sexta-feira, 5 de março de 2010

MINHA RESPOSTA SOBRE A DAKE AO PASTOR GEREMIAS DO COUTO


Pelas mesmas razões alegadas pelo meu nobre amigo e companheiro pastor Geremias do Couto (o tamanho do texto), publico abaixo algumas considerações sobre o post "Minha resposta sobre a Dake ao pastor Altair Germano":

1. "primeiro em relação ao título, que põe em dúvida a idoneidade da CPAD, como se ela pudesse outra vez deixar de cumprir a resolução aprovada por unanimidade por ambos os órgãos da CGADB - Conselho de Doutrina e Comissão de Apologética. Se isso acontecer, a instituição perdeu toda a credibilidade e só resta fechar as portas da CGADB."

Resposta: O título do post não põe em dúvida a idoneidade da CPAD, mais expressa o meu entendimento pessoal em forma de interrogação, de que a Dake poderia continuar sendo publicada e vendida (como é também o entendimento daqueles que endossaram a obra, o pastor Elienai Cabral e o pastor Antonio Gilberto), observadas as sugestões que já foram dadas em outros posts. Como bem citou o colega, está claro no post que para o bem da organização sugeri que se cumpra o parecer do Conselho de Doutrina e da Comissão de Apologética.

2. "
A segunda observação tem a ver com o fato de o pastor Altair Germano, fugindo à regra em seu blog, assinar a postagem como se faz em documentos oficiais, citando as funções que exerce na CGADB (vice-presidente do Conselho de Educação e Cultura) e na UMADENE (relator do Conselho de Doutrina)."

Resposta: Para fins de esclarecimentos, a posição sobre o assunto tratada no post é pessoal e não representa os órgãos dos quais faço parte. Cito minhas atividades nos referidos órgãos por estar tratando de um assunto de cunho denominacional e institucional, dando dessa forma aos leitores a oportunidade de saber as funções que exerço. A citação de funções eclesiásticas não é algo restrito à documentos oficiais. Não é a primeira vez que as cito no blog.

3. "
Como está escrito, meu caro pastor Altair Germano, passa a impressão de que um grupo de boateiros, de pessoas que não têm o que fazer, divulgou tal versão como se não houvesse uma fonte digna de crédito para sustentá-la. Isso é induzir o leitor ao erro."

Resposta: Sobre a minha frase "
Pelo menos é esta a informação que circula na blogosfera evangélica", assim escrevi pelo fato de não ter sido comunicado oficialmente sobre a nova resolução (como ainda não o fui). Lamento pela má impressão que o pastor Geremias conseguiu enxergar na frase.

4. "
Outra resposta óbvia. Devem fazer o mesmo que fizeram quando reprovaram o movimento de Boston, as heresias do G12 e, agora, a publicação da Bíblia Dake. Não se espera menos do que isso. Esse episódio ajuda a que estejam mais atentos e acompanhem mais de perto a editora, promovam simpósios teológicos e zelem pela saúde editorial das obras que a igreja recebe".

Resposta: Vamos aguardar então as ações.

5. "
Primeiro, já é um grande passo quando o caro colega reconhece que os membros dos "magnos conselho e comissão" combatem a teologia da prosperidade e certamente reprovam os ensinos da Bíblia publicada pela editora pertencente ao primeiro vice-presidente da CGADB. Segundo, a dita editora não é confessional, ou seja, não pertence a uma denominação, nem a Assembleia de Deus, portanto nem o Conselho de Doutrina, nem a Comissão de Apologética têm prerrogativas para aprovar ou reprovar as suas obras. Terceiro, pela posição que ocupa, é um caso muito mais para o Conselho de Ética e Disciplina da CGADB do que para os órgãos mencionados. Quarto, qualquer membro da CGADB pode representar contra outro membro, desde que obedecidos os trâmites legais e haja consistência na representação para que a apuração dos fatos seja acatada. Não seria o caso de o caro colega encaminhar essa representação?"

