quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O ARGUMENTO FALACIOSO (OU EQUIVOCADO) ACERCA DOS "MARCOS ANTIGOS"


Sempre que um ponto de vista, mesmo que bíblico, contraria algum aspecto da tradição da igreja, surge logo alguém com o velho chavão: "não é bom remover os marcos antigos". Quero fazer um breve comentário sobre este fato.

Em primeiro lugar, a ideia da manutenção dos marcos antigos, no sentido em que é colocada, não pode ser sustentada por meio de uma interpretação histórico-gramatical do texto sagrado. Observe o versículo abaixo, de onde provém a conhecida exortação:

"Não mudes o marco do teu próximo, que colocaram os antigos na tua herança, que possuíres na terra, que dá o SENHOR, teu Deus, para possuíre". (Dt 19.14, ARC)

Do que trata exatamente o texto acima?

"Ainda em nosso dias, em muitas sociedades, os limites da terra de um indivíduo são assinalados por um marco de pedra ou por um montão de pedras. Tais marcos eram removidos por pessoas que visavam defraudar seus vizinhos (Jó 24.2; Is 5.8; Os 5.10). Há provas abundantes de que outras nações enfrentavam o mesmo problema. Grandes pedras (no acadiano kudurru) que demarcavam os limites de terras reais na Mesopotâmia traziam gravadas listas de maldições dirigidas contra quem quer que as removesse (cf. Dt 27.17). Em Israel, onde cada homem mantinha seu pedaço de terra como uma herança vinda de javé, a remoção de um marco limítrofe era uma ofensa contra o próprio Javé. Havia uma íntima ligação entre a terra de um indivíduo como seu meio de sustento e a própria vida do homem". (Deuteronômio: introdução e comentário, J. A. Thompson, Mundo Cristão, 1991).

"Mui provavelmente uma referência ao loteamento original de terras às famílias de Israel, ou seja, o estabelecimento da herança que cabia a cada família de Israel, quando a Terra Prometida foi dividida, após a conquista". Ver Jos. 18.1-10." (O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, R. N. Champlin, CPAD/HAGNOS, 2001).

O sentido do texto está muitíssimo claro. O problema da remoção dos "marcos antigos" se relaciona exclusivamente com a questão territorial, quando havia a intenção de defraudar, enganar ou roubar um vizinho. Qualquer interpretação fora desse contexto acaba se perdendo no campo da alegorese (dar ao texto um significado que ele não possui, geralmente espiritualizando o mesmo) ou da eisegese (dar ao texto o significado que eu quero que ele tenha) .

Esclarecida a questão textual, partamos para tratar da questão falaciosa (ou equivocada) do argumento dos "marcos antigos".

Como já colocamos no início deste post, tentar mudar, ou perceber as coisas biblicamente, sempre que atinge alguma tradição da igreja, geralmente é visto por alguns como uma "remoção dos marcos antigos" ou uma "ofensa ao trabalho dos pioneiros". Algumas questões precisam ser respondidas:

Tudo que é antigo é bom? Penso que não.

Tudo que é antigo é ruim? Também não.

Tudo que é novo é bom? Obviamente que não.

Tudo que é novo é ruim? De forma alguma.

Sempre que se procura mudar algo (costume, liturgia, adminsitração, etc), ou se esclarece uma verdade até então compreendida limitadamente ou equivocadamente, pretende-se dessa forma desmerecer quem fazia, pensava ou ensinava antes? Entendo que não. Quando as pessoas de boa índole promovem o esclarecimento ou o questionamento, fazem movidas por boas intenções e respeito à organização e aos "mais antigos".

Em razão disso, as mudanças devem acontecer de forma imediata e forçada? Não. Elas precisam ser discutidas, analisadas, ponderadas e decididas, para só depois serem testadas e implantadas. Os ambientes e as pessoas precisam ser preparados para as mudanças.

