domingo, 26 de dezembro de 2010

CONTRADIÇÕES EVANGÉLICAS


Uma igreja bastante radical e exigente com seus membros aqui em Pernambuco, inseriu em sua programação musical da TV vários clipes com irmãos em Cristo totalmente fora dos "padrões" estabelecidos pela denominação.

A mensagem silenciosa deste ato é a seguinte:

- Amados, vocês podem assisti-los, podem cantar o que eles cantam e adorar como eles adoram. Vocês só não podem usar o que eles usam, e se vestir como eles se vestem. Afinal, eles são primos, e nós não temos tal costumes, não aprendemos assim.

Detesto este tipo de hipocrisia, este jeitinho evangélico brasileiro de lidar com aquilo que não se sustenta à luz da Bíblia.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS E UM PRÓSPERO ANO NOVO!


Tempo é algo que pode nos aproximar ou nos afastar de Deus.

Escolhas sensatas precisam ser feitas.

Melhores decisões precisam ser tomadas.

Procuremos obedecer a Sua Palavra.

Ouçamos a Sua voz.


BOAS FESTAS E UM PRÓSPERO ANO NOVO!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

OUVI UMA MENSAGEM DO CÉU: BIOGRAFIA DE J. P. KOLENDA

SINOPSE

A emocionante biografia de J. P. Kolenda, um dos pioneiros das Assembléias de Deus no Brasil, um homem que evangelizou e ensinou em três continentes e dedicou toda sua vida a servir ao Mestre, a quem amava profundamente.

AUTOR: Albert W. Brenda

Fonte: CPAD

Uma obra digna de ser lida por todos aqueles que militam pela causa da educação teológica nas Assembleias de Deus no Brasil.

A família Kolenda é um grande exemplo de coragem, dedicação e fidelidade a Deus.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O BATISMO COM (NO) ESPÍRITO SANTO - PERSPECTIVAS DIVERSAS SOB UM OLHAR PENTECOSTAL CLÁSSICO


INTRODUÇÃO

O derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, designado no pentecostalismo clássico como "batismo com (no) Espírito Santo", evidenciado pelo falar em "línguas", é sem dúvida alguma o tema central nos estudos sobre a obra do Espírito no meio pentecostal assembleiano.

Ao longo da história da Igreja, a doutrina do Batismo com (no) Espírito Santo tem dividido pessoas, grupos, igrejas e denominações. Depois das comemorações do centenário da história do avivamento pentecostal da Rua Azusa em 2006, e próximo às comemorações do centenário das Assembleias de Deus no Brasil em 2011, penso ser um momento oportuno para escrever sobre o assunto.

Neste texto, o leitor poderá conhecer algo da perspectiva pentecostal clássica e assembleiana sobre o tema, e também ter acesso às diversas perspectivas contrárias, podendo compará-las, entre si, e com a perspectiva pentecostal clássica, percebendo os pontos de convergência e divergência entre elas.

Pensar a doutrina pentecostal, em vez de simplesmente reproduzi-la acriticamente, eis o grande desafio para os herdeiros da atual e bíblica obra do Espírito.

A todos, uma boa leitura, e acima de tudo, uma boa reflexão.

1 O BATISMO COM (NO) ESPÍRITO SANTO

Iniciaremos trazendo alguns conceitos sobre o batismo com (no) Espírito Santo, que correspondem em sua totalidade, ou em parte, a perspectiva do mesmo no pentecostalismo clássico, e mais especificamente, na doutrina assembleiana:


O batismo no Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por Ele efetuada. Assim como a obra santificadora do Espírito é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo Espírito, assim também o batismo no Espírito complementa a obra regeneradora e santificadora do Espírito. [...] Ser batizado no Espírito significa experimentar a plenitude do Espírito (cf. At 1.5; 2.4). Este batismo teria lugar somente a partir do dia de Pentecoste. Quanto aos que foram cheios do Espírito Santo antes do pentecoste (e.g. Lc 1.15, 67), Lucas não emprega a expressão 'batizados no Espírito Santo'. Este evento só ocorreria depois da ascensão de Cristo (At 1.2-5; Lc 24.49-51, Jo 16.7-14). (Bíblia de Estudo Pentecostal, p. 1627, 1995)

Na nota de rodapé de At 1.5, a Bíblia de Estudo Pentecostal (idem, p. 1626) esclarece que a preposição "com" é a partícula grega en, que pode ser traduzida como "em" ou "com". Dessa forma, muitos optam pela tradução "sereis batizados no Espírito Santo".

Arrington e Stronstad (2003, p. 632), afirmam que:

O batismo com o Espírito Santo não salva ou faz da pessoa um mebro da família de Deus; antes é uma unção subsequente, um enchimento que equipa com poder para servir.

Para Pearlman (1987, p. 195):

Esse revestimento é descrito como um batismo (Atos 1.5). [...] Quando a palavra 'batismo' é aplicada à experiência espiritual, é usada figurativamente para descrever a imersão no poder vitalizante do Espírito Divino.

Andrade (1998, p. 65), em seu Dicionário Teológico, define o batismo com (no) Espírito Santo como:

Revestimento de poder que, segundo os evangelhos e os Atos dos Apóstolos, segue-se à conversão a Cristo Jesus. Tornando-se realidade no cenáculo, na casa de Cornélio e entre os doze de Éfeso, a experiência do batismo no Espírito Santo fez-se padrão na vida dos seguidores do Nazareno.

O pastor e teólogo assembleiano Antonio Gilberto define o batismo com (no) Espírito Santo como:

[...] um revestimento e derramamento de poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espírito Santo concede, pela instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para Deus (Lc 24.49; At 1.8; 10.46; 1 Co 14.15, 26). (GILBERTO, 2006, p. 57)

Esta mesma definição é encontrada na obra "Teologia Sistemática Pentecostal" (p. 191, 2008).

Vale ressaltar, que o termo "estranha" e "outra", acrescentados à "língua" (glossa), que aparecem respectivamente nos textos de 1 Co 14.2, 4, 5, 6, 13, 14, 23, 27 (Almeida Revista e Corrigida, 1995 e Almeida Revista e Atualizada, 1993), não constam no texto grego do Novo Testamento, sendo acrescentados nestas versões para dar ênfase ao caráter distintivo dessas línguas.

O pastor e teólogo batista Enéas Tognini (2000, p. 31) afirma:

O batismo no Espírito que os 120 receberam no Pentecostes, foi um bênção distinta do NOVO NASCIMENTO ou regeneração, porque já tinham nascido de novo, portanto eram regenerados [...] essa BÊNÇÃO (do batismo no Espírito) transformou os discípulos covardes e negadores - em fiéis testemunhas do Senhor Crucificado.

O Dr. Lloyd-Jones (1998, p. 314), teólogo e ministro protestante de linha reformada e calvinista, faz a seguinte definição:

[...] o batismo do Espírito Santo Santo é a experiência inicial da glória, a realidade e o amor do Pai e do Filho. Sim, vocês podem ter muitas experiências ulteriores disso, porém a primeira experiência, eu proporia, é o batismo do Espírito Santo. O piedoso John Fletcher de Madeley o expressou assim: 'Cada cristão deve ter o seu Pentecoste.

Estas definições se alinham aos ensinos de Keswick, na Inglaterra, no século XIX, iniciadas em 1875. Conforme Synan (2009, p. 48):

A configuração doutrinária de Keswick destituiu o conceito de 'segunda bênção' como 'erradicação' do pecado a favor de um 'batismo no Espírito Santo' e um 'revestimento de poder para o serviço'. A experiência aguardada com ardente expectativa pelos crentes de Keswic era concebida não tanto em termos de purificação, mas de unção do Espírito.

R. A. Torrey (1910, p. 176-210 apud SYNAN, idem, p. 49), exemplifica notavelmente a ideia de batismo com (no) Espírito Santo difundida em Keswick:

O batismo com o Espírito Santo é uma operação do Espírito Santo distinta e subsequente à sua obra de regeneração, uma concessão de poder para o serviço, [uma experiência outorgada] não apenas para os apóstolos, não apenas para os crentes da era apostólica, mas 'para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus, chamar'. [...] Ela é outorgada a cada crente, de todas as épocas da história da Igreja.

