos comuns, em diversos lugares e circunstância, acrescentavam-se outros.

Nesta época, só podia participar do culto quem tivesse sido batizado. Os que vinham de outras congregações podiam participar livremente, sempre e quando estivessem batizados. Aos convertidos que ainda não tinha recebido o batismo, era concedido assistir à primeira parte do culto, que consistia das pregações e orações. Após esse momento, se retiravam antes da celebração da comunhão propriamente dita.

Desde muito cedo surgiu também o costume de celebrar a comunhão nos lugares onde estavam sepultados os fiéis já falecidos. Esta era a função das catacumbas. As catacumbas eram cemitérios e sua existência era conhecida pelas autoridades, pois não eram apenas os cristãos que tinham tais cemitérios subterrâneos. Mesmo que em algumas ocasiões os cristãos tinham utilizados algumas das catacumbas para se esconder dos perseguidores, a principal razão pela qual se reuniam nelas era que ali estavam enterrados os heróis da fé. Acreditava-se que a comunhão unia, não apenas os crentes vivos e mortos entre si, mas também ao Senhor Jesus Cristo, e aos seus antepassados na fé. No caso dos mártires, existia o costume de se reunir junto a suas tumbas no aniversário de sua morte para celebrar a comunhão. Esta seria a origem da celebração das festas dos santos, que em geral se referiam, não aos seus natalícios, mas sim às datas de seus martírios.

A Igreja, como já observamos, se reunia principalmente nas casas. Com o crescimento das congregações, algumas casas foram dedicadas exclusivamente ao culto cristão. Assim, por exemplo, um dos mais antigos templos cristãos que se conserva, o de Dura-Europo, construído antes do ano 256, parece ter sido uma casa particular convertida em igreja.

A história da igreja teve como um dos seus grandes marcos a conversão de Constantino. No que se refere ao seu impacto sobre o culto cristão, continuaremos a citar Gonzalez (idem, vol. 2, p. 37 a 39), que nos informa que até a época de Constantino o culto cristão tinha sido relativamente simples. No princípio os cristãos se reuniam para adorar em casas particulares. Depois começaram a se reunir em cemitérios, como as catacumbas romanas. No século terceiro já havia lugares dedicados especificamente para o culto.

Após a conversão de Constantino o culto cristão começou a sentir a influência do protocolo imperial. Foi introduzido o incenso, utilizado até então no culto ao imperador. Os ministros que oficiavam no culto começaram a usar vestimentas litúrgicas ricamente ornamentadas durante o mesmo, em sinal de respeito pelo que estava tendo lugar. Surge também o costume de iniciar-se o culto com uma procissão.

Em razão das comemorações dos aniversários da morte dos mártires celebrando a ceia no lugar onde ele estava enterrado, posteriormente foram construídas igrejas em muitos desses lugares. Sem demora as pessoas passaram a pensar que o culto teria significado especial se celebrado em uma dessas igrejas, por causa da presença das relíquias do mártir, ou seja, de parte do seu corpo ou objeto que lhe pertenceu. Os mártires começaram a ser desenterrados para colocar seu corpo – ou parte dele – sob o altar de várias das muitas igrejas que estavam sendo construídas. Simultaneamente, algumas pessoas começaram a afirmar que tinham recebido revelações de mártires, além de lhes atribuir poderes miraculosos. A veneração e a adoração aos santos nascem destas práticas.

As igrejas construídas no tempo de Constantino e dos seus sucessores, nada tinham em comum com a simplicidade dos primeiros espaços litúrgico. Constantino mandou construir em Constantinopla a igreja de Santa Irene, em honra à paz. Helena, sua mãe construiu na Terra Santa a igreja da Natividade e a do Monte das Oliveiras. Muitas outras foram construídas nas principais cidades do Império. Essa política foi seqüenciada pelos sucessores de Constantino. Seguindo a prática dos imperadores romanos, quase todos eles tentaram perpetuar sua memória construindo grandes obras, no caso aqui, igrejas suntuosas. Praticamente todas as igrejas construídas por Constantino e seus sucessores mais imediatos desapareceram. Documentos por escrito e restos arqueológicos nos restaram para formarmos uma idéia da planta comum destes templos. E como padrão estabelecido no século IV perdurou por muito tempo, outras igrejas posteriores, que existem até os dias de hoje, ilustram o estilo arquitetônico da época.

A forma típica das igrejas de então, porém, é chamada “basílica”, e já era usado para designar os grandes edifícios públicos e privados – que consistiam principalmente de um grande salão com duas ou mais filas de colunas. Uma vez que tais edifícios serviram de referência e modelo para a construção das igrejas nos séculos quarto e seguintes, estas receberam o nome de “basílicas”.

CORRESPONDENTES DO CULTO CRISTÃO NA TRADIÇÃO CATÓLICA

Conforme já observado, as mudanças acontecidas nos primeiros séculos da história da igreja influenciaram não somente a estrutura dos templos, como também a liturgia do culto. É exatamente neste período que se desenvolve a missa com todo o seu ritual e elementos litúrgicos, que enfatizaram a estética e a pompa dos cultos, não sendo suficientemente capazes de manterem a verdadeira espiritualidade da adoração à Deus.

