segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

QUEM PODE BATIZAR NAS ÁGUAS: A QUESTÃO BÍBLICA

IMAGEM: ibimanancial.files.wordpress.com

O Blog Fronteira Final, do nobre companheiro e pastor Antonio Mesquista, publicou um post intitulado "A armadura é de Saul; a funda é de Davi; a pedra é Cristo", questionando o fato de um membro da igreja Assembleia de Deus, o irmão Ronaldo Rodrigues de Souza, ter batizado outro irmão em Cristo nas águas.

Alguns leitores pediram a minha opinião sobre o assunto, principalmente no sentido de saber se há fundamentação bíblica, histórica ou denominacional para tal prática, visto que foi realizada por alguém que não é do ministério da igreja, nem batizado no Espírito Santo.

Para colocar a minha opinião sobre o episódio, que independe de quem esteve envolvido, pois a questão não é esta, publicarei dois ou três posts.

A princípio, me basearei na afirmação abaixo, feita pelo companheiro Antonio Mesquita:

"Nunca se teve notícia, nem na história bíblica e muito menos na da assembleiana de um membro da igreja batizar outro. Será que os padrões assembleianos serão desprezados? Que o legado deixado por nossos pioneiros será jogado às traças? Isso é um verdadeiro absurdo e por isso não pude deixar de expressar-me, pois trata de ataque à base doutrinária e, sem ela, seríamos reduzidos ao Movimento G-12. Desde o princípio, a partir da escolha dos apóstolos, está patente o selo do Espírito: '…veio sobre eles o Espírito Santo e falavam em línguas…' (At 19.6) e ainda sobre a direção da escolha: '… pareceu bem ao Espírito Santo e a nós' (At 15.28)."

QUEM PODE BATIZAR NAS ÁGUAS: A QUESTÃO BÍBLICA

A primeira questão a ser discutida é a seguinte: o batismo nas águas pode ser ministrado, dentro da perspectiva bíblica, por alguém que não é membro do ministério? Minha resposta é sim.

Observemos os textos onde o batismo é ordenado:

"Seguiram os onze discípulos para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes designara. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século." (Mt 28.16-20)

"Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que tinham visto já ressucitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem não crer será condenado." (Mc 16.14-16)

Com base nos textos acima, a princípio, pode-se entender que a ministração do batismo seria realizada exclusivamente pelos "onze", ou, deduzindo-se disso, por seus sucessores legítimos, visto que parece ser apenas com os "onze" que ele (Jesus) fala nestas passagens.

Em Atos 2.41, após o derramamento do Espírito e a mensagem de Pedro, lemos que:

"Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas."

A pergunta é: quem batizou essas quase três mil pessoas? Foram apenas os apóstolos, ou alguns dos 120 discípulos participaram (At 1.15)? O texto não deixa claro.

Durante a primeira perseguição à igreja (At 8.1ss), Filipe, um dos diáconos (At 6.5), descendo à cidade de Samaria realizou bastismos em águas:

"Quando porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres. O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados." (At 8.12-13)

Observe que Filipe não tinha nenhuma "função ministerial" (nas Assembleias de Deus o diácono não faz parte do ministério, que é composto pelos presbíteros, evangelistas e pastores). Mesmo que alguém afirme que em Atos 21.8 Filipe é chamado de "evangelista", como já escrevi, "evangelista" não era na perspectiva bíblica um ofício na igreja (Leia AQUI).

Na sequência dos eventos, encontramos Filipe batizando o eunuco no caminho que desce de Jerusalém a Gaza, no deserto (At 8.38):

"Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco."

Um outro fato interessante em relação a quem pode batizar nas águas encontra-se no contexto da conversão de Saulo. Diz a Bíblia (At 9.1-19). Após ficar cego, Saulo é orientado pelo Senhor a entrar na cidade de Damasco, onde foi recebido na casa de um certo Judas. Simultaneamente, um discípulo (apenas discípulo) chamado Ananias é orientado a ir atá a casa de Judas para lá impor as mãos sobre Saulo, para que recuperasse a vista. Após obedecer as orientações do Senhor, nos diz a Bíblia que:

"Imediatamente, lhe caíram dos olhos como umas escamas, e tornou a ver. A seguir, levantou-se e foi batizado." (At 9.18)

A pergunta é: Saulo foi batizado por quem? Por qual diácono, evangelista, apóstolo ou detentor de alguma outra "função ministerial"? O contexto nos leva a entender que o próprio Ananias (um simples discípulo), batizou Saulo.

Dessa forma, comprova-se biblicamente que o batismo nas águas não é prerrogativa apenas dos apóstolos ou oficiais da igreja. Discípulos batizaram discípulos.

Na segunda viagem missionária de Paulo temos alguns textos que relatam batismos:

"Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso." (At 16.14-14)

Quem batizou Lídia? Paulo, Silas, Timóteo ou Lucas? O texto não diz.

