domingo, 10 de janeiro de 2010

PUBLICAR OU NÃO PUBLICAR? EIS A QUESTÃO. (2)

O propósito deste post é retomar o debate sobre o material publicado pela CPAD, especificamente, sobre o fato da nova postura da empresa em relação ao mercado livresco evangélico brasileiro e internacional.

As discussões sobre a publicação da Bíblia Dake me levaram ao entendimento de que não deveria ser a obra em si o principal objeto das discussões (embora as discussões fossem salutares e lícitas), e sim, as razões e causas de sua publicação. Sobre isto escrevi no post PUBLICAR OU NÃO PUBLICAR? EIS A QUESTÃO.

O caso que discuto agora é o da publicação do Dicionário Bíblico Wycliffe, em 2006, pela CPAD. Penso que ninguém discordará do fato de que o mesmo foi objeto de ampla divulgação e marketing no mesmo nível da Bíblia Dake. Observe os seguintes fatos:

1. Aprovação. Na obra consta a informação de que a mesma foi aprovada pelo Conselho de Doutrina da CGADB;

2. Apresentação. Sua apresentação na loja virtual da CPAD diz: "O Dicionário Bíblico Wycliffe proporciona uma vasta rede de informações sobre nomes e lugares mencionados na Bíblia bem como aspectos doutrinários, históricos, e pontos importantes do cenário bíblico. Artigos são escritos por mais de 200 líderes conservadores, estudiosos evangélicos.";

3. Seu prefácio. Em seu prefácio, pode-se ler: "[...] os seus artigos de caráter doutrinário devem estar de acordo com a ortodoxia cristã, com os fundamentos da fé geralmente aceitos pelos crentes de uma linha evangélica conservadora.";

4. O Título da obra. Embora a obra não foi escrita por John Wycliffe (entendo ser apenas uma homenagem ao pré-reformador inglês), mas, por mais de duzentos estudiosos nos vários campos dos estudos bíblicos, seu título merece um comentário. O Dicionário Bíblico de Wycliffe se enquadra entre as obras que, para alguns, a CPAD não deveria publicar, por ter autores e conteúdos que fogem da ortodoxia pentecostal assembleiana, além de levar o nome de alguém que não se enquadra no perfil ortodoxo pentecostal assembleiano pelas idéias que defendeu sobre a doutrina da predestinação. Observe o que diz Durant (2002, p. 26, A Reforma) sobre Wycliffe:

"[...] Wyclif construiu seu credo sobre aquela horrível doutrina da predestinação, que deveria permanecer mesmo até nossos dias o ímã e o solvente da teologia protestante. Deus, escreveu Wyclif, concede Sua graça a quem Ele desejar, e predestinou cada indivíduo, uma eternidade antes de nascer, a ser condenado ou salvo por toda a eternidade. As boas obras não ganham a salvação, mas indicam que aquele que as executa recebeu a graça divina e é um dos eleitos. Nós agimos segundo a disposição que Deus nos destinou; invertendo Heráclito, nosso destino é o nosso caráter. Só Adão e Eva tiveram vontade livre, por sua desobediência eles a perderam para si e para seus decendentes."

Fica claro nos comentários de Durant, que Wycliffe poderia ser classificado anacronicamente como um calvinista (Wycliffe nasceu em 1320 e Calvino em 1509). O posicionamento oficial das assembleias de Deus, representada pela CGADB/CPAD, contrário à doutrina da predestinação, encontra-se em seus periódicos oficiais, lições bíblicas, publicações etc.

5. O verbete sobre "eleição" (p. 623-626) . Quando o assunto é predestinação e eleição o posicionamento dos editores e autores do dicionário de Wycliffe é o seguinte:

"Eleição é a doutrina relacionada à divina escolha de Deus de alguns indivíduos de toda s humanidade, para se tornarem seus, através da regeneração e da salvação.

"A doutrina da eleição exclui todas as teorias da salvação universal. [...] A seletividade está presente nas palavras que designam a eleição. Por exemplo, Davi 'escolheu', bahar, cinco pedras lisas para sua funda (1 Sm 17.40). Está perfeitamente evidente, é claro, que havia muito mais pedras que Davi poderia ter escolhido. Da mesma maneira, quando Deus nos 'escolhe' na eternidade (Ef 1.4) está igualmente evidente que Ele não escolhe a todos."

"Todos os atos salvadores de Deus originam-se na eternidade. Portanto, a eleição deve ser eterna. (1) O conhecimento prévio de Deus é eterno (Rm 8.29; 1 Pe 1.1, 2); (2) Deus escolheu os eleitos na eternidade (Ef 1.4; 2 Ts 2.13-14); (3) Deus prometeu aos eleitos a vida eterna na eternidade (Tt 1.1, 2); (4) Deus inscreveu os eleitos em seu Livro da Vida na eternidade (Ap 13.8; 17.8); (5) Deus escolheu os eleitos antes de sua existência nesse mundo (Jr 1.5; Gl 1.15; Ef 2.10; 2 Tm 1.9); (6) Deus deu os eleitos para Cristo na eternidade (Jo 17.2, 6, 24); (7) Deus preparou o céu, 'a glória eterna' para os eleitos (1 Pe 5.10)."

6. O verbete sobre "escolhidos" (p. 667). Sobre o termo "escolhidos", diz o Dicionário Bíblico Wycliffe:

"[...] De maneira similar, àqueles que Deus predestinou como sendo seus, Ele mesmo irá conduzir a salvo através de cada passo da salvação, em direção à sua glorificação final (Rm 8.29, 30)."

Observe que a declaração acima se alinha com um dos Cinco Pontos do Calvinismo:

"5. Perseverança dos Santos – O calvinismo sustenta muito simplesmente que a salvação, desde que é obra realizada inteiramente pelo Senhor – e que o homem nada tem a fazer antes, absolutamente, “para ser salvo” -, é óbvio que o “permanecer salvo” é, também, obra de Deus, à parte de qualquer bem ou mal que o eleito possa praticar. Os eleitos ‘perseverarão' pela simples razão de que Deus prometeu completar, em nós, a obra que ele começou." (Fonte: www.monergismo.com)

Por fim, sobre as questões difíceis que envolve o tema eleição e predestinação, encontra-se também na exposição do verbete "escolhidos" que:

"Surgem algumas questões difíceis com respeito à eleição ou escolha de Deus. Como pode o homem dizer-se livre se, somente aqueles que são escolhidos serão salvos? Em outras palavras, onde é que a soberania e a graça de Deus, e a liberdade do homem, encontram-se na salvação? De forma resumida, a liberdade do homem depois do pecado é basicamente a liberdade de fazer o mal. Sem a graça de Deus, ele pode desejar, mas não pode verdadeiramente escolher o bem. Ao mesmo tempo, Deus não ignora a liberdade do homem, mas a inclui na sua graça soberana quando Ele realmente salva um homem. Novamente, como pode Deus ser justo e escolher alguns, ao passo que rejeita outros? A resposta é que Deus não precisa salvar nenhum; e, portanto, aqueles que são salvos são, na verdade, objeto de seu favor imerecido, ao passo que aqueles que Ele não considera são vítimas da sua própria rebelião e do seu pecado."

MINHAS CONSIDERAÇÕES

Diante da exposição acima, levanto as seguintes questões:

1. O título da obra e os verbetes aqui citados sinalizam a sua tendência calvinista? Sem dúvida alguma.

2. Como, possuindo este claro teor e tendência calvinista a obra foi aprovada pelo Conselho de Doutrina da CGADB, sem nenhuma ressalva ou nota de advertência? Não sei.

3. O fato de ser tendenciosamente calvinista, significa que a obra não possui valor de pesquisa para teólogos, seminaristas, pastores, obreiros em geral, professores e alunos de escola dominical assembleianos? É evidente que possui tal valor.

4. A CPAD fez uma boa decisão ao publicá-la? Meu posicionamento pessoal é que sim. Faltou apenas as devidas advertências ao público ledor sobre os textos que não se enquadram na ortodoxia pentecostal assembleiana.

5. A CPAD deveria continuar publicando obras como esta (e outras que já citei), com conteúdos teológicos e doutrinários que divergem de nossas perspectivas teológicas? Repito, com as devidas observações e advertências, sim.

6. É contraditório o fato do Conselho de Doutrina aprovar a publicação e vendas de obras como esta em discussão (de linha calvinista), de ter aprovado também a publicação e vendas do Dicionário VINE (de linha cessacionalista) com seus conteúdos que divergem de nossa sistema doutrinário e, ao mesmo tempo, alegando não ter sido consultado, decidir conjuntamente com a Comissão de Apologética suspender as vendas da Bíblia de Estudo Dake? Sim, e haja contradição nisso. A não ser que o Conselho de Doutrina não tivesse, de fato, aprovado as citadas obras, possibilidade esta que descarto diante da seriedade e responsabilidade da CPAD.

7. O argumento de que a Bíblia Dake teve uma maior ênfase em seu marketing se justifica? Não, pois as obras aqui citadas tiveram um marketing nas mesmas proporções.

8. O argumento de que, sendo uma Bíblia de Estudos e não um Dicionário, e por isso os seus males e perigos são maiores, justifica o posicionamento do Conselho de Doutrina e da Comissão de Apologética? No meu entendimento, não. A heresia é sempre perigosa, sendo publicada onde quer que seja, quando não se adverte sobre a sua presença.

