sábado, 2 de janeiro de 2010

PUBLICAR OU NÃO PUBLICAR? EIS A QUESTÃO.

Entendo ser interessante iniciar este post com uma breve apresentação sobre a Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD):

"A CPAD foi organizada em 1937 no Rio de Janeiro. O seu parque gráfico, hoje dos mais modernos, começou a funcionar a partir de 1940.

No início dos anos 90, para uma editora que representa a maior denominação evangélica brasileira, a CPAD ainda tinha uma presença muito tímida no mercado editorial evangélico brasileiro. Como atender a um povo cada vez mais exigente, e que apresentava constantes demandas nos mais diversos campos das ciências bíblicas, do ministério cristão e da vida devocional?

Naquele momento, era urgente transformar a Casa Publicadora numa editora moderna, dinâmica e que viesse a atender não somente as Assembléias de Deus, mas a toda a Igreja de Cristo no Brasil e na América Latina. E isso requeria uma mudança radical tanto na maneira de pensar quanto no modo de agir de nossa editora. E assim foi feito." (Fonte: http://www.cpad.com.br/cpad/paginas/quem_cpad.htmom.br)

A recente publicação da Bíblia de Estudo DAKE pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus, tem sido objeto de discussões que giram em torno de uma única questão: como editora institucional a CPAD deveria publicar obras com um conteúdo doutrinário que diverge da ortodoxia pentecostal assembleiana? As opiniões são divergentes. Há os que veementemente condenam a publicação, alegando mero interesse comercial. Diferente destes, outros entendem que tais publicações, com as devidas observações e notas de esclarecimentos, enriqueceriam a pesquisas e a investigação teológica e doutrinária.

Para continuar contribuindo com essa discussão, entrei no site da CPAD e constatei objetivamente o que já sabia, ou seja, no início dos anos 90 a CPAD mudou alguns dos seus objetivos como editora e publicadora, com o propósito de acompanhar as novas demandas do meio evangélico brasileiro, e não apenas do meio assembleiano:

"Naquele momento, era urgente transformar a Casa Publicadora numa editora moderna, dinâmica e que viesse a atender não somente as Assembléias de Deus, mas a toda a Igreja de Cristo no Brasil e na América Latina. E isso requeria uma mudança radical tanto na maneira de pensar quanto no modo de agir de nossa editora. E assim foi feito."

Observando atentamente a declaração acima, extraída do site oficial da CPAD, pode-se constatar o seguinte:

- A CPAD se modernizou (em todos os sentidos);

- A CPAD passou a atender todas a igrejas, e não apenas as Assembleias de Deus;

- A CPAD mudou "radicalmente" a maneira de pensar e de agir.

O texto citado não deixa claro, pelos menos duas coisas:

- No que consistiria esse novo e ampliado atendimento às outras igrejas?

- Quais mudanças radicais no pensar e no agir da editora aconteceriam?

As respostas para estas perguntas viriam com o tempo.

A CPAD passou a publicar obras cujo autores divergiam em alguns pontos de nossa linha doutrinária. Quatro publicações merecem destaque:

- O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo de R. N. Champlin. Publicado em 2001, resultado de uma parceria com a Editora Hagnos, em razão das muitas divergências entre o pensamento do autor e a doutrina pentecostal assembleiana, a CPAD tratou de colocar uma nota na abertura da obra com o seguinte título: "O COMPROMISSO DA CPAD COM A PESQUISA DAS SAGRADAS ESCRITURAS". Parte do teor da nota diz o seguinte:

"Ao manusear esta obra, o leitor poderá, ocasionalmente, deparar-se com alguma interpretação que venha a destoar, de uma forma ou de outra, de algum cânone ou artigo doutrinal adotado pelas Assembleias de Deus e por outras igrejas biblicamente ortodoxas. Isto não significa que a CPAD esteja a respaldar tais posições. Estas, porém, devem se conhecidas pelos estudiosos da Palavra de Deus, a fim de que venham a inteirar-se de todas as implicações teológicas, exegéticas e históricas que cercam o texto bíblico. Além do mais, cabe ao pesquisador da Palavra de Deus adotar as precauções dos irmãos de Beréia (At 17.11)"

Alguém comentou algo contra esta publicação? Vocês ouviram algum alarde? Houve alguma manifestação "oficial"?

- O Dicionário VINE. Observem por exemplo, o que diz o dicionário VINE, em sua 2ª edição, 2003, p. 754 e 755, sobre o dom de línguas:

"Língua. glõssa (γλώσσα) [...] Não há evidência da continuação deste dom depois dos tempos apostólicos, nem, de fato, nos últimos tempos dos apóstolos; desse modo, temos confirmação do cumprimento em 1 Co 13.8, que este dom cessaria nas igrejas, da mesma maneira que as "profecias" e o "conhecimento" cessariam no sentido de conhecimento recebido por poder sobrenatural imediato (1 Co 14.6). A conclusão das Santas Escrituras proporcionou às igrejas tudo o que é necessário para a direção, instrução e edificação individuais e coletivas."

Nas edições posteriores, o texto foi "adequado" aos padrões não-cessacionalistas.

Ninguém se pronunciou oficialmente sobre o caso.

- O Livro "CÓMO LIBRARNOS DE LAS MALDICIONES GENERACIONALES". A publicação desta obra, pelo que me parece, desconhecida de muitos, aconteceu em 2003, através da Editorial Patmos. Para quem não conhece a Editorial Patmos, leia parte da apresentação da mesma:

"Se internamente, a CPAD está bem solidificada, externamente havia um grande desafio a ser superado: atender aos povos de fala hispânica, oferecendo-lhe produtos, cuja excelência já estava mais do que comprovada em nosso país. E, assim, no dia 29 de março de 1999 nascia a Editorial Patmos. Desde então, vem a Casa Publicadora das Assembléias de Deus atendendo aos povos hispânicos não somente na América Latina, como nos Estados Unidos e na Europa." (Fonte: http://www.cpad.com.br/cpad/paginas/quem_patmos.htm)

Sobre a obra aqui citada, os nobres pastores e estudantes da Bíblia, defensores da ortodoxia pentecostal assembleiana, sabem muito bem (assim creio), que se trata de um manual sobre uma das mais combatidas heresias em solo brasileiro, a "quebra de maldições hereditárias", escrita por uma das precursoras deste movimento herético, Marilyn Hickey. O combate a esta heresia esteve presente em Lições Bíblicas e em livros publicados aqui no Brasil pela própria CPAD.