Na conversão do carcereiro lemos que:

"Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus". (At 16.33)

Quem batizou o carcereiro e os seus? Paulo e Silas? Paulo ou Silas? Apenas Paulo? Apenas Silas? O texto não diz.

Levanto essa questão com base numa declaração feita pelo próprio apóstolo Paulo, encontrada em 1 Co 1.14-17:

"Dou graças [a Deus] porque a nehum de vós batizei, exceto Crispo e Gaio; para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome. Batizei também a casa de Estéfanas; além destes, não me lembro se batizei algum outro. Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo."

Perceba que na fala de Paulo o ato de batizar não é percebido como tarefa exclusiva, primordial ou obrigatória do apostolado. O fato de não batizar, não diminuia a sua missão ou ministério.

A QUESTÃO DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO COMO PRERROGATIVA PARA SER CONSAGRADO ÀS FUNÇÕES MINISTERIAIS E CONSECUTIVAMENTE BATIZAR EM ÁGUAS

"Ocorre que Ronaldo nunca fora consagrado a qualquer função ministerial por não ter recebido o batismo no Espírito Santo. Na doutrina pentecostal, em especial assembleiana, todo e qualquer obreiro para ser levado tanto ao ministério quanto ao oficialato da igreja, necessita, primeiramente, passar pela confirmação do Senhor, que se dá pelo batismo no Espírito Santo." (Fronteira Final)

Eis aqui outra questão controversa. Do ponto de vista bíblico, o batismo com o Espírito Santo é prerrogativa para a "consagração ao ministério"? Minha resposta é não. Eu diria que um pastor, um presbítero ou um diácono batizado com o Espírito Santo é "revestido de poder" (Lc 24.49; At 1.8), sendo essa uma condição "ideal" para o exercício das funções, mas, não exatamente uma condição indispensável.

Em Atos 6.3, onde se lê que dentre as qualificações para o diaconato (embora o texto não fale em diáconos) que os mesmos deveriam ser cheios do Espírito Santo, vale lembrar que entre os assembleianos não se tem unanimidade no significado de "ser cheio do Espírito Santo". Ser "cheio do Espírito Santo" é a mesma coisa de ser "batizado no Espírito Santo"? Certa vez, ao questionar certo pastor presidente sobre a questão, tive a seguinte resposta: deixa isso quieto.

Nas qualificações para o exercício do presbitério, do episcopado ou do diaconato, encontradas em 1 Timóteo 3.1-13 e Tito 1.5-9, não se encontra como pré-requisito o fato de ser "batizado no Espírito Santo.

Repito, que entendo esta condição como "ideal" para o exercíco ministerial, mas não "indispensável" à luz da Bíblia e no contexto cristão geral. O que o batismo no Espírito Santo nos outorga é mais poder para fazer a obra. A idéia de ser utilizado como "confirmação do Senhor" para o exercício ministerial não se sustenta biblicamente.

Em razão dos argumentos colocados pelo pastor Antonio Mesquista, tem acontecido o seguinte:

- Muitos entendem que por não ser batizado no Espírito Santo, o indivíduo não tem condições de ser oficial da igreja e nem de ensiná-la sobre esta verdade bíblica. Esse argumento é falho, pois seguindo a mesma lógica um oficial da igreja solteiro não teria condições de falar sobre casamento, quem não recebeu os dons espirituais de curar, a palavra da sabedoria, a palavra do conhecimento, operações de milagres, profecia e etc, não teria condições de ensinar sobre os mesmos e assim por diante;

- Homens íntegros e capazes são excluídos das consagrações pelo fato de não terem sidos batizados no Espírito Santo (e por não falarem em línguas), enquanto outros, que são batizados (e falam em línguas) são consagrados, mesmo com uma vida pessoal (familiar, social e eclesiástica) reprovável. Muitos homens de Deus passam anos esperando a tal "confirmação do Senhor", quando deveriam ser analisados à luz da Palavra, enquanto alguns adúlteros, mentirosos, caloteiros e tranbiqueiros são recebidos em alguns lugares, no ministério, por serem batizados no Espírito Santo ou por algumas outras razões que passam ao largo da Bíblia sagrada. É o carisma sem caráter;

- Seguindo essa mesma lógica "pentecostal assembleiana", ao longo da história (e na atualidade), nenhum pastor, presbítero ou diácono de qualquer outra denominação protestante ou evangélica, que não foi batizado no Espírito Santo, ocupou, ou ocupa legitimamente essas funções. Respeito a chamada concepção "pentecostal assembleiana" sobre o assunto, mas não concordo com a mesma em sua íntegra.