Finalizo, reafirmando que a decisão a ser tomada em conjunto pelo Conselho de Doutrina, Comissão de Apologética, Conselho Administativo da Casa Publicadora e Mesa Diretora da CGADB, sobre as questões aqui discutidas, caminha em duas direções:

a) Suspender a publicação e a venda de toda e qualquer obra que venha a divergir teologicamente e doutrinariamente da ortodoxia pentecostal assembleiana (e não apenas a Bíblia de Estudo Dake), quer seja no que chamam de doutrinas essenciais ou doutrinas secundárias (essa classificação para mim é irrelevante, tratando-se apenas de uma convenção teológica não sustentada biblicamente, ou seja, um paliativo criado por teólogos para atenuar as diferenças denominacionais em termos de teologia). Agindo assim, a CPAD voltaria a ser especificamente e exclusivamente uma editora e publicadora confessional;

b) Manter a publicação e a venda de obras que, mesmo divergindo teologicamente e doutrinariamente da ortodoxia pentecostal assembleiana, possuem um grande valor de pesquisa. Estas obras seriam analisadas pelo Conselho de Doutrina e pela Comissão de Apologética, podendo ter especialistas convidados para dar apoio, visto que nem todos os membros dos referidos conselhos possuem disponibilidade de tempo para tal empreitada. Nas mesmas constaria as devidas advertências e notas quanto aos seus conteúdos doutrinário e teológicos divergentes. Desta forma, a CPAD manteria a sua atual posição em termos de atender a toda Igreja de Cristo no Brasil e na América Latina, mediante uma mudança radical em sua maneira de pensar e agir, deixando de ser definitivamente uma editora e publicadora confessional.

Na tentativa de trazer contribuições ao debate, respeitando os posicionamentos e entendimentos contrários,

Pr. Altair Germano (Vice-Presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e Relator do Conselho de Doutrina da UMADENE)

59 comentários:

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro pastor e amigo Altair Germano,

A paz do Senhor.

Limitar-me-ei a dizer que o seu texto é bastante elucidativo. Parabéns. Que Deus o abençoe.

CSZ

Daladier Lima disse...

Prezado Pr. Altair.

Daqui a pouco vão dizer que estás contra a "Casa". Na verdade, alguns escritores americanos (e eu não tenho nada contra a nacionalidade, pelo contrário, os acho extremamente competentes em termos de pesquisa, por exemplo) jamais seriam pastores assembleianos aqui. Pragmetismo puro!

zwinglio rodrigues disse...

Pr. Germano, paz!

É isso aí... se a CPAD não publicar, outros publicarão... e os críticos acabarão por adquirir "Dake" -ou outro texto qualquer- para se aprofundarem e, principalmente, para falarem mal... para ornar seus escritos e suas prédicas... contra as heresias e os hereges...
.
Você é sensato caro colega... eenxerga além...
.
Parabéns!

Felipe Huvos Ribas disse...

Pr. Altair Germano, eu pensei uma coisa enquanto lia um trecho de seu texto (não li o texto inteiro). Será que compensa colocar notas de advertência na Bíblia de Estudo Dake? Dependendo da quantidade de erros, acho que isso seria inviável (já pensou, o dobro de páginas por causa das notas de advertência). Não possuo tal Bíblia de estudo e também não sei quase nada sobre os erros que contém.

Paulo Mororó disse...

Pastor Altair, a Paz do Senhor.

Pela sua exposição, acredito que as causas deste dilema estão ligadas à uma tremenda crise de identidade assembleiana.Os projetos editoriais ficaram difusos,tanto quanto as diversidades de autonomias "ministeriais" (controle de campo,feudo religioso,dominio eclesial e etc). Faltou um cânon, uma coerência confessional.

Esta crise de identidade pode nos levar aos mais diversos "rachas" e também a um processo revolucionário dentro da denominação. Porém, o que sempre nos traz segurança e paz são as palavras de Jesus ditas ao mestre Nicodemos:

" O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito" Jo 3.8

O Movimento Pentecostal continua, o vento não vai parar de assoprar,o vento está fora do domínio humano. A Reforma Protestante e o nascimento do Movimento Pentecostal Brasileiro, com Gunnar Vingren e Daniel Berg, nos dão prova disso.

Mesmo que os homens não comprendam e perguntem: "Como pode ser isso?" Jo 3.9. Se as donominações e os sistemas convencionais se fecharem ao ar fresco e sadio, o vento do Espírito continuará soprando mesmo que seja em outras tendas. È uma questão de Soberania Divina e de tempo, tempo de Deus,Kairós.
Abraços
PAULO MORORÓ

Gutierres Siqueira disse...

Pr. Altair, a paz!

Parabéns por mais um post que produz um debate saudável e necessário. Mas permita-me discordar de alguns pontos.

Bato na tecla que não há como comparar a publicação do “Dicionário Vine” e do “Dicionário Bíblico Wycliffe”, com a “Bíblia de Estudo Dake”. Repito que nos dicionários temos discordâncias secundárias, enquanto na bíblia de estudo temos grandes discordâncias em campos importantes para a fé cristã.

Se eu rejeito o a conceituação teológica de “doutrinas primárias” e “doutrinas secundárias”, eu tenho somente dois caminhos:

a) Fundamentalismo. Passo a julgar que a minha verdade é única, e todo o resto é heresia. Sou arminiano, e classifico os calvinistas de hereges. Sou milenista, e julgo os amilenistas de hereges... Nesse caminho me fecho em uma redoma de vidro, com uma mentalidade limitadíssima.

b) Progressismo. Passo a julgar que não há diferença entre os debates de arminianos e calvinistas, ou de unicistas e trinitarianos. Nesse caso, acho que tanto o calvinista como o Testemunha de Jeová devem ser colocados no mesmo patamar de um cristianismo legítimo.

Tanto os “fundamentalistas” como os “progressistas” não enxergam patamares doutrinários.

Para mim, as duas posições são absurdas, extremistas, e muito distantes do cristianismo bíblico. Por isso, continuo dividindo o mundo doutrinário em “primário” e “secundário”. Penso que dessa forma me mantenha próximo a um equilíbrio.

Abraços!

Robson Aguiar disse...

Pr. Altair,
Acho totalmente incongluente comparar calvinismo com teologia da prosperidade.

Como Já disse o nobre pastor Geremias do Couto no Point Rhema "Calvinismo e Arminianismo(Doutrina do Livre arbítrio) são correntes teológicas históricas". Não podem ser comparadas a uma teologia nociva como a da bíblia Dake.

Sabemos que muitos assembleanos são calvinistas embora não declarem publicamente. Isso não traz prejuízos a igreja.

Quero adiantar que por muitas vezes combati na ESTEADE (Seminário Assembleiano) professores calvinistas, que não citarei nomes por questão ética. Para não prejudica-los.

Mas, não há como nivelar uma doutrina e outra.



Mas,

Robson Aguiar disse...

ERRATA.
ONDE SE LÊ ESTEADE, LEIA-SE ESTEADEB

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Robson e Gutierres,

na Bíblia não existe meias verdades ou meias heresias.

A predestinação,no sentido aqui exposta,ou é uma verdade, ou uma heresia.

Se for verdade, vamos revisar então os nossos conceitos e adotá-la como sã doutrina, se não for, vomitemo-la, pois o que não é sã doutrina é heresia.

Dizer que o batismo com o Espírito Santo não é mais para os nossos dias é uma verdade ou uma mentira, uma sã doutrina ou uma heresia. Pode ser, inclusive, uma mentira ou heresia fruto de um equívoco doutrinário ou teológico, mas não deixa de ser heresia.

Heresia, do grego hairesis, pode ser interpretado e definido também como "um erro doutrinário". Não se trata de algum tipo de erro doutrinário, mas, de qualquer erro doutrinário.

O irmão Gutierres citou o fundamentalismo, o progressismo, mas parece que esqueceu de citar o relativismo teológico.

O irmão Robson afirmou que há assembleianos calvinistas. Que se assumam então.

REPITO: a doutrina da predestinação como exposta no Dicionário Bíblico Wycliffe, à luz da ortodoxia pentecostal assembleiana é heresia, ou seja, um erro doutrinário.

Dizer que a manifestação de línguas por ocasião do batismo ou da concessão dos dons espirituais cessou, como publicado originalmente no VINE, à luz da ortodoxia pentecostal assembleiana é heresia, ou seja, um erro doutrinário. Por qual razão, então, nas edições posteriores modificaram o texto do verbete?

Amados, como coloquei, respeito as vossas opiniões ou discordâncias.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Amados amigos Ciro, Daladier,Zwínglio e Paulo Mororó,

obrigado pela participação e contribuição nos debates.

Abraços

Márcio Melânia disse...

Pastor Altair, Paz e Graça!

Fui assembleiano durante mais de 30 anos, meus pais foram pioneiros da AD em Alagoas.

Ao estudar a Palavra, mesmo crendo na atualidade dos dons espirituais, na forma como Paulo escreveu, entendi a soberania de Deus e resolvi sair da AD, pois acredito que fomos predestinados para salvação por Deus, pois de mim mesmo não tinha condição alguma de escolher a Deus. Ele por ser SOBERANO foi que me escolheu. Mesmo nascendo e sendo criado no lar cristão, fui escolhido por Deus; foi Ele mesmo quem colocou em minha alma o desejo de serví-lo.

Quanto ao questionamento sobre se a CPAD publica ou não acredito que se a AD quer permanecer com sua "ortodoxia" (não me lembro de haver alguma, exceto a questão da falar em línguas como sinal do batismo com Espírito Santo) não deveria nem cogitar a publicação dos livros citados neste seu texto. Como acredito que a AD nunca teve unidade (nem na diversidade) em sua "ortodoxia", então entendo que não existe esta tal de ortodoxia assembleiana, portanto tudo é válido, até lutar por poderes humanos (executivos e legislativos) como meta da cúpula da igreja.

