domingo, 30 de janeiro de 2011

MINHA VISITA AO CETADEB

Ao lado da minha esposa, profª Elizabeth, do pastor Daniel Acioli (Presidente da AD em Apucarana-PR) e de sua filha Eliane Denobi em minha visita ao CETADEB

Durante a minha viagem para ministrar na AD em Apucarana-PR, tive a oportunidade de conhecer de perto as instalações do CETADEB - Centro de Educação Teológica das Assembleias de Deus no Brasil, instituição dirigida pelo pastor Hércules Carvalho Denobi, e credenciada pelo CEC/CGADB - Conselho de Educação e Cultura da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.

Hoje, nas Assembleias de Deus no Brasil, cresce o número de cursos e instituições de educação teológica, e essa nova realidade implica num maior cuidado na procura e na escolha dos mesmos. Os cursos e instituições devidamente credenciados pelo CEC/CGADB possuem uma grade curricular e conteúdos que se alinham com a ortodoxia bíblica pentecostal, além de uma estrutura que oferece condições físicas, administrativas e pedagógicas necessárias para o seu funcionamento.

Que o Senhor continue abençoando a diretoria, os monitores e os alunos do CETADEB, presentes em sua sede e nos núcleos implantados em todo o Brasil, e já em outros países.

sábado, 29 de janeiro de 2011

CONADEC ELEGE NOVA MESA DIRETORA

O pastor João Bezerra da Silva é o novo presidente da CONADEC - Convenção das Assembleias de Deus do Estado do Ceará - Ministério Templo Central. O pastor João Bezerra é o atual pastor da Assembleia de Deus em Aracati-CE.

O candidato da chapa 1, pastor João Gonçalves, obteve 195 votos, contra 239 votos do candidato da chapa 2, o pastor João Bezerra.

Após a eleição, a nova Mesa Diretora ficou composta conforme abaixo:

Presidente: Pr. João Bezerra da Silva
1º Vice-presidente: Eliakim
2º Vice-presidente: Pr. José de Oliveira
3º Vice-presidente:Pr. Paixão
1º Secretário: Ev. Alex
2º Secretário: Pr. Deusmar Júnior
3º Secretário: Pr. Mozart
1º Tesoureiro: Pr. João Melo
2º Tesoureiro: Ev. Messias Júnior

Deus abençoe a nova diretoria da CONADEC.

AD APUCARANA-PR: CULTO DE AÇÕES DE GRAÇA

A igreja esteve presente celebrando a Deus por mais uma ano de vida de seu pastor e aniversário do templo

Ministros ordenados na última Assembleia Ordinária da CIEADEP foram apresentados à igreja

O pastor Daniel Acioli sendo homenageado pelo pastor Iloido Carlotto (vice-presidente da AD em Apucarana-PR)

Na ministração da palavra destaquei o processo de transição de gerações e a soberania de Deus sobre as mesmas

Foi realizado ontem às 19h00, no templo central da AD em Apucarana-PR, o culto de ações de graças pela passagem de mais um aniversário o pastor Daniel Acioli (Presidente da AD em Apucarana-PR e membro do Conselho Administrativo da CPAD) e do templo.

O culto contou com a presença de várias autoridades, dentre elas 0 prefeito João Carlos de Oliveira, os vereadores Carmelo, Lucimar e Frias e o representante do Tenente-Coronel Louzada, comandante do 30º BIM.

Companheiros de ministério também homenagearam o pastor Daniel Acioli, dentre eles, os pastores Moisés Ramos, presidente da AD em Londrina-PR e coordenador da 7ª Região Eclesiástica, Waldomiro Crepaldi, presidente da AD em Arapongas-PR, Josuel Crepaldi, vice-presidente da AD em Arapongas-PR, William Alvarenga, da AD em Americana-SP, Paulo Epifânio, presidente do Conselho de Pastores de Apucarana e Genildo Simplício, do belenzinho-SP, representando o pastor José Wellington B. da Costa.

Que o Senhor Jesus continue fazendo properar em tudo a igreja em Apucarana-PR, a vida, ministério e família do pastor Daniel Acioli.

FAECAD PROMOVE CURSO LIVRE DE HEBRAICO

Entendendo o idioma do Antigo Testamento

É consenso entre especialistas que o conhecimento dos originais bíblicos colabora para uma melhor compreensão do Texto Sagrado. Atendendo demanda, a Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciência e Biotecnologia da CGADB (FAECAD) acaba de lançar o curso livre de hebraico instrumental. Os encontros serão realizados uma vez por semana a partir do dia 02 de março, sob orientação do professor Wallace Anderson, de larga experiência no ensino do idioma.

Segundo ementa da instituição, o objetivo do curso é ler, entender e traduzir textos do Antigo Testamento; e preparar sermões e estudos a partir do texto hebraico original. O conteúdo será dividido nos níveis básico, médio e avançado.

O estágio inicial de aprendizado da língua abordará breve histórico do hebraico enquanto língua semita; leitura do Antigo Testamento no original através da alfabetização; introdução às noções básicas da gramática hebraica. Leitura, compreensão e interpretação do texto bíblico do Antigo Testamento. O estudo avançado, por sua vez, fará abordagem dos verbos fracos e fortes da língua hebraica; diagnóstico, leitura e tradução dos textos bíblicos do Antigo Testamento.

Serviço:

A FAECAD está localizada Avenida Vicente de Carvalho, 1083, Vila da Penha - Rio de Janeiro – RJ. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (21)3015-1000, ou pelo e-mail faecad@faecad.com.br

Fonte: CPAD NEWS

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ANIVERSÁRIO DA AD EM APUCARANA-PR: PALESTRA SOBRE OS DESAFIOS PARA A EDUCAÇÃO CRISTÃ NESTE INÍCIO DE SÉCULO

Da esquerda para a direita: Profª Elizabeth (minha esposa), Pastor Daniel Acioli (Presidente da AD em Apucarana-PR, Pastor Hércules (Diretor do CETADEB), Pr. Williams (Americana-SP)

Participantes da palestra no templo da AD em Apucarana-PR

Dentro das atividades concernente ao aniversário da AD em Apucarana-PR, igreja liderada pelo pastor Daniel Acioli, ministramos nesta manhã sobre "os desafios para a educação cristã neste início de século", onde as seguintes questões foram abordadas:

1. Os desafios sociais e culturais

- As transformações econômicas e mercadológicas
- As trasnformações educacionais
- As transformações comportamentais

2. Os desafios pedagógicos

- Estruturas e recursos didáticos
- Pesquisa e informação no preparo da aula
- As novas tecnologias de comunicação e informação como ferramentas de apoio à educação cristã
- A interatividade na elaboração do plano de aula e no uso dos métodos de ensino- A formação inicial e continuada do educador cristão

3 - Os desafios espirituais

- O dom de ensinar
- A vida devocional do educador cristão
- O papel do Espírito Santo na educação cristã
- Ensino e poder espiritual

Logo mais, às 19h00, as festividades continuarão, onde um culto de ações de graça será realizado pela passagem de mais um aniversário do pastor Daniel Acioli. Hoje se comemora também o aniversário da cidade.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CONGRESSO INFANTIL NA AD EM ABREU E LIMA-PE REÚNE CERCA DE 15.000 CRIANÇAS


FOTOS: Tia Jô & Cia (enviadas por e-mail)

No período de 16 a 23/01 foi realizado o Congresso Infantil da Assembleia de Deus em Abreu e Lima, um evento que reuniu aproximadamente 15 mil crianças em uma semana de atividades bíblicas.

O congresso contou com a participação de palestrantes locais e com a Tia Jô & Cia. Dezenas de crianças receberam Jesus como seu senhor e salvador e foram batizadas com o Espírito Santo.

Para a Tia Jô: "O Congresso Infantil de Abreu e Lima 2011 foi uma marco pra a igreja pois foi grande a manifestação do Espírito Santo [...]. O congresso infantil do Centenário em Abreu e Lima será inesquecível."

Deus continue abençoando a direção da igreja e toda a coordenação do departamento infantil.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ANIVERSÁRIO DA IGREJA EM APUCARANA-PR

FOTO: Blog do Pastor Daniel Sales Acioli

Participo neste final de semana das festividades de aniversário da Assembleia de Deus em Apucarana-PR, e do ministério do pastor e amigo Daniel Sales Acioli.

Desde já conto com as orações dos irmãos.