Ao longo da história das Assembleias de Deus no Brasil, muitas coisas estabelecidas pelos pioneiros já mudaram. Como por exemplo, pode-se citar:

- A resistência à implantação de Institutos Bíblicos ou Escolas Teológicas;
- A resistência ao trabalho de diaconisas na igreja;
- A proibição de usos de símbolos nas igrejas, onde somente a imagem da Bíblia era autorizada (hoje temos a cruz, o candelabro, a arca da aliança, etc);
- A proibição do uso de rádio e televisão pelos crentes;
- A proibição do uso de maquiagem e calças compridas pelas irmãs (em muitas Assembleias de Deus no Brasil tais costumes deixaram de ser exigidos e observados);
- O respeito aos limites de "campo" ou "área de trabalho" dos ministérios e convenções estaduais;
- A "prova" dos candidatos ao ministério (antigamente um candidato ao ministério precisava passar por algum tipo de sofrimento imposto ou teste para ser aprovado e admitido);
- Até a Teologia da Prosperidade, que é uma questão doutrinária, não é passiva mais de sanções.

Não estou aqui para tratar sobre a qualidade ou resultados das mudanças (juízo de valor), mas apenas para registrar os fatos históricos.

Eu poderia alongar esta lista, mas onde quero chegar é que se for perguntado para pastores, obreiros em geral e membros sobre se estas mudanças foram boas ou más, as opiniões serão divergentes. Uns afirmarão que foi uma "benção", enquanto outros dirão "infelizmente removeram os marcos antigos".

Quero já finalizar, alertando para o fato de que da próxima vez que você for usar o falacioso (ou equivocado) argumento dos "marcos antigos" pense duas (ou mais) vezes, pois, em se tratando de mudanças (sejam elas quais forem), elas podem ser bem intencionadas e boas.

Por outro lado, quando você for confrontado e vitimado por este argumento, pense também duas (ou mais) vezes, para não cair no erro da mudança pela mudança, ou do inovacionismo.

Em ambos os casos, um bom período de oração, acrescentado de uma postura humilde, não fará mal a ninguém.

Abraços.

43 comentários:

Gutierres Siqueira disse...

Pr. Altair, a paz!

A sua abordagem sobre essa chavão é muito boa e necessária. Há um ano eu escrevi sobre esse assunto. Segue o link:

http://teologiapentecostal.blogspot.com/2009/01/nao-removam-os-marcos-antigos.html

abraços

Pr. Carlos Roberto disse...

Csro amigo e Pastor Altair Germano,

Graça e Paz, ou a Paz do Senhor, ou a Paz de Deus, rsrrs

Está aí meu amigo,

Parabéns pelo texto, com o qual concordo.

Tudo é uma questão de equilíbrio e aguardarmos o tempo certo, afinal de contas, por aqui no litoral paulista, costuma se dizer que prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém1rsrs

Um grande abraço!

Pr. Carlos Roberto

Pb. Marcos Alencar disse...

È isso mesmo nobre pastor Altair. Parabens!

Pastor Geremias Couto disse...

Excelente texto, pastor Altair!

Ainda que haja aí a citação de algumas inovações apenas para mostrar quantas mudanças já ocorreram, o cerne é exatamente esse:

Nem tudo o que é novo é ruim; nem tudo o que é antigo é bom.

Ou dito de outra maneira:

Nem tudo que é antigo é ruim; nem tudo o que é novo é bom.

No entanto, acima de tudo existem princípios bíblicos imutáveis, válidos para todas as épocas e pessoas, que devem pautar as nossas escolhas quanto ao ruim ou ao bom, seja antigo, seja novo.

Abraços!

Pr. Jesiel Freitas disse...

Parabéns amado companheiro...

Artigo irrepreensível! Finalmente alguém escreve sobre este tema tão pertinente com relação àqueles que no afã de defender seus "princípios pessoais", usam erradamente o velho jargão.

É bom ter conhecimento para não dizer tais tolices "especuloteológicas".

Saudações em Cristo.

Abraço fraterno.

No mais... Paz!

Pr. Jesiel Freitas

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Gutierres,

olhei lá o vosso post e se enquadra naquilo que aqui temos colocado.

Vai nessa tua força!

ALTAIR GERMANO, disse...

Amigo e pastor Carlos Roberto,

cuidado com a forma de saudar rsrsrs.

Tenho orado para o Senhor me conceder sempre mais sabedoria para ser prudente.

Quanto ao caldo de galinha, quem sabe não tomo em março, por ocasião da Conferência de Educação Teológica.

Espero que os diretores, professores e alunos aí da região estejam motivados.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre pastor Marcos Alencar,

não é fácil lidar com estas questões, mas com graça de Deus estou caminhando e buscando a vontade dele.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobe amigo e pastor Geremias do Couto,

"No entanto, acima de tudo existem princípios bíblicos imutáveis, válidos para todas as épocas e pessoas, que devem pautar as nossas escolhas quanto ao ruim ou ao bom, seja antigo, seja novo."