Fica claro nas presentes definições, que o batismo com (no) Espírito Santo é entendido como um acontecimento distinto da regeneração do Espírito (At 2. 1-4; 8.12-17; 19.1-7).

2 OBJEÇÕES QUANTO AO BATISMO COM (NO) ESPÍRITO SANTO

O batismo com (no) Espírito Santo, entendido como um acontecimento distinto da regeneração do Espírito, é por muitos questionado. Grudem (p. 636-652, 1999), apresenta alguns destes questionamentos:

2.1 O batismo como (no) Espírito Santo não é um acontecimento distinto da regeneração do Espírito (cf. 1 Co 12.13)

Os que defendem essa ideia alegam que o texto de 1 Co 12.13 afirmam que "todos nós" (gr. hemeís pántes) fomos batizados em um só Espírito, o que faria dessa experiência algo vivenciado por todos os verdadeiros cristãos:

Stott (2007, p. 45) chega a conclusão de que as evidências reunidas do Novo Testamento em geral, do sermão de Pedro em Atos 2 e do ensino de Paulo em 1 Coríntios 12.13 em particular, lhe indicam que o "batismo" do Espírito é idêntico ao "dom" do Espírito. Procurando ser mais específico, apela aos seus leitores que não exijam dos outros "um 'batismo' como uma segunda experiência subsequente, totalmente distinta da conversão, porque isto não pode ser provado na Escritura." (idem, p. 76)

Packer (2010, p. 197) refuta a ideia de que o batismo no Espírito é uma experiência distinta e geralmente subsequentes à conversão, em que a pessoa recebe a plenitude do Espírito na sua vida e, dessa forma, é totalmente cheia de poder para testemunho e serviço, tendo como evidência e sinal exterior a glossolalia:

Recentes exames minuciosos desta opinião, feitos por James D. G. Dunn, F. D. Bruner, J. R. W. Stott e A. A. Hoekema, tornam desnecessário que aquilatemos detalhadamente aqui. É suficiente dizer, primeiro, que, se aceita, ela compele uma avaliação do cristianismo não-carismático - isto é, do cristianismo que não conhece nem busca um batismo no Espírito após a conversão - como inferiro, secundário e carecendo de algo vital; mas, segundo, que ela não pode ser estabelecida de acordo com a Escritura [...].

Dessa forma:

Os que insistem que o batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta da bênção da conversão, uma obra especial da graça desfrutada por alguns e não por todos os crentes, deixam de perceber que o que dá unidade ao corpo de Cristo é exatamente o fato de que todos os crentes genuínos foram batizados pelo mesmo Espírito. (LOPES, 2004, p. 126)

Essa perspectiva não é aceita no pentecostalismo clássico, que faz distinção entre "batismo com (no) Espírito Santo" do "batismo do Espírito":

Já o batismo do Espírito, como vemos em 1 Co 12.13, Gálatas 3.27 e Efésios 4.5, trata-se de um batismo figurado, apesar de ser real. Todos aqueles que experimentam o novo nascimento, que é também efetuado pelo Espírito Santo (Jo 3.5), são por Ele imersos, batizados, feito participantes do corpo místico de Cristo, que é a sua Igreja, no sentido universal (Hb 12.23; 1 Co 12.12ss). (GILBERTO, idem)

Na nota de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal (idem, p. 1755), sobre o texto de 1 Co 12.13, lemos:

[...] O batismo 'em um Espírito' não se refere, nem ao batismo em água, nem ao batismo no Espírito Santo que Cristo outorga ao crente como no dia de Pentecoste (ver Mc 1.8; At 2.4 nota). Refere-se, pelo contrário, ao ato do Espírito Santo batizar o crente no corpo de Cristo - a igreja, unindo-o a esse corpo; fazendo com que ele seja um só com os demais crentes. É a transformação espiritual (i.e., a regeneração) que ocorre na conversão e que coloca o crente "em Cristo" biblicamente.

À luz do Novo Testamento, fica claro que 1 Co 12.13 não se refere aos episódios de Atos 2. 1-4; e 8.12-17. Dessa forma, a única maneira de se conciliar a questão é entendendo a distinção entre o "batismo com (no) Espírito Santo" do "batismo do Espírito Santo".

Quanto ao acontecimento na casa de Cornélio (At 10.44-47), pode-se entender que naquela ocasião o batismo do Espírito e o batismo com (no) Espírito Santo, podem ter acontecido simultaneamente.

Em Atos 19.1-7, embora o texto não afirme claramente que os discípulos já haviam experienciado a regeneração, isto fica subentendido. A negação de tal fato nos levaria a compreender o evento da mesma forma como aconteceu na casa de Cornélio, onde simultaneamente (ou imediatamente) a regeneração e o batismo com (no) Espírito Santo aconteceram:

O capítulo 10 de Atos registra a conversão de Cornélio e seus familiares, por instrumentalidade de Pedro. Cornélio se converteu a Cristo, portanto passou a possuir o Espírito Santo; antes que fosse batizado em água, o foi no Espírito Santo, verificando-se na sua casa um verdadeiro pentecostes. Temos também nesta experiência as duas etapas da vida cristã - a conversão e o batismo no Espírito Santo. (TOGNINI, ibdem, p. 37)

É neste sentido que Lloyd-Jones (ibdem, p. 318) esclarece:

[...] não estou afirmando que deve haver sempre, de qualquer modo, um intervalo entre tornar-se cristão e esta experiência; ambos podem ocorrer concomitantemente, e é o que tem ocorrido amiúde, mas às vezes não ocorre assim. Portanto mantenhamo-los distinguidos.

2.2 O batismo com (no) Espírito Santo foi um momento único na história, não sendo um padrão que devemos buscar ou imitar

Hulse (2006, p. 7, 17-18), é categórico em sua oposição:

Se omitirmos o livro de Atos, ficamos face a face com o fato de que não há um batismo do Espírito prometido, recomendado, ordenado ou sugerido no Novo Testamento. [...] Estou chamando a atenção para o fato de que nenhum batismo do Espírito ou qualquer experiência de crise é prometida, recomendada, oferecida e, ainda menos, ordenada no Novo Testamento. O Pentecostes foi prometido e há extensão disto, tal como é explicado em Atos 15.8,9. Este é um fato histórico. Daí em diante, em nenhum lugar do Novo Testamento há referência a uma experiência semelhante a esta como sendo a resposta.

Em sua obra, Hulse não comenta o texto de Atos 2.39, nem parece considerar a "promessa" nos Evangelhos (Mc 1.8; Lc 24.49).

Diferente de Hulse, Lloyd-Jones (ibdem, p. 307) afirma:

Segundo o meu entendimento deste ensino, eis aqui uma experiência que é o patrimônio hereditário de todo o cristão. diz o apóstolo Pedro ; 'Porque a promessa vos pertence a vós' - e não somente a vós, mas - ' a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar' (Atos 2.39). Ela não se restringe apenas àquelas pessoas no dia de Pentecoste, mas é oferecida e prometida a todas as pessoas cristãs.

Para Stott (ibdem, p. 31):

A experiência dos 120 ocorreu em dois momentos diferentes, simplesmente em razão de circunstâncias históricas. Eles não poderiam ter recebido o dom pentecostal antes do Pentecoste. Todavia, estas circunstâncias históricas há muito deixaram de existir.

Buscando uma posição conciliadora, o pastor e teólogo presbiteriano Hernandes Dias Lopes (1999, p. 13) afirma que:

O Pentecoste no seu sentido pleno é irrepetível. O Espírito Santo foi derramado para permanecer para sempre com a igreja. [...] Nesse sentido não há mais Pentecoste. Todavia, a promessa de novos derramamentos do Espírito para despertar a igreja é uma promessa viva à qual devemos agarrar-nos. É nesse sentido que vamos usar o termo Pentecoste. O apóstolo Pedro disse naquele dia memorável: '...e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor nosso Deus chamar' (At 2.38-39)."

