quinta-feira, 9 de setembro de 2010

LULA OU O PT?

Amado Lira,

como publiquei o vídeo em meu blog,

segue abaixo os links que indicam a "prova cabal" do apoio aberto do PT à chamada Lei da Homofobia, que claramente atenta contra a igreja, e contra a liberdade de expressão, tema este já amplamente e exaustivamente discutido:

- Projeto 122: Debate é sobre a dicriminação e não só a homofobia, diz petista

- O substitutivo ao PLC 122 e a mobilização pela criminalização da homofobia

- PT apoia a Marcha LGBT a Brasília

- SP: Lei que pune discriminação contra a comunidade LGBTT é regulamentada

Segue também, um excelente artigo escrito pelo pastor Elinaldo Renovato, da Assembleia de Deus em Parnamirim-RN, sobre o "Partido do Aborto", publicado no jornal Mensageiro da Paz, órgão oficial das Assembleias de Deus no Brasil:

- Partido do Aborto

O que o PT apóia?

- Apóia a prática homossexual;
- Apóia a censura à liberdade de expressão;
- Apóia grupos que ridicularizam a Bíblia e chamam de fundamentalistas, no sentido pejorativo do termo, aqueles que fazem dela sua regra de fé e conduta;
- Apóia a descriminalização do aborto

O fato de que as igrejas não se fizeram representar nas conferências em torno do PNDH3, não justifica os erros do mesmo nas questões que fere os princípios bíblicos.

Aborto nos casos em que a Lei permite? E que casos são esses? E que casos serão esses?

Não sou economista, mas não é preciso ser para saber que o crescimento econômico do Brasil é resultado da manutenção da política econômica adotada no governo passado. Dar continuidade a isto é um mérito do presidente da República e de sua equipe. Um ato inteligente.

Não me encanto com os números, pois nem sempre o que se fez justifica o que se deixou de fazer.

Um projeto que faz o Brasil crescer economicamente, mas que caminha na direção inversa em questões de ordem moral, espiritual e em relação à vida não tem o meio apoio. É preciso crescer nas duas direções.

Os méritos do presidente Lula são dele, não são do seu partido.

Infelizmente, no Brasil de hoje, a política é algo tão obscuro e complexo, que o personalismo encobre as questões ideológicas e partidárias.

Votar no Lula, ou num candidato que ele apóia, na cabeça de milhões de brasileiros não significa votar no PT, significa simplesmente votar no Lula.

Tire o Lula do PT e o povo continuará a votar nele.

Abraços.

Obs: O texto acima foi escrito em resposta a um leitor, e publicado nos comentários do post intitulado "Eleições 2010: Alerta do Pr. Pascoal Piragine (Cenas Fortes)"

10 comentários:

Julio Neves disse...

Conheço um evangélico que votará na Dilma(e no PT) porque seu salário melhorou nos últimos anos. Só posso creditar tudo isso a uma influência da tal "teologia da prosperidade" que tem penetrado no meio do povo cristão.

O "leitor Lira", no post "Eleições 2010: Alerta do Pr. Pascoal Piragine (Cenas Fortes)", informou que o Brasil do Lula crescerá 7% este ano.

Lembro que no periodo militar houve um "milagre econômico". E a China cresce 10% há muito tempo.

No auge do Império Romano no século II, o que acontecia com os cristãos?

Esse PNDH3 não foi implementado porque no Brasil ainda há forças resistindo. Mas até quando?

www.gloriosojesusblogger disse...

O fato é que a politíca está presente em todos as ações de nossa vida.

Elisomar disse...

Qualquer lei que venha favorecer o povo brasileiro não tem que está atrelada a um partido. Eu, particularmente votaria no presidente Lula, independente de quem o apoiasse.
O que tem que se observar é a postura dos que fazem o partido.
E, se um parlamentar lança um projeto que venha ferir os princípios morais e ético da nação, nem merece ser reeleito, independente de qual seja seu partido.

Lira disse...

O medo é outro então?

O medo é que se a Dilma for eleita o PT terá mais força no governo dela?

Não há provas disto!!

A Dilma é nova no partido só ingressou nele em 2001. Quando indagada sobre questões que foram alvos do PNDH3 sempre se posicionou como o presidente Lula.

Não há como se tomar como verdade ações que não foram feitas, decisões que não foram tomadas!!

Respeito a opinião daqueles que acham isso mas eu tenho certeza que não ocorrerá!!