Pois bem, o livro foi publicado pela Editorial Patmos, e até onde sei, nunca houve uma manifestação "oficial" contrária ao mesmo, por parte de Conselhos e Comissões da CGADB. Qual a razão? Por não ter sido publicado no Brasil? isso não justifica. Assim como a CPAD, a Editorial Patmos está sob a responsabilidade da CGADB.

- A Bíblia de Estudo DAKE. Publicada no final de 2009, pela CPAD/ATOS, a Bíblia Dake, diferentemente das obras aqui já citadas, gerou um enorme "reboliço" no meio assembleiano (e parece que fora dele), pelo fato, não das heresias que a obra contém (isso já ficou claro), mas, por ter sido publicada conjuntamente pela CPAD.

São manifestações apaixonadas e sinceras contra a referida publicação. Apologias são feitas por gente séria.

Em alguns casos extremos, pedem inclusive a "cabeça" dos responsáveis. Já existe até um posicionamento "oficial" sobre o assunto, por parte do Conselho de Doutrina e da Comissão de Apologética da CGADB, pedindo a suspensão imediata das vendas. Sobre este fato já manifestei a minha opinião (Leia AQUI).

Diante dos fatos aqui expostos, levanto algumas questões:

1. Por quais razões os nossos apologistas e os nossos órgãos oficiais silenciaram em relação às outras obras aqui citadas?

- Não conheciam as referidas publicações?

- Não faziam parte dos órgãos oficiais por ocasião das publicações?

- Mera indiferença?

- Não havia espaço (sites, blogs e outros recursos, por exemplo), para manifetarem as suas opiniões?

- A Bíblia Dake supera todas as demais publicações em termos de heresias?

2. Diante de todos os atuais ataques à publicação da Bíblia de Estudo DAKE, quais são os reais motivos?

- Desconhecimento da mudança "radical" do pensar e agir da CPAD?

- Zelo sincero pela vida dos "neófitos", "leigos", "meninos" e etc?

- Zelo apologético?

- Interesses políticos?

- Interesses comerciais?

- Questões e desafetos pessoais?

Minhas considerações e indagações finais são as seguintes:

1. Antes de omitir as opiniões, as pessoas deveriam buscar ao máximo conhecer o contexto dos fatos e da problemática. Uma vez conhecidos, poderiam opinar melhor sobre o assunto.

2. Se a CPAD declara abertamente e oficialmente que mudou a maneira de pensar e agir, entendo que não é a publicação de uma única obra que deve ser questionada, e sim, a nova maneira de pensar e agir, das quais as novas publicações surgem.

3. Se a CPAD declara abertamente e oficialmente que mudou a maneira de pensar e agir, por que esta afirmação não foi questionada em assembleias ou em reuniões oficiais? Será que foi pelo fato da declação não ter sido mais específica?

4. Por quais razões o Conselho de Doutrina e a Comissão de Apologética da CGADB não sugeriram uma publicação da Bíblia DAKE nos mesmos moldes do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, do também herético R.N. Champlin?

5. Se o Conselho de Doutrina e a Comissão de Apologética censuraram a Bíblia de Estudo DAKE, que medidas retroativas tomarão em relação às primeiras edições do VINE, visto que não foi publicada nenhuma nota informando que houve uma alteração no texto das edições posteriores?

6. Vai ser solicitada também, pelo Conselho de Doutrina e pela Comissão de Apologética a retirada de circulação do livro "CÓMO LIBRARNOS DE LAS MALDICIONES GENERACIONALES", da Marilyn Hickey?

É no mínimo contraditório o silêncio do Conselho de Doutrina e da Comissão de Apologética da CGADB, como, também, o silêncio dos nobres apologistas assembleianos, em relação às outras obras aqui citadas e publicadas pela CPAD/PATMOS. Elas não são também heréticas, perniciosas e perigosas para os "neófitos", "leigos" e "meninos"?

Amados leitores, há coisa mais clara em tudo aqui exposto, de que a CPAD entrou de vez no mercado editoral evangélico, e que a função de editora, publicadora e livraria exclusivamente confessional e denominacional já é coisa do passado (desde o início do anos 90)?

A discussão em torno da publicação de uma única obra (ou de várias) não deveria ser o grande debate. As causas para esta publicação é que deveriam estar em evidência.

A questão é simples e básica:

A CPAD mudou a forma de pensar e agir como editora, publicadora, livraria confessional e oficial das Assembleias de Deus (isto está mais do que claro). Tais mudanças, em termos denominacionais e gerais, será (ou está sendo) benéfica ou maléfica.

É esta a grande questão que deveria estar no centro dos debates oficiais e públicos.

37 comentários:

Philadelfia - Evangelismo e Louvor disse...

Duas declarações feitas por blogueiros cristãos dão indícios da desatenção ao lançamento de outras obras com conteúdo herético, publicadas anteriormente:

"O nosso povo assembleiano não gostar de ler qualquer tipo de literatura". Pr.Valmir Nascimento Milomem, no comentário do Post Universal apóia o aborto, publicado no Blog Manhã com a Bíblia.

"Nosso povo não gosta de ler", Evangelista Daladier Lima, em em entrevista ao Blog Encontro com a Bíblia.

Como professor da EBD, classe dos jovens, pude constatar essa triste realidade. Até mesmo em conversa com alguns pastores, percebemos que nem os periódicos assembleianos eles assinam ou adquirem.

No entanto, tenho percebido um diferencial na atual realidade. Um dos pontos positivos e decisivos para a atual discussão foi a criação e expansão da blogosfera cristã, que tem prestado papel relevante na informação e discussão dos problemas e das crises do meio evangélico na pós-modernidade.

Com certeza, a maioria dos comentaristas do fórum do Point Rhema não sabiam nem conhecem as heresias da DAKE, por não possuir ou não ter adquirido um exemplar.

No entanto, através de posts publicados na blogosfera cristã e principalmente do "BÍBLIA DAKE - Posicionamento do Pr. Carlos Roberto e Comentário de Revisora demitida pela CPAD", os blogueiros, pastores e assembleianos em geral tomaram conhecimento dos bastidores do lançamento e das incongruências da publicação.

