segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

13º ENCONTRO PARA A CONSCIÊNCIA CRISTÃ



Há 13 anos acontecia em Campina Grande, no interior da Paraíba o Primeiro Encontro para a Consciência Cristã. Poucos poderiam imaginar que o evento, que durou apenas quatro dias e só contava com dois preletores, os pastores Joaquim de Andrade e Jorge Issao Noda, fosse chegar tão longe.

O Primeiro Encontro para a Consciência Cristã foi realizado no antigo Museu Vivo das Ciência e Tecnologia, hoje o evento acontece no Parque do Povo, o maior espaço de eventos da cidade, o mesmo espaço que abriga o assim chamado " Maior São João do Mundo", o maior evento turístico de Campina Grande, seguido pela Consciência Cristã.

Nos seus primeiros anos o Encontro para a Consciência Cristã era uma realização do ITESMI – Instituto Teológico Superior de Missões, com o apoio de diversas denominações evangélicas da cidade.

A VINACC – Visão Nacional para a Consciência Cristã só foi criada em 2001, dois anos após a estréia do evento. Hoje, a Consciência Cristã considerado o maior evento do gênero da América Latina tem como coordenador geral o pastor Euder Faber, que também preside a VINACC.

Como fruto do crescimento do evento, a VINACC, paralelamente a Consciência Cristã, desenvolve outros projetos como um Programa de TV, um Jornal, site, várias redes sociais na internet, campanhas de cunho evangelistico e defesa da fe, todos voltados para o fortalecimento da Consciência Cristã. O mais novo desses projetos, talvez o maior desafio que a VINACC já emplacou seja a Primeira Consciência Cristã Internacional, que vai acontecer em outubro de 2011, em Jerusalém - Israel.

Ao longo desses 13 anos de história, a ser completados em Março de 2011, a Consciência Cristã é exemplo nacional de iniciativa da comunidade cristã, onde muitas pessoas são alcançadas pela Palavra de Deus e, através das inúmeras palestras e seminários oferecidos gratuitamente no evento, têm acesso a uma gama de conhecimentos importantes para o crescimento e fortalecimento espiritual da Igreja.

De 2 a 8 de março de 2011, com o tema “O Retorno ao Evangelho da Cruz”, o Encontro para a Consciência Cristã estará comemorando seu décimo terceiro aniversário. A próxima edição do Encontro já conta com 20 eventos paralelos, 37 preletores, mais de 100 palestras com temática diversificada, tudo isso com entrada franca e aberta para o público em geral. A expectativa dos organizadores é que a Consciência Cristã 2011 supere a anterior, assim como vem acontecendo todos os anos.

Fonte: www.conscienciacrista.net

AD EM J. PAULISTA BAIXO (PAULISTA-PE) RECEBE O ELADALPE


No dia 26/02, a Assembleia de Deus em J. Paulista-Baixo (Paulista-PE), liderada pelo pastor Diógenes Barbosa, recebeu a equipe do ELADALPE - Encontro de Líderes das Assembleias de Deus em Abreu e Lima-PE, para mais um treinamento de capacitação para a liderança.

O ELADALPE é uma iniciativa da AD em Abreu e Lima-PE (Igreja Sede), presidida pelo pastor Roberto José dos Santos. Atualmente coordeno os encontros, que obedecem uma agenda anual. A previsão para este ano é de vinte encontros, onde três já foram realizados.

No ELADALPE em J. Paulista Baixo foram ministradas as seguintes aulas:

1. Os embaraços na vida do líder - Pr. Dário José
2. A trajetória de um líder - Pr. Ubiratam Alves
3. Atitutes que cooperam para a longevidade e o fortalecimento da liderança - Pr. Altair Germano
4. O líder e a qualidade do crescimento da igreja - Pr. Roberto José

Os próximos Encontros de Líderes seguem as datas abaixo:

12/03 - Maranguape 2
26/03 - Paratibe 1
02/04 - Nova Descoberta
23/04 - GE 1
04/06 - Serra Talhada
25/06 - Av. Caxangá
02/07 - Ana de Albuquerque
16/07 - Ferreiros
06/08 - Torres Galvão 1
27/08 - Catende
03/09 - Sapucaia
17/09 - Conceição 1
08/10 - Casa Caiada
22/10 - Pesqueira
05/11 - Pau Amarelo
19/11 - Mirueira

No período de 15 a 22/05 será realizada a 52ª Escola Bíblica de Obreiros da AD em Abreu e Lima-PE (COMADALPE).

domingo, 27 de fevereiro de 2011

CPAD INVESTE EM NOVOS EQUIPAMENTOS

Acompanhando o crescimento da igreja evangélica brasileira, a Casa Publicadora das Assembleias de Deus acaba de adquirir uma nova máquina de dobra, capaz de dobrar até dez mil cadernos por hora - quatro vezes mais que a capacidade atual.

Totalmente computadorizada, a máquina é fabricada pela empresa japonesa Horizon - maior fabricante de máquinas de acabamento do mundo.

Segundo o gerente de produção da CPAD, pastor Jarbas Ramires Silva, a Casa tem investido em equipamentos modernos a fim de manter a qualidade e rapidez na entrega de seus produtos:

“Estamos sempre na vanguarda procurando atender a necessidade das igrejas brasileiras. Com esta aquisição, teremos maior velocidade na dobra e consequentemente diminuiremos o tempo no acabamento. Com isto, abasteceremos com maior rapidez nossos pontos de venda, atendendo também mais rápido nossos clientes.”

Cerimônia

A máquina de dobra começou a funcionar, no dia 17 de fevereiro, após cerimônia realizada no parque gráfico da CPAD, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Dirigida pelo diretor-executivo da Casa, irmão Ronaldo Rodrigues de Souza, a reunião contou com a presença do presidente do Conselho Administrativo da CPAD, pastor José Wellington Costa Junior, do vice-presidente do Conselho Fiscal da CPAD, pastor Israel Alves Ferreira, além dos gerentes, chefes de setores e vários funcionários da Casa.

“Nos reunimos em agradecimento a Deus por mais esta benção. Nossas conquistas são confirmação da bênção de Deus sobre a Casa”, disse, irmão Ronaldo Rodrigues de Souza.

Pastor José Wellington Costa Junior, que orou consagrando a máquina a Deus, agradeceu também aos funcionários da Casa Publicadora por mais esta conquista: ”A CPAD tem prosperado porque as pessoas que trabalham aqui gozam das promessas de Deus em suas vidas. Um conjunto de abençoados faz com que a Casa seja abençoada também.”



Fonte: www.cpad.com.br

3º FÓRUM TEOLÓGICO FAETAD


Com o tema "O Século do Pentecoste Brasileiro: História, doutrina e perspectivas do maior movimento penecostal do mundo", a FAETAD estará realizando de 22 a 25 de junho de 2011, no seu campus, em Campinas-SP, o seu 3º Fórum Teológico.

Os palestrantes são os pastores Elienai Cabral, Josué de Campos, Alberto Fonseca, e as missionárias Dóris Johnson e Arézia Lessa.

Para maiores informações entre em contato através do e-mail secretaria@faetad.com.br ou pelo fone (19) 3757-5704, ou através do link abaixo:

www.faetad.com.br

sábado, 26 de fevereiro de 2011

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD - 2° TRIMESTRE/2011


A Lição Bíblica da CPAD - 2º Trimestre/2011 terá como tema geral "Movimento Pentecostal: As doutrinas da nossa fé". O comentarista será o pastor Elienai Cabral.

Segue abaixo os temas semanais:

1. Quem é o Espírito Santo?
2. Nomes e símbolos do Espírito Santo
3. O que é o Batismo com o Espírito Santo?
4. Espírito Santo agente capacitador da obra de Deus
5. A importância dos dons espirituais
6. Dons espirituais que manifetam a sabedoria de Deus
7. Os dons de poder
8. O genuíno culto pentecostal
9. A pureza do movimento pentecostal
10. Assembleia de Deus, cem anos de Pentecoste
11. Uma igreja autenticamente Pentecostal
12. Conservando a pureza da Doutrina Pentecostal
13. Aviva ó Senhor a tua obra

Fonte: Blog do Ev. Jailson Trajano

Aproveito a ocasião, para mais uma vez comunicar aos irmãos o lançamento de meu mais novo livro: O Batismo com o Espírito Santo - Perspectivas sob uma olhar crítico do pentecostalismo clássico.

Nesta obra apresento a perspectiva pentecostal clássica sobre o Batismo com o Espírito Santo, a partir de alguns dos principais expoentes desta teologia, dentre os quais: Antonio Gilberto, Claudionor de Andrade, Eurico Bergstén, Stanley Horton e Myer Pearlman.

