quinta-feira, 31 de março de 2011

COMO ELABORAR UM PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA A EBD

Toda escola tem objetivos que deseja alcançar, metas a cumprir e sonhos a realizar. O conjunto dessas aspirações, bem como os meios para concretizá-las, é o que dá forma e vida ao chamado projeto político-pedagógico - o famoso PPP.

Se você prestar atenção, as próprias palavras que compõem o nome do documento dizem muito sobre ele:

- É projeto porque reúne propostas de ação concreta a executar durante determinado período de tempo.

- É político por considerar a escola como um espaço de formação de cidadãos (no caso da EBD, cidadãos do Reino que atuarão como sal da terra e luz do mundo) conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão individual e coletivamente na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir.

- É pedagógico porque define e organiza as atividades e os projetos educativos necessários ao processo de ensino e aprendizagem.

Fonte: Revista Nova Escola

Todos que fazem a EBD sabem (pelo menos deveriam), que a grande missão desta agência de educação cristã é promover a evangelização e o crescimento integral de seus alunos (Mt 28.19 e 20).

Como a EBD fará isso?

Existe um plano de ação elaborado?

Esse plano é revisto periodicamente?

Quais são os objetivos da EBD para este mês, trimestre, semestre ou ano?

Quais as diretrizes pedagógicas?

Como anda a qualidade do ensino?

Quais os índices de evasão escolar e como minimizá-los?

Como conquistar e manter novos alunos?

Como incluir os portadores de necessidades educativas especiais?

Como incluir os alunos que por enfermidade, estudo ou trabalho não podem participar presencialmente da EBD?

Como os pais ou responsáveis podem contribuir para o crescimento da EBD?

Qual o perfil da comunidade e das pessoas (crianças, adolescentes, jovens e adultos) onde a EBD está inserida?

De quais recursos (além da fé, que é indispensável) humanos, estruturais, materiais, tecnológicos, financeiros você dispõem para atender as necessidades educativas dos alunos?

A elaboração de um PPP ajudará nas repostas para as questões acima. Os princípios para a aplicação do PPP na Escola Dominical, com as devidas adaptações, podem ser encontrados nos links abaixo:

- O que é o PPP
- Como fazer o PPP da escola

Quem não tem projeto, não sabe onde e como está, nem sabe onde quer ou como vai chegar.

Busque a "iluminação" do Espírito e faça a sua parte!

quarta-feira, 30 de março de 2011

DICA LITERÁRIA: IGREJA. ACABOU? (Israel Belo de Azevedo)

SINOPSE

Em Igreja. Acabou? O autor nos chama a atenção para uma igreja que se tornou opulenta e sem fôlego, por causa da prosperidade, ou paralisada pelo excesso de organização. Em contraste com a igreja do Novo Testamento onde as pessoas não praticavam "atos de fé" - elas criam; não recitavam oração - elas oravam de verdade. Não faziam palestras sobre medicina psicossomática, mas simplesmente curavam os enfermos. A igreja, para merecer o título de cristã, precisa ter essa descrição em mente, não para repetir as formas adotadas pelos cristãos apostólicos, porque estas não dá para repetir, mas para viver os princípios que moveram a vida desses nossos pais.
Fonte: Editora Hagnos

Leia o 1º Capítulo AQUI

CAMPANHA CPAD DE INCENTIVO À ESCOLA DOMINICAL

RESULTADO DA PROMOÇÃO NO BLOG

O ganhador da promoção anunciada no subsídio da última Lição Bíblica do 1º Trimestre/2011, foi o leitor Filipe de Souza, de Ceilândia-DF.

Em seu comentário escreveu:

"Escola Bíblica Dominical: A Escola em que se prega o evangelho, se equipam os santos e defende-se a fé."

Assim que receber por email o endereço do Filipe, lhe enviarei um exemplar do livro "O Batismo com o Espírito Santo: perspectivas sob um olhar crítico do pentecostalismo clássico".

Agradeço a participação dos demais leitores.

Aguardem novas promoções no blog, ou participem da promoção no twitter LIVROBATISMO.

terça-feira, 29 de março de 2011

QUEM É O ESPÍRITO SANTO. Subsídio para Lição Bíblica - 2º Trimestre/2011

Estamos iniciando mais um novo trimestre, onde através das Lições Bíblicas da CPAD estaremos estudando o tema "Movimento Pentecostal: as doutrinas da nossa fé".

A primeira lição trata sobre "Quem é o Espírito Santo". É uma lição que aborda vários temas:

- O Espírito Santo no Antigo Testamento
- O Espírito Santo no Novo Testamento
- O Espírito Santo nos dias atuais
- A divindade do Espírito Santo
- A personalidade do Espírito Santo

Oriento o professor a não se aprofundar nas discussões sobre os assuntos, limitando-se assim a uma abordagem mais geral. Por esta mesma razão não publicarei subsídios expandindo os temas, e me deterei neste primeiro post a indicar algumas obras que serão úteis ao professor da EBD ao longo do trimestre:

- Teologia Sistemática Pentecostal. Antonio Gilberto et al. CPAD.

- Palestras em Teologia Sistemática. Henry Clarence Thiessen. IBR.

- Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. Franklin Ferreira e Alan Myatt. Vida Nova.

- Teologia do Espírito de Deus no Antigo Testamento. Wilf Hildebrandt. Academia Cristã.

- Verdades pentecostais. Antonio Gilberto. CPAD.

- O que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo. Stanley Horton. CPAD.

- Nos domínios do Espírito. Estevam Ângelo de Souza. CPAD.

- A existência e a pessoa do Espírito Santo. Severino Pedro. CPAD.

- O Batismo com o Espírito Santo: perspectivas sob um olhar crítico do pentecostalismo clássico. Altair Germano. Arte Editorial.

Estarei no próximo sábado ministrando no Encontro de Dirigentes de Congregações da AD em Natal-RN, no domingo estarei na EBD e no culto à noite da AD em Guarulhos-SP e na segunda-feira participarei da reunião de obreiros na AD no Belenzinho-SP.

Nestas ocasiões, os irmãos que desejeram poderão adquirir o livro "O Batismo com o Espírito Santo: perspectivas sob um olhar crítico do pentecostalismo clássico", diretamente comigo.

Através deste livreto com 48 páginas, resultado de uma pesquisa em 32 obras, você poderá tirar as suas dúvidas em relação ao uso dos termos "Batismo com o Espírito Santo", "Batismo no Espírito Santo" e "Batismo do Espírito Santo". Conhecerá também quem ensina e o que escreve contra a nossa perspectiva pentecostal sobre o Batismo com o Espírito Santo.

Que o Senhor nos abençoe ricamente ao longo deste novo trimestre!

segunda-feira, 28 de março de 2011

PASTOR WAGNER GABY É O NOVO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM CURITIBA-PR

O pastor Wagner Tadeu dos Santos Gaby foi eleito presidente do Ministério da Assembleia de Deus em Curitiba (PR). A eleição se deu na tarde e noite de hoje, no templo-central da referida igreja. O pastor Gaby substitui o pastor José Pimentel de Carvalho, falecido em 24 de fevereiro, aos 95 anos, depois de estar já há alguns anos ao lado do pastor Pimentel como vice-presidente da igreja e dirigente do templo-central.

Cerca de 9 mil dos 33 mil membros ativos da Assembleia de Deus curitibana votaram. Pastor Gaby foi eleito com 3.805 votos, exatos 788 votos a mais que o segundo colocado, o pastor Mirislan Douglas Scheffel, líder da congregação no bairro Hauer, em Curitiba. Os demais candidatos foram o pastor Gessé Luiz Rosa, superintende de Evangelismo da igreja curitibana, e pastor Hidekazu Takayama, evangelista conhecido nacionalmente e deputado federal.