Acho isso extremamente positivo. Não é pelo fato de termos ignorados outros lançamentos, que temos que nos calar mediante repetições de erros.

Ainda há tempo para retrocedermos, corrigirmos os erros. ““Lembra-te de onde caíste! Arrepende-te e pratica as primeiras obras". Apocalipse 2:5.

PARABÉNS A TODOS OS BLOGUEIROS EVANGELICOS!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Philadelfia,

"Não é pelo fato de termos ignorados outros lançamentos, que temos que nos calar mediante repetições de erros."

A grande questão não é se calar ou falar sobre as publicações, mas, sim, sobre o que está motivando a publicação das mesmas.

Sem isso, vamos ficar dando voltas sem chegar a lugar algum.

Abraços!
Abraços,

Márcio Cruz disse...

Saudações em Cristo Ir. Altair

Intrigante sua exposição. A abordagem feita é para uma reflexão maior e mais séria. Agora, postagem como a sua, deveria ser tomada como exemplo pelos demais blogueiros. Por quê?

1. Acusações sem o ônus da prova (fala-se que a CPAD é o demônio, mas fica apenas nisso. Já imaginou se ela resolvesse processar todo este povo?)
2. Comentários vazios (não são apontadas soluções, apenas mais lenha ao fogo)
3. É preciso ouvir as duas partes (não importando quem é mais forte e (ou) fraco)
4. Antes de qualquer coisa, ser um genuíno CRISTÃO!

Eis a razão:

1. Comentários violentos (Pv 18.21;
2. Desconhecimento do assunto (Is 5.13; At 17.11).

Naquele que a tudo vê (Hb 4.13),

Ir. Márcio Cruz

Gutierres Siqueira disse...

Pastor Altair, a paz!

O problema principal não é só publicar uma bíblia de estudo com conteúdos divergentes da doutrina assembleiana, o problema é publicar heresia. O “Dicionário Vine” tem conteúdo divergente da teologia pentecostal, mas pelo menos não contém heresias. Dake peca em questões essenciais, e Vine em questões secundárias. No caso, não há nem como comparar Dake e Vine. Já consultei as duas obras. Uma é superficial, outra é profunda. Uma diverge em questões sérias para o cristianismo. Outro diverge em questões que nem erram debatidas na época, como continuísmo versus cessacionismo. Uma obra serviu de base para pregadores como Benny Hinn, outro serviu de bases para grandes mestres.

Dake foi um vacilo da CPAD. Não especulo intenções. O caminho é simplesmente cancelar uma segunda edição. O estrago já foi feito, não há como concertar simplesmente recolhendo obras das lojas. Outro caminho é continuar publicando bons autores como John Piper, D.A. Carson, Mark Driscoll,Mark Dever, Matthew Henry, W.E.Vine e outros pentecostais sérios, como Stanley Horton, Donald Gee, Anthony D. Palma etc.

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro irmão e companheiro
Pr. Altair Germano,

A Paz do Senhor!

Quando postei o meu posicionamento a respeio da Dake no POINT RHEMA, tenho a convicção de que não o fiz precipitadamente ou irresponsavelmente, até porque participei pessoalmente da reunião que discutiu a questão da referida obra, lógicamente após a sua publicação, reunião essa conjunta entre o Conselho de Doutrina e a Comissão de Apologética da CGADB, quando juntos ouvimos o Gerente de Publicações da editora, sem que tivéssemos sido convencidos do contrário.

Considerando que passado mais de um mês da resolução emitida naquela reunião,(18.11.2009) e a bem da verdade, resolução unânime, sem que nada fosse feito, nem explicação alguma ou pelo menos solicitaçào de qualquer prazo para ação, entendi que era necessário uma resposta, se não a todos, pelo menos aos pares da convenção a qual represento naquele conselho.

Refiro-me ao que já citei, sem contar o silêncio que insinua até agora, uma espécie de "operação abafa", ou seja, ninguém fala nada e por fim esquecerão esta questão, e enquanto isso se vende a referida obra como água, segundo as informações no próprio site da emissora.

Quanto as demais obras, às quais o amigo se referiu, quero registrar que em dois anos e oito meses como membro do Conselho de Doutrina, jamais participei de qualquer reunião para apreciação de títulos de novas obras a serem lançadas.

Creio que de alguma maneira deveremos ser convocados para uma nova reunião, quando colocarei isso em pauta junto aos pares.

Por outro lado, em que pese essas obras citadas pelo prezado tenham seu peso teológico, entendo serem obras de pesquisas, as quais ainda que entendo devam constar as observações necessárias, se assim for acordado, e se assim não o foi também é erro, no entanto, nenhuma teve o peso editorial e de marketing da Dake, a qual por se tratar de uma Bíblia de Estudo, muitos inclusive estão substituindo o uso da BEP por ela, fazendo da mesma uma Bíblia de uso devocional. Testemunho isso no dia a dia.

Creio que o problema constatado com a publicaçào da Dake, fará com tenhamos mudanças ou correção de rumos nesta questão dentro da nossa denominação. Lembro-me agora de um ditado popular que neste caso se encaixa: "Há males que vem para bem".

Quanto a imagem de acusação contra a CPAD, fico muito tranquilo e com paz no meu coração, pois até aqui tinha confiança completa nas publicações da editora, e isso independente de participar ou não do Conselho de Doutrina, pois lá sou apenas um dos mais novos. Veja que a confiança era tão plena e inocente que sempre procurei divulgar no meu blog, como o fiz com a Dake. (vejo que estava errado nessa inocência).

Se é que o meu post levantou sobremaneira a questão, a começar pelo número de comentários, entendo que estou contribuindo com a editora, pois não defendo a idéia de mudar de editora, ou mesmo passar a utilizar revistas de EBD de outras editoras como alguns fazem.
Entendo que devemos lutar para boas mudanças e continuarmos "puxar a brasa para a nossa sardinha" como se diz aqui no litoral paulista.

É o que pretendo continuar fazendo, agora meu amado, a continuar acontecendo como no presente caso, é um flagrante desrespeito.