Exponho também as perspectivas sobre o Batismo com o Espírito Santo, expostas por nomes como John Stott, Wayne Grudem, Martyn Lloyd-Jones, Erroll Hulse, J. I. Packer, Enéas Tognini, Augustus Nicodemus, Hernandes Dias Lopes e outros, revelando as concordâncias e discordâncias entre o pensamento destes teólogos e escritores sobre o tema, e em relação ao posicionamento pentecostal clássico.

As questões envolvendo o Batismo com o Espírito Santo que trato são: O Batismo com o Espírito Santo como experiência distinta da regeneração, a atualidade do Batismo com o Espírito Santo e o uso da terminologia "Batismo com o Espírito Santo".

O meu desejo é que esta obra de alguma forma dê a sua contribução para a lição do trimestre e para as discussões em torno dos assuntos nela abordados.

Para adquirir o livro, as livrarias e os demais interessados devem entrar em contato com a Arte Editorial através do e-mail editora@arteeditorial.com.br ou pelo fone (11) 3923 0009.

Até que chegue às livrarias (e mesmo após isso), os amados companheiros e irmãos poderão também adquirir a obra nos eventos onde estarei participando ou ministrando, conforme a agenda publicada neste blog.

A paz do Senhor Jesus seja convosco.

TRANSMISSÃO AO VIVO DA CERIMÔNIA FÚNEBRE DO PR. PIMENTEL DE CARVALO


Neste momento a AD em Curitiba-PR transmite ao vivo a cerimônia fúnebre do Pr. José Pimentel de Carvalho pelo site:

www.assembleiadedeus.org.br

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A CONVERSÃO DE PAULO. Subsídio para Lição Bíblica - 1º Trimestre/2011.

Lição 9 - 1º Trimestre de 2011
Texto Bíblico
: Atos 9.1-9
Texto Áureo: Atos 9. 15-16

Paulo, sua origem e família


Para satisfazer as exigências e qualificação de propriedade exigida aos cidadãos de Tarso, subentende-se que a família de Paulo se enquadraria naquilo que chamamos hoje de classe média alta (SANDERS, 1999, p. 14). De origem benjaminta, recebeu o nome de Saulo (hb. Sha'ul). Nascido em Tarso, orgulhava-se de sua cidade: "Respondeu-lhe Paulo: Eu sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia; e rogo-te que me permitas falar ao povo." (At 21.39). O nome latino Paulus lhe foi acrescentado em razão da cidadania herdada do pai (At 22.28). Tinha uma irmã que habitava em Jerusalém (At 23.16). Herdou, tudo indica do pai, a profissão de fabricante de tendas (At 18.3).

Paulo, sua educação religiosa e secular

A formação educacional religiosa de Paulo aconteceu, como todo garoto hebreu, no lar ou em uma escola ligada à sinagoga. Numa perspectiva bíblica judaico-cristã, observamos este tipo de educação nos seguintes textos:

"E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas." (Dt 6.6-9)

Percebe-se neste texto do Antigo Testamento, a participação e a importância da família na preservação dos valores espirituais e morais do povo judeu, valores que foram zelosamente guardados por Paulo.

A figura dos agentes especialmente destinados para a tarefa de ensinar surge com a instituição do sacerdócio;

"E falou o Senhor a Arão, dizendo: Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações; E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, E para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado por meio de Moisés." (Lv 10.8-11)

"No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Netanel e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo." (2 Cr 17.7-9)

Posteriormente, os profetas assumem também essa tarefa;

"E foram cinqüenta homens dentre os filhos (discípulos) dos profetas, e pararam defronte deles, de longe; e eles dois pararam junto ao Jordão." (2 Rs 2.7)

"Respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros." (Am 7.14)

Durante e após o período do cativeiro na Babilônia, surge a figura do escriba, uma classe de mestres especializados, que copiavam, interpretavam e ensinavam a Lei;

"este Esdras subiu de Babilônia. E ele era escriba hábil na lei de Moisés, que o Senhor Deus de Israel tinha dado; e segundo a mão de Senhor seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira. [...] Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar e cumprir a lei do Senhor, e para ensinar em Israel os seus estatutos e as suas ordenanças." (Ed 7.6, 10)

Com o advento das grandes cidades, da escrita, das transformações técnicas, da produção excedente, da comercialização, dos inovadores pensamentos sobre política e democracia, a educação e a escola ganharam um novo formato. É no período da Grécia clássica que acontece algumas das grandes revoluções pedagógica. A pólis, no intuito de formar os seus cidadãos, criam escolas especializadas para atender as suas demandas. No geral, a criança permanece em casa, com a família, até os sete anos. Após esse período, o Estado assume a sua educação (preparo físico, educação musical, formação cívica e militar, leitura e escrita, gramática, retórica etc.).

Podemos observar, que apesar destas mudanças significativas, de onde surgem as nossas escolas modernas e as teorias pedagógicas, a Bíblia nos relata que a participação da família, em especial na formação dos valores espirituais e morais de seus filhos, ainda permaneceu nos dias de Paulo:

"trazendo à memória a fé não fingida que há em ti, a qual habitou primeiro em tua avó Loide, e em tua mãe Eunice e estou certo de que também habita em ti." (2 Tm 1.5)

"Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus." (2 Tm 3.14-15)

Sanders (idem, p. 15) sugere que devido ao fervor religioso de seus pais, sua educação não foi confiada a professores gentios. Paulo foi discípulo de Gamaliel (At 22.3), um respeitado rabino, dentre sete, aos quais era conferido o título honroso de doutores da lei. Gamaliel era da escola Hilel, que tinha um posicionamento moderado acerca de questões como às leis de sábado, o casamento e o divórcio (PFEIFFER; VOS; REA, 2006, p. 839). O doutor Gamaliel se interessava ainda pela literatura grega e incentivava os judeus a se relacionarem com os estrangeiros (SANDERES, ibid. p. 17). É provável que essa educação moderada tenha influenciado sua conduta junto as gentios após a sua conversão, tolerância essa que não foi vivida em seu trato com a igreja antes de seu encontro com Jesus (At 22.4-8).

Sua formação secular pode ter envolvido a educação filosófica normal e a retórica (CHAMPLIN, 2001, p. 121). Foi um poliglota, sendo conhecedor do hebraico, aramaico, grego e latim, podendo ter aprendido outras línguas em suas viagens missionárias.

Paulo, sua conversão

A história da conversão de Paulo é narrada em Atos 9.3-19; 22.6-21 e 26.12-18, com pequenas variações nos relatos. A data de 35 D.C. é sugerida por alguns (CHAMPLIN, idem, p. 122). Alguns críticos atribuem ao evento da conversão algum desequilíbrio mental, ataque de epilepsia, insolação ou algum tipo de transe (WILLIAMNS, 1996, p. 191; KISTEMAKER, 2006, 434). Conforme Champlin (ibdem, p. 122):

"Outros críticos supõem que o senso de culpa, reprimido durante anos, em face de suas perseguições e assassínios contra os cristãos, teria subitamente explodido em experiências pseudomísticas, o que resultou em vir a ser ele justamente o contrário do que vinha sendo, ou seja, a sua conversão. Assim sendo, ainda segundo esse ponto de vista, a experiência de Saulo poderia ter sido meramente psicológica, e não verdadeiramente mística. Ora, nesse caso, Lucas, o autor do livro de Atos, teria exagerado em suas narrativas, adornando com um colorido mais vivo a realidade da vida de Paulo."

Apesar dos questionamento de alguns críticos e eruditos modernos, a conversão de Paulo foi um fato histórico, uma realidade objetiva.

A conversão de Paulo, aparentemente súbita, teve algum evento anterior com precussor? alguns argumetam que sim:

"Enquanto as narrativas em Atos, assim como as notas nas cartas, parecem indicar sua 'súbita' conversão, alguns argumentam que certas experiências devem tê-lo preparado previamente. Seu consentimento na morte de Estevão (At 7.58-8.1), e o fervor da sua campanha de casa em casa contra aqueles do Caminho (At 8.3; 9.1-2; 22.4; 26.10, 11) dificilmente não o afetariam; sua furiosa jornada em direção a Damasco representou o clímax dos seus esforços." (PFEIFFER; VOS; REA, idem, p. 1475)

"Entretanto, creditar a conversão de Saulo à iniciativa de Deus pode, facilmente, causar mal-entendidos, e precisa receber dois esclarecimentos: a graça soberana que conquistou Saulo não foi repentina (no sentido de que não teria havido preparação anterior) nem compulsiva (no sentido de que ele não tinha opção)." (STOTT, 2003, p. 191)

Outros entendem o evento como um acontecimento súbito: "A conversão de Saulo é exclusivamente obra de Jesus por meio de súbita intervenção na vida de seu inimigo." (BOOR, 2003, p. 141)

Se súbita ou resultado de uma sequência de experiências e eventos, o fato é que a vida de Paulo foi mudada e transformada radicalmente pelo poder da Palavra do Senhor e do seu Santo Espírito.