Como alguém citou nos comentários, existem muitos assembleianos que já compreenderam que a Soberania de Deus foi derramada sobre as suas vidas e entendem que foram eleitos por Deus para a salvação. Alguns não desejam sair da AD por acharem que podem ensinar a outros; outros tem receio de enfrentar a família que tradicionalmente são assembleianos (como no catolicismo); e outros como eu, compreendem que é muito interessante para os arminianos acreditarem que teem o poder de decidir serem salvos ou não e resolvem sair para não entrar em conflitos com os que buscam o poder temporal e decidem sobre a vida e "morte" dos que poderão ser salvos.

Achei muito interessante as palavras do Paulo Mororó sobre a Soberania de Deus e creio que os aspectos por mim citados aqui foram um reflexo o que ele escreveu.

Também somente contribuindo para o debate.

Um abração ao Daladier pela sua "visão".

Valdomiro Filho disse...

Paz Pr. Altair,

Sempre com preocupações pertinentes, no qual revela cuidado pastoral com o rebanho de Deus.

Penso que não há como ver o “evangelho” da predestinação como “boa nova”, é na verdade uma “má nova”. A “má nova de perdição”, pois no estado natural da criação todos estariam salvos; ao permitir, ou mesmo planejar já que é “predestinacionisticamente” soberano, a entrada do pecado no mundo, Deus privou à descendência do homem um estado eterno de comunhão para criar uma legião de perdidos, ou seja, Deus saiu da perfeição para “criar”, já que a “soberania” é dELE, um mar de condenados. A salvação é uma “boa nova” infinitamente menor que a “má nova de perdição”. Um pingo no oceano.

A Bíblia diz que Deus é bom e que é amor, mas, para mostrar a soberania de Deus, os predestinacionistas apresentam (há várias variantes de predestinacionistas, bem como a linha contrária) um Deus que, em não existindo nada no Universo, teria resolvido criar o mundo e o homem; colocar no plano de existência dele o pecado, e depois de planejar a superpopulação da terra, preferiu, para se revelar soberano, deixar, no inferno, das portas para dentro, um sem número de indivíduos que ele resolveu não escolher, ou seja, a culpa do inferno para a humanidade não é nem do diabo, nem do homem, é de Deus, o único planejador eficaz que poderia mudar essa história, mas preferiu não fazê-lo. A culpa da superpopulação do inferno passa a ser de Deus que em primeira, e, também em última instância é quem tem a capacidade de mudar esse fato.

Diga a quem quer que seja que o plano de Deus, foi criar o homem, colocar no script o pecado, encher a terra de pecadores e preparar o inferno para, juntamente com o capeta, fazer um coral de gritos e prantos lá, e, que estando ao seu pleno alcance resgatar antes a todos, se preocupou em mostrar soberania A TODOS e amor AO MÍNIMO DO MÍNIMO possível, e para se mostrar soberano escolheu poucos, ao invés de muitos, pois salvar muitos poderia revelar um sinal de fraqueza de Deus. Escolhendo poucos ele pareceria ser mais soberano. Ainda que a qualificação melhor para isso seria tirano.

Se dissermos a quem quer que seja que foi plano de Deus encerrar a todos debaixo do pecado para “graciosamente” não libertar a todos: Encerrar a todos debaixo do pecado para distribuir graça ao mínimo.

Mostre isso a uma criança e ela dirá: Deus é mau.
Mostre isso a um menino e ele dirá: Deus é mau.
Mostre isso a um adolescente e ele dirá: Deus é mau.
Mostre isso a um adulto e ele dirá: Deus é mau.
Mostre isso a um velho e ele dirá: Deus é mau.
Mostre isso a um bêbado e ele dirá: Deus é mau.
Mostre isso a um débil e ele dirá: Deus é mau.

Não quem não considere isso uma maldade. Uma má nova.

Esse pensamento é humano?

Então, Deus deveria ser Deus de outros seres, pois é impossível ao racional não perceber algo errado nessa equação que é, em geral, atribuída aos calvinistas.

Mas, há aqueles versos que falam de eleição e escolha... Há sim, basta lê-los, juntamente com os outros que falam do alcance global da salvação “...onde o pecado abundou, superabundou a graça;”: “expiação limitada” não cola com esse verso.

Há coisas que o homem faz que nunca passou pelo coração de Deus. Jr. 32.35 “E edificaram os altos de Baal, que estão no Vale do Filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem veio ao meu coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá.” Ora, se fazer passar pessoas pelo fogo não subiu ao coração de Deus, como privaria ele as pessoas de escolherem não morar no tormento eterno. Mas, não vou me alongar, pois a questão não é só essa e o post do blog é mais abrangente que isso.

Os versículos que mostram o plano de salvação dado gratuitamente, mas a preço de sangue, a todos os homens são conhecido de todos, não se faz necessário citar.

Na Paz!
Valdomiro.

Gutierres Siqueira disse...

Pr. Altair, a paz!

Vamos continuando nesse interessante debate.

Olha. Se passarmos a considerar escolas teológicas como heresias, as consequencias serão terríveis.
Vamos pegar um exemplo litúrgico, na questão musical:

Eu, por exemplo, não divulgo as músicas do Conjunto Voz da Verdade na minha igreja. Motivo? É um grupo unicista que distorce a doutrina da Santíssima Trindade. Agora, eu canto muito alegremente as músicas do João Alexandre, Vencedores por Cristo, Grupo Logos, mesmo não sendo um cristão protestante tradicional. Se eu desprezar a ideia de doutrinas primárias e secundárias, eu só tenho dois caminhos:

Eu passo a cantar as músicas de todos os grupos e conjuntos, não importando a visão doutrinária dos mesmos. Ou então, me fecho somente nas músicas do Victorino Silva, ícone assembleiano.Para mim, os dois caminhos são ruins. Nem quero ser aberto demais, até para hereges clássicos, e nem quero ser fechado demais no meu mundinho assembleiano.

Uma observação: Quanto citei o “progressismo” me refiria ao “relativismo teológico”. Os relativistas, realmente, não veem diferença entre um unicista ou armiano, pois não há critérios de verdade para eles. Quando lemos Brian McLaren, um exemplo de relativista, vemos que ele é tudo ao mesmo tempo, pois não aceita a ideia de verdade absoluta. Nesse caso, o relativista também não aceita a divisão de doutrinas primárias e secundárias.

Mas com é da tradição cristã que criou patamares doutrinários, respeito a opinião divergente.

Abraços a todos.

EMMERSON disse...

Nossos púlpitos estão cheios de ensinamentos como a teologia da prosperidade, ensinamentos errados acerca dos dízimos, onde existem os dízimos hoje? Será que posso resgatá-lo? Ou será que mudou de anual para mensal, será que estão sendo dadas aos levitas, viúvas, órfãos e estrangeiros, seriam os dízimos hoje herança para os levitas por não terem terras? Livros de pastores assembleianos, alegorisando bastante, fora totalmente do contexto Bíblico, livros de como ser ricos, de como alcançar vitória, coisa que não existe nas santas linhas das Escrituras. Tudo isso encontramos em livros, revistas, DVDs de nossas próprias igrejas e visão pentecostal. Temos é que parar de levantar bandeiras, tratar escritores e ensinadores como nossos irmãos na fé, mesmo que eles não façam isso, é nossa obrigação fazer, Não podemos ser hipócritas! Vejo nas livrarias pastores, professores, muitos irmãos comprando livros de reformados, temos que ler e reter o que é bom. Qual a preferência? Um livro de Antônio Gilberto ou do Dr. Lloyd Jones? Um livro de Esdras Cabral ou de Antônio Neves de Mesquita? Não que não sejam homens de Deus, e bons escritores esses assembleianos, mas Se a CPAD não publicar grandes obras de grandes reformadores, outras editoras vão publicar, e além de não ter uma boa obra em suas prateleiras para vender e edificar os irmãos, vai ter também um grande perda financeira!
Desculpe-me pela quantidade de letras, mas é meu pensamento acerca do assunto.

Shalom!

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Gutierres,

entendo seu ponto de vista, mas, na discussão em foco, volto a reafirmar:

não existe heresias de 1ª ou 2ª classe.

Abraços.

EMMERSON disse...

Paz Pr. Altair!

Parabéns pelo post, é de grande conveniência esses artigos sobre estas questões abordadas.
De início, a discussão calvinista e arminiana é histórica como citou Pr. Robson, mas só uma delas tem coerência. Sobre publicar ou não alguma coisa que venha... Ferir o credo e a corrente teológica da Assembleia de Deus isso é um assunto para discutir e analisar, mas como o senhor mesmo disse: “... devidas advertências ao público ledor sobre os textos que não se enquadram na ortodoxia pentecostal assembleiana”. Tenho certeza que não há problema nenhum!
Nós assembleianos temos erros doutrinários horríveis e literaturas extremamente contrário ás Escrituras, ensinando o que não há na Bíblia. Vemos alguns erros, por exemplo: Os Diáconos não são chamados pelo seu ministério, mas sim por algumas características que o pastor da Igreja queira, assim como: ser batizado com o Espírito Santo, e não pode está sujo no SPC/SERASA. Isto é errôneo, onde isto está nas Escrituras? Se o irmão tiver todos os requisitos para ser um Diácono, mas por algum motivo, saiu do emprego, coisa desse tipo, e não pode pagar sua dívida, o que fazer com ele? E ser batizado com o Espírito Santo não é também requisitos para ser Diácono! Onde se encontra isso nas Escrituras? Como é em várias igrejas uma hierarquia, mas precisamente uma escadinha os cargos eclesiásticos, como pode um presbítero, não ser casado? Ou um Diácono pastorear ovelhas? Existe recomendação de Paulo para o ministério de Diácono e presbítero. Outro é que, nossas ceias se guardam o pão para os irmãos que não puderam ir naquele dia, e enterram o resto do pão como se houvesse algo de sobrenatural contido naquele alimento. Isso é a visão católica! Totalmente contrária as Escrituras. Cont.

