segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

UMA ABERRAÇÃO DOUTRINÁRIA EM NOME DA TRADIÇÃO


Em nossa eclesiologia assembleiana classificamos os pastores e evangelistas como ministros, enquanto os presbíteros são reputados como quase-ministros. Até quando vamos sustentar tamanho absurdo? Alguém quer discutir a questão? Já sei, como em muitos outros casos, é melhor deixar as coisas como sempre foram.

Em nome da tradição, avancemos sustentando esta aberração doutrinária.

"E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição. [...] invalidando, assim, a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas." (Mc 7.9, 13)

Leia meus artigos:

PRESBÍTEROS SÃO MINISTROS DA PALAVRA?

O MINISTÉRIO DE EVANGELISTA NUMA PERSPECTIVA BÍBLICA, EXEGÉTICA E TEOLÓGICA.

21 comentários:

Pastor Geremias Couto disse...

Saudade dos velhos tempos em que esses assuntos eram discutidos livremente no Mensageiro da Paz.

Se o companheiro consultar o memorialista da CPAD, pastor Isael Araújos, ele poderá lhe passar cópias de artigos de Estevam Ângelo de Souza, Alcebíades Pereira Vasconcelos e outros, com posições divergentes sobre o assunto, sem que isso significasse o criasse ressentimentos entre eles.

Será que não poderíamos retomar essa mesma liberdade, inclusive quanto aos rumos da CGADB?

Para não passar em branco, sempre estive aliado com a posição do pastor Alcebíabes Pereira de Vasconcelos, que, a meu ver, expressa a verdade bíblica sobre o assunto. Ele não concordava com a existência do presbítero como temos nas ADs brasileiras, um "quase-pastor".

É um bom tema para voltar a discutir.

Abraços!

Elder Dayvid Morais disse...

Duro é ter que suportar as chamadas "consagrações", que hoje em dia não se evidenciam pela chamada divina, mas tem servido como prêmio de consolação, prêmio por bajulação, conveniências, parte de uma negociação ou como símbolo do poder e da vaidade humana. Excelente artigo, Pr. Altair, Deus te abençoe plenamente!

Eliel Barbosa disse...

Nobre Pr. Altair,

Na verdade, somos separados para o presbitério, no entanto, somos utilizados como "auxiliares de luxo", uma espécie de "pós-diácono".

O presbítero é utilizado para manutenção diária da igreja, em função da extensa agenda pastoral, ou seja, quando o reverendo não pode ir realizar a atividade, envia o presbítero.

Mesmo diante da flagrante distorção perante a Palavra de Deus (com todo respeito as vozes discordantes), não há qualquer intenção de correção. Lembrando que a distorção se apresenta, também, no que diz respeito a hierarquização dos ministérios pastorais (Porteiro / Auxiliar / Diácono / Presbítero / Evangelista / Pastor).

Claro que numa organização local (diferente de organismo), há necessidade da hierarquia para que a ordem seja um fator de estabilidade e desenvolvimento da organização. Todavia, a Bíblia tem sua própria regra para regulamentar estes ministérios, cabendo-nos apenas observá-las.

É um tema a ser discutido sem busca, por parte dos Presbíteros, de "crescimento" na escala do "suposto" sucesso na igreja local, e por parte dos pastores, na busca pela clareza e coerência bíblica.

Em Cristo, Sua Graça, Sua Paz.

Pb. Eliel Teixeira
Assembléia de Deus - Salvador/BA
www.elielt.blogspot.com

Sérgio Fernandes disse...

Querido Pastor Altair, concordo com suas colocações. É duro observar que uma igreja como a nossa, que alega guardar a sã doutrina, se atrapalhe com um assunto tão claramente exposto nas sagradas escrituras. Postei no meu blog um artigo sobre esse tema, segue o link caso interessar: http://papopentecostal.com/pentecostalismo/afinal-para-que-servem-os-presbiteros/

tadeu disse...

quando as Escrituras se tornarem a nossa única regra de fé e prática, então "o que estiver torto se endireitará". Amém.

Mario Sérgio disse...

Pastor Altair, a Paz de Cristo!

Sobre esse assunto tenho algumas observações. Percebe-se que há equívocos no tratamento, ou na consideração de certos ministérios. Muitos antigamente tratavam o evangelista como um "presbítero melhorado". Ou seja, o que era para ser uma honra, tornava-se motivo de ironia, pois o evangelista, não era um pastor ainda. Mas estava em estágio,e esse seria mais cedo ou mais tarde um pastor (grande objetivo de um obreiro). Porém já havia superado a condição de presbítero, situação que para muitos era de limitação ministerial.