Se acontecer algo parecido concernente ao egrégio Conselho de Educação, ao qual o nobre companheiro participa, tenho convicção que o amado se manifestará, caso contrário, tenha certeza, será cobrado pelos leitores do seu conceituado blog.rsrsr
Aconteceu comigo!rsrs


Um grande abraço!
Pr. Carlos Roberto

Weslei Rocha disse...

A PAZ DO SENHOR

Aqui vai um singelo comentário à respeito deste assunto.

Moro no interior e congrego em uma Assembléia de Deus Ministério de Madureira, cuja editora oficial é a Betel. Mas a minha preferência e da maioria dos obreiros de minha igreja é pelas publicações da CPAD.
As revistas da EBD e o jornal Mensageiro da Paz nos traz um conteúdo bem mais edificante do que as revistas(EBD) e o jornal "o semeador" da editora Betel.
Além dos periódicos, confesso que já fui bastante abençoado com livros e Bíblias publicados pela CPAD. Por exemplo, a Bíblia de Estudo Pentecostal(BEP) e a Bíblia Aplicação Pessoal.
Por isso não acho justo a CPAD ser massacrada por este erro cometido: o lançamento de uma Bíblia, repleta de heresias, sem nehuma nota esclarecedora.
Agora, a CPAD não têm outra saída a não ser reconhecer este erro e prestar alguns esclarecimentos, através dos orgãos competentes, ao povo evangélico brasileiro.

Em sua postagem, MUI DIGNO Pr ALTAIR GERMANO, vc questiona a ignoração de outros lançamentos da CPAD que também possuem conteúdo herético. No entanto, minha opinião é de haver uma grande diferença entre a publicação de um livro comum e a publicação de uma Bíblia de estudos. Primeiro porque o marketing é outro; segundo, digo isto baseado na realidade da minha região, é que o número de crentes que adquirem uma bíblia de estudo é infinitamente maior do que os que adquirem um livro comum. Por exeplo, a maioria dos obreiros da minha igreja possui uma BEP e acredita piedosamente em suas notas, utilizando frequentemente as mesmas em suas pregações. Isto não vai mudar com a DAKE.
Não é só teólogos que vão adquirir a Bíblia dake não. Aliás, a maioria vai ser pessoas simples e leigas teologicamente.

Missionário Gilson Bezerra disse...

A RESPOSTA CLARA PARA TODOS E QUE ACLARA TUDO ESTÁ NA POSTAGEM, LEIA QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIA PARA ENTENDER!!!

"Amados leitores, há coisa mais clara em tudo aqui exposto, de que a CPAD entrou de vez no mercado editoral evangélico, e que a função de editora, publicadora e livraria exclusivamente confessional e denominacional já é coisa do passado (desde o início do anos 90)?"

DE LOS SANTOS (ARGENTINA)

fox disse...

Graça e paz!

realmente não dá para comparar Dake com Vine... são questões distintas e com níveis de importância menores.

Não sou contra a CPAD lançar algo que não seja 100% conforme a doutrina pentecostal, sou contra ela vender como: "a bíblia de estudo mais completa que vc já viu", ou "fonte principal dos pregadores pentecostais há 40 anos". E com isso vender como água este produto; água amarga.

A CPAD deve servir sim a Igreja Brasileira como um todo, mas esperamos que ela sirva dentro de sua teologia. É isto que espero enquanto "não assembleiano". É isso que eu procuro na CPAD, e por isso sou assíduo assinante e ledor de suas publicações. Eu não sou assembleiano mas compro CPAD pois confiar no conteúdo de suas publicações, que se enquadram num forte rigor doutrinário teológico de linha pentecostal.

Também não sou contra autores não-pentecostais como tem sido lançado, mas desde que sejam conteúdos relevantes inclusive para os pentecostais.

Para quem conhece a simplicidade dos crentes urbanos, já sabe que tem irmãozinho perguntando pro pastor se ele pode convidar este tal de DAKE pra trazer um reteté lá pra congregação! É triste, mas é fato, pois lidamos 98% do tempo com pessoas semi-analfabetas, e não podemos deixar que eles analisem por si este tipo de material.

Deus abençoe, e um 2010 cheio da presença de Deus!

Matias Borba disse...

Pastor Altair,
A Paz!

Fço minhas as palavras do Gutierres, as questões tratadas pelo Dake vão de encontro com coisas essênciais, e perigosas para a vida cristã e até para a salvação.

Um exemplo disso é, que, ao que paree, o Dake acreditava na predestinação incondicional, e isso, sendo divilgado por uma editora confessional como é a CPAD, é um perigo.

Se a CPAD não reconhecer o erro da publicação, da forma como foi feita, sinceramente, não sei mais por onde iremos caminhar rumo ao centenário. É preciso estar alerta aos perigos que nos rondam.

PS: Estive assístido ao porgrama novas de paz agora pela tv e queria lhe dar os parabéns pelo programa, muito bem feito, e parabéns pela mensagem pregada no final do porgrama. Peço a Deus que os trabalhos cresçam e em breve, quero estar presente nas viórias desta igreja abençoada.

Um abraço!

Fredy disse...

Pr Altair, mais uma vez o senhor foi preciso na análise, parabéns. Essa "mudança" é que é preocupante.

No Amor de Cristo,
Fredy.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Márcio Cruz,


"A abordagem feita é para uma reflexão maior e mais séria."

Não descarto o valor das discussões feitas até aqui, chamo a atenção é para o fato que estamos tratando de efeitos e não da causa.

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Gutierres,

a sua inteligência e capacidade crítica já ficou notória em seu blog.

Seu comentário me chama a atenção nos seguintes pontos:

- "O “Dicionário Vine” tem conteúdo divergente da teologia pentecostal, mas pelo menos não contém heresias."

Não sei se vc leu bem o post. Nas primeiras edições do Dicionário Vine haviam sim heresias. A não ser se o conceito sobre "heresia" do irmão difere de que "heresia é um erro doutrinário". A heresia foi tirada nas edições posteriores, mas, quem comprou as primeiras edições continua com a heresia na mão, e nenhuma nota de alerta foi publicada até hoje.

- "Dake peca em questões essenciais, e Vine em questões secundárias."

