quarta-feira, 3 de novembro de 2010

POR UM CONCÍLIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL (4)

Neste terceiro post sobre a necessidade de um concílio nas Assembleias de Deus no Brasil, tratarei de algumas questões eclesiológicas já publicadas aqui no blog.

ECLESIOLOGIA (DOUTRINA DA IGREJA)

Uma questão dentro da Eclesiologia que não se define, diz respeito ao corpo de oficiais (Governo da Igreja).

Em algumas Convenções a consagração de presbíteros praticamente não existe. Em outras, há várias possibilidades para o Evangelista (consagrado, autorizado, etc.). E sobre as Diaconisas? Quem separa Diaconisas afirma ter respaldo bíblico, quem não separa, assim o faz alegando o mesmo respaldo bíblico. Quem está com a razão?

Os textos que seguem, tratam desta questão da Eclesiologia, que no meu entender precisa também de uma definição dentro da denominação.

O MINISTÉRIO DE EVANGELISTA NUMA PERSPECTIVA BÍBLICA, EXEGÉTICA E TEOLÓGICA

Os texto bíblicos que mencionam o ministério e a pessoa do evangelista são:


"No dia seguinte, partimos e fomos para Cesaréia; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista (, que era um dos sete, ficamos com ele." (At 21.8)


"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres," (Ef 4.11)


"Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério." (2 Tm 4.5)


Os termos gregos traduzidos nas passagens acima para "evangelista" são:


- At 21. 8:


εαγγελιστο (euangelistou)

- Ef 4.11:


εαγγελιστς (euangelistas)

- 2 Tm 4.5

εαγγελιστο (euangelistou)

No "Dicionário Vine" (CPAD, 2003, p. 629-630) lemos:


"euangelistesαγγελιστς), literalmente, 'mensageiro do bem' (formado de eu, 'bem', e angelos, mensageiro), denota 'pregador do Evangelho' (At 21.8; Ef 4.11, que deixa claro a distinção da função nas igrejas; 2 Tm 4.5). [...] Os missionários são 'evangelistas' por serem essencialmente pregadores do Evangelho."

Nesta definição exegética do VINE, o seu entendimento de "função" não fica claro em termos de tratar de "cargo" ou "atividade específica".


O "Dicionário Internacional do Novo Testamento" (Vida Nova, 2000, p. 764) especifica que:


"euangelistes é um termo para 'aquele que proclama o euangelion'. Esta palavra, que é muito rara na literatura não-cristã, embora fosse bastante comum nos escritos cristão primitivos, se acha no NT apenas em At 21.8, Ef 4.11, e em 2 Tm 4.5. Nestas três passagens, faz-se distinção entre o evangelista e o apóstolo. Tal fato fica especialmente óbvio no caso do evangelista Filipe, pois sua atividade teinha que ser ratificada pelos apóstolos Pedro e João (At 8.14-15). Fica claro que o termo euangelistes, portanto, tem a intenção de se referir a pessoas que levam a efeito o trabalho dos apóstolos que foram diretamente chamados pelo Cristo ressucitado. Mesmo assim, é difícil se a referência diz respeito a um cargo, ou, simplesmente, a uma atividade (grifo nosso). É possível que estes evangelistas tenham se ocupado na obra missionária (At 21.8) ou na liderança da igreja."


Perceba que Coenen e Brown, no "Dicionário Internacional do Nove Testamento", assim como Vine, Unger e White Jr. no VINE, acham dificuldades em afirmar que "evangelista" era um "ofícial" da igreja, assim como eram os πρεσβύτερος (presbiteros, cf. Atos 20.28; 1 Tm 3.2; 1 Pe 5.1; 2 Jo 1; 3 Jo 1), os πίσκοπος (episkopos ou bispos, cf. At 20.28; Fp 1.1; 1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25) e os διάκονος (diákonos, cf. 1 Tm 3.8, 12).


Na "Chave Linguística do Novo Testamento Grego" (Vida Nova, 1995, p. 393) Rienecker e Rogers definem o termo εαγγελιστς da seguinte forma:


" [...] alguém que proclama as boas novas, evangelista. Um evangelista era a pessoa que pregava o evangelho recebido dos apóstolos. Ele era, particularmente, um missionário que levava o evangelho a novas regiões (v. Schlier; Barth; NDITNT)".