Por outro lado observo também com tristeza, a vulgarização desse ministério. Digo isso, pois vejo a falta de critérios na separação de muitos presbíteros. Na minha cidade (Joinville) temos centenas de pessoas separadas ao presbitério, mas que não atendem as exigências mínimas para essa função. O mesmo observo na área pastoral. Infelizmente, temos pastores que não pregam, não ensinam, não oram, não visitam, mas estão sempre dispostos a cobrar materialmente dos membros da igreja.

Acredito que em todos os setores da igreja, e em todos os ministérios devem ser resgatados os critérios bíblicos para a ordenação.

Deus abençoe!

Dc. Roberto Luis disse...

Paz do Senhor!
Um tema muito importante, pois não passara de apenas uma discussão. Nossa denominação já fez 100 aninhos e nenhuma convenção voltaria atrais em suas posições sobre o referido tema (Presbíteros são ministros da palavra?).
Pois hoje muitos não passam de homens de confiança de seus pastores. Claro que muitos têm vocação ministerial e estão à espera de um milagre.
Infelizmente hoje não são consagrados para a função de ministro da palavra, mas para Motorista da igreja (que na verdade é motorista do Pastor), zelador, e porta voz do pastor.
Se Presbítero na Assembléia de Deus fosse Ministro como é registrado na Bíblia, esse numero de presbíteros cairia 98%.
Levantar um assunto desse porte é bater de frente com os pais da igreja, pois como alguns dizem os marcos antigos nunca devem ser mudados, assuntos como esse já, mas deveriam ser falados ou postados. Só de comentar, penso até em que devo sofrer represálias. rsrsr
Meu blog: http://robertoumavoz.blogspot.com/

Edinei Siqueira disse...

Primeiramente desejo parabenizar o Pr. Altair pela coragem de tocar em assuntos que muitos estudiosos não tem coragem de tocar por estarem comprometidos com o sistema.
Lendo os seus artigos tenho percebido a sua coragem e compromisso com a verdade, pois esta não é a primeira vez em que você ousa se expor apresentando uma visão contrária aos formadores de opinião de nossa denominação. Pena que homens como você falam a ouvidos surdos.
Como se não bastasse o sistema de escadinha, na ordem das ordenações (auxíliar, diácono, presbítero, evangelista, pastor)não ter apoio Bíblico,fizeram uma verdadeira confusão com os termos Poimenas, Prebuterus e Episkopos que se referem a uma mesma função. É só ler Atos 20, onde Paulo manda chamar os Presbíteros da Igreja e logo no verso 28 ele diz que estes Presbíteros foram constituídos Bispos para Pastorear a Igreja de Deus. Me admiro de uma denominação com eminentes teólogos em seu quadro, homens da envergadura de Antonio Gilberto, Esequias Soares, Severino Pedro da Silva, e outros não atentarem para a clareza das Escrituras.

Pb. Edinei, Th.B

Edinei Siqueira disse...

Lembro-me que certa feita estava preparando uma aula da EETAD (Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus)sobre Teologia do Obreiro e a explicação que encontrei no livro-texto do curso para a divisão dos cargos/funções pastor e presbítero era que nos primórdios da denominação AD com a abertura de novos campos de trabalho não havia muitos pastores e as congregações precisavam de obreiros para fazer a função pastoral, só que estes obreiros não dispunham de tempo integral para a obra,(por não serem remunerados) por isso tinham que trabalhar de dia para sustentar suas famílias e dirigir (pastorear) a congregação à noite, os quais receberam o nome de presbíteros enquanto os que viviam só da obra passaram a ser reconhecidos como pastores.
Confesso que achei esta explicação sem lógica e muito ousada para mudar o que a Bíblia estabeleceu.
Poderia enumerar muitas coisas que a nossa querida AD vem ensinando a tempos, mas que não goza de apoio Bíblico como: Falar em línguas como um requisito para a consagração (ordenação) ao ministério; a cura na expiação e a obrigatoriedade do dízimo.
Agora querem implantar a ordenação de mulheres ao ministério.

É o fim!

Pb. Edinei, Th.B

ALTAIR GERMANO, disse...

Caro amigo e pastor Geremias, o contraditório, desde que bem fundamentado, sempre poderá promover a possibilidade de se ampliar os horizontes sobre a questão em debate.

Que o nosso Mensageiro da Paz possa sempre ser esse espaço do contraditório, e não um aparelho ideológico a serviço de uma visão unilateral que tenta estabelecer uma ditadura das ideias.

Com a revolução dos blogs, a imprensa oficial perdeu o monopólio e o controle da informação, e disseminação do livre pensar.

Quando me posiciono publicamente discordando de questões como a tratada neste post, me abro para o debate e para a possibilidade de rever minhas posições, caso pela Palavra seja convencido.