Pastor Wagner Gaby é major capelão do Exército Brasileiro, tendo sido o primeiro capelão pentecostal das Forças Armadas; comentarista de Lições Bíblicas de Escola Dominical da CPAD, escritor, membro da Casa de Letras Emílio Conde e da Academia Evangélica de Letras, e célebre palestrante em Escolas Bíblicas de Obreiros pelo Brasil. Mais informações na edição de maio do jornal Mensageiro da Paz.

Fonte: Portal CPAD NEWS

Desejo ao pastor Wagner Gaby sucesso em todas as realizações como presidente da AD em Curitiba-PR.

domingo, 27 de março de 2011

CAMPO MISSIONÁRIO: PAULO ANDRÉ

A paz do Senhor para todos irmãos em Cristo Jesus, iremos informar o desenvolvimento do campo missionário no país da Venezuela, onde por sua graça estamos anunciando o evangelho da salvação, levando o ide glorioso do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, com muita alegria queremos informar o nosso desenvolvimento nesse país.

Chegamos no dia 02 de Janeiro desse ano, e ficamos 5 dias na cidade de Cuá um bairro de Caracas, na residência do Pr. Francisco onde tivemos os primeiros contatos com o povo venezuelano, onde tive a oportunidade de participar de uma reunião em uma chácara de obreiros, e também em um culto de ensinamento na “La Iglesia de la Família” pois em Venezuela todas as igrejas tem um nome diferente, mas fazem parte das Asambleia de Dios de Venezuela, eu tive a oportunidade de trazer uma palavra neste culto, com a interpretação do Pr. Francisco, para mim foi muito proveitoso pois estamos no processo de transculturação em relação ao aprendizado do idioma, culturas, alimentação etc.

Eu quero agradecer muito a Deus pela vida do Pr. Francisco onde foi uma bênção esta em seu lar, após cinco dias em sua residência o Pr. José dos Santos Lira, que é responsável por acompanhar todos missionários na Venezuela, veio nos levar para a cidade de Barquisimeto, que é a capital do Estado de Lara, onde ficaríamos 3 meses em sua companhia para aprendermos como se desenvolve os trabalhos na Venezuela, muito bem, amados irmãos, participamos de muitos trabalhos nessa cidade, onde conheci algumas regiões que o evangelho é muito carente, carente… mesmo, pois as estatística informa que em Barquisimeto existe apenas 5% da população são evangélicos, há bairros que não existe igrejas, e outras que existem mas pregam um evangelho adulterado com muitos modismos, existem também uma coisa que há uma dificuldade muito grande de eles se firmarem no Senhor, muitos aceitam a Jesus, mas não tem muita firmeza, outros só vão a Igrejas nos domingos, não aparecem com frequência nos cultos semanais, existes igrejas que só fazem os cultos no Domingo pela manhã, mas a noite não tem, mas para a gloria de Deus o Senhor tem nos ajudado em meios a tantas dificuldades que nesses três meses estamos passando, louvo a Deus pela vida do Pr. lira onde ele é um ícone em missões, pois fazem 35 anos que esta no campo missionário e a nossa igreja Assembleia de Deus da Convenção de Abreu e Lima é muito grato a esse servo de Deus.

Sei amados irmãos que o nosso Deus ainda é o mesmo ontem, hoje e será para sempre, ele não muda, me lembro que o nosso Deus derramou sua promessa no dia de Pentecostes onde havia 120 pessoas no cenáculo e receberam a promessa do Batismo com Espírito Santo, mas nesse evento o que mas me chama a atenção é que os discípulos falavam os idiomas das outras nações, e muitos ficaram pasmados com isso, então quando cheguei aqui não sabia nada de espanhol como ainda não sei, mas literalmente somente algumas saudações, o Pr. Lira começou nos ensinando as pronunciação das palavras e mandou-nos ler como esta escrito, pois em espanhol se pronuncia com esta as palavras, e começamos a ler assim, no primeiro culto que participamos uma santa ceia ele nos deu uma oportunidade, para eu pregar sem interprete e pregamos e Deus foi me ajudando, e dela para cá, só prego ou ensino em espanhol sei que tem muita coisa para eu aprender, pois bem como lhe tinha dito sobre o milagre, muitos missionários que estão aqui ficaram impressionado com o meu desenvolvimento em apenas alguns meses esta falando um espanhol que as pessoas posam entender, sei que preciso muito melhorar, mas para os meses que estou aqui somente Deus pode fazer isso, e vou partir para aprender depois do espanhol, o idioma de tribos nativas que fica no Amazónia. Quero também informar que desde que começamos a pregar e a evangelizar Deus sempre deixava seu sinal, tivemos grandes vitorias aqui em relação a vidas salvas são 19 pessoas que se renderam a Cristo e um irmão da igreja do Pr. Lira foi tremendamente usado por Deus em nos presentear com todos os equipamento de som, como caixas, microfones, amplificadores, bem só Deus pode fazer essas coisas, pessoas sendo renovadas, batimos com Espírito Santo e curas divinas, bem isso é apenas algumas experiencias que estamos vivendo aqui, pois não começamos ainda a obra pois é necessário que tenhamos condições linguísticas para abrir uma obra, mas estamos indo para Valência onde vamos começar a observar onde vamos implantar a obra missionária das Assembleia de Deus de Abreu e Lima, conto com vossas orações para Deus nos ajudar em tudo.

Quero agradecer ao meu Deus e poderoso Senhor Jesus Cristo por tudo que Ele tem realizado aqui, a nossa Igreja Assembleia de Deus de Abreu e Lima pela visão missionária, ao nosso Pr. Presidente da nossa Convenção, Pr. Roberto José e a toda diretoria e ministério como também todas as igrejas do nosso estado, juntamente com todas as orações missionárias, ao Pr. Francisco Tercio presidente do Campo de Jaboatão, por ter visto uma chamada de Deus em nossas vidas e confiado essa tão grande tarefa sublime de Cristo para executarmos, aos ministros e obreiros de Jaboatão e todos os departamentos da igreja, somos gratos por vossas orações, e peço oração para a nossa ida para Valência pois sei que muitas vidas precisam de um encontro com Cristo o nosso Salvador.

Que Dios le bendiga a todos en el Nombre de Jesucristo.