Porque a igreja não toma uma decisão centralizada então? A candidata Dilma quando ainda era pré-candidata foi recebida na igreja que o Pastor Presidente das Assembléias de Deus José Wellington congrega! E recebeu o apoio da igreja!!

Será que temas como esses não foram abordados?

vejam:

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/10/05/dilma-participa-de-culto-da-assembleia-de-deus-em-sao-paulo-767927366.asp

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-rousseff-busca-adesao-de-eleitores-na-assembleia-de-deus,446623,0.htm

O presidencialismo não dá ao presidente o poder total das decisões!! Qualquer lei antes de ser sancionada passa pela Câmara Federal!!

O Brasil e suas instituições democráticas estão funcionando!! Esse medo reverberado pela imprensa de que teremos um regime de exceção socialista é no mínimo uma brincadeira!!

O recrudescimento das relações se dá apenas na grande imprensa nacional que quer ter no governo federal o mesmo apoio que teve do ex-governador Serra em São Paulo. Vários blogs publicaram contratos do governo de SP com a Veja, Estado de São Paulo(Estadão) e Folha de São Paulo que são distribuídos nas escolas! Esse jornais e revista vem sofrendo uma grande perda de assinantes com o chegada da internet e as compras e publicidades governamentais os mantém!! Jornais declaradamente anti-Lula que estão vendo ano a ano a redução das propagandas governamentais - que engordam seus orçamentos - saírem das suas páginas.

Acreditar que o PT fará o que quiser no Brasil é acreditar no medo pregado nesses jornalecos e que infelizmente, repito, está encontrando eco nas nossas igrejas!!

Eu como eleitor prefiro acreditar nisso!! E posso dizer que se algo vier a ser tentado(legislação) contra as instituições evangélicas no Brasil serei o primeiro a protestar e brigar contra algo que venha a atingir-nos.

SP disse...

Caro Pr. Altair,

A Paz do Senhor.

Estou na contra-mão do pensamento dominante nos círculos eclesiáticos acerca dos fenômenos políticos à nossa volta.

Humildemente, quero colocar algumas questões sobre essa militância anti-PT. Embora possa ser bem-intencionada (nem sempre é, porque alguns militam em prol de seus próprios interesses), é ingênua, parcial, inócua em seus objetivos evidentes, prejudicial à expansão do Reino e não tem respaldo bíblico.

É ingênua porque analisa aspectos isolados da política. Enxerga perigos evidentes, como o aborto, mas não busca ampliar a análise a todos os fatores que moldam a sociedade. O horror do aborto salta aos olhos. E as crianças que morrem incógnitas por que há desvios em dinheiro da saúde? E a desnutrição pelos desvios da merenda escolar? Muitos cidadãos brasileiros sofrem com a conduta de políticos evangélicos. Esses dias foram presos o prefeito, o vice-prefeito e quase toda a câmara de vereadores de Dourados-MS, por corrupção. O vice-prefeito - cantor gospel - é acusado, entre outras coisas - de usar dinheiro público na gravação de seus CDs para "adoração" a Deus. Outros exemplos de crentes: máfia das ambulâncias, oração da propina, desvio de recursos de fundações evangélicas, etc.

É parcial porque fixa sua crítica em um grupo político, no caso o PT, mas não avalia os demais. Os tucanos e os verdes são contra a prática homossexual e o aborto? Quais são as diferenças entre suas ideologias? As diferenças entre as práticas do monetarismo liberal do PSDB e o desenvolvimentismo centralizador do PT têm que impacto na vida do cidadão e do cristão? E as diferenças entre o Estado míninimo do PSDB e o Estado forte do PT? Como os interesses estrangeiros definem políticas de preservação das culturas indígenas que dificultam a evangelização, tolerância ao aborto e promoção da homossexualidade? Falta precisão ou honestidade intelectual nesse discurso anti-PT.

É inócua: a igreja triunfalista vem colecionando derrotas nessas questões. Se essa luta fosse de Deus, Deus estaria derrotado pelos abortistas e homossexuais. Nunca recebi tantas mensagens anti-PT de meus irmãos nem vi tantos comentários na blogosfera evangélica. Mesmo assim, os evangélicos, cerca de um terço da população, não inibem o crescimento da candidata petista nas pesquisas. Em um prazo mais longo, não conseguirão deter a ampliação dos direitos dos homossexuais, cada vez mais influentes na mídia. A tendência é a igreja abosorver essas mudanças sociais. Quem imaginava, há vinte ou trinta anos, que a igreja conviviria tão bem hoje com o divórcio, inclusive de seus líderes? O divórcio era tabu, escandaloso no caso concreto, e hoje tornou-se banal mesmo nos púlpitos. Esse relativismo está alcançando o aborto e a homossexualidade. Como será em trinta anos?