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Filipe Ribas,

não precisaria de várias notas de advertência. Poderia ser apenas uma nota na abertura da Bíblia, ou o uso de sinais indicando o comentário "perigoso".

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Marcio, obrigado pela vossa participação.

Abraços.

Pedro Henrique disse...

Prezado Altair Germano,

Sobre seu comentário em resposta ao Robson e ao Gutierres, gostaria, se possível, que o Sr. me respondesse algumas questões que me veio ao lê-lo.

Sabemos que a Igreja Presbiteriana do Brasil e outras igrejas reformadas, em seus catecismos, ensinam a doutrina da predestinação conforme apresentado no dicionário.

De acordo com a sua postagem, para a Assembléia de Deus, isso se trata de um ensinamento herético e que por conseguinte deve ser vomitado.

Partindo deste pressuposto, as igrejas reformadas que sustentam tal doutrina, precisam se arrepender e voltar à sã doutrina? É possível, na teoria, haver alguma comunhão entre os crentes da Assembléia de Deus e de tais igrejas? Se sim, existe alguma escala de heresias que não são tão perniciosas assim?

Desde já agradeço,

Att,

Pedro Rocha

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Valdomiro,

embora o debate não esteja focado na doutrina da predestinação incondicional, mas, sim, no que a CPAD deve publicar, sua contribuição foi muito valiosa.

Como já escrevi, não existe meias heresias ou heresias de 1ª ou 2ª classe.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Emerson, as questões que o irmão levanta em termos de erros doutrinários assembleianos, poderão ser discutidas em outro momento.

No que diz respeito ao assunto em foco, obrigado pela participação.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Pedro Henrique,

pergunte a um indivíduo que acredita na predestinação incondicional o que ele acha da nossa ênfase no livre arbítrio e na atualidade dos dons espirituais, que você poderá ouvir respostas do tipo: isto é uma doutrina de demônios.

Alguma comunhão? Infelizmente, em razão destas questões teológicas mal resolvidas, é apenas o que sobrou entre nós evangélicos: UMA CERTA COMUNHÃO.

Eu não estou afirmando que todo calvinista é herético, estou afirmando que a predestinação incondicional é uma heresia, assim como o é a ênfase num livre arbítrio desassociado da soberania de Deus.

Predestinação e livre-arbítrio são verdades bíblicas que levadas ao extremo geram heresias. O texto como está no Dicionário Bíblico de Wycliffe é uma clara heresia.

Entendo, pela Palavra de Deus, que Soberania de Deus e Livre Arbítrio operam juntos na salvação do homem pecador. Até onde opera um e outro em cada indivíduo, não temos condições de mensurar.

Abraços,

Márcio Melânia disse...

É muito interessante notar que muitos dos que comentam conhecem apenas a posição dos teólogos arminianos contra os calvinistas, no entanto NUNCA leram sequer um pequeno texto algum texto Reformado.
Aos que desejarem se aprofundar sobre o tema inclusive para refutaram a "heresia" calvinista como o autor do blog afirma, tenho em um grupo por mim administrado mais de 1800 textos reformados selecionados: http://groups.google.com.br/group/textos-reformados-selecionados

Fica a dica aos ousados e destemidos defensores da fé que uma vez foi entregue aos santos.

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Márcio,

"Eu não estou afirmando que todo calvinista é herético, estou afirmando que a predestinação incondicional é uma heresia, assim como o é a ênfase num livre arbítrio desassociado da soberania de Deus.

Predestinação e livre-arbítrio são verdades bíblicas que levadas ao extremo geram heresias. O texto como está no Dicionário Bíblico de Wycliffe é uma clara heresia.

Entendo, pela Palavra de Deus, que Soberania de Deus e Livre Arbítrio operam juntos na salvação do homem pecador. Até onde opera um e outro em cada indivíduo, não temos condições de mensurar."

Abraços e obrigado pela indicação do link. Com certeza, nos textos reformados há muita coisa boa para se reter.

Bruno Rafael disse...

Caro Pastor Altair, fui sua ovelha em maranguape 1 depois que assumiu a igreja apos o Pastor zito, conversei uma vez com o Sr na cantina do Seminario Pentecostal. mas meu comentario é que o Pastor esta de Parabens pela visão pioneira de trazer a reflexao sobre o que deve ser publicado ou não na AD realmente brilhante, minha opinião é que deve ser publicada pois limitar até onde uma ovelha pode ou não pensar, ou até sobre que assunto pensar é uma tirania enorme tornando a teologia uma caixinha de pensamentos manipulados por um grupo. fui assembleiano até os 18 anos e por ironia aprendi os 5 pontos do calvinismo no Seminário Pentecostal. hoje sou calvinista e membro da Presbiteriana de maranguape 1 e vejo o debate sadio na teologia como a razao do meu estado atual. Ao irmão valdomiro peço que leia o livro (por quem Cristo morreu de Jonh Owen.) Será de grande Valia.

Novamente Parabéns pastor pela pela intelectualidade e coragem de se expressar!!!! Bruno Rafael (presbiteriano de maranguape 1)

PR MAURICIO BRITO disse...

Caro amigo e irmão pr altair germano;

acredito que a CPAD deve publicar as devidas obras, apenas colocando a nota do pensamento da editora, como foi feita na hisotria eclesiastica de eusebio de cezareia, publicada pela CPAD

Robson Aguiar disse...

Existem muitos pastores assembleianos que pregam heresias. Isso não faz das Assembléias de Deus uma seita. Sabemos que existe calvinistas ultra-ortodoxos que acham que Deus induz o pecador a cometer pecados para justifica sua condenação. (baseiam-se na soberania de Deus).

Existem muitas igrejas Batistas, que também se deixaram envolver por movimentos sectários, mas, também não são seitas. Sei que não existe pecados de heresias de 1º e 2º grau, mas, encontramos na bíblia pecado para a morte e pecado que não é para a morte. Não acho prudente rotular as igrejas reformadas e calvinistas como seitas.


Combato acidamente a doutrina da predestinação individual em minhas congregações, mas, nunca coloquei um reformado no nível de um neopentecostal.

Os males causados pela teologia da prosperidade é infinitamente mais prejudiciais ao corpo de Cristo do que o crer ou não crer na predestinação. O maior expoente da teologia calvinista no Brasil que conheço, Rev. Augusto Nicodemos não nos critica quanto aos Dons Espirituais. Além do mais, sabemos que os Dons passarão.

Os Presbiterianos e Reformados são pessoas sérias, não comprometidas com modismos, seguidores de uma teologia histórica. Como também nós o somos.
Discordo acentuadamente do amigo calvinista que disse que muitos assembleianos que crêem na predestinação individual, estão na Assembléia para divulgar o calvinismo. Conheço muitos que não tocam no assunto a não ser de forma indireta. Se estão aqui, é por que gostam da AD e não conseguem estar longe dos Dons Espirituais.

Poderíamos começar um debate sobre Livre Arbítrio e Calvinismo aqui. Mas, o assunto é outro, por isso, temos que nos limitar ao tema proposto “publicar ou não publicar”.

Acho que a nossa CPAD fez um gol contra ao Lançar um herege renomado como DAKE. Ela poderia publicar qualquer reformado, como já o fez. Chamaria pouca à atenção. Embora eu não concorde. Mas, DAKE, pelo volume de pessoas que foram vítimas dessa teologia funesta, foi um erro terrível.
Não justificam, a meu ver as razões elencadas pelo nobre Altair para reedição da DAKE. A bíblia diz que de uma fonte não pode jorrar dois tipos de águas, salgada e doce. “Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce”. Tg 3.12

Entrevistei o pastor Kemuel Sotero, Vice Presidente do Conselho Administrativo da CPAD , dia 06 de janeiro no Aribiri. Ele falou em nome da Casa. Estarei publicando a matéria hoje ou amanhã. Lembro que o Rev. Kemuel sugeriu ao Rev. Wellington que já era hora das ADs terem um Banco próprio. Percebi com isso, que a visão de nossos gestores está mudando. Não sou contra mudanças, mas, penso que assuntos como a mudança de perfil da CAPD devem passar pelo plenário. O que parece não ter acontecido. Daí, toda essa confusão e quebra de hierarquia. (Embora, o pastor Kemuel não entenda que isso aconteceu).

Márcio Melânia disse...

1)
Para amplificar a discussão e colocar o entendimento reformado acerca da Eleição condicional, peço vênia para apresentar as seguintes considerações, e garanto que, provavelmente, será a minha última participação, tendo em vista que a mesma percorre mais de 400 anos de história.
"E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade" (Efésios 1.5).
Pela Escritura não há condições de aliarmos Soberania de Deus com Eleição condicional.
A vontade é de Deus, o consentimento é de Deus, os filhos são predestinados por Deus e para Deus, e isto por meio de Jesus Cristo que é Deus. Onde está a condicionalidade? Onde está o consentimento humano? Onde está a anuência da criatura?
Predestinar é destinar com antecipação, ou escolher (alguém) para um certo destino. Ou seja, o texto do verso poderia bem ser lido como "E nos destinou antecipadamente para filhos de adoção..." ou talvez como "E nos escolheu para filhos de adoção". Mais uma vez, onde está a condicionalidade? Quem escolheu? Ou ainda quem destinou? Não foi Deus? Deus não muda, todos os seus desígnios são eternos e firmes.

