Um concílio, como bem definiu Andrade (1998, p. 88), se trata de uma "Reunião convocada pelos representantes de uma igreja para deliberar acerca de uma linha de ação comum e pugnar pela ortodoxia doutrinária".A Wikipédia define um concílio como: "[...] uma reunião de autoridades eclesiásticas com o objetivo de discutir e deliberar sobre questões pastorais, de doutrina, fé e costumes (moral) Os concílios podem ser ecuménico, plenários, nacionais, provinciais ou diocesanos, consoante o âmbito que abarquem". Usando uma linguagem mais conhecida no meio pentecostal assembleiano, um concílio poder ser realizado por uma Convenção Estadual, Regional ou Nacional (como no caso a CGADB - Convenção Geral de Ministros da Assembleia de Deus no Brasil).
Os objetivos de um concílio estão presentes nas definições acima, onde a preservação, a defesa, e a clareza sobre os fundamentos doutrinários, teológicos e os bons costumes são buscados.
Ao longo da história da Igreja muitos concílios já foram realizados. Observemos alguns (click nos links para saber maiores destalhes sobre cada concílio):
- Concílio de Jerusalém (Atos 15)
- Concílio de Niceia (325)
- Concílio de Constantinopla I (381)
- Concílio de Éfeso (431)
- Concílio de Calcedônia (451)
- Concílio de Constantinopla II (553)
- Concílio de Constantinopla III (680) - Concílio de Niceia II (787)
- Concílio de Constança (1414)
- Concílio de Trento (1545)
- Concílio Vaticano I (1869)
- Concílio Vaticano II (1961)
Todos os concílios acima (exceto o Concílio de Jerusalém) foram convocados pela liderança da Igreja Católica, ou pela ingerência do Estado.
O resultado dos concílios deram origem a alguns credos, que são uma "exposição resumida dos artigos de fé aceitos por uma religião, ou denominação" (ANDRADE, 1998, p. 99).
Um outro mecanismo de proteção, defesa, clareza doutrinária e teológica foram as Confissões de Fé, instrumento produzido pela igreja reformada. Um exemplo de Confissões de Fé são:
- A CONFISSÃO DE FÉ DE AUGSBURGO (1530)
- A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER (1643)
Continua...
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1998
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio, acesso em 02 de novembro de 2010.
5 comentários:
Uma das consequencias de um concílio, é definir e expor os anátemas, mesmo que isso implique em personalidades como aconteceu no passado. Sou amplamente favorável a esta necessidade. Penso também até que ponto estamos dispostos a cortar a própria carne em nome da ortodoxia. Será que nossos líderes entendem que uma "poda" é urgente e necessária, para voltarmos a crescer fortalecidos pela sã doutrina?Penso que a solução para que nossa denominação não seja dissolvida em pequenos feudos, é voltarmos a palavra e retomarmos o caminho da santidade e compromisso com o Deus da Assembléia.
Sobre um dos concílios mais famosos, o de Trento.
Deu aval à criação da Companhia de Jesus para combater a Reforma na Europa. Foi um dos maiores genocídios que se tem na história.
Concílio?
Não sei não... A possíbilidade de apoio a grandes besteiras é muito provável, principalmente quando os que se ajuntam forem insflados por homens caídos da graça. Antigamente acontecia isto. Mas hoje em nosso meio isto "não" acontece...
João Cruzué
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Amado José Marcos,
oremos por isso.
Abraços.
Amado Cruzue,
"Concílio", ou qualquer outra terminologia que se queira usar, não importa. O fato é simples, mantemos as coisas como estão, nesta Babel doutrinária e Teológica, ou partimos para a busca da unidade necessária.
O exemplo de Trento é um dos negativos, mas o que falar do de Jerusalém?
Abraços,
é claro a necessidade de Um concílio,
atual para moldar melhor a igreja de cristo, poren para isso é feito com um ministerio forte que sirva de exemplo para a igreja, talves este seja o maior problema nosso, precisamos de bons ministros exemplares.
ass. luis claudio de cruz de rebouças,igarassu
um grande abraço pr altair
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