O ASSÉDIO PSICOLÓGICO PASTORAL, A MANIPULAÇÃO E O MEDO

Mark Dever é pastor da Igreja Batista de Capitol Hill, no distrito de Washington; fundador do ministério 9Marcas e um dos organizadores do ministério Juntos Pelo Evangelho; conferencista internacional e autor de vários livros, incluindo os livros “Nove Marcas de Uma Igreja Saudável”,”Refletindo a Glória de Deus” e “Deliberadamente Igreja”, todos publicados em português pela Editora FIEL.

Por Mark Dever


Pregar sobre o inferno é manipulação. É a tática do medo. É assédio psicológico. Não é isso o que as pessoas dizem?

Na maior parte de sua história – afirma o jornalista A. C. Grayling – o cristianismo tem sido uma ideologia geralmente violenta e sempre opressiva – pense nas Cruzadas; na tortura; nas pessoas queimadas em estacas; nas mulheres constantemente escravizadas inúmeras vezes aos partos e ao seu marido, sem poderem se divorciar; na distorção da sexualidade feminina; no uso do medo (dos tormentos do inferno) como um instrumento de controle; e nos resultados horrendos de sua calúnia contra o Judaísmo.
Mas hoje em dia, os cristãos são consumidores mais conscientes. Eles sabem como se vender no mercado, lançando fora as repressões, como se fossem um novo produto ou um político.

Grayling continua:

Atualmente, em contraste, o cristianismo se especializa em músicas comoventes e desfocadas. Suas ameaças acerca do inferno; sua exigência por pobreza e castidade; sua doutrina de que apenas poucos serão salvos e muitos serão condenados foram deixadas de lado e substituídas por dedilhados de violão e sorrisos açucarados. O cristianismo tem se reinventado com freqüência, com uma hipocrisia de tirar o fôlego, com o interesse de manter o seu domínio sobre os incautos. E se um monge medieval despertasse do sono hoje, como no filme O Dorminhoco, de Wood Allen, não seria capaz de reconhecer a fé que leva o mesmo nome que a sua.[i]

De qualquer modo, essa é a transformação que um descrente observou entre os cristãos. Isso reflete o nosso desconforto moderno, nossa repulsa em afirmar publicamente qualquer um dos ensinos impopulares de Jesus, como o apavorante quadro do futuro, pintado por Jesus. Poderia isso refletir também o modo como os crentes se renderam rapidamente aos padrões culturais?

POR QUE ESCARNECEMOS DO MEDO?

Nossa sociedade não se agrada de ser motivada pelo medo. Nós nos ressentimos com isso. Afinal de contas, o medo não é um guia confiável. Ele parece ser indigno de nós. Parece primitivo e até animalesco. Parece muito instintivo, em vez de racional.

“Fobias” são como chamamos os medos irracionais. Então nos referimos à hidrofobia como sendo um medo irracional de água ou à aracnofobia, como um medo irracional de aranhas. Devemos ter pena das fobias e rejeitá-las. Se você chama o modo como concebo a sexualidade de “homofobia”, então você não deve levar em consideração o que digo. As fobias são indignas de serem levadas a sério.

O medo é poderoso, admitimos, mas também é irracional e nos deixa sujeitos à manipulação, vulneráveis. Por essa razão, não gostamos dele.

O MEDO FUNCIONA

Ironicamente, todo mundo sabe que o medo é útil. Por isso tiramos proveito dele.

Fazemos isso desde os primórdios dos tempos. Por essa razão, as fábulas de Esopo advertiam sobre o destino dos preguiçosos. Os provérbios e as máximas de Confúcio e Benjamin Franklin contrastam a prosperidade dos que andam retamente com a pobreza dos que fazem coisas erradas. Os pais dizem aos filhos para não fazerem isto ou aquilo para que não se machuquem ou para não terem aquelesamigos porque eles o conduzirão ao que não é bom. Os professores dizem a Joãozinho que, se ele não ler, não poderá trabalhar; e se não puder trabalhar, não poderá ter as coisas que quer e a vida que deseja. Fingimos não acreditar em afirmações assustadoras, mas a grande verdade é que o medo vende!

Você quer segurança para os seus filhos, por essa razão, compra determinado carro. Você quer sua saúde protegida, por isso adquire um convênio e compra vitaminas. Você quer manter uma boa aparência, então compra um aparelho para abdominais. Você quer segurança financeira, portanto, faz investimentos. Você quer ter um sono sadio, o que significa que precisa dormir em segurança, por essa razão, compra um alarme para a sua casa.

O medo funciona!

E não é só a Madison Avenue que sabe disso. A cidade onde moro, Washington, DC, conhece a utilidade do medo. O medo pode ser censurado – “Não há nada a temer, mas tema o próprio medo”! – no entanto, ele é utilizado constantemente.

Apenas imagine uma tela escura de televisão. Depois, uma foto desagradável em preto e branco aparece, e uma voz profunda e agourenta diz: “Se o ‘Fulano de Tal’ chegar ao poder, prisioneiros assassinos serão soltos; os empregos evaporarão; nosso país ficará indefeso; os idosos passarão fome; o sol não brilhará; sempre será inverno e não haverá mais natal”! Depois, a tela muda para uma foto colorida de um candidato sorrindo, sendo cumprimentado calorosamente por pessoas felizes. A voz passa de agourenta para uma voz calorosa e confiante. Ela afirma o candidato. Fim.

E SE, DE FATO, HOUVER ALGO A TEMER?

É lógico que é bom ensinarmos os nossos filhos a não terem medo de sombras e sermos cautelosos com aqueles que utilizam o medo para nos vender algo. Mas e se houver realmente algo a temer?

E se nossas ações tiverem conseqüências e nem todas as conseqüências forem boas? E se houver uma relação entre o que fazemos e o que colhemos? Temos permissão para falar disso?

Nossa sociedade tolera advertências sobre perigos reais: “Ponte caída. Retorno à direita”. Valorizamos advertências médicas educativas: “Se você não parar de fumar, isso o matará”. Especulamos como uma ação afetará nosso meio ambiente ou nossa economia. Somos rápidos em advertir contra ameaças terroristas.

Mas e nas questões espirituais? Nos assuntos sobre Deus, nossa alma e vida após a morte? O medo é um motivador apropriado nessas questões?

Podemos nos ressentir com tal idéia, no entanto, nossos ressentimentos nunca foram um guia infalível contra o que é falso, não é mesmo? O fato de nos ressentirmos com algo não significa que ele não seja verdadeiro!

JESUS NOS MOSTROU O QUE DEVEMOS TEMER: O INFERNO

Jesus sabia que havia algo a temer: passar a eternidade no inferno. Ele disse aos seus discípulos:

E, se tua mão te faz tropeçar, corta-a; pois é melhor entrares maneta na vida do que, tendo as duas mãos, ires para o inferno, para o fogo inextinguível onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga. E, se teu pé te faz tropeçar, corta-o; é melhor entrares na vida aleijado do que, tendo os dois pés, seres lançado no inferno onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga. E, se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois seres lançado no inferno, onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga (Mc 9. 43 a 48).

Em outra passagem, Jesus disse:

Digo-vos, pois, amigos meus: não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer (Lc 12.4 a 5).

Jesus nos exortou a temer o inferno. E nos advertiu para temermos a Deus, que tem o poder de nos lançar no inferno.

PASTORES, NÃO TENHAM MEDO DO MEDO

É uma ilusão pensar que podemos viver sem medo neste mundo amaldiçoado e caído. Todo mundo tem medo de algo, é só uma questão do que.

Pastores, não sejam seduzidos pelos padrões culturais a respeito do que devemos ou não temer. Não seja enganado pela ironia de nossa cultura em relação ao medo. Eles também sentem medo. Em vez disso, siga a Jesus, admoestando os outros acerca do futuro aterrorizante que aguarda aqueles que não se arrependem de seus pecados e não confiam em Cristo.


[i] GRAYLING, A. C.. Against All Gods. London: Oberon Books, 2007. p. 24

Fonte: www.editorafiel.com.br

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

DIRETORIA DA COMADALPE E DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ABREU E LIMA-PE PARA 2011

DIRETORIA DA COMADALPE - CONVENÇÃO DE MINISTROS DA ASSEMBLEIA DE DEUS COM SEDE EM ABREU E LIMA-PE
Sentados da esquerda para a direita: Pr. Robério Amorim (1º Secretário), Pr. Francisco Tércio (2º Vice-Presidente), Pr. Roberto José (Presidente), Pr. Elis Clementino (1º Vice-Presidente) e Pr. Edi Moraes (1º Tesoureiro). Em pé: Pr. Altair Germano (Assessor Especial), Pr. Isaac Luiz (Assessor Especial), Pr. José Gomes (2º Tesoureiro), Pr. Francisco Silva (2º Secretário), Pr. Leonaldo Santana (Secretário Adjunto) e Pr. José Ferreira (Assessor Especial)

DIRETORIA DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ABREU E LIMA-PE
Sentados da direita para a esquerda: Pr. João Martins (1º Tesoureiro), Pr. Eusébio Félix (2º Vice-Presidente), Pr. Roberto José (Presidente), Pr. Luiz Gonzaga (1º Vice-Presidente) e Pr. Enock Paiva (1º Secretário). Em pé: Pr. Daniel Antônio (2º Tesoureiro), Pr. Gilmar Ribeiro (Assessor da Presidência), Pr. Orlando Cosme (Secretário) e Pr. Ubiratan Alves (2º Secretário)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SINAIS E MARAVILHAS NA IGREJA. Subsídio para Lição Bíblica - 1º Trimestre/2011

Os milagres, sinais e maravilhas registrados na Bíblia são reais ou não passam de narrativas mitológicas?

