terça-feira, 6 de dezembro de 2011

PRESBÍTEROS SÃO MINISTROS DA PALAVRA? (2ª PARTE)

Parece-nos que nas Assembleias de Deus no Brasil, as bases teóricas para o entendimento das atividades ou ofício de presbíteros foram lançadas pelo missionário e evangelista sueco Nils Kastberg. Araújo, em seu Dicionário do Movimento Pentecostal escreve o seguinte

O missionário sueco Nils Kastberg escreveu, em seu artigo “Os presbíteros”, publicado no Mensageiro da Paz de agosto de 1936, p. 2, 2ª quinzena, que a Bíblia mostra, “com toda clareza”, que há duas qualidades de presbíteros. Uma qualidade é a de apóstolos, pastores e ensinadores que também são presbíteros, com base em Ef 4.11 e 1 Pe 5.1, e nos “anjos” das sete cartas do apocalipse, que, em primeiro lugar, tinham responsabilidade pelo trabalho na igreja. Esta classe de presbítero mencionada nestes textos bíblicos, segundo Kastberg, é a que, em geral, representa os que são chamados inteiramente para o ministério, e que têm o seu sustento, completo ou em parte, da igreja onde trabalham, ou de outra igreja que queiram, por algum motivo, auxiliar, ou seja, aquela que o presbítero dirige como pastor.[1]

Observe, que Kastberg lança as bases para um entendimento de que há uma casta ou elite de presbíteros, ao escrever que “há duas qualidades de presbíteros”. O pensamento de Kastberg veio a influenciar as resoluções convencionais em torno da questão.

CONVENÇÃO GERAL DE 1933

A convenção reconhece que na Bíblia Sagrada está a regra a ser por nós adotada. Reconhece também que é o Espírito Santo quem dirige o Presbitério para, de comum acordo com a igreja, consagrar anciãos para o trabalho, e que só o Presbitério pode fazê-lo. A convenção resolve que só poderão ser consagrados os que, de acordo com a Palavra de Deus, possuírem as qualidades e a idoneidade que constam em 1 Timóteo 3 [...]. A convenção resolveu também só receber acusações contra o presbítero quando as mesmas forem feitas segundo as Escrituras, isto é, por duas ou três testemunhas, e estas sejam idôneas. Reconhecem também que os presbíteros que governam bem, principalmente os que ensinam, e também segundo o grau de espiritualidade e consagração que denotam no serviço de Deus, devem ter dobrada honra. Esta convenção recomenda ainda ao Presbitério que considere e chame a dar o seu parecer, quando necessário, os que, entre nós, são considerados como colunas.[2]

No texto acima não fica muito evidente a distinção de classes no ministério. É com o avanço das discussões nas Convenções posteriores que a diferença vai se revelando e se consolidando.

CONVENÇÃO GERAL DE 1937

Conforme nos informa Daniel,

A última sessão terminou com questões eclesiásticas. O primeiro assunto, que também tinha cunho teológico, era se os anciãos (presbíteros) não poderiam ser considerados pastores. A Convenção Geral de 1937 comprendeu, citando textos com 1 Pedro 5.1, Atos 20.28 e 1 Timóteo 5.17, que em alguns casos parece haver uma diferença entre anciãos e anciãos com chamada ao ministério, estabelecendo, assim, a hierarquia eclesiástica que até hoje existe na Assembleia de Deus: diáconos, presbíteros e ministros do Evangelho (pastores e evangelistas).[3]

A ideia de uma elite ou casta de presbíteros que comanda sobre outros presbíteros é na Convenção de 1937 fortalecida. É interessante observar o que diz o texto de 1 Tm 5.17:

Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina. (ARC)

Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. (ARA)

Os presbíteros que fazem um bom trabalho na igreja merecem pagamento em dobro, especialmente os que se esforçam na pregação do evangelho e no ensino cristão. (NTLH)

Os presbíteros que lideram bem a igreja a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino, [...]. (NVI)

Para Rienecker e Rogers, o termo presidir, governar ou liderar (gr. proestôtes) “significa superintendência geral e descreve os deveres alocados a todos os presbíteros (Guthrie).”[4] A palavra grega traduzida para honra ou honorários é timês, que pode significar honra e reconhecimento financeiro (duplo reconhecimento).[5]

No Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento, encontramos que

Fee sugere que a palavra “presbíteros” no versículo 17 provavelmente inclua “todos os que dirigem os assuntos da igreja”, isto é, os bispos de 3.1-7 (cf. At 20.17, 28; Tt 1.5-7) e os diáconos de 1 Tm 3.8-13. “A escolha da terminologia (veja também At 14.23; 15.4) reflete indubitavelmente a herança judaica da igreja; os presbíteros já eram parte integrante da estrutura das sinagogas”. O primeiro aspecto do ministério do presbítero era administrar ou dirigir “os assuntos da igreja” [...]. O segundo aspecto do serviço de um presbítero é o trabalho de pregar e ensinar [...]. A “duplicada honra” é devida aos presbíteros que lideram bem e trabalham arduamente no ministério da Palavra.[6]