A idéia exposta no texto do Fronteira Final, que cita Antônio Torres Galvão afirmando que o batismo no Espírito Santo do Novo Testamento corresponde a unção com azeite do Antigo Testamento, não se sustenta exegeticamente nem hermeneuticamente, pois dessa forma Elias, Jeremias, Daniel, Ezequiel e outros profetas que não foram contemplados com este ato simbólico estariam desqualificados para a função. A ênfase do Antigo Testamento está na ação do Espírito sobre o indivíduo e não em suas representações.

Reafirmo, que um membro da igreja, seja ele Diretor ou Auxiliar de Serviços Gerais de uma empresa, batizado ou não com o Espírito Santo, pode, em certas circunstâncias e situações, batizar nas águas, sem ferir princípios, fundamentos ou doutrina bíblica.

Concluo esta primeira parte de minha exposição, onde procurei me deter sobre o assunto na perspectiva bíblica, para daqui a alguns dias, se Deus quiser, abordar o tema sob perspectiva histórica e denominacional assembleiana.

53 comentários:

JeaN disse...

Brilhante seu texto, nunca vi tanta clareza na explanação da Bíblia neste quesito Batismo, por parte de um pastor assembeliano.
Só me rsta dizer parabéns!
Vimos nesse caso que nem tudo que existe no G-12 e igrejas Neopentecostais são aberrações Doutrinárias, ao contrário há muitas verdades bíblicas no G-12 e Igrejas Neopentecostais.
O senhor provou brilhantemente isso, como disse acima, pela PALAVRA DE DEUS, que um membro pode batizar outro MEMBRO, sim, mas no contexto atual, as unicas IGREJAS NO BRASIL que defendiam isso eram as Neopentecostais ou as praticantes do G-12. Nunca tinha visto isso nas Assembleias de Deus, Igrejas Batistas ou Presbiterianas, ao contrário, todas essas igrejas refutam ou (refutavam?) esta tese bíblica de MEMBRO BATIZAR MEMBRO, chamdo este ato claramente de heresia ou Liberalismo exacerbado.
E dentro do ceio das Assembleias de Deus isso (membro batizar outro) é proibido, o senhor sabe disso.
É preciso, porém que apareça outros como o senhor que tenha coragem de dizer que isso não é antibíblico.
Eu oro a Deus para que outros se levantem tbm e digam, de uma vez por todas que NÃO É PECADO MULHER CORTAR CABELO, PINTAR UNHA E USAR BRINCO, e que isso é apenas um costume antigo das ADB's, e hoje em pleno século XXI até se faz necessário que a mulher faça tais coisas em algumas ocasiões.
Ahhhh outro fato que qualquer membro pode ralizar: a Santa Ceia, concorda comigo, pastor? rsrsr

No amor de Cristo,
Jean.

Ademir disse...

A paz do Senhor

li o artigo do pr mesquita e também achei um exagero da parte dele.
Quanto ao fato de não se consagrar obreiro se não for batizado no Espirito Santo concordo com a posição do irmão, já vi muita coisa estranha em véspera de consagração, desde obreiro forçando "linguas bem estranhas e crentes sinceros e íntegros tristes e decepcionados por serem considerados indignos do ministério.

Um abraço!

jacors disse...

Muito oportuno este artigo do Pastor Altair Germano, e bem explicado.
Porém, acredito que como muitos, também fiquei surpreso ao ver uma pessoa que não é ministro oficiar um batismo nas águas. Não se muda a "cultura assembleiana" de um dia para o outro. Porque mesmo com as referências bíblicas que o irmão aponta, favoráveis ao epsódio ocorrido, há todo um contexto histórico que vem de anos e anos contrário ao oficio do batismo em águas por pessoas que não pertencem ao ministério. Portanto, quero continuar aprendendo mais sobre este assunto.

Irmão Franklin disse...

Saudações cordiais na paz do Senhor Jesus!

Caro pastor Altair sobre este ponto, o do batismo em águas e outros, estávamos conversando com um presbítero de uma congregação assembleiana e ao abordamos o assunto, com a mesma base que o senhor, ele disse que é rebeldia contra Deus falar do tema com essa base, pois, esta indo contra o ministério!

Que possamos a cada dia pesquisar (ser metódicos, ter critérios, etc) nas Sagradas Escrituras as verdades que só ela contém.

Grato,

Franklin de Almeida Salles.




Acadêmico em Tecnol. em Agronegócios e Psq. em Gestão Estratégica para os Agronegócios e Teologia Bíblica.

Contato: irmaofranklin@hotmail.com

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Jean,

realmente nem tudo que existe nestes movimentos é antibíblico.

No caso da Assembleia de Deus, tratarei em outro post sobre as questões práticas relacionadas ao batismo nas águas nas Assembleias de Deus.

Sobre a Ceia, o texto bíblico é muito vago sobre o assunto, além de não termos exemplos claros como no caso do batismo. De qualquer forma, num outro espaço o assunto é digno de discussão.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Ademir,

no comentário do Fronteira Final, estranhei também o fato do nome do pastor do irmão Ronaldo não ter sido citado.