Paulo, sua vocação e obra

"Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel;" (Atos 9.15)

Após convertido, Paulo tomou consciência de seu chamado para o serviço, Tal fato é testemunhado por ele próprio em 1 Coríntios 15.8-9, Gálatas 1.12-17, Fl 3.3-7 e 1 Timóteo 1.12-16. Sanders (idem, p. 29), compreende que "desde os primeiros dias de sua vida cristã, Paulo não somente sabia que era um veículo escolhido por meio de quem Deus comunicaria sua revelação, mas tinha uma ideia geral do que Deus havia planejado para o seu futuro [...]."

Kistemaker (idem, p. 447), nos apresenta cinco razões para a sua escolha nas tarefas que o Senhor lhe deu:

- Sua excelente instrução no judaísmo;
- Sua criação num ambiente de fala grega;
- Sua familiarização com a cultura helenista;
- Sua capacidade de contextualizar do Evangelho;
- Sua cidadania romana e conhecimento da vasta complexidade de estradas no império que facilitariam as suas viagens

M. Blaiklock (apud KISTEMAKER, idem), chega a afirmar:

"Nenhum outro homem conhecido na história daquele tempo possuía todas essas qualidades combinadas como Paulo de Tarso. É difícil imaginar algum outro lugar (além de Tarso) onde a atmosfera sadia e a História pudessem tão eficientemente produzi-las numa pessoa".

Apesar de questionado por muitos, o apostolado de Paulo foi legítimo (2 Co 11.5; G, 1.15-17).

Com um trabalho missionário de cerca de 10 anos, que alcançou a Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia, e com 13 epístolas compondo o cânon do Novo Testamento, a importância da obra de Paulo para o cristianismo é de um valor inestimável.

Deus tem o homem certo, para a obra certa.

Paulo, seu sofrimento

"pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome". (At 9.16)

A chamada para o ministério cristão é uma chamada para o sofrimento. Viver segundo a palavra de Deus e pregar esta palavra implica em muitas perseguições e dores. Paulo foi um claro exemplo dessa realidade. Em 2 Coríntios 11.24-28 alguns desses sofrimentos são listados:

- Muitos trabalhos

- Muitas prisões

- Açoites sem medidas

- Perigos de morte

- Trinta e nove chicotadas em cinco ocasiões

- Três pisas com vara

- Um apedrejamento

- Três naufrágios

- 24 hs boiando no mar

- Muitas jornadas

- Perigos de ladrões

- Perigos de rios

- Perigos de perseguições por judeus e não-judeus

- Perigos na cidade

- Perigos nos desertos

- Perigos em alto mar

- Perigos entre os falsos irmãos

- Muitos trabalhos e canseiras

- Muitas noites sem dormir

- Fome e sede muitas vêzes

- Falta de casa, comida e roupa

- Muitas preocupações com as igrejas do Senhor

Marshall (idem, p. 166) declara que "o Livro de Atos não esconde o fato de que o fiel testemunho a Jesus é uma tarefa custosa em termos do sofrimento que pode acarretar para quem leva as boas novas".

O conforto de Paulo estava em seu modo de lidar com o sofrimento: "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós." (Rm 8.18)

Paulo, sua morte

Há praticamente unanimidade no fato de que Paulo terminou os seus dias em Roma (BRUCE, 2003, p. 429). Eusébio de Cesaréia (263-340 d.C.), em sua História Eclesiástica (2003, p. 76) escreve que:

Dessa maneira, aclamando-se publicamente como o principal inimigo de Deus, Nero foi conduzido em sua fúria a assassinar os apóstolos. Relata-se, portanto, que Paulo foi decapitado em Roma e que Pedro foi crucificado sob seu governo. E esse relato é confirmado pelo fato de que os nomes de Pedro e Paulo ainda hoje permanecem nos cemitérios daquela cidade.

O ano de 65 D.C., é uma data provável para a sua execução (CHAMPLIN, ibdem, p. 125).

Dessa forma, aquele que é considerado o maior e mais influente cristão da história, combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé (2 Tm 4.7).

A conversão de Paulo se reveste para mim de um caráter muito especial, uma vez que o ponto alto de minha conversão, no ano de 1988, aconteceu enquanto lia o capítulo 9 de Atos dos Apóstolos. Costumo dizer que juntamente com Paulo caí prostrado diante da voz, me redendo de joelhos aos pés daquele que é Senhor sobre tudo e sobre todos, que segundo a sua graça soberana escolhe os mais miseráveis pecadores para realizar a sua maravilhosa obra!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia de Estudo Almeida. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

BRUCE, F. F. Paulo o apóstolo da graça: sua vida, cartas e teologia. São Paulo: Shedd, 2003.

CESARÉIA, Eusébio de. História eclesiástica: os primeiros quatro séculos da igreja cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 5

KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1

MARSHALL, I. Howard. Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

SANDERS, J. Oswald. Paulo, o líder: uma visão para a liderança cristã hodierna. São Paulo: Vida, 1999.

STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.

TIROS PROFÉTICOS NO DIABO DURANTE CULTO EM PORTO ALEGRE-RS




"Empunhando a arma para baixo e pedindo para que o apóstolo Manuel faça o mesmo, o apóstolo Silvio Ribeiro usa um grave, acentuado e dramático tom de voz para dizer: “Ó o que diz Eclesiastes 10:19 – pra se rir se convidam pra festas. O vinho que você não gosta e até Jesus tomava alegra a vida. E o dinheiro que você não acha que não tem que falar na igreja, diabo, é a resposta para todas as coisas. Agora aponta aí teu 38 e repita assim comigo: Satanás, Diabo, bala de fogo na tua cabeça!”."

Leia em www.adiberj.org

O Diabo foi atendido na urgência do Hospital Geral da Cidade, e em seguida prestou queixa na 1ª Delegacia de Plantão do bairro.

Se essa moda pega, em breve teremos tiros de Doze, metralhadora e de fuzíl para evitar qualquer chance do Diabo sobreviver.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

DORMIU NO SENHOR O PASTOR JOSÉ PIMENTEL DE CARVALHO

"Faleceu nesta manhã de quinta-feira, aos 95 anos, o pastor José Pimentel de Carvalho, líder da Assembleia de Deus em Curitiba (PR) e um dos grandes nomes das Assembleias de Deus no Brasil, tendo, inclusive, presidido a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), órgão máximo da denominação no país, nos anos 60, 70 e 80."

Leia a notícia completa no portal CPAD NEWS

Nossas condolências a toda igreja em Curitiba-PR.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

OS SUPER OBREIROS DA SUPER LIGA DA FÉ


Em todas as épocas existiram obreiros que se achavam acima da média. São estes os super apóstolos, super bispos, super pastores, super evangelistas, super presbíteros, super pregadores, super ensinadores, super profetas e etc.

Nos dias atuais este fato é super evidente. É uma verdadeira super vergonha o que acontece no meio super evangélico brasileiro, onde os super alguma coisa fazem de tudo para aparecer. Tentam demonstrar uma super espiritualidade, super carismas, super poderes, super milagres, super eloquência.

Em razão disto já foram criadas super estruturas para os super congressos, onde os super pregadores, super ministrantes e super preletores embolsam super cachês, dos super meninos na fé. Tudo isso sob a intermediação dos super empresários do mundo gospel.

Um pastor amigo meu, conferencista, me contou que ao se cruzar com um desses super alguma coisa, num dos aeroportos do país, o mesmo se gabava de ter recebido um super cachê e ainda deu para o meu amigo o seguinte conselho: "o negócio é pregar em comunidades evangélicas e nestas novas igrejas (não sei sobre quais novas igrejas ele se referia). O cachê que recebemos nas Assembleias de Deus é negócio para pregadorzinho. É cachê de miséria".

Um outro me falou que num destes super congressos, um deles cogitou a criação de uma "Liga da Justiça com os Superpregadores de Fogo".

Interessante também é a atitude dos super apóstolos da atualidade, que só abrem igrejas nos grandes centros urbanos, nos bairros nobres, nas principais avenidas e edificam (ou alugam) os mais luxuosos templos, para massagear a sua supervaidade, inclementar o seu super ministério, engordar a sua super conta e ampliar o seu super império pessoal.

Uma super boa tarde para todos!

MUDANÇA NA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM JOINVILLE-SC

Templo da AD em Joinville-SC

Ao lado do pastor Arcelino Victor de Melo (que se dedicará exclusivamente à Convenção Estadual) por ocasião do ENCOEBD 2010

"No dia 06 de março, às 19h, será realizado o culto de transmissão de cargo do pastor presidente Arcelino de Melo para o pastor Sérgio Melfior, no templo sede da Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Joinville (IEADJO)."