PARA TODOS QUE DESEJAM SABER MAS SOBRE A VENEZUELA VISITE NOSSO BLOG.

http://www.venezueladecristo.blogspot.com/

sábado, 26 de março de 2011

IMAGENS DOS ÚLTIMOS EVENTOS: STA. CRUZ DA SERRA (DUQUE DE CAXIAS-RJ), MARANGUAPE 2 E PARATIBE (PAULISTA-PE)

ENCONTRO DE LÍDERES NA AD EM PARATIBE (PAULISTA-PE)

ENCONTRO DE LÍDERES NA AD EM MARANGUAPE-2 (PAULISTA-PE)

CONFERÊNCIA DA PALAVRA NA AD EM STA. CRUZ DA SERRA (DUQUE DE CAXIAS-RJ)

sexta-feira, 25 de março de 2011

CAMPO MISSIONÁRIO: ASSUERO CHAGAS


Amados, nós esperamos em Deus, e vemos o seu trabalhar. O Senhor está fazendo coisas grandes, e não podemos deixar de contar o que o Criador faz. Hoje completamos cinco meses de aberta a obra na cidade de Lima, capital do Peru, vemos a Palavra do Senhor cumprir-se cabalmente. As vidas estão se entregando a Jesus !!! A sala que alugamos está ficando cheia, Deus tem curado enfermos, batizado com o Espírito Santo, e grandes coisas temos visto, com os nossos próprios olhos, Deus fazer. Deus nos enviou a uma terra sedenta, que faz ecoar um forte clamor por mais servos de Deus que doem suas vidas por amor às almas, levando o evangelho da salvação às suas terras. ¿Vc aceita o desafio? Nós aceitamos e esperamos por vc. Somos em total 41 irmãos: sendo 6 crianças, 7 adolescentes e jovens, e 28 adultos (Com a minha família somos 46). Eu creio que muito em breve as 95 cadeiras da igreja estarão cheias, no nome de Jesus. Segunda feira, Jesus batizou a primeira pessoa com o Espírito Santo, uma jovem chamada Lucy que há apenas duas semanas se havia rendido aos pés do Senhor. Eis um resumo histórico da obra aqui em Lima:


05 de Outubro de 2010 – Chegamos a Lima, capital do Peru.

24 de Outubro de 2010 – Inauguramos a obra no distrito de San Martín de Porres, capital.

13 de Janeiro de 2011 – Inauguramos a EBD com 4 alunos.

21 de Março de 2011 – Inauguramos o Círculo de Oração com 10 irmãs e vimos a primeira crente ser batizada com o Espírito Santo, tendo por sinal o falar em línguas estranhas.


Amados, peço as vossas orações pelo primeiro batismo nas águas e primeira santa ceia que faremos no dia 22 de Maio deste ano. Estamos levando a cabo o discipulado dos novos convertidos e antes do batismo realizaremos a primeira formatura da escola do discipulado em Lima, Peru. Estaremos colocando as fotos e comentários no nosso blog.


No demais, agradeço as orações da igreja do Senhor, por não deixar-nos sós nesse desafio de juntos realizarmos a vontade suprema do Senhor que é a Salvação das vidas por meio do evangelho que pregamos.


Convidamos a todos a acompanhar-nos no nosso blog, clik abaixo


http://assuerochagas.blogspot.com/


Nosso vídeo do mês de março, clik abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=TfXGgsGbd0w


Um relatório de minha esposa, missionária Rebeca, sobre a inauguração do círculo de oração último dia 21 de Março, clik abaixo:


http://missoeslimaperu.blogspot.com/2011/03/inauguracao-do-circulo-de-oracao.html


Alguns estudos bíblicos interessantes, clik abaixo:


http://assuerochagas.blogspot.com/2011/03/quando-pensamos-em-desistir.html

http://assuerochagas.blogspot.com/2010/11/quando-neemias-espamcou-alguns-do-povo.html


A todos um forte abraço e La paz del Señor.


Assuero Chagas - Missionário

quinta-feira, 24 de março de 2011

REVISTA ENSINADOR CRISTÃO: ABR-MAIO-JUN/2011


Pude dar uma pequena parcela de colaboração na reportagem de Lucar Ricardo, da Revista Ensinador Cristão, nº 46 - abr-maio-jun/2011, sobre o tema "Bullying: como enfrentar esse mal nas classes da ED".

Na edição desse novo trimestre você encontra ainda os seguintes artigos: Escola Dominical do Segundo Século - preparando o ensino para o próximo 100 anos da Assembleia de Deus (Pr. Moisés de Carvalho), Assembleia de Deus e os Fundamentos da Fé Pentecostal (Pr. Elienai Cabral), Inteligências múltiplas e o desafio do seu uso na ED (Profª Valdenilda L. da Conceição) e outros.

A Revista Ensinador Cristão tem como proposta oferecer um suporte que atenda pastores, superintendentes, líderes, professores de ED e seminaristas na sublime tarefa de promover o ensino-aprendizagem na Escola Dominical.

Saiba mais no www. cpad.com.br

PROGRAMA NOVAS DE PAZ: DIA DE GRAVAÇÃO

Com o Ev. Robson Lucena no EBD na TV

Atualidades em Foco, ao lado do Ev. Jailson Trajano, Pr. Esdras Cabral e do irmão Elvis (Doutorando em Geologia)

EM PÉ DA ESQUERDA PARA A DIREITA: Dc. Henrique, Ir. Abraão, Pr. Rosevete Tavares, Pr. Dário José, Ev. Jailson Trajano, Ir. Leonardo e Ir. Rogério. SENTADOS: Pr. Gilmar Ribeiro, Pr. Roberto José e Pr. Altair Germano (Integrantes da Equipe Novas de Paz)

Passamos o dia hoje gravando para alguns quadros do Programa Novas de Paz, que vai ao ar de segunda a sexta, das 8 às 9h00, pela TV Nova Canal 22, e aos sábados das 22 às 23h00, aqui em Pernambuco.

A Rede Novas de Paz de Comunicação é um empreendimento da Assembleia de Deus em Abreu e Lima-PE, e atualmente está envolvida na produção e realização do Programa Novas de Paz (TV Nova, Canal 22), Programa Novas de Paz (Rádio Chama Viva FM 94,7), Jornal Novas de Paz, Site da AD em Abreu e Lima-PE e Rádio Web Novas de Paz.

terça-feira, 22 de março de 2011

PAULO TESTIFICA DE CRISTO EM ROMA. Subsídio para Lição Bíblica - 1º Trimestre/2011

Penso ser interessante para o professor da EBD, num primeiro momento, trazer para o seu aluno um pouco da história de Roma. As informações desta primeira parte deste subsídio foram tiradas da Wikipédia (Roma Antiga. Disponível em http://wikipedia.org. Acesso em 22/03/2011). O uso de um mapa da viagem de Paulo a Roma se torna um recurso didático necessário para essa lição.

ROMA ANTIGA

A
Roma Antiga foi uma civilização que se desenvolveu a partir da cidade-Estado de Roma, fundada na península Itálica durante o século VIII a.C. [1].
Durante os seus doze séculos de existência, a civilização romana transitou da monarquia para uma república oligárquica até se tornar um vasto império que dominou a Europa Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da conquista e assimilação cultural. No entanto, um rol de fatores sócio-políticos iria agravando o seu declínio, e o império seria dividido em dois. A metade ocidental, onde estavam incluídas a Hispânia, a Gália e a Itália, entrou em colapso definitivo no século V e deu origem a vários reinos independentes; a metade oriental, governada a partir de Constantinopla passou a ser referida como Império Bizantino a partir de 476 d.C., data tradicional da queda de Roma e aproveitada pela historiografia para demarcar o início da Idade Média.

AS PROVÁVEIS ORIGENS DO NOME "ROMA"

A etimologia do nome da cidade é incerta, e são várias as teorias que nos chegam deste a Antiguidade. A menos provável indica-nos que derivaria da palavra grega Ρώμη (Róme), que significa "bravura", "coragem". Mais provável é a ligação co
m a raiz *rum-, "seios", com possível referência a uma loba (em latim, lupa) que teria adotado os gêmeos Rómulo e Remo que, segundo se pensa, seriam descendentes dos povos de Lavínio. Rómulo mataria o seu irmão e fundaria Roma.