Márcio Melânia disse...

2)
Se entendermos que a Soberania de Deus é Dele e o que Ele define é Eterno não há como entender condicionalidade em seus decretos.
"... Não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?" (Romanos 9.21-24).

É interessante e relevante entendermos o significado da palavra grega traduzida como "predestinar", proorizw (proorizo).
Esta palavra aparece seis vezes no Novo Testamento, sendo consistentemente traduzida como "predestinar" ou "determinar de antemão".

Segundo o léxico de Strong, o significado da palavra é:
- predeterminar, decidir antecipadamente
- no NT é Deus decretando desde a eternidade
- predestinar, estipular de antemão.
Segundo o Léxico de Liddell & Scott:
- determinar de antemão, hêmeran Hld.7.24 ; predeterminar, predestinar, hêmas eis huiothesian Ep.Eph.1.5; ti genesthai Act.Ap.4.28; tinas summorphous (sc. genesthai) Ep.Rom.8.29.

Márcio Melânia disse...

4) (Final)
Se é o Espírito de Deus quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo, como posso eu dizer que o Espírito (que é Deus e é Soberano) tem que aguardar a minha autorização para que Ele possa fazer morada em mim? Eu estando morto nos meus delitos e pecados, sem poder algum, sem força alguma?
A Palavra de Deus afirma:
"... Não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?" (Romanos 9.21-24 ACF - Só relembrando).
"O SENHOR fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal" (Provérbios 16.4 ACF).
"E disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo" (Êxodo 4.21 ACF).
Deus é absolutamente sério, sóbrio, coerente consigo mesmo, justo e perfeito. E se nós não entendemos algumas das atitudes de Deus, reduzamo-nos à nossa insignificância e limitação, e aceitemos Deus tal qual Ele mesmo se revelou através da Sua Santa Palavra. Tendo a certeza que ao chegarmos à morada eterna teremos pleno conhecimento, e finalmente entenderemos perfeitamente a justiça e o amor de Deus.
Se nos dispusermos a analisar biblicamente o assunto, separando as paixões teológicas e o ponto de vista muitas vezes defendido pela tradição, compreenderemos que muitos dos problemas vividos pela Igreja do Senhor hoje tem raiz neste anacronismo - o arminianismo.
Deus abençoe a todos os eleitos Dele.

PAZ!

ALTAIR GERMANO, disse...

Pastor Robson, o senhor escreve:

"Não acho prudente rotular as igrejas reformadas e calvinistas como seitas."

Também não acho, e não o fiz.

Mas, acho prudente chamar de heresia o que é heresia, e para mim, a "predestinação incondicional" é um erro doutrinário, ou seja, uma heresia. E para o irmão, como pastor assembleiano, o que você acha da "predestinação incondicional"? É uma verdade bíblica ou um erro doutrinário? O irmão poderia me responder de forma clara e objetiva?

Obrigado pela participação e opinião.

Paz do Senhor.

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Márcio,

como o foco deste post não é predestinação x livre arbítrio, mas, a questão da publicação de obras de cunho teológico e doutrinário que divergem de algumas posições assembleianas, quero tão somente, mais uma vez, agradecer a vossa participação.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Bruno, obrigado pela participação e pelas palavras motivadoras.

Paz do Senhor.

ALTAIR GERMANO, disse...

Pastor Mauricio Brito, bem colocado o seu comentário.

No livro História Eclesiástica, de Eusébio de Cesaréia, publicado pela CPAD em 1999, lemos no prefácio à edição brasileira o seguinte:

"PRECAUÇÕES:

Que o leitor tenha em mente, ao repassar estas páginas, que a História Eclesiástica não é uma obra doutrinária. Embora renomado teólogo e homem de igreja, Eusébio procurou justificar teológica e historicamente as intervenções de Constantino na cristandade visível e nominal. Por isso, mostra o bispado de Roma como procedente de Pedro. E este como sendo aquela pedra eterna a que se referia o Senhor na Declaração de Cesaréia. Sempre que ocorrem tais desvãos doutrinais, procuramos esclarecer o assunto através de uma nota ou advertência. Ao ler esta obra, faça-o com espírito crítico; indague, problematize, discirna. Mas não deixe de colher as preciosas lições advindas da história. Deleite-se em ver o que fazia Deus naqueles idos tão difíceis e atribulados. Aja como John Wesley. O admirável evangelista inglês lia o jornal todos os dias para ver o que andava fazendo o mundo.

Obrigado pela colaboração. Vou publicar isto como post.

Abraços.

Robson Aguiar disse...

Pr. Altair,
Permita-me transcrever novamente uma parte do meu texto,
“Combato acidamente a doutrina da predestinação individual em minhas congregações, mas, nunca coloquei um reformado no nível de um neopentecostal.

Os males causados pela teologia da prosperidade é infinitamente mais prejudiciais ao corpo de Cristo do que o crer ou não crer na predestinação”.

Claro que para nós a doutrina da predestinação incondicional é herética. Mas, o que mais, além disso, podemos dizer contra os calvinistas? Eles atacam a trindade com tri teísmo? Atacam a divindade de Cristo? Pregam que Deus é um homem? (doutrina mórmon). São guimetristas? Ou cabalistas? Espiritualizam tudo ao seu redor?

Então, nobre pastor Altair, concordo com o irmão que somos contrários a doutrina esposada pelos calvinistas, mas, acho que não podemos nivelar Calvino com DAKE.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre pastor Robson,

"Então, nobre pastor Altair, concordo com o irmão que somos contrários a doutrina esposada pelos calvinistas, mas, acho que não podemos nivelar Calvino com DAKE."

1º) Nem todos os calvinistas acreditam numa predestinação incondicional. Penso que o irmão sabe disto;

2º) Não estou nivelando Calvino a Dake, estou nivelando heresia com heresia.

Abraços.

Márcio Cruz disse...

Paz do Senhor, Ir. Altair.
Espero estar tudo na benção do Senhor Jesus com você e sua família.

Gostei da chamada. Pena que muitos não se detém no âmago do post.

Se a CPAD edita ou deixa de editar, não ouvindo seus associados (pois a mesma - creio eu ser vínculada à CGADB - ), os mesmos deveriam chamar a Direção para um esclarecimento em plenário.

Se ela mudou a sua filosofia, quem ganha é o estudante, que passa a dispor de material. Será que esses radicais não compram livros que contém heresias? Porque não há nada pior do que falar baseado no que outros falaram e não do que se estudou de posse de material. Quem for adulto, maduro, entenda!

Se a CPAD continuasse no cantinho dela, os diabolos (semeadores de contenda) iriam reclamar da mesma forma, dizendo que a editora é exclusivista, só pensa nela mesma e coisas semelhantes.

O ser humano é um ser INSATISFEITO!

Esquecem-se alguns que vivemos em uma época profética (é só ler Mt 24; 2Tm 3.1-9, etc.), onde os sinais que anunciam que Cristo Jesus está voltando, incluem manifestação de erros (SOMOS HUMANOS, portanto, IMPERFEITOS. Aliás, parece que só tem gente certa!).

Agora, cada um faça a sua parte e "cuide para que não caia - 1Co 10.12". Insisto: como foi com Dake, pode ser comigo, ou com qualquer outro. Por isso, o conselho do Mestre sempre será para aqueles que ensinam: OLHAR, VIGIAR E ORAR - Mc 13.30 (ARC).

Abraços em Cristo,

Ir. Márcio Cruz

Yvson disse...

Caro Pr. Altair,

A paz do Senhor.

É um prazer enorme esta participando do seu blog. Gostaria de parabenizá-lo pelo tema, mas muito mais por permitir que Deus faça uso de sua voz contra as heresias em meio a uma imensidão de Ministros medrosos e frouxos que buscam a simpatia dos homens e não amam as verdades Bíblicas.

O problema que vejo não está em publicar obras que vão de encontro à ortodoxia, com nota ou sem nota, mas é que nos últimos tempos a CPAD tem publica mais e mais obras teológicas calvinistas e quase nada de obras teológicas arminianas [me refiro aqui ao arminianismo como síntese em relação ao calvinismo como tese e o pelagianismo antítese, arminianismo é o meio termo entre soberania e livre-arbítrio]. Ficamos reféns de obras em inglês ou de algumas traduções disponíveis na internet.

Mas a questão principal é: Os Pastores, Obreiros, alunos, etc. têm base suficiente para discriminar o que ortodoxo e que é o heresia?

Como já vimos, aqui mesmo neste blog, se tivessem não teríamos Ministro, Obreiros, congregados dizendo que a Predestinação Incondicional e consequentemente, Expiação Limitado e Graça Irresistível, é sã doutrina e não Heresia.

Concordo em gênero, numero e grau que não há meias verdades ou é verdade ou heresia.

Um forte abraço no amor de Cristo!
[Maranguape I está com saudades]

Gostaria de indicar o site e fórum arminianismo.com

Diego disse...

Eu tenho o Wycliff e outros, e o considero o melhor dicionário Biblico.
A CPAD tem vários livros de escritores reformados ou calvinistas.
Rc Sproul, Jonh Piper, J.I Packer, Mark Denver (Seus dois livros, A Mensagem do Novo e do Antigo Testamento, lançados pela CPAD, são EXCELENTES), Mathew Henry (Seu excelente comentário Biblico do NT, é indicado por assembleianos e até pela CPAD), Spurgeon, D.A Carson, Jonh Sttot e outros.