Segundo Champlin (1991, vol. 4, p. 303), o termo missa vem do latim. Comumente aplicado à eucaristia [termo derivado do grego eucharistia, “agradecimento”, passou posteriormente a significar a cerimônia da ceia, por parte do catolicismo ocidental. A origem do nome é incerta, mas os eruditos supões que vem das palavras latinas, Ite, missa est, “Ide, estais despedidos”, que o diácono pronuncia no fim da cerimônia [...].

O fundamento teológico católico para a missa, resume-se nas palavras do Concílio Vaticano II:


Por ocasião da última Ceia, na noite em que foi traído, nosso Salvador instituiu o sacrifício eucarístico de seu corpo e de seu sangue. Ele fez isso para perpetuar o sacrifício da cruz através dos séculos, até que ele volte, tendo confiado à sua amada Esposa, a Igreja, um memorial de sua morte e ressurreição, um sacramento de amor, um sinal de unidade, um vínculo de amor, um banquete pascal no qual Cristo é consumado, a mente é cheia de graça e nos é dada uma garantia de glória futura (Concílio Vaticano II apud CHAMPLIN, idem).

O CULTO CRISTÃO E A HERANÇA REFORMADA

A Reformar Protestante pode ser caracterizada por uma mudança na doutrina, na vida e no culto. Lutero proclamava a rejeição da missa romana, dentre outras razões, pelo fato de contradizer a sã doutrina e enaltecer a mera formalidade do culto, desassociando-o do seu verdadeiro propósito.

A missa no papado deve ser considerada a maior e mais horrível abominação, porque ela entra em conflito direto e violento com o artigo fundamental [de Cristo e fé]. Contudo, acima e além de todas as outras, ela tem sido a suprema e mais preciosa das idolatrias papais [...] Visto que tais abusos múltiplos e indescritíveis tenham surgido em toda parte pela compra e venda de Missas, seria prudente passar sem a Missa, mesmo que não fosse por outro motivo senão o de cortar tais abusos (LUTERO, 1647, cap. XV.iii apud GOFREY, 1999, p. 156).

Assim como Lutero, João Calvino censurou veementemente a prática da missa romana:

Quando Deus levantou Lutero e outros, que ergueram uma tocha para nos iluminar a entrada ao caminho da salvação, e que, por seu ministério, fundaram e ergueram nossas igrejas, estavam em parte obsoletos aqueles cabeçalhos doutrinários nos quais está a verdade da nossa religião, aqueles nos quais a salvação dos homens está inclusa. Mantemos que o uso dos sacramentos estava de várias maneiras viciado e poluído. E mantemos que o governo da Igreja estava convertido numa espécie de tirania infame e insuportável (CALVINO, 1960, p. 167 apud GOFREY, 1999, p. 157).

A partir da Reforma Protestante, com o advento do denominacionalismo, surgido em razão de divergências doutrinárias, o culto cristão passou a ter dentro de cada denominação evangélica, uma liturgia própria, influenciada por fatores culturais e doutrinários. Apesar desta diversificação litúrgica, o culto cristão geralmente contém os seguintes elementos; a oração, a música, a leitura da Bíblia, o ofertório, a explanação da palavra e a bênção apostólica.

LITURGIA DO CULTO CRISTÃO NAS IGREJAS PENTECOSTAIS

Nas igrejas pentecostais o culto cristão, nas suas variadas formas, dependendo da finalidade do mesmo (oração, doutrina, ação de graças, Santa Ceia, Ordenação de Obreiros, etc), a principal característica é a livre manifestação dos dons espirituais e das expressões espontâneas da comunidade.

Basicamente, as reuniões acontecem da seguinte forma:

- Abertura com uma oração realizada pelo dirigente do culto, ou por alguém por ele delegado;
- Cântico de hinos do hinário oficial (Harpa Cristã);
- Cânticos de hinos por grupos, conjuntos musicais, corais e solistas;
- Leitura Bíblica, feita com a congregação em pé, seguida de oração;
- Recolhimento dos dízimos e das ofertas, geralmente acompanhado por um cântico;
- Pregação ou ensino da Palavra, costumeiramente seguido de apelo;
- Agradecimentos e avisos gerais;
- Oração final;
- Bênção apostólica;

Os elementos acima nem sempre seguem a sequência descrita, podendo ter diversas variações dependendo da denominação e da região onde o culto é celebrado. Não há uniformidade rígida na liturgia pentecostal.