Tognini (idem, p. 19), refutanto tais argumentos, afirma que:

[...] finalmente, há os mais dogmáticos que, sem hermenêutica, e com exegese claudicante, unilateral, temerosa da verdade, se lançam no encapelado mar da confusão; então, lutam e insistem em que o Pentecostes não mais se repete.

2.3 A distinção entre "batismo do Espírito Santo" e "batismo com (no) Espírito Santo criaria duas categorias de cristãos

Reforçando a ideia separatista das duas categorias de cristãos, Hulse (idem, p. 23) afirma já ter ouvido líderes pentecostais afirmar que há dois tipos de cristãos: os batizados e os não batizados no Espírito. Para ele, isso cria divisão no corpo de nosso Senhor.

Stott (ibdem, p. 71-72), parece não se preocupar com a possibilidade das distinções bíblicas criarem a ideia equivocada de duas classes ou categorias de crentes, pois argumentando em favor da atualidade de algumas experiências espirituais, diz:

Estas experiências das quais eu falei até agora podem ser chamadas de 'comuns', porque se realcionam com a certeza, o amor, a alegria, e a paz que, de acordo com a Escritura, são comuns a todos os crentes, em alguma medida. Eu ficaria surpreso se algum leitor cristão não tivesse nenhuma noção delas. Todavia, existem outras experiências, às quais preciso chegar agora, de caráter mais 'incomum', por não serem parte da experiência normal do cristão que o Novo Testamento apresenta.

Apesar da ideia sobre crentes de duas categorias ter sido difundida no movimento holiness, e posteriormente reproduzida no pentecostalismo clássico, o batismo com (no) Espírito Santo

não cria uma classe especial de cristãos, apenas capacita os mesmos para fazerem a obra de Deus, testemunhando de Jesus com maior eficiência e eficácia conforme Atos 1.8. (GERMANO, p. 38, 2009)

O equívoco interpretativo ou comportamental de alguns em qualquer questão doutrinária, não anula, nem diminui a verdade bíblica.

2.4 A inadequação do termo "batismo com (no) Espírito Santo" para definir a experiência

A questão da terminologia, parece ter sido o ponto central da tese de Hulse (LOPES, idem, p. 128):

A tese de Hulse, nesse livro, é que os cristãos podem ter experiências legítimas e edificantes após a conversão, mas que devem usar a teminologia correta para identificá-las.

A experiência que no pentecostalismo clássico define-se como "batismo com (no) Espírito Santo, ou seja, o revestimento de poder posterior à regeneração, para conciliar com a ideia da existência de um único "batismo do Espírito", Stott (ibdem, p. 50) a define como "plenitude do Espírito", classificando-a como "consequência", e acrescentando que pode se experienciada várias vezes:

Deixe-me procurar expandir o que tentei mostrar antes. O que aconteceu no dia de Pentecoste foi que Jesus 'derramou' o Espírito do céu e, assim 'batizou' com o Espírito, primeiro os 120 e depois os 3 mil. A consequência deste batismo do Espírito foi que 'todos ficaram cheios do Espírito Santo' (At 2.4). Portanto, a plenitude do Espírito foi a consequência do batismo do Espírito. O batismo é o que Jesus fez (ao derramar o seu Espírito do céu); a plenitude foi o que eles recebram. O batismo foi uma experiência inicial única; a plenitude porém, Deus queria que fosse contínua, o resultado permanente, a norma. Como acontecimento inicial, o batismo não pode ser repetido nem pode ser perdido, mas o ato de ser enchido pode ser repetido e, no mínimo, precisa ser mantido. Quando a plenitude não é mantida, ela se perde. Se foi perdida, pode ser recuperada.

Neste sentido, a "experiência" pode e deve ser buscada:

Enfaticamente, a plenitude do Espírito Santo não é um privilégio reservado para alguns, mas uma obrigação de todos. Assim como a exigência de sobriedade e domínio próprio, a ordem de buscar a plenitude do Espírito é dirigida a todo o povo de Deus, sem exceção. (ibdem, p. 62)

Grudem (idem, p. 650-651), procurando evitar a suposta confusão em torno do "batismo do Espírito" e o "batismo com (no) Espírito Santo", diz que alguns termos seriam mais apropriados para o segundo. Dessa forma ele sugere "um grande passo de crescimento", "nova capacitação para o ministério" e " ser cheio do Espírito Santo". Este último, para Grudem, é "o melhor termo a ser usado para descrever genuínas 'segundas experiências' hoje (ou terceira ou quarta experiência, etc.)".

Para sustentar seu argumento, Grudem cita Efésios 5.18, e afirma que o verbo "enchei-vos" (gr. plerousthe), por encontrar-se no presente do imperativo, poderia ser traduzido de modo mais explícito por "sejam continuamente cheios pelo Espírito". Nessa perspectiva, o batismo com (no) Espírito Santo perderia o caráter de evento único, podendo ser experienciado diversas vezes na vida do cristão.

Ainda sobre o uso de "ser cheio do Espírito Santo" em lugar de "ser batizado com (no) Espírito Santos", Marshall (1982, p. 69) afirma a expressão ficaram "cheios" se emprega tanto ao revestimento inicial do Espírito para capacitá-las para o serviço de Deus (At 9.17; Lc 1.15), quanto para descrever o processo contínuo de ser estar cheio (At 6.3; 7.55; 11.24; Lc 4.1). Dessa forma, uma pessoa que já está cheia do Espírito, pode receber contínuos enchimentos. Neste caso, não teríamos um batismo com (no) Espírito Santo, mas, a possibilidade de um cristão experienciar vários batismos. Pfeiffer e Harrison (1987, p. 242), concordam com este argumento, e escrevem que "O enchimento com o Espírito foi muitas vezes repetido [...]".

Na Bíblia de Estudo Pentecostal (ibdem, p. 1818), a nota de rodapé sobre Efésios 5.8 diz que:

Enchei-vos (imperativo passivo presente) tem o significado, em grego, de 'ser enchido repetidas vezes'. [...] O cristão deve ser batizado no Espírito Santo após a conversão (ver At 1.5; 2.4), mas também deve renovar-se no Espírito repetidas vezes, para adoração a Deus, serviço e testemunho.

Se considerarmos o que muitos gramáticos da língua grega afirmam (CARSON, 65-67), o verbo eplesthesan (ficaram cheios) em Atos 2.4, por se encontrar num tempo aoristo "que aponta para um ato único, já realizado e consumado" (LOPES, idem p. 125), faz com que o evento de Pentecoste (At 2.4) se diferencie daquilo que Paulo fala escrevendo à igreja em Éfeso (Ef 5.18).

Stott (ibdem, p. 62), comentando sobre o tempo verbal de plerousthe (enchei-vos) em Efésios 5.18, diz que: "o verbo está no tempo presente. É bem sabido que, na língua grega, se o imperativo está no aoristo, ele se refere a uma ação única; se está no presente, a uma ação contínua.”

No Comentário Bíblico Pentecostal (ARRINGTON e STRONSTAD, idem), é especificado que Lucas usa o verbo "encher" em At 2.4 para indicar o processo de ser ungido com o poder do Espírito para o serviço divino. Acrescenta ainda que "Ser cheio com o Espírito significa o mesmo que ser batizado com o Espírito ou receber o dom do Espírito (cf. At 1.5; 2.4, 38)."

Pearlman (idem), escreve:

Que essa comunicação de poder é descrita como ser cheio do Espírito. Aqueles que foram batizados com o Espírito Santo no dia de Pentecoste também foram cheios do Espírito.

Tognini (ibdem, p. 35) é enfático quando diz:

[...] Lucas, para descrever o cumprimento de Atos 1.5, usa a sua própria terminologia, que é CHEIO DO ESPÍRITO. De onde se conclui que BATISMO no Espírito Santo e CHEIO do Espírito Santo são a mesma coisa.

