segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PRINCÍPIOS TEOLÓGICOS DA REFORMA PROTESTANTE: ESBOÇO DA INTRODUÇÃO AO ASSUNTO MINISTRADO NA 2ª CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA EM TERESINA-PI


Conforme prometi durante minha ministração na 2ª Conferência de Educação Teológica do CEC-CGADB/CPAD, realizada em Teresina-PI, segue abaixo o esboço da introdução ao tema "Princípios Teológicos da Reforma Protestante".

INTRODUÇÃO

O que provocou o processo de decadência ou declínio espiritual e moral da igreja na Idade Média? A grosso modo, o afastamento gradativo da observância dos princípios inegociáveis do Evangelho de Jesus.

Uma visão panorâmica deste proecsso nos revela as seguintes etapas:

- A fundação da Igreja
- A expansão da Igreja
- A perseguição à Igreja
- A resistência da Igreja
- O crescimento da Igreja
- A tolerância à Igreja
- A oficialização da Igreja

A partir deste momento a Igreja foi seduzida, corrompida, dominada, controlada, explorada, manipulada e institucionalizada, causando dessa formar a sua descaracterização, a perda de seu foco e de seus legítimos e nobres ideais.

Com a sua instituição formal, de vítima a igreja tornou-se vitimadora e passou a seduzir, corromper, dominar, explorar, manipular, oprimir, perseguir, julgar e matar.

A concentração do poder político e religioso criou uma igreja hibrída e distanciada da vontade de Deus.

Esta condição provocou a inquietação, o não-conformismo, a indgnação e o zelo no coração de homens sinceros e piedosos, que não temeram perder cargos e funções, que não se acovardaram diante da possibilidade da excomunhão e da morte. Entre eles podemos citar:

- John Wycliff na Inglaterra
- Jan Hus na Boêmia
- Jerônimo Savonarola em Florença
- Matinho Lutero na Alemanha

O que havia em comum entre esses homens? Dentre outras coisas;

- Não fizeram da vocação uma profissão
- Não compraram, não venderam, não negociaram, não barganharam seus ofícios e cargos
- Não traíram, não pisaram e não bajularam ninguém para chegar onde chegaram
- Não multiplicaram escandalosamente o seu patrimônio pessoal às custas da apropriação indevida de recursos provenientes das ofertas e dos dízimos dos fiéis
- Não ostentaram uma vida regalada, não buscaram as riquezas, nem abusaram do luxo
- Não contradiziam as suas prédicas com as suas práticas
- Não temeram a perda de cargos, nem da própria vida diante da exposição da verdade e da confrontação do erro
- Não tiveram apenas coragem, tiveram acima de tudo autoridade para denunciar o erro e convocar os líderes e o povo de volta às Sagradas Escrituras

Autoridade não se sustenta apenas em cargos ou títulos eclesiásticos, nem tampouco em tempo de serviço prestado no ministério.

Autoridade se relaciona com obediência e submissão a Deus. Quanto maior for a submissão, maior será a autoridade.

Quando a autoridade se vai, o que fica é o autoritarismo com as suas ameaças, imposições e disseminação do terror e do medo. Quando precisamos constantemente lembrar "quem manda", é sinal que a autoridade está enfraquecida.

A mensagem destes homens foi um chamado de volta à Palavra. Dentre outras coisas, afirmaram que:

- A Igreja não deveria acumular bens
- A Igreja é a totalidade dos salvos no céu e na terra
- Cristo, e não o Papa era o cabeça e Senhor da Igreja
- A Bíblia, e não o papa e as tradições deveria ser o guia da Igreja
- Um Papa deve ser obedecido somente quando suas ordens se conforma à Lei de Cristo
- Colocaram em dúvida a existência do purgatório;
- Condenaram veementemente a venda de indulgências para patrocinar construções e cruzadas

Assim como estes pre-reformadores e reformadores, como teólogos que foram, devemos confrontar os desvios espirituais, doutrinários, éticos e morais da igreja no presente, convocando a todos para um retorno à Bíblia em todas as áreas do ministério e da vida cristã.

Um comentário:

prwilsonmendoncajr disse...

Ainda existem os que não se curvaram diante, à este vento de modismo,mas a bandeira sacrificial da Cruz continua tremulando em seus Corações.