Os milagres, sinais e maravilhas são realidades para serem vivenciadas pela Igreja em pleno século XXI?

Para muitos estas perguntas possuem respostas óbvias, enquanto que para outros são questionáveis.

A DEFINIÇÃO DE "MILAGRE"

É importante iniciar observando algumas definições e considerações clássicas acerca de "milagre".

Geisler (2010, p. 40) afirma que na perspectiva histórica os teólogos têm definido os milagres de duas maneiras distintas, em sentido rígido ou moderado. Os moderados seguem a linha de Agostinho (354-430), que descreve o milagre como sendo "um prodígio [que] não é contrário à natureza, mas contrário ao nosso conhecimento da natureza" (Cidade de Deus, 21.8). O sentido rígido é creditado àqueles que seguem a linha de Tomás de Aquino, que compreende o milagre como um evento que vai para além dos poderes da natureza e que somente poderia ser produzido por uma força sobrenatural - Deus. (Summa Contra Getiles, Livro 3).

Champlin (2001, p. 266), ao comentar sobre a perspectiva de Agostinho sobre os milagres escreve:

Agostinho argumentava fortemente em prol da naturalidade dos milagres, do ponto de vista de Deus, apesar de parecerem sobrenaturais ou contrários à natureza, do nosso ponto de vista. Deus parece contradizer ou quebrar alguma lei natural, mas ele simplesmente aplica alguma lei superior, anulando outra lei, inferior. Há uma suprema lei na natureza, dentro da qual todos os milagres podem ser ajustados. O argumento filosófico-teológico dessa abordagem é que Deus, que estabeleceu as leis naturais, jamais agiria contrariamente a Si mesmo, quebrando, ocasionalmente, e por motivos especiais, essa lei (Contra Faustum, 26.3).

Referindo-se indiretamente ao pensamento de Tomás de Aquino, Champlin comenta que outros teólogos não percebem problemas no fato de que Deus pode quebrar leis naturais em suas intervenções. Para Champlin esta discussão é fútil, visto que a natureza fragmentar de nosso conhecimento e da ciência não pode chegar a uma definição decente (plena?) do natural, e muito menos do sobrenatural.

Para Strong (2002, p. 185-186):

Milagre é um evento na natureza em si mesmo tão extraordinário e tão coincidente com a profecia ou a determinação de um mestre religioso ou um líder que garante plenamente a convicção da parte dos que o testemunham que Deus o operou com desígnio de certificar que o mestre ou líder foi comissionado por ele.

Em sua Teologia Sistemática, Augustus H. Strong aborda ainda questões relacionadas com a possibilidade do milagre, a probabilidade do milagre, o testemunho necessário para provar um milagre, e força evidencial dos milagres. Recomendo a aquisição e a leitura da obra de Strong.

TERMOS BÍBLICOS PARA MILAGRES

Para vislumbrarmos um quadro completo dos milagres bíblicos, é necessário conhecermos as peculiaridades dos termos empregados para descrever um "milagre" (Geisler (Idem, p. 40-43):

- oth: termo hebraico para "sinal", usado em (Êx 3.12; 4.1-9, 30, 31; Nm 14.11, 22; Dt 6.22; 26.8; Js 24.17; Sl 105.27; Jr 32.20-21).

- mopheth: termo hebraico para "maravilhas", para descrever os mesmos eventos que são, em algumas partes das Escrituras chamados de "sinais" (Êx 7.9; Dt 29.5; Sl 78.43; 1 Rs 13.3, 5).

- teras: termo grego para "maravilha", utilizado dezesseis vezes no NT, geralmente se referindo a milagres (Mt 24.24; Mc 13.22; At 2.19; Jo 4.48; At 2.22, 43; 4.30; 14.3; 15.12; Rm 15.195.12; Hb 2.3, 4). A palavra transmite a ideia de algo que é tremendo e estonteante.

- dunamis: termo grego para "poder", utilizado para se referir aos milagres de Cristo (Mt 15.38), aos dons espirituais (1 Co 12.10), ao derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, e ao "poder" do evangelho para salvar os pecadores (Rm 1.16). A ênfase da palavra está no aspecto de energização divina que envolve um evento miraculoso.

Segundo Geisler, cada uma das três palavras que se referem a eventos sobrenaturais (sinal, maravilha e poder) envolve um aspecto do milagre: "Um evento incomum (maravilha) que transmite e confirma uma mensagem incomum (sinal) por intermédio de uma habilidade incomum (poder).

O PRÓPOSITO DOS MILAGRES

McDowell e Stewart (1992, p. 93-94) declaram que a história de milagres na Bíblia são sempre para um propósito bem definido e nunca para ostentação. Neste sentido citam a multiplicação dos pães para saciar os famintos (Lc 9.12-27) e a transformação da água em vinho (Jo 2.1-11) na festa de casamento.

Champlin (idem, p. 269) afirma que no relato bíblico da realização de milagres algum problema foi resolvido, algum ato de misericórdia foi estendido, algum ensino foi enfatizado, alguma coisa útil foi realizada. Não acontecia a vã exibição de poder.

Geisler (idem, p. 44) resume os propósitos dos milagres em três:

(1) glorificar a natureza de Deus (Jo 2.11; 11.40);
(2) confirmar as credenciais de certas pessoas na posição de porta-vozes de Deus (At 2.22; Hb 2.3, 4;
(3) propiciar evidências para que haja fé em Deus (Jo 6.2, 14; 20.30, 31).

OBJEÇÕES AOS MILAGRES

Nem todos acreditam em milagres, ou em sua atualidade. MacDowell e Stewart (idem, p. 97) escrevem:

Afirma-se, muitas vezes, que as pessoas que viviam nos tempos bíblicos eram mais simples e supersticiosas que o homem moderno, e podiam ser enganadas para acreditar nas histórias milagrosas encontradas na Bíblia. Hoje declara-se que vivemos numa era científica e que superamos essas superstições, pois desenvolvemos a capacidade intelectual para ver esses milagres como mitos supersticiosos e não como fenômenos paranormais.

Em seu propósito de demitologizar a narrativa bíblica, o teólogo alemão Rudolf Bultmann (1999, p. 95) afirma:

A ideia de milagre como acontecimento miraculoso tornou-se impossível para nós hoje, porque entendemos o processo natural como processo que segue leis, concebendo, portanto, o milagre como ruptura do nexo baseado em leis do processo natural; esta ideia não é mais concebível para nós hoje.

Champlin (idem, p. 266-267) enumera algumas maneiras de tentar explicar os milagres, desfazendo a sua natureza sobrenatural. São Elas:

- Os milagres são excitações da imaginação pupular, podendo ser explicados naturalmente;
- Os milagres são meros comentários parabólicos, fazendo parte de alegorias;
- Os milagres são símbolos ou narrativas contadas para ensinar certas lições acerca de verdades espirituais;
- Os milagres são invenções fraudulentas dos escritores religiosos;
- Os milagres são explicações mitológicas, exagerando ocorrências reais;
- Os milagres são meras ilusões, assim como é a mágica;
- Os milagres são acontecimentos psíquicos, fruto do treinamento da mente (poder mental);
- Os milagres são ilusões mentais fruto da hipnose;

As argumentações contra os milagres que são encontradas nos filósofos, (Spnoza, Hume, etc.) geralmente se fundamentam em perspectivas naturalistas (a natureza como um sistema fechado), e na ideia panteísta (Deus é o universo) acerca de Deus.

OS FALSOS MILAGRES E OS "MILAGREIROS"

Conforme Strong (idem):

[...] só um ato operado por Deus pode, com propriedade, ser chamado de milagre, segue-se que os eventos surpreendentes operados pelos espíritos maus ou por homens através do uso de agentes além do nosso conhecimento não têm direito a esta designação. As Escrituras reconhecem a sua existência, mas chamam de "prodígios de mentira" (2 Ts 2.9).

