segunda-feira, 5 de julho de 2010

A NOVA ORDEM MUNDIAL: UMA ANÁLISE CRÍTICA À LUZ DA BÍBLIA (1)


É no campo teológico da escatologia bíblica que as idéias acerca de uma “Nova Ordem Mundial” devem ser analisadas.

A escatologia, do grego eschatos (últimas coisas) e logos (estudo), trata do estudo e pensamento cristão acerca das questões e expectativas das coisas que haverão de suceder no final deste momento histórico.

A importância da escatologia pode ser percebida pelo fato de que cerca de vinte e cinco por cento das Escrituras trata sobre o assunto. Em tempos mais antigos, a escatologia não encontrou lugar no pensamento teológico, mas, na atualidade, à medida da proximidade dos eventos preditos, um despertamento e maior interesse pelo assunto crescem de maneira cada vez maior, transpondo os limites dos círculos cristãos, da Bíblia, ao ponto do tema ser explorado com frequência pela indústria cinematográfica, como, por exemplo, nos filmes The Day After, Armagedom e 2012.

ASPECTOS HISTÓRICOS DA ESCATOLOGIA

O termo “escatologia” não foi utilizado antes de 1844, tendo em seu início um certo aspecto depreciativo. No período apostólico os crentes viviam na expectativa diária da volta de Cristo. Passou a ser objeto de maior interesse na Igreja Antiga após a era apostólica. No período da Reforma Protestante, os anabatista criam com bastante ênfase numa eminente da volta de Jesus. Na segunda metade do século XIX, a crítica bíblica difundiu a idéia de que Jesus não conhecia com precisão e sem margem para erros o futuro, fortalecendo a busca do Jesus histórico, e consequentemente, o abandono do Jesus teológico. A espiritualização das profecias escatológicas literais, em decorrência da frustração e do desapontamento da “demora” da volta de Cristo, fez com que alguns teólogos, desconsiderando os aspectos literais do livro de Apocalipse, interpretassem a vinda do Reino de Deus como apenas o governo presente do Espírito Santo no coração e nas vidas dos homens.

Na atualidade, muitos estudiosos continuam levando a sério o estudo escatológico, considerando seus aspectos literais, alegóricos e simbólicos. Há, contanto, como em todos os tempos, alguns abusos em termos de interpretação e de percepção daquilo que se pode aceitar como evento ou sinal escatológico. Tais abusos, entre outras coisas, já fez com que alguns seguimentos cristãos chegassem a marcar a data da volta de Jesus, como, também, a difundir algumas idéias insustentáveis e paranóicas sobre os últimos acontecimentos ou últimas coisas.

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