quinta-feira, 28 de julho de 2011

AS CARACTERÍSTICAS DE UMA LIDERANÇA CRISTÃ SAUDÁVEL: Tito 1.1-4


Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade, na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternose, em tempos devidos, manifestou a sua palavra mediante a pregação que me foi confiada por mandato de Deus, nosso Salvador,a Tito, verdadeiro filho, segundo a fé comum, graça e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador. (Tt 1.1-4, ARA)

Uma igreja saudável possui uma liderança saudável. A saúde espiritual, moral e doutrinária da liderança de uma igreja, pode ser observada de várias formas na carta que o apóstolo Paulo escreveu a Tito. Uma liderança saudável é equilibrada:

1. Na forma de perceber e demonstrar a importância da humildade e da autoridade em sua vocação ministerial (v. 1a). Em sua saudação inicial, Paulo se apresenta como "servo de Deus" e "apóstolo de Jesus Cristo". O termo "servo" (gr. doulos, escravo), fala de sua disposição voluntária de sujeição e subserviência a Deus, enquanto que "apóstolo" (gr. apostolos, embaixador), fala da autoridade espiritual e ministerial que Cristo lhe investiu para a realização de sua obra.

Quando líderes percebem a sua condição de servos, não se conduzem com dominadores, opressores, proprietários e exploradores do rebanho (Mt 20.25-28; Lc 17.7-10; 1 Pe 5.1-3). Quando líderes percebem a sua condição de servos, não se encantam com tronos (Mt 20.20-24), antes, buscam toalhas, bacias e água (Jo 13.3-16).

Quando líderes percebem a sua condição de autoridades, não negligenciam o valor do exemplo (1 Tm 4.12b; Tt 2.7-10), e exercem com firmeza o seu ministério (Tt 2.15a). Não se deixam levar, nem se permitem ser manipulados por quem quer que seja, por interesses egoístas e espúrios. Não se intimidam com as ameaças e conchavos dos opositores e inimigos da obra (1 Tm 4.12a; Tt 15.b)

2. Na forma de perceber a importância da fé e do conhecimento em sua vocação ministerial (v. 1b). Uma liderança equilibrada e saudável é cheia de fé (Mt 21.21; Lc 17.5-6; At 6.8; 1 Tm 3.13) e do Espírito Santo (At 2.1-4; 6.3; 9.17 ss), e não despreza o valor do conhecimento (1 Tm 3.2; 2 Tm 3.14-15; Tt 1.9; 2 Pe 3.14-18).

É possível associar e vivenciar espiritualidade e intelectualidade, piedade e profundidade bíblica.

3. Na forma de perceber a importância da soberania de Deus e da graça de Jesus em sua vocação ministerial (v. 3 e 4). Em Tito 1.3 lemos: "mas, a seu tempo, manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador,". Deus, em sua soberania, determina quando, o quê, onde, como e quem realizará a sua obra. Foi segundo o "mandamento" de Deus que Paulo foi posto (1 Tm 1.12) e exerceu o seu ministério.

A decisão soberana de Deus em nos vocacionar para a sua obra precisa ser entendida à luz da graça, da misericórdia, do amor e da paciência dele para conosco (1 Tm 1.14-16; Tt 1.4).

Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém! (1 Tm 1.17)

Liderança com saúde, igreja com saúde!

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