sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO. Subsídio para Lição Bíblica.

A expansão e crescimento do Reino sob o governo de Davi foi um marco na história de Israel.

As intenções do servo do Senhor eram as melhores possíveis. Suas conquistas objetivavam a glória de Deus e apontavam para a benção de Deus sobre a sua vida.

Segurança nacional, grandes obras, um forte exército, conquistas, mas, acima de tudo, um desejo motivado pelo prazer de louvar e adorar a Deus, marcaram a vida deste servo de Deus.

Optei por não fazer uma abordagem exegética sobre o tema, tendo em vista as várias fontes de consultas, tanto livrescas como online. Tratarei o tema de uma perspectiva hermenêutica, ou seja, analisarei as questões envolvidas numa perspectiva contemporânea e evangélica.

POSIÇÃO ESTRATÉGICA E IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DE JERUSALÉM

Temos aqui dois pontos que fazem a diferença quando bem entendidos, valorizados e aplicados, são eles: a posição estratégica e a importância histórica.

Nestes dois itens se enquadram a igreja evangélica brasileira, e mais especificamente, as Assembleias de Deus, sobre a qual nossos comentários se deterão.

Em termos de posição estratégica, do ponto de vista geográfico, as Assembleias de Deus no Brasil se instalaram nas principais cidades do Brasil, tanto nas capitais, quanto no interior. Estão inseridas tanto nas comunidades mais pobres, como, também, em bairros e regiões mais afortunadas economicamente.

Agregada a sua posição estratégica, está também a sua importância histórica. A maior denominação evangélica e pentecostal brasileira, às vésperas de seu centenário, construiu uma imagem e conquistou um respeito das igrejas históricas, reformadas e do catolicismo romano.

O crescimento da igreja foi o resultado natural desta posição estratégica e de sua bela história, marcada pelo duro e sincero trabalho dos pioneiros, do compromisso deles com a unidade espiritual, denominacional, fraternal e doutrinária.

O que chamo a atenção, é para o fato de que nem todo contínuo crescimento sinaliza para um bom momento, ou é sinal da benção de Deus sobre uma organização, instituição, grupo ou movimento religioso.

Assim como Davi e o povo em sua época, é possível atualmente encontrar líderes e pessoas sinceras, cujas ações promovem o crescimento da igreja, mas, por outro lado, há também líderes e pessoas que perderam o foco, trabalham distanciados da vontade de Deus, em benefício de causa própria.

O crescimento de uma congregação, campo, ministério ou convenção específica, não é sinal da aprovação de Deus sobre a vida do líder ou ministério local.

Uma prova disto é o crescimento de congregações, campos, ministérios e convenções que vivem continuamente com litígios internos e externos, trocam acusações, não se respeitam ou se aceitam, pregam sobre amor e perdão mas não vivem isso plenamente, fazem alianças políticas descabidas de bom senso, acentuam o partidarismo e o preferencialismo nas eleições ministeriais, atuam como empresas em busca de um fortalecimento no "mercado" da fé, desperdiçam tempo, dinheiro e energia na disputa e busca pelo poder eclesiástico, assimilam modelos litúrgicos e doutrinários para agradar a sua clientela etc.

UM REINO CRESCENTE DESPERTA INIMIGOS

Naturalmente, todo crescimento desperta a atenção e a inveja de terceiros. O pior é quando estes "terceiros", na qualidade de inimigos, conseguem perceber e identificar as mazelas do "reino". Enquanto em Jerusalém e em Israel a justiça social, a integridade dos juízes, a santidade dos sacerdotes e a fidelidade do povo a Deus e a sua palavra prevaleceram, havia inimigos sim, mas, inimigos que demonstravam certo respeito pela nação. Quantos essas qualidades se dissipam, ou se tornam cada vez mais escassas, além dos inimigos aumentarem, aumentam também a falta de respeito e credibilidade.

Os inimigos se fortalecem, zombam e escarnecem diante do fracasso, da decadência espiritual e moral de muitos. Os escândalos promovidos por algumas lideranças, que se propagam em programas de TV aberta, sem falar no que acontece nos bastidores fétidos e nas salas onde decisões e acordos indecentes são formalizados, tudo isso coopera para o fortalecimento dos inimigos da fé cristã.

NOVO REINO, NOVOS ALVOS A ALCANÇAR

As prioridades das coisas espirituais ganham o enfoque neste ponto. Davi sempre procurou priorizar as coisas espirituais.