Leia a matéria completa no portal CPAD NEWS

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

LANÇAMENTO: O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO - PERSPECTIVAS SOB UM OLHAR CRÍTICO DO PENTECOSTALISMO CLÁSSICO


O Batismo com o Espírito Santo

Perspectivas sob um olhar crítico do pentecostalismo clássico

Altair Germano

Formato: 10,5x18cm

Páginas: 48

ISBN 978-85-98172-62-0

R$ 9,90

Publicado por Arte Editorial

O debate em torno da doutrina pentecostal do batismo com o Espírito Santo não é novo, mas a forma como ele é apresentado aqui certamente o é. De um modo bastante sucinto, mas meridianamente claro, o pastor e teólogo Altair Germano conseguiu juntar em um só texto precisão, clareza e coerência.

Já há algum tempo eu ansiava ver um texto onde o debate pentecostal fosse muito além da superfície e trouxesse para o contexto atual uma reflexão realmente madura sobre os princípios que fundamentam a nossa identidade pentecostal. Com esse texto, o pastor Altair Germano deu um passo decisivo nesse sentido!

Está de parabéns o leitor pelo privilégio de ter em mãos um texto que consegue mostrar a coerência da doutrina pentecostal, bem como está de parabéns a erudição bíblica que encontrará aqui uma forte ferramenta a ser usada no grande edifício da reflexão teológica.

José Gonçalves (do Prefácio), Ministro do evangelho, articulista, escritor, Professor de grego e hebraico, comentarista de Lições Bíblicas da CPAD e vice-presidente da Comissão de Apologética da CGADB.

Faça o seu pedido através do e-mail editora@arteeditorial.com.br ou pelo fone (11) 3923-0009

AS MÚLTIPLAS FACES DA NEOPENTECOSTALIZAÇÃO EVANGÉLICA BRASILEIRA











Técnicas manipuladoras de arrecadação financeira, pescaria com iscas imundas (falso evangelho), declarações pró-aborto, construções faraônicas e incentivo indireto ao alcoolismo.

Para onde alguns setores evangélicos no Brasil descerão mais ainda?

Como já escrevi, muitas igrejas evangélicas brasileiras estão no triste caminho da neopentecostalização da fé.

Antes que alguém qualifique esse pequeno texto de "religioso" ou "fundamentalista", reflita um pouco em torno da realidade evangélica no Brasil, da qual os vídeos acima são apenas um pequeno exemplo.

Pense nos templos que enchem e incham.

Observe os ministérios que não crescem, se dividem.

Atente nas denominações sem identidade e unidade.

Perceba o mercantilismo que tomou conta do ensino e da pregação.

Contemple as igrejas que viraram negócio lucrativo, onde as congregações se transformaram em filiais e franquias, e os pastores em CEO (chief executive officer), gestores ou gerentes.

Note a busca alucinada pela fama, sucesso e enriquecimento de muitos ensinadores, pregadores, pastores, cantores e bandas gospel.

Olhe as eleições, brigas e disputas por cargos e posições que não produzem nada.

Discirna os falsos evangelhos anunciados.

Veja a baixa qualidade das mensagens, com excesso de ênfase na emoção (sentimentos) e excesso de desprezo da cognição (pensamentos)

Discernir estes fatos é algo urgente, denunciá-los é imprescindível, se voltar urgentemente para o Senhor e a sua Palavra é vital.

Nosso futuro parece sombrio, mas ainda não perdi as esperanças, pois no final de tudo os falsos profetas serão desmascarados e a Igreja verdadeira triunfará:

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade." (Mt 7.21-23)

"Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." (Mt 16.18)

Quem tem olhos, veja. Quem tem ouvidos, ouça!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CONEADESE COMEMORA 79 ANOS DE FUNDAÇÃO E CELEBRA O CENTENÁRIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL

A CONEADESE - Convenção das Assembleias de Deus no Estado de Sergipe, presidida pelo pastor Virgínio de Carvalho Neto, realizou nesta última semana (15 a 19/02) a sua 79ª Assembleia Geral Ordinária, as comemorações dos 79 anos de fundação da Assembleia de Deus em Sergipe e a celebração pelo Centenário das Assembleias de Deus no Brasil.

Nos dias 16, 17 e 18, no período da tarde, foi realizada a Escola Bíblica para obreiros e esposas. Os ministrantes foram os pastores Michel Ouedraogo (África), Haroldo Yamamoto (Japão), Rafael Corato (França), João Luiz (EUA), Ricardo (Chile) e Altair Germano (Abreu e Lima-PE).

Durante a noite houve cultos no Templo Central da AD em Aracajú-SE com a participação da Diretoria da CONEADESE e da IEADSE, obreiros e de toda a igreja, culminando com o trabalho realizado no Ginásio Constâncio Vieira em Aracajú-SE, onde na ocasião a palavra foi ministrada pelo pastor David Joahansson (Suécia). O louvor contou com a participação dos grupos locais, do cantor Paulo Figueiredo, da cantora Alice Maciel e banda (Arcoverde-PE). Os cultos foram dirigidos pelo pasto Jael Costa Mota, vice-presidente da AD em Aracajú.

O pastor Virgínio de Carvalho (foto ao lado), que foi homenageado com uma placa pela Comissão do Centenário - CGADB, destacou a importância da evangelização, e a relevância do trabalho missionário e social realizado pelas Assembleias de Deus no Brasil. O pastor e Deputado Estadual Antônio dos Santos falou do privilégio e das responsabilidades de se buscar e manter o poder do Espírito. Diversas autoridades e pastores de várias denominações estiveram presentes ao evento.

Que o Senhor continue abençoando ricamente os obreiros e toda a igreja em Sergipe.

FERNANDINHO: UMA NOVA HISTÓRIA

DANIEL BERG E GUNNAR VINGREN - FUNDADORES DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL



domingo, 20 de fevereiro de 2011

BLOG DA AD EM SÃO CRISTOVÃO-SE E DA ASSEMBLEIA DE DEUS CEARENSE


Muitas igrejas já descobriram nos blogs uma ferramenta de informação e comunicação interessante.

Com o propósito de divulgar e promover a criação de outros blogs, por outras igrejas, segue abaixo o endereço dos blogs criados pelos meus amigos e pastores Eleonaldo Soares (AD em São Cristovão-SE) e Jorge Luiz (AD Cearense):

ieadsc.blogspot.com

adcearense.blogspot.com

BIG BROTHER BRASIL, EU NÃO ASSISTO.

Sou mordomo do tempo que Deus me deu. Não o desperdiço com aquilo que não me agrega valor, nem agrega valor à minha família.

"Por último, meus irmãos, encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo o que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente." (Filipenses 4.8, NTLH)

Não assisto o Big Brother Brasil.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

ESBOÇO DA AULA MINISTRADA NA 79ª CONEADESE

IMAGEM: ebiblicadominical.blogspot.com

Tema: Aprendendo com a vida de José lições para o exercício do ministério cristão
Texto: Gn 37.1-11

1. Aprendendo a lidar com as informações no ministério (Gn 37.1-2)

"Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai."

1.1 Há obreiros em todos os níveis ministeriais especializados em trazer notícias más;
1.2 Estes obreiros não conseguem perceber as qualidades, virtudes e as boas realizações de seus companheiros de ministério;
1.3 Sempre que houver a necessidade de se dar uma má notícia, uma motivação certa deve norteá-la.

2. Aprendendo a lidar com os sentimentos no ministério (Gn 37.3-4)

"Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente."

2.1 Por uma série de fatores objetivos e subjetivos, somos inclinados a amar mais algumas pessoas do que a outras;
2.2 O preferencialismo de Jacó por José era notório e materializou-se na túnica de mangas compridas ou colorida;
2.3 Reclamamos e murmuramos das preferências alheias, mas temos também os nossos preferidos;
2.4 Tal sentimento não pode ser inibido, mas pode ser melhor administrado;
2.5 O nosso amor demasiado por alguém no ministério, ou mal administrado, pode suscitar, promover ou fermentar o ódio de outros contra a pessoa que é o alvo do amor;
2.6 O nosso amor demasiado por alguém, ou mal administrado, pode provocar na pessoa que amamos um certo orgulho, um postura arrogante ou um sentimento de superioridade em relação aos demais obreiros;
2.7 Aquele que é amado precisar ser prudente em sua postura e fala, para não agregar mais ódio por meio de atitudes presunçosas e arrogantes.
2.8 Ame e sinta-se amado com sabedoria.

3. Aprendendo a lidar com os sonhos proféticos (Gn 37.5-11)

"Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive: Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu. Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras. Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra? Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo."