Eu tenho alguns e os acho muito bons. Excelentes.
No que tange a teologia, a CPAD tem acertado bastante ultimamente.
Mas eu creio que a Casa estava completa de Biblias de Estudo.

A Biblia de Estudo e Aplicação Pessoal, para mim foi a melhor lançada até agora pela CPAD.

Na minha concepção a Casa não precisava de outra, ainda mais a DAKE.

Vagner Tavares disse...

Todos sabem que para calvinistas não há espaço para teologia pentecostal. Ou vc é calvinista ou pentecostal. A CPAD erra ao publicar obras de calvinistas. Quanto a Bíblia Dake, acho que estão fazendo "tempestade em copo d'água". Até agora só vi muito barulho, as "heresias" da edição em português ainda não apareceram. Estou aguardando o artigo com o comentário das notas e estudos da Bíblia Dake. Parabéns pelo artigo.

Joabe disse...

Pastor Altair ,

A paz do SENHOR.

Interresante texto e partilho de alguns posicionamentos seus. Contudo, fiquei um pouco intrigado em relação ao que o senhor falou sobre os calvinistas.

O senhor falou: “a "predestinação incondicional" é um erro doutrinário, ou seja, uma heresia.” E: “Nem todos os calvinistas acreditam numa predestinação incondicional.” Acho uma palavra muito forte, chamar essa doutrina calvinista de heresia, embora discorde dela. O Pastor Silas Daniel, uma vez falou que arminianos e calvinistas, divergem em relação à mecânica da salvação e não quanto ao método. E outra, onde existe um “calvinista” que não acredite em predestinação incondicional? Augustus Nicodemus, editor do “O Temporas, O Mores” não acredita na predestinação incondicional? O senhor indica um blog que, segundo seu ponto de vista, divulga “heresia” (e muita)? O senhor já publicou alguma nota de advertência para o pessoal que acessa seu blog em relação ao blog calvinista? Se fez, eu ainda não vi.

E ah, lembrei de um “calvinista” que não acredita na predestinação incondicional. Norman Geisler. Porem , muitos teólogos não classificam o pensamento de Gesiler como calvinista.

E ao mais, parabéns pelo blog que está muito bom.

Em Cristo,

Joabe

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Joab,

as pessoas podem chamar erros doutrinário como bem queiram chamar. Como heresia sempre foi algo associado aos Testemunhas de Jeová, Mórmons, Adventistas e outros, quando se escuta chamar de heresia uma doutrina ensinada numa igreja evangélica (assembleia, batista, presbiteriana etc) dá para se chocar um pouco. Nestes casos, se escolhe geralmente os seguintes termos: equívoco doutrinário, lapso doutrinário, doutrina não essencial, questão secundária etc.

Em relação ao fato de não ter colocado a informação no link do O Tempora O Mores, quanto a linha doutrinária, agradeço a observação do amigo e assim o farei.

Tenho amigos calvinistas que entendem que o livre-arbítrio precisar ser considerado no processo de salvação, além de abraçarem a idéia dos "predestinados em Cristo" (Ef 1.4), ou seja, "nos escolheu nele".

Já escrevei certa vez, que no céu, muita coisa que chamamos heresia será ortodoxia, e algumas que entendemos ser ortodoxia será chamada de heresia, tudo isso, em razão da complexidade de algumas doutrinas bíblicas, fruto de nossas limitações em alcançá-las plenamente.

Acontece que isto não impede de termos nossas convicções doutrinárias, mesmo que apenas baseadas naquilo que alcançamos limitadamente.

Repito nobre amigo, baseado em nossos sistemas doutrinários, qualquer afirmação doutrinária divergente dos modelos e interpretações estabelecidas como ortodoxia ou sã doutrina nestes sistemas (assembleiano, presbiteriano, batista, congregacional etc), para tal sistema, é uma heresia.

Dessa forma, a atualidade da manifestação dos dons espirituais (falar em línguas, curas, profecia e etc), a doutrina do batismo do Espírito Santo com a evidência do falar em línguas e outras), pode ser interpretado como heresia (erro doutrinário), por quem não as tem em seu rol de sã doutrina, ou de verdade não válida para os nossos dias.

Classificar de maneira diferente é apenas uma questão semântica, ou a tentativa de não "ofender" ou de "atenuar" o problema.

Não existe duas verdades acerca de um mesmo assunto. Pode existir sim, verdades que se completam.

A predestinação (soberania de Deus) e o livre-arbítrio (liberdade humana) são verdades bíblicas que se completam. Por não se entender como ambas se conciliam é que nasce os pontos de vistas extremos (heresias) sobre as mesmas.

Abraços e obrigado pela cooperação na discussão.

Roberto Queiroz disse...

Não sou calvinista, mas percebo que a Assembléia de Deus é sim extremamente calvinista em sua prática. É uma das igrejas que mais ora pela conversão dos pecadores, ou seja, que Deus interfira na vontade do pecador e que este se volte para Deus. Quando oramos estamos clamando pela interferência divina, pelo exercício por parte de Deus de sua soberania. Há orações que não pedem pela intervenção de Deus na vontade humana, quando oramos por cura, solução de problemas, etc. Mas quando oramos pela conversão de alguém estamos pedindo que Deus interfira no livre-arbítrio daquela pessoa. Isto é exatamente o que faz a Assembléia de Deus e o que pregava Calvino e seus discípulos. Claro que a Assembléia de Deus não ensina ou pressupõe que o resultado do jogo já está definido e decidido pelo juíz antes mesmo do começo da partida, inlcuisve determinando os derrotados, mas é óbvio que toda a teologia de Calvino, como sabemos, está baseada numa visão extrema da soberania de Deus, onde a vontade do pecador não é levada em conta, ou seja, não há livre-arbítrio. Essa é a essência das orações pentecostais: Senhor converte fulano! Salva Sicrano!

Diego disse...

Escritores reformados não vivem a pregar a TULIP, os cinco pontos do calvinismo, "não pregam o calvinismo" em todos seus escritos, antes tratam em seus livros sobre os mais diversos assuntos que produzem edificação aos leitores, assim como outros escritores, como o Pastor Ciro Sanches e o próprio Pastor Altair por exemplo.
Ignorar livros de pastores reformados simplesmente por sua confissão de fé ou linha teológica é ignorância e imaturidade.

Eu li o pastor Ciro por exemplo, citar dois livros em seus escritos, de pastores reformados; John MacArthur e John Stott, Com vergonha do Evangelho e Cristianismo Equilibrado, respectivamente, que são EXCELENTES livros, o ultimo lançado pela CPAD.
E o possuo, e o li recentemente e foi uma ótima leitura, onde ele fala sobre viver um cotidiano cristão equilibrdo, sem antogonismo extremado, em todos os aspectos, inclusive em questões teológicas.

O Pastor Elienal Cabral na nova revista faz uso do Comentário Biblico de Mathew Henry na lição deste trimestre.

Basta ter discernimento Biblico.

Pr. Carlos Roberto disse...

Nobre companheiro Pr. Altair Germano,

A paz do Senhor!

Em primeiro lugar, quero agradecer o encaminhamento do seu post por e-mail, e justiifcar que, pelas diversas atividades nos últimos dias, não pude responder antes.

Registro antecipadamente aqui, meu profundo respeito sôbre a sua clara e evidente opinião acerca do assunto, a qual é perfeitamente normal e salutar, ainda que possamos divergir. Com certeza, esse debate respeitoso e transparente, só nos fará crescer em conhecimento e entendimento.

Apenas para registrar meu pensameto a respeito do seu post, quero colaborar registrando o que se segue:

Creio não ter sido a sua intenção, mas pelo que está escrito no seu elucidativo texto, salvo melhor juízo, entendi que ficou uma certa dúvida sôbre a atuação e credibilidade do Conselho de Doutrina da CGADB.

Não posso falar sôbre a "suposta aprovação" do Conselho de Doutrina nas duas obras às quais o nobre companheiro se referiu, pelo fato de suas publicações datarem dos anos 2003 e 2006, época na qual ainda não fazia parte do referido conselho, porém, como o amado me enviou seu post por e-mail, tomei a liberdade de encaminhá-lo aos respectivos Presidentes, tanto do Conselho de Doutrina, bem como da Comissão de Apologética para averiguação, uma vez que os dois já eram presidentes dos referidos conselhos na ocasião.

Não sei se terão interesse em se manifestar, pelo menos creio ter feito a minha parte.

Quanto a mudança de postura da CPAD, quanto ao teor das suas publicações, se continuam de caráter puramente confessional ou não, entendo que somente uma Assembléia Geral da CGADB, tem poderes para legislar sôbre essa causa. Até que isso aconteça, que seja cumprido o estatuto vigente, caso contrário tratar-se-á de descumprimento do mesmo.

Da mesma maneira, entendo também ser as atribuições do Conselho de Doutrina. De acordo com o estatuto vigente da CGADB, (creio ser desnecessário citar aqui todos os artigos), a CPAD é quem deve colocar à apreciação do mesmo as obras a serem publicadas.

continua...

Pr. Carlos Roberto disse...

...continuação

Sinceramente, não creio que tenha sido a sua intenção, mas seu texto, no meu entendimento, colocou a CPAD acima de toda e qualquer suspeita, e as debitou todas na conta do Conselho de Doutrina.

Ora, com méritos, a CPAD tem todo o nosso respeito, digo isso partindo da minha própria pessoa, porém, mesmo não tendo sido constituído advogado do Conselho de Doutrina, estou parte integrante do mesmo neste momento, e o que reinvidico aqui não é uma simples questão de mérito moral, mas também legal.