Afinal de contas, se ele batizou, foi sob as ordens e orientações de seu pastor.

Abraços e paz do Senhor.

Felipe Campos disse...

Com a devida vênia, dessa vez discordo da posição de Vossa Reverendíssima.
Pragmaticamente, é muito mais ariscado separar um obreiro não batizado que um batizado. Se hoje as pessoas já não buscam o batismo e o renovo espiritual, imaginem se isso não for requisito para consagração eclesiástica.

ebdjatiuca.blogspot.com

SP disse...

A Paz do Senhor.

Parabéns ao pastor por levantar essa questão importante que será extendida a muita gente que nunca pensou nisso.

Com muito respeito, coloco o seguinte:

Se uma pessoa deseja ser batizada eu devo recusar batizá-la porque não sou pastor? É mais importante obedecer os costumes ou estatutos da AD ou a Bíblia?

A Grande Comissão é regulamentada por estatutos humanos?

Se a Grande Comissão foi dada somente a pastores então é claro que somente eles poderão pregar e batizar.

Se foi dada a todos os cristãos e estes, leigos, não pudessem batizar seria: “Ide por todo o mundo, ensinai e trazei os novos discípulos à Igreja para que uma autoridade eclesiástica os batize.”

Quanto a remover limites antigos, Jesus também teve que romper alguns, baseados não nas Escrituras, mas nas tradições dos anciãos. Mt 15.

Que o Senhor continue abençoando este blog e nos ajude a compreender a sua vontade.

Abraço.

SP disse...

Imagine a seguinte situação hipotética, aproveitando esse tema e outro levantado nesse blog (a questão da união civil):

Uma pessoa crê em Cristo, não é casada civilmente, vive em concubinato com outra do sexo oposto. Essa pessoa procura um membro da AD para manifestar sua fé e desejo de ser batizada. A AD recusará seu batismo até que "regularize" seu casamento.

O membro da AD, por questão de consciência cristã, faz o batismo na piscina de casa.

Quais seriam as consequências para esse membro, de acordo com as regras ou costumes? Alguma punição?

O recém-convertido teria comunhão com a Igreja?

HARPAZO disse...

Pr. Altair, graças a Deus seus comentários são parecidos com o que entendo segundo a biblia. Sirvo a Jesus há 39 anos, milito na área do ensino como lhe falei antes e procuro mesmo com minhas deblididades servir ao Senhor mas não sou batizado no Espírito Santo. Por causa disso, não posso exercer "oficialmente" o diaconato, digo oficialmente pois no anonimato estamos fazendo a obra de Deus. Já ouvi muitos absurdos, até de pastores importantes como david Miranda da Deus é amor dizer que quem não é batizado no Espírito Santo não vai ser arrebatado, ainda bem que hoje como o ensino da palavra de Deus que tenho hoje não me atribulo mais com essas coisas. Deus te abençoe.

Ernando disse...

Graça e Paz,

Um texto que vai além das nossa tradições assembleianas.Ser biblico é o que importa.Não podemos invalidar a Palavra de Deus.Por isso parabenizo o querido Irmão pela ousadia e postura bílbica em certos assuntos que ainda é tratado com base em tradições e não pela Palavra de Deus,êste é um dos tais.Oro para que o irmão continue sendo voz profética no reino de Deus.

Em Cristo

ALTAIR GERMANO, disse...

Irmão Flankim,

não poder pensar diferente e se posicionar biblicamente sob pena de ser taxado de rebelde é mentalidade medieval inquisitória.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Felipe,

a questão é relativa. A não batizados que buscam incansavelmente o batismo, enquanto alguns já batizados não procuram manter a chama acesa.

De qualquer forma, respeito vossa opinião.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Corrigindo: "Há" não batizados...

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado SP,

enquanto membro da AD, deve-se respeitar as orientações ministeriais, caso contrário poderá se cair no erro da insubmissão e da rebeldia.

No caso em questão, um membro batizou autorizado por seu pastor.

Se alguém entende que pode sair por ai batizando, fundamentado biblicamente para isso, deve procurar uma comunidade que aprove tal prática.

É preciso entender o contexto do Novo Testamento e o nosso contexto.

O que procurei deixar claro é que há evidências bíblicas do fato.

Sobre as evidências históricas assembleianas, tenho só informações verbais (estou pesquisando as informações)que há outros casos de membros e diáconos que já foram autorizados por seus líderes a batizar, principalmente em se tratando de obras missionárias no interior, sertão ou no exterior do Brasil.

Num outro post tratarei sobre este assunto.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Jacors,

tenho informações de que não é primeiro caso nas Assembleias de Deus.

Tratarei disto num segundo post.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Harpazo,

permaneça firme fazendo a obra de Deus!

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Hernando,

sobre a questão no âmbito da tradição assembleiana tratarei posteriormente.