Com a oração e a humildade mencionados no post, tais principios serão percebidos e mantidos para a glória de Deus.

Abraços.

Ev. Antonio Cruz disse...

Parabéns Pastor Altair. precisamos mesmo de tais esclarecimentos constantemente, pois as vezes muito deixamos de fazer apegados somente a tal pensamento.

Equilibrio, Oração e uma boa dose de interpretação fiel podem solucionar diversos probleminhas na Igreja.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre pastor Jesiel Freitas,

saber viver e conviver entre o antigo e o novo, entre a necessidade de preservar ou de muda é tarefa que exige prudência, discernimento e direção de Deus.

Que Ele continue nos ajudando.

Abraços!

Elisomar disse...

Amei esta postagem, tanto pelo contexto histórico como pelo esclarecimento!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Ev. Antonio Cruz,

novos conhecimentos ou a ampliação de conhecimentos antigos, geralmente produzem em nossas mentes uma desistabilização, uma desarrumação e certo desconforto necessários para assimilação dos novos saberes.

Lidar com isso não é fácil, mas é extremamente necessário para aqueles que pretendem continuar crescendo em tudo!

Abraços!

Willyelda disse...

Shalom Pr Altair!!!

Parabéns!! Muito bom e apropriado o tema deste poste...

Foi chocante quando estudamos acerca desse assunto no seminário teológico. A princípio o professsor perguntou: respondam com sinceridade de alma o que quer dizer esse texto; "Não removam os marcos antigos"? Foi demais!! claro, a gente aprendeu a vida toda de modo errrado o que são os "marcos", como me esforço pra ser boa discípula...respondi que estava relacionado as doutrinas.

Ícaro Lenine disse...

Certo, concordo com tudo o que foi exposto no texto, entretanto, será que também nós não podemos afirmar que os tempos antigos da assembléia de Deus eram mais avivados quando existia uma certa firmeza e observância de algumas tradições?

E hoje as denominações em geral, incluindo nossa querida Assembléia de Deus, existe um afrouxamento muito grande onde começou com os usos e costume e já está corroendo a nossos principios bíblicos, a exemplo da doutrina da prosperidade e a bíblia da vitória financeira e tantas outros desvios teológicos.

Resumindo: Nem tudo o que é antigo é bom, mas será que mesmo assim os tempos antigos eram mais espirituais que os de hoje?

Robson Silva de Sousa disse...

A Paz do Senhor, prezado Pr. Altair Germano.

Parabéns pela forma como abordou o assunto e pelos esclarecimentos acerca da literalidade do texto bíblico.

No entanto, gostaria de acrescentar – se é que tenho credenciais para fazê-lo – que da mesma maneira como alguns se utilizam do texto bíblico para embasar “doutrinas xiitas”, há quem se apóie nas “ausências” ou “lacunas” da Bíblia como uma forma de justificar seus “erros”, sob pretexto de que, se não há texto bíblico que contrarie o ato, logo – segundo eles –, há concordância tácita – o que sabemos, não é verdade.

Se tomarmos emprestado alguns preceitos jurídicos, saberemos que as “lacunas” ou “ausência de norma” não são pretexto para que uma conduta social reprovável não seja apreciada pelo judiciário – ainda que a Constituição ou demais normas infraconstitucionais não versem, literalmente, sobre a questão.

Assim, não havendo norma que regule aquela conduta, o juiz deverá recorrer às fontes integradoras para suprir as lacunas normativas, dentre as quais: os costumes, os princípios gerais do direito, a equidade, a analogia, a jurisprudência e a doutrina jurídica.

Remover “os marcos fixados pelos antigos”, no texto em questão, ainda que não seja algo que se refira literalmente às doutrinas da igreja – o que todos (ou quase todos) concordamos –, conservam princípios que, a meu ver, são análogos.

Se não vejamos:

O ordenamento jurídico brasileiro, no que diz respeito ao Direito de Propriedade, tutela a demarcação de uma propriedade facultando àquele que teve seus marcos removidos, demandar ao judiciário a fim de aviventá-los através de Ação Demarcatória.