OS PRIMEIROS POVOS

Roma cresceu com a sedentarização dos povos no monte Palatino até outras colinas a oito milhas do mar Tirreno, na margem Sul do rio Tibre. Outra destas colinas, o Quirinal, terá sido, provavelmente, um entreposto para outro povo itálico, os Sabinos. Nesta zona, o Tibre esboça uma curva em forma de "Z" contendo uma ilha que permite a sua travessia. Assim, Roma estava no cruzamento entre o vale do rio e os comerciantes que viajavam de Norte a Sul pelo lado ocidental da península. A data tradicional da fundação (21 de abril de 753 a.C.[2]) foi convencionada bem mais tarde, no final da a República por Públio Terêncio Varrão[1], atribuindo uma duração de 35 anos a cada uma das sete gerações correspondentes aos sete mitológicos reis. Foram, no entanto, descobertas peças arqueológicas que indicam que a área de Roma poderá já ter estado habitada tão cedo quanto 1400 a.C.


O DOMÍNIO ETRUSCO

Após 650 a.C., os etruscos tornaram-se dominantes na península Itálica, expandindo-se para o centro-norte da região. Alguns historiadores modernos consideram que a este movimento estava associado o desejo de dominar Roma e talvez toda a região do Lácio, embora o assunto seja controverso. A tradição romana apenas nos informa que a cidade foi governada por sete reis de 753 a.C. a 509 a.C., iniciando-se com o mítico Rómulo que, juntamente com o seu irmão, Remo, teriam fundado Roma. Sobre os últimos três reis, especialmente Tarquínio Prisco e Tarquínio, o Soberbo, informa-nos ainda que estes seriam de origem etrusca — segundo fontes literárias antigas, Prisco seria filho de um refugiado grego e de uma mãe etrusca — e cujos nomes se referem a Tarquinia.

A REPÚBLICA ROMANA


República Romana é a expressão usada por convenção para definir o Estado romano e suas províncias desde o fim do Reino de Roma em 509 a.C. ao estabelecimento do Império Romano em 27 a.C.

No virar para o século V a.C., Roma uniu-se às cidades latinas como medida defensiva das incursões dos sabinos. Vencedora da batalha do Lago Regillus, em 493 a.C., Roma estabeleceu novamente a supremacia sobre as regiões latinas que perdera com a queda da monarquia. Após séries de lutas, a supremacia veio a consolidar-se em 393 a.C., com a subjugação dos volscos volsci e dos équos aequi. No ano anterior já teriam resolvido a ameaça dos vizinhos veios, conquistando-os. A potência etrusca estava agora confinada exclusivamente à sua própria região, e Roma tornara-se na cidade dominante do Lácio. No entanto, em 387 a.C., Roma seria saqueada pelos gauleses liderados por Breno, que já tinha sido bem-sucedido na invasão da Etrúria. Esta ameaça seria rapidamente resolvida pelo cônsul Marco Fúrio Camilo, que derrotou Breno em Tusculum pouco depois.

Para assegurar a segurança do seu território, Roma empenhou-se na reconstrução dos edifícios e tornou-se ela própria a invasora, ao conquistar a Etrúria e alguns territórios aos gauleses, mais a norte. Em 345 a.C., Roma voltou-se para Sul, a combater outros latinos, na tentativa de assegurar o seu território contra posteriores invasões. Neste quadrante, o seu principal inimigo eram os temidos samnitas que já haviam derrotado as legiões em 321 a.C.. Apesar desses e outros contratempos temporais, os Romanos prosseguiram a sua expansão casual de forma equilibrada. Em 290 a.C., Roma já controlava mais de metade da península Itálica e, durante esse século ainda, os romanos apoderaram-se também das poleis da Magna Grécia mais a sul.
Segundo a lenda, Roma tornou-se numa República em 509 a.C., quando um grupo de aristocratas expulsou Tarquínio, o Soberbo[1]. No entanto, foram necessários vários séculos até Roma assumir a forma monumental com que é popularmente concebida. Durante as Guerras Púnicas, entre Roma e o grande império mediterrânico de Cartago, o estatuto de Roma aumentou mais ainda, já que assumia cada vez mais o papel de uma capital de um império ultramarino pela primeira vez. Iniciada no século II a.C., Roma viveu uma significativa explosão populacional, com os agricultores ancestrais a trocarem as suas terras pela grande cidade, com o advento das quintas operadas por escravos obtidos durante as conquistas, as latifundia.

Em 146 a.C., os Romanos arrasaram as cidades de Cartago e Corinto, anexando o Norte de África e a Grécia ao seu império e transformando Roma na cidade mais importante da parte ocidental do Mediterrâneo. A partir daqui, até ao final da República, os cidadãos iriam empenhar-se numa corrida de prestígio, suportando a construção de monumentos e grandes estruturas públicas. Talvez a mais notável tenha sido o Teatro de Pompeu, erigido pelo general Gneu Pompeu Magno (Pompeu), que era o primeiro teatro de caráter permanente alguma vez construído na cidade. Depois de César regressar vitorioso das conquistas gálicas e subsequente guerra civil com Pompeu, embarcou num programa de reconstrução sem precedentes na história romana. Seria, no entanto, assassinado em 44 a.C. com a maioria dos seus projetos ainda em construção.

O IMPÉRIO ROMANO

No final da República, a cidade de Roma ostentava já a imponência de uma verdadeira capital de um império que dominava a totalidade do Mediterrâneo. Era, na altura, a maior cidade do mundo e provavelmente a mais populosa cidade já construída até o século XIX. Estimativas dos picos populacionais variam entre menos de 500.000 e mais de 3,5 milhões, embora valores mais populares pelos historiadores variem entre 1 milhão e 2 milhões. A grandeza da cidade aumentou com as intervenções de Augusto, que completou os projetos de César e iniciou os seus próprios, como o Fórum de Augusto, e o Ara Pacis ("Altar da Paz"), em celebração do período de paz vivido na altura (Pax Romana), redefinindo também a organização administrativa da cidade em 14 regiões. Os sucessores de Augusto tentaram prosseguir essa linha edificadora deixando as suas próprias contribuições na cidade. O grande incêndio de Roma, durante o reinado de Nero, iria destruir grande parte da cidade mas, por sua vez, iria permitir e impulsionar uma nova vaga do desenvolvimento edificador.

É no contexto deste período que se dá os acontecimentos envolvendo a vida e o ministério do apóstolo Paulo.

A SOCIEDADE ROMANA

Os principais grupos sociais que se construíram em Roma eram os patrícios, os clientes, os plebeus e os escravos.
  • Patrícios: eram grandes proprietários de terras, rebanhos e escravos. Desfrutavam de direitos políticos e podiam desempenhar altas funções públicas no exército, na religião, na justiça ou na administração. Eram os cidadãos romanos.
  • Clientes: eram homens livres que se associavam aos patrícios, prestando-lhes diversos serviços pessoais em troca de auxílio econômico e proteção social. Constituíam ponto de apoio da dominação política e militar dos patrícios.
  • Plebeus: eram homens e mulheres livres que se dedicavam ao comércio, ao artesanato e aos trabalhos agrícolas. Apesar da conotão do nome, havia plebeus ricos.
  • Escravos: Representavam uma propriedade, e, assim, o senhor tinha o direito de castigá-los, de vendê-los ou de alugar seus serviços. Muitos escravos também eram eventualmente libertados.
A ORIGEM DA IGREJA EM ROMA

Aos olhos humanos o evangelho não teria a mínima chance em Roma. O seu esplendor, imponência, poder e glória promoviam um certo ar de arrogância, prepotência e altivez. Parecia ser uma fortaleza intransponível em todos os sentidos.