Resposta: Concordo com o pastor Geremias do Couto que o caso poderia ser tratado pelo Conselho de Ética, mas o que não entendo é o fato do Conselho de Doutrina silenciar quando o Regimento Inteno da CGADB em seu Art. 29 Inciso II, que trata das competências deste Conselho afirma: "deliberar sobre qualquer assunto de natureza doutrinária, direta ou indiretamente relacionado com as Assembleias de Deus no Brasil; (grifo nosso)". Quanto ao encaminhamento de uma representação, tenho informações que isto já foi feito por outro obreiro.

6. "
Se o caro colega não sabe, esse assunto já foi amplamente discutido pelo Conselho de Doutrina em outros interregnos e a resolução foi radical: venda proibida nas livrarias da CPAD de livros que firam a doutrina esposada pelas Assembleias de Deus. Ao que eu saiba, não foi revogada. Basta apenas exigir o seu cumprimento."

Resposta: Nobre companheiro, obrigado pela informação dada ao milhares de obreiros assembleianos que não sabiam deste fato. Onde e quando foi mesmo publicada tal resolução? Não estou duvidando do irmão, é apenas para ter fundamentação oficial sobre estas deliberações desconhecidas de milhares de assembleianos.

7. "
Para encerrar, creio que é hora de refletir, não acirrar os ânimos ou deixar pressusposto que podemos ainda experimentar uma longa batalha por causa da Bíblia Dake. Todos, ao contrário, deveríamos, sem dubiedade, demonstrar à CPAD que o melhor caminho, agora, é o da obediência. Esse é um nó que precisa ser desatado."

Resposta: Que todos os "nós", visto que este é apenas um deles, sejam desatados para o bem da obra e da instituição!

Para os amados leitores, que fique bem claro, que a discussão no campo das idéias aqui exposta em nada macula a minha amizade e respeito pelo nobre companheiro e pastor Geremias do Couto, nem por qualquer outro companheiro que discorde de meus posicionamentos.

No amor de Cristo,

Altair Germano da Silva (Vice-Presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e Relator do Conselho de Doutrina da UMADENE-União de Ministros das Assembleias de Deus no Nordeste)

2 comentários:

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro pastor e amigo Altair Germano,

Como já expus em meu blog e reitero aqui, respeito o CD e a CA da CGADB quanto à decisão de pedir a suspensão das vendas da BED pela CPAD (são tantas e tantas siglas). Não obstante, considero tal decisão extremada, exagerada, além de abrir precedentes perigosos, como os já mencionados brilhantemente pelo irmão, em sua postagem anterior.

Penso que, em nome da coerência, o rigor adotado em relação ao caso Dake deveria ser aplicado também ao que se menciona no Regimento Inteno da CGADB, em seu artigo 29, inciso II (aludido na presente postagem). E acrescento que, no mesmo Regimento Interno, está escrito, quanto às competências da Comissão de Apologética (CA): "[Cabe a ela] informar sobre a ameaça que as seitas e religiões falsas representam para as igrejas” (artigo 37, inciso II).

Diante do exposto, pastor Altair Germano, se houve manifestações quanto a supostas heresias internas (caso Dake), as quais trancendem a ameaças externas (seitas e religiões) pede-se o mesmo rigor dos tais órgãos (CD e CA) quanto a outros assuntos que se constituem ameaças para as igrejas, como os mencionados claramente pelo irmão. Caso não se adote tal coerência, ficará a impressão (tomando-se emprestada aqui a linguagem futebolística) de que se age como um árbitro de futebol que marca uma falta no meio de campo, mas não assinala o mesmo tipo de infração (ou até pior) quando ocorre dentro da área (o que seria um pênalti).

Em Cristo,

CSZ

Pastor Geremias Couto disse...

Caro pastor e amigo Altair Germano:

Dando continuidade a este saudável debate, acabei de publicar no meu blog a minha tréplica ao irmão.

Abraços!