MODISMOS LITÚRGICOS INTRODUZIDOS NO CULTO CRISTÃO PENTECOSTAL

A negligência para com o ensino teológico promoveu alguns males nas igrejas pentecostais, dentre as quais as Assembleias de Deus, onde a vulnerabilidade para modismos doutrinários, teológicos e litúrgicos é notória. Observemos uma breve lista que envolve algumas inovações (ou imitações do movimento neopentecostal):

- Cultos de “milagres” (inclusive nos círculos de oração) com nomes ou desafios específicos (As fogueiras santas, As voltas em Jericó, A travessia do Mar Vermelho, Os mergulhos no Rio Jordão,etc.);

- Os cultos semanais da vitória, da conquista, do milagre, da restituição, etc. (mera imitação do que acontece na Igreja Universal do Reino de Deus e em outras semelhantes);

- As determinações e decretos nas orações públicas (teologia e liturgia triunfalista);

- O modismo do "eu profetizo" e do “eu determino” dos pregadores e nas pregações;

- A vergonhosa barganha dos dízimos e ofertas, fundamentada na teologia de alguns televangelistas que difundem a distorcida teologia da prosperidade e da vitória financeira com as suas semeaduras descabidas, com o cínico propósito de manter status e impérios pessoais em nome da pregação do Evangelho.

CONCLUSÃO

Apenas uma fundamentação genuinamente bíblica, associada ao propósito de somente glorificar a Deus, pode estabelecer, promover e restaurar o verdadeiro culto critão, e no caso aqui, os praticados nas igrejas pentecostais, e de forma mais específica, nas Assembleias de Deus no Brasil.

BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, Claudionor Côrrea de. Manual da Harpa Cristã. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999.

CHAMPLIN, R.N. Enclicopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo: Hagnos, 2001, v. 4

GONZÁLES, Justo L. E até aos confins da Terra: uma história ilustrada do Cristianismo. Tradução de Hans Udo Fuchs. São Paulo: Vida Nova, 1995. v. 1 e v. 2

SCHNEIDER-HARPPRECHT, Christoph (Org.). Teologia Prática no contexto da América Latina. São Leopoldo: Sinodal, ASTE, 1998.

HARRIS, R. Laird et al. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução Márcio Loureiro Redondo, Luiz Alberto T. Sayão, Carlos Osvaldo C. Pinto. São Paulo: Vida Nova, 1998.

PACKER, J. I.; TENNEY, Merril C.; WHITE JR., William. O mundo do Novo Testamento. Flórida, EUA: Editora Vida, 1988.

WHITE, James F. Introdução ao Culto Cristão. Tradução de Walter Schlupp. São Leopoldo: Sinodal, 1997.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

2º SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DO CEC-CGADB NA AD EM PARANAGUÁ-PR



2º Simpósio de Educação Teológica CEC-CGADB

Tema
: Educação Teológica - Gerando uma Igreja Eficaz
Local: Assembleia de Deus em Paranaguá-PR
Período: 20 a 22/05/2011
Preletores: Pr. José Alves (Membro do CEC-CGADB), Pr. Douglas Roberto (Presidente do CEC-CGADB) e Pr. Altair Germano (Vice-presidente do CEC-CGADB)

Programação das Palestras:

20/05 (Sexta) - 19h30
21/05 (Sábado) - 09 às 12h00; 14 às 17h00 e 19 às 22h00
22/05 (Domingo) - 9 às 12h00

Inscrições:

Valor: R$ 20,00
Informações: (41) 3424 0293
Site: www.adparanagua.com.br
E-mail: teologia@adparanagua.com.br

Realização

- Conselho de Educação e Cultura da CGADB
- Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD
- Deptº de Ensino Teológico da Assembleia de Deus em Paranaguá-PR (Presidente: Pr. José Alves)

O BULLYING NA BÍBLIA

CONVENÇÕES CEARENSES COMEMORAM O CENTENÁRIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS


As três convenções de ministros das Assembleias de Deus no Ceará filiadas à CGADB: CONADEC (Templo Central), CONFRADECE (Montese) e CIMADEC (Fortaleza), realizarão no dia 18/06, na praça Fortaleza, um grande culto de celebração pelo Centenário das Assembleias de Deus no Brasil.

Parabéns pelo belo exemplo!

terça-feira, 17 de maio de 2011

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD - 3° TRIMESTRE/2011

A Lição Bíblica da CPAD do 3º Trimestre/2011 terá como tema "A Missão Integral da Igreja - Porque o Reino de Deus está entre vós". O comentarista será o pastor Wagner Tadeu Gaby.


Os assuntos semanais serão:

1. O Projeto Original do Reino de Deus
2. A Mensagem do Reino de Deus
3. A Vida do Novo Convertido
4. A Comissão Cultural e a Grande Comissão
5. O Reino de Deus Através da Igreja
6. A Eficácia do Testemunho Cristão
7. A Beleza do Serviço Cristão
8. Igreja - Agente Transformador da Sociedade
9. Preservando a Identidade da Igreja
10. A Atuação Social da Igreja
11. A Influência Cultural da Igreja
12. A Integridade da Doutrina Cristã
13. A Plenitude do Reino de Deus

ONDE COMPRAR MEUS LIVROS EM TERESINA-PI

Caros leitores, os meus livros "O Líder Cristão e o Hábito de Leitura" e "O Batismo com o Espírito Santo: perspectivas sob um olhar crítico do pentecostalismo clássico", já estão disponíveis em Teresina-PI nos endereços abaixo:

LIVRARIA EVANGÉLICA SHEKINAH

Rua David Caldas, 228 - Centro
Fone: (86) 3217-3470

LIVRARIA NOVA ALIANÇA

Rua Olavo Bilac, 1259 - Centro
Fone: (86) 3221-6793

ASSEMBLEIA DE DEUS EM TERESINA REALIZARÁ ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE

A Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Teresina realizará eleições diretas para o cargo de Pastor Presidente.