A possibilidade e a realidade destas ocorrências sobrenaturais servem para mostrar a necessidade de um cuidadoso exame antes de aceitá-las como divinas:

Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Andareis após o SENHOR, vosso Deus, e a ele temereis; guardareis os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis.
(Dt 13.1-4)

Strong lista algumas coisas que podem ajudar na distinção entre o falso e o verdadeiro milagre. São elas:

- A conduta imoral ou a falsa doutrina que o acompanha;
- Por suas características interiores de inanidade (falta de conteúdo, futilidade) e extravagância, com no caso da liquefação do sangue de São Januário, ou nos milagres do Novo Testamento Apócrifo;
- Pela insuficiência de objetivos que se propõem a promover - como no caso de Apolônio de Tiana, ou dos milagres que se dizem acompanhar a publicação das doutrinas da Imaculada Conceição e da infalibilidade papal;
- Por sua falta de evidência substancial - como nos milagres medievais tão raramente atestados pelas testemunhas contemporâneas e desinteressadas;
- Pela negação ou subestima da prévia revelação de que Deus faz de si mesmo na natureza - mostrada pela negligência dos meios comuns como no caso da cura pela fé e da assim chamada Ciência Cristã.

Caminhando junto com os falso milagres estão os obreiros milagreiros, sensação do momento no meio evangélico brasileiro:

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade." (Mt 7.21-23)

O fenômeno dos obreiros milagreiros possue algumas características próprias, que já extrapolaram os círculos neopentecostais, encontrando guarida nas denominações pentecostais clássicas. Dentre essas características podemos citar:

- A ênfase na glória do apóstolo ou profeta milagreiro, em vez da ênfase na glória de Deus;
- A ênfase no milagre, em vez da ênfase na pregação
- A criatividade dos milagreiros nas mais diversas maneiras e fórmulas de alcançar o milagre;
- O agendamento do milagre com culto, dia e hora marcada;
- O uso do milagre como meio de barganha (2 Rs 5.15-16), para a arrecadação de fundos, de grandes ofertas para o sustento de ministérios, programas de TV e impérios pessoais;

MacArthur (1992, p. 137), em seu livro "O Caos Carismático", expressa bem a questão, quando afirma que:

O anseio das pessoas por fenômenos misteriosos e admiráveis está em um nível insuperável na história da igreja. Desejosa de testemunhar milagres, muitas pessoas parecem dispostas a crer que quase todas as coisas incomuns são maravilhas celestiais. Isso representa um tremendo perigo para a igreja, porque a Escritura nos adverte que falsos milagres - extremamente críveis - serão um dos principais instrumentos de Satanás nos tempos finais. Jesus disse: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito." (Mt 24.24-25). Certamente, à luz dessas palavras de nosso Senhor, um tipo de ceticismo sadio, por parte dos cristãos, é bem-vindo.

Mas, ao mesmo tempo, erra gravemente ao afirmar:

Estou convencido de que os milagres, sinais e maravilhas anunciados hoje no movimento carismático não tem qualquer relação com os milagres apostólicos. Estou persuadido, pela Escritura e pela História, de que nada semelhante ao dom de milagres do Novo Testamento (quanto a uma discussão sobre o dom de milagres, ver Capítulo 9) é realizado hoje. O Espírito Santo não tem dado a nenhum cristão de nossos dias dons miraculosos comparáveis aos que foram dados aos apóstolos. [...] Ao contrário disso, a maioria dos milagres contemporâneos quase sempre é parcial, gradual ou temporário. Os únicos milagres "instantâneos" são curas que parecem envolver formas de males psicossomáticos. [...] Muitos pentecostais e carismáticos falam da restauração do "poder do Espírito Santo segundo o Novo Testamento" por meio do seu movimento. [...] Existe a necessidade permanente de que milagres confirmem a revelação divina? Pode alguém, com fé, reivindicar um "milagre" como muitos ensinam? Deus realiza milagres sob demanda? E os fenômenos exaltados hoje como sinais, maravilhas e curas têm alguma semelhança com os milagres realizados por Cristo e pelos apóstolos? A resposta a todas essas perguntas é não. [...] Línguas, curas e milagres serviram como sinais para autenticar uma época da nova revelação. Logo que acabou essa época, cessaram os sinais. (idem, p. 141, 145, 152 e 153).

Concordo com MacArthur no sentido de haver os mais diversos abusos, absurdos, falsificações e enganos em torno de milagres na atualidade, inclusive no pentecostalismo clássico. Mas, o seu generalismo pode ser classificado, no mínimo, de extremado. ele chega a afirmar (idem, p. 153) que no Novo Testamento não existe nenhuma ordem para procurarmos milagres. A razão é óbvia, pois os milagres "naturalmente" seguem e acompanham os pregadores da palavra, na vida dos que crêem:

E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. (Mc 16.15-17)

Teria, como afirma Mac Arthur, a época das línguas, curas e milagres acabada? Onde no texto de Marcos isso é evidente? O que falar então do texto abaixo?

Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.(grifo nosso)
(At 2.38-39)

É em razão de declarações e perspectivas como estas de MacArthur, que o tema "milagres" precisa ser estudado.

Fico a pensar, que se um cristão na atualidade se aproximasse de MacArthur para testemunhar de um milagre recebido, mesmo diante das evidências irrefutáveis, MacArthur teria que recorrer ao pensamento e argumento de Hume (com as devidas proporções), e dizer que apesar das claras e reais evidências, não se deve acreditar em milagres, simplesmente pelo fato de teologicamente serem inaceitáveis para os dias atuais (com base em sua perspectiva reformada e cessacionista).

Os milagres são uma realidade bíblica e atual.

BIBLIOGRAFIA

BULTMANN, Rudolf. Demitologização: coletâneas e ensaios. São Leopoldo: Sinodal, 1999.

CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 4

GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. v. 1

MaCARTHUR JR. John. O Caos Carismático. S. José dos Campos: Fiel, 1992.

McDOWELL, Josh; STEWART, Don. Respostas àquelas perguntas: o que os céticos perguntam sobre a fé cristã. 2. ed. São Paulo: Candeia, 1992.

STRONG, Augustus H. Teologia Sistemática. São Paulo: Teológica, 2002. v. 1

PREGAÇÃO E PREGADORES PENTECOSTAIS


Pregação e pregadores pentecostais? Do que estamos falando? De algum tipo ou classe especial de pregação e pregadores? Não. Pregação e pregadores pentecostais se fundamentam no perfil bíblico da pregação e do pregador da palavra de Deus. Observemos algumas características da pregação e dos pregadores genuinamente pentecostais:

PREGAÇÃO PENTECOSTAL É AQUELA FUNDAMENTADA NA BÍBLIA SAGRADA

Na primeira pregação após o derramamento do Espírito Santo em Pentecostes (At 2.1-4), o apóstolo Pedro fundamentou a sua mensagem nas Escrituras do Antigo Testamento, citando o profeta Joel:

"Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (At 2.14-21)

Pedro citou também os Salmos:

"Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença." (At 2.25-28)

"Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés." (At 2.34-35)

Estêvão, discorrendo diante dos seus acusadores (At 7.1-53), faz igualmente uso das sagradas Escrituras, citando textos de Gênesis, Êxodo, Levítico, Deuteronômio, Salmos, Josué, Isaías, Jeremias, Amós, Neemias, 1 e 2 Samuel, 1 Reis, 1 e 2 Crônicas e Ezequiel.

Toda pregação genuinamente pentecostal não se fundamenta em sonhos, visões ou revelações, se fundamenta na Palavra. Quando sonhos, visões ou revelações são citados, devem ser analisados à luz das Escrituras.

PREGAÇÃO PENTECOSTAL NÃO É RESULTADO DA DISTORÇÃO OU DA MÁ INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SAGRADO

A pregação pentecostal precisa ser fiel ao texto bíblico. Para isso, precisa-se aplicar à interpretação bíblica o método histórico-gramatical, que considera o significado do texto para o escritor e seus destinatários originais. Filipe, o diácono evangelista, foi um grande exemplo de fidelidade à interpretação bíblica:

"Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus." (At 8.26-35)

Distorcer ou interpretar de forma equivocada as Escrituras é um ato irresponsável e inaceitável para um pregador pentecostal. Com o propósito de agradar e de manipular as massas, muitos absurdos estão sendo ditos e pregados em nossos púlpitos, sob a alegação de estar sendo pregada a genuína mensagem de Deus.

Um caso típico é a exposição do Salmo 68.4.