Estas declarações, à luz do entendimento pentecostal clássico, fala-nos que no batismo com (no) Espírito Santo (evento único), os crentes são cheios do Espírito, podendo ainda experienciar outros enchimentos, enchimentos estes não mais designados de batismo com (no) Espírito Santo.

CONCLUSÃO

Lloyd-Jones (ibdem p. 314), afirmou que o tema "batismo com (no) Espírito Santo", em muitos aspectos, é a mais difícil de todas as doutrinas, em razão de ser ela particularmente passível de exageros. Mesmo assim, escreveu:

[...] o que é o batismo do Espírito Santo? Ora, segundo alguns, como já vimos, realmente não existe dificuldade alguma sobre isso. Dizem que ele é simplesmente uma referência à regeneração e nada mais. É o que ocorre com as pessoas quando são regeneradas e incorporadas em Cristo, segundo Paulo ensina em 1 Co 12.13: 'Pois em um só Espírito fomos todos batizados'. Vocês não podem ser cristãos sem ser membros desse corpo, e vocês são batizados nesse corpo pelo Espírito Santo. Portanto, dizem, esse batismo do Espírito Santo é simplesmente a regeneração. Quanto a mim, porém, não posso aceitar tal explicação, e aqui é onde nos agarramos diretamente com as dificuldades. Não posso aceitar isso porque, se eu cresse nisso, teria de crer que os discípulos e os apóstolos não haviam sido regenerados até o dia de Pentecoste - suposição essa que ao meu ver é completamente inadmissível. [...] Teríamos também de dizer que os samaritanos, a quem o evangelista Filipe pregou, não foram regenerados até Pedro e João descerem a eles. (idem, 304-305)

As diversas questões, e os variados pontos de vistas aqui expostos provam isto.

Parcker (ibdem, p. 213), na tentativa de buscar um ponto intermediário entre sua analise exegética e a atualidade do batismo com (no) Espírito Santo, chega a afirmar:

Um grupo com os seus próprios mestres e sua literatura pode moldar os pensamentos e experiências de seus membros até um grau estranho. Especificamente, quando se crê que uma sensação ampliada de Deus, de seu amor por você em Cristo e de seu poder capacitador (a unção do Espírito), acompanhada por línguas, é a norma, segundo a experiência dos apóstolos em Atos 2, esta experiência certamente será buscada e encontrada. Da mesma forma, ela não será uma experiência ilusória, desprovida do Espírito, auto-gerada, só porque a ela estão ligadas certas noções incorretas. Deus, como continuamos dizendo, é muito misericordioso e abençoa os que o buscam, mesmo quando as suas ideias não são todas verdadeiras.

O fato, é que quando comparamos os escritos daqueles que não concebem o batismo com (no) Espírito Santo da perspectiva pentecostal clássica e assembleiana, o que encontramos é a falta de uniformidade e unidade sobre a questão.

Entre os cessacionistas (que negam a atualidade da experiência), encontramos, por exemplo, as seguintes posições:

- O batismo com (no) Espírito Santo foi uma experiência simultânea à regeneração, cuja terminologia é adequada.

- O batismo com (no) Espírito Santo foi uma experiência simultânea à regeneração, cuja terminologia é inadequada.

- O batismo com (no) Espírito Santo foi uma experiência subsequente à regeneração, cuja terminologia é adequada.

- O batismo com (no) Espírito Santo foi uma experiência subsequente à regeneração, cuja terminologia é inadequada.

Entre aqueles que não apoiam o conceito pentecostal clássico, mas acreditam na atualidade do batismo com (no) Espírito Santo, temos as seguintes ideias:

- O batismo com (no) Espírito Santo é uma experiência simultânea à regeneração, cuja terminologia é adequada.

- O batismo com (no) Espírito Santo é uma experiência simultânea à regeneração, cuja terminologia é inadequada.

- O batismo com (no) Espírito Santo é uma experiência subsequente à regeneração, cuja terminologia é adequada.

- O batismo com (no) Espírito Santo é uma experiência subsequente à regeneração, cuja terminologia é inadequada.

Dessa forma, uma maneira geralmente utilizada para invalidar ou resistir ao conceito pentecostal clássico sobre o batismo com (no) Espírito Santo, é utilizar uma destas perspectivas acima, com algumas variantes, ou utilizar todas elas em conjunto.

Diante dos grandes desafios impostos pela pós-modernidade à igreja evangélica brasileira no início do século XXI, é preciso buscar um ponto de equilíbrio, onde a experiência real e atual do batismo com (no) Espírito Santo caminhe junto com a ortodoxia bíblica.

Referências Bibliográficas

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 6. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.


ARRINGTON, L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.


Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri-SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.


Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida Edição de 1995. Flórida-EUA: CPAD/Life Publishers, 1995.


BOOR, Weiner de. Atos dos Apóstolos. Curitiba-PR: Esperança, 2003.


CARSON, D. A. Os perigos da Interpretação Bíblica: a exegese e suas falácias. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2001.


GERMANO, Altair. Reflexões: Por uma prática cristã autêntica e transformadora. Recife-PE: Edição do autor, 2009.


GILBERTO, Antonio et al. Teologia Sistemática Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.


______. Verdades Pentecostais: como obter e manter um genuíno avivamento pentecostal nos dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.


HAUBECK, Wilfrid; SIEBENTHAL, Heinrich. Nova chave linguística do Novo Testamento grego: Mateus - Apocalipse. São Paulo: Targumim/Hagnos, 2009.


HULSE, Erroll. O batismo do Espírito Santo. S. J. dos Campos-SP: Fiel, 2006.

KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1


LLOYD-JONES, Martiyn. Grandes Doutrinas da Bíblia: Deus o Espírito Santo. São Paulo: PES, 1998.


LOPES, Augustus Nicodemus. O culto espiritual: um estudo em 1 Coríntios sobre questões atuais e diretrizes bíblicas para o culto cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.


LOPES, Hernandes Dias. Pentecostes: o fogo que não se apaga. São Paulo: Candeia, 1999.


MARSHAL, I. Howard. Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.


PACKER, J. I. Na dinâmica do Espírito: uma avaliação das práticas e doutrinas. São Paulo: Vida Nova, 2010.


PEARLMAN, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Belo Horizonte-MG: Vida, 1987.

PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.


______; HARRISON, Everett. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR, 1987.


RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.


STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003.


______. Batismo e Plenitude do Espírito Santo: o mover sobrenatural de Deus. São Paulo: Vida Nova, 2007.


SYNAN, Vinson. O século do Espírito Santo: 100 anos de avivamento pentecostal e carismático. São Paulo: Vida, 2009.


TOGNINI, Enéas. Batismo no Espírito Santo. São Paulo: Bom Pastor, 2000.


WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.


Continua em ELES FALARAM EM OUTRAS LÍNGUAS?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

BIOGRAFIA: NELS LAWRENCE OLSON

Missionário norte-americano nas Assembleias de Deus, pioneiro e pastor de igrejas Assembleias de Deus em Minas Gerais, pioneiro do radioevangelismo e do ensino teológico nas Assembleias de Deus, tradutor, editor, escritor, articulista, ensinador e comentarista de Lições Bíblicas da Escola Dominical.


Nels Lawrence Olson Nasceu em 9 de fevereiro de 1910, em Kenosha, Wisconsin, Estados Unidos. Seus pais eram suecos radicados nos EUA, desde 1904. Na Suécia, eles pertenciam à igreja estatal luterana, mas tiveram a experiência de conversão na igreja Batista.

Quando os pentecostais, em 1917, abriram um trabalho em Kenosha, Wisconsin, a família Olson foi a primeira a aceitar o pentecostes. Foi num domingo à tarde que, com 11 anos de idade, o garoto Nels Lawrence Olson, filho do casal, aceitou Jesus como seu Salvador.