O evangelho não chegou a Roma por intermédio de Paulo. Conforme Becker (2007, p. 468), o cristianismo expandiu-se do oriente para o ocidente. A origem dessa comunidade parece ser anterior a primeira missão de Paulo na Macedônia e na Grécia (At 16: 6-10), pois, em torno de 50 d.C., ele inicia uma amizade em Corinto (At 18:-4) com o casal Priscila e Áquila, provenientes de Roma. A comunidade de Roma seria, dessa forma, a primeira comunidade cristã que se teria notícias em solo europeu. Antes de 50 d.C. só havia cristãos na Palestina, Síria e Ásia Menor. Sendo assim, é provável que Roma tenha entrado em contato com o cristianismo por meio dessas regiões.

Stott (2003, p. 434) afirma que não se sabe como e quando o evangelho chegou a Roma e foi fundada uma igreja ali. Em seu comentário de Atos trabalha a hipótese de que alguns visitantes de Roma em Jerusalém por ocasião do Pentecoste (At 2:10) se converteram, e levaram o evangelho para casa. Seguindo essa hipótese, Pohl (1999, p. 19) escreve:

Na capital do império desenvolveu-se, no século I, o maior centro judaico do mundo antigo. Calcula-se que tivesse dezenas de milhares de membros. Foi possível comprovar a existência de pelo menos treze comunidades sinagogais na cidade. Mantinham um contato intenso com Jerusalém. As pessoas viajavam para lá e para cá como comerciantes, artesãos e, não por último, como peregrinos devotos (cf. At 2.10). Encaixa-se bem nesse quadro que nos cultos sinagogais em Roma aparecessem certo dia também judeus de Jerusalém que se haviam convertidos a Cristo. Confessaram sua fé, dando origem a um movimento cristão muito vivo. Desse modo o cristianismo em Roma originou-se da atuação de crentes para nós anônimos. No que concerne à época, caberá evidenciar em seguida que esses inícios remontam pelo menos já aos anos quarenta, ou seja, uma década inteira antes da primeira viagem missionária de Paulo. Não foi ele o primeiro missionário na Europa; nem foi em Filipos que se constituiu a primeira igreja européia.

A igreja em Roma era uma comunidade mista, constituída de judeus e gentios, onde o segundo grupo parecia prevalecer em número (Rm 1:5, 13; 11:13). Há sinais de conflitos entre os dois grupos, no que tudo indica, gerado por questões teológicas (Rm 14; 16:17-18) que envolvia o cristianismo judaizante e o cristianismo livre da lei (STOTT, 2007, p. 32-33).

O DESEJO DE PAULO DE VISITAR A IGREJA EM ROMA

O desejo de visitar Roma é algo manifesto nos escritos paulinos:

Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios. (Rm 1:13)

Essa foi a razão por que também, muitas vezes, me senti impedido de visitar-vos. Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos, penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que, de passagem, estarei convosco e que para lá seja por vós encaminhado, depois de haver primeiro desfrutado um pouco a vossa companhia. Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos. Porque aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhes são devedores; porque, se os gentios têm sido participantes dos valores espirituais dos judeus, devem também servi-los com bens materiais. Tendo, pois, concluído isto e havendo-lhes consignado este fruto, passando por vós, irei à Espanha. E bem sei que, ao visitar-vos, irei na plenitude da bênção de Cristo. Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor, para que eu me veja livre dos rebeldes que vivem na Judéia, e que este meu serviço em Jerusalém seja bem aceito pelos santos; a fim de que, ao visitar-vos, pela vontade de Deus, chegue à vossa presença com alegria e possa recrear-me convosco. (Rm 15:22-32)

No texto acima podemos verificar algumas questões:

- O claro interesse de Paulo em visitar a igreja em Roma;

- O plano de Paulo que incluía uma viagem a Espanha, onde de passagem visitaria a igreja em Roma, isso após passar por Jerusalém e deixar lá uma oferta levantada na Macedônia e na Acaia para os pobres dentre os santos;

- A confiança de que chegaria em Roma debaixo da bênção e pela vontade de Deus, para alegremente recrear-se com os irmãos;

- A consciência de que poderia enfrentar dificuldades em Jerusalém entre os "rebeldes", conforme fica claro em Atos 20:22-24:

E, agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações. Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.

O Espírito Santo sempre nos avisa e nos prepara para enfrentarmos as adversidades. Mesmo sabendo que iria sofrer nas mãos de seus adversários (sempre haverá adversários em nossa jornada ministerial e cristã), Paulo não se acovardou, não abriu mão de cumprir o propósito de Deus para a sua vida.

Chegando em Jerusalém, Paulo foi recebido com alegria pelos irmãos (At 21:17-19), que em seguida expressaram uma preocupação pelos boatos espalhados por alguns judeus convertidos (At 21:20-22). Na sequência dos fatos, Lucas (At 21:27-26:32) nos narra toda a oposição, prisão, interrogatórios e a decisão de Paulo em apelar para ser julgado em Roma (At 25:11-12; 26:32).

A esta altura é interessante deixar claro que o desejo de ir a Roma não era um mero capricho de Paulo. Tudo fazia parte de um propósito divino. Durante aqueles momentos difíceis, o Senhor Jesus deixou claro para Paulo que tudo estava sob o seu controle e debaixo da sua vontade:

Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma. (At 23:11)

Jesus disse numa visão que Paulo chegaria em Roma para lá testemunhar. Havia propósito. Você continua tendo visões espirituais e diretivas da parte de Deus? Jesus já disse onde você chegará? Disse onde pregará? Disse onde irá pastorear? Disse onde irá servi-lo? Fique certo que isso acontecerá. Basta apenas que você permaneça na vontade dele. Esse negócio "importa" para ele. Coragem!

A VIAGEM DE PAULO A ROMA

Os detalhes que envolve a viagem de Paulo a Roma estão narrados em Atos 27:1-28:31. Foi uma viagem repleta de imprevistos e perigos.

Entre os acontecimentos neste período destacam-se:

- O vento contrário que enfrentaram nas proximidades de Creta (27:7);

- As "advertências" (gr. parenei, admoestação, recomendação. O verbo no imperfeito indica uma ação que foi contínua) de Paulo (27:9-10) quanto aos perigos da viagem, que foram ignoradas pelo centurião que conduzia o grupo de prisioneiros (27:11). A experiência de Paulo com viagens marítimas de Paulo não foi considerada (2 Co 11.25);

- O tufão (gr. typhonikos), chamado Euroaquilão, termo composto por euros, o vento leste, e aquilo, do latim, o vento "norte" (STOTT, 2003, p. 439; KISTEMAKER, ibidem, p. 569, cf. Atos 27:14-20), que arrastou o navio com violência (v.15), deixando-o à deriva (v. 17). O navio podia estar à deriva, mas a vida e o destino de Paulo estavam na direção certa.

- A visão que Paulo teve durante a noite, em pleno navio, sobre a proteção de Deus naquelas circunstâncias (27:21-26). Diante do desespero e da ansiedade que tomou conta daqueles que estavam no navio, a postura firme e sóbria de Paulo fez a diferença. "Tenham bom ânimo", "não temas", foi a palavra de Paulo, firmada na promessa que lhe foi renovada de que ele chegaria à Roma, e de que nenhum daqueles que com ele se encontrava se perderia (27:24).

- Os milagres em Malta, onde ficou imune ante a picada de uma víbora (28:3-6), e onde orou pela cura do pai de Púbio e pelos enfermos da ilha(28:7-9). E meio às tribulações sofridas pela causa do evangelho ,Deus nos usa e nos honra para a glória dele (28:10).