No Dicionário do Movimento Pentecostal do pastor Isael, no verbete sobre o "presbítero" há informações bem interessantes sobre o desenvolvimento da atual ideia sobre este ofício. Estarei em breve citando o texto e comentando-o.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Elder, haja dureza. O fato é que aqueles que apresentam prestarão contas diante de Deus.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Eliel, o nosso sistema hierárquico é um caso à parte, que cabe uma discussão específica.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Sérgio,

que outros escrevam concordando ou discordando com a posição que defendo.

Isto é salutar.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Tadeu,

cabe lembrar que nem todas as questões teológicas estão claras nas Escrituras. De qualquer forma, ela á a autoridade última.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Mário Sérgio, que em todos os lugares os critérios bíblicos possam ser observados na separação de oficiais para a igreja.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Diácono Roberto, sofre pois comigo.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Ednei,

"Me admiro de uma denominação com eminentes teólogos em seu quadro, homens da envergadura de Antonio Gilberto, Esequias Soares, Severino Pedro da Silva, e outros não atentarem para a clareza das Escrituras."

Penso que os respeitáveis companheiros que você cita atentam sim para a clareza das Escrituras. É preciso conhecer as suas opiniões sobre a questão. Conheço apenas o ponto de vista do pastor Severino Pedro, esboçada em seu livro "A Igreja e as sete colunas da sabedoria" que ao escrever sobre os pastores não os relaciona com o ofício de presbítero, o que para mim é um erro grave, pois conforme pode ser verificado no texto que escrevi sobre o assunto, a atividade pastoral era executada por um presbítero. Como mostrarei num próximo post, o missionário sueco Nils Kastberg, com pequenas variações do meu entendimento sobre o assunto, entendia que havia duas classes ou qualidades de presbíteros. O fato é que o pastor (função)era um presbítero (ofício).

Abraços,

Abraços,

eliezer disse...

caro pastor achei a expressão "aberração"" forte para o tema, segundo se entendi bem o senhor compara o presbitero com as mesmas funções do pastor, então o senhor automaticamente está decretando a morte de um ou do outro, pois não podemos ter dois cargos na mesma função. acho que a questão não é tao simples assim, algumas coisas tem q mudar a começar pela ditadura de alguns pastores na igreja, que aterroriza geral e creio que a adiministração da igreja tem q ser mais coletiva como um presbiterio local ex. atos 13.1 ,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Eliezer, não estou falando de "dois cargos na mesma função". Mas, que os oficiais do Novo Testamento eram os Episkopos (supervisores, que devido ao latim biscopus, influenciou a nossa tradução bispo), presbíteros (ancião) e diáconos.

Nosso equívoco eclesiológico está na confusão feita entre as terminologias para os títulos dos oficiais e para as atividades que desempenham.

Ninguém morre aqui.

Abraços

Marcos Alencar disse...

O Pastor Elienai Cabral comentando a Carta paulina aos Efésios afirmou:
"... e outros para evangelistas".
Este é outro ministério, cuja função é a de levar as Boas Novas de Cristo, o Salvador.
Seu trabalho não é num lugar fixo, mas itinerante. É o que sai em busca dos perdidos e os
traz à casa do Pai celestial. É um ministério de suma importância dado à igreja, ou, mais especificamente, a homens escolhidos para fazerem esse trabalho. Lamentavelmente, existe em alguns lugares uma idéia errada dessa missão. E um ministério tão importante quanto os demais, sem nada diminuir ou aumentar aquele que o exerce. E uma posição específica no corpo de Cristo, não obedece a uma ordem hierárquica, nem tampouco é uma posição inferior à de pastor. E uma função pouco reconhecida como ministério específico, semelhante ao de Filipe, Timóteo e outros (At 21.8; 2 Tm 4.11). É uma ordenação ministerial bem caracterizada e distinta dos demais ministérios, conforme Efésios 4.11. O evangelista é aquela pessoa habilitada pelo Espírito para falar da salvação em Cristo. Os demais ministérios, como pastores e mestres, deixarão de ser sem o ministério do evangelista. E o evangelista quem leva os pecadores ao conhecimento de Jesus Cristo como Salvador, para, posteriormente, os pastores e mestres desenvolverem seus ministérios. As marcas de um verdadeiro evangelista aparecem no poder sobrenatural da Palavra de Deus e nos sinais e maravilhas operados por sua fé, levando as pessoas a Cristo. O evangelista tem um ministério distinto entre os demais, mas não isolado, porque o evangelista é enviado pela igreja. E um ministério difícil e custoso, porque é ele quem vai na "frente da batalha" contra os poderes do mal. No entanto, são os demais ministérios que mantêm a conquista das almas.

Antonio Batalha disse...

Vim visitar seu blog, desejar de todo o coração que continue a ser uma benção, e que se deixe usar pelo Grande Mestre. Ao mesmo tempo convidar a fazer parte de meus amigos no blog, A Verdade Que Liberta, lembre-se que unidos em Cristo somos uma verdadeira muralha contra qualquer calamidade, espero por sua visita. Um abraço.