Dois anos depois foi batizado no Lago de Michigan. Aos 16 anos, durante um culto de oração, recebeu o batismo no Espírito Santo. Matriculou-se, então, no Central Bible College, em Springfield, Missouri. Seu primeiro campo de trabalho foi a cidade de Appleton, onde começou a evangelizar no fim de maio de 1931. Ele reorganizou a igreja Assembléia de Deus nesta localidade.

Em dezembro do ano seguinte, casou-se com Alice Olson. Em 1934, ele mudou-se para a cidade de Portage, onde também fundou uma igreja. Em 1937, ele recebeu a chamada missionária para o Brasil. Finalmente, em 7 de setembro de 1938, aportou em solo brasileiro, acompanhado de sua esposa, Alice, e de seus dois filhos, Lawrence Jr. e Carolyn. No Brasil, nasceram-lhes mais quatro filhos: Bervely, Elizabeth, Paulo e Esther.

Depois de passar um ano em Belo Horizonte, aprendendo o idioma, irmão Lourenço, como ficou conhecido no Brasil, mudou-se para Lavras, onde já se encontrava Hilário José Ferreira. Juntos, evangelizaram aquela cidade durante anos. Ali, Olson abriu trabalhos em São João Del Rei, Ribeirão Vermelho, Perdões, Cana Verde, Américos, Nepomuceno, Andrelândia, Campo Belo, Boas Esperança e outras localidades.

Para atingir essas regiões, viajava de trem, carro, bicicleta ou a pé. Em 1947, Olson fundou um programa na Rádio Cultura de Lavras, e nesse mesmo ano, trabalhou em Araraquara (SP). Dali, foi para o Rio de Janeiro, atendendo um convite para ajudar na reorganização da CPAD, onde permaneceu por um ano, montando máquinas impressoras que vinham dos Estados Unidos. Em 1949, voltou para Lavras, onde desempenhou eficiente trabalho evangelístico e iniciou a Escola Bíblica, que trouxe resultados formidáveis.

Atuou como 2° secretário da Convenção Geral das Assembleias de Deus de 1951, na Assembléia de Deus de Porto Alegre (RS). Em 1955, sua atividade de pregação por meio do rádio evoluiu bastante. No primeiro domingo de janeiro foi lançado o célebre programa “Voz das Assembleias de Deus”, na Rádio Tamoio. Muitas pessoas foram salvas por meio desse programa, que passou também pelas rádios Mayrink Veiga, Tupi, Relógio, Copacabana, Boas Novas e Universo de Curitiba.

Em 1961, fundou o Instituto Bíblico Pentecostal (IBP), no Rio de Janeiro. Por muitos anos, foi articulista do jornal Mensageiro da Paz e da revista A Seara. A partir de 1953, ele começou a escrever comentários para as revistas da Escola Dominical, tarefa interrompida 30 anos depois, devido ao seu estado de saúde.

Exerceu cargos de importância no Conselho de Doutrina da CGADB e no Conselho Administrativo da CPAD, do qual foi fundador e membro vitalício. No campo literário, ele foi tradutor, editor e escritor.

“Escrever foi uma das minhas preocupações quando cheguei ao Brasil. Muitas vezes aquilo que falamos perde-se no espaço. Porém, o que registramos na página impressa fica para a posteridade”, afirmou certa vez.

As duas principais obras de autoria do teólogo pentecostal Myer Pearlman utilizadas em seminários teológicos, Conhecendo as doutrinas da Bíblia e Através da Bíblia: livro por livro, foram traduzidas por Lawrence Olson.

Suas obras publicadas são: A Bomba atômica – precursora do Armagedom, Enoque – o arauto da vinda de Cristo, Profecias bíblicas, O servo de Jeová (1951), O plano divino através dos séculos (1956), O batismo bíblico e a trindade (1956) e O alinhamento dos planetas (1980). Em 14 de março de 1989, após meio século de dedicação à obra no Brasil, Lawrence e Alice, ambos com 80 anos de idade, regressaram aos Estados Unidos.

O missionário Olson sempre será lembrado, principalmente pelo seu poderoso ensino, ora transmitido pelas rádios ora dos púlpitos onde pregou. Essas mensagens ficaram indelevelmente gravadas em muitos corações brasileiros, não somente nos dos assembleianos.

Morreu em 29 de março de 1993, em Springfield, Missouri, Estados Unidos. Sua esposa, Alice, nascida em 1909, morreu em 26 de março de 1995, em Baton, Louisiana, EUA.

Fontes: Obreiro, CPAD, Ano 23, no 13, 2001, Encarte Especial, p. 45; Mensageiro da Paz, CPAD, dezembro 1938, p. 5, 2a quinzena; outubro 1944, 1a quinzena; outubro 1944, 2ª quinzena; maio 1980; agosto 1981; setembro 1981; janeiro 1983; agosto 1986; março 1989, pp. 1, 3; abril 1990, p. 23; outubro 1995; setembro 2001, p. 9, 2a quinzena; Obreiro, CPAD, jun-jul 1993, pp. 44, 45; A Seara, CPAD, setembro 1956, pp. 29, 30; janeiro 1972, pp. 20-23; setembro 1981, p. 17; abril 1983, pp. 2, 3; DANIEL, Silas. História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 1ª edição, 2004, convenções 1937, 1939, 1941, 1943, 1946, 1955, 1962, 1964, 1966, 1968, 1971, 1973, 1975, 1977, 1979, 1985 e 1993.

Fonte: DE ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal, Página 531, Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

Fonte na internet: CPAD

PARA QUEM GOSTA DE PÉROLAS: O NOVO LIVRO DO PR. MARCELO OLIVEIRA

Shalom!

Prezados amigos e leitores [as] deste site, com muita alegria quero comunicar-lhes que meu novo livro: PARA QUEM GOSTA DE PÉROLAS está saindo do forno!

Por infinita graça do Eterno, este livro foi escrito em parceria com o nobre Pr Geziel Gomes, “princípe dos pregadores”, a quem devo meu respeito, gratidão e admiração. É uma honra para mim, um jovem obreiro e escritor ter um livro publicado em parceria com o Pr Geziel Gomes, este, um escritor renomado e consagrado no cenário nacional.

Além disso, o prefácio desta obra é do mestre Antonio Gilberto, que em minha opinião, é um dos maiores teólogos assembleianos do nosso país, além de ser muito respeitado em todo o mundo. Quero expressar minha gratidão, ao amado Pr Antonio Gilberto, que não mediu esforços para me atender, e nos logrou um lindo e inspirador prefácio.

Você pode antecipar ao lançamento, manifestando seu desejo de adquirir o livro. O preço especial de lançamento:

De: R$ 34,90

Por apenas: R$ 28,90 (frete incluso para todo o Brasil) - Disponível a partir do dia 20/12/10

Imperdível! Eis uma oportunidade de um belo presente de Natal.

Nele e para a Glória Dele, Pr Marcello

Fonte: Davar Elohim

LIMINAR AFASTA PROVISORIAMENTE O PR. SAMUEL CÂMARA DA PRESIDÊNCIA DA AD EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP

IMAGEM: Blog Fronteira Final

Em decisão proferida pelo Exmo. Juíz da 4a. Vara Cível - Foro São José dos Campos, Dr. Heitor Febeliano dos Santos Costa, o pastor Samuel Câmara foi afastado provisoriamente do cargo de presidente da Assembleia de Deus naquele município, podendo o réu se defender da imputação.

Conforme a decisão, "A medida é necessária não só para resguardar o nome da organização, como também - e principalmente - para manter a segurança jurídica na direção da entidade, evitando disputas internas e eventuais atos arbitrários [...]"

A ação foi movida pelo ex-presidente da igreja, o pastor Antonio Luiz Sellari.

Publicado neste blog, e noticiado pelo Fronteira Final, o Pastor Samuel Câmara (AD/Belém-PA) assumiu na noite do dia 25/10/2009, a presidência da Assembleia de Deus em São José dos Campos-SP. O Pastor Antônio Luiz Sellari, presidente da igreja há cerca de 20 anos, foi jubilado em AGE realizada na igreja.