Na "Teologia Sistemática" de Berkhof (Cultura Cristã, 1990, p. 538), juntamente com apóstolos e profetas, "evangelista" é designado de "oficial extraordinário", enquanto os oficiais ordinários são o presbítero, o mestre e os diáconos.


Na obra "Palestras Introdutória à Teologia Sistemática" de Thiessen (IBRB, 1987, p. 299-330), o "evangelista" não é incluído entre os oficiais da igreja.


Em sua "Teologia Sistemática" Strong (Hagnos, 2003, p. 674) diz que "É dois o número de oficiais na igreja de Cristo: primeiro o de bispo, presbítero, ou pastor; e segundo o de diácono".


Na "Teologia Sistemática: atual e exaustiva" de Grudem (Vida Nova, 1999, p. 758-774), são listados como oficiais os apóstolos, os presbíteros (pastores/bispos) e os diáconos.


Em "Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual", de Ferreira e Myatt (Vida Nova, 2007, p. 932-934), tratando sobre "As formas de governo eclesiástico", tanto no episcopalismo anglicano e metodista (desviado pelo catolicismo e modificados por várias igrejas pentecostais), como no governo presbiterial (característico das igrejas reformadas, como a "presbiteriana") e no governo congregacional (adotado especialmente pelas grejas batistas), não é citado pelos autores o ofício de "evangelista".


Escrevendo sobre o "Governo da Igreja", o missionário Eurico Bergstén, em sua obra "Introdução à Teologia Sistemática" (CPAD, 1999, p. 269-270), define como funções na Igreja: pastor (cf. Ef 4.11), presbítero (cf. Tt 1.5) e diácono (cf. 1 Tm 3). O "evangelista" também não aparece em sua relação.


No livro "A Igreja e as Sete Colunas da Sabedoria", Severino Pedro (1998, p. 87) diz que:


"Nos dias dos apóstolos, os evangelistas eram missionários pátrios que efetuavam a missão evangelizadora da Igreja entre os judeus e depois aos gentios, em posição subordinada aos apóstolos (Lc 10.1-17; At 8.4;11, 19). [...] A missão primordial dos evangelistas era a pregação das Boas Novas do Reino de Deus; igualmente a missão dada aos apóstolos no início de seus ministérios. Em ambos os casos, a idéia de pregar está presente nessas ocasiões."


Severino Pedro (idem, p. 89-90) classifica os "evangelistas" em três categorias: os evangelista voluntários (At 4.31; 8.4; 11.9), que seriam todos aqueles que de alguma forma pregam o evangelho, os evangelistas autorizados (cf. 2 Tm 4.5), neste caso ele não afirma a ordenação de Timóteo, e os evangelistas ordenados (Ef 4.11), do qual somente Filipe é um exemplo bíblico.


Em "Teologia Pastoral" de José Deneval Mendes (CPAD, 1999, p.28):


"O evangelista é um portador inflamado pelo amor de Deus de boas-novas às almas perdidas, e cuja mensagem principal é a graça redentora de Deus. No ministério evangelístico, é o normal Deus operar grandes milagres com o objetivo de despertar o povo para a mensagem da da sua Palavra. Assim como aconteceu em Samaria (At 8) e tem acontecido através dos tempos".


Aqui também não está clara a idéia de "ofício" ou de atividade extra-oficial.


Na Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD, 1995, p. 1815), lemos que:


"No NT, evangelista eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16). [...] O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixa de apoiar e promover o ministério de evangelista (grifo nosso) cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. [...] A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista (grifo nosso) e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41)".


Perceba mais uma vez, que a idéia de "ofícial da igreja" não fica clara, antes, são utilzados os termos "ministério de evangelista" (que necessariamente não implica em função oficial) e "dom espiritual de evangelista", onde neste sentido, Filipe, o "oficial" diácono, poderia ter o dom espiritual de evangelista, que o impulsionou a realizar o que está registrado nos textos já citados neste artigo.


Evangelista: ministério oficial (cargo) ou atividade espiritual extra-oficial?