Atualmente, há uma preocupação demasiada em parecer espiritual, em detrimento do fato de ser realmente espiritual.

As formas suntuosas dos templos (símbolo de status e poder) e a estética do culto, em muitos lugares prevalecem, sem que haja comunhão entre os que lá se reúnem, e a presença da verdadeira adoração.

Sobram hinos para Deus, mas, falta na mesma proporção a manifestação de sua doce e maravilhosa presença. O culto se transforma num monólogo coletivo, em algo frio, formal, engessado e cansativo. Um mero encontro de pessoas, em vez de um encontro de pessoas com Deus.

O "reino" Igreja Assembleia de Deus, não muito diferente das outras denominações evangélicas, precisam de novos alvos a alcançar. Alvos não meramente numéricos, mas, que dignifiquem e horem o nome do Senhor. Alvos que promovam um crescimento saudável. Alvos que estabeleçam de fato, o Reino de Deus na terra.

É provável que no próximo mês a igreja evangélica no Brasil ultrapasse os 50 milhões de membros, e que em 2020 seja 50% da população nacional, com cerca de 104,5 milhões de crentes. A pergunta é: será um crescimento e expansão apenas quantitativa, ou cresceremos, acima de tudo, em qualidade de vida verdadeiramente cristã?

Um comentário:

gunnar vingren fialho disse...

PASTORADO FEMININO - NOTÍCIAS DA CONVENÇÃO GERAL DA ASSEMBLEIAS DE DEUS NOS ESTADOS UNIDOS

As Assembleias de Deus norte-americanas se reuniram em Orlando, na Flórida, para o 53º Concílio da Convenção Geral, entre 4 e 8 de agosto. Cerca de 30 mil delegados eram esperados no encontro. Muitos outros milhares puderam acompanhar através de uma cobertura maravilhosa, ao vivo, de alta resolução, online. Todas as reuniões plenárias foram transmitidas diretamente, sem cortes. As únicas interrupções eram as pausas para votar e para os períodos de alimentação. Os cultos também foram transmitidos ao vivo e com alta qualidade. Talvez a nossa Convenção Geral no Brasil se inspire para fazer o mesmo – será que seria tão respeitosa quanto os nossos irmãos denominacionais norte-americanos?As notícias principais são:O Pastor George Wood foi eleito com mais de 80% dos votos dos delegados presentes ao cargo de presidente da Convenção Geral dos Estados Unidos.Atualmente ele servia no cargo de presidente concluindo a gestão do Pastor Thomas Trask, que serviu como líder das Assembléias de Deus Americanas por 14 anos e havia deixado o cargo vago, renunciando em 2007. Nesta Convenção de 2009 então o conclave elegeria o próximo presidente. Assim sendo, não foi o caso de reeleição, foi uma eleição. Anteriormente a isso, George Wood estava servindo como Secretário Geral da Convenção.Pastor Wood, mesmo assumindo a vaga deixada pelo Pastor Trask temporariamente, demonstrou uma fenomenal liderança e eficiência em expansão administrativa e ministerial da denominação além de trazer uma estabilidade entre os ministros jovens e mais maduros atuantes hoje. O apoio à próxima geração é fantástico.
O conclave também aprovou importantes resoluções, entre elas estão a adoção de uma quarta razão para a existência do Concílio. A saber, o estabelecimento de ministérios que visam a atender as necessidades humanas, exercendo amor e compaixão através do serviço. Esta adoção vem a juntar-se às outras três razões para a existência da denominação (evangelizar o mundo, adorar a Deus e preparar os crentes para o serviço divino.Outras resoluções determinaram a retirada da obrigatoriedade do ministro credenciado de pregar um determinado número de vezes por ano, que também o ministro credenciado esteja envolvido ativamente em um ministério, e a reafirmação da declaração da evidência inicial de falar em línguas como sinal do Batismo com o Espírito Santo.Neste concílio também foi reconhecida pela primeira vez uma mulher ministra no Presbitério Executivo. A Pastora A. Elizabeth Grant. As Assembléias de Deus Americanas concedem licenças às mulheres que exerçam o ministério nos USA – a prática é seguida pela maioria das igrejas Assembléias de Deus ao redor do mundo. O Brasil é uma exceção neste tema em particular.
gunnar vingren fialho