Para ter acesso ao andamento do processo click AQUI

sábado, 18 de dezembro de 2010

A NOVA "ONDA" DA BALADA GOSPEL EM FESTA DE ANIVERSÁRIO


Imagem: www.hospitaldalma.com

Está virando moda em festas de 15 anos (pelo menos aqui em Pernambuco), a realização de baladas gospels, onde jovens cristão após a cerimônia religiosa se reúnem num espaço reservado para se "divertirem" ao som de músicas mundanas (e até evangélicas).

O interessante é que alguns sustentam tal prática, pelo fato de "Míriam ter dançado":

"19 Os israelitas atravessaram o mar em terra seca. Porém, quando os carros de guerra dos egípcios, com os seus cavalos e cavaleiros, entraram no mar, o SENHOR Deus fez com que as águas voltassem e os cobrissem.

20 A profetisa Míriam, que era irmã de Arão, pegou um pandeiro, e todas as mulheres a acompanharam, tocando pandeiro e dançando." (Êx 15.19-20, NTLH)

Os que tentam se fundamentar no texto acima, parecem que não leram Êx 32.19-22, onde a dança aparece num outro contexto:

"19 Quando Moisés chegou perto do acampamento, viu o bezerro de ouro e o povo, que estava dançando, e ficou furioso. Ali, ao pé do monte, ele jogou no chão as placas de pedra que estava carregando e quebrou-as.

20 Então pegou o bezerro de ouro que eles haviam feito, queimou-o no fogo e o moeu até virar pó e espalhou o pó na água. Em seguida mandou que o povo de Israel bebesse daquela água.

21 E Moisés disse a Arão: —O que é que esta gente lhe fez, para que você a levasse a cometer esse pecado tão horrível?

22 Arão respondeu: —Não fique com raiva de mim. Você sabe como este povo está sempre pronto para fazer o mal."

Percebam que a dança está presente nos dois episódios, só que no segundo ela foi reprovada, e por várias razões:

1. O propósito inicial não era a glória de Deus:

"[...] faça para nós deuses que vão à nossa frente;" (v.1)

2. A celebração continha elementos da idolatria (no caso o bezerro):

"derramou o ouro dentro de um molde e fez um bezerro de ouro." (v. 4)

3. A dança acabou atraindo, e estava associada a outros elementos:

"Depois o povo sentou-se para comer e beber e se levantou para se divertir" (v. 6). Na nota de rodapé da Bíblia de Estudo Almeida sobre este versículo, lemos o seguinte:

"Em Gn 26.8; 39.17, o verbo hebraico aqui traduzido por divertir-se se refere a prática de caráter sexual. Este v. é citado em 1 Co 10.7 como um caso representativo da infidelidade e idolatria dos israelitas no deserto."

Embriaguez e sexo estavam, como ainda estão, associados às baladas modernas e mundanas, pois são manifestações da carne e para a carne, onde em nada glorificam a Deus.

4. O Senhor chamou a atitude do povo de "corrupção" e "rejeição a Ele":

"Então o SENHOR Deus disse a Moisés: —Desça depressa porque o seu povo, o povo que você tirou do Egito, pecou e me rejeitou." (v. 7, NTLH)

"Então, disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu." (v. 7, ARA)

5. O Senhor se indignou contra a atitude do povo:

"9 Eu conheço este povo e sei que é muito teimoso. 10 Agora não tente me impedir, pois vou descarregar a minha ira sobre esta gente e vou acabar com eles.[...]".

6. Moisés, diante dos fatos, tomou uma atitude radical:

"Então pegou o bezerro de ouro que eles haviam feito, queimou-o no fogo e o moeu até virar pó e espalhou o pó na água. Em seguida mandou que o povo de Israel bebesse daquela água." (v. 20, NTLH)

Diante do que estamos vendo no meio da nossa juventude, qual tem sido o nosso posicionamento como líderes, uma vez que fomos investidos por Deus com autoridade para "queimar" e "reduzir bezerros de ouro a pó"?

O interessante é que Moisés lidou com a questão de maneira imparcial. Todos que erraram foram tratados da mesma forma, independente de laços de amizade, familiares ou de condições sociais e financeiras.

7. Diante de uma situação ridícula, geralmente se escutam justificativas ridículas dos líderes (Êx 32.33-34, NTLH):

"22 Arão respondeu: —Não fique com raiva de mim. Você sabe como este povo está sempre pronto para fazer o mal.

23 Eles me disseram: “Não sabemos o que aconteceu com Moisés, aquele homem que nos tirou do Egito. Portanto, faça para nós deuses que sejam os nossos líderes.”

24 Aí eu mandei que quem tivesse enfeites de ouro os tirasse e me desse. Joguei aqueles enfeites no fogo, e saiu este bezerro!"

As justificativas ridículas de Arão foram:

- Transferir a responsabilidade para a pressão do povo (v. 22 e 23)

- Afirmar que o bezerro formou-se quase que sozinho (24), onde o v. 4 no diz que "Este, recebendo das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido.", tentando dessa forma atenuar a sua responsabilidade.

Como se percebe, tentar sustentar uma prática (no caso aqui a dança na balada gospel) num texto isolado é um artifício perigoso.

Em termos práticos e atuais, afirmar que a balada gospel é uma "simples diversão", além de simplismo, ingenuidade e até maldade, levanta ainda as seguintes questões:

1. Na balada gospel, além das músicas eletrônicas e agitadas, pode-se dançar também músicas românticas?

2. Se a balada gospel é simples diversão, o funk gospel, o pagode gospel, o forró gospel, e outras "paradas" gospels não seriam também? Se legitimarmos e tolerarmos um, não teríamos que legitimar ou tolerar os outros?

Penso que se essa "nova onda" não for tratada logo, trará grandes prejuízos e fará enormes estragos no meio cristão evangélico.

Que o Senhor nos ajude!

"Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. " (1 Co 10.31, NTLH)

OS CINCO SOLAS NA IGREJA PÓS-MODERNA

IMAGEM: dialeticateologica.blogspot.com

1. Somente o Poder
2. Somente o Dinheiro
3. Somente a Fama
4. Somente
o Crescimento
5. Somente a Tradição

O SILENCIAR DA VOZ PROFÉTICA


Quando na igreja (instituição) a voz profética silenciar, teremos o claro sinal de que Deus resolveu entregá-la às suas paixões e loucuras.

Dessa forma, ela caminhará a passos largos para a sua autodestruição, falência espiritual e moral.

A DECADÊNCIA DE UM FENÔMENO

O fenômeno chegou lá, tornou-se pregador itinerante famoso, arrebanhou milhões de seguidores, levou o público ao delírio, botou o dedo na cara dos pastores, cobrou cachês altíssimos, usou estratégias absurdas e ridículas de levantar ofertas, mandou ver, deitou e rolou, pregou até heresias.

Não demorou e as portas começaram a se fechar. O fenômeno começou então a mendigar "agendas". Os milhões de público e de reais transformaram-se em milhares, centenas e dezenas. Desesperou-se. Jogou a culpa nos pastores, pois não lhe convidavam mais.

Entrou em depressão.

Resolveu fundar uma igreja. Percebeu que o trabalho pastoral e os recur$o$ não dariam para manter o "nível". Voltou a implorar, clamar, e apelar para quase tudo e todos, e nada.

Desesperado mais uma vez, pensou: - vou entrar para a política.

Oremos, pois Deus pode restaurar o(s) fenômeno(s), trazendo-o(s) de volta para o estágio "pré-fenomenal", fazendo-o(s) retornar à vida simples e para o centro da vontade do Pai.

Para os mais jovens e para aqueles que estão no início de uma expressiva trajetória ministerial (para a glória de Deus), deixo o seguinte conselho: Aprendam com os erros do(s) fenômeno(s)!

RÁ TIM BUM!