3.1 Os sonhos de José não foram causados, como poderia diagnosticar a psicanálise, por um impulso inconsciente, refletindo desejos impossíveis de serem alcançados e vivenciados dentro aa realidade;
3.2 Deus foi agente causador dos sonhos de José, comunicando através deles a sua soberana e graciosa vontade;
3.3 A vontade de Deus nem sempre se alinha com a lógica e raciocínio humano;
3.4 A vontade de Deus nem sempre considera e respeita as nossas regras, regimentos, regulamentos, estatutos ou tradições. Isso não é anarquia ou antinomia, é soberania. Ele pode, ele faz;
3.5 É preciso ter cuidado sobre com quem compartilhamos os sonhos proféticos;
3.6 É preciso ter cuidado sobre quando compartilhar os sonhos proféticos;
3.7 É preciso ter cuidado sobre a forma ou maneira de compartilharmos os sonhos proféticos;
3.8 Se for o caso, guarde o sonho profético consigo mesmo;
3.9 É preciso ter cuidado para não ficarmos aquém, nem desejarmos além do que nos foi revelado nos sonhos proféticos;
3.10 Os sonhos proféticos nos revelam muitas coisas, mas não revelam todo o plano de Deus para nós, nem os sofrimentos neles implicados.
3.11 Não queime etapas no caminhar em direção a concretização dos sonhos proféticos;
3.12 O Senhor nos faz lembrar e reafirma os sonhos proféticos;
3.13 Ele cumprirá os sonhos proféticos que nos deu.

Glória a Deus!

Aracajú, 17/02/2011


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

CONVENÇÃO ESTADUAL DA CONEADESE


Acontece hoje, às 19h00, no Templo Central da Assembleia de Deus em Aracajú-SE, a abertura de mais uma Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Estado de Sergipe - CONEADESE, presidida pelo pastor Virgínio de Carvalho Neto.

Que o Senhor abençoe a toda igreja e companheiros no Estado de Sergipe.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA. Subsídio para Lição Bíblica - 1º Trimestre/2011

Lição 8 - 1º Trimestre de 2011
Texto Bíblico
: Atos 8.1-8
Texto Áureo: Mt 5.11

A história da Igreja foi marcada por perseguições. O próprio Senhor Jesus, os apóstolos e todos aqueles que fielmente pregaram e viveram segundo os princípios do Evangelho foram vítimas das mais cruéis e sanguinárias ações.

As primeiras perseguições contra a Igreja estão registradas no livro de Atos (At 4.1-22; 5.17-42; 6.8-15; 7.54-60; 8.1-3; 12.1-19; 14.1-7; 19-20; 16.19-26; 35-40; 17.13; 18.5-11; 19.23-41; 20.1-3; 21.27-36, 22-30; 23.12-35; 24.1-27; 25.1-12 ss.).

Os primeiros perseguidores da Igreja foram os líderes judaicos da época:

"Falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus, ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos; e os prenderam, recolhendo-os ao cárcere até ao dia seguinte, pois já era tarde." (At 4.1-3, ARA)

"Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, a seita dos saduceus, tomaram-se de inveja, prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública." (At 5.17-18, ARA)

Cairns (1988, p. 46) interpreta as causas desta perseguição ao crescimento rápido da Igreja, que representou para os opositores uma ameaça às suas prerrogativas de intérpretes e e sacerdotes da lei. O Sinédrio, uma organização política e religiosa, sob a permissão romana agiu contra a Igreja. Foi nesta fase da perseguição que Estevão e Tiago foram mortos.

Comentando sobre o relato do martírio de Estevão em Atos 1.8b, Marshall (2008, p. 146) entende que o sucesso deste ataque foi o sinal para um ataque em maior escala contra a igreja em Jerusalém. Pela primeira vez a palavra "perseguição" (gr. diogmos) ocorre em Atos, significando aqui: "oprimir alguém a fim de persuadí-lo a rejeitar a sua religião, ou simplesmente atacar alguém por motivos religiosos." Kistemaker (2006, p. 383), destaca que o final - mos, aplicado ao substantivo grego, indica ação que se encontra em progresso.

Sobre essa perseguição Williams (1996, p. 174) diz que:

Até agora os saduceus é que haviam sido os principais antagonistas dos cristãos (cp. 4:1, 5s; 5:17), enquanto os fariseus, se é que Gamaliel serve de critério, de alguma forma haviam adotado uma posição mais neutra (5:34 ss). Mas Paulo, um fariseu (23:6; Fl 3:5), resolve abandonar a posição mais suave preconizada por seu mestre, e passa a liderar um movimento organizado com o objetivo de desarraigar a nova doutrina.

Stott (2003, p. 162), percebe uma tríplice intenção de Lucas na narrativa do martírio de Estevão. São elas:

- Mostrar como o martírio de Estevão provocou uma grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. "Ela começou naquele dia, o dia da morte de Estevão, e levantou-se com a ferocidade de uma tempestade repentina";

- Descrever como o martírio de Estevão provocou uma grande dispersão: "todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria (v. 1c, ARA)";

- Relatar como o martírio de Estevão provocou a perseguição, a perseguição a diáspora, e a diáspora uma ampla evangelização: "Entrementes, os que foram dispersos iam por toda a parte pregando a palavra". (v. 4, ARA).

Ao se expandir por todo o Império Romano, a igreja passou a sofrer perseguições em níveis maiores. Para entendermos as causas da perseguição contra a Igreja no Império, nos reportaremos a abordagem de Cairns (Idem, p. 70-77):

- Causas Políticas: Após ser distinguida do judaísmo e considerada sociedade secreta pelas autoridades romanas, a Igreja recebeu a interdição do estado que não admitia nenhum rival à obediência por parte dos súditos, tornando-se assim religio illicita, uma religião ilegal que ameaçava a segurança do estado romano. A tolerância religiosa era tolerada apenas na medida em que contribuísse para manter a estabilidade do estado. O cristianismo colocou César em segundo plano e Cristo em primeiro. A soberania exclusiva de Cristo entrou em confronto com as reivindicações de César à soberania exclusiva. Os cristãos foram acusados de deslealdade, pois recusavam-se a oferecer incenso nos altares devotados ao culto ao imperador. Quem sacrificasse nestes altares, podia praticar uma segunda religião. As reuniões dos crentes à noite foi entendida como a preparação para uma conspiração contra o estado.

- Causas Religiosas: A religião cristã, que se fundamentava num culto espiritual e interno, contrastava com a religião romana, que valorizava os altares, ídolos e práticas externas. As reuniões sigilosas dos cristãos fez com que ataques morais fossem feitos contra eles, acusando-os incesto, de canibalismo e práticas desumanas, distorções do "comer e beber" os elementos representativos da ceia (corpo e sangue de Cristo), e dos ósculos santos ou beijo da paz.

- Causas Sociais: A influência dos cristãos sobre as classes pobres e escravas produziu uma aversão por parte dos líderes aristocráticos e influentes da sociedade, que desprezava os crentes. A ideia e o discurso de igualdade entre os homens não soava bem para o modelo e estrutura aristocrática. A Aristocracia (do grego αριστοκρατία, de άριστος (aristos), melhores; e κράτος (kratos), poder, Estado), literalmente poder dos melhores, é uma forma de governo na qual o poder político é dominado por um grupo elitista. Normalmente, as pessoas desse grupo são da classe dominante, como grandes proprietários de terra (latifundiários), militares, sacerdotes, etc. (wikipédia). Os cristãos também se separavam dos ajuntamentos pagãos dos templos, teatros e lugares de recreação, promovendo assim uma antipatia sem precedentes em qualquer grupo inconformista da história.

- Causas Econômicas: Como exemplo de causas econômicas, pode-se citar a oposição sofrida por Paulo dos fabricantes de ídolos em Éfeso (At 19.27). Havia, o que poderia se chamado hoje de um "mercado religioso", onde sacerdotes, fabricantes de ídolos, videntes, pintores, arquitetos e escultores lucravam com a religião.

Em sua carta ao Imperador Trajano, Plínio escreve sobre as condições na Bitínia durante a sua perseguição aos cristãos (BETTENSON, 2001, p. 30):

Sem dúvida, os templos que estavam quase desertos são novamente frequentados; os ritos sagrados há muito negligenciados, celebram-se de novo; vítimas para sacrifícios estão sendo vendidas por toda parte, ao passo que, até recentemente, raramente um comprador era encontrado.

Quando em anos posteriores o Império sofreu uma crise econômica, a opinião pública atribuiu o problema à presença do cristianismo no Império, e como consequência o afastamento da proteção e provisão dos seus deuses.

Conforme Latourette (2006, p. 111), as perseguições são em geral distribuídas em dois principais grupos cronológicos, o primeiro de Nero, até o ano 250, que foram locais e provavelmente sem muitas perdas de vidas, e o segundo grupo, abrangendo a totalidade do império, com tentativas claras de extirpar o cristianismo como uma grande ameaça ao bem-estar comum. Observaremos abaixo algumas das principais perseguições sofridas pelos cristãos nos primeiro séculos.

A Perseguição Sob Nero (54-68 d.C.)