No âmbito da dúvida sobre o que realmente aconteceu quanto a publicação das obras citadas, não seria óbvio que na pior das hipóteses, as duas instituições fossem tratadas de igual para igual, até que se pronunciassem a respeito?

Assim como o nobre companheiro entendeu que houve "contradição" na resolução conjunta do Conselho de Doutrina e da Comissão de Apologética, porventura não poderíamos também interpretar, talvez, a inclusão dessa "suposta aprovação do Conselho de Doutrina", como um erro, ou quem sabe uma espécie de "aprovação tácita", pelo costume de se imprimir essa frase em todas as fichas técnicas das publicações? Seria um erro gravíssimo, mas é uma das possibilidades, afinal, dúvidas são sempre dúvidas, e podem ocorrer de todos os lados, até que sejam esclarecidas por todas as partes.

Minha argumentação se baseia no fato de, em dois anos e oito meses como membro do atual Conselho de Doutrina, não ter sido convocado para qualquer reunião de apreciação de obras a serem publicadas pela CPAD.

Por outro lado, entendo que, se porventura o atual "modus operandis" do Conselho de Doutrina não é mais viável, que então seja primeiro alterado estatutariamente, e que até lá se respeite o que está estatuído. São as regras!

Finalmente, no meu entendimento, se compreendermos que heresia é heresia e ponto final, e que assim mesmo poderemos publicar obras que divirjam da nossa doutrina com a devida nota explicativa, dentro de pouco tempo correremos o risco de publicarmos obras com pensamentos das diversas seitas existentes.
É um risco? Sim! Porque não?

Se hoje temos administradores na CPAD em quem confiamos plenamente, mas, e amanhã, o que acontecerá?

Só Deus sabe!

Por isso, entendo que prevenir é melhor do que remediar!

Com temor e tremor diante de Deus, sempre querendo colaborar com meus irmãos, amigos e companheiros na Causa do Mestre, sempre querendo e disposto a entender o que porventura não tenha sido possível até agora.

Pr. Carlos Roberto Silva

ALTAIR GERMANO, disse...

Amigo e pastor Carlos Roberto,

com certeza uma das duas coisas aconteceram: O Conselho de Doutrina (nas gestões citadas) aprovou obras contendo heresias e sem a devida nota de advertência, ou a CPAD registrou a aprovação do referido Conselho nas obras citadas, sem o devido exame pelo mesmo. É uma caso para se investigar internamente.

Se o texto lançou apenas sobre o Conselho de Doutrina a possível "responsabilidade" dos fatos citados, foi inabilidade deste escritor. Fica aqui minhas desculpas.

No demais, o amigo sabe, que a nossa discussão gira em torno de pontos de vistas, e meu carinho, respeito, amizade e admiração pelo irmão e companheiro apenas aumentam a cada dia que passa.

Abraços fraternos!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro amigo e pastor Altair Germano:

Já há alguns dias o amigo me enviou esta postagem através de email, todavia em virtude de um início de ano bastante atarefado, não tive tempo de vir aqui tecer as minhas considerações.

Creio que nossas posições estão bastante claras (e divergem em alguns pontos), tanto através dos diversos comentários que postei no blog do nosso amigo comum, pastor Carlos Roberto, quanto no comentário que publiquei em sua última postagem sobre o assunto. Portanto, não é necessário me alongar sobre isto. Assim, vamos aos pontos que me chamaram a atenção no seu post.

Compreendo perfeitamente bem o que o irmão define como "ortodoxia assembleiana", o que, a meu ver, não implica que pontos esposados por outras "ortodoxias denominacionais" sejam necessariamente heréticos, ainda que possam ser assim tomados se considerados à luz dessa "ortodoxia" a que o irmão se refere. Portanto, no meu caso este não é o ponto. Prefiro e luto para pensar numa "ortodoxia bíblica", que vai muito além de qualquer "ortodoxia" enclausurada em "guetos".

Assim, à luz desse último ponto de vista - a "ortodoxia bíblica" - concordo em gênero, número e grau que heresia é heresia, sem qualquer gradação hierárquica. No entanto, quando me restrinjo ao terreno das diferentes "ortodoxias", não tenho como fugir da máxima de Agostinho: "Nas coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, diversidade, e, em todas as coisas, amor".

(Continua...)

Pastor Geremias Couto disse...

(Continuação...)

Uso apenas um exemplo ilustrativo: é clara para qualquer cristão biblicamente "ortodoxo" a doutrina de segunda vinda de Cristo. É uma intervenção histórica que nenhum cristão biblicamente convicto põe em dúvida. Trata-se, portanto, de uma doutrina essencial. Agora, se virá antes, no meio ou depois da Grande Tribulação, isso, a meu ver, não altera em nada os fundamentos. Neste caso, fico com João 14, que me é bastante suficiente.

Todavia, se a CPAD é confessional, ou seja, tem o compromisso de publicar obras que fundamentem e tenham compromisso com a sua "ortodoxia", qualquer coisa que publique na área escatológica que fuja do esquema clássico assembleiano só trará confusão, a não ser que tenha finalidade acadêmica e, ao fim, após expor todas as linhas escatológicas, reafirme por A mais B a posição assembleiana. Mas publicar, por exemplo, algum texto que ensine o amilenismo, ou, ao contrário, a vinda de Cristo para depois do milênio, seria o mais absoluto contrassenso, mesmo que viesse com um alerta que essa não é a doutrina esposada pelas Assembléias de Deus.

Por outro lado, o irmão e amigo insiste na "mudança de pensar e agir" da editora, como se isso representasse uma guinada em sua confessionalidade. Em meu comentário em sua última postagem sobre o assunto já expliquei o que essa frase representou à época, pois vivi intensamente esse momento, e jamais o significado foi esse, ou seja, abrir mão da confessionalidade! Até que me provem o contrário, jamais houve qualquer mudança formal nesse sentido, que, sequer, caberia ao Conselho Administrativo ou mesmo à Mesa Diretora da CGADB, mas à sua Assembléia Geral que pode em última instância ditar os rumos da editora que lhe pertence.

Todavia, o que mais me preocupou neste seu comentário foi o fato de o irmão atestar a credibilidade da CPAD (não que eu queira pô-la em dúvida), deixando implícito que o Conselho de Doutrina teria falhado em bem representar o seu papel. Creio que seria mais prudente, no mínimo, dar o benefício da dúvida nesta situação, pois caberia perguntar: A CPAD enviou tais obras à apreciação do Conselho? Ou tais obras foram publicadas sob a presunção de que o Conselho as aprovaria?

São perguntas retóricas válidas até porque o pastor Carlos Roberto afirmou em seu blog que nesses dois anos e oito meses em que faz parte do Conselho de Doutrina nunca foi convocado para reunir-se com os seus pares para avaliar qualquer obra da editora. E eu não ponho em dúvida a credibilidade do nosso colega e amigo comum. Mas posso presumir, a partir daí, que o mesmo procedimento tenha ocorrido nos anos anteriores.

Portanto, para concluir, achei que o companheiro não foi justo em sua presunção de credibilidade da editora, sem que presumisse também a credibilidade do Conselho de Doutrina. Talvez o irmão não tenha tido essa intenção, mas não há como interpretar o que escreveu de outra forma.

No entanto, se houve qualquer acordo tácito do qual não tenhamos conhecimento, aí, sim, estariam ambos - Conselho de Doutrina e CPAD - com a sua imagem arranhada. Mas não creio que tal tenha acontecido, mas apenas falta de ajustes de procedimentos.

Espero que nos devidos fóruns possamos discutir essa questão com mais profundidade.

Um abraço neste início de madrugada de sexta-feira, 15 de janeiro.

Paulo Mororó disse...

Caro pastor Altair, a Paz do Senhor.

Excelente o comentário do pastor Carlos Roberto (membro do atual Conselho de Doutrina da CGADB). A transparência do pastor Carlos é uma virtude admirável. Espero que a AD consiga a "reintegração de posse" da CPAD. Uma posse e um controle na realidade do fato e do direito. Desejo que os integrantes dos Conselhos e Comissões da CGADB estejam atentos e atuem com mais zelo nesta importante Obra.

Uma pergunta ao pastor Altair: O Conselho de Educação da CGADB tem alguma atribuição direta ou indireta em forma de análise ou de paracer sobre as obras a serem publicadas pela CPAD?
A pertinência na pergunta acima é devido parte destas obras de referências serem utilizadas na EBD e em cursos teológicos nas ADs.
Um abraço.
PAULO MORORÓ

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre amigo e companheiro pastor Geremias do Couto,

como já escrevi, respondendo o post do pastor Carlos Roberto e esclarecendo o meu posicionamento:

"com certeza, uma das duas coisas aconteceram: O Conselho de Doutrina (nas gestões citadas) aprovou obras contendo heresias e sem a devida nota de advertência, ou a CPAD registrou a aprovação do referido Conselho nas obras citadas, sem o devido exame pelo mesmo. É uma caso para se investigar internamente."

Admiro também a declaração de Agostinho, mas, sobre ela fica a seguinte pergunta:

Quem define o que são questões essenciais? Para a Igreja Católica a veneração à Maria, sua impecabilidade, sua intercessão são questões essenciais. Entendo que o essencial é aquilo que é verdade e revelação bíblica.

Reafirmo que a heresia da qual trato, conforme bem compreendido pelo irmão, parte da perspectiva denominacional, embora nos casos citados entendo que biblicamente são também heresias.