- A chegada em Siracusa (28:12). A passagem por Régio e a chegada em Putéoli (28:13), um porto na baía de Nápoles, que fica a cerca de 193 km ao sul de Roma, onde de lá se chegava à Roma caminhando cerca de cinco dias. Nos tempos de Paulo, era um porto bem movimentado que vivia do comércio conduzido por Roma com o resto do mundo habitado. Alguns crentes que residiam em Putéoli foram se encontrar com Paulo. A comunidade cristã nessa cidade portuária pode ter surgido simultaneamente com a de Roma, quer seja por parte daqueles que retornaram de Jerusalém depois do Pentecoste por este porto (At 2:10), ou durante a expulsão dos judeus por Cláudio em 49 d.C. Paulo permaneceu a convite dos irmãos por sete dias em Putéoli, para em seguida se dirigir para Roma (KISTEMAKER, ibidem, p. 607-608).

Vento contrário, tufão, naufrágio, víbora, qualquer outro tipo de adversidade, obstáculo, impecilho ou barreira, não podem frustrar os planos de Deus para a nossa vida.

PAULO EM ROMA

Em Roma, após ser entregue ao general de dos exércitos, Paulo foi autorizado a morar sozinho, ficando sob a guarda de um soldado (28:16) e com correntes (28:20). Após três dias de sua chegada, Paulo convocou os principais dos judeus para expor a sua causa e testemunhar de Jesus. A sua fala e testemunho provocou uma grande contenda entre eles, pois alguns creram e outros não (28:17-29). Kistemaker (ibidem, p. 612) relata que:

Com base na informação fornecida pelos historiadores romanos e judeus (Suetônio, Tácito e Josefo), nós podemos estimar que uns 40 mil judeus viviam na cidade imperial na metade do século 1º. Pelas inscrições, sabemos que havia pelo menos dez sinagogas em Roma com líderes influentes. Esses líderes, então, se encontraram com Paulo para ouvirem-no sobre a razão de sua prisão.

Sobre os fatos que levaram Paulo a ser preso os líderes judeus nada sabiam (28:21). Sobre a Igreja (designada por eles de seita), afirmaram que em toda parte se falava contra ela (28:22). Foi dessa forma que a porta se abriu, para que em Paulo se cumprisse o propósito de Jesus.

A melhor estratégia de evangelização é aquela que o Senhor nos dá. Como o Senhor é tremendo! Os primeiros em Roma que ouviram o testemunho sobre Jesus dado por Paulo foram os líderes judeus, onde alguns creram (28:24). Quando líderes religiosos, políticos ou de qualquer outro segmento são alcançados pelo evangelho, ao se converterem acabam influenciando de alguma forma os seus liderados.

Paulo alugou umas casa, onde por dois anos recebia os irmãos que iam vê-lo (28:30). O livro de Atos termina relatando o trabalho de Paulo com o seguinte texto: "pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo" (28:31).

Kistemaker (ibidem, p. 626), faz uma excelente observação ao chamar a prisão domiciliar de Paulo de "Central de Missões", e trabalha com a hipótese de que alguns soldados que vieram a fazer a guarda de Paulo acabaram sendo evangelizados e se convertendo. Dessa forma, continua Kistemaker, estes soldados ao serem transferidos para outras atividades e localidades acabavam se tornando missionários, evangelizando e testemunhando para os seus oficiais, outros soldados, presos e familiares.

Stott (2003, p. 454-455) vai mais além e afirma crer que Paulo compareceu diante de Nero, se cumprindo assim a promessa de Jesus de ele chegar a Roma (23:11), e a segunda promessa de comparecer perante César (27:24), onde proclamou a Cristo fielmente na corte mais prestigiada do mundo, à pessoa mais prestigiada do mundo.

Lucas conclui o livro sem relatar a liberação de Paulo, as demais viagens que realizou, o seu segundo encarceramento, as epístolas escritas na prisão e sua morte. Duas correntes mais fortes, dentre algumas outras, existem sobre o fato:

- A primeira é a de que Paulo foi julgado e inocentado, ou o governo romano abriu mão do processo contra ele (SHERWIN-WHITE, p. 118-119 apud MARSHALL, 1982, p. 396). Stott (ibidem, p. 456-457) segue essa linha, alegando que as cartas pastorais evidenciam isso, e que ele reassumiu suas viagens por mais dois anos, antes de ser preso novamente, julgado, condenado e executado em 64 d.C.

- A segunda é a possibilidade de que Paulo foi julgado e executado a esta altura (final dos dois anos), mas que Lucas não quis registrar o seu martírio, visto que já dera indicações indiretas no decurso da narrativa de Atos 20:23-25; 38; 21:13; 23:11; 27:24 (Ibidem). Marshall considera o destino de Paulo aqui como uma questão secundária, e termina seu comentário com a declaração de que: "nada que os homens são capazes de fazer é suficiente para impedir o progresso e vitória final do evangelho". BOOR (ibidem, p. 370) diz que o destino de Paulo, diante do cumprimento das promessas e da pregação e testemunho do evangelho em Roma "não tem importância".

CONCLUSÃO

Neste caminhar ao destino que o Senhor estabeleceu para nós, nem sempre a forma e as circunstâncias são as que idealizamos ou planejamos. Pensamos de um jeito e Deus faz de outro. O jeito que Ele faz é sempre o melhor, mesmo que a princípio fiquemos confusos e até com dúvidas, mesmo que implique em grande sofrimento e tribulação para nós.

Não nos preocupemos como vamos chegar. Apenas confiemos e esperemos Nele.

Chegaremos e realizaremos a Sua vontade e propósito!

Coragem!

Ânimo!

REFERÊNCIAS

Bíblia de Estudo Almeida. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

BECKER, J. Apóstolo Paulo: vida, obra e teologia. São Paulo: Academia Cristã, 2007.

BOOR, Weiner de. Atos dos Apóstolos. Curitiba-PR: Esperança, 2003.

KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1

MARSHALL, I. Howard. Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

Novo Testamento interlinear grego-português. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004.

POHL, Adolf. Carta aos romanos. Curitiba-PR: Esperança, 1999.

REGA, Lourenço Stelio; BERGMANN, Johannes. Noções do grego bíblico: gramática fundamental. São Paulo: Vida Nova, 2004.

Roma Antiga. Disponível em http://wikipedia.org. Acesso em 22/03/2011

STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003.

___. A mensagem de Romanos. São Paulo: ABU, 2007.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.

Terminamos mais um trimestre.

Aproveito para agradecer as palavras de incentivo dos leitores que chegaram através dos comentários dos posts, enviadas por e-mail ou dadas pessoalmente em nossas viagens para atender algumas agendas.

Continuo contando com as vossa orações.

Deixe uma mensagem sobre a importância da Escola Bíblica Dominical no comentário deste post, e concorra ao sorteio de um exemplar do meu mais novo livro: O Batismo com o Espírito Santo: perspectivas sob um olhar crítico do pentecostalismo clássico.

Farei o sorteio no próximo sábado e divulgarei o nome do ganhador no blog, que me informará por email o endereço para envio do livro.


Um forte abraço e até o próximo trimestre, se Deus quiser!

segunda-feira, 21 de março de 2011

O QUE WESLEY PRATICOU E PREGOU SOBRE O DINHEIRO?

Por Charles Edward White

John Wesley pregou muitas vezes sobre o uso do dinheiro. Possuindo provavelmente o maior salário já recebido na Inglaterra, ele teve oportunidades de colocar suas idéias em prática. O que ele disse a respeito do dinheiro? E o que fez com o próprio dinheiro?