Como vimos nas análises exegéticas e conceitos acima, não há consenso ou firmeza em declarar que o "evangelista" era um "oficial" da igreja. O cargo (oficial) não existe não grande maioria das denominações evangélicas, e, quando existe, como no caso das Assembleias de Deus, uma grande confusão é feita em torno do mesmo. Por exemplo:


a) O evangelista, na grande maioria dos casos, é um cargo conferido a alguém desprovido das características bíblicas aqui afirmadas (amor pelas almas, habilidade para pregar o Evangelho; sinais sobrenaturais no seu ministério, poder em sua mensagem etc.);


b) O cargo de evangelista ocupa uma posição hierárquica abaixo do pastor, o que não se sustenta exegeticamente. Esta hierarquia consiste numa "escadinha" na seguinte ordem: auxiliar local, auxiliar oficial, diácono, presbítero, evangelista e pastor (e agora, em algumas convenções, "bispo"). Em razão disto, muitos evangelistas preferem (ou são chamados), pelas mais diversas razões, o título de "pastor". Conheço alguns que em seus cartões, em cartazes de eventos e em outras ferramentas de identificação, divulgação ou publicidade, usam a designação de "pastor" em vez de "evangelista";


c) Muitos evangelistas dirigem igrejas, função esta do pastor, deixando dessa forma de fazer o que lhe compete, que é o de pregar o evangelho aos perdidos. Acabam sendo criticados, e por vezes até hostilizados pela própria igreja e companheiros de ministério;


d) O cargo de evangelista é "dado" (também, pelas mais diversas razões) a quem não tem o dom, enquanto muitos que tem o "dom espiritual de evangelista" nem oficiais da igreja são, ou, ocupam as funções de auxiliares, diáconos e presbíteros;


Se o ofício de "evangelista" pudesse se fundamentar biblicamente, no mínimo, deveria ser praticado em nossas igrejas de forma bíblica. Desta maneira, o comentário de Severino Pedro (idem, p. 90) é bastante pertinente:

"Nos dias atuais parece haver muitos avivalistas e poucos evangelistas. Existem Igrejas super-lotadas de pregadores, mas vazias de ganhadores de almas. E, além disso, a verdadeira função do evangelista, é que ele deve ser visto mais fora da Igreja do que dentro dela [me refiro aqui Igreja loca]. isto é, que ele não seja somente visto numa função local; mas que sempre avance na direção das almas perdidas sem Cristo; fundando novas Igejas e comunidades".


Considerações finais


Se "evangelista" é um cargo oficial à luz da Bíblia, e para isto é citado Ef 4.11, por qual razão "profetas" e "mestres" não o são?


Se "evangelista" é um cargo oficial à luz da Bíblia, por qual razão as Escrituras não prescrevem os pré-requisitos para o cargo (ou ofício), como nos casos de diáconos, presbíteros e bispos (1 Tm 3.1-13; Tt 1.5-9)?


No meu entender, o cargo de "evangelista" não se fundamenta com muita clareza à luz das Escrituras, se sustentando basicamente à luz da "tradição" da igreja.


PRESBÍTEROS SÃO MINISTROS DA PALAVRA?


No livro "Introdução à Teologia Sistemática", de Eurico Bergstén, publicado pela CPAD em 1999, lemos na pg. 270 (pg. 229 da atual edição):

"Os presbíteros tomavam parte ativa no apascentamento da igreja (cf. At 20.28) e também no ensino, pois uma das qualidades exigidas do candidato ao presbitério era que fosse 'apto para ensinar' (cf. 1 Tm 3.2). Os presbíteros constituíam um corpo auxiliar no governo da igreja, sob a presidência do pastor. Convém salientar que os ministros também se consideravam presbíteros. O apóstolo Pedro escreveu para os presbíteros que ele também era presbítero (cf. 1 Pe 5.1), e o apóstolo João considerava-se ancião (cf. 2 Jo 1) ou presbítero (cf. 3 Jo 1). Apesar de os presbíteros não serem ministros da Palavra, os ministros, necessariamente, eram presbíteros. Assim ficava distinguida a liderança que lhes fora dada por Deus."