Ao tentar falar da possibilidade da “ação imediata de Deus”, alguns pregadores utilizam geralmente a seguinte expressão: “A Bíblia diz que o seu nome é Já”.

A Bíblia diz isto? Em qual texto?

O fato é que o Salmo 68.4 (e outros textos), nas versões mais antigas da Bíblia foi traduzido da seguinte forma:

…pois o seu nome é JÁ”.

Observe que nas traduções mais antigas o termo foi traduzido com as duas letras (J e A) na forma maiúscula.

JÁ é uma forma contraída de Yahweh (um dos nomes de Deus no hebraico). O termo ocorre muitas vezes no Velho Testamento. Esta forma contraída entra na composição de diversos nomes próprios bíblicos, e na formação da palavra Aleluia, que significa “louvado seja Yah” (Sl 150.1,6).

Nas versões mais recentes a tradução JÁ, JÁH ou YAH foi trocada por “SENHOR” (ARA) e “JEOVÁ” (ARC);

Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele.” (Sl 68.4, ARA)

Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é JEOVÁ; exultai diante dele.” (Sl 68.4, ARC)

Deus faz as coisas “Já” se quiser? É claro que sim, mas, não é isto que os textos onde aparece a contração “JÁ”, “JÁH” ou “YAH” significa.

Este é um, de tantos outros exemplos que poderíamos citar.

PREGAÇÃO PENTECOSTAL É SIMPLES E PODEROSA

O propósito da pregação é comunicar a verdade de Deus. Comunicação só acontece quando a mensagem emitida é recebida e compreendida pelo receptor. Todos os grandes pregadores pentecostais, por mais cultos e inteligentes que foram, falaram com simplicidade, clareza e poder para os seus ouvintes. Sobre isso escreveu Paulo:

"Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. " (1 Co 2.1-5)

Apesar de seu vasto conhecimento teológico, o apóstolo Paulo não se preocupava em demonstrar erudição, intelectualismo ou qualquer outra qualidade acadêmica. Seu interesse estava em pregar com simplicidade, clareza e poder a palavra de Deus.

É lamentável ver nos dias atuais, em decorrência de algum nível de formação acadêmica por parte de pregadores, muitas pregações se transformando em meras exposições intelectuais. Pura verborréia acadêmica e teológica, destituídas de graça e poder do Espírito.

A pregação pentecostal deve ser simples e poderosa, clara e profunda. Trata-se aqui de um poder e de uma profundidade que alcançam o intelecto, tocam as emoções e direcionam a vontade humana.

PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO BUSCAM A PRÓPRIA GLÓRIA

Em plena sociedade do espetáculo, influenciados por uma cultura narcísica, muitos pregadores buscam ansiosamente pela glória do púlpito.

Os referenciais bíblicos são mais uma vez necessários, para que toda uma geração de novos pregadores possa retornar à palavra, tendo-a como modelo e referência para o ministério da pregação.

Observemos o exemplo de Pedro:

"No dia imediato, entrou em Cesaréia. Cornélio estava esperando por eles, tendo reunido seus parentes e amigos íntimos. Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem." (At 10.24-26)

Pedro, o primeiro a pregar após o derramar do Espírito em Pentecostes, com um ministério marcado por curas e libertações, ao ser recebido pelo centurião Cornélio, foi adorado pelo mesmo, mas não alimentou tal atitude, pelo contrário, ordenou que se levantasse, pois era homem tanto quanto ele, falho imperfeito e limitado. Pedro entendia que era a graça de Jesus que operava por sua vida. Hoje, ao contrário de Pedro, muitos pregadores buscam adoradores para si mesmos.

Paulo não fica atrás em termos de exemplo:

"Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava. Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra. O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões. Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles; o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos; contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria. Dizendo isto, foi ainda com dificuldade que impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios." (At 14.8-18)

Assim como nos dias de Paulo, multidões diariamente desejam "sacrificar" aos pregadores da atualidade. A mentalidade idólatra é a mesma. O pior é que muitos aceitam e promovem o sacrifício a si mesmos. Em vez de impedir as multidões, incentivam as mesmas. Quanto mais idolatrados, mas gostam, mas querem, mais desejam.

Que os pregadores pentecostais da atualidade possam aprender com os grandes exemplos de Pedro e Paulo.

PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO MANIPULAM A CONVERSÃO DE VIDAS

É provável que em algum momento de sua vida, ou você testemunhou, ou foi vítima de um pregador manipulador.

Pregadores manipuladores entendem, que a "confirmação" da autenticidade e da espiritualidade da mensagem que pregam depende exclusivamente dos resultados imediatos. Dessa forma, fazem de tudo, usam de todos os artifícios possíveis para que vidas venham à frente diante do seu apelo. Eu mesmo já vi muita coisa desse tipo. Como exemplo, posso citar casos onde o pregador mandou que os visitantes ficassem de pé, dirigindo a palavra para eles, para em seguida tentar de forma clara constrangê-los a vir à frente. Em alguns casos, já vi pregador orientar para que os irmãos arrastassem pelos braços os não crentes.

Pregadores pentecostais precisam entender, que os resultados de uma pregação genuinamente pentecostal nem sempre são imediatos. Há muitas vidas que não aceitam o apelo do pregador, mas levam consigo a mensagem no coração, para futuramente se converterem ao Evangelho de Jesus. O pregador só precisa ter a consciência que orou, estudou a Palavra e colocou a mensagem sob a direção do Espírito.

Quando lemos nas Escrituras o registro da primeira pregação pentecostal, encontramos lá o seguinte trecho:

"Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas." (At 2.36-41)

Extraímos do texto acima as seguintes lições:

- Pregadores pentecostais não pregam o que as pessoas gostariam de ouvir. Pregam o que elas precisam ouvir, possibilitando dessa forma, que tomem consciência da sua condição de pecadores;

- Pregadores pentecostais não pregam apenas às emoções de seus ouvintes. Pregam também à sua vontade e intelecto;

- Pregadores pentecostais simplesmente pregam. A palavra deve ser aceita pelos ouvintes, e não imposta aos ouvintes.

Preguemos dessa forma, e deixemos que o Espírito Santo trabalhe no coração dos nossos ouvintes.

PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO TENTAM MANIPULAR O PODER E O MOVER DO ESPÍRITO

A manipulação do poder do Espírito é algo impossível de ser realizado. Os homens podem ser manipulados, mas o Espírito nunca. Com o objetivo de demonstrar poder e autoridade espiritual, alguns pregadores usam e abusam das mais estranhas práticas, fazem e falam as mais absurdas bobagens. Pulam, gritam, choram, riem, deitam, correm, afirmam estar vendo anjos e fogo, profetizam, agonizam, tudo isso para tentar impressionar o público, que quando ingênuo, acaba acreditando no que falam, e fica admirado com o que observa.

Não estou afirmando que o pregador deve ser uma máquina no púlpito, que não pode expressar suas emoções e sentimentos. Falo, é dos exageros, das pseudas demonstrações de poder. Um exemplo de pregação poderosa pode ser vista em Atos 10.44-46:

"E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus. "

Pregadores pentecostais não precisam tentar manipular o poder do Espírito. Só precisam pregar no poder do Espírito.

PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO PREGAM APENAS PARA MULTIDÕES

Na sociedade do espetáculo, quanto maior o público, melhor. Pregadores genuinamente pentecostais pregam para cem mil ouvintes, e com a mesma motivação pregam para apenas um ouvinte.

O diácono e evangelista Filipe foi um pregador pentecostal que atraiu multidões:

"Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade." (At 8.5-8)

Na hora que precisou deixar as multidões, para na direção do Senhor pregar a um só homem, Filipe não esitou e nem desanimou. Cumpriu com humildade e excelência a tarefa que lhe foi dada:

"Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus. Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que seja eu batizado? {Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.} Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco." (At 8.26-38)

Pregadores pentecostais podem até atrair multidões, mas não se apegam à elas.

Que o Senhor, neste início de século, levante muitos pregadores genuinamente pentecostais para uma grande semeadura, e para uma maravilhosa colheita em todo o mundo!


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sábado, 22 de janeiro de 2011

O ÚLTIMO SERMÃO DE THOMAS WATSON

Nascido em 1620, Thomas Watson estudou em Cambridge (Inglaterra). Em 1646, iniciou um pastorado de dezesseis anos em Londres. Entre suas principais obras, estão o seu famoso Body of Pratical Divinity (Compêndio de Teologia Prática), publicado postumamente em 1692.