Eis aqui um jargão teológico. Quem define o que é questão secundária ou primária. A Bíblia não oferece esta classificação. a Bíblia fala apenas de sã doutrina (2 Tm 4.3; Tt 2.1), doutrinas várias e estranhas (Hb 13.9) e heresias (2 Pe 2.1). Questões essenciais e secundária é uma construção meramente acadêmica para atenuar as diferenças doutrinárias denominacionais ou teológicas.

- "Dake foi um vacilo da CPAD."

Não, não foi um vacilo. Assim como as outras obras que citei e o irmão não comentou, por exemplo, em termos de heresias, o que difere Dake de Champlin? Questões "essenciais"? Repito, não foi vacilo da CPAD, foi fruto de uma novo pensar e agir.

É sobre isto que insisto na discussão.

Não estou dizendo que os irmãos não devam manifestar as suas opiniões sobre a Dake em si, eu mesmo já fiz isto, mas, chamo a atenção que a Dake é efeito e não causa. É sobre a nova política de publicações que falo e que estou chamando à discussão.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre amigo e pastor Carlos Roberto,

a discussão sobre a Bíblia Dake em vosso blog foi (e está sendo) muito salutar.

"Quanto as demais obras, às quais o amigo se referiu, quero registrar que em dois anos e oito meses como membro do Conselho de Doutrina, jamais participei de qualquer reunião para apreciação de títulos de novas obras a serem lançadas."

O comentário acima se fundamenta no Art. 29, Inciso III do Regimento Interno da CGADB, que discorre sobre as competências do Conselho de Doutrina, que diz:

"deliberar sobre súmulas, textos doutrinários e quaisquer obras a serem publicadas pela Casa Publicadora, obrigatoriamente encaminhadas a este Conselho, pela gerência de publicação da CPAD".

Minha palavra sobre o texto acima? Cumpra-se ou que se reforme o Regimento Interno.

O Conselho de Doutrina precisa, então, esperar para "agir"? Não.

O Art. 29, inciso II do Regimento Interno da CGADB diz sobre as competências do referido Conselho:

"deliberar sobre qualquer assunto de natureza doutrinária, direta ou indiretamente relacionados com as Assembleias de Deus no Brasil"

Isso não inclui, também, o caso da Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira, divulgada amplamente pelo nosso 1º Vice-Presidente?

E por qual razão o mui digno Conselho silenciou quanto ao caso?
Esperando a Mesa convocá-lo? Não é que isto diz o Regimento Interno nobre companheiro. O Conselho não precisa esperar a Mesa, ele tem competência para deliberar sobre "qualquer assunto" de natureza doutrinária, "direta ou indiretamente" relacionado às Assembleias de Deus.

Minha palavra sobre isso? Cumpra-se.

Se porventura eu estiver equivocado em minhas interpretações do Regimento Interno, aceito as devidas correções sem problema algum.

Que Deus em tudo nos ajude nobre amigo!

Vamos tratar das causas, que os efeitos naturalmente se dissiparão.

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Weslei,

"Agora, a CPAD não têm outra saída a não ser reconhecer este erro e prestar alguns esclarecimentos, através dos orgãos competentes, ao povo evangélico brasileiro."

Vossa preocupação com os novos convertidos é salutar e necessária. Cabe agora aos pastores advertirem aos membros da igreja sobre as heresias da Bíblia Dake, visto que até então isso não foi feito pela Casa Publicadora.

abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Missionário Gilson Bezerra,

observação clara e precisa.

abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Fox,

"A CPAD deve servir sim a Igreja Brasileira como um todo, mas esperamos que ela sirva dentro de sua teologia."

Opinião publicada.

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Matias,

"Fço minhas as palavras do Gutierres, as questões tratadas pelo Dake vão de encontro com coisas essênciais, e perigosas para a vida cristã e até para a salvação."

Minhas considerações são as mesmas que publiquei sobre o comentário do Gutierres.

Orem por nós no que diz respeito ao Programa Novas de Paz.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro amigo e pastor Altair:

Como lhe prometi por email, consegui encontrar uma "Lan House" por perto de onde me encontro em descanso para responder à sua postagem. Espero ser o mais sucinto possível, embora o tema demande uma argumentação demorada.

Vamos por partes.

1. Por ter sido parte do processo à época, a mudança de pensar e agir da editora (como redigido pelo redator do texto no site oficial da CPAD) se deu mais precisamsnte nos idos de 1993, quando houve mudança no comando da diretoria-executiva e tive a honra de ser indicado pelo Conseho Administrativo para assumir a então Diretoria de Publicações, com o apoio da Mesa Diretora da CGADB, na pessoa de seu presidente, pastor José Wellington Bezerra da Costa.

No entanto, ainda que essa redação seja genérica (não sei quem a escreveu depois), a ideia não era que a CPAD deixasse de ser confessional, mas ampliasse o seu leque já que até então ela se restringia a lançar o material da EBD, os periódicos, harpas e alguns poucos livros. Nâo era em essência uma editora.

Essa foi a grande mudança ocorrida, mas nunca se teve em mente publicar nada que viesse ferir os princípios da denominação, pelo menos não naquela época. Três grande linhas foram então estabelecidas:

a) Atualizar o currículo da EBD.

b) Investir no lançamento de livros

c) Investir na realização de congressos e conferências para fortalecer a educação cristã.

Não fui um mero coadjuvante, mas parte ativa e executiva de todas essas decisões, inclusive naquela que produziu o grande lançamento da CPAD: A Bíblia de Estudo Pentecostal. Por isso, posso falar com absoluto conhecimento de causa que o nosso desejo não era tirar da CPAD o seu compromisso com a confessionalidade, mas torná-la de fato uma editora que pudesse atender ao seu amplo público com publicações de excelência. Como me manifestei no blog do pastor Carlos Roberto, há obras a rodo e de excelente qualidade para serem lançadas sem que se perca o "mercado", bem como a confessionalidade. Todavia, não posso responder pelos anos posteriores.

(Continua...)

Pastor Geremias Couto disse...

(Continuação...)