Recebi por e-mail de um amigo, algumas informações acerca de um possível significado "diabólico" ou "oculto" do termo "Rá Tim Bum", enunciado que é proferido geralmente em festas de aniversário. Segue abaixo a resposta ao e-mail, que de alguma forma poderá ajudar aos amados leitores em dúvida quanto ao assunto:

Há uma discussão em torno do real significado da expressão "Rá Tim Bum", onde também se entende que a palavra RATIMBUM é uma onomatopéia, ou seja, a imitação de um som. Neste caso o som emitido por uma bandinha de circo ou uma fanfarra quando quer chamar a atenção sobre uma finalização de uma apresentação. A caixa faz TARARÁ!, os pratos fazem TIM!, e o bumbo faz BUM! - TARARÁ TIM BUM, para tornar a palavra mais curta e fácil de falar elipsaram o TARA... e ficou só o RÀ, RA-TIM-BUM, com três sílabas de bom efeito sonoro (Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa).

Quem defende a idéia de alguma maldição "oculta," fica como o ônus de comprovar historicamente, culturalmente e etimologicamente o fato.

Particularmente, não conheço até então, nenhuma cultura, registro documental ou inscrição antiga ou atual, onde o termo é empregado como uma fórmula de "maldição".

Se os irmãos e amigos tiverem alguma informação concreta, que possa contribuir com assunto, favor cooperar através dos comentários neste post.

Abraços!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DANÇAR NO CULTO É PECADO?

A Revista Enfoque Gospel, na edição 84 de Jul/2008, publicou uma matéria intitulada EVANGÉLICOS E A DANÇA: PODE OU NÃO PODE?, onde consta a opinião de pastores, de músicos e de uma coordenadora de Ministério de Danças:

"dançar é: “movimentar o corpo em certo ritmo geralmente seguido de música. Ir de um lado para outro, balançar”. (Enfoque)

O fato é que nas igrejas evangélicas (incluindo nas Assembleias de Deus), há pelo menos quatro posicionamentos sobre o assunto:

1. Os que abominam radicalmente a ideia da dança no culto;

2. Os que ficam em cima do muro e chamam de "grupo de gesto" ou "grupo de coreografia" (uma questão de semântica) o que na verdade é grupo de dança (só não enxerga quem não quer). Batem palmas, batem o pé, levantam as mãos, balançam discretamente o corpo, mas afirmam não "dançam";

3. Os que entendem que a dança, dependendo do contexto cultural, da sinceridade e da espiritualidade do cristão pode fazer parte do culto (por exemplo nas igrejas Africanas, comunidades indígenas, contextos culturais brasileiros etc), desde que não promova escândalo, visto que espírito, alma e corpo fazem parte da adoração a Deus;

4. Os que liberaram geral e transformaram o culto em balada, baile funk, forró pé de serra, apresentação teatral etc.;

Faço parte do terceiro grupo. Já ouvi e li muitos argumentos aprovando ou reprovando a dança no culto, a grande maioria baseados naquela velha questão: se a Bíblia não reprova então pode, ou ainda, se a Bíblia não aprova então não pode (ambos fundamentados no silêncio da Bíblia sobre o assunto, em especial no Novo Testamento).

Respeito as opiniões contrárias, esta é a minha, e creio que é centrada num entendimento equilibrado dos princípios bíblicos que norteiam a adoração em espírito e em verdade.

"Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade." (Jo 4.23-24)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MARCADORES NO BLOG

Para facilitar a busca no blog por temas, estou incluindo na barra lateral "marcadores", que também proporcionarão aos leitores a oportunidade de terem acesso com maior facilidade às postagens mais antigas.

Abraços,

CEC-CGADB SE REÚNE EM BRASÍLIA-DF

Comissão de Reforma das Diretrizes e Bases Normativas e Regimento Interno do CEC-CGADB

O Conselho de Educação e Cultura da CGADB (CEC) se reuniu neste último domingo (12/12) em Brasília-DF, para concluir a reforma em suas Diretrizes e Bases Normativas, e em seu Regimento Interno. A reforma visa adequar as atuais normas e procedimentos internos às novas realidades da educação teológica assembleiana no Brasil, inclusive, às novas exigências do Ministério da Educação (MEC).

Os novos documentos deverão ser apresentados na próxima AGO da CGADB, que se realizará no período de 12 a 14/04/2011, em Cuiabá-MT. A Comissão de Reforma é composta pelos pastores Jesiel Padilha (Presidente), Eliezer Morais (Relator) e Altair Germano (Membro).

Outros assuntos estiveram em pauta, como a publicação de uma Revista Teológica pela CPAD (possivelmente em Abril/2001), e a agenda das Conferências de Educação Teológica e Simpósios de Educação Teológica CEC-CGADB/CPAD para 2011, conforme abaixo:

- 3ª Conferência de Educação Teológica, de 18 a 20/03/2011, na AD em Florianópolis, SC, pastor Juvenil dos Santos Pereira.

- 2º Simpósio de Educação Teológica, de 20 a 22/05, na AD em Paranaguá-PR, pastor José Alves.

- 4ª Conferência de Educação Teológica, de 26 a 28/08/2022, na AD em Cuiabá-MS, pastor Sebastião Rodrigues.

- 3º Simpósio de Educação Teológica, de 21 a 23/10, na AD em Presidente Prudente-SP, pastor João Carlos Padilha.

A reunião do CEC-CGADB em Brasília-DF foi presidida pelo pastor Douglas Roberto (Presidente), e teve ainda a participação do pastor Rubens Ciro (Membro).

Site do CEC: www.e-cgadb.com.br
Blog do CEC: ceccgadb.blogspot.com

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

NOTA DE FALECIMENTO

Diretoria da COMADALPE

Partiu para estar com Senhor, o pastor José Flor da Silva (segundo sentado da esquerda para a direita), 1º vice-presidente da COMADALPE - Convenção de Ministros da Assembleia de Deus em Abreu e Lima-PE.

Presidindo atualmente a AD em Goiana-PE (COMADALPE), prestou um relevante serviço à causa do Evangelho.

O velório está sendo realizado no Templo Central da AD em Abreu e Lima-PE, e a cerimônia fúnebre marcada para às 15h00.

O pastor José Flor deixou esposa e oito filhos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Paul Washer: Mt 7.13-27

Nick Vujicic (Perspectiva, Visão e Escolhas)





MINHA AGENDA 2011

JANEIRO
  • 08/01 - Reunião da COMADALPE e Ministério na AD em Abreu e Lima-PE
  • 15 e 16/01 - 4º Encontro de Monitores do Curso de Teologia a Distância do IBAD em Pindamonhangaba-SP
  • 27 a 30/01 - Aniversário da AD em Apucarana-PR
FEVEREIRO
  • 05/02 - Encontro de Líderes na AD no IPSEP (Recife-PE)
  • 12 e 13/02 - Seminário de Escola Bíblica Dominical na IBN em Ipatinga-MG
  • 19/02 - Encontro de Líderes na AD em J. Paulista- Baixo (Paulista-PE)
MARÇO
  • 05 e 06/03 - Congresso de Jovens na AD em Mossoró-RN
  • 14/03 - Treinamento para Conselheiros na SBB (Baruerí-SP)
  • 18 a 20/03 - 3ª Conferência de Educação Teológica CEC-CGADB/CPAD em Florianópolis-SC
  • 26/03 - Encontro de Líderes na AD em Caetés 2 (Abreu e Lima-PE)
ABRIL
  • 02/04 - Encontro de Líderes na AD em Nova Descoberta (Recife-PE)
  • 12 a 14/04 - 40ª AGO da CGADB em Cuiabá-MT
  • 16 e 17/04 - 3ª Escola Bíblica da AD em Samambaia-DF
  • 20 a 22/04 - Conferência Teológica na AD em Araçatuba-SP (CONFRADESP)
MAIO
  • 17 a 22/05 - 53ª Escola Bíblica de Obreiros na AD em Abreu e Lima-PE
JUNHO
  • 04/06 - Encontro de Líderes na AD em Serra Talhada-PE
  • 24 a 26/06 - Congresso de Jovens na AD em Passagem Franca-PI
  • 28/06 a 02/07 - 9ª Escola Bíblica da AD em Americana-SP
JULHO
  • 16/07 - Encontro de Líderes na AD em Ferreiros-PE
  • 23/07 - Reunião de Ministério na AD em Abreu e Lima-PE
  • 27 a 30/07 - IX EBORN (Escola Bíblica de Obreiros do RN) na AD em Mossoró-RN
AGOSTO
  • 06/08 - Encontro de Líderes na AD em Torres Galvão 1 (Paulista-PE)
  • 26 a 28/08 - 4ª Conferência de Educação Teológica CEC-CGADB/CPAD em Cuiabá-MT
SETEMBRO
  • 17/09 a 02/10 - Escola Bíblica de Obreiros no Equador (COMADALPE)
OUTUBRO
  • 08/10 - Encontro de Líderes na AD em Casa Caiada (Olinda-PE)
NOVEMBRO
  • 19/11 - Encontro de Líderes na AD em Mirueira (Paulista-PE)
DEZEMBRO
  • 10/12 - Reunião do Ministério na AD em Abreu e Lima-PE