Nesse sentido, a “ação demarcatória é adequada para recompor, aviventar ou fixar no solo linha limítrofe entre prédios confinantes, quando inexistente, desaparecida, apagada ou destruída, quer por ação do tempo ou fatores outros da natureza, quer pela mão do homem” (trecho de um acórdão do TJMG / 2008).

Como o espaço não me permite mais delongas, entendo que muitas de nossas normas eclesiásticas (“erroneamente” denominadas doutrinas) são, em grande parte, baseadas em nossos costumes, nos princípios gerais do cristianismo, na equidade (adaptação da regra existente à situação concreta, observando-se os critérios de justiça e igualdade) de nossos antigos líderes, na analogia etc.

Assim – analogicamente falando –, ainda que “os marcos deixados pelos antigos” nem sempre sejam “removidos” propositadamente, sendo admissível a “ação do tempo ou fatores outros da natureza” do “negócio”, temos que reconhecer que algumas “remoções” se dão a propósito de interesses não abarcados pelos princípios bíblico-cristãos.

Para estes casos – ainda analogicamente falando –, não pode haver escusas de nossas atuais lideranças para não aceitarem e julgarem a demanda por falta de uma norma positivada.

Por fim, sempre que um “marco” (literal ou simbólico) é removido, há de se considerar a possibilidade de que os herdeiros dos antigos demandem pelo aviventar ou fixar dos limites da herança – no nosso caso, das “doutrinas” de nossa Igreja.

Acho que compliquei, não é mesmo?

Abraço.

Pb. Robson Silva
Prossigo para o Alvo... Fp 3:14

Juber Donizete Gonçalves disse...

Prezado Pr. Altair Germano,

Muito enriquecedora sua postagem. Parabéns pelo texto.

Um abraço.

Philadelfia - Evangelismo e Louvor disse...

Muito boa sua abordagem sobre tal falacioso argumento.

Quero, da mesma forma, parabenizar o nobre Pr. Robson pela forma "análoga" com que complementou o texto.

É sempre bom ver a discussão em torno de um assunto polêmico ou argumento duvidoso!

Estou aprendendo muito convosco!

Deus abençoe a todos e aos vossos ministérios.

Elian Soares
www.evangelismoelouvor.com

Gutierres Siqueira disse...

Pr. Altair, a paz!

Apesar da pergunta não ter sido direcionada para mim, eu quero colaborar com uma resposta ao irmão Ícaro Lenine.
O amado irmão Lenine pergunta:
“Nem tudo o que é antigo é bom, mas será que mesmo assim os tempos antigos eram mais espirituais que os de hoje?”

Penso que romantizamos muito o nosso passado. É certo que a situação era melhor, mas havia igualmente muitos problemas. Exemplo disso são as inúmeras divisões e brigas que ocorreram na história assembleiana. O maior período de paz que a denominação passou foi nos seus primeiros trinta anos, quando ainda era uma igreja muito pequena.

Vou dar um exemplo de como o passado não é tão bonito assim.
Em 1992 (se eu não me engano) o pastor Severino Pedro da Silva lançou o livro “O crente e a prosperidade”. Ele apresenta este livro assim:

“Sua fé irá reagir e sua esperança será novamente renovada nas promessas de Deus. A prosperidade virá ao seu encontro automaticamente. Através da Bíblia, descobriremos que não fomos criados para sermos pobres. A pobreza foi ocasionada pelo pecado. Entretanto, quando nos tornamos novas criaturas este estado deve desaparecer e, em seu lugar, devem vir as bênçãos do Senhor”.

Para defender sua tese, o pastor Severino cita até o R.R. Soares. É ou não uma versão light da “teologia da prosperidade”. Na época houve protestos? Não. Se fosse hoje é bom provável que haveria. É ou não um progresso? Penso que sim. Hoje muitos criticariam a obra.

Poderia também citar inúmeros exemplos de divisões na denominação por vaidade humana, mas todos sabem uma história ou outra. Parte disso acontece no nosso passado.

Precisamos olhar para frente e seguir para uma direção melhor.

“Jamais digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois não é sábio perguntar assim”. (Ec 7.10)

Diego Batista disse...

mta paz irmão, adorei seu blog, estarei sempre visitando, espero sua visita tb.. um abraço

Diego Batista
http://conversandocomiave.blogspot.com/

Diego Batista disse...

afinal ja sou seu seguidor e coloquei seu banner em meu blog..mta paz de jesus

Diego Batista
http://conversandocomiave.blogspot.com/

Ícaro Lenine disse...