Os candidatos ao cargo são:

  1. Pastor José da Silva Neto (Atual presidente da AD em Teresina)
  2. Pastor José Filho (Atualmente superintendente da AD do Setor ‘A” Sudeste, Dirceu-II)

O processo eletivo será realizado no dia 04/06/2011, nas sedes de setores da igreja e acompanhado pelo TRE.

Estima-se que 12.000 membros comparecerão às urnas.

EDITAL DA ELEIÇÃO

ANEXO ÚNICO AO EDITAL Nº 001/201


I - Da Eleição


Art. 1º. A eleição para Presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Teresina (IEADT) realizar-se-á no dia 04 de junho de 2011, de forma direta e por escrutínio secreto, nas Sedes de Setores da Igreja.
Parágrafo único. Os membros da Igreja interessados em participar do Pleito Eleitoral deverão inscrever-se, para esta finalidade, até dia 30/04/11, nos termos do Estatuto e deste Regulamento.


II - Dos Princípios Eleitorais


Art. 2º. São princípios que regem a eleição, os atos e os envolvidos no processo:
a) Voto livre e facultativo dos membros da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Teresina;
b) Garantia de liberdade e participação dos candidatos, em igualdade de condições, nas exposições de suas idéias nos recintos das congregações da Igreja.


III - Da Inscrição de Candidatos


Art. 3º. A inscrição do Candidato será feita através de requerimento encaminhado à Comissão Eleitoral (CE) no Templo Central da Igreja, à rua São Pedro, 1286, no período de 31/03/2011 a 04/04/2011, no horário de 8h às 18h, impreterivelmente.
Art. 4º. São requisitos para a inscrição do candidato:
a) Ser Pastor da Assembléia de Deus em Teresina no exercício efetivo de suas funções pastorais;
b) Possuir a idade mínima de 30 (trinta) anos no ato da inscrição;
c) Contar, no ato da inscrição, com pelo menos 05 (cinco) anos de ordenação pastoral.


IV - Dos Eleitores

Art. 5º. Poderão inscrever-se como eleitor os membros da IEADT constantes do cadastro geral de membros que, no dia 04/06/11 (data da eleição), tenham completado ou venham a completar 16 (dezesseis) anos de idade, observados os artigos 6º a 11 deste Regulamento.
Art. 6º. A comissão Eleitoral fará publicar uma lista preliminar dos membros cadastrados junto à Secretaria Geral da IEADT até dia 25/04/11, no site www.assembleiadedeusthe.com e no quadro de avisos do centro administrativo da Igreja.
Art. 7º. O membro da Igreja que, eventualmente, não conste na lista citada no artigo anterior e que esteja interessado em participar da Eleição, poderá regularizar sua situação junto à Secretaria Geral e Comissão Eleitoral até dia 30/04/11.
Art. 8º. Qualquer membro da Igreja poderá impugnar nomes relacionados na lista de eleitores para fins de exclusão da mesma, desde que comprove que as referidas pessoas não mais pertencem ao rol de membros da Igreja.
Art. 9º. A Comissão Eleitoral fará publicar até dia 05/05/11 a lista dos nomes que foram impugnados, facultando aos mesmos o prazo de 3 (três) dias para comprovar sua condição de membro.
Art. 10. Todas as impugnações serão protocoladas junto à Comissão Eleitoral, que as julgará, não cabendo recursos da decisão.
Art. 11. Resolvidas as impugnações, será publicada a lista definitiva de eleitores no dia 20 de maio


V - Da Campanha Eleitoral


Art. 12. A campanha eleitoral iniciará no dia 05/04/11 e terminará às 22h do dia 03/06/11.
Parágrafo único. Entende-se por campanha: o contato pessoal, exposição/fixação pública e/ou reprodução de materiais áudio visuais no âmbito do recinto do Templo Central e/ou das congregações.


VI - Das Proibições


Art. 13. Usar de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em determinado candidato, ainda que os fins visados não sejam conseguidos.
Art. 14. Divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a candidatos, e capazes de exercerem influência perante o eleitorado.
Art. 15. Caluniar alguém na propaganda eleitoral, ou visando fins de propaganda, imputando-lhe falsamente fato definido como crime.
Art. 16. Promover, no dia da eleição, com o fim de impedir, embaraçar ou fraudar o exercício do voto, a concentração de eleitores sob qualquer forma, inclusive o fornecimento gratuito de alimento e transporte coletivo.