A 24 de agosto de 1662, dois mil ministros puritanos do evangelho foram excluídos de seus púlpitos, tendo recebido a ordem de não mais pregarem em público. O Ato de Uniformidade, baixado pelo parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como a Grande Ejeção, pairava por sobre a Inglaterra como uma nuvem espessa. Muitos líderes eclesiásticos da Igreja Anglicana, a religião oficial, estavam forçando os puritanos a cessarem suas prédicas ou a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Muitos ministros preferiam o silêncio à transigência.

Com olhos marejados de lágrimas, milhares de crentes humildes ouviram seu último sermão no domingo imediatamente anterior à data em que o Ato se tornaria lei. E, naquele último domingo de liberdade, os ministros puritanos provavelmente pregaram os seus melhores sermões.

O sermão que passamos a transcrever, de modo um tanto abreviado, foi pregado por Thomas Watson a seu pequeno rebanho.

Antes que eu me vá, devo oferecer alguns conselhos e orientações para vossas almas. Eis as vinte instruções que tenho a dar a cada um de vós, para as qua­­is desejo a mais especial atenção:

1) Antes de tudo, observa tuas horas constantes de oração a Deus, diaria­­mente. O homem piedoso é homem “separado” (Sl 4.3), não apenas porque Deus o separou por eleição, mas também porque ele mesmo se separa por devoção. Inicia o dia com Deus, visita-O pela manhã, antes de fazeres qualquer outra coisa.

Lê as Escrituras, pois elas são, ao mesmo tempo, um espelho que mostra as tuas manchas e um lavatório onde podes branquear essas máculas. Adentra ao céu diariamente, em oração.

2) Coleciona bons livros em casa. Os livros de qualidade são como fontes que contêm a água da vida, com a qual poderás refrigerar-te. Quando descobrires um arrepio de frio em tua alma, lê esses livros, onde poderás ficar familiarizado com aquelas verdades que aquecem e afetam o coração.

3) Tem cuidado com as más companhias. Evita qualquer familiaridade desnecessária com os pecadores. Ninguém pode apanhar a saúde de outrem; mas pode-se apanhar doenças. E a doença do pecado é altamente trans­missível.

Visto não podermos melhorar os outros, ao menos tenhamos o cuidado de que eles não nos façam piores. Está escrito acerca do povo de Israel que “se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras” (Sl 106.35).

As más companhias são as redes de arrastão do diabo, com as quais arrasta milhões de pessoas para o inferno. Quantas famílias e quantas almas têm sido arruinadas pelas más companhias!

4) Cuidado com o que ouves. Existem certas pessoas que, com seus modos sutis, aprendem a arte de misturar o erro com a verdade e de oferecer veneno em uma taça de ouro. Nosso Salvador, Jesus Cristo, acon­selhou-nos: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresen­tam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7.15).

Sê como aqueles bereanos que examinavam as Escrituras, para verificar se, de fato, as coisas eram como lhes foram anunciadas (At 17.11). Aos crentes é mister um ouvido discernidor e uma língua crítica, que possam distinguir entre a verdade e o erro e ver a diferença entre o banquete oferecido por Deus e o guisado colocado à sua frente pelo diabo.

5) Segue a sinceridade. Sê o que pareces ser. Não sejas como os remadores, que olham para um lado e remam para outro. Não olhes para o céu, com tua profissão de fé, para, então, remar em direção ao inferno, com tuas práticas. Não finjas ter o amor de Deus, ao mesmo tempo que amas o pecado. A piedade fingida é uma dupla iniqüidade.

Que teu coração seja reto perante Deus. Quanto mais simples é o diamante, tanto mais precioso ele é; e quanto mais puro é o coração, maior é o valor que Deus dá à sua jóia. O salmista disse sobre Deus: “Eis que te comprazes na verdade no íntimo” (Sl 51.6).

6) Nunca te esqueças da prática do auto-exame. Estabelece um tribunal em tua própria alma. Tem receio tanto de uma santidade mascarada quan­to de ires para um céu pintado. Julgas-te bom porque outros assim pensam de ti?

Permite que a Palavra seja um ímã com o qual provarás o teu coração. Deixa que a Palavra seja um espelho, diante do qual poderás julgar a aparência de tua alma. Por falta de autocrítica, muitos vivem conhecidos pelos outros, mas morrem desconhecidos por si mesmos. “De noite indago o meu íntimo”, disse o salmista (Sl 77.6).

7) Mantém vigilância quanto à tua vida espiritual. O coração é um instrumento sutil, que gosta de sorver a vaidade; e, se não usarmos de cautela, atrai-nos, como uma isca, para o pecado. O crente precisa estar constantemente alerta.

Nosso coração se assemelha a uma “pessoa suspeita”. Fica de olho nele, observa o teu coração continuamente, pois é um traidor em teu próprio peito. Todos os dias deves montar guarda e vigiar. Se dormires, aí está a oportunidade para as tentações diabólicas.

8) O povo de Deus deve reunir-se com freqüência. As pombas de Cristo devem andar unidas. Assim, um crente ajudará a aquecer ao outro. Um conselho pode efetuar tanto bem quanto uma pregação. “Então, os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros” (Ml 3.16).

Quando um crente profere a palavra certa no tempo oportuno, derrama sobre o outro o óleo santo que faz brilhar com maior fulgor a lâmpada do mais fraco. Os biólogos já notaram que há certa simpatia entre as plantas. Algumas produzem melhor quando crescem perto de outras plantas. Semelhantemente, esta é a verdade no terreno espiritual. Os santos são como

árvores de santidade. Medram melhor na piedade quando crescem juntos.

9) Que o teu coração seja elevado acima do mundo. “Pensai nas coisas lá do alto” (Cl 3.2). Podemos ver o reflexo da lua na superfície da água, mas ela mesma está acima, no firmamento. Assim também, ainda que o crente ande aqui em baixo, o seu coração deve estar fixado nas glórias do alto.

Aqueles cujos corações se elevam acima das coisas deste mundo não ficam aprisionados com os vexames e desassossegos que outros experimentam, mas, antes, vivem plenos de alegria e de contentamento.

10) Consola-te com as promessas de Deus. As promessas são grandes suportes para a fé, que vive nas promessas do mesmo modo que o peixe vive na água. As promessas de Deus são quais balsas flutuantes que nos impedem de afundar, quando entramos nas águas da aflição. As promessas são doces cachos de uvas produzidos por Cristo, a videira verdadeira.

11) Não sejas ocioso, mas trabalha para ganhar o teu sustento. Estou certo de que o mesmo Deus que disse: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”, também disse: “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra”. Deus jamais apoiou qualquer ociosidade.

Paulo observou: “Estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão” (2 Ts 3.11-12).

12) Ajunta a primeira tábua da Lei à segunda, isto é, piedade para com Deus e eqüidade para com o próximo. O apóstolo Paulo reúne essas duas idéias, em um só versículo: “Vivamos, no presente século... justa e piedosamente” (Tt 2.12). A justiça se refere à moralidade; a piedade diz respeito à santidade.

Alguns simulam ter fé, mas não têm obras; outros têm obras, mas não têm fé. Alguns se consideram zelosos de Deus, mas não são justos em seus tratos; outros são justos no que fazem, mas não têm a menor fagulha de zelo para com Deus.

13) Em teu andar perante os outros, une a inocência à prudência. “Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16). Devemos incluir a inocência em nossa sabedoria, pois doutro modo tal sabedoria não passará de astúcia; e precisamos incluir sabedoria em nossa inocência, pois do contrário nossa inocência será apenas fraqueza.

Convém que sejamos tão inofensivos como as pombas, para que não causemos danos aos outros, e que tenhamos a prudência das serpentes, a fim de que os outros não abusem de nós nem nos manipulem.

14) Tenha mais medo do pecado que dos sofrimentos. Sob o sofrimento, a alma pode manter-se tranqüila. Porém, quando um homem peca voluntariamente, perde toda a sua paz. Aquele que comete um pecado para evitar o sofrimento, assemelha-se ao indivíduo que permite sua cabeça ser ferida, para evitar danos ao seu escudo e capacete.

15) Foge da idolatria. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21). A idolatria consiste numa imagem de ciúme que provoca a Deus. Guarda-te dos ídolos e tem cuidado com as superstições.

16) Não desprezes a piedade por estar sendo ela perseguida. Homens ímpios, quando instigados por Satanás, vituperam, maliciosamente, o caminho de Deus.

A santidade é uma qualidade bela e gloriosa. Chegará o tempo quando os iníquos desejarão ver algo dessa santidade que agora desprezam, mas estarão tão removidos dela como agora estão longe de desejá-la.