Gostaria de fazer alguns comentários, acerca do referido texto;

1. Entendo que os presbíteros não constituíam apenas um "corpo auxiliar no governo da igreja sob a presidência do pastor". À luz do Novo Testamento, o presbítero poderia ser o próprio pastor:

"Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória." (1 Pe 5.1-4)

A designação "pastor", do grego poimen (ποιμήν), fala-nos da atividade de "cuidar do rebanho", que envolvia: alimentar, guiar, cuidar (cf. VINE, p. 856, 2003). Dessa forma, os presbíteros, do grego presbuteros (πρεσβύτερος), literalmente "homem idoso, ancião, os que cuidam espiritualmente da igreja" (idem, p. 396, 2003), que assim exerciam seus presbitérios, eram chamados de "pastor".

2. Não havia a citada distinção entre "ministros" e "presbíteros". Os presbíteros eram também ministros. Nem mais, nem menos que isso.

3. O pastor que "presidia", na realidade, sempre que exercia essa função, era chamado de "bispo", do grego episkopos (ὲπίσκοπος), "literalmente, 'inspetor' (formado de epi, 'por cima de', e skopeo, 'olhar' ou 'vigiar', é encontrado em At 20.28; Fp 1.1; 1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25. (VINE, p. 434, 2003).

4. Existe uma aparente dificuldade no texto aqui questionado. A Declaração "uma das qualidades exigidas do candidato ao presbitério era que fosse 'apto para ensinar' (cf. 1 Tm 3.2)", parece entrar em contradição com "Apesar de os presbíteros não serem ministros da Palavra [...].

5. A Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD) afirma em sua nota sobre "Dons Ministeriais para a Igreja" que: "Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também chamados "presbíteros" (At 20.17; Tt 1.5) e "bispos" ou supervisores (1 Tm 3.1; Tt 1.17)".

6. Por fim, na obra "O pastor pentecostal: um mandato para o século XXI", também publicado pela CPAD, na pág. 110, encontramos o seguinte:

"Alguns aludem a 1 e 2 Timóteo e Tito como o "Manual do Pastor", por causa das preciosas instruções e qualificações dadas ao ministério e à igreja. Em 1 Tm 3, há orientações muito específicas a todo aquele que aspira ao pastorado. Observe a afirmação que segue: "Para efeito de esclarecimento, os títulos 'bispo', 'presbítero' ou 'ancião' e 'pastor' são usados intercambiavelmente na Escritura e referem-se ao mesmo ofício, mas expressam responsabilidades diferentes, como supervisão administrativa, liderança espiritual e ministério, bem como alimentar e atender o rebanho de Deus. Em Atos 20, todos os três conceitos - bispo, ancião e pastor - são usados em referência aos líderes da igreja em Éfeso." (TRASK et ali, p. 110, 1999)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

BÍBLIA. Português. A Bíblia sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004. Revista e atualizada no Brasil, 2. ed.

Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

MENDES, José Deneval. Teologia Pastoral. 9 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

TRASK, Thomas E. et ali. O pastor pentecostal: um mandato para o século XXI. Trad. Luís Aron de Macedo. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário VINE: o significado exegético e expositivos das palavras do Antigo e Novo Testamento. Trad. Luís Aron de Macedo. 2. ed. Rio de Janeiro, 2003.

2 comentários:

uol300 disse...

Muito bom estes artigos.

Pastor, ainda sobre Evangelistas, Felipe era diácono e evangelista. Se compararmos a nossos dias, não há com isso acontecer, visto que um é uma coisa e outro é outra (hoje).

Deus abençoe o senhor...

CARLOS HERRERA disse...

Olá Pr. Germano
A TODOS NÓS QUE AMAMOS ESSA IGREJA..,

OREM! PARA QUE DEUS, LEVANTE NA SUA NAVE MAIS HOMENS, EMBUÍDOS DO MESMO ESPÍRITO INTREPÍDO E CORAJOSO QUE NORTEOU A VIDA DO PROFETA JEREMIAS, ASSIM; CONCLAMANDO SEU POVO AO ARREPENDIMENTO GENUÍNO, CONDUZINDO-OS AOS PÉS DO SEU CRIADOR, PARA QUE DE FATO; ESTA DENOMINAÇÃO VOLTE A SER, UMA REUNIÃO EM TORNO DO NOME DO SENHOR.
OU SEJA, UMA L E G Í T I M A "ASSEMBLÉIA DE DEUS".

EM CRISTO,
HERRERA
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