sexta-feira, 25 de junho de 2010

O JOVEM CRISTÃO E A SUA CARREIRA PROFISSIONAL NO ATUAL MERCADO DE TRABALHO


Quando o assunto é vida profissional e trabalho, cada época possui os seus desafios e peculiaridades. Observemos abaixo as evoluções cíclicas na sociedade e organizações conforme Enio Resende (O Livro das Competências, Editora Qualitymark, 2003, p. 4-5):


a) Predominância de uma atividade econômica


- Período pré-industrial (predominância da atividade agrícola)

- Período industrial (predominância da atividade industrial)

- Período pós-industrial (predominância da atividade de serviços)


b) Predominância de fatores que torna as empresas mais poderosas ou competitivas

- Fase da propriedade (anterior ao século XX)

- Fase do capital (pouco mais da metade do século XX)

- Fase da tecnologia (três últimas décadas do século XX)

- Fase do conhecimento (atual, iniciada no final do século XX)


A presente era é caracterizada pela evidência de um conjunto de fenômenos e fatores concomitantes. São eles:


- Informação

- Conhecimento

- Descontinuidade

- Competitividade

- Telecomunicações

- Paradigmas

- Competência


COMPETÊNCIAS QUE FAZEM A DIFERENÇA


Para lidar com essa realidade dos dias atuais, a ênfase dada em termos de exigência para aqueles que desejam ingressar e crescer no mercado de trabalho está nas “competências” do indivíduo.


Por “competências” entenda-se: “A capacidade de transformar conhecimentos, aptidões, habilidades, interesse, vontade, comportamento, etc. em resultados práticos.”


Algumas competências ganham prioridades nesse contexto. São elas:


- Ter um curso superior

- Dominar os conhecimentos em sua área de atuação

- Ser multi-especialista, tendo um conhecimento diversificado do negócio (informática, idiomas, administração, logística, etc.)

- Saber administrar a própria carreira (manter-se atualizado e buscar constante qualificação)

- Ter habilidade para transformar conhecimentos em resultados

- Realizar as atividades com excelência

- Saber comunicar-se com clareza e objetividade (bom vocabulário, comunicação escrita e verbal, reuniões, apresentações, etc)

- Saber delegar tarefas e responsabilidades

- Ser capaz de trabalhar em equipe

- Saber relacionar-se bem

- Ter autocontrole das suas emoções (inteligência emocional)

- Ter empatia


A MELHOR CARREIRA OU PROFISSÃO


O jovem cristão precisa entender que a sua vida profissional está dentro do plano divino para a sua vida. A melhor carreira ou a melhor profissão é aquela que tem a direção e aprovação de Deus. Orar e agir é uma atitude prudente na vida daqueles que estão buscando em Deus o melhor para as suas vidas e para a glória dele.


Alguns jovens, durante a maior parte de suas vidas de dividirão entre o serviço na igreja e o trabalho secular. Outros, no tempo próprio, serão chamados para servirem ao Senhor em tempo integral, outros poderão servir nos campos missionários tendo a sua profissão como porta de entrada. São várias as possibilidades e as relações entre vida profissional e ministério cristão.


A nossa estabilidade profissional e o nosso sustento pessoal não dependem da organização onde você irá trabalhar. As empresas podem “quebrar”, as organizações públicas podem ser privatizadas ou extintas. A economia global e a instabilidade do mercado só nos dão a certeza de que a única certeza é a incerteza. Há pessoas formadas nas profissões de maior prestígio aos olhos humanos, que, no entanto estão desempregadas e frustradas. Repartições públicas federais, estaduais ou municipais, empresas multinacionais, ou qualquer outra organização aparentemente sólida e estável não garantem a estabilidade do cristão. É Deus quem nos sustenta (Mt 6.25-34).


O TRABALHO NÃO É TUDO NA VIDA


Leia esta pequena história:


Uma vez um mestre fez uma experiência com seus alunos. Pegou um vaso e encheu-o com pedras grandes. Depois, ergueu o vaso e perguntou aos alunos: o vaso está cheio?


A turma se dividiu, com alguns dizendo que sim e outros que não. O mestre então, pegou algumas pedras pequenas e colocou-as no vaso. As pedras pequenas se encaixaram entre as grandes, e o mestre ergueu o vaso, novamente, perguntando: o vaso está cheio?


Desta vez a maioria da turma respondeu que sim. O mestre, então, pegou um saco de areia e despejou dentro do vaso. Depois, repetiu a pergunta.


A grande maioria respondeu que sim. O mestre, então, pegou uma jarra de água, derramou no vaso, e perguntou: o vaso está cheio?


A turma finalmente chegou a um consenso. Todos responderam que sim. Então o mestre falou: Este vaso é como a nossa vida. Se eu tivesse colocado as pedras pequenas, a areia ou a água em primeiro lugar, não haveria espaço para as pedras grandes. As pedras grandes na nossa vida são: família, amigos, carreira, trabalho, lazer e saúde. É fundamental que não descuidemos delas. Não podemos perder muito tempo com coisas sem importância (as pedras pequenas), pois corremos o risco de não haver espaço para as coisas que realmente são importantes (as pedras grandes).


Para Júlio Battisti (www.juliobattisti.com.br) foi vital para ele entender que em tempos de alta rotatividade e de busca por profissionais altamente qualificados, a carreira é importante sim. Mas ela não é tudo. Uma carreira de sucesso, afirma Battisti, é aquela sustentada por muitos pilares e, sem dúvida, família, lazer, amigos e saúde física e mental são alguns dos que têm maior importância.


Reservar um tempo para a família, programar horas de lazer ou de bate-papo com os amigos e realizar atividades físicas não podem, de maneira alguma, ser consideradas atividades que nos "roubam tempo". Às vezes, é importante uma simples parada para não fazer nada e refletir sobre a vida. A partir do momento em que conseguimos equilibrar esses aspectos, passamos a ver as coisas com mais clareza e a produzir mais e melhor.

Um comentário:

Leandro Corrêa disse...

Olá, pessoal! Em primeiro lugar queria parabenizar o blog pela qualidade de seu conteúdo e pelas discussões construtivas que aqui são geradas. Também tenho um blog e convido a todos para que o conheçam e participem da enquete do mês. Ok? Até a próxima! Abraço, Leandro Corrêa

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