John Wesley experimentou uma pobreza opressiva quando criança. Seu pai, Samuel Wesley, era pastor anglicano numa das paróquias que pagavam os menores salários do país. Ele tinha nove filhos para sustentar e raramente ficava sem dívidas. Uma vez John viu seu pai sendo levado para a prisão dos devedores. Portanto, quando seguiu seu pai no ministério, não tinha ilusão alguma acerca das recompensas financeiras.

É provável que tenha sido uma surpresa para John Wesley que, embora Deus o houvesse chamado para mesma vocação de seu pai, não o havia chamado para ser tão pobre quanto ele. Em vez de ser pastor numa paróquia, John sentiu a direção de Deus para ensinar na Universidade de Oxford. Lá, ele foi escolhido para ser membro do conselho do Lincoln College. Sua posição lhe garantia pelo menos trinta libras por ano, mais do que o suficiente para um rapaz solteiro viver. John parecia desfrutar de sua relativa prosperidade. Gastou seu dinheiro em jogos de cartas, tabaco e conhaque.

Enquanto estava em Oxford, um incidente transformou sua perspectiva acerca do dinheiro. Ele havia acabado de comprar alguns quadros para colocar em seu quarto, quando uma das camareiras chegou à sua porta. Era um dia frio de inverno, e ele notou que ela não tinha nada para se proteger, exceto uma capa de linho. Ele enfiou a mão no bolso para dar-lhe algum dinheiro para comprar um casaco, mas percebeu que havia sobrado bem pouco. Imediatamente, ficou perplexo com o pensamento de que Deus não havia se agradado pela forma como havia gasto seu dinheiro. Ele perguntou a si mesmo: O mestre me dirá “Muito bem servo bom e fiel”? Tu adornaste as paredes com o dinheiro que poderia ter protegido essa pobre criatura do frio! Ó justiça! Ó misericórdia! Esses quadros não são o sangue dessa pobre empregada?

O que Wesley fez?

Talvez, como resultado desse incidente, em 1731, Wesley começou a limitar seus gastos para que pudesse ter mais dinheiro para dar aos pobres. Ele registrou que, em determinado ano, sua renda fora de 30 libras, suas despesas, 28, assim, tivera duas libras para dar. No ano seguinte, sua renda dobrou, mas ele continuou administrando seus gastos para viver com 28, desse modo, restaram-lhe 32 libras para dar aos pobres. No terceiro ano, sua renda saltou para 90 libras. Em vez de deixar suas despesas crescerem juntamente com sua renda, ele as manteve em 28 e doou 62 libras. No quarto ano, recebeu 120 libras. Do mesmo modo que antes, suas despesas se mantiveram em 28 libras e, assim, suas doações subiram para 92.

Wesley sentia que o crente não deveria simplesmente dar o dízimo, mas dar toda sua renda excedente, uma vez que já tivesse suprido a família e os credores. Ele cria que com o crescimento da renda, o que deveria aumentar não era o padrão de vida, mas sim o padrão de doações.

Essa prática começou em Oxford e continuou por toda a sua vida. Mesmo quando sua renda ultrapassou mil libras esterlinas, ele viveu de modo simples, doando rapidamente seu dinheiro excedente. Houve um ano em que seu salário superou 1400 libras. Ele viveu com 30 e doou aproximadamente 1400. Por não ter uma família para cuidar, não precisava poupar. Ele tinha medo de acumular tesouros na terra, portanto, seu dinheiro ia para as obras de caridade assim que chegava às suas mãos. Ele registrou que nunca permaneceu com 100 libras.

Wesley limitava suas despesas, não adquirindo coisas que eram tidas como essenciais para um homem de sua posição. Em 1776, os fiscais de impostos inspecionaram suas restituições e lhe escreveram a seguinte sentença: “Não temos dúvidas de que o senhor possui algumas baixelas de prata para cada item que o senhor não declarou até agora”. Eles queriam dizer que um homem proeminente como ele, certamente possuía alguns pratos de prata em sua casa, e o acusavam de sonegação. Wesley lhes respondeu: “Tenho duas colheres de prata em Londres e duas em Bristol. Essa é toda a prata que possuo no momento e não comprarei mais prata alguma, visto que muitos ao meu redor almejam por pão”.

A outra forma pela qual Wesley limitava seus gastos era identificando-se com os pobres. Ele pregava que os crentes deveriam se considerar como membros dos pobres, a quem Deus havia dado dinheiro para ajudá-los. Portanto, ele vivia e comia com os pobres. Sob a liderança de Wesley, a igreja Metodista de Londres estabeleceu dois abrigos para viúvas na cidade. Elas eram sustentadas pelas ofertas recolhidas nos encontros e nas celebrações da Ceia do Senhor. Em 1748, nove viúvas, uma mulher cega e duas crianças viviam ali. Juntamente com elas, vivia John Wesley e outro pregador metodista que se encontrava na cidade naquela ocasião. Wesley se alegrava em comer da mesma comida que elas, à mesma mesa, antevendo o banquete celestial que todos os crentes compartilharão.

Durante quatro anos, a dieta de Wesley consistia principalmente em batatas, em partes para melhorar sua saúde, mas também para economizar dinheiro. Ele dizia: “Aquilo que eu guardo para comprar carne pode alimentar alguém que não possui comida alguma”. Em 1744, Wesley escreveu: “Quando eu morrer, se eu deixar dez libras para trás... você e toda a humanidade poderão testemunhar contra mim, dizendo que tenho vivido e morrido como um ladrão e salteador”. Quando ele morreu em 1791, o único dinheiro que estava em sua posse eram algumas moedas, encontradas em seus bolsos e em sua gaveta de roupas.

O que havia acontecido ao restante do dinheiro que ele ganhara em toda a sua vida, uma quantia estimada em trinta mil libras?[i] Ele o havia doado. Como Wesley havia dito: “Não poderei evitar deixar meus livros para trás quando Deus me chamar, porém minhas próprias mãos executarão a doação de todas as demais coisas”.

O que Wesley Pregou?

O ensino de Wesley sobre o dinheiro oferece diretrizes simples e práticas para qualquer cristão.

A primeira regra de Wesley acerca do dinheiro era “Ganhe o máximo que puder”. Apesar de seu potencial para o mau uso, o dinheiro em si é algo bom. O bem que ele pode fazer é infinito: “Nas mãos dos filhos de Deus, ele é comida para os famintos, água para os sedentos, roupas para os que estão descobertos. Ele dá ao viajante e ao estrangeiro um lugar onde pousar a cabeça. Por meio dele, podemos manter a viúva, no lugar de seu marido, e aos órfãos, no lugar de seu pai. Podemos ser uma defesa para os oprimidos, levar saúde aos doentes e alívio aos que têm dor. Ele pode ser como olhos para o cego, como pés para o coxo e como o socorro para livrar alguém dos portões da morte”!

Wesley acrescenta que ao ganhar o máximo que podem, os crentes devem ser cuidadosos para não prejudicar sua própria alma, mente e corpo ou a alma, mente e corpo de quem quer seja. Desse modo, ele proibiu o ganho de dinheiro em empresas que poluem o meio ambiente ou causam danos aos trabalhadores.

A segunda regra de Wesley para o uso correto do dinheiro era “Poupe o máximo que puder”. Ele insistiu para que seus ouvintes não gastassem dinheiro somente para satisfazer a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. Ele clamava contra comidas caras, roupas luxuosas e móveis elegantes. “Cortem todas essas despesas! Desprezem as iguarias e a variedade, e estejam contentes com o que a simples natureza requer”.

