segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

QUEM PODE BATIZAR NAS ÁGUAS: CONSIDERAÇÕES FINAIS

IMAGEM: www.margaritasemcensura.com

"Nunca se teve notícia, nem na história bíblica e muito menos na da assembleiana de um membro da igreja batizar outro." (Blog Fronteira Final, em 13/10/2010)

"
Dissemos, repito, que não se tem na história da Igreja e da AD no Brasil registros (sabidos) de leigos terem batizado, à semelhança do caso apresentado." (Blog Fronteira Final, em 20/02/2010)

Entre a primeira e a última declaração sobre a realização do batismo nas águas por meio de membros da igreja, há alguma diferença? É claro que sim.

Quero mais uma vez parabenizar o companheiro e pastor Antonio Mesquita, por esclarecer o que no primeiro post ficou obscuro, ao ponto de contradizer os fatos provados em meus comentários no contexto bíblico, histórico e denominacional.

Sobre os demais argumentos levantados, que cada leitor possa apreciar os textos e chegar às suas próprias conclusões, sempre levando em consideração, em última instância, a Bíblia Sagrada.

Leia mais sobre o assunto em:

QUEM PODE BATIZAR NAS ÁGUAS: A QUESTÃO BÍBLICA
QUEM PODE BATIZAR NAS ÁGUAS: A QUESTÃO BÍBLICA (2)
QUEM PODE BATIZAR NAS ÁGUAS: A QUESTÃO HISTÓRICA E DENOMINACIONAL
O ARGUMENTO FALACIOSO (OU EQUIVOCADO) DOS "MARCOS ANTIGOS"
SOBRE CPAD, DAKE E BATISMO: UMA SÉRIA CRISE INSTITUCIONAL (Pr. Geremias do Couto)
AINDA SOBRE O BATISMO NAS ÁGUAS. QUEM PODE BATIZAR? (Pr. Geremias do Couto)
BATISMO EM ÁGUAS (1): PODEM OS MEMBROS BATIZAREM NOVOS CONVERTIDOS, EVENTUALMENTE? (Pr. Ciro Zibordi)

No amor de Cristo,

Altair Germano

6 comentários:

Kairós disse...

A Paz do Senhor Pr. Altair!

Muito boa as abordagens do sr. a respeito do batismo nas águas. Cinceramente, considero as suas abordagens mais fieis a Bíblia do que as que li em outros blogs.
Em uma discussão como esta, sempre devemos levar em concideração e como regra de fé a Bíblia, pois a mesma está acima de qualquer concílio eclesiástico.
Vejo que por uma questão de ordem e simplesmente de ordem, o batismo deve ser efetuado por ministros, mas não que seja pecado e antibiblico um membro batizar outro membro. Repito, simplesmente por questão de ordem, para que o batismo não seja efetuado de qualquer forma a ponto de que fuja do controle da igreja, é melhor que o ministro celebre o batismo.

Devemos simplesmente agradece-lo por colocar a "cara a tapa" pelas verdades bíblicas, mostrando que a verdade não é monopólio de alguns, mas que a mesma procede unicamente de Deus.

em Cristo,
Cleiton Tenório
São Sebastião/SP

Pastor Geremias Couto disse...

Caro irmão e amigo, pastor Altair Germano:

Embora eu admita (e deixei isso claro em todos os meus textos) que um membro, sob condições especiais (veja a dita resolução de 1933), possa batizar, tenho 56 anos de idade e já percorri uma longa estrada.

Quando dei conta da minha existência, meu saudoso pai já era pastor, sou ex-aluno do IBAD, fui professor de EBD, superintendente de EBD, presidente de mocidade, vice-presidente da UMADER, membro da equipe de cruzadas do pastor Bernhard Johnson Jr, professor da EPOE (São Cristóvão), professor do Instituto Bíblico Pentecostal, missionário entre portugueses nos Estados Unidos, diretor e professor do primeiro Instituto Bíblico de Língua Portuguesa nos EUA (com o pastor Geziel Gomes), segundo vice-presidente da AD de Cordovil, RJ, redator dos periódicos da CPAD, chefe de jornalismo da mesma editora, onde, por fim, exerci a diretoria de publicações, já oficiei alguns batismos, presenciei centenas de outros e não me lembro de ter visto ou sabido de um membro ter batizado alguém.

Isso não quer dizer que não tenha havido, mas, se houve, o número é tão pouco e em situações tão especiais que sequer é possível quantificar percentualmente. Ou seja, a regra geral, com extremas e raríssimas exceções (se é que as houve), tem sido pastores ou presbíteros oficiarem o ato, como dispõe a resolução de 1933.

Assim, não vejo nenhum equívoco nas afirmações do pastor Antonio Mesquita, nem mesmo quando cita a Bíblia até porque, como mencionei em meu artigo (agradeço pelo "link"), afirmar que a Bíblia dá suporte doutrinário a que um membro batize é apenas pressuposição.

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre kairós,

que a verdade da Bíblia possa estar acima de qualquer dogma ou tradição.