Nero foi o primeiro imperador romano a perseguir os cristãos. Segundo Tácito (BETTENSON, idem, p. 27), por ocasião do grande incêndio na cidade, Nero acusou os cristãos e partiu para a destruição dos mesmos:

Para livrar-se de suspeitas, Nero culpou e castigou, com supremos refinamentos de crueldade, uma casta de homens detestados por suas abominações e vulgarmente chamados de cristãos. [...] Acrescente-se que uma vez condenados á morte, eles se tornavam objetos de diversão. Alguns, costurados em peles de animais, expiravam despedaçados por cachorros. Outros morriam crucificados. Outros ainda eram transformados em tochas vivas para iluminar a noite. (Tácito, Annales, XV.44)

A atitude de Nero causou repugnância e um sentimento de comiseração geral "pois se pressentia que eram sacrificados não para o bem público, mas para a satisfação da crueldade de um indivíduo" (Ibid).

Há claros indícios de que Pedro e Paulo sofreram a morte em Roma sob Nero (LATOURETTE, idem, p. 111; GONZÁLES, 1995, p. 57; CAIRNS, ibid, p. 74; DEBARROS, 2006, p. 451). Eusébio de Cesaréia (1999, P. 76), assim escreveu:

Dessa maneira, aclamando-se publicamente como o principal inimigo de Deus, Nero foi conduzido em sua fúria a assassinar os apóstolos. Relata-se, portanto, que Paulo foi decapitado em Roma e que Pedro foi crucificado sob seu governo. E esse relato é confirmado pelo fato de que os nomes de Pedro e Paulo ainda hoje permanecem nos cemitérios daquela cidade.
Após o suicídio de Nero em 68, cessou por algum tempo a perseguição aos cristãos (GONZÁLES, idem), sendo retomada em 95, durante o governo despótico de Domiciano (CAIRNS, ibid.)

A Perseguição Sob Domiciano (81-96 d. C.)

Domiciano, movido por sua vaidade e arrogância, "ordenou que fosse chamado de 'Senhor e Deus', exigiu como saudação o beija-mão ou beija-pé" (DREHER, 2004, p. 52). Por esta ocasião os judeus se recusaram a pagar um imposto público criado para o sustento de Capitolinus Jupiter. A identificação com os judeus fez com que os cristãos fossem também perseguidos. Sob o governo de Domiciano o apóstolo João foi exilado na ilha de Patmos, onde escreveu o apocalipse.

A Perseguição Sob Trajano (98-117 d.C.)

Surge aqui, sob Trajano, a primeira perseguição organizada, como parte de uma política governamental definida, começando na Bitínia durante a administração de Plínio, o Moço, por volta de 112. O que de diferente houve nesse período, foi que os cristãos não eram buscados, sendo castigados apenas quando eram acusados por alguém. Plínio enviou uma carta à Trajano, pedindo-lhe orientação sobre a forma de coibir as suas práticas, pois pensava: "o mal ainda pode ser contido e vencido". Em resposta à Plínio, Trajano escreveu (BETTENSON, ibid., p. 31):

No exame das denúncias contra os cristãos, querido Plínio, tomaste o caminho acertado. Não cabe formular regra dura e inflexível, de aplicação universal. Eles não devem ser perseguidos. Mas, se surgirem denúncias procedentes, aplique-se o castigo, com a ressalva de que, se alguém nega ser cristão e, mediante a adoração dos deuses, demonstra não o ser atualmente, deve ser perdoado em recompensa de sua emenda, por mais que o acusem suspeitas relativas ao passado. Panfletos anônimos não merecem confiança em nenhum caso. Eles constituem um mal precedente e não condizem com os nossos tempos". (Trajano a Plínio, Plin. Epp. X.XCVII)

Durante o governo de Trajano, por volta do ano 107, escreve Gonzáles (Idem, p. 66) que:

[...] o ancião bispo de Antioquia, Inácio, foi acusado ante as autoridades e condenado a morrer por ter negado a adorar os deuses do Império. Uma vez que nesse tempo celebravam grandes festas em Roma, em comemoração à vitória sobre os dácios, Inácio foi enviado à capital para que sua morte contribuísse com os espetáculos projetados. A caminho do martírio, Inácio escreveu sete cartas que constituem um dos mais valiosos documentos do cristianismo antigo [...].

Prestes a ser comido pelos leões afirmou em carta: "Sou trigo de Deus, e os dentes das feras hão de me moer, para que possa ser oferecido como pão limpo de Cristo".

A Perseguição Sob Antonino Pio (138-161 d.C.)

Foi durante o governo de Antonino Pio, que em Esmirna, aconteceu o martírio de Policarpo. Detentor de uma "retórica própria cortante, afiada por uma violenta cartase, que endereçava aos duros de coração e insensíveis ao pecado, conclamando todos ao arrependimento de suas transgressões, [...] Policarpo entrou em rota de colisão com o governador Estácio Quadrato, que tentou convencer o santo ancião a negar o nome de Cristo e a adorar a deidade Nêmese, além de outros deuses protetores de Esmirna e do Monte Pago" (MENDES, 2006, p. 131). Quando instado a renunciar e a insultar a Cristo, Policarpo respondeu: "Oitenta e seis anos tenho-lhe servido, e ele nunca me fez nenhum mal; e como posso agora blasfemar meu Rei que me salvou?" (CESARÉIA, 1999, p. 137). Já amarrado e após uma oração, Policarpo foi queimado na fogueira.

A Perseguição Sob Marco Aurélio (161-180 d.C)

Marco Aurélio atribuiu todas as calamidades de seu reino ao crescimento do cristianismo, ordenando assim uma perseguição aos cristãos. Latourette (Ibid., p. 112) escreve que provavelmente a aversão de Marco Aurélio pelos cristãos era pelo fato de pensar que eles minavam a estrutura da civilização que ele lutava para manter contra as ameaças domésticas e estrangeiras. Justino Mártir, sofreu o martírio em Roma durante esta perseguição.

A Perseguição Sob Décio (249-251 d.C.)

Numa época de grande instabilidade no império, que vivenciava ataques externos e internos, e vendo na manutenção da cultura clássica um forte aliado à subsistência, o imperador Décio, percebeu nos cristãos uma ameaça e promulgou um edito em 250 que exigia uma oferta anual de sacrifícios nos altares romanos aos deuses e à figura do imperador, fornecendo um certificado aos que obedecessem e perseguindo os que não se submetessem a esta prática. Latourette (ibid., p. 115) relata:

Sacrificar seria apostasia e na presente crença cristã a apostasia era um dos pecados pelo qual não havia nenhuma espécie de perdão. Muitos cristãos preferiram sua vida física à morte espiritual e aquiesceram completamente. Outros evitaram manifestamente um abandono de sua fé comprando os certificados venais, ou libelli, de aquiescência, sem realmente sacrificarem. Outros, tantos que nunca saberemos, enfrentaram corajosamente o pleno desprazer do Estado por não obedecer. Alguns deles foram aprisionados, entre eles, Orígenes, o bispo de Roma, e o velho bispo de Jerusalém. Esses dois últimos pereceram em prisão. Outros foram mortos imediatamente. Alguns fugiram para lugares de relativa segurança. Entre esses estava Cipriano, o famoso bispo de Cartago [...].

A Perseguição Sob Valeriano (253-260 d.C.)

Nos diz Latourette (ibid,. p. 116), que a princípio Valeriano se mostrou amigável com os cristãos, tendo o seu humor mudado, possivelmente pela influência de um de seus conselheiros. Nesta ocasião os bispos, como líderes da Igreja, foram selecionados e obrigados a reverenciar os deuses sob punição de exílio. Os crentes foram ameaçados com pena de morte se frequentassem as reuniões e cultos da Igreja, ou cemitérios cristãos. Um novo edito em 258 tornou a perseguição mais dura:

[...] presumivelmente ordenava a morte para os bispos, sacerdotes e diáconos; primeiramente o confisco das propriedades e então, se isto não fosse bastante para induzir à apostasia, a morte para os cristãos de alta posição no Estado, o confisco de bens e o banimento para as cristãs matronas, e a escravidão para os membros cristãos dos relacionados à família imperial. Por atingir as pessoas de proeminência na Igreja, esta seria destituída de sua liderança. (LATOURETTE, ibid.)

A Perseguição Sob Diocleciano (284-305 d.C.)

Sob Diocleciano , em 303, aconteceu a mais terrível perseguição contra os cristãos. Foram ordenadas o fim das reuniões cristãs, a destruição das igrejas, a deposição dos oficiais da Igreja, a prisão dos que persistissem em seu testemunho de Cristo e a destruição da Escrituras pelo fogo. Os cristão foram também obrigados a sacrificar aos deuses pagãos sob pena de morte caso não aceitassem. os cristãos foram punidos através do confisco de bens, trabalhos forçados, exílio, prisões e execuções à espada ou por animais ferozes.