Os textos bíblicos das traduções acima enfatizam a qualidade e o esforço com que se preside, prega e ensina. Não é simplesmente o fato de se ter o cargo de presbítero ou bispo que deve promover a duplicada honra, mas, a forma como tais obreiros se portam em suas funções. É neste sentido que Hebreu 13.17 deve ser entendido

Obedecei a vossos pastores e sujeita-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. (ARC)

No comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal sobre 1 Timóteo 5.17-19 lemos: “Estes versículos dizem respeito à honra apropriada aos presbíteros (aqui significa pastores) que governam bem a igreja local e que vigiam cuidadosamente o rebanho [...].”

A declaração entre parêntesis “aqui significa pastores”, fazendo a clássica distinção assembleiana, é de entendimento do comentarista da Bíblia, e não expressa o sentido do original do texto bíblico, ou seja, da intenção do autor.

CONVENÇÃO GERAL DE 1946

Conforme Araújo, na Convenção Geral de 1946, realizada na Assembleia de Deus em Recife-PE, foi aprovado que só poderiam assistir às sessões convencionais “os missionários, pastores e evangelistas”, enquanto “os auxiliares, presbíteros e diáconos” só poderiam tomar parte “com a devida recomendação de seus respectivos pastores e sem direito à votação”.[7]

Dessa forma, estava sacramentada nas Assembleias de Deus no Brasil, a ideia de que presbíteros e ministros (pastores e evangelistas) não pertenciam a mesma “classe”, “casta” ou “elite ministerial”.

Contrariando a ideia acima, Araújo cita Estevâm Ângelo

[...] nunca deixou de haver líderes entre os presbíteros na Bíblia. Para ele, isto faz parte da sabedoria com que Deus lançou as bases para a boa ordem e progresso de sua igreja. Um líder não deixará de ser um resultado dos dons que “estabeleceu Deus na igreja”, entre outros, “governos” (1 Co 12.28). Os líderes eram obedecidos e respeitados, sem, contudo, se considerarem superiores aos demais ministros, exigindo serem reverenciados.[8]

A ideia de “classe”, “casta” ou “elite” chega ao ponto de fazer com que alguns presbíteros que dirigem congregações sejam repreendidos pelos pastores e evangelistas (ministros), quando aceitam ser chamados pela congregação pelo título de pastor. - Quem lhe consagrou a pastor? Pergunta a elite ministerial em tom áspero e superior. - Você não é pastor coisa nenhuma, e sim um dirigente de congregação, pois o pastor aqui sou EU. Quanta incoerência e arrogância!

CONCLUSÃO

Entendo que um dos motivos da evolução histórica desta distinção entre presbíteros e ministros (pastores e evangelistas) nas Assembleias de Deus no Brasil seja a questão financeira. Como os ministros (pastores e evangelistas) recebiam ajuda financeira por trabalhar em regime integral (ou parcial), se os presbíteros fossem “promovidos” ao status de ministros, isso incorreria em ter que remunerá-los também.

Outro motivo para a consolidação e perpetuação desta ideia equivocada de classe “superior” e “inferior” de presbíteros no contexto assembleiano, credito a inacessibilidade dos nossos pioneiros aos recursos bibliográficos, em especial, às obras nas línguas originais, léxicos, comentários e dicionários bíblicos, como as temos hoje abundantemente. Acrescente-se a isto toda oposição feita ao estudo teológico formal por longos anos.

Não encontramos no Novo Testamento, em hipótese alguma, os presbíteros ou bispos que exerciam o governo na igreja se colocando em posição de domínio ou superioridade “especial” sobre companheiros os crentes em geral. É neste sentido que Pedro escreve

Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbíteros com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas, servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória. (1 Pe 5.1-4, ARC)

Percebam a humildade do apóstolo ao afirmar “sou também presbítero com eles”, em vez de “sobre eles”. Dessa forma, mesmo que o “anjos” nas cartas às igrejas da Ásia (Ap 2-3) sejam interpretado como um presbítero-líder, isso não o colocava em posição de domínio absoluto sobre os demais. As decisões na igreja do Novo Testamento sempre foram tomadas em conjunto (At 1.15-26; 6.1-6; 15.22-29). Em 1 Timóteo 3.1-7 temos a prescrição das qualidades que deveriam ser observadas nos candidatos ao bispado, presbitério ou pastorado, mas a forma como a escolha era feita não fica clara no texto. Escrevendo a Tito, Paulo orienta o estabelecimento de presbíteros nas cidades. Também não é exposto no texto como se dava o processo. Alguns entendem, fundamentados no contexto do Novo Testamento, que a igreja local participava ativamente do processo de eleição