2. O irmão menciona o lançamento pela CPAD em parceria com a Editora Hagnos do Antigo Testamento Interpretado. Isso se deu depois da minha gestão na então diretoria/gerência de publicações. Mas confesso que desconhecia o episódio. Nunca me liguei nisso talvez porque o Novo Testamento já existisse no mercado, mas jamais o adquiri (nem o Antigo), e por isso mesmo talvez tenha passado batido para tantos outros. Mas não creio que essa obra tenha simplesmente erros ocasionais, mas está eivada de heresias, e, por levar o selo confessinal, deveria merecer o mesmo tratamento que estamos dando à Dake. Se não o fiz à época por desconhecimanto, passo a fazê-lo agora.

3. O irmão menciona o Dicionário "Vine", outra obra que disponho apenas para consulta (para ser sincero, não sou ledor contumaz desse tipo de obra) Ora, só pelo apoio, em verbete, ao cessacionismo foi um erro lançá-la, pois se trata da espinha dorsal do movimento pentecostal. "Acomodar" posteriormente o verbete foi pior ainda, pois desrespeitou o pensamento do autor e a nova definição pode ter passado a dizer aquilo que ele não disse. (Não conferi, pois estou com a família distante de casa.)

Agora, se são lançamentos que divergem quanto aos pontos de vista em questões não essenciais, aí é outra coisa. Faz parte do processo de aprendizado. Todavia, naquilo que é essencial a CPAD não pode em nenhuma hipótese cometer esses deslizes nem com uma nota de advertência no início. Deixe que as editoras independentes o façam. Ela é confessional e não creio que o Conselho Administrativo tenha mudado esta filosofia até porque uma mudança desse jaez caberia à Assembléia Geral da CGADB, de quem que ela é propriedade.

Li todas as suas perguntas retóricas, meu caro amigo, e não creio que os companheiros da Comadespe (cito aqui o nome do nobre amigo, pastor Carlos Roberto, para representá-los) tanto quanto eu e alguns outros assembleianos que participaram do debate estejamos movidos por motivações políticas ou outros interesses, senão o de preservar a instituição e os órgãos da CGADB, bem como a própria entidade máxima, já que dois deles tiveram uma resolução desrespeitada.

Se erros houve em relação a outras obras publicadas, como as que o irmão mencionou, a sua postagem permite que isso seja também discutido, revisto e aprimorado. Como respondi ao Paulo Mororó (se não me engano), no blog do pastor Carlos Roberto. Controles editoriais existem desde a época em fui Diretor/Gerente de Publicações. Eles não podem ficar no papel, mas precisam ser exercitados em todos os seus níveis. A diretoria-executiva por sua vez não pode ser absoluta em suas decisões, ao mesmo tempo em que a gerência de publicações precisa ser mais presente e eficaz, jã que é dela a responsabilidade de "publicar".

Nesse sentido, o imbróglio da Bíblia Dake enseja a oportunidade de rever todo o processo e aprimorá-lo para que não mais se cometam erros gritantes como este. Volto a repetir: Não questiono aqui pontos de vista diferentes em questões não essenciais, mas a publicação de obras eivadas de heresias, não importa tenha sido agora ou há alguns anos.

Gostaria de me alongar. Mas acho que é suficiente ficar por aqui. Se preciso, volto para outro esclarecimentos.

Abraços do irmão e amigo,

Pr. Geremias do Couto

Antonio disse...

Não estranhe se sair alguns perio´dicos de padres, freiras ,espirita em fim estamos no mundo "globalizado"

Matias Borba disse...

Pastor,

posso concordar coms eu pensamento também, creio que há verdades em seus comnetários no meu e no do Gutierres, aquestão é essa measmo, como está ems eu texto:

"A CPAD mudou a forma de pensar e agir como editora, publicadora, livraria confessional e oficial das Assembleias de Deus (isto está mais do que claro). Tais mudanças, em termos denominacionais e gerais, será (ou está sendo) benéfica ou maléfica".

Dei meu parecer em meu blog no link abaixo, e creio que, se a CPAD reparar o erro, (se o "repará" surtir efeito benéfico) a coisa pode ser menos dolorosa para a editora e para as Assembleias de Deus.

http://encontrobiblia.blogspot.com/2010/01/biblia-dake-e-suas-notas-supostamente.html

A Paz!

Márcio Cruz disse...

A Paz do Senhor, Ir. Altair.

Posso estar errado, mas após sua abordagem o X da questão é: MOTIVAÇÃO. Foi justamente isto que quis transparecer em meu comentário. Não se trata de determinada situação sem antes fazer a sua anamnese.

Aprendi que toda longa caminhada começa com um pequeno passo. Resta saber qual, onde e quando se deu esse passo.

No mercado, ou você se adapta ou você morre vendo a concorrência avançando. Detalhe: vale tudo nesta corrida. É o lado negro do capitalismo, no qual muitas instituições estão enveredando.

Se estiver errado por favor, me corrija.

Em Cristo,

Ir. Márcio Cruz

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre amigo e companheiro Geremias do Couto,

seus comentários são sempre elucidativos.

Espero em Deus que toda estas questões sirva para um bom propósito em relação aos novos rumos de nossa Casa Publicadora.

Quanto às motivações políticas e outros interesses por parte de todos os envolvidos nos debates, a consciência de cada um será o seu próprio árbitro.

Acredito na lisura e integridade das pessoas, até que me provem o contrário.

Bom descanso com a família!

Paulo Mororó disse...

Caros pastores Altair e Geremias do couto, a Paz do Senhor.
Confirmo que foi a mim que o pastor Geremias se dirigiu quando respondeu sobre a questão de controle editorias da CPAD.

"Como respondi ao Paulo Mororó (se não me engano), no blog do pastor Carlos Roberto. Controles editoriais existem desde a época em fui Diretor/Gerente de Publicações. Eles não podem ficar no papel, mas precisam ser exercitados em todos os seus níveis. A diretoria-executiva por sua vez não pode ser absoluta em suas decisões, ao mesmo tempo em que a gerência de publicações precisa ser mais presente e eficaz, jã que é dela a responsabilidade de "publicar"." Pr Geremias do Couto.