Como também já escrevi, é provável que o Conselho de Doutrina não tenha aprovado as obras, mas, outro fato grave é o desconhecimento ou a omissão do mesmo em relação aos conteúdos que fogem da ortodoxia assembleiana por mim citados, publicados nas obras que relacionei.

Entendo, pelo Art. 29, inciso II, do RI da CGADB, que trata das competências do Conselho de Doutrina:

"deliberar sobre qualquer assunto de natureza doutrinária, direta ou indiretamente relacionados com as Assembleias de Deus no Brasil"

que o mesmo, deveria ter se posicionado sobre as obras que citei, e, se os seus membros não tinham conhecimento dos fatos, tendo-o agora, devem se pronunciar.

Por quais razões, também, o Conselho de Doutrina e a Comissão de Apologética silenciaram e ainda estão em silêncio em Relação a postura do nosso 1º Vice-Presidente com a divulgação da Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira, quando o Regimento Interno lhes outorgam poderes para se manifestarem?

Não é a Teologia da Prosperidade difundida pela referida Bíblia e pastor?

Não é o Dake, guru e pai de muitos profetas da prosperidade?

Para não passar a idéia de apenas chamar o Conselho de Doutrina à responsabilidade, enviei para a CPAD as minhas refutações sobre a Teologia da Prosperidade da referida Bíblia, que mesmo publicada por outra editora, tal editora é propriedade de um membro, além de ser amplamente divulgada e indicada por este mesmo membro da Mesa Diretora, mas, a CPAD não as publicou.

Como bem colocado ainda pelo irmão, uma Assembleia Geral é o fórum para decidirmos os destinos da Casa e o papel de nossos Conselhos e Comissões.

Como sempre, obrigado por sua importante contribuição no debate.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Mororó,

o Conselho de Educação trata apenas sobre assuntos pertinentes às Escolas Teológicas e à Educação Teológica neste contexto. Não delibera sobre as questões aqui citadas.

Abraços.

Pastor Geremias Couto disse...

Caro amigo e pastor Altair Germano:

Aludo apenas aos seguintes parágrafos do seu comentário para efeito de alinhamento:

1) "Quem define o que são questões essenciais? Para a Igreja Católica a veneração à Maria, sua impecabilidade, sua intercessão são questões essenciais. Entendo que o essencial é aquilo que é verdade é 'revelação bíblica'".

A sua última frase no parágrafo acima é coerente com um dos pontos que afirmei no meu comentário: "Prefiro e luto para pensar numa 'ortodoxia bíblica', que vai muito além de qualquer 'ortodoxia' enclausurada em 'guetos'". Estamos, portanto, no mesmo diapasão.

2)"Reafirmo que a heresia da qual trato, conforme bem compreendido pelo irmão, parte da perspectiva denominacional, embora nos casos citados entendo que biblicamente são também heresias".

Aqui, mais um vez, estamos alinhados, pois, como está dito, a hereesia da qual o irmão trata parte da perspectiva denominacional, o que pressupõe, como afirmei no meu comentário, que outras pressuposições denominacionais necessariamente não quer dizer que sejam biblicamente heréticas, embora o irmão faça a ressalva para deixar claro que considera "biblicamente" heréticos os exemplos que mencionei, os quais, no meu caso, considero questões não essenciais.

Temos, então, se é possível estabelecer algum percentual, 20% de discordância e 80% de concordância. Não está tão ruim assim!

Em relação aos demais pontos, concordo também com o irmão que cabe aos conselhos esclarecerem por que não se posicionaram (ou não se posicionam) quanto a Bíblia publicada pela editora de propriedade do Primeiro Vice-Presidente da CGADB sem que, contudo, esse fato seja usado como justificativa para que adotassem o mesmo procedimento quanto à Bíblia Dake. Escrevi em um dos meus comentários no blog do pastor Carlos Roberto que não podemos ter uma atitude com A e outra diferente com B em casos assim. São dois pesos e duas medidas.

Abraços diretamente de Goiânia, GO, e obrigado pelo espaço.

Pr. Geremias do Couto

Thiago A. Silveira disse...

Pr. Altair Germano

Recomento à leitura de "História das Controvérsias na Teologia Cristã: 2000 anos de Unidade e Diversidade" de Roger Olson (Vida). Nessa obra Olson apresenta o consenso cristão histórico sobre as doutrinas básicas da fé cristã. A doutrina da Trindade, por exemplo, é consensual ao cristianismo ortodoxo e define as fronteiras da comunhão cristã. Nessa categoria entram as doutrinas essenciais, tais como a encarnação, a morte expiatória e substitutiva de Cristo,a justificação pela fé, a segunda vinda de Cristo, etc.
Na soteriologia, o consenso cristão histórico é que a salvação envolve "dádiva e esforço"; as interpretações divergentes, como calvinismo e arminianismo, representam tentativas cristãs de interpretar essa dialética. Portanto, calvinismo e arminianismo são posições cristãs, teológicamente válidas. As heresias soteriológicas surgem no pelagianismo e no universalismo.

Quanto a CPAD, eu penso que maior problema que publicar a Bíblia Dake, é publicar a Teologia Sistemática de Charles Finney, pois este "herege" nega a morte expiatória e substitutiva de Cristo, a justificação pela fé e caí no pelagianismo.

Outra observação é que o dia que a CPAD publicar somente livros de autores pentecostais, será o fim da editora. Os calvinistas são as maiores autoridades nas áreas da teologia bíblica, sistemática, história da Igreja, línguas bíblicas, hermenêutica e exegese, etc.
Parece-me que o dispensacionacionalismo sim, que é totalmente incompatível com a teologia pentecostal, e os pentecostais, pelo menos alguns, se julgam dispensacionalistas.

Abraço do RS,

Charis kai eirene

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Tiago:

Apresso-me a concordar com você sob pena até de algum bombardeio. Nada a acrescentar, a não ser informar que sempre tive dificuldades com o dispensacionalismo desde criança.

Lia os comentários em defesa da tese, buscava entender o confuso conceito que a define, ia atrás das referências bíblicas indicadas, mas não encontrava qualquer coerência entre os textos e a tese, por menor que fosse.

À medida que o tempo foi passando, acabei por colocar essa "sistematização" (é o máxiimo até onde consigo chegar) no campo das questões não essenciais.

Descrer do dispensacionalismo não me faz um cristão "biblicamente" herético. Mas, por outro lado, descrer das alianças e pactos, como descritos na Bíblia, me tornaria um cristão "biblicamente" herético.

Vou adquirir a obra recomendada.

Abraços.

Pr. Geremias do Couto

Thiago A. Silveira disse...

Pr. Geremias do Couto...

Eu cresci espiritual e teologicamente na Assembléia de Deus. Quando adolescente participei de estudos bíblicos com o "mapa das dispensações", estudava uma Bíblia Scofield e o Plano Divino através dos Séculos,
obra do saudoso missionário Lawrence Olson.

As primeiras objeções ao dispensacionalismo, vieram de um amigo que estudara no IBAD, ele apresentou-me o calvinismo e a teologia Aliancista.

Quando comecei a estudar teologia, tive contato com as obras de George E. Ladd, Daniel P. Fuller, O. Palmer Robertson, Anthony Hoekema e outros críticos da teologia dispensacional. Relevante é a tentativa de "reforma" do dispensacionalismo clássico pelos dispensacionalistas progressivos, como Darrell Bock, Craig Blaising, etc.

Meus estudos levaram-me a rejeitar o dispensacionalismo, para uma posição próxima ao pré-milenismo histórico, mas estudos de obras amilenistas como as de Hoekema e de
William Hendriksen, fazem-me não ser dogmático quanto às questões escatológicas.

Abraços,

Charis kai eirene

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Tiago:

De minha parte, obrigado pelos seus relevantes esclarecimentos.

No terreno da escatologia, farei outra declaração que pode perturbar a alguns, mas já é conhecida de outros que privam do meu relaciamento: o único dogma que sigo é o de João 14.1-3:

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também".

A última declaração do Mestre: "para que onde eu estou, estejais vós também" me preenche todas as necessidades de esperança e satisfaz toda a busca da minha fé!

Abraços

Abraços

Ev. Nilson Queirós disse...

Caro pastor Altair a paz do Senhor, é um prazer comentar em seu blog e te convido a visitar o meu.
Quanto ao exposto por vós, ainda são muitos que por não acreditarem na concepção doutrinaria de alguns deixam de adquirir obras importantissimas para conhecimento.
Com casos polêmicos como a publicação da Dake e dicionário Wycliffe vemos que a propensão é que se comece a questionar várias outras publicações que discordam da veia doutrinária das Assembleia de Deus, porém pergunto: a CPAD está errada por Publicar Livros que discordam da nossa concepção doutrinária? acredito que nao, já que a CPAD e a Assembléia de Deus no Brasil sempre deixaram bem claro em que acreditam. Se alguma coisa tem que ser feita nos tocante a publicações com discordância que seja a de ter explicações, e não a retirada do mercado.
Comprei por exemplo a Dake e o Dicionario mencionado e os prefiro com todas as discordâncias doutrinárias, pois assim consigo analisar e ter respaldo para falar de concepções contrárias ao verdadeiro entendimento bíblico.

samuel silva disse...

Caro Pr. Altair, acho muito louvável o fato de estar preocupado com a saúde espiritual teológica do povo a quem pertence ( Assembléia de Deus ).Eu já pertenci a denominação.Hoje sirvo ao Senhor na igreja Presbiteriana.É lamentável que enxerguem as doutrinas calvinistas como heresias.No decorrer da história pós testamental não foi encontrada sistematização teológica que mais se aproxima das sagradas Escrituras como a visão reformada-calvinista.Apesar de algumas incoerências.