É prejudicial à obra de Deus porque desvia os cristãos da verdadeira militância cristã, que é servir amorosamente (Jo 4.13-17). Todas as vezes que o ideal cristão misturou-se com o jogo do poder, desde Constantino, a Igreja saiu perdendo, embora seus líderes tivessem ganhos terrenos imediatos. O jogo político envolve acordos - cada um cede um pouquinho para ter o máximo de poder - para achar um denominador comum; por isso já há igrejas apoiando o aborto. Envolve mentiras, trapaças, malandragens, enganos, promessas impossíveis; todos os candidatos cristãos participam dessas estratégias. Envolve impor condutas através do ordenamento jurídico; mas ninguém pode se tornar um autêntico cristão por força de lei. Além disso, como mencionei anteriormente, expõe os pretensos agentes do Reino, e a Igreja, ao ridículo quando esses se envolvem em escândalos de corrupção.

SP disse...

continuação...

É antibíblica porque tenta reduzir o Reino de Deus à dimensão dos reinos deste mundo, sujeitos a Satanás, e, dessa forma, luta com as armas do mal para obter o bem. É o caso de Pedro que tentou cortar a cabeça de Malco. Era ingênuo, voluntarioso, contraproducente e ainda demonstrava não entender o Reino de Deus e a importância do sacrifício de Jesus. O Jesus do Novo Testamento jamais aconselhou seus discípulos a tomar uma posição política. Entre eles havia um de extrema esquerda - Simão, o zelote - e um de extrema direita - Zaqueu. Mas suas posições políticas na vida civil, não definiram o caráter da Igreja que ajudaram a formar. A Igreja, noiva de Cristo, está acima dessas questões. Jesus um dia conquistará todo o poder político (Ap 5; 19), mas, por enquanto, temos que reconhecer que partidos políticos, Estados, empresas, ONGs, sociedades secretas e até convenções de pastores e ministérios eclesiásticos são expressões de poder deste mundo, são permitidos por Deus (Rm 13), mas estão sob a influência de Satanás (Mt 4. 8,9; 1 Jo 5.19).

Assim, vejo com tristeza a militância política exercida em nome de Deus, do cristianismo, ou da Igreja, como se o Reino de Deus tivesse interesse em estabelecer leis para moldar comportamentos. A agenda cristã anti-aborto e anti-gay é uma falácia; é uma armadilha do mal para atrair cristãos, bem-intencionados, porém imprudentes, para o reino das trevas. O diabo tentou Cristo dessa forma (Mt 4. 8,9), tentando mostrar-lhe as vantagens de usar os instrumentos de poder político para a edificação da Igreja. Se Jesus adotasse o mesmo discurso político que vejo nas AD hoje, teria aceito uma cadeira de ministro mundial no governo humano, procurado o apoio ou a submissão de Herodes e César, realizado maravilhas para demonstrar que era o Filho de Deus e promulgado leis criminalizando o pecado. A santidade seria estabelecida pela coação legal. Os israelitas esperavam um Messias assim; parece que a igreja de hoje também quer isso.

Se Jesus passasse alguns anos entre nós, como seria? Faria campanha para candidatos da Igreja? Mandaria emails mostrando o passado da Dilma e alertando para os perigos da política petista? Faria campanha pela Marina, já que ela é evangélica? Estaria nas manifestações anti-aborto? Participaria de debates na TV em oposição a militantes homossexuais? Escreveria contra a lei da homofobia? Vamos tentar imitar a Cristo.

O combate ao pecado não se dá com o estabelecimento de lei civil ou de políticas públicas. Se dá através do amor atuante de cada cristão, do serviço ao próximo, da pregação do Evangelho da Graça. Devemos exercer nossos direitos e deveres civis enquanto estivermos aqui, votar nos candidatos que mais se aproximarem da justiça, da paz, da estabilidade, de uma vida sossegada; mas esta vida é transitória. Se, na qualidade de cristãos, queremos evitar o aborto, vamos ganhar as almas para Jesus, que serão libertas da escravidão do pecado e de suas consequências; se queremos libertar os homossexuais, vamos mostrar-lhes o amor de Cristo em nossas vidas. Quem acha que a Igreja precisa de instrumentos políticos ou legais para se estabelecer ou para sobreviver neste mundo está aviltando o verdadeiro sentido do Evangelho. Na arena política, historicamente, a Igreja sempre leva a pior, mesmo quando acha que está prevalecendo.