17) Não dá valor ao pecado por estar atualmente na moda. Não julga o pecado como coisa apreciável, só porque a maioria segue tal caminho. Pensamos bem sobre uma praga, só porque ela se torna tão generalizada e atinge a tantos? “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11).

18) No que diz respeito à vida cristã, serve a Deus com todas as tuas forças. Deveríamos fazer por nosso Deus tudo quanto está no nosso alcance. Deveríamos servi-Lo com toda a nossa energia, posto que a sepultura está tão perto, e ali ninguém ora nem se arrepende. Nosso tempo é curto demais, pelo que também o nosso zelo de Deus deveria ser intenso. “Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11).

19) Faze aos outros todo o bem que puderes, enquanto tiveres vida. Labuta por ser útil às almas de teus semelhantes e por suprir as necessidades alheias. Jesus Cristo foi uma bênção pública no mundo. Ele saiu a fazer o bem.

Muitos vivem de modo tão infrutífero, que, na verdade, suas vidas dificilmente são dignas de uma oração, como também seu falecimento quase não merece uma lágrima.

20) Medita todos os dias sobre a eternidade. Pois talvez seja questão de poucos dias ou de poucas horas — haveremos de embarcar através do ocea­no da eternidade. A eternidade é uma condição de desgraça eterna ou de felicidade eterna. A cada dia, passa algum tempo a refletir a respeito da eternidade.

Os pensamentos profundos sobre a eterna condição da alma deveriam servir de meio capaz de promover a santidade.

Em conclusão, não devemos superestimar os confortos deste mundo. As conveniências do mundo são muito agradáveis, mas também são passageiras e logo se dissipam. A idéia da eternidade deve ser o bastante para impedir-nos de ficar tristes em face das cruzes e sofrimentos neste mundo. A aflição pode ser prolongada, mas não eterna. Nossos sofrimentos neste mundo não podem ser comparados com nosso eterno peso de glória.

Considerai o que vos tenho dito, e o Senhor vos dará entendimento acerca de tudo.

Fonte: www.editorafiel.com.br

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CULTO DE DOUTRINA DA AD EM ABREU E LIMA-PE



Ministro logo mais, às 19h00, no culto de doutrina da AD em Abreu e Lima-PE.

O culto será transmitido através da Rádio Web no link abaixo:

Assembleia de Deus em Abreu e Lima-PE

O TEÓLOGO DO AVIVAMENTO

IMAGEM: www.apuritansmind.com

Por Erroll Hulse

Assim como Martinho Lutero permanece como o marco de uma nova época na História da Igreja, assim também Jonathan Edwards permanece como o limiar de um novo mundo evangélico, caracterizado por avivamentos. Entre Lutero e Edwards encontra-se John Owen, o Príncipe dos Puritanos, que representa três gerações de puritanos ingleses, que desdobraram a fé reformada em uma admirável combinação de doutrina, experiência e prática. Seguindo essa tradição, mas enfrentando diferentes pressões, Jonathan Edwards escreveu o clássico Religious Affections (Afeições Religiosas), no qual ele mostrou o que constitui e o que não constitui os elementos da conversão autêntica.

Jonathan Edwards ministrou como pastor em uma nação jovem que estava em desenvolvimento. Ele trabalhou arduamente nas fronteiras de perigo e conflito constantes, entre os índios, franceses, católicos e protestantes ingleses. Edwards foi um pensador arguto e um filósofo cristão que viveu no clímax do conflito espiritual contra o deísmo e o racionalismo. B. B. Warfield o descreveu como uma figura de verdadeira grandeza na vida intelectual da América colonial.1

O Teólogo do Avivamento

Jonathan Edwards foi o mais perspicaz dos primeiros filósofos da América, o mais brilhante e original de todos os teólogos da América. De modo contrário a George Whitefield, que pregava de improviso e, conforme os seus contemporâneos, nunca titubeava, Edwards escrevia todos os seus sermões; e, se tivesse de pregar utilizando breves anotações, teria dificuldade em fazê-lo. Até hoje o seu sermão Pecadores nas Mãos de um Deus Irado é um dos mais famosos na América.

Os batistas são fascinados pelo esforço de Edwards em direção a uma igreja pura, evidenciado na controvérsia sobre a Ceia do Senhor (Aliança Parcial), que foi uma das causas de sua demissão de Northampton, em 1750. Alguns são fascinados pelas obras-primas de Edwards, Freedom of the Will (Liberdade da Vontade) e The Nature of True Virtue (A Natureza da Verdadeira Virtude).

Embora estes assuntos sejam importantes, meu ponto de vista é que as principais contribuições de Edwards para a Igreja de Cristo, em todos os lugares, são os seus pensamentos e os seus livros sobre avivamento. Ele é digno do título “O Teólogo do Avivamento”. Os puritanos ingleses nunca utilizaram a palavra avivamento, embora a teologia deles fosse tendente ao avivamento.

Meu propósito é delinear o progresso do interesse e dos escritos de Edwards sobre avivamento.

Em 1734/35, um poderoso avivamento espiritual sobreveio a Northampton. Edwards o descreveu em um livro intitulado A Narrative of Surprising Conversions (Uma Narrativa de Conversões Surpreendentes).As definições de avivamento são diversas. A descrição de Edwards é, em si mesma, uma definição.

Nos últimos dias de dezembro de 1734, o Espírito de Deus começou a agir de modo extraordinário e a operar maravilhosamente entre nós. E houve, inesperadamente, cinco ou seis pessoas que, de acordo com todas as aparências, foram convertidas para a salvação, uma após outra... Nas primeiras semanas de 1735, uma preocupação sincera a respeito das grandes coisas do cristianismo e do mundo eterno envolveu, de modo abrangente, todas as pessoas de todas as idades e posições, bem como de todos os lugares da cidade. Todas as outras conversas, exceto as conversas sobre as coisas eternas e espirituais, eram logo deixadas de lado. Todas as conversas, em todos os lugares, entre todas as pessoas, em todas as ocasiões, se referiam apenas a estas coisas, a menos que fosse necessário as pessoas realizarem suas atividades seculares... As mentes das pessoas estavam admiravelmente desprendidas deste mundo, que, entre nós, era considerado algo de pouca importância. Tal mudança de convicção produziu rapidamente uma diferença visível na vida da cidade.

A maior de todas as mudanças ocorreu no próprio templo da igreja. Naquele tempo, as nossas reuniões eram lindas: a igreja se mostrava viva na adoração a Deus; todos estavam sinceramente atentos na adoração pública; todos os ouvintes anelavam ouvir as palavras do pastor, conforme estas saíam de seus lábios; a congregação geralmente derramava lágrimas, quando a Palavra de Deus era pregada. Alguns choravam de tristeza e consternação; outros, de alegria e amor; outros, de piedade e compaixão pelas almas de seus vizinhos.

Em 1739, com 36 anos de idade, Edwards pregou uma extensa série de sermões na qual ele examinou toda a história da raça humana, desde a Criação até à segunda vinda de Cristo. Esta série de sermões foi publicada como A History of the Work of Redemption (Uma História da Obra de Redenção). Edwards antecipava que através de derramamentos do Espírito Santo todos os inimigos de Cristo serão finalmente derrotados, em especial o Anti-cristo (que Edwards, assim como todos os reformadores e puritanos ingleses, considerava ser o papado) e o falso profeta. De acordo com Romanos 11, Edwards acreditava que os judeus serão convertidos e que isso será o prenúncio de um crescimento massivo da Igreja, em todo o mundo. O evangelho será, então, pregado com mais clareza e será mais eficaz em sua aplicação, levando à paz. Distorções do evangelho serão removidas, e as seitas, reduzidas a nada. Tudo isto será realizado não por príncipes, ou seja, não por poderes humanos ou líderes políticos, e sim por intermédio do Espírito Santo, utilizando os meios da graça (Zacarias 4.6). Toda a Criação, argumentava Edwards, é apenas o palco da grande obra de redenção. Todas as coisas trabalham juntas em direção ao objetivo de tudo, que é a glória do Deus Triúno, na redenção e na formação da nova terra e dos novos céus.

O avivamento ocorrido em Northampton, que se espalhou por outras cidades, inspirou aquela série de sermões. Ora, um avivamento ainda mais abrangente sobreveio à Nova Inglaterra. Em 1740/41, o Grande Despertamento “irrompeu nas igrejas dormentes da Nova Inglaterra, como um trovão e relâmpago surgindo de um céu límpido”. De modo diferente de 1735, este avivamento alcançou todo o país. O principal instrumento deste aviva-mento foi George Whitefield, que tinha apenas 25 anos de idade. O caráter deste avivamento pode ser vislumbrado nas palavras seguintes.