Querido irmão em Cristo Gutierres,

Obrigado pela sua colaboração na discussão deste post, onde não só o Pr. Altair Germano tem a oportunidade de se pronunciar, mas julgo que seja da vontade dele que todos se envolvam nessa discussão para que haja um entendimento na questão. Glória a Deus por isso!

Entendo que os tempos antigos da Igreja brasileira não foram só flores, e alias, durante todo o tempo de existência da Igreja do Senhor não foi diferente. Desde os conflitos dentro do colégio apóstolico entre Judas e os outros como também dentro da próprio periodo primitivo com os hipócritas Ananias e Safira (At 5.1-11).

Porém, há de se convir que a medida que o tempo passa, A Igreja caminha rumo a um esfriamento em todos os seus setores. Infelizmente já estamos vivendos esses tempos trabalhosos (2 Tim 3.1)desde há muito muito tempo.

O que nós lemos na Bíblia acerca do destino da Igreja e do mundo não são nada animadores. Praticamente todos os apóstolos e inclusive o próprio Cristo fala: que pela multiplicação da iniquidade, o amor de muitos esfriará (Mat 24:12); em Mileto, Paulo fala aos presbíteros de Éfeso que penetrarão lobos devoradores que não pouparão o rebanho e que falarão perversidades para arrastar os discípulos (At 20 29.30); João em sua primeira epístola no capítulo 4 nos adverte de falsos profetas que tem saído pelo mundo afora.

Não que devamos ficar de braços cruzados perante tudo isso e deixar que o barco da profecia nos leve de encontro com a onda do esfriamento, não. Contudo, temos que fazer o que é possível dentro da nosso ofício de mordomos das coisas de Deus para que haja pureza, conhecimento de Deus e santidade na Igreja.

E como conseguiremos isso?

A resposta é RENOVANDO.

E como isso ocorre?

Renovar significa "tornar novo outra vez" e o que todas as Igrejas buscam, ou pelo ao menos deveriam, na minha opnião, é fazer com que o nível de espiritualidade e compromisso volte á qualidade da Igreja primitiva. Em uma amplitude menor, o que se percebe hoje em dia na Assembléia de Deus por parte dos mais antigos é que as coisas voltem como eram no passado quando havia muitos milagres genuínos, batismos genuínos, pregações genuínas.

E hoje? nem tanto...

Diante de tudo isso (e bota coisa nisso! hehehe) será que é errado namorar com o passado, no tempo da "igreja pequena onde Deus falava, onde o poder caia e Jesus visitava"?

Amém, precisamos olhar pra frente rumo a uma direção melhor, sim! Mas também vejo que não há como negar que o gelo está subindo nos nossos pés.

ALTAIR GERMANO, disse...

Elisomar,

o conhecimento da nossa história nos ajudar a interpretar melhor o presente.

Paz do Senhor!

ALTAIR GERMANO, disse...

Willyelda,

a verdade geralmente choca.

Paz do Senhor!

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Ícaro,

"será que também nós não podemos afirmar que os tempos antigos da assembléia de Deus eram mais avivados quando existia uma certa firmeza e observância de algumas tradições?"

Algumas questões precisariam ficar claras:

- O que o irmão chama de avivamento?


- De quais tradições, de forma mais específica o irmão fala?

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Robson Silva,

como eu me considero também um herdeiro dos antigos marcos assembleianos, penso ser salutar que todos os herdeiro possam discutir as questões aqui abordadas, pois no caso aqui, nenhum herdeiro tem maior parte na herança do que o outro.

O respeito mútuo deve haver entre todos herdeiros.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Juber,

continua orando por mim!

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Elian,

aprender uns com os outros é salutar.

Sempre que leio os comentários aprendo com os irmãos.

Abraços.

Pb.João Eduardo disse...

Á paz do senhor jesus, como sempre suas colocações são bíblica, equilibradas e verdadeiras ferramentas para nós obreiros do senhor, PARABÉNS.
Por favor sou professor da escola dominical e estou aguardando o subsídio para a aula de domingo próximo.
Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Diego,

certamente lhe visitarei.

Obrigado pela consideração.

Abraços.

blog. Alécio Santos disse...