Amém!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre companheiro e amigo Geremias do Couto,

admiro sua vasta experiência ministerial e currículo, que com certeza tem muito a contribuir para o Reino.

O pastor Mesquista foi tão exagerado e infeliz na afirmação que fez, que precisou revê-la.

Penso que o foco no "irmão Ronaldo" (assim interpreto com base no texto do Fronteira Final) fez com que ele descuida-se de suas fundamentações bíblicas, históricas e denominacionais.

Por que ele não procurou saber quem era o pastor que autorizou o irmão Ronaldo a batizar, e os motivos que o levou a tal?

Por que o irmão Ronaldo e não o pastor recebeu as críticas? Bem, somente o pastor Mesquita pode responder.

Se o irmão Ronaldo batizou, não batizou sob a autoridade pastoral?

Não sou advogado nem promotor de ninguém, tanto que quando me pronunciei me detive na questão bíblica, histórica e denominacional, independente dos atores do episódio.

O que para o irmão é pressuposição em termos bíblicos, para mim é fato.

Em termos denominacionais, houve sim batismos. Alguns que me informaram dos fatos, pessoas tão dignas de credibilidade quanto o nobre amigo, pediram-me para não ter o nome publicado (certamente temento alguma consequência).

No demais, as diferenças em torno do assunto não ferirão de forma alguma o apreço e a amizade construída com o nobre companheiro.

No amor de Cristo,

Altair Germano.

Pastor Geremias Couto disse...

Caro e nobre amigo pastor Altair Germano:

Quatro pontos a considerar:

1. Ao afirmar como fatos pressuposições bíblicas (e o são) aborda-se o texto através da eixegese e fica aberta a porta para o liberalismo teológico. Mas é seu direito.

2. Não afirmei que não possa ter havido batismos oficiados por membros, mas que, se houve, o número é tão irrisório que sequer dar para quantificar percentualmente, incluindo os que o amado companheiro possa ter recebido por email. É provável que não chegue a 1%.

3. Para o meu ponto de vista, não importa se o irmão Ronaldo foi ou não autorizado, mas o fato em si mesmo e sua veiculação nacional num momento que caberia uma atitude mais comedida.

4. Sem dúvida, nossas eventuais divergências jamais ferirão a nossa amizade, apenas nos expõem como somos e o que defendemos diante de quem nos lê.

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre amigo e pastor Geremias do Couto,

dessa forma, fico eu com a minha "eixegese" (que para mim é exegese)ao lado da história da igreja:

"Tertulianos, escrevendo não longe do final do século 2 ou no começo do século 3, descreve o batismo. Evidentemente, ele fora posteriormente elaborado. O rito devia ser administrado por um bispo ou um presbítero, ou ainda por um diácono designado por ele, ou, na ausência desses, por um leigo".(Uma história do Cristianismo,Latourette, HAGNOS, 2008, p. 258)


Ao lado daqueles que foram favoráveis à Resolução da CGADB de 1933:

"Esta convenção reconhece unicamente como regra de sua fé, a ser obedecida, a Bíblia Sagrada [...]" (Mensageiro da Paz, da 2ª quinzena de maio de 1933 citado por História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, CPAD, Silas Daniel, p. 79-80)

Ao lado de Lawrence Olson:

"O batismo nas águas é um mandamento, tanto para pregadores, quanto para o povo de Deus em geral." (O Batismo Bíblico e a Trindade, 1985, CPAD, p. 13 apud Blog do Ciro)

Ao lado do pastor Eurico Bergstén:

"O batismo foi ordenado por Jesus Cristo. Foi ele quem mandou que os seus discípulos batizassem (cf. Mt 28.19; Mc 16.16). Os discípulos saíram e pregaram por toda a parte, batizando em cumprimento à oredem recebida (cf. Mc 16.20; At 2.41; 8.12; 10.47). [...] O batismo deve ser praticado assim como foi nos dias dos apóstolos". (Eurico Bergstén, Introdução à Teologia Sistemática, CPAD, 1999, p. )."

Ao lado do pastor Ciro Zibordi:

"Finalmente, não é usual e comum obreiros que não tenham títulos como pastor, presbítero ou diácono batizarem novos convertidos. Mas eles, se autorizados pelo pastor, eventualmente ou em circunstâncias especiais, podem fazer isso? Se atentarmos para o livro de Atos, ao que tudo indica, os apóstolos autorizavam outros obreiros, de escalão menor (diáconos, obreiros sem título; se bem que obreiro não deixa de ser um título!), por assim dizer, a batizar em águas." (Podem os membros batizarem novos convertidos, eventualmente?, Blog do Ciro)

E, por fim, ao lado de tantos outros que entendem ser o batismo realizado por um membro da igreja um ato fundamentado biblicamente.

Como todos estes citados não são infalíveis, como eu também não sou, quando um dia for convencido de que as minhas atuais posições sobre o assunto precisam ser revistas, tonarei público tal fato sem dificuldade alguma.

Como o amado bem coloca:

"Sem dúvida, nossas eventuais divergências jamais ferirão a nossa amizade, apenas nos expõem como somos e o que defendemos diante de quem nos lê."

Abraços!