Este caso, como já me posicionei em outros comentários, parece não ter sido o primeiro nas Assembleias de Deus.

Abraços.

Márcio Cruz disse...

A Paz do Senhor, Ir. Gemano.

É um assunto muito delicado.
Creio que por questão de ordem, organização, o batismo é efetuado apenas por obreiros. Pois, se for feita uma abertura, com certeza haverá mais problemas que o citado no post.

Com certeza, muitos se valeriam dos argumentos via web e só Deus sabe o que poderia ocorrer na Igreja.

Por exemplo, na Bíblia não existe "escada ministerial", mas a seguimos por questão de organização ministerial, para que a obra cresça sadia.

Creio também que um esclarecimento se faz necessário, pois, de outra forma...

Em Cristo,

Ir. Márcio9 Cruz

alexandre disse...

Brilhante colocações as suas! Precisavamos deste esclarecimento.

Então pq não mudam os estatuos da CGADB?
Depois dessa é melhor pararem de chamar quem quer que seja de liberal não é mesmo? E aproveitem o ensejo e livrem as irmãs asembeleians dos pesados fardos dos usos e costuems que lhe são impostos, tudo em nome dos bons costumes.
O que não pode é o Diretor da CPAD desobedecer princípios e marcos estabelecidos desde os primórdios da denominação. Pois se assim o faz, fará confusão na mente de muita gente.
Se isso aconteceu posteriormente, não teve (com certeza) a influencia midiática que teve agora, pois foi mostrado na TV, exatamente no Programa da Denominação. Aguardo seu outro post sobre o assunto dando mais luz ao mesmo.

Respeitosamente,
Alexandre

Raidson Jenner Negreiros de Alencar disse...

Acredito que em certas circunstancias, sob a orientacao e autoridade de um membro do ministerio um membro possa sim batizar. Porem acredito que uma liberacao geral traria problemas para a igreja, tais como batismos sem criterios, falta de controle e padroes. Esse e o risco. Dessa forma nao concordo que qualquer membro saia por ai batizando indiscriminadamente.

Ricardo disse...

dou graças a Deus por existir um pentecostal sério e comprometido com a palavra

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Marcio Cruz,

sem dúvida em todas as coisas é preciso haver ordem.

Um membro de igreja não deve agir em revelia da sua liderança.

No caso aqui, certamente o membro agiu conforme a direção de seu líder.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Alexandre,

independente de quem tivesse sido o membro, não deveria ser ele o foco da questão, mas sim o pastor que o autorizou.

Por qual razão tanta ênfase no irmão Ronaldo.

Já parou para pensar que ninguém fala do pastor sob as ordens de quem ele batizou?

Antes de qualquer pronunciamento sobre o fato, deveriam ser feitas as seguintes perguntas:

- Por que o pastor do irmão Ronaldo o convidou para batizar nas águas?

- Já houve algum precedente?

- Por qual razão ele aceitou batizar?

Mais importante do que as pessoas envolvidas (embora não podem ser ignoradas) é o fato em si mesmo.

Pelo menos é o que entendi no post do Fronteira Final.

Discorri sobre o assunto demonstrando que há precedentes bíblicos.

Sobre precedentes denominacionais, como já falei, só tenho informações verbais, mas estou empenhado em provas mais concretas.

Aliás, se alguém tiver informações concretas de outros membros ou diáconos batizando autorizados, poderá contribuir com o debate.

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Raidson,

é o caso aqui.

Um membro batizando sobre a autorização de seu pastor.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Raidson,

onde se lê "sobre", leia-se "sob".

Abraços!

Ministério Boas Novas disse...

Paz...
Pastor Altair
Quero parabenizá-lo pelo conteúdo do estudo e pelo esclarecimento bem disposto a respeito do assunto. Peço por gentileza que aborde neste mesmo aspecto quanto ao celebrar a Santa Ceia do Senhor. Quem pode ou deve celebrar a Santa Ceia? No demais, que Deus continue consedendo esta maravilhosa graça na área do ensino... Abraço

bruno_cachorro_2 disse...

Prezado Pastor Altair Germano

Achei interessante sua resposta ao irmão Alexandre, e destaco as perguntas:
1) "Por qual razão tanta ênfase no irmão Ronaldo."

(resposta)
Na minha humilde opinião é porque ele é o Diretor Executivo da CPAD, o homem que teve o poder de lançar esse Batismo na Televisão, portanto não é um simples membro como quelaquer outro.

2) Já parou para pensar que ninguém fala do pastor sob as ordens de quem ele batizou?

(resposta)
nesse caso o senhor tem razão!

3) E pq esse pastor fez isso?

(resposta)
Não sei. Mas com certeza ele não tinha necessidade, pois o que mais temos no Rio de janeiro, são pastores.

4)"Discorri sobre o assunto demonstrando que há precedentes bíblicos."