O agricultor Natan Cole relatou sua experiência. Ele estava trabalhando quando um vizinho lhe contou que George Whitefield estava chegando.

Eu estava trabalhando em minha lavoura. Trouxe as ferramentas e o arado para casa, ordenei à esposa que se aprontasse para ouvirmos o Sr. Whitefield, em Middletown. Corri com todas as minhas forças para apanhar o cavalo no pasto, temendo que chegaria atrasado para ouvir o Sr. Whitefield. Trouxe o cavalo até a casa, montei rapidamente, bem como a minha esposa, e fomos com tanta rapidez quanto o cavalo podia agüentar... Eu desceria, correria e diria à esposa que cavalgasse tão rápido quanto pudesse; e correria... até que ficasse quase sem fôlego... fiz isso várias vezes, para favorecer o cavalo, pois tínhamos quase 19 quilômetros para percorrer em pouco mais do que uma hora. Em terras mais altas, vi diante de mim uma nuvem ou nevoeiro surgindo e ouvi um barulho semelhante ao estrondo de cascos de cavalos vindo pela estrada... Quando cheguei a 100 metros da estrada, pude ver uma torrente de cavalos, com seus cavaleiros... Chegamos até eles, e não ouvi nenhum homem falando palavra alguma, durante todo o caminho. Todos seguiam com grande pressa; e, quando chegamos à velha casa de reuniões, ali havia uma grande multidão — disseram que três ou quatro mil pessoas estavam reunidas. Descemos de nossos cavalos e sacudimos a poeira, e os pastores estavam vindo à casa de reuniões. Virei-me, olhei em direção ao grande rio e vi barcos navegando rapidamente, para lá e para cá, trazendo grande número de pessoas, que pareciam lutar pela vida. Em um raio de 19 quilômetros, não vi ninguém trabalhando nos campos.

Nos lugares em que George Whitefield pregava na Nova Inglaterra, o Espírito Santo era derramado e grandes multidões se reuniam. Em determinado lugar, 25.000 pessoas se reuniram para ouvir Whitefield. Este número representa a maior concentração de pessoas daquela época.

Jonathan Edwards defendia, em especial, o avivamento, resguardando-o dos seus críticos. Em 1746, depois de pregar uma série de sermões sobre este assunto e depois de muita revisão, ele publicou o seu Treatise on Religious Affections (Tratado sobre Afeições Religiosas), que é o seu livro mais lido.

Em 1747, ele publicou um tratado sobre Zacarias 8.20-22, que saiu da imprensa com o longo e descritivo título

Uma Tentativa Humilde de Promover Harmonia Explícita e União Visível do Povo de Deus na Oração Extraordinária, em Favor do Avivamento do Cristianismo e do Avanço do Reino de Cristo na Terra, conforme as Escrituras — Promessas e Profecias Sobre os Últimos Dias.

Este livro, de 180 páginas, formato pequeno e acabamento em brochura, foi enviado pelos correios a John Erskine (1721-1803), na Escócia. Nesse tempo, John Ryland Jr. estava se correspondendo com Erskine; e foi através deste que Jonhn Ryland Jr. recebeu uma cópia de Uma Tentativa Humilde. John Ryland compartilhou o tratado com John Sutcliff (1752-1814). O interesse se espalhou, e foram organizadas reuniões de oração mensais suplicando avivamento. A oração especial em favor de avivamento se espalhou por todas as denominações. A atividade de intercessão foi o início de uma época notável de despertamento espiritual nas ilhas britânicas. Também é digno de nota o fato de que esse tempo de oração especialmente intercessória marca o início do Grande Despertamento Missionário, no qual William Carey foi o pioneiro.

O que serviu de excepcional encorajamento para Edwards foi a entrada de David Brainerd em sua vida —um assunto sobre o qual se expressou mais tarde. Em uma terça-feira, 28 de maio de 1747 (na época em que Edwards preparava-se para a publicação de um tratado que convocava os crentes a um pacto de oração), David Brainerd entrou no jardim da casa pastoral, em Northampton. Edwards, cujos pensamentos estavam engajados na visão de uma obra missionária de alcance mundial, havia se encontrado com Brainerd apenas uma vez. Agora, por meio de um contato mais achegado, eles conversariam mais profundamente sobre a experiência de trabalhar entre os índios e, em particular, sobre um conhecimento detalhado do despertamento espiritual entre eles. A história de David Brainerd nos comove profundamente: suas lutas com a total depravação e rejeição do evangelho por parte dos índios, seu desespero íntimo por causa dessa rejeição e, acima de tudo, sua piedade transparente.

Embora limitado em vigor físico, Brainerd se entregou, de modo incansável e sacrificial, aos índios entre os quais ele testemunharia um maravilhoso despertamento espiritual. Ele morreu de tuberculose, na casa de Edwards, com a idade de 29 anos, deixando seu diário na posse de Edwards. Este diário constituiu a base de sua biografia, escrita por Jonathan Edwards, que, no devido tempo, se tornou seu livro mais popular. Este livro foi reconhecido como a primeira biografia de um missionário impressa nos Estados Unidos e causou grande impacto na causa de missões, mais do que qualquer outro livro. Foi o avivamento entre os índios que deu poder à biografia de Brainerd e que tanto nos prende o interesse.

James I. Packer, em uma palestra apresentada na Conferência Puritana de Londres, em 1961, resumiu de modo proveitoso o ensino de Edwards sobre o avivamento, empregando três tópicos:

1. O avivamento é uma obra extraordinária de Deus, o Espírito Santo, revigorando e propagando a piedade cristã em uma comunidade.

O avivamento é uma obra extraordinária porque marca uma reversão abrupta de uma tendência arraigada e um estado de coisas entre aqueles que professam ser o povo de Deus. Contemplar Deus revigorando sua igreja significa pressupor que a igreja estivera, anteriormente, moribunda e se tornara dormente.

2. Os avivamentos têm um lugar central nos propósitos revelados de Deus.

“O objetivo de Deus em criar o mundo”, declarou Jonathan Edwards, “era preparar um reino para o seu Filho (pois Ele foi designado o herdeiro do mundo)”. Este objetivo tem de se cumprir, primeiramente por intermédio da realização da obra redentora da parte de Cristo, no Calvário; depois, por intermédio do triunfo do seu reino. “Todas as dispensações da providência divina, desde a ascensão de Cristo até à consumação final de todas as coisas, têm o propósito de outorgar a Cristo a sua recompensa e cumprir seu objetivo naquilo que Ele fez e sofreu na terra.” Um domínio universal está prometido a Cristo e, nesse ínterim, antes da consumação final, o Pai implementa esta promessa, em parte, por meio de derramamentos sucessivos do Espírito, os quais comprovam a realidade do reino de Cristo para um mundo céptico e servem para estender seus limites entre seus antigos inimigos.

3. Os avivamentos são as mais gloriosas obras de Deus no mundo.

Edwards insistia nisto, para envergonhar todos aqueles que não professavam qualquer interesse no avivamento divino que sobreviera à Nova Inglaterra e insinuavam, por sua atitude, que a mente de um crente deveria se ocupar mais proveitosamente com outros assuntos.

“Em sua natureza e realização, esta obra é a mais gloriosa de qualquer das obras de Deus” — Edwards protestou. “É a obra da redenção (o grande objetivo de todas as outras obras de Deus e da qual a obra de criação foi apenas uma sombra). É a obra da nova criação, que é infinitamente mais gloriosa do que a velha criação. Ouso dizer que a obra de Deus na conversão de uma alma... é uma obra mais gloriosa do que a criação de todo o universo material.”

Conclusão

A igreja universal possui dimensões tão amplas, que não sabemos quantos dos seus membros sentem este mesmo fardo de Jonathan Edwards. O Espírito Santo é o Espírito de graça e de súplicas. Ele impulsiona o seu povo a orar. A intercessão é quase sempre o precursor de um avivamento espiritual. É impossível pensarmos em qualquer outra maneira pela qual o mundo será ganho para Cristo.

Fonte: www.editora.fiel.com.br

TWITTER DOS CENTENÁRIOS DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL


No TWITTER dos CENTENÁRIOS a celebração acontece num só lugar (pelo menos virtualmente).

Colabore enviando a programação de sua igreja para o e-mail centenariosdasassembleiasdedeus@bol.com.br que estaremos divulgando-a.

Este é o meu protesto contra toda sorte de divisão, litígios e outras mazelas que esfacelam as Assembleias de Deus no Brasil em pleno ano do Centenário.

Se não der para convivermos pacificamente aqui, como poderemos conviver no céu?

"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;" (Hebreus 12.14)

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