À medida que era aumentada a autoridade dos clérigos (especialmente dos bispos), diminuía a importância e participação dos leigos. Dessa maneira, a Igreja se tornava cada vez mais institucionalizada e menos dependente do poder e da orientação do Espírito.[9]

Anselm Grün, monge católico, escreve

Só no início do século III os bispos e presbíteros são descritos segundo conceitos sacerdotais. Desde Tertuliano e Cipriano, o bispo é designado regularmente como sacerdos (sacerdote). No ocidente, Orígenes também define o bispo como sacerdote. Ao mesmo tempo, os presbíteros são chamados de sacerdotes. Depois de Orígenes, porém, passam a ser sacerdotes num grau inferior. Os presbíteros participavam do ofício dos bispos. Os diáconos não são incluídos no sacerdócio.[10]

Como se pode observar, a ideia de sacerdotes inferiores fortalecida no século III, e não no Novo Testamento, é a mesma que norteia a distinção feita nas Assembleias de Deus entre presbíteros (sacerdotes inferiores) e pastores/evangelistas (sacerdotes superiores). Ainda sobre a consolidação de tal conceito no século III, Humberto Almeida, frei católico, afirma que

No fim do século II a Igreja chega a um ponto de expansão que exige um organograma maior na sua atuação [...]. Consolida-se a posição do bispo como pastor, com presbíteros seus “vigários”, prenúncio das futuras dioceses e paróquias.[11]

A distinção no episcopado foi reafirmada no XXI Concílio Ecumênico, o Vaticano II, nos seguintes termos

Os presbíteros, solícitos cooperadores da ordem episcopal, seu auxílio e instrumento, chamados para servir ao povo de Deus, formam com seu Bispo um único presbitério, empenhados, porém, em diversos ofícios [...]. Por esta participação no sacerdócio e na missão, os Presbíteros reconheçam o Bispo verdadeiramente como seu pai e reverentemente lhe obedeçam. O Bispo, porém, considere os sacerdotes, seus cooperadores, como filhos e amigos, a exemplo de Cristo que chamou seus discípulos não servos, mas amigos (cf, Jo 15,15).[12]

Como fica evidente com no texto acima, a relação nas Assembleias de Deus entre os pastores e os presbíteros é a mesma do modelo católico romano reafirmado no Vaticano II entre Bispos e Presbíteros, distanciado dos parâmetros do Novo Testamento.

Concluo esta segunda parte de minhas argumentações, entendendo que é quase impossível uma mudança no sistema assembleiano de governo eclesiástico, e na forma de conceber o ofício de presbítero. Há, por parte da “classe superior”, muito poder centralizado e privilégios conquistados envolvidos na questão.

Afirmo, para consolo e ânimo dos nobres e estimados obreiros e companheiros, eu, “que sou também presbítero convosco”, que um dia o Senhor da obra haverá de corrigir todos os equívocos ensinados e as injustiças praticadas acerca deste tão digno e honroso ofício.

No amor de Cristo,


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Humberto Pereira de. O sacerdócio e a sua história. São Paulo: Editora Ave-Maria, 2007.

ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.


Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2007.


Bíblia de Estudo NTLH. Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Barueri-SP, SBB, 2005.


Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida Edição de 1995. Flórida-EUA: CPAD/ Life publishers, 1995.


Bíblia Sagrada Nova Versão Internacional. Edição Especial projeto Minha Esperança Brasil. São Paulo: SBI-STL Brasil, 2008.


Bíblia de Estudo Palavras-Chave: hebraico e grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

Compêndio do Vaticano II: constituições, decretos, declarações. 29. ed. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 2000.

DANIEL, Silas. História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

Dusing, Michael L., A Igreja do Novo Testamento in HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. 11. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

Gill, Deborah Menken, 1 Timóteo, in ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

GRÜN , Anselm. Ordem: vida sacerdotal. São Paulo: Edições Loyla, 2006.

HAUBECK, Wilfrid; SIEBENTHAL, Heinrich. Nova chave linguística do Novo Testamento grego. São Paulo: Targumim/Hagnos, 2009.

Novo Testamento interlinear grego-português. Barueri-SP Sociedade Bíblica do Brasil, 2004.

RIENECKER, Fritz; ROGERS, Cleon. Chave linguística do Novo Testamento grego. São Paulo: Vida Nova, 1995.