A minha (Paulo Mororó) pergunta foi baseada em Dt 22.8, que diz:

"Quando edificares uma casa nova, farás no telhado um parapeito, para que não ponhas culpa de sangue na tua casa, se alguém de alguma maneira cair dela"

Como já comentei no blog do pastor carlos, apesar da referência acima ser uma citação do AT, a mesma leva consigo dois princípios básicos nos relacionamentos: os limites das responsabilidades e o compromisso de proteção aos mais simples. SE A CPAD TIVESSE UM "PARAPEITO" FIRME E BÍBLICO, AS PESSOAS PODERIAM, POR SUA PRÓPRIA CONTA, CORRER O RISCO DA AQUISIÇÃO DA "DAKE" EM OUTRAS EDITORAS.SENDO ASSIM,ESTARÍAMOS LIVRES DE TAL CONFUSÃO, E O NOSSO COMBATE SERIA OUTRO.

Os pastores e guias da AD, as comissões, os conselhos e demais cargos funções afins, DEVEM e precisam DE FATO, atuar nos rumos da CPAD.Análise requer tempo e dedicação.Mesmo sendo Paulo de Tarso o pregador e ensinador,os irmãos de Beréia SEMPRE ESTAVAM CONFERINDO E ANALISANDO TUDO, At 17.11.
.........................

Porém,visto que o "PARAPEITO" já existe ou já existia na "Casa" (o bom que é casa mesmo), resta agora a quem de direito ou de dever apurar e cobrar responsabilidades dos "peitudos" e/ou omissos que menosprezaram o "parapeito" da "Casa" e a colocaram em acusação de culpa pela vidas que com certeza ficaram e ficarão confusas diante do caso "Dake".
Abraço
PAULO MORORÓ

Matias Borba disse...

Pastor,

posso concordar com seu pensamento também, creio que há verdades em seus comnetários no meu e no do Gutierres, aquestão é essa mesmo, como está em seu texto:

"A CPAD mudou a forma de pensar e agir como editora, publicadora, livraria confessional e oficial das Assembleias de Deus (isto está mais do que claro). Tais mudanças, em termos denominacionais e gerais, será (ou está sendo) benéfica ou maléfica".

Dei meu parecer em meu blog no link abaixo, e creio que, se a CPAD reparar o erro, (se o "reparar" surtir efeito benéfico) a coisa pode ser menos dolorosa para a editora e para as Assembleias de Deus.

http://encontrobiblia.blogspot.com/2010/01/biblia-dake-e-suas-notas-supostamente.html

A Paz!

PS: Publique este novamente, o Texto foi corrigido, por conta do trabalho, a pressa me fez errar alguns trechos. Obg!

veridiano lopes do santos disse...

Por favor publique este testo do pr. Robson Aguiar sobre este tema e me responda sobre o mesmo, pq tbm é minha dúvida:
Pr. Robson Aguiar diz em seu blog:
Ora, com muita propriedade como lhe é peculiar, o Pr. Altair Germano nos trouxe um importante esclarecimento do por que da Casa publicadora ter agido dessa forma (ver blog do pastor Altair Germano).

Quero agradecer ao Pr. Altair pela substanciosa informação. Todavia, também quero responder a algumas questões por ele levantadas.

Primeiro, em relação as outras publicações, confesso não ter conhecimento suficiente para refutá-las. Logo o porquê de minha não manifestação. Quanto aos demais apologistas, talvez a razão seja a mesma que a minha.

Em segundo lugar, a respeito das Comissões não terem de igual modo se manifestado. Talvez por não serem o mesmo da época dos citados lançamentos. Ou até mesmo por não terem sido motivados a pesquisar as publicações da CPAD. Quero lembrar aos irmãos humildemente que me manifestei exaustivamente contra o lançamento da dake, antes da mesma ser lançada. Também o próprio pastor Germano registrou isso em seu blog. Também citou outros blogueiros como Daladier e Gutierres. Isso pode ter aguçado a curiosidade dos membros dos supracitados conselhos.

Em terceiro lugar, quero registrar que independente de qualquer coisa, a dake não deixará de ser nociva ao povo de Deus.
Se a CPAD mudou o seu perfil, o fez com que autoridade? Quem autorizou? Foi estatutária essa mudança de perfil? Essa mudança foi necessária? Qual a motivação dessa mudança? Dinheiro? Os convencionais sabiam que essa mudança daria a CPAD autonomia para publicar o material que quisesse? A CPAD é autônoma? Pertence a algum Campo, Convenção ou pessoa?

Em quarto lugar, o que nos impede de uma vez que detectamos os erros, corrigi-los? Seja a dake ou outra publicação?
Devemos usar a CPAD no ponto de vista secular? Mercantilista? Visando apenas o lucro? Ou ela continuará sendo a editora das Assembléias de Deus (confessional?)

Quero citar o caso dos seminários, como é o caso da ESTEADEB no Recife, que prefere não ter o reconhecimento do MEC, a ter que transformar o seminário em uma simples faculdade de caráter lucrativo.

O pastor Ailton me confessou que vai inaugurar uma faculdade com cursos de Administração e outros, mas o seminário fica. Tem caráter evangelístico de preparação de obreiros.

Diante do exposto, se a CGADB determina, e um de seus órgãos não obedece, pra que CGADB? Pra que Comissões? Pra que ESTATUTO? Pra que convencionais? Pra que reunião? Somos todos patetas. E é patético essa situação de desordem em que nos encontramos, onde não adianta invocar as leis que nos regem.

Sidnei Moura disse...

Pr. Altair,

Suas observações são pertinentes a respeito da nova política de publicação da CPAD. Porém, o que me impressiona no caso específico da Bíblia Dake é o fato da Casa ter apresentado a obra como "Revisada com todo rigor teológico e doutrinário" - o que não aconteceu com outras obras como as citadas pelo senhor.

É obvio que numa obra complexa como uma bíblia de estudo a supressão de partes se tornaria inviável e tonaria a obra do ponto de vista editorial sem nenhum sucesso. Porém, vender uma imagem "limpida" se configura em negligencia. todos sabiam de seus problemas, e nesse aspecto, concordo com o senhor quando propõs que o que difere deveria ser apontado como não compatível com nossa teologia.

Abraço!

Josias O Protestante disse...

Paz do Senhor,Pr Altair.
Reconheço a grande contribuição que a CPAD, tem dado ao Reino de Deus nos seus setenta anos de existência, mas como empresa tem sido extremamente capitalista, parece que tem pessoas dentro da mesma querendo torná-la uma editora secular, onde o objetivo principal é o lucro. Aliás, sempre achava que a CPAD, era diferente das outras, lamento pelo meu engano, mas devo dizer que a publicação de livros, Bíblias com anotações heréticas e até materiais tipo broche com o nome pastora, tudo isso é resultado de desvio doutrinário.Não creio que A CASA, esteja se utilizando da famigerada filosofia, de que os fins justificam os meios. Ainda resta UMA ESPERANÇA.