Gostei muito. Quando alguém entra pelo caminho do legalísmo, geralmente se aproveitam de chavões e textos foa do contexto histórico, remoto e imediato. Trazendo assim muita confusão na mente do povo. Quando alguém procura entender a Bíblia como ela é, os chavões vindo de um texto isolado sai de sena, resultando num entendimento sadio.
preguei sobre legalismo e postei no meu blog. eis o link: http://aleciosantos.blogspot.com

adiel disse...

Pastor

Seus comentários tem sido à cada dia, mais consistentes e imparciais, na verdade é o que se espera de um homem comprometido com o evangelho, como o senhor. Parabéns, e deixe Deus te usar, pois precisamos muito nestes ultimos dias.
Pr Adiel- Belém/Pa

Ricardo Mamedes disse...

Caro Pastor Altair,

Quer me parecer que a resistência ao novo exatamente por ser "novo" não justifica por si só. Assim como a manutenção do velho somente por "tradicionalismo". Só há algo que deve ser imutável e no entanto é o que mais vem mudando: a sã doutrina. "Doutrinas", as mais variadas se multiplicam, assim como seitas. Homens sérios de denominações igualmente sérias desviando-se e instituindo novos modismos, o último mover do espírito...

A questão de fato não é a mudança em si, mas como se muda e para onde se vai. É muito simples, há o bom e o mau caminho, e normalmente aqueles que se colocam sob o pleno senhorio de Cristo escolhem o primeiro.

Bom texto.

Em Cristo,

Ricardo

Danilo Fernandes disse...

Pastor Altair!

Muito bem dito!

Danilo

sousa disse...

Ñ É BOM REMOVER OS MARCOS ANTIGOS",
E ASSIM A IGREJA FICAMOS MERCES DO DIABO,PORQUE A CADA DIA ELE INVEN-
TA COISA NOVAS E AQUILO Q OS "CRENTES" Ñ QUEREM ELE PEGA A FORÇA NA MARRA. FICO PENSANDO COMO
UMA DENOMINAÇÃO COMO É AD NO BRASIL
AINDA Ñ POSSUI UM CANAL D TV,ALGUMAS Ñ INVESTE EM PROJETO SOCIAL,PROJETO EM GRANDES CRUZADAS,
ETC...................
FICA FÁCIL DIZER Q Ñ DEVEM MUDAR OS MARCOS,BLA,BLA,BLA,BLA
LÓGICO DEVEM BUSCAR ORIENTAÇÃO DO ESPIRITO SANTO,E FAZENDO COM MODERAÇÃO.

Jean Patrik disse...

Pastor algum tempo venho mandando para o senhor alguns links,falando do veneno dos ASD (Adventista do Sétimmo Dia).

A cada dia que estudo sobre as suas doutrinas vejo da forma que agem, com crentes imaturos, ganhando muitos deles para seguir as suas dotrinas estranbóticas.

A minha preocupação cresceu ao ver nesse link http://adventita.blogspot.com/2009/09/pastor-assembleiano-se-batiza-na-iasd.html

A terrivel fragilidade da nossa igreja (IEAD) em relação aos ensinos dos ASD.

Pastor penso que o senhor, precisa da uma ateção maior ao assunto.

Paz do Senhor Jesus!!!!

Valdeci do Carmo disse...

Ao amado irmão Ícaro e a todos os envolvidos na discussão.. Não tenho muita habilidade em escrever, mas sempre abordo esses assuntos quando estou ministrando. Primeiro, muitos costumes antigos nem foram marcos colocados por nossos pioneiros, foram criadas por determinados lideres nacionais. Quanto a igreja ser mais avivada, depende apenas de pregar e viver a integridade do evangelho. Barulho nem sempre é avivamento. Porque ninguém se preocupa em manter os "marcos" da liturgia, da pregação cristocêntrica? quando falam em marcos ou quando citam Jeremias sobre as veredas antigas frisam sempre a questao indumentária e a tv. mas se esquecem de voltar ao principio da palavra. em muitos lugares "conservadores",, vc não sabe mais se está na IURD, GRAÇA, OU MUNDIAL, tem as mesmas estratégias e até ja começam a vender "coisas" para que a bênção venha. Isso sim seria remover os marcos, se formos aplicar o texto para o cotidiano denominacional. não sou dono da verdade, mas sempre gosto de questionar e deixar a palavra falar por si...Um grande abraço. Quanto a citação do livro do Pr. Severino, eu gosto muito de suas obras, porém esta na época não causou tanto repúdio, por ainda não existirem tantas pessoas mais esclarecidas como hoje e é claro o advento dos blogs tem revolucionado a opinião de muitos crentes. é uma porta aberta onde podemos nos pronunciar.