[1] Araújo, 2007, p. 716.
[2] Daniel, 2004, p. 76.
[3] Ibid., p. 135.
[4] Rienenecker; Rogers, 1995, p. 467.
[5] Haubeck; Siebenthal, 2009, p. 1169.
[6] Gill, 2003, p. 1477.
[7] Ibid., p. 716.
[8] Ibid., p. 715.
[9] Dusing, 2008, p. 540.
[10] Grün, 2006, p. 25.
[11] Almeida, 2007, p. 68.
[12] Compêndio Vaticano II, 2000, p. 75.

13 comentários:

Reinaldo Carlos da Silva disse...

Urgente, urgentíssimo pl 122, será votada nesta quinta feira 08/12/2011, na comissão de direitos humanos do senado.

parabéns pelo blog!

Gilmar Valverde disse...

Caro Pr. Altair Germano,

Parece-me, a julgar pelas partes 1 e 2 sobre esse assunto, que a Bíblia aceita apenas os cargos de bispo, presbítero e diácono e que pastor e evangelista, por exemplo, são apenas dons e não títulos como temos visto hoje. Certo?

Em Cristo,

Gilmar

Pastor Geremias Couto disse...

Excelente exposição. Mas ficou faltando apresentar também a análise de Alcebíades Pereira de Vasconcelos, quem mais defendeu a tese contra a existência de uma casta diferenciada de presbíteros nas Assembleias de Deus.

Abraços e parabéns!

hildebrando disse...

Parabéns Pastor Altair por esse artigo e pela coragem de aborda um tema tão importante e pouco abordado em nossos dias grande abraço.

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Reinaldo,

grato pela visita.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Gilmar,

certo!

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre pastor Geremias do Couto, no Dicionário do Movimento Pentecostal o pastor Alcebíades Pereira de Vasconcelos não é citado no verbete "Presbíteros", mas tentarei algo com o pastor Isael Araújo.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Hildebrando,

conto com as vossa oração.

Abraços,

Victor Leonardo Barbosa disse...

Excelente artigo pastor Altair. Se há algo para ser reformado prioritariamente dentro da Assembleia de Deus além da doutrina e liturgia, é a correta definição dos ofícios eclesiásticos. O sistema eclesiástico de nossa igreja foge totalmente do padrão neotestamentário.

Um forte abraço e Deus o abençoe!

Joabe disse...

Eu defendo a participação dos presbíteros nas convenções (inclusive com direito a voto).
Entendo que a analise e reivindicação de equiparação de presbítero a pastor seja um tanto quanto revolucionário p/ Assembleias de Deus. Por isso defendo que igrejas com pastores mais esclarecidos adotem esse procedimento como projeto piloto e talvez as outras se interessem pela ideia.

Ev. Anderson Ferreira disse...

Aplaudo seu artido de pé!Muito bom. Infelizmente muitos lideres assembleianos se preocupam mais com criação de novas convenções, eleições, invasões de campo, usos e costumes de 1940 e se esquecem que há muito a ser revisto em nossa eclesiologia.Espero que esse debate comece a ser levado a sério em nossa denominação.O interessante tb é que há estados onde não existem presbiteros nas assembleia de Deus!Vá entender...

PR WESLEY ABDEL disse...

caro Pastor Alatir Germano,admiro sua coragem de não apenas de ser um pensante mas tambem de expor aquilo que pensas,já parei para examinar este assunto e descobri que na Biblia os termos:Bispo,Presbítero(ou ancião)era termos usado para uma única pessoa ,no caso o pastor e estudando a história das ADS descobrí que o termo Presbítero foi uma adaptação dos nossos pioneiros a fim de que estes obreiros (que não podiam serem diáconos)pudessem auxiliar lhes nas lides da igreja devido a sua grande expansão...

É sempre dito nas igrejas que os Presbíteros possuem um cargo local e não são convencionados e por isto não possuem direito de exercer alguns trabalhos,é realmente digno de ser repensado este assunto...

Ninguem pode negar que estes homens tem sido bençãos em suas funçoes,dirigindo congregaçoes e etc.. mas que é preciso ter espaço para se repensar sobre esta função isto é inegável,ainda mais em nosso meio que sempre defendemos as verdades da palavra de Deus,parabens...
meu blog:meusesbocosereflexoes.blogspot.com

Matias Borba disse...

Pastor,

Tendo tempo, este deveria ser um assunto prioritário em seu blog para as próximas postagens. Procure entre os blogs de teólogos assembleianos e veja quanto abordam o tema? Poucos ou nenhum! E este sim é um assunto importante para a igreja assembleiano em geral, pois trata de uma das colunas administrativas e espirituais da mesma.

Abraços!