(resposta)
Eu tmb acho isso, e conforme o irmão Jean comentou lá no início, o G-12 + as Igrejas Neopentecostais, que abriu os olhos das igrejas brasileiras para esta realidade: A Grande Comissão foi para todos. JESUS não disse:
"Ide, ensinai as nações, e tragam os discípulos para serem batizados pelas autoridades da Igreja" ceerto? lOGO ELE NÃO PROIBIU MEMBRO BATIZAR OUTRO.

5) Já houve algum preceente?
Não sei, mas no passado tinhamos necessidade de obreiros para esse serviço, mas felizmente isso não ocorre no exato momento.

6)Por qual razão ele aceitou batizar?
Não sei tbm, mas creio que ele está um pouco embaraçado depois do episódio com a Bíblia de Estudos Dake. Isso com certeza ele está.

Pastor Altair, conforme deu para o senhor notar eu não tenho nada contra isso, mas o fato é que a Assembleia de Deus e a CGADB são muito conservadoras quanto a este fato. Prova disso é que a CGADB e a maioria das Assembleias de Deus fulminam o pastorado femenino, e vejo neste caso (do Batismo em questão) um assunto tão polemico qto o pastorado femenino.
E lembramos que nenhuma Igreja histórica protestante aceita isso tbm, salvo engano.

Amplexos.

eliseu disse...

entendo que é perigoso. Não é a toa que em cada esquina hoje se vê uma igreja ( a maioria delas sem qualquer compromisso com a verdade, sem pessoas preparadas para pregar a palavra), justamente por conta do pensamento de que o que a bíblia não proibe é permitido.
Acho que é por conta disso que a Assembléia de Deus está perdendo o rumo, não se tem liderança como antigamente. Não se respeitam mais lideranças, estamos deixando interpretações biblicas de décadas sob o pretexto de estarem ultrapassadas, serem frutos de uma mentalidade antiga, costumes, etc.. (eis o perigo, começamos a dar o primeito passo há alguns anos e mudamos os costumes, entendimentos bíblicos, hermenêutica de 20, 30 anos).
Será que estamos indo para o caminho certo ??
É claro que nos exemplos citados pelo nobre pastor, como no caso de um irmão enviado para uma obra missionária, etc.. é perfeitamente plausível.
Agora onde já tenha o Pastor, o Evangelista, o Diácono, é perigoso, pois querendo ou não, a igreja tem de manter a hierarquia, a repartição das funções, não podem ficar com um pensamento simplista.

Alessandro Cristian disse...

Sinceramente, simplesmente o melhor e mais imparcial texto que já li sobre o tema. Muito do conteúdo ali exposto está entalado na minha garganta há anos e, sempre que posso, explano sobre para uma audiência que discorda (a velha história da boca torta devido ao uso constante do cachimbo) e permanece indiferente...
Deus continue te abençoando, prezado Pastor.
Pb Alessandro Cristian

Valdomiro Filho disse...

Eu particularmente gostaria muito de ter sido batizado nas águas por quem me pregou o evangelho, gerando minha conversão. Naquela época um simples membro, dirigente da lista local. Fui batizado pelo Pr. Dário, um homem admirável, graças a Deus.
Acho que as igrejas estatutarimente não deveriam ir além do que a Bíblia ensina. Mas, às vezes vemos proibições sem sentido, tanto no âmbito nacional, como, também localizadamente como é o caso, por exemplo, de não se permitir a barba.
Bem... mas, uma vez parabéns ao Pr. Altair por trazer um tema desse porte com serenidade e base bíblica.

Ricardo Mamedes disse...

Caro Pastor,

Um texto brilhante, sério, comprometido com a verdade bíblica, a despeito de possíveis dogmas tão arraigadamente inseridos na(s) denominação(ções).

Eu e alguns amigos blogueiros temos discutido muito sobre a possibilidade de partir para uma discussão (epistemologia) sob um ponto de neutralidade, abandonando pressupostos que nos "contaminam". Certamente é impossível que o façamos abandonando a nossa cosmovisão cristã, mas podendo, pelo menos, abandonar dogmas para alcançar uma análise IMPARCIAL.

Penso que o senhor conseguiu essa "façanha" no seu excelente texto. Parabéns! Foi imparcial e ao mesmo tempo fiel exegética e hermeneuticamente, pelo menos sob a minha humilde e não tão abalizada ótica.

Estou seguindo o seu blog e convido-o a visitar o meu (ricardomamedes.blogspot.com).

Grande abraço, no amor de Cristo,

Ricardo

Atalaia disse...

