domingo, 11 de setembro de 2011

A INTEGRIDADE DA DOUTRINA CRISTÃ. Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 3º Trimestre/2011

O termo "doutrina" deriva-se do grego didache, e pode significar o ato de ensinar ou o conteúdo do ensino. Na atualidade, podemos definir "doutrina" como: O conjunto de verdades fundamentais das Sagradas Escrituras, organizadas de forma sistemática ou metódica.

Conforme o texto de Filipenses 4.9:

- A doutrina (conjunto de saberes) é algo para ser aprendido, recebido e ouvido (aspectos teóricos ou conceituais), através do estudo informal (leituras, cultos ou reuniões de ensino, etc.) ou formal (cursos bíblicos ou teológicos em seus diversos níveis) da Bíblia sagrada.

- A doutrina é algo para ser visto em quem ensina e praticado por quem aprende (aspectos práticos ou vivenciais)

Observemos o texto abaixo:

"E desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava. E muitos se maravilhavam de sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade." (Lucas 4.31-32)

Desta narrativa aprendemos que:

- O ensino da doutrina com poder, graça, clareza e profundidade fará com que os aprendentes se maravilhem.

- A vivência ou a prática da doutrina outorgará reconhecimento e autoridade aos ensinantes.

O valor da doutrina pode ser percebido:

- Em sua função de declaração da verdade bíblica revelada (referencial ou fundamento: credos, confissões, ):

a) Jo 7.16.17 – A doutrina de Jesus

b) At 2.42 – A doutrina dos Apóstolos

c) 1 Tm 4.16; Tt 2.1 – Passando o bastão para os jovens obreiros

- Em sua função apologética (defesa argumentativa e a justificação da fé cristã perante seus opositores e críticos):

a) Jd 3-4 – Lutando pela fé

b) Mc 7.7 – Preceitos de homens

c) 1 Tm 4.1 – Doutrina de demônios

- Em sua função evangelística e discipuladora (Mt 28.19-20)

A INTEGRIDADE DA DOUTRINA CRISTÃ

O texto a seguir foi publicado originalmente no subsídio da lição Conservando a Pureza da Doutrina Pentecostal, no 2º Trimestre/2011.

Fico perplexo quando no meio pentecostal, uma vez questionados sobre certas "doutrinas" ou "modelos" pseudo-bíblicos, alguns líderes e irmãos respondem: "não deu certo até agora, por que mudar?", ou ainda, "aprendemos assim, não é bom remover os marcos antigos". Geralmente, respostas e declarações como estas são meramente pragmáticas e utilitaristas. É bom lembrar que nem sempre o crescimento é sinal de "bênção" ou "aprovação divina".

É necessário deixar bem claro que Deus só aprova o que a Bíblia aprova, pois nela está manifesta a sua vontade e revelação (Gl 1.8). A tradição não é maior do que a Palavra (Mt 15.1-9). Apenas as boas tradições (fundamentadas em princípios bíblicos) devem ser guardadas (2 Ts 2.15)

Como já escrevi sobre a nossa (assembleiana e evangélica) realidade doutrinária, para não ser redundante, segue abaixo alguns links com questões que poderão ser discutidas em sala, entre professores e alunos:

POR UM CONCÍLIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL (1)
POR UM CONCÍLIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL (2)
POR UM CONCÍLIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL (3)
POR UM CONCÍLIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL (4)
POR UM CONCÍLIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL (5)
O ARGUMENTO FALACIOSO (OU EQUIVOCADO) ACERCA DOS "MARCOS ANTIGOS"

Num momento onde em plena Assembleia de Deus alguns pastores, pregadores e mestres afirmam a não existência do inferno, a doutrina unicista (negação da trindade), a teologia da prosperidade e da vitória financeira, e outras heresias, é tempo de militar pela sã doutrina, bíblica e pentecostal.

É bom lembrar que muitas igrejas que levam o nome de "Assembleia de Deus", de assembleianas só possuem a placa. Lamentavelmente, por diversas razões, as placas denominacionais foram banalizadas, e hoje são exploradas por muitos como mero "negócio espiritual" (para ganhar dinheiro, aumentar e fortalecer impérios pessoais, etc.), ou "vaidade carnal" (para exercer poder, controlar, mandar, ser presidente, etc). O nome "Assembleia de Deus" ainda é confiável, e espero que continue assim, o que está difícil (por causa dos mercenários e falsos obreiros), mas que não é impossível.

"Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos." (Jd 3, ARA)

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