terça-feira, 12 de julho de 2011

IGREJA INCLUSIVA - ESBOÇO

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mt 11.28, ARC)

Introdução: Pregamos um evangelho inclusivo, mas a nossa comunidade cristã é inclusiva?

1 – O Conceito de Inclusão

O processo de inclusão na comunidade cristã implica em dar condições para que todos os convertidos tenham a oportunidade de participar ativamente das atividades cotidianas da igreja (culto, discipulado, evangelismo, escola dominical, etc.), e assim, através de seus dons e talentos, edificar e serem edificados para a glória de Deus.

2 – Contextualizar modelos sem relativizar princípios

Estamos inteirados das transformações sociais e das mudanças nos hábitos e comportamentos dos indivíduos de nossa época?

- Das mudanças relativas às atividades profissionais (horários, a mulher no mercado de trabalho, atividades de finais de semana, comerciantes, autônomos, etc.)

- Do grande número de jovens crentes em cursos preparatórios, cursos técnicos, nas escolas, nas faculdades e universidades.

- Do advento da internet com as redes sociais, blogs, twitter, cultos transmitidos ao vivo, etc.

É necessário e possível rever nossos modelos, sem relativizar os princípios bíblicos.

3 – Nossa Igreja é inclusiva?

- Quando um homossexual se converte, há algum grupo específico para dar apoio e acompanhamento?

- Quando um dependente de drogas se converte, acontece o mesmo?

- Para os mudos, surdos, cegos e portadores de outras necessidades especiais, temos oferecido condições para que eles frequentem com regularidade nossos templos, reuniões e cultos (além de orar por eles)?

- Há no ministério obreiros portadores de necessidades especiais?

- Que alternativa damos para os nossos membros e congregados, quando por questão de trabalho, estudo ou outras ocupações, ficam sem poder frequentar a igreja nos horários já convencionados?

4 – Uma igreja para os “normais” e “disponíveis”

Nossa comunidade cristã, em sua grande maioria é excludente. Apenas pessoas qualificadas como “normais”, além daquelas com disponibilidade de tempo, podem frequentá-la com regularidade e ativamente.

Conclusão

Diante do aqui exposto, ou mudamos nossa mentalidade e postura excludente, partindo para ações inovadoras e transformadoras, ou continuaremos privando da igreja local aqueles por quem Cristo Jesus morreu para incluí-los.

Discussões para a elaboração de um plano de ação que mude esta realidade é urgente.

Basta de medidas paliativas.

Basta de indiferença.

Basta de desculpas.

Basta de falta de misericórdia e compaixão.

Basta de omissão.

É preciso o mínimo de coerência entre mensagem e prática cristã.

Abreu e Lima-PE, 17/07/2011

5 comentários:

AGNALDO SILVA MARIANO disse...

Visite o blog CREIO E CONFESSO (www.creioeconfesso.com).
Um abraço.
Rev. Agnaldo Silva Mariano
Pastor Presbiteriano

Pregai News disse...

Paz do Senhor pr.Altair.
Um texto para refletir mesmo.
Nós como igreja precisamos de estratégias para canhar almas mesmo em meio a crise. Ganhar almas a qualquer custo, sem comprometer a nossa própria salvação.
Aprecio seu blog.É sempre bom para nós pequenos, aprender com os grandes.
Que Deus abençoe.

Xavier

Xavier Campos Joaqum disse...

Entrei agora com outra conta.
Gostaria de pedir a pastor que sempre que poder desse uma olhadinha nas matérias publicadas por nós.
Para nos passar a sua magnifica experiencia.

Xavier

Sergiano Reis disse...

A paz do Senhor Jesus.
Mensagem importantíssima. Será se tem algum projeto de sucesso, em alguma AD no Brasil que nos exemplifica como vencer esse desafio?

Pregai News disse...

Paz do Senhor Pastor Altair.
Permita-me por favor copiar esse post porque achei muito interessante.
Que Deus abençoe.