Me parece que a coisa vai bem além de um membro poder batizar.
Vamos analisar, a questão da seguinte forma:
1º-- A igreja católica sempre ensinou que um membro pode batizar,"desde que" não haja possibilidade de um padre fazê-lo. Me lembro deste ensino quando estava fazendo catecismo para a primeira comunhão,ou seja, a excessão é válida,tanto quanto a regra.(me pareçe o melhor entendimento)
2°-- Em Atos 2:41 quase 3.000 pessoas foram batizadas após ouvirem a pregação de Pedro,ou seja, sem fazerem longos pré-batismos e sem serem sabatinados pela igreja com aquela pergunta clássica: alguém tem alguma coisa ou sabe de alguma coisa que impede o irmão de batizar???
Veja que a única condição colocada por Pedro para o batismo(imersão),era o arrependimento.O eunuco,a casa de Cornélio,Paulo,enfim,na igreja primitiva o batismo(imersão) era subsequente ao arrependimento operado pela pregação.
Pois é, parece que o homem gosta de invalidar o mandamento,preferindo ordenanças humanas...ou mesmo suas próprias tradições!!!

Clóvis disse...

Pr. Altair,

Concordo em gênero, número e grau com a possibilidade de um irmão não ordenado ao ministério realizar o batismo. Não há impedimento bíblico para isso.

Quanto a conveniência disso, creio que deve ser determinada pela necessidade. Não deve ser cada um batiza e pronto. Há situações e circunstância em que um membro não ordenado possa e deva realizar o batismo.

Uma consideração que faço, também, é quanto à vinculação a uma igreja. Sendo o batismo um testemunho público de fé e também demonstração de ingresso na igreja visível, há que ser este batismo, por assim dizer, "promovido" pela igreja.

No caso em apreço, parece que o batismo foi feito por uma igreja, sob supervisão de um pastor. Não vejo nenhum impedimento.

Em Cristo,

Clóvis
Editor do Cinco Solas

Moisés Pena disse...

Pastor Altair,

Seu comentário é esclarecedor, embora abra portas para outras discurssões polêmicas de cunho doutrinário (como outras pessoas citaram aqui).
Fica evidente que nossa denominação está cheia de misticismo em relação à assuntos nos quais afirmamos que outras denominações estão erradas. Deus é bem maior do que a Assembléia de Deus. Espero que nossa liderança reavalie nosso credo para que nossa igreja não entre em contradição com o que a bíblia ensina.

Deus te abençoe,

Moisés Pena

www.moisespena.blogspot.com

MARCOS PAULO disse...

Pr . Altair tenho um blog que tem como título USOS E COSTUMES - AJUDAM OU ATRAPALHAM , nele postei um pedaço desse tópico e até fiz uma crítica em relação ao seu início que aborda mais a defesa pelo padrão assembleiano , do que pelo padrão bíblico , postei isso com todo respeito ao senhor , pois honro aqueles que Deus honra , o fato que assim como o sr. faz neste blog , fiz no meu , expus a minha visão que considero ser certa . Mas lendo o comentário na integra , somo - me aos demais irmãos que aqui postam para lhe parabenizar pelo tão esclarecedor comentário que a sua pessoa fez , nunca vi tanta clareza em relação a este tema por um pastor assembleiano . Gostaria muito que todos tivessem esta visão , pois muita massa boa para se fazer obreiro tem sido disperdiçada por conta de regras sem apoio bíblico . Agradeço pela oportunidade , que Deus abençõe .

Elisomar disse...

Este é um assunto muito interessante!

ALTAIR GERMANO, disse...

Ministério Boas Novas,

no momento oportuno trabalharemos o tema Santa Ceia.

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Bruno,

penso até sexta-feira escrever algo do ponto de vista histórico e denominacional.

Já tenho informações (embora superficiais)que membros ou diáconos já batizaram nas Assembleias de Deus e em outras denominações, devidamente autorizados e em trabalhos missionários no interior do estado ou fora do país. Acontece que preciso de confirmações mais concretas sobre estes fatos.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Eliseu,

"Agora onde já tenha o Pastor, o Evangelista, o Diácono, é perigoso, pois querendo ou não, a igreja tem de manter a hierarquia, a repartição das funções, não podem ficar com um pensamento simplista."

Essa preocupação hierárquica só é vista com o fortalecimento do bispado no final da Idade Antiga e na Idade Média em pleno catolicismo romano.

Concordo com o respeito aos pastores e líderes pois isto é bíblico, mas, entendo pela Palavra, como já descrito, que o fato de um membro batizar sob a autorização de seu pastor (no nosso contexto)não diminui em nada os demais "superiores hierárquicos".

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Alessandro,

o equilíbrio e o respeito mútuo é sempre importante nestas discussões. O saber nunca deve nos envaidecer.

Continue com muita sabedoria questionando aquilo que por vezes lhe "entala".

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Valdomiro,

existem tradições que apesar de não-bíblicas são boas. As questões culturais contribuem para a existência das tais.

Quando o fardo das tradições se torna pesado demais, se transformando em legalismo, o cristão deve orar a Deus e buscar uma comunidade onde perceba a graça responsável sem o peso do farisaísmo contemporâneo.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Ricardo Mamedes,

não sei se fui plenamente imparcial, mas que tentei isso eu garanto.