Wesley tinha duas razões para dizer aos crentes para comprarem somente o necessário. Uma era óbvia: para que não desperdiçassem dinheiro. A segunda era para que seus desejos não aumentassem. O antigo pregador destacou sabiamente que, quando as pessoas gastam dinheiro em coisas que, de fato, não precisam, elas começam a desejar mais coisas das quais não precisam. Em vez de satisfazerem aos seus desejos, elas apenas os fazem aumentar: “Quem dependeria de qualquer coisa para satisfazer esses desejos, se considerasse que satisfazê-los é o mesmo que fazê-los crescer? Nada é mais verdadeiro do que isto: A experiência diária demonstra que quanto mais os satisfazemos, mais eles aumentam”.

Wesley advertiu principalmente sobre a questão de comprarmos muitas coisas para os filhos. Pessoas que raramente gastam dinheiro consigo mesmas podem ser bem mais indulgentes com seus filhos. Ao ensinar o princípio de que gratificar um desejo desnecessariamente tende a intensificá-lo, ele perguntou a esses pais bem-intencionados: “Por que você compraria para eles mais orgulho ou cobiça, mais vaidade, tolice e desejos prejudiciais? ...Por que você teria um gasto extra apenas para trazer-lhes mais tentações e ciladas, e para transpassá-los com mais tristezas”.

A terceira regra de John Wesley era “Doe o máximo que puder”. A oferta de uma pessoa deve começar com o dízimo. Ele disse àqueles que não dizimavam: “Não há dúvidas de que vocês têm colocado o seu coração no seu ouro”. E advertia: “Isso ‘consumirá sua carne como o fogo’”! Entretanto, a oferta de uma pessoa não deve se limitar ao dízimo. Todo o dinheiro dos crentes pertence a Deus, não apenas a décima parte. Os crentes devem usar 100% de sua renda da forma como Deus direcionar.

E como Deus direciona os crentes a usarem sua renda? Wesley listou quatro prioridades bíblicas:

1. Providencie o que é necessário para você e sua família (1 Tm 5.8). O crente deve estar certo de que sua família possui suas necessidades e comodidades supridas, ou seja, “quantidade suficiente de uma comida modesta e saudável para comer, e roupas adequadas para vestir”. O crente também deve garantir que a família tenha o suficiente para viver caso haja imprevistos em relação ao seu ganha-pão.

2. “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1 Tm 6.8). Wesley acrescentou que a palavra traduzida para “vestir” é literalmente “cobrir”, o que inclui tanto moradia como roupas. “Conclui-se claramente que tudo o que tivermos além dessas coisas, no sentido empregado pelos apóstolos, é riqueza – tudo quanto estiver além das necessidades, ou no máximo, além das comodidades da vida. Qualquer um que tenha comida suficiente para comer, roupas para vestir, um lugar onde repousar a cabeça, e mais alguma outra coisa, é rico”.

3. Providencie o necessário para “fazer o bem perante todos os homens” (Rm 12.17) e não fique devendo nada a ninguém (Rm 13.8). Wesley disse que a reivindicação pelo dinheiro do crente que se seguia à família era a reivindicação dos credores. Ele acrescentou que aqueles que dirigiam o próprio negócio deveriam ter ferramentas adequadas, estoque ou o capital necessário para manter seu negócio.

4. “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6.10). Após o crente ter provido o necessário para a família, credores e para o próprio negócio, sua próxima obrigação é utilizar todo o dinheiro que sobrou para suprir as necessidades dos outros.

Ao dar esses quatro princípios bíblicos, Wesley reconheceu que algumas situações não são assim tão claras. A forma como os crentes devem usar o dinheiro de Deus nem sempre é óbvia. Por essa razão, ele ofereceu quatro perguntas para ajudar seus ouvintes a decidirem como gastar seu dinheiro:

1. Ao gastar o dinheiro, estou agindo como se o possuísse ou como se fosse o curador de Deus?

2. O que as Escrituras exigem de mim ao gastar o dinheiro dessa maneira?

3. Posso oferecer essa compra como um sacrifício a Deus?

4. Deus me recompensará por esse gasto na ressurreição dos justos?

Finalmente, para um crente que ainda estivesse perplexo, John Wesley sugeriu a seguinte oração antes de realizar uma compra:

“Senhor, tu vês que estou para gastar esta quantia naquela comida, naquela roupa ou naquele móvel. Tu sabes que estou agindo com sinceridade nessa questão; como um mordomo de teus bens; gastando uma porção dele desta maneira, em conformidade com o desígnio que tu tens ao confiá-los a mim. Sabes que faço isso em obediência à tua Palavra, conforme tu ordenas e porque tu o ordenas. Peço-te que isso seja um sacrifício santo e aceitável a Ti, por meio de Jesus Cristo! Dá-me testemunho em mim mesmo de que, por meio desse esforço de amor, serei recompensado quando Tu recompensares a cada homem segundo as suas obras”. Ele estava confiante que qualquer crente de consciência limpa que fizesse essa oração usaria o seu dinheiro com sabedoria.


[i] Essa quantia equivaleria a aproximadamente 30 milhões de dólares hoje.

Traduzido por: Waléria Coicev

Copyright© Charles Edward White

©Editora Fiel

Fonte: www.editorafiel.com.br

sábado, 19 de março de 2011

AS NOVAS DIRETRIZES E BASES PARA A EDUCAÇÃO TEOLÓGICA NAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL (CEC-CGADB)


Com o propósito de adequar a educação teológica nas Assembleias de Deus às novas realidades e exigêcias educacionais em nosso país, o Conselho de Educação e Cultura da CGADB apresenta as novas Diretrizes e Bases.

O Conselho de educação e Cultura - CEC, conforme disposto nos Arts. 63 e 64, capítulo VI, seção IV, subseção VI do Estatuto em vigor da CGADB é o órgão normativo e organizacional da Educação Cristã e Teológica em todos os níveis nas Assembleias de Deus no Brasil. Tem por finalidade instituir, normatizar, orientar, assessorar, autorizar e reconhecer Escolas, Seminários, Institutos, Faculdades Integradas e Universidades Teológicas e Seculares procurando estabelecer na Educação Teológica um programa educativo na observância das doutrinas das Assembleias de Deus no Brasil e das normas estabelecidas pela LDB (Leis de Diretrizes e Bases do Ministério da Educação).

A Comissão de Reforma das Diretrizes e Bases da Educação Teológica nas Assembleias de Deus no Brasil foi composta por:

- Jesiel Padilha de Siqueira (Presidente da Comissão de Reforma)
- Eliezer Bernhardt Moraes (Relator)
- Altair Germano (Membro)

O Conselho de Educação e Cultura da CGADB é composto por:

Presidente: Pastor Douglas Roberto de Almeida Batista (Centro-Oeste)

Vice-Presidente: Pastor Altair Germano da Silva (Nordeste)

Relator: Eliezer Bernhard Morais (Sul)

Secretário: Emanuel da Silva (Sudeste)

Secretário-Adjunto: Jesiel Padilha de Siqueira (Sudeste)

Membros:

Terrency Bernhard Jonhson, (SP)

José Alves da Silva, (PR)

Rubens Ciro de Souza, (MT)

Sadraque Muniz, (RO)

Orlando Moura Gaia, (AP)

Manoel Monteiro Trindade, (BA)


Para conhecer as novas Diretrizes e Bases, acesse o link abaixo:

Novas Diretrizes e Bases (CEC-CGADB)