Lira disse...

Discordo em parte do que o SP escreveu!!

Quando ele fala sobre as ideologias dos tucanos e dos verdes ele está correto!!

Que tal a igreja apoiar partidos que são abertamente favoráveis a liberação da maconha?

O senhor FHC participa de uma organização que anda o mundo inteiro promovendo debates sobre essa liberação:

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/11/fh-defende-descriminalizacao-da-maconha-para-consumo-pessoal-754361820.asp

E o partido PV que tem entre seus caciques o Fernando Gabeira abertamente favorável a liberação da maconha:

http://www.portalaz.com.br/noticia/politica_nacional/180348

Será que a senhora Marina Silva será capaz de suplantar seu partido e demovê-lo dessa idéia?

Não são essas as acusações que pairam sobre a Dilma quando falamos do aborto?

A Marina mesmo sendo evangélica a pouco tempo estava no PT!! Será que o PT é tão contra os evangélicos como pintam alguns desinformados?

Agora quando ele se remete ao divórcio que está penetrando na comunidade cristã e exponencialmente nos púlpitos ele utiliza esse argumento para querer dizer que daqui a 30 anos estaremos convivendo com a homosexualidade e o aborto isso é querer defender erros com um erro!!

Se o divórcio está sendo visto com mais aceitação por alguns da igreja é sinal de que temos que nos revisitarmos enquanto cristãos!!

A imensa maioria dos seguidores da homosexualidade são extremamentes contrários a palavra de Deus e aos valores cristãos então porque motivo/razão querem realizar casamentos, uniões do mesmo sexo em igrejas Católicas ou Evangélicas? Se querem unir-se civilmente não é questão da igreja ser contra!!

Ou seja, para conseguir a liberação a bíblia não existe mas ela pode ser usada para abençoar uma união dessas? Obviamente, não!!

A minha opinião é: união civil tudo bem!! Demonstrações públicas de "carinho"? Em locais fechados que aceitem, jamais em público!!

Casamentos em igrejas? Totalmente contra!!

Sobre o aborto a minha posição é a que a candidata reiterou várias vezes!! Apenas aquele que são permitidos pela lei hoje!!

Se querem tirar os estupros como casos aceitáveis de aborto eu concordo!! Temos que aprovar uma lei que o faça!! Se a mãe não irá ficar com a criança após o nascimento o estado pode cuidar dessas crianças até a idade adulta e também permitindo a adoção!!

Nos casos da lei hoje vigente no Brasil se eu concordo que deve ser tratado como caso de saúde pública eu concordo!! Temos mães sendo dilaceradas em locais impróprios!! Várias vidas que poderiam surgir dessas mulheres estão sendo perdidas agora, REITERO apenas nos casos previstos na lei: Estupro e Risco de vida da mãe!! Os que não forem são crimes!!

SP disse...

Caro Lira,

A Paz do Senhor.

Há um mal-entendido. Não defendo nem o divórcio, nem a homossexualidade. Nem o aborto. Nem as drogas.

Não sei qual a região que o irmão mora, mas posso assegurar-lhe que no Sudeste e no Centro-Oeste, o divórcio banalizou-se nas ADs. Diferentemente, em 1980, não precisava nem ser divórcio, mas a separação já era um escândalo. Daqui a dez, cem ou mil anos, se Jesus não voltar, o divórcio continuará a ser um erro, de acordo com a Bíblia, mesmo que seja banalizado. O divórcio só pode ser tolerado no cristianismo se houver prostituição - não um adultério eventual, que deve ser perdoado, mas a prostituição deliberada e consciente (Mt. 5.32).

A prática homossexual é descrita em Rm 1. 18-32. Note que é, ao mesmo tempo, um erro (v. 27) e a punição: em consequência da idolatria, que envolvia sexualidade cúltica, foram entregues à imoralidade.

Assim, os dois casos são erros!