As perseguições só acabaram por ocasião do governo de Constatino, que através da promulgação do edito de Milão garantiu a liberdade de culto a todas as religiões dentro do império:

"Nós, Constantino e Licínio, Imperadores, encontrando-nos em Milão para conferenciar a respeito do bem e da segurança do império, decidimos que, entre tantas coisas benéficas à comunidade, o culto divino deve ser a nossa primeira e principal preocupação. Pareceu-nos justo que todos, os cristãos inclusive, gozem da liberdade de seguir o culto e a religião de sua preferência. Assim qualquer divindade que no céu mora ser-nos-á propícia a nós e a todos nossos súditos. Decretamos, portanto, que não, obstante a existência de anteriores instruções relativas aos cristãos, os que optarem pela religião de Cristo sejam autorizados a abraçá-las sem estorvo ou empecilho, e que ninguém absolutamente os impeça ou moleste... . Observai outrossim, que também todos os demais terão garantia a livre e irrestrita prática de suas respectivas religiões, pois está de acordo com a estrutura estatal e com a paz vigente que asseguremos a cada cidadão a liberdade de culto segundo sua consciência e eleição; não pretendemos negar a consideração que merecem as religiões e seus adeptos. Outrossim, com referência aos cristãos, ampliando normas estabelecidas já sobre os lugares de seus cultos, é-nos grato ordenar, pela presente, que todos que compraram esses locais os restituam aos cristãos sem qualquer pretensão a pagamento... [as igrejas recebidas como donativo e os demais que antigamente pertenciam aos cristãos deviam ser devolvidos. Os proprietários, porém, podiam requerer compensação.] Use-se da máxima diligência no cumprimento das ordenanças a favor dos cristãos e obedeça-se a esta lei com presteza, para se possibilitar a realização de nosso propósito de instaurar a tranquilidade pública. Assim continue o favor divino, já experimentado em empreendimentos momentosíssimos, outorgando-nos o sucesso, garantia do bem comum." (Edito de Milão, março de 313. Fonte: wikipédia)

A Bíblia e a história nos revelam que oração, coragem, intrepidez, fé, sabedoria, prudência e inteligência foram algumas das características e posturas adotadas por muitos na Igreja perseguida dos primeiros séculos, conduta esta que deve ser por nós imitida nos dias atuais.

As perseguições contra a Igreja se seguiram ao longo da história. Atualmente se manifestam em todo o mundo, e das mais diversas formas. Aberta ou discreta, barulhenta ou silenciosa, violenta ou sutil, legal ou ilegal, institucional ou pessoal, externa ou interna, a perseguição existe e se ergue sobre aqueles que amam a Deus, que estão comprometidos integralmente com a sua Palavra.

Diante desta realidade, precisamos nos manter firmes, fundamentados nas palavras de Jesus:

"Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mt 24.9-14, ARA)

"Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa". (Jo 15.20, ARA)

Glória a Deus!


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo: Aste, 2001.

Bíblia de Estudo Almeida
. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

CAIRNS, Earle E. O cristinismo através dos séculos: uma história da igreja cristã. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 1988.

CESARÉIA, Eusébio de. História eclesiástica: os primeiros quatro séculos da igreja cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

DEBARROS, Aramis C. Doze homens, uma missão: um perfil bíblico-histórico dos doze discípulos de Cristo. São Paulo: Hagnos, 2006.

DREHER, Martin N. Coleção História da Igreja: a Igreja no Império Romano. São Leopoldo-RS: Sinodal, 1993. v. 1

GONZÁLEZ, Justo L. E até os confins da terra: uma história ilustrada do Cristianismo. São Paulo: Vida Nova, 1995. v. 1

KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1

LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do cristianismo: até 1500 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006. v. 1

MARSHALL, I. Howard. Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

MENDES, Jeovah. Os grandes mártires do cristianismo: de Estevão a Luther King. Fortaleza: Imprece, 2006.

Novo Testamento interlinear grego-português. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004.

STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O MELHOR MOMENTO PARA ESTUDAR FORA DO PAÍS

"Mais de 200 mil brasileiros de todas as idades devem deixar o País em busca de educação em escolas estrangeiras este ano. Com o real forte, o caminho está aberto para aspirações de todos os gostos e bolsos".

Leia toda a matéria em ISTOÉ Independente

REVISTA NOVA ESCOLA ANALISA OS ÚLTIMOS 25 ANOS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

IMAGEM: revistaescola.abril.com.br

Ao comemorar os seus 25 anos de circulação, a Revista Nova Escola faz uma exposição dos fatos que marcaram a educação brasileira neste período.

Apesar de tratar da educação secular, os temas e as questões abordadas são relevantes para a educação cristã, que pode aprender com os avanços e extrair lições das estagnações e retrocessos.

Acesse o link abaixo e confira:

Revista Nova Escola

INSCRIÇÕES PARA 40ª AGO DA CGADB SE ENCERRAM HOJE

De 12 a 14 de Abril de 2011, será realizado no Grande Templo da Assembleia de Deus em Cuiabá, Mato Grosso, a Convenção do Centenário, a 40ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, CGADB.

As inscrições vão até hoje, 12 de Fevereiro, às 18h00. Pastores, evangelistas, presbíteros e as esposas que não se inscreveram, podem entrar em contato com a Sede Administrativa da CGADB através dos fones e site abaixo indicados:

Fones: (21) 3351-3054 . 3351-3387 . 3351.5256

Site: www.cgadb.org.br

Com informações da CGADB

Fonte: Redação CPAD News

CEADEP INAUGURA COMPLEXO DURANTE CONVENÇÃO

FOTOS: www.portalfiel.com.br

O Presidente da Convenção Estadual das Assembléias de Deus do Estado do Piauí, Pr. Nestor Henrique Mesquita, acompanhado de autoridades eclesiásticas e políticas, inauguraram no dia 19 de janeiro o Complexo “Fé, Ação, Esperança e Amor” da CEADEP. O Complexo possui um templo com a capacidade para 2.000 pessoas, refeitório, dormitórios e sede administrativa da Convenção.

Parabenizo a todos os amados companheiros que fazem a Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Estado do Piauí.

Fonte: Portal Fiel

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

CENTENÁRIOS DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL: DANIEL BERG

ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO. Subsídio para Lição Bíblica - 1º Trimestre 2011


Lição 7 - 1º Trimestre de 2011
Texto Bíblico
: Atos 6.1-7
Texto Áureo: At 4.35

O capítulo 6 e versos 1-7, nos relata um problema surgido na comunidade cristã em Jerusalém, que provocou uma murmuração (gr. goggysmós). As ofertas eram depositadas aos "pés dos apóstolos" (At 4.34-37; 5.1-2), que com o crescimento dos discípulos começaram a ter dificuldades na administração do trabalho social, visto que estavam divididos entre este ministério, o da palavra e a oração.

A murmuração consistia no fato das viúvas gregas serem desprezadas na distribuição diária dos donativos. Boor (2003, p. 104) esclarece que "Na Antiguidade simplesmente não havia uma possibilidade de ganho próprio para as mulheres. Se uma viúva não tinha filhos que providenciassem se sustento, ela se encontrava em grande aflição". Conforme Kistemaker (2006, p. 298):

O Novo Testamento, para não dizer o Antigo, tem muito a dizer acerca da posição e dos direitos da viúva em Israel. Muitas viúvas da Palestina do século 1º enfrentaram a pobreza, mesmo que as autoridades judaicas houvessem feito provisões para o seu sustento (por exemplo, Mc 12.42-44). Dentro da igreja prevalecia o princípio de que não deveria haver nenhum carente entre aqueles que criam. Note-se que Tiago categoriza o cuidado pelos órfãos e viúvas como parte da religião que é pura e sem mancha (Tg 1.27). Paulo também prescreve regras e ordenação: para viúvas que ralmente necessitam de sustento diário; para aquelas que devem ser sustentadas pelos filhos e netos; para viúvas que têm 60 anos ou mais; para viúvas mais jovens que devem casar-se; e para mulheres crentes que devem ajudar a sustentar as viúvas (1 Tm 5.3-16).

Uma grande virtude da liderança é a capacidade de ouvir críticas sem ficar melindrado. Há líderes que não suportam críticas e questionamentos, mesmo quanto são feitos com respeito e com as melhores das intenções. Os apóstolos não ficam melindrados, e diante das críticas agem de forma objetiva, convocando a comunidade para juntos buscarem solução para o problema (BOOR, idem). Algo digno de nota em Atos é a constante participação de toda comunidade cristã em grandes decisões (1.15-26; 6.1-6; 15.6, 12, 22).