Todos temos uma história construída em torno de paradigmas que estão sempre presentes na hora de opinarmos ou interpretarmos as questões.

De qualquer forma, quanto mais imparciais melhor.

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Atalaia,

como já comentei, abordarei as questões históricas em breve. Em relação as tradições, mantenho o que escrevi nos demais comentários.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Clóvis,

obrigado pela contribuição. Penso já ter falado isto ao longo dos comentários.

Não creio numa igreja anárquica.

Apenas, neste primeiro momento, tentei me limitar a abordar a questão biblicamente.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Moisés Pena,

as discussões doutrinárias sempre contribuem para o fortalecimento da verdade bíblica e para o repensar de conceitos e práticas reproduzidas sem a devida reflexão.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Marcos Paulo,

como já escrevi, a absoluta imparcialidade é algo difícil de alcançar, embora desejável e necessária.

Obrigado pelas palavras motivadoras, como a de tantos outros que por aqui já passaram e comentaram, tanto concordando, quanto discordando.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Elisomar,

investigar e pensar biblicamente é deveras interessante e extremamente necessário.

Paz do Senhor!

Robson Aguiar disse...

Pr. Altair,

Em consonância com alguns que me antecederam, também creio que em situações emergenciais e atípicas, um membro poderá sim, batizar um novo converso nas águas.

O pastor que convocou o Irmão Ronaldo, com certeza é o maior causador dessa polêmica, mas, por se tratar do Diretor Executivo da CPAD o batizador e o episódio ter sido veiculado na TV em Rede Nacional, fizeram com que a maioria das críticas fossem dirigidas a pessoa de maior expressão na nação assembleiana nesse caso, que é o pastor Ronaldo Rodrigues.

A similaridade do fato, com o que já acontece em alguns grupos neopentecostais, trouxeram preocupação aos pastores e membros debatedores, para que se não repasse a idéia que essa é uma prática comum nas Assembléias de Deus.

Com o recente cenário envolvendo a Dake, e surgindo mais essa, nos vem a preocupação de como as demais igrejas tradicionais e neopentencostais estão recebendo essas informações.

Além disso, é preciso levar em consideração, que não faz parte das nossas tradições onde existem pastores e presbíteros, os membros e até Diáconos executarem o batismo.

Essa regra ao meu ver, também se aplica a Santa Ceia e Casamento.

No mais, li as postagens do pastor Geremias e Mesquita os quais abordaram o assunto com a mesma propriedade com que o irmão abordou. Todos estão de parabéns!

Atalaia disse...

Como esta questão de "quem pode batizar" envolve "tradição",gostaria de deixar um comentário sobre as tradições.
Entendo que tradição boa ,é tão somente,tradição apostólica,portanto neotestamentária.
Os fariseus conseguiram invalidar o mandamento através de tradições que eles reputavam boas,contudo não encontraram a aprovação de Jesus.(Mt 15:3).
Logo,como só se pode ser herege acrescentando ou retirando,fica aí o perigo das tradições que não encontram respaudo em Jesus ou na doutrina dos apóstolos(epístolas dos apóstolos)
A tradição apostólica é a única boa(saldável) e a única que deve servir de paradigma para qualquer igreja cristã hoje.A menos que nossa interpretação e tradição seja melhor que a dos apóstolos e
aí corremos o risco de sermos herejes por acréscimo,ou na melhor das hipóteses termos tradições vãs,que não redundam em adoração verdadeira a Deus.
Pensem nisto, pois Deus sempre chamou os profetas para edificarem e para derrubarem!
No mais ,um grande abraço nobre Altair Germano, e estou aguardando seu post sobre as tradições,
graça e paz!

jr disse...

É pastor já tem gente até orando para que a AD seja mais uma dentre tantas, jogando tudo pro lixo (costumes e tradições, que chamam até de jugo pesado) Hoje ser crente assembleiano tradicional tá virando um opróbrio ! O bom nisto tudo é que esses pensamentos vem de crentes "mundanos e libertinos" ! o que serve de estímulo para aqueles que ainda não aderiram a essa onda !

Carlos H. disse...

Caro pastor, sou um admirador dos seus artigos, mas nesse assunto acho que UMA COISA NÃO JUSTIFICA OUTRA. Não está definido que para ser membro do ministério tem que ser batizado com o Espírito Santo? Não está definido que somente membros do ministério é que oficializa batismo em áquas? Afinal como assembleiano que somos qual é o nosso padrão?

CAPELÂO E JUIZ ARBITRAL disse...

Iai Pr Altair quem me disses finalizando essa questao, se e ou nao errado consagrar alguem ao presibiterio sem ser batizado com o EP?



PAZ PARA O MUNDO E TUDO PELO CERTO!