Se temos que nos revisitar como cristãos por causa do divórcio na Igreja, teremos que continuar nos revisitando, dentro de alguns anos, por causa da união homossexual.

Coloco-me fora da Igreja (só hipoteticamente) para analisar sem interesse, sem paixão, sem dogmas religiosos.

Tabus (se estou fora da Igreja, posso chamar assim) como o divórcio e a virgindade dos solteiros já não são tão escandalosos na igreja de hoje. O aborto, algo horrendo, já está sendo tolerado pela IURD. Alguém poderia imaginar isso há trinta anos? Por que há esse fenômeno? Podemos especular que seja a influência da mídia, o maior acesso à informação, a liberalidade sexual, o reconhecimento dos direitos das mulheres, o descompasso entre as gerações, as mudanças no ordenamento jurídico.

Isso pode afetar a prática homossexual:
- a mídia cada vez mais promove a prática homosssexual;
- o acesso à informação facilita o desenvolvimento ideológico a favor da prática homossexual;
- a liberalidade sexual crescente exige a aceitação social dos gays; já são aceitos na maior parte dos círculos sociais, e em alguns casos a condição sexual é até louvada; a igreja é a única que resiste mas os gays têm a opção da Igreja Contemporânea, cujos pastores são um "casal gay";
- o reconhecimento dos direitos das mulheres é similar ao reconhecimento dos direitos dos homossexuais;
- o descompasso entre as gerações é cada vez maior; nossos filhos aprendem na escola a respeitar a diversidade (isso exige nossa atenção); por outro lado, não cabe mais aquele discurso moralista da minha infância porque esse discurso não tem mais legitimidade social;
- o ordenamento jurídico que mudou para a emancipação feminina e para o divórcio continua mudando, incluindo as causas homossexualistas.

Outra observação pertinente é o que acontece em outros países. Igrejas européias que eram radicalmente contra a prática homossexual há trinta anos, hoje abençoam "casamentos gays".

Por que acha que estamos livres desse fenômeno? Se estamos assimilando os "tabus" de trinta anos atrás e buscando o poder como as velhas igrejas européias buscaram (e conseguiram - em alguns países os pastores são pagos pelo Estado e as atividades eclesiásticas são reguladas pelo Estado).

SP disse...

continuando...



As denominações evangélicas durante muitos anos usaram a lei civil para colocar, sem respaldo bíblico, entraves na vida de seus membros. As exigências de casamento civil e religioso para batismo e Santa Ceia, que muitas ADs adotaram, a título de combater a imoralidade, agora pode se voltar contra a igreja. Muitas pessoas, que são casadas na forma bíblica (Gn 2.24; Mt 19.5; Ef 5.31) mas não "no papel", são exigidas adotar uma forma civil de casamento, mesmo quando a lei já reconhece a união estável, para serem consideradas crentes. A igreja buscou no Estado o reconhecimento do casamento religioso e os pastores tornaram-se agentes públicos nessa questão. Se a sociedade, em sua corrupção, e o Estado equipararem o casamento (civil) heterossexual à união homossexual, é questão de lógica, pelos princípios republicanos da igualdade (Art. 3º, IV, CF), requerer dos clérigos o tratamento igualitário aos homossexuais.

Volto para dentro da Igreja.

Não devemos buscar o poder deste mundo. Não somos deste mundo. O reino de Deus não é deste mundo. O mundo está sob o maligno.

Sejamos bons cidadãos. Votemos e sejamos votados. Busquemos nossos direitos na justiça. Participemos de entidades de classe. Enfim, podemos e devemos dar substância à democracia enquanto estivermos aqui. Mas não devemos misturar cultos com comícios; a Igreja com partidos políticos; os pastores com os políticos, a Bíblia, Espada do Espírito, com a espada do Leviatã de Hobbes. Deus não negocia com políticos (Mt 4. 8,9). Ele é Santo.
Laicidade é bom para o Estado, mas melhor ainda para a Igreja. Marina deu um passo nessa direção: http://www.youtube.com/watch?v=MICOHMoOOMQ. Não decidi se voto nela, mas ganhou um pontinho.

joacelio disse...

Não andemos como meninos...
Não devemos ignorar seus ardis...

Não poderemos mudar as coisas que irão acontecer, mas devemos anunciar, para que quando aconteçam, saibam que foram avisados.

Mais uma alerta à comunidade cristã:

http://eticamicina-5mg-3vezes-ao-dia.blogspot.com/