VII - Das Subcomissões Eleitorais Locais
Art. 17. Para a efetivação do pleito no dia da eleição, a Comissão Eleitoral nomeará Subcomissões Locais nas Sedes dos Setores, com as seguintes atribuições:
a) Organizar, cadastrar, encaminhar e publicar relação dos eleitores do Setor, com número de RG;
b) Preparar e encaminhar lista dos eleitores com RG às mesas receptoras, para colhimento das assinaturas no momento da votação;
c) Preparar adequadamente o local de votação;
d) Participar do treinamento efetuado pela Comissão Eleitoral no dia 28/05/11, às 19 h, no Templo Central, sito à Rua São Pedro, 1286;
e) Coordenar a eleição no local sob sua responsabilidade;
f) Receber da mesa apuradora todo o material referente à eleição, ata da mesa coletora de votos e demais materiais, encaminhando imediatamente à Comissão Eleitoral no Templo Central;
g) Juntamente com os integrantes da mesa receptora, preencher a ata de totalização dos votos;
h) Publicar no placar específico e remeter a ata totalizadora de votos devidamente preenchida à Comissão Eleitoral;
i) Devolver todo o material da eleição sob seus cuidados à Comissão Eleitoral;
j) Encaminhar possíveis processos à Comissão Eleitoral, em fase recursal.

VIII – Do Horário da Votação


Art. 18. A votação terá inicio às 8 h e encerrar-se-á às 17 h.


IX – Da Apuração
Art. 19. A apuração dos votos será pública e realizar-se-á no Templo Central da Igreja, logo após o recebimento de todas as urnas pela Comissão Eleitoral.
§ 1º. Será declarado eleito Presidente da Igreja o candidato que receber o maior número de votos.
§ 2º. Em caso de empate, será considerado eleito o candidato que possuir maior idade; e, persistindo o empate, será considerado eleito o candidato que tiver maior tempo no exercício do ministério pastoral.
Art. 20. O candidato eleito será empossado imediatamente após a proclamação do resultado pela Comissão Eleitoral.

X – Das Disposições Finais


Art. 21. Fica criada a Subcomissão de Ética, constituída por 05 (cinco) pastores da Igreja, indicados pela Comissão Eleitoral, com a finalidade de auxiliar a Comissão Eleitoral no acompanhamento das atividades a serem desenvolvidas pelos candidatos em todas as fases do processo eleitoral.
Art. 22. Será constituída pela Comissão Eleitoral uma Subcomissão de Alimentação e Transporte, para, no dia da realização da eleição, atender aos eleitores da Zona Rural.
Art. 23. Será constituída, também, uma Subcomissão de Observadores Eleitorais, formada por 22 (vinte e dois) presbíteros da Igreja, com finalidade de acompanhar a votação nos Setores.
Art. 24. Os casos omissos no presente Regulamento serão decididos pela Comissão Eleitoral.



Teresina, 30 de março de 2011



ANTONIO SOARES DOS SANTOS
Juiz de Direito - Presidente

ELIZEU MACEDO LIMA
Funcionário Público - Membro

GABRIEL GERONIMO E SILVA
Empresário - Membro

JOSE ALVES DA SILVA PAIVA
Médico - Membro

LUIS MARINHO
Funcionário Público - Membro

NILSON COELHO DOS SANTOS
Funcionário Público - Membro

PAULO ALVES DA SILVA PAIVA
Advogado Público - Membro

Site da Comissão Eleitoral:

Linkhttp://www.assembleiadedeustheeleicao2011.com/

quarta-feira, 11 de maio de 2011

AGENDA E NOVOS LIVROS

MAIO
  • 14 e 15/05 - Encontro de Adolescentes na AD em Monte Castelo (Teresina-PI)
  • 16 a 18/05 - 53ª Escola Bíblica de Obreiros na AD em Abreu e Lima-PE
  • 20 a 22/05 - Simpósio Teológico do CEC-CGADB na AD em Paranaguá-PR
  • 23 a 25/05 - Escola Bíblica de Obreiros na AD em Natal-RN
  • 26 a 30/05 - 1º Fórum de Educação Cristã na AD em Rio Branco-AC
JUNHO
  • 04/06 - Encontro de Líderes na AD em Serra Talhada-PE
  • 10 a 12/06 - Escola Bíblica de Obreiros na AD em Juíz de Fora-MG
  • 24 a 26/06 - Seminário de EBD na AD em Parnamirim-RN
  • 28/06 a 02/07 - 9ª Escola Bíblica da AD em Americana-SP
JULHO
  • 07/07 - Encontro de Casais na AD em Igarassu-PE
  • 08 e 09/07 - Seminário de Ciências Bíblicas da SBB em Campo Grande-MS
  • 12 a 14/07 - Escola Bíblica da CEMADERON em Jaru-RO
  • 16 e 17/07 - Seminário para Casais na AD em Aracajú-SE, Setor 10
  • 19/07 - Congresso de Mulheres da AD em Abreu e Lima-PE
  • 24/07 - ELADALPE - Capacitação para Diáconos na AD em Abreu e Lima-PE
  • 27 a 30/07 - IX EBORN (Escola Bíblica de Obreiros do RN) na AD em Mossoró-RN
  • 31/07 e 01/08 - Encontro de Professores de EBD na AD em Aracati-CE
AGOSTO
  • 6 e 7/08 - 35º Aniversário do IBADEP (Guaíra-PR)
  • 10 a 12/08 - 26ª AGO da UMADENE no Templo Central da AD em Abreu e Lima-PE
  • 13 e 14/08 - Conferência de EBD na AD em Maracanaú-CE
  • 15 a 19/08 - Seminário Betel de Brasília (Curso Intensivo do Grego do NT)
  • 26 a 28/08 - 3ª Conferência de Educação Teológica CEC-CGADB/CPAD na AD em Cuiabá-MT
  • 29 e 30/08 - Seminário para Casais na AD em J. Imperial (Várzea Grande-MT)
SETEMBRO
  • 16 A 18/09 - 4ª Conferência de Educação Teológica CEC-CGADB/CPAD na AD em Florianópolis-SC
  • 23 a 25/09 - Palestra para Casais na AD em Jd. Primavera (Cuiabá-MT)
OUTUBRO
  • 08/10 - Encontro de Líderes na AD em Casa Caiada (Olinda-PE)
  • 12 a 14/10 - Escola Bíblica na AD em Araçatuba-SP
  • 14 a 16/10 - Congresso de Jovens na AD em Araçatuba-SP
  • 21 a 23/10 - Seminário para Casais na AD em Aracajú-SE (Área 5)
  • 29 e 30/10 - Escola Bíblica de Obreiros na AD em Goianinha-RN
NOVEMBRO
  • 05/11 - Encontro de Líderes na AD em Pau Amarelo (Paulista-PE)
  • 11 a 13/11 - Conferência de EBD na AD em Feira de Santana-BA (CONAMAD)
  • 18 a 20/11 - 3º Congresso de EBD da AD em Canaã dos Carajás-PA
DEZEMBRO
  • 10 e 11/12 - VIII Seminário de Adoração e Louvor da AD em Ceilândia-DF
Estaremos durante os eventos disponibilizando os nossos novos livros.

SEMINÁRIO DE CIÊNCIAS BÍBLICAS DA SBB EM ARACAJÚ-SE

Da esquerda para a direita: Pr. Cloves (Secretário Regional), Pr. Altair Germano (Palestrante), irmão Flávio (Secretaria Regional), Rev. Paulo Teixeira e Rev. Denis Timm (Palestrantes)

Participantes do Seminário de Ciências Bíblicas realizado na 1ª Igreja Batista em Aracajú-SE


A Sociedade Bíblica do Brasil realizou nos dias 6 e 7 de maio, no templo da 1ª Igreja Batista em Aracajú-SE, mais um Seminário de Ciências Bíblicas, evento que tem como objetivo promover o conhecimento sobre o surgimento da Bíblia, a transmissão do seu texto, a história da sua tradução e o seu uso na missão integral da igreja.

Os temas abordados foram "Traduções da Bíblia: história, princípios e influência" (Rev. Paulo Teixeira, "A Bíblia e a Educação" (Pr. Altair Germano), "A formação do cânon" (Rev. Paulo Teixeira) e "Dúvidas de tradução" (Rev. Denis Timm).

O trabalho da SBB foi também apresentado, com destaque para os projetos sociais, entre eles o "Luz no Nordeste".

Os próximos Seminários acontecerão na cidade de Vitória-ES e em Uberlândia-MG (Veja a programação AQUI).

Ore, divulgue e participe!

terça-feira, 10 de maio de 2011

CENTENÁRIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL: MAIS UM TRISTE CAPÍTULO

O texto abaixo, publicado na versão digital do jornal O Liberal, me foi enviado via email por seu autor, e reflete bem o clima que se instaurou em torno da celebração do Centenário das Assembleias de Deus no Brasil.

Centenário paralelo, uma afronta a Belém

Numa abominável afronta a nossa cidadania civil e religiosa, certos pastores do Sul ameaçam vir montar celebração paralela ao Centenário.

O que a população e as autoridades de Belém fariam, caso tivéssemos na cidade um Círio paralelo? Se de repente alguns padres do Sul do País arrebanhassem meia dúzia de fiéis e, em plena quadra nazarena, viessem em caravanas à capital paraense organizar outro Círio? Um Círio clandestino e aviltante, que ignorasse as igrejas históricas e ultrajasse as autoridades católicas do Estado do Pará? Algo parecido está sendo cogitado em relação às celebrações do Centenário da Assembleia de Deus...

Leia o texto completo AQUI (O Liberal)

Que tristes palavras. O texto promove o confronto pelo confronto. No que edifica?

- "abominável afronta..."
- "um Círio clandestino e aviltante..."
- "certos pastores do Sul ameaçam vir em junho..."
- "Prometem vir à terra das Assembleias de Deus zombar..."
- "o que esses homens pretendem fazer..."
- "... o poder eclesiástico das Assembleias de Deus estendeu os seus tentáculos..."
- "... esses líderes do sul montaram editoras e formaram impérios."
- "Mas vir afrontar a nossa terra..."
- "Não esqueçam que somos índios pentecostais."