Valdomiro Filho disse...

Jean Patrik, Paz!

Da uma olhada em www.examinai.com. Lá tem um estudo especificamente sobre o sábado e uma cópia de um debate também sobre o sábado que tive em um fórum com um escritor adventista.
Os da IASD considerariam o sábado como um marco antigo, bem antigo. :)

Carlos H. disse...

Pr. Altair, os que se dizem donos da verdade e da experiência deveriam ler esse artigo.

Santos disse...

Pastor Altair,

Parabens pela postagem,gostei da maneira como o pastor colocou este problema. Tenho acompanhado de perto os acontecimentos no meio de nossa denominacao e vejo sempre esta linha de defesa sendo usada para tudo. Na verdade muitos ja criminalizaram qualquer intencao de mudanca. Isto nos leva a lembrar da historia da Igreja catolica que sempre usou o mesmo ataque quando era contestada ao ponto de por medo da inquisicao se impunha o desejo pessoal dos lideres da Igreja.

Esta questao e interessante porque por outro lado tambem nem todos os que sugerem mudancas o faz pensando em melhorar mas sim opor-se a pessoas.

Trabalhando no exterior vejo que muita coisa poderia ser mudada para melhor no Brasil. Algumas de minhas conversas com pastores no Brasil sobre sugestao de mudancas como por exemplo no jeito em que fazemos missoes foram rejeitadas por este mesmo motivo - os marcos antigos...

Estamos precisando de um derramamento de maturidade e um avivamento para sacudir os marcos para onde Deus quer e nao onde querem os inovacionistas nem os controladores do poder...

Nota: Ja estou de regresso a Florida - meu e-mail e jcsantos718@hotmail.com. A Paz

pedrasgemasbrasil disse...

È verdade que muitos crentes estão apegados a expressão Bíblica NÃO REMOVEIS OS MARCOS ANTIGOS, o que o respeitado Pastor bem interpretou literalmente, porém, devemos ser prudentes em tomadas de posição quanto a mudar o que foi estabelecido, pois, em se tratando de algo estabelecido pelo Senhor Jesus, quem é o homem para removê-lo, mas o mundo não é estático e sim dinâmico, mas penso ser necessário a manutenção dos bons costumes na Igreja, pois foram aprovados por Deus, e tanto é que foi o peródo de maior crescimento sustentável das Ass. de Deus com a manifestação do poder de Deus. Todo extremo é perigoso, nem muito á direita nem tampouco muito à esquerda, porque consierando ser uma haste flexível, ao torná-la em círculo, estas se encontrarão e por conseguência se confundirão, ademais, a Bíblia diz para não sermos demasiado justo nem tampouco ímpio, fazendo-se necessário equilíbrio e constância no Senhor. Vejo na Igreja, principalmente em algumas "IRMÃS" pinturas e enfeites, tornando-as mais parecidas com Jesabel ou àrvore de natal. Tenho dois cursos superiores, e nem por isso faço uso de anéis de grau, pois não são eles que falam por mim, mas, a minha conduta fala por mim ( DEI O MEU EXEMPLO SÓ PARA ILUSTRAR, SEM QUAISQUER OUTRAS PRETENSÕES ), portanto, fico com o DRENOVAR sim, INOVAR depois de muito orar e obter certeza da aprovação de Deus frente a real necessidade.

ZENILTON F. PORTES

ev.jeremias costa disse...

parabens meu amado pr.altair por Deus ter te usado para falar de um asunto tão importante para as nosa geração.infeslimente muitas coisas tem mudado na querida assembleia de Deus principalmente sobre costume e doutrinas ja não vivemos mas como a igreja primitiva que o intuito dela era anunciar o evangelho.Hoje se fas tudo so para benificiar a si propio que Deus desperte nossos obreiros a faser nada que a biblia não ordena.Que Deus continua a te abençoar

pbantonio disse...

a paz em cristo pastor altair. de grande importancia este comentário não se deve usar um texto sem ter conhecimento do mesmo usando-o para proveito próprio. muitos são os homens de deus que tem se excluido para não falar a verdade para não sair do seu comodismo.