segunda-feira, 7 de novembro de 2011

NEM TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, NEM TEOLOGIA DA MISERABILIDADE.

IMAGEM: Blog do Jasiel Botelho

E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra, conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus. (2 Co 9.6-11)

Tão nociva quanto a Teologia da Prosperidade (ou da Vitória Financeira), defendida pelos televangelistas aproveitadores da ingenuidade alheia, que apelam para a autoridade de falsos profetas importados, é também a Teologia da Miserabilidade.

Enquanto a Teologia da Prosperidade apela para o "dar tudo", a Teologia da Miserabilidade retém tudo.

O texto bíblico citado acima nos oferece uma base sólida e clara para a prática da contribuição financeira na igreja.

Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo nos exorta a semear com abundância. Obviamente, tal abundância é proporcional a realidade financeira de cada um. Dessa forma, para alguns R$ 100,00 será uma oferta abundante, enquanto que para outros, o valor abundante será R$ 100.000,00.

Em segundo lugar, a contribuição é baseada numa decisão subjetiva e livre por parte do ofertante. Ninguém lhe propõe, nem estabelece valores ou quantidade. Não há desafios, não há apelações, não há manipulações, não há coações.

Em terceiro lugar, o ato livre e consciente de contribuir deve ser motivado pelo sentimento certo. É a alegria que norteia a liberalidade do ofertante. Nada de culpas, nada de tristezas, nada de medos, nada de barganhas.

Em quarto lugar, o propósito da abundância, da suficiência, da multiplicação e do enriquecimento precisa estar bem compreendido e definido pelo ofertante. Prosperamos para superabundarmos em toda a boa obra. Somos enriquecidos para toda beneficência.

Entendendo dessa forma os princípios norteadores da contribuição financeira à luz do Novo Testamento, abominaremos a Teologia da Prosperidade (ou da Vitória Financeira), rejeitaremos igualmente a Teologia da Miserabilidade e vivenciaremos a Teologia da Generosidade para a glória de Deus.

5 comentários:

cramos disse...

Mais uma vez excelente a abordagem do amado Pastor. De fato temos que ser moderados em tudo. Deus contine abençoando grandemente seu ministério.

Cleber de Juiz de fora

Ps: Peço permissão para publicá-lo no Blog do Ibadejuf

ALTAIR GERMANO, disse...

Caro Cleber,

fique a vontade para publicá-lo.

Conto com as suas orações.

Abraços,

Pr. José Santana disse...

A Paz do Senhor, caro Pr. Altair
Os teus comentários estão sempre acompanhados da lucidez de quem recebe de Deus a iluminação das verdades que quer que saibamos, e não aquelas que os mercenários pregam nos púlpitos das Igrejas para abundarem suas poupanças. Parabéns, apreciamos o teu trabalho e que Deus sempre te proteja. Um abraço, Pr. Santana

Pb. Alécio Danelichem disse...

A Paz do Senhor Pr. Altair, que Deus continue lhe dando Graça nesta tão ardua missão do ensino (mestre) que cada vez mais vejo desvalorizada em nosso meio, mas te digo não pare o Senhor o Mestre dos mestres confia e investiu em ti.

T.Mendes disse...

"A NOSSA CIDADE ESTÁ NOS CÉUS..."
Bem Pastor, acreditei que o tema deste trimestre poderia ser abordado colocando duas interpretações baseadas em passagens bíblicas: uma na versão dos propagadores do evangerlho da prosperidade e outro da real interpretação Bíblica.É simples.Fiz isto na igreja.Nunca vi se falar tanto em contribuição.Não sei a imensa preocupação com ofertas.Como disse, Deus não nos alimenta na proporção de dízimos e ofertas.Não existe esta regra de obrigações contratuais.Deus é Deus e não um empresário que coloca nossos dízimos em aplicação.Porque é tão difícil líderes simplismente esclarecerem para a congregação onde anunciam todos os cultos sobre dízimos, para onde vão as arrecadações?
Mostrar a contabilidade é pecado?
Um membro sabendo que a arrecadação cobre luz, água, aluguel, concertos necessários no templo, reparos de vazamento, cestas básicas para os membros necessitados e em prova,cursos profissionalizantes, missões(sem luxo), salário do Pastor e obreiro(s), órfão, viúva e estrangeiros...
Prosperidade em Jesus.Lembrar que o mendigo que comia o que caía da mesa foi para o seio de Abraão parece na sociedade capitalista eclesiástica um mal. Onde vamos parar.A igreja fala em dinheiro o ano todo , agora quero ver na revista sobre o Apocalipse do trimestre seguinte. Quantas vezes passagens proféticas são anunciadas nas igrejas?Em campanhas?Em ensaios musicais?Em shows?Domingo com a igreja cheia?Definitivamente não.Ouviremos em todas as escolas dominicais do país as frases:"não sou muito fã", "é polêmico","vamos respeitar as escolas escatológicas" e aí vai...
28% da Bíblia são de profecias.Quer ver prosperidade material hoje, não estude profecias.
Até a próxima lição,
deus é contigo Pastor Germano.