De quem é a culpa por mais esta vergonha nacional, não apenas para as Asssembleias de Deus no Brasil, mas para todos que professam a fé evangélica?

É muito conveniente apontar culpados nesta hora ou se sentir (ou se dizer) vitimado.

Quem são os culpados?

- Os que tomam o lugar de acusadores em vez de reconhecer os seus próprios erros e pecados;
- Os que não conseguem perdoar;
- Os que semeiam contendas;
- Os que fomentam facções;
- Os que estão cegos pelo poder;
- Os que desaprenderam o "lavar os pés";
- Os que não querem andar a segunda milha;
- Os que não largam a capa;
- Os desejosos dos primeiros lugares;
- Os famintos de vingança;
- Os sedentos de notoriedade;
- Os encantados com os holofotes;
- Os embriagados com privilégios;
- Os adoradores de si mesmos;
- Os que vivem o pseudoevangelho de Jesus;
- Os que não medem as consequências dos seus atos e palavras.

Em qual lado eles estão? Com certeza, não estão ao lado de Deus.

"Examine-se, pois, o homem a si mesmo [...]" (1 Co 11.28a)

Que os amados irmãos assembleianos em Belém do Pará (pastores, líderes, membros, congregados etc.), ou em qualquer outra parte do Brasil, não se deixem levar por sentimentos amargos, por qualquer espírito de guerrilha, ou pelos interesses pessoais de quem quer que seja.

É tempo de lamentações e arrependimento.

No amor de Cristo,

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dia Mundial de Oração – Sociedades Bíblicas Unidas


Hoje, segunda-feira, 09 de maio estamos celebrando o Dia Mundial de Oração das Sociedades Bíblicas Unidas.

Nas Américas, as Sociedades Bíblicas estão orando ao longo deste dia desde as oito horas da manhã e devem prosseguir até as 17:00 horas. Todos estão convidados a separar um hora do dia para isso.

Sugerimos que cada hora seja dividida em 4 blocos de 15 minutos.
O primeiro bloco de 15 minutos será para o louvor e adoração.
O segundo bloco é para as orações pessoais.
O terceiro bloco é para orar por países específicos.
O quarto bloco é para orar em favor das Sociedades Bíblicas Unidas.

Você pode juntar-se a qualquer momento ao longo do dia, dentro deste horário ou fora dele, e convidar outros colegas para se juntar a nós em oração.

A região está unida em orações especiais em favor da Sociedade Bíblica do Japão, que continua com o processo de reconstrução do país e em favor das reuniões da Diretoria Mundial das Sociedades Bíblicas Unidas, que se reúne na próxima semana e precisa decidir a respeito de assuntos muito importantes sobre o futuro da organização. Orem em favor destes dois assuntos.

www.sbb.org.ber

OS DONS DE PODER (1). Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 2º Trimestre/2011

"[...]a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; [...]. (1 Co 12.9, 10a, ARA)

Os dons de poder envolve a fé (gr. pistis), os dons de curar (gr. charismata iamaton) e as operações de milagres ou maravilhas (gr. evergemata dunameon).

Assim como trabalhamos com os dons de revelação ou saber, apresentaremos várias perspectivas de estudiosos e da literatura pentecostal.

O Dom da fé

Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (1 Co 13.2) e que frequentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito, tais como as curas e os milagres [...]. (Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995, p. 1756)

Partindo dos pensadores e estudiosos pentecostais, nossa exposição considerará o fator cronológico da publicação de suas obras.

Gee (1985, p. 47-48), entende ser significativo que a fé se encontre em primeiro lugar nesse grupo, pois é o dom básico de todos os outros dons de poder. O dom da fé não deve ser confundido com a fé comum, citada em Hebreus 11.6, e sem a qual é impossível agradar a Deus. Embora a fé comum é também uma dádiva de Deus (Ef 2.8). O dom da fé, conforme Gee, parece que se manifesta sobre alguns servos de Deus, em tempos de crise ou oportunidades extraordinárias. É um magnífico dom, que está presente entre os mais simples servos de Deus.

Na abordagem de Gee sobre o dom da fé, há elementos que sinalizam a sua compreensão de que este dom operou antes do batismo com o Espírito Santo. Ele cita o caso que envolveu Elias (1 Rs 18.33-35), como um dos exemplos mais notáveis "desse revestimento especial de poder". Para Gee:

[...] existe uma ligação íntima entre os dons sobrenaturais do Espírito e o batismo com o Espírito Santo. Os dons espirituais constituíam um dos resultados esperados daquela bênção na vida coletiva e na atividade das assembleias. Estes dons enriqueciam as reuniões das assembleias. Estes dons enriqueciam as reuniões das igrejas, e eram o resultado dos crentes estarem individualmente cheios do Espírito Santo. (Ibid., p. 13)

Percebe-se no texto de Gee, que há uma aparente contradição e confusão em sua exposição acerca da manifestação dos dons manifestarem-se antes ou depois do batismo com o Espírito Santo. Escrevendo sobre a palavra da sabedoria, Gee (Ibid., p. 32-36), afirma que aquele dom se encontra registrado na lista de manifestações do Espírito Santo, é parte peculiar do revestimento de poder do Alto, que desce sobre os crentes somente ao receberem o Espírito Santo. Já no caso do dom da fé, cita Elias como um exemplo notável da manifestação deste dom.