Contatos: (81) 9232 0617 e altair.germano@gmail.com

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

INSCRIÇÕES E PROGRAMAÇÃO DA 40ª AGO DA CGADB EM CUIABÁ-MT

Grande Templo da AD em Cuiabá-MT

A inscrição de associados para participarem do evento será realizada no período de 01/12/2010, até as 18 horas do dia 12 de fevereiro de 2011.

A Mesa Diretora e o Presidente da CGADB, nos termos dos art. 39, I e II, e 40, II,do Estatuto Social, convocam a todos os associados adimplentes para a 40ª Assembléia Geral Ordinária, de 12 a 14 de abril de 2011, com abertura do culto solene no dia 12, terça-feira, 19:00 hs, e as plenárias com início às 09:00 hs do dia 13, no Templo Central da Assembléia de Deus de Cuiabá, situado à Av. Historiador Rubens de Mendonça, 3.500, Bairro Bosque da Saúde, Cuiabá, MT, a fim de deliberarem sobre o seguinte temário:

1 – Posicionamento da CGADB quanto à nulidade ou anulabilidade do casamento, união estável e concubinato, e a revisão do posicionamento acerca do divórcio, com leitura de parecer elaborado pela Comissão Especial designada na última Assembléia Geral Ordinária;

2 – Ênfase aos princípios pentecostais, face à celebração do Centenário das Assembléias de Deus.

3 – Perigos que ameaçam as Assembléias de Deus no Brasil:

a) Mornidão;

b) Modismos neo-pentecostais;

c) Remoção dos marcos antigos;

d) Omissão dos valores eclesiásticos.

4 – Homologação de Convenções afiliadas e/ou julgamentos de recursos;

5 – Apreciar e deliberar sobre relatórios da Mesa Diretora e do Conselho Fiscal, relativos ao período do mandato, conforme disposto no Art. 8º - III, do Regimento Interno.

Observações:

I- Cada sessão da Assembléia Geral funcionará no período das 9h00 às 12h00, e das 14h00 às 17h00;

II- A inscrição de associados para participarem do evento será realizada no período de 01/12/2010, até as 18 horas do dia 12 de fevereiro de 2011, na sede social na Avenida Vicente de Carvalho, n° 1083, Rio de Janeiro, ou pelos telefones:

21/3351-3054, 3351-3387 e 3351-5256 ou pelo site www.cgadb.org.br/inscrição, mediante o pagamento da taxa a seguir discriminada:

a) R$ 300,00 (trezentos reais), incluindo alimentação, hospedagem em instalações cedidas pelas igrejas locais, e a inscrição para o evento, podendo ser parcelada em até três vezes iguais e sucessivas, até 12 de fevereiro de 2011;

b) R$ 120,00 (cento e vinte reais), conforme Art 8º - § IV, do Estatuto Social, apenas a inscrição para o evento, podendo ser parcelado em até duas vezes, até a mesma data acima mencionada. As referidas taxas são irrestituíveis.

O valor deverá ser depositado no Banco Bradesco, Agência 26-4, Conta Corrente: 158.000-0, e confirmado mediante o envio do comprovante até a data acima aprazada;

c) A taxa de inscrição para presbíteros obedecerá ao mesmo critério de ministros;

d) A taxa de inscrição para esposas de pastores será de R$ 50,00 (cinquenta reais), sem alimentação e hospedagem;

III – O temário acima proposto e o horário de funcionamento das sessões poderão sofrer modificação, com a inclusão de assunto relevante a ser encaminhado pela Comissão de Temário, mediante publicação de edital suplementar posteriormente;

IV - As despesas de locomoção serão suportadas por cada associado.

Fonte: CGADB

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ALGUMAS DAS MINHAS ÚLTIMAS FRASES NO TWITTER


Conseguimos separar a família até no culto. Casais, pais e filhos não sentam juntos pois estão nos órgãos formados, ou por outras imposições.

Departamentalizamos a família na igreja.

Família é lugar de compartilhar presença, suprimento, segurança, educação, conversas, afeto, riso, lágrima, amor, fé, vida.

Depois do que ouvi hoje na TV, estou cada vez convencido de que estão fazendo da igreja negócio...

...Abre-se a nova loja (templo) e se vai em busca dos clientes insatisfeitos (crentes), oferecendo um melhor produto ou serviço ao mercado.

No negócio chamado igreja, já há casos de acordos verbais (compra e venda) não cumpridos. O pior ainda está por vir.

Impor limites ou obediência sem explicações é mero autoritarismo.

Alguns tipos de governo de igreja patologizados: democrático, autocrático e totalitário. O governo de igreja bíblico é teocrático.

Há ainda o anarquismo evangélico, onde todo tipo de governo e autoridade é rejeitada.

Sem formulações doutrinárias não pode haver identidade doutrinária. Dessa forma, o que resta são contradições doutrinárias.

O conhecimento do pietismo e do evangelicalismo é fundamental para a compreensão das ideias e das práticas do pentecostalismo clássico.

Pastor é aquele que tem contato direto com a ovelha. Muito daquilo que se chama trabalho pastoral, na realidade não passa de supervisão.

Perceber limites é condição necessária para a manutenção de bons relacionamentos.

"Os monopólios tendem a ser poucos ativos, quer se trate de negócios, escolas ou igrejas". (Nancy Pearcey). Grande verdade.

O centenário das AD's pode ser um marco para uma nova postura, onde o evangelizar e o pensar caminhem juntos no poder do Espírito.

O atraso teológico nas Assembleias de Deus no Brasil contribuiu para a formação de reprodutores de doutrina em vez de pensadores.

O evangelicalismo populista contribuiu para um pentecostalismo antiintelectual.

O pentecostalismo antiintelectual contribuiu para o atraso teológico nas Assembleias de Deus no Brasil.

Pastores também colhem o que semeiam de bom e de ruim. Percebo colheitas acontecendo.

A mensagem do Evangelho se propõem a satisfazer necessidades e não desejos.

Quem procura a satisfação de desejos não precisa de Jesus, precisa de um gênio da lâmpada.

Alunos para EBD não devem ser caçados, mas sim cultivados.

Devemos não apenas ensinar como Jesus ensinou, mas também tratar os alunos como ele os tratou.

Buscar, encontrar, atrair, manter, cultivar e atender as necessidades do aluno. Eis a missão da Escola Dominical.

Desafios na atualidade: a desumanização da coisa e descoisificação do humano.

A EBD deveria ser um espaço de bons ensinos e de bons relacionamentos. Um espaço de saberes e afetos

Método e afeto precisam caminhar juntos na educação.

Família, igreja e escola deviam cooperar no processo educativo, abandonando as trocas de acusações e transferências de responsabilidades.

Siga-me no TWITTER