sábado, 20 de fevereiro de 2010

ERUDITOS E PENSADORES

IMAGEM: Arthur Schopenhauer (Wikipédia)

"O meio mais seguro para não possuir nenhum pensamento próprio é pegar um livro nas mãos a cada minuto livre [...]. Os eruditos são aqueles que leram coisas nos livros, mas os pensadores, os gênios, os facho de luz e promotores da espécie humana são aqueles que as leram diretamente no livro do mundo". (Arthur Schopenhauer)

O texto acima expressa a indignação e crítica do filósofo pela arrogância e esterilidade dos eruditos de seu tempo, e pelo abuso na prática da leitura.

A leitura, assim como muitas outras práticas salutares, quando não comedida e temperante poderá promover a alienação da realidade e a improdutividade intelectual do sujeito.

4 comentários:

Oliveira e Oliveira disse...

Prezado Pr. Altair Germano,

Paz e Bem!

Apesar de ser um escrito de vários ensaios que Schopenhauer fez na primeira metade do século XIX, ele é atual porque nos aponta as armadilhas que podem estar por trás da Escrita e da Crítica. Penso que para quem escreve na blogosfera ou em qualquer outro meio de comunicação deve ler a obra "A arte de escrever" do citado filósofo. Pensar nestas coisas é bom e nos aperfeiçoa fazendo-nos pensadores prudentes e principalmente compromissados com a Verdade Escriturística. Parabéns pela reflexão!

Um abraço fraterno,
Marcelo de Oliveira e Oliveira.

Geovani Figueiredo dos Santos disse...

A Paz do Senhor Jesus, Pr. Altair Germano!

Existem pessoas que lêem as coisas no livro do mundo e se afastam completamente do caminho da Verdade. Muito mais importante do que ler no livro do mundo, é ler de forma reflexiva o Livro de Deus, a Bíblia Sagrada. Nele se encontram todas as respostas precisas para a compreensão da existência e toda a sua complexidade.

Infelizmente, Schopenhauer não seguiu esta cartilha. Pelo contrário, nutria uma abissal aversão à Teologia e aos teólogos. Veja o que diz (Durant 2000, pág.317):

“Na juventude, ele recebera pouca educação religiosa; e seu temperamento não levava a respeitar as organizações eclesiásticas de sua época. Desprezava os teólogos: “Como ultima ratio”, ou último argumento, “dos teólogos, encontramos, em muitas nações, o poste em que são amarrados os condenados a serem queimados vivos”; e descrevia a religião como a “metafísica das massas”. O Cristianismo, por exemplo, é uma profunda filosofia do pessimismo”.

Schopenhauer, como outros filósofos, se decepcionaram com os sistemas religiosos de sua época, sobretudo, com o Catolicismo Romano e o seus crimes cometidos em nome da fé e Deus. Na verdade, o mesmo afastamento se dá naqueles que não encontraram em Jesus e em sua Palavra o verdadeiro sentido da vida. A religião não pode conceder com seus dogmas e legalismos a verdadeira liberdade que só Cristo concede. Jesus disse: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8.32). E, ainda: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (Jo 10.10b).

Somente Cristo é a nossa suficiência. A sua Palavra – o Livro dos livros – a nossa bússola para os céus e o verdadeiro guia para a existência.

Quero aproveitar o ensejo e convidá-lo a visitar a minha mais recente postagem em meu blog: http://cristianismoemdia.blogspot.com//, que tem como título: “Sabedoria ou Loucura”.

Fique na paz do Senhor Jesus Cristo, Pr. Altair Germano. Foi uma benção visitar o seu site!

Elisomar disse...

Isto é verdade!
Conheço gente que quase só fala o que ler. Fica meio outra pessoa, artificial.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Geovani,

Assim como tantos outros filósofos que não abraçaram a fé cristã, Schopenhauer teve ótimos vislumbres da realidade chamada "mundo".

O pensador precisa ser compreendido em seu contexto.

Uma leitura bíblica e uma práxis cristã autêntica não estão desassociadas de uma percepção e ação da e na realidade existencial, pois é nela que o Reino de Deus é proclamado e estabelecido no poder do Espírito.

Abraços.