Pastor Geremias Couto disse...

Caro amigo e pastor Altair:

Se interpretei bem a sua resposta, o irmão entendeu que o meu post ajudou a "elucidar" alguns pontos sobre o real significado da "mudança de pensar e agir" da CPAD, pelo menos na época em que essa mudança se iniciou. Se a expressão passou a ter outro significado posteriormente, cabe a CGADB, se preciso for através de seu órgão máximo (Assembléia Geral), buscar os esclarecimentos.

Quanto ao parágrafo que abaixo transcrevo, tenho algumas considerações a fazer logo a seguir:

"Quanto às motivações políticas e outros interesses por parte de todos os envolvidos nos debates, a consciência de cada um será o seu próprio árbitro".

Neste ponto, o meu comentário anterior se deveu ao fato de o preclaro amigo ter feito uso de perguntas retóricas, que, como o irmão bem sabe, como bom conhecedor da língua culta, não pressupõe dúvidas, mas afirmações.

Para ilustrar, apenas um exemplo bíblico:

"Porventura, não são os anjos ministros de Deus em favor dos que hão de herdar a salvação?"

Aqui o autor de Hebreus não pretende pôr em dúvida a atividade dos anjos em favor dos filhos de Deus, mas seu propósito é afirmar uma verdade.

Apenas em vista disso quis esclarecer as nossas motivações e creio que isto está bem claro na forma como o nosso amigo comum, pastor Carlos Roberto, trouxe o assunto ao seu blog, com toda a repercussão que houve.

Mas o colega está corretíssimo em sua análise. A consciência dos envolvidos no debate, inclusive a do amado companheiro que se inseriu na mesma legítima discussão, será o árbitro das verdadeiras motivações de cada um.

Abraços

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre amigo e pastor Geremias do Couto,

mais uma vez, obrigado pela colaboração.

Abraços!

Gutierres Siqueira disse...

Pr. Altair e amigos, a paz!

Assim como o pastor Geremias do Couto, quero afirmar que de minha parte não há nenhum “interesse político”. Meu desejo sincero é ver a CPAD cada vez maior e avançando em obras que ajudem no conhecimento bíblico-teológico dos evangélicos brasileiros. Sempre que posso estou recomendando livros da CPAD para amigos de igrejas tradicionais. Creio que os avanços até aqui são importantes, e precisam continuar. Eu sou um grande entusiasta do crescimento da editora.

Ora, não é qualquer editora que poderia publicar a ótima obra de Matthew Henry ou Charles Colson, por exemplo. E o que falar do “Dicionário Bíblico Wycliffe”, um dos mais completos do mercado editorial evangélico? Um dos melhores devocionais do mercado está na lista da CPAD. Trata-se do “Por Amor a Deus”, de D. A. Carson. Ganhei de presente, e estou sendo grandemente edificado. O que falar ainda de livros como “Mapas para a História Futura da Igreja” de Justo L. González. Apesar de pouco comentado, esse pequeno livro é ótimo na temática de História da Igreja. E as obras de Lawrence O. Richards? Ótimas fontes de pesquisa.
Sempre amei a CPAD, mas isso não impede que eu critique a trágica “Bíblia de Estudo Dake”. Cresci admirando a Casa Publicadora, e continuo admirando. Não há outro interesse além do crescimento da mesma.

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Gutierres,

que bom quando estamos tranquilos em nossa consciência.

Abraços!

Newton Carpintero, pr. e servo disse...

Prezamado pr. Altair Germano,

A paz do Senhor!

Creio que diante de tantas afirmações e este compêndio sobre a DAKE, deveríamos promover melhor análise conceitual em decorrência, não somente de suas reais afirmações sobre a CPAD, como a de outros que possuem firmeza em declarar que a parte confessional da CPAD se evaporou.

Sugestões poderão definir com claridade a possibilidade em nomear com "selos" confessionais as obras que realmente não interferem nos conceitos das Assembléias de Deus no país.

Eliminar o título frequente nos livros explicativos, conforme ensinos heréticos de cada autor, e não parabenizá-los com o título BÍBLIA de ESTUDOS, o que eliminaria a grande confusão e o desprezo ao Livro dos livros.

Simples solução! Difícil e quebrar o orgulho de muitos em suas vaidades!

O Senhor seja contigo!

pr. Newton Carpintero

Pr. Josias Almeida disse...

Muito lindo e abençoador seu blog amado pastor... Que o Espirito Santo continue lhe usando em suas potentes e santas mãos... A propósito lhe sugestiono meu blog... Sua passadinha por lá muito nos honrará... Deus lhe abençõe...
http://josiasalmeida.blogspot.com/

Heitor disse...

A Paz do Senhor !
Pr.Altair,
Se a nobre CPAD (ainda acredito nisso !) não tiver o mínimo de humildade de reconhecer seus erros e retirar estas publicações néo - pentecostais de seu acervo, a CGADB não terá moral prá atacar na próxima AGO (ou antes, tomara) as aberrações doutrinárias que seu nobre 1°Vice Presidente, Pr.Silas Lima Malafaia (RJ)propaga ou deixa propagar em seu programa VITÓRIA EM CRISTO.

.. disse...

Faço minha as palavras do irmão Heitor!

Administrador disse...

A RESPOSTA CLARA PARA TODOS E QUE ACLARA TUDO ESTÁ NA POSTAGEM, LEIA QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIA PARA ENTENDER!!!

"Amados leitores, há coisa mais clara em tudo aqui exposto, de que a CPAD entrou de vez no mercado editoral evangélico, e que a função de editora, publicadora e livraria exclusivamente confessional e denominacional já é coisa do passado (desde o início do anos 90)?"[2]

Sempre comprei publicações da CPAD sem me preocupar, pois tinha certeza que tinham passado pelo crivo dos nossos apologetas, mas depois desta afirmação passarei a ter mais cuidado com suas publicações. ..."O dinheiro é raiz de todos os male..." Que o Senhor nos abençoe.