Para Conde (1985, p. 105), este dom se manifesta ainda hoje entre o povo pentecostal:

Conhecemos missionários, missionárias e evangelistas, que exercitaram o dom da verdadeira fé, quando saíram para os campos a trabalhar, sem a promessa de auxílio quer de igrejas, quer de particulares. Pela fé, venceram, fundaram igrejas, as bênçãos desceram, o Espírito Santo confirmou e o trabalho marcha vitorioso. É em circunstâncias semelhantes que se exercita o dom da fé.

Silva (1996, p. 96), ao escrever sobre a fé como dom de poder, a define como:

[...] uma operação completamente sobrenatural do Espírito Santo, capacitando a mente humana para uma confiança sem igual no poder de Deus, a de que Ele pode realizar qualquer coisa que lhe apraz. O Espírito Santo opera no mais profundo do coração humano, produzindo uma reação imediata da alma e levando-a à certeza e à evidência.

Silva declara que foi através desta fé especial que Jesus transformou água em vinho, multiplicou os pães e os peixes, acalmou a tempestade, expulsou demônios, curou enfermos e ressuscitou mortos.

Para Souza (1998, p. 159), o dom da fé comanda os dons de poder, havendo dessa forma estreita correlação entre eles. Souza classifica a fé da seguinte forma:

- Fé Natural. A capacidade que todo homem tem de crer num ser supremo (Rm 1.19,20);
- Fé Comum. Trata-se da fé que todas as pessoas regeneradas possuem. É a fé que se expressa verdadeiramente através de uma vida de obediência, consagração a Deus e de boas obras (Rm 10.17; Gl 5.22; Ef 2.8; Hb 11.6; Tg 2.14-26; Tt 1.4; Jd 3);
- Fé, Dom do Espírito. É a fé que provêm diretamente de Deus, sobrenatural, que ultrapassa todas as concepções e criatividades humanas e se torna a fortaleza e a segurança da alma, pela qual considera as coisas as coisas que não são como se já existissem (Mc 9.23; 11.22; Hb 11.1).

O dom de fé "habilita o crente a aceitar como realidade todas as promessas de Deus e agir na certeza plena de que Deus vai cumprir a sua Palavra" (Ibid., p. 171)

Horton (1999, p. 296), segue o mesmo conceito de que não se trata da fé comum (ou salvífica), ou da fé (fidelidade) manifesta no fruto do Espírito. Para ele, o dom da fé pode ser transmitido ou comunicado pelo Espírito Santo à Igreja, através de um cântico, de uma oração, de um testemunho, ou da pregação (At 4.31; 2 Co 3.4-6; Gl 3.2, 5).

Bergstén (1999, p. 132), afirma que "este dom em ação gera uma atmosfera de fé, que dá a convicção de agora tudo é possível (cf. Jo 11.40-44; Mc 9.23). Jesus fez menção ao dom da fé quando disse: "Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas (Jo 14.12)". Em suas referências e citações, Bergstén inclui Daniel como portador deste dom (Dn 3.25-28; 6.23).

Chown (2002, p. 84), entende que "Por este dom, o crente é, portanto, revestido do poder sobrenatural de confiar em Deus em situações que só um milagre poderia alterar; de confiar quando tudo está aparentemente perdido; de confiar mesmo quando não há a mínima esperança de solução".

Chown, percebe também a manifestação deste dom na vida de personagens do Antigo Testamento:

"Esta fé, que convida à intervenção divina, foi demonstrada por Moisés [...]" (Ibid., p. 84)

"Daniel tivesse causado a morte das feras, isso poderia ser entendido como dom da operação de milagres; no entanto, ao permanecer no meio desses famintos e ferozes animais sem sofre dano, Daniel evidenciou o dom da fé." (Ibid., p. 87)

"O profeta Elias revelou um grau extraordinário de fé, nesse episódio, ao demonstrar uma confiança inabalável na intervenção de Deus no desafio lançado aos profetas de Baal." (Ibid., p. 90)

"Foi pelo dom da fé que Abraão, aos cem anos de idade, foi agraciado com o herdeiro que Deus lhe prometera (Gn 21.5)." (Ibid., p. 93)

Para Gilberto (2006, p. 71): "Trata-se da fé chamada 'fé especial', 'fé miraculosa'."

Segundo Cabral (2011, p. 50), "[...] esse tipo de fé tem um caráter distinto, porque o mesmo é concedido com a finalidade de realizar proezas em nome do Senhor."

Analisando as várias concepções acerca do dom da fé aqui citadas, pode-se perceber que este dom atua passivamente ou ativamente, ou seja, faz com que o crente receba livramentos ou bênçãos da parte de Deus, para a glória de Deus e edificação da Igreja, ou faz com que o crente realize coisas grandiosas pelo poder de Deus, para a glória de Deus e edificação da Igreja.

Continua...