Sempre que não atentamos para as prioridades do ministério que recebemos do Senhor, estaremos passíveis de cometermos falhas, mesmo que involuntárias. Assim como no episódio aqui descrito, nos dias atuais há muitos líderes que deveriam estar ocupados com a palavra e com a oração, mas estão envolvidos com "coisas" que não deveriam ser prioritárias em sua atividade ministerial, e que deveriam ser delegadas para outros. Em meu livro Estudos Bíblicos e Escritos (2010, p. 113-114), escrevi sobre a "coisificação do ministério pastoral", e reproduzo abaixo algumas questões abordadas:

Um fenômeno tem preocupado aqueles que de maneira crítica, lançam seus olhares sobre a prática pastoral na igreja evangélica brasileira. Falo da "coisificação" do ministério pastoral. Pastor virou "gestor". O pastor não dedica mais o seu tempo para cuidar de pessoas. As coisas e os negócios da igreja se tornaram prioridades. O tempo que deveria investir em oração e na leitura devocional da palavra (relação pessoal de comunicação com Deus), e na visitação (relação pessoal de comunicação com os santos), é empreendido agora na administração dos negócios, no acompanhamento das contas, nas visitas às construções e em outras vária atividades impessoais. [...] Penso ser também uma questão de reprodução de um modelo centralizador e clerical, onde o pastor é o detentor de todos os saberes e habilidades, o único apto, capaz e vocacionado para o exercício com excelência de todos os dons espirituais e ministeriais. Pobre e medíocre visão. Precisamos de um ministério pastoral mais humanizado e menos coisificado. Para isto é necessário descentralizar as tarefas e rever as prioridades do ministério pastoral no atual contexto da igreja evangélica brasileira.

Sobre isto escreveu Stott (2003, p. 135-136):

Os apóstolos não estavam ocupados demais para ministrar; eles estavam preocupados com o ministério errado. O mesmo acontece com muitos pastores. Em vez de se concentrarem no ministério da palavra (que inclui pregar para a congregação, aconselhar pessoas e treinar grupos), eles se tornam superatarefados com a administração. às vezes, a culpa é do pastor (que quer segurar todas as rédeas em suas próprias mãos) e às vezes a culpa é do povo (que exige que o pastor seja um factótum). Em ambos os casos, as consequências são desastrosas. O nível da pregação e do ensino caem, já que o pastor tem pouco tempo para se dedicar ao estudo e à oração.

Costumo afirmar que é notório nos dias atuais a inversão dos papéis, ou seja, temos pastores fazendo a tarefa dos diáconos, e diáconos realizando a tarefa dos pastores.

A INSTITUIÇÃO DO DIACONATO

Diante do problema, a solução encontrada pelos apóstolos foi a de convocar os discípulos para que escolhessem sete homens com as qualidades necessárias para assumirem a tarefa da distribuição diária (6.3). Estes homens deveriam ter testemunho (martyrouménous), ser cheios do Espírito (pléreis pneúmatos) e de sabedoria (sophías). Boor (Ibidem, p. 105) comenta que: "Os apóstolos não dizem por que devem ser justamente 'sete'. Contudo, nas comunidades judaicas a diretoria local geralmente era formada por sete homens, os quais eram chamados 'os sete da cidade'.

Embora o termo diáconos (gr. diaconoi) não apareça no texto, muitos estudiosos entendem que aqui foi instituído o diaconato.

É relevante também a observação que Stott (idem) faz, quando comenta acerca da importância deste trabalho social (dos diáconos) em relação ao trabalho pastoral (apóstolos):

Nenhum ministério é superior ao outro. Pelo contrário, ambos são ministérios cristãos, ou seja, meios de servir a Deus e ao seu povo. Ambos exigem pessoas espirituais, "cheias do Espírito", para exercê-los. [...] A única diferença está na forma que cada ministério assume, exigindo dons e chamados diferentes.

Marshall (2008, p. 123), escrevendo sobre esta questão, afirma que: "Não se sugere necessariamente que servir às mesas está num nível mais baixo do que as orações e o ensino; a ênfase dirige-se ao fato de que a tarefa à qual os Doze foram especificamente chamados era de testemunho e evangelização."

Se esta verdade e realidade fosse entendida nos dias atuais, muitos diáconos louvariam a Deus pelo que fazem, em vez de viverem reclamando, e de buscarem atividades e posições para as quais não foram vocacionados. Por outro lado, muitos presbíteros, evangelistas e pastores deixariam de olhar para os diáconos com um ar arrogante de superioridade ministerial. Tanto para o serviço ou ministério diaconal, quanto para o serviço ou ministério pastoral, é utilizado o termo grego diaconía (v. 1, 4).

A ASSISTENCIA SOCIAL NOS DIAS ATUAIS

Sempre que o tema "Ajuda aos Necessitados" é abordado, observamos algumas reações e atentamos para alguns fatos no meio evangélico brasileiro. São eles:

1. Um Grande número de alunos, professores, dirigentes e superintendentes de EBD , obreiros e membros em geral da igreja questionam as poucas ações concretas nesta área (chamada de "social");

2. Líderes de igrejas, aproveitando o tema em evidência, resolvem fazer campanhas de doações e socorro aos necessitados, para não muito tempo depois abandonarem a prática;

3. Se percebe que muitas igrejas nunca vão além da simples distribuição aleatória de cestas básicas, sem nenhum levantamento das reais necessidades dos beneficiários;

4. Uma ênfase num certo socialismo ou comunismo cristão, fruto de uma interpretação equivocada do tema "Comunidade dos Bens" é dada. Interessante, é que os que defendem teoricamente esta ideia não a coloca em prática, partilhando todos os seus bens com os necessitados;

5. Irmãos, individualmente ou em "grupos", diante do descaso da "instituição" ou da "comunidade cristã" com a ajuda aos necessitados, acabam se achando no direito de administrarem os próprios dízimos e ofertas, não levando em consideração as recomendações (ou determinações) da liderança;

6. Igrejas se mobilizam para prestar socorro às vítimas de grandes catástrofes naturais em outras regiões, mas no seu dia a dia se esquecem de socorrer os seus necessitados (domésticos na fé), e os que vivem em situação de miséria na localidade onde está estabelecida;

7. Para dizer que socorrem os necessitados, algumas igrejas afirmam manter hospitais, escolas, creches, orfanatos e abrigos de idosos funcionando. Acontece que em alguns casos, as condições de atendimento e assistência são muito precárias. As pessoas lá atendidas sofrem de um grande descaso, desumanização e maltratos;

8. É afirmado ainda por alguns, que a igreja faz o trabalho social muito bem, mas sofre por não divulgá-lo. Entendo que pelo menos os membros deveriam tomar conhecimento das ações em favor dos necessitados;

9. A calamidade dos necessitados se acentua diante da ostentação e da vida regalada de algumas lideranças, através da aquisição e exibição dos símbolos capitalistas de "poder" e "status ministerial". Na versão e lógica "espirituosa" deste capitalismo selvagem (Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira), quanto mais o pastor ou líder ficar rico (ou pelo menos parecer), mais demonstrará o quanto o seu ministério é abençoado por Deus. Obviamente esta lógica acaba trazendo problemas para alguns líderes de igrejas na atualidade. Por exemplo, podemos citar a necessidade de um pastor precisar de "seguranças". Tal necessidade é resultado direto da ostentação já citada. Citamos ainda o receio que alguns possuem de terem seus filhos ou parentes sequestrados. Não consigo imaginar Jesus, Pedro, Paulo, João, Tomás de Aquino, Agostinho, Lutero, Calvino e outros ícones da fé precisando de seguranças particulares. Alguma (ou muita) coisa está errada. Viver dignamente do evangelho foi trocado por viver esplendorosamente do evangelho;

10. É interessante também afirmar, que diante do exposto no ponto acima, dentro de um mesmo ministério, há líderes que abusam das regalias enquanto outros passam extrema necessidade. A ideia, volto a deixar claro, não é de um socialismo ou comunismo ministerial cristão, falo sim (pois há uma série de fatores subjetivos aqui envolvidos) da necessidade de diminuir a distância "econômica", promovendo um viver digno para todos.

Obviamente, há um bom número de igrejas que fazem um trabalho relevante e exemplar de ajuda aos necessitados.

Não vai adiantar muita coisa (ou nada) tratarmos deste tema, sem refletir sobre a nossa condição (cada um deve assumir a sua responsabilidade), sem discussão, sem propostas de mudanças, sem planos e ações concretas.

Saber sobre e perceber como as coisas estão não é o suficiente. Necessário se faz mobilizar-se para que o nosso discurso religioso e piedoso (eloquência verbal) se torne carne e habite entre nós.

"Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta." (Tg 2.14-17)

Quando as coisas estão devidamente ordenadas e organizadas na igreja local, o resultado natural é o crescimento da palavra através do aumento de sua proclamação e ensino, e como resultado esperado, acontece a multiplicação do número de discípulos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOOR, Weiner de. Atos dos Apóstolos. Curitiba-PR: Esperança, 2003.

GERMANO, Altair. Estudos Bíblicos & Escritos. Recife-PE: Edição do Autor, 2010.

KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